<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom">		<title>http://venezadepaixoes.spaceblog.com.br</title>		<id>http://spaceblog.com.br/</id>		<link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://venezadepaixoes.spaceblog.com.br/atom.xml" />		<subtitle><![CDATA[Veneza de Paixões]]></subtitle>		<rights>Copyright (c) 2006, Hi-pi</rights>		<generator>Hi-pi ATOM generator</generator>		<author>			<name>Hi-pi</name>			<uri>http://venezadepaixoes.spaceblog.com.br</uri>		</author>		<updated>2009-02-02T18:55:55+01:00</updated>		<entry>			<title>3º parte - 6º capitulo- Fada madrinha!</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><span>No escritório...</span></p>
<p><span>Álvaro sem perceber a única coisa em que
conseguia pensar era em Loli e Mirella; mais especificamente em
Loli.</span></p>
<p><span>Não se continha precisava saber se elas
viriam ao jantar, precisava de qualquer
desculpa.</span></p>
<p><span>Já no hotel...</span></p>
<p><span>-Tá eu atendo!
(Loli)</span></p>
<p><span>Grudada em Loli, Mirella tentava ouvir o
telefonema. Quem poderia ser?</span></p>
<p><span>Esta era a pergunta que não as deixava
calar.</span></p>
<p>
-				</div>			</content>			<id>http://venezadepaixoes.spaceblog.com.br/293594/3-parte-6-capitulo-Fada-madrinha/</id>			<link href="http://venezadepaixoes.spaceblog.com.br/293594/3-parte-6-capitulo-Fada-madrinha/" />			<author>				<name>venezadepaixoes</name>				<uri>http://venezadepaixoes.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-02-02T18:55:33+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Branca de Neve e os sete pecados capitais pt/5</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><span>
Mas, voltemos à parte do texto que descreve na linguagem simbólica
e, portanto, mais rica do conto original:</span></p>
<p><em>Quer ser encarregada de nossa casa? Será nossa
cozinheira, fará as camas, lavará a roupa, coserá, fará meias para
nós e conservará tudo limpinho e arrumado. Se trabalhar bem
ficaremos com você, não terá falta de nada e será nossa Rainha.
Branca de Neve respondeu: - Aceito, de todo meu coração! E foi
assim que ela ficou com os anõezinhos e tomou conta da casa deles.
De manhã os anões saiam pelas montanhas para procurar ouro, e
quando regressavam, à noite, encontravam a comida preparada.
Durante o dia a menina ficava sozinha, e por isto os anões nunca
deixavam de lhe dizer quando saiam: - Tome cuidado com sua
madrasta, que mais cedo ou tarde acabará sabendo que você está
aqui, e não deixe entrar ninguém.</em></p>
<p><span>
O tempo que Branca de Neve fica na casa dos
anões é um tempo de treinamento, disciplina interior e aprendizado.
É nesse período, durante o qual acontecem seus três perigosos
encontros com a madrasta disfarçada, que ela</span></p>
<p><span>
<span>aprende a
usar a sabedoria representada pelos anões (que no fundo está nela
mesma) para lidar com os elementos ainda não ordenados que tem
dentro de si.</span></span></p>
<p><span>
<span>As práticas ou rituais - implícitas no processo iniciático -
preparam para o contato com o poder unificador do Espírito
(<strong>Tiferet</strong>, a iluminação), cuja presença exige que a
substância psíquica tenha se tornado um todo unificado. Os
elementos mais ou menos dispersos de nossa personalidade mundana
são, desse modo, compelidos a juntar-se. E, alguns deles chegam
enraivecidos, vindos de lugares ocultos, remotos ou obscuros com os
poderes inferiores ainda agarrados a eles. É mais correto dizer,
neste caso, que é o inferno que ascende do que afirmar que é o
praticante que desce nele.</span></span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>Quem sai
do seu castelo enraivecida pela inveja e vai procurar Branca de
Neve é a Madrasta, e não o contrário! Essa guerra das forças
inferiores conduz a uma verdadeira batalha que tem a alma como
campo de luta (a tal simbologia da luta entre o céu e
o inferno pelas nossas almas.</span></p>
<span>As
três tentativas da rainha má para matar Branca de Neve mostram, que
no começo do caminho os elementos psíquicos pervertidos estão de
certo modo adormecidos e afastados do centro da consciência, do
mesmo modo que a madrasta está no castelo, longe da casa dos anões.
Eles devem ser primeiramente acordados, pois não podem ser
redimidos e transformados dentro do seu sono. E é no momento em que
despertam, num estado de ódio enfurecido contra a nova ordem, que
existe sempre o risco de que eles se apossem de toda a alma. O que
não acontece no conto porque os anões, que são</span>
<p><span>
<span>as partes de conhecimento da alma, não são atingidos pela
rainha e por isso salvam a princesa nas duas ocasiões em que a
madrasta disfarçada tenta matá-la. A primeira através de sufocação
com um espartilho apertado e a segunda com um pente envenenado na
cabeça (estas partes acabaram ficando de fora da versão de desenho
animado, mas constam da versão original do
conto).</span></span></p>
<p><span>Esses
episódios são descrições simbólicas da transformação do metal vil
em metal nobre. As faculdades corporais de conhecimento,
representadas pelos anões, começam a atuar de modo consciente e é
através de seu uso que Branca de Neve se salva por duas
vezes.</span></p>
				</div>			</content>			<id>http://venezadepaixoes.spaceblog.com.br/293463/Branca-de-Neve-e-os-sete-pecados-capitais-pt-5/</id>			<link href="http://venezadepaixoes.spaceblog.com.br/293463/Branca-de-Neve-e-os-sete-pecados-capitais-pt-5/" />			<author>				<name>venezadepaixoes</name>				<uri>http://venezadepaixoes.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-02-02T15:03:47+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Branca de Neve e os sete pecados capitais pt/4</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><strong><span>Os anões</span></strong><span>
Abandonar o mundo escuro e
encontrar a luz tem suas conseqüências. Existem algumas indicações,
sobre quais são essas conseqüências da saída da floresta
escura. Nos primeiros versos do Inferno, na Divina Comédia
de Dante Alighieri (outro grande iniciado: um dia vou explicar para
vocês o real significado deste maravilhoso texto medieval), ele
mesmo informa que a floresta representa o estado de vício e
ignorância do homem. Estar perdido na floresta é o mesmo que estar
perdido no labirinto da multiplicidade da manifestação
(Labirinto do Fauno,
anyone?).</span></p>
<p><span>
Ora, a saída da floresta escura, ou, o que dá no mesmo, a morte ao
mundo profano, implica logicamente numa mudança de mentalidade que
surge como a primeira parte da fase inicial de mudança no
direcionamento geral do ser, que é necessária para alcançar um grau
mais elevado de clareza e iluminação. É evidente que a primeira
providência prática, para alcançar essa mudança mental, está na
revisão dos pontos de vista e das convicções pessoais, dos hábitos
mentais, dos coágulos das emoções negativas, etc, etc. etc...
ou seja, lapidar a pedra bruta até chegar ao elixir da longa
vida.</span></p>
<p><span>
Por isso mesmo, Branca de Neve deve se submeter a certas condições
para poder ficar na casinha dos anões. As condições para ela ficar
na casa eram: primeiro, seguir os conselhos deles para não abrir a
porta para ninguém, porque a rainha má com o poder de se disfarçar
e enganar, poderia atacá-la e matá-la; e segundo, manter a casinha
sempre limpa e arrumada. Essa disciplina (em Branca de Neve) e essa
limpeza interior (na casa dos anões, que representa nossa mente)
são um espécie de treino para dominar todas as tendências obscuras
e irracionais da alma, ambas necessárias para a realização do ouro
interno, na sua pureza e luminosidade imutáveis. Isto corresponde
ao que a alquimia chama de extração dos metais nobres a
partir dos metais impuros por meio da intervenção dos elementos
solventes e purificadores, como o mercúrio e o antimônio, em
conjunção com o fogo, e que se efetua inevitavelmente contra a
resistência e a revolta das forças caóticas e tenebrosas da
natureza (bonito este texto, não?),</span></p>
<p><span>
Ora, crianças... os anões são os conhecedores da técnica que
permite a realização desse trabalho, porque eles sabem extrair ouro
da montanha (aliás, a montanha será outro objeto de
análise assim que eu voltar da Bienal do Livro). Na alma do homem
são como que lampejos primitivos de consciência, de iluminação e de
revelação. Anões são os gênios da terra, os famosos gnomos (e sim,
eles existem mesmo... não como essas baboseiras
pseudo-new-ages os retratam, mas um dia falo mais sobre
eles).</span></p>
<p><span>
Como o texto nos diz que são sete, eles correspondem exatamente aos
sete metais/planetas que os alquimistas designavam pelos mesmos
símbolos usados na astrologia para os sete planetas.
<strong>Sol</strong> - ouro, <strong>Lua</strong> - prata,
<strong>Mercúrio</strong> - mercúrio, <strong>Vênus</strong> -
cobre, <strong>Marte</strong> - ferro, <strong>Júpiter</strong> -
estanho e <strong>Saturno</strong> - chumbo. Essas correspondências
colocam em evidência a relação que existe entre a alquimia e a
astrologia e que se fundamenta no princípio que a Tábua de
Esmeralda exprime assim: <em>O que está embaixo é semelhante
ao que está em cima</em>. Por isso, Saturno, que é o planeta
mais alto para Astrologia pois corresponde ao sétimo céu, eqüivale,
na alquimia, ao chumbo, que está no ponto mais baixo da hierarquia.
A hierarquia dos planetas é ativa, enquanto a dos metais é
passiva.</span></p>
<p><span>
No próprio filme da Disney, alguns dos anões representam estas
características dos metais e dos planetas, como por exemplo,
<strong>Mestre/Doc</strong>  O mais velho dos anões,
representa o Sol, o líder. <strong>Feliz/Happy</strong> 
representa a bonança e a fartura de Júpiter, gordinho e feliz.
Juntos são os dois anões mais gordinhos na concepção de Disney. Em
seguida temos <strong>Zangado/Grumpy</strong> representando a Ira
de Marte, <strong>Dengoso/Bashful</strong> representando a beleza
de Vênus, <strong>Soneca/Sleepy</strong> representando a Lua e seu
pecado capital Preguiça, <strong>Atchim/Sneezy</strong>
representando as atormentações de Saturno e
<strong>Dunga/Dopey</strong>  Mercúrio, o mais rápido dos
planetas, e também o menorzinho deles.</span></p>
				</div>			</content>			<id>http://venezadepaixoes.spaceblog.com.br/292938/Branca-de-Neve-e-os-sete-pecados-capitais-pt-4/</id>			<link href="http://venezadepaixoes.spaceblog.com.br/292938/Branca-de-Neve-e-os-sete-pecados-capitais-pt-4/" />			<author>				<name>venezadepaixoes</name>				<uri>http://venezadepaixoes.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-02-01T16:42:10+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Branca de Neve e os sete pecados capitais pt/3</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><strong>A floresta e as provas antes da
iniciação</strong>
<em>A pobre Branca de Neve ficou sozinha, e transida de dor
se pôs a caminhar, no escuro da floresta, por entre as árvores sem
saber que rumo tomar. De repente começou a correr assustada com o
barulho dos trovões, com o clarão dos relâmpagos e com a chuva que
começava a cair. Correu saltando pedras e atravessando sarças; e os
animais selvagens pulavam quando ela passava, mas não lhe faziam
mal Ela correu até seus pés se recusarem a continuar, e como já era
noite e viu uma choupana ali perto, entrou nela para descansar. Na
choupana era tudo muito pequeno, porém nada podia ser mais limpo ou
mais gracioso. No centro, via-se uma mesa coberta com uma toalha
branca, e nela estavam sete pratinhos, cada um com sua colher, sua
faca e seu garfo; havia também sete copinhos do tamanho de dedais.
De encontro à parede se viam sete pequenos leitos, numa só fileira
cobertos, cada um deles, com lençóis brancos como a
neve.</em></p>
<p>O texto
parece sugerir que as provações iniciáticas são ritos preparatórios
da iniciação propriamente dita. Elas representam uma preparação
necessária, de tal forma que a iniciação mesma é como se fosse sua
conclusão ou seu fim imediato. É bom lembrar que elas tomam a forma
de viagens simbólicas em certas tradições (maçonaria, rosacruz,
druidismo, wicca) e podem mesmo se apresentar como uma busca ou
procura, que conduz o indivíduo das trevas do mundo profano para a
luz da iniciação.</p>
<p>No fundo,
as provações são essencialmente ritos de purificação; e essa é a
explicação verdadeira para essa palavra num sentido claramente
alquímico. A corrida de Branca de Neve pela floresta representa de
modo muito preciso exatamente isso: uma viagem do mundo profano -
figurado pelo castelo da rainha má, que é um mundo de maldade e
mentira, o reflexo da mentalidade dela mesma - até o local claro,
limpo e protegido, nas montanhas, onde se localiza a casa dos sete
anões. É uma viagem do mundo exterior para um outro interior, onde
ela vai encontrar e aprender a lidar com as sete faculdades de
conhecimento corporal que estão esquecidas no mais íntimo dela
mesma (os tais sete pecados capitais).</p>
<p><span>
A chuva que aparece na nossa história mostra
que o essencial nos ritos de purificação é que eles operam pelos
elementos, entendidos no sentido cosmológico do
termo, pois que</span></p>
<p><span>
elemento implica em ser simples; e dizer simples é o mesmo que
dizer incorruptível. A água é um dos elementos mais usados nos
ritos de purificação de quase todas as tradições (ver batismo
egípcio, pela qual até mesmo Yeshua passou, e o batismo copiado em
todas as tradições católicas/cristãs/essênias).
Talvez porque ela simbolize a substância universal. Notem a
presença da limpeza e da cor branca na casa dos anões, indicadoras
de que, depois da corrida pela floresta, a purificação se
completou.</span></p>
<p><span>
A casa
dos anões é o Plano Mental, na qual todas as batalhas pela evolução
do ser serão travadas até a conclusão do
conto.</span></p>
<p><span>
<em>Depois, estava tão cansada que se deitou numa das camas,
mas não se sentiu à vontade. Experimentou outra e era muito
comprida; a quarta era muito curta; a quinta dura demais; porém, a
sétima era exatamente a que lhe convinha, e metendo-se nela se
dispôs a dormir, não sem antes ter-se encomendado a Deus. Quando
era noite regressaram os donos da choupana. Eram os sete anões que
sondavam e perfuravam as montanhas em busca de ouro. A primeira
coisa que fizeram foi acender sete pequenos lampiões, e
imediatamente se deram conta - depois de iluminada toda a habitação
- de que alguém havia entrado ali, já que não estava tudo na mesma
ordem em que haviam deixado. (...) observando seus leitos
gritaram: - Alguém deitou nas nossas camas! Mas, o sétimo anão
correu à dele, e vendo Branca de Neve dormindo nela, chamou os
companheiros que se puseram a gritar de assombro e levantaram seus
sete lampiões iluminando a
menina.</em></span></p>
<p><span>
Depreende-se desse trecho da história que, desde o ponto de
vista das iniciações, a purificação tem como fim conduzir o ser a
um estado de simplicidade indiferenciada comparável com o da
matéria prima (ou pedra bruta), para usar uma expressão da
alquimia, afim de que ele se torne apto a receber o Fiat Lux
iniciático; é preciso que a influência espiritual, cuja transmissão
vai dar a ele essa iluminação primeira, não encontre nenhum
obstáculo devido a pré-formações desarmônicas provenientes do mundo
profano (ou, em palavras mais claras, é necessário passar pelas
provações dos sete planetas, por isso Branca de Neve deita-se em
todas as camas). Relaxada e entregue, Branca de Neve não oferece
nenhuma resistência à luz dos sete lampiões dos
anões.</span></p>
				</div>			</content>			<id>http://venezadepaixoes.spaceblog.com.br/291346/Branca-de-Neve-e-os-sete-pecados-capitais-pt-3/</id>			<link href="http://venezadepaixoes.spaceblog.com.br/291346/Branca-de-Neve-e-os-sete-pecados-capitais-pt-3/" />			<author>				<name>venezadepaixoes</name>				<uri>http://venezadepaixoes.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-01-30T01:25:03+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Branca de Neve e os sete pecados capitais  pt/ 2</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><span>Comparando a história da Branca de Neve com a mitologia
Bíblica, de modo análogo ao relato do Gênesis, o conto diz que, no
princípio, viviam em harmonia complementar um par de opostos, o Rei
e a Rainha-Mãe boa. (novamente: Adão e Eva primordiais, ou Hochma e
Binah, além do Abismo).</span></p>
<p><span>Com a morte da Rainha-Mãe e após o nascimento de Branca
de Neve instaura-se um desequilíbrio, uma espécie de afastamento da
unidade, que é representado pela chegada da rainha má (o Demiurgo).
Assim, depois da morte da mãe, Branca de Neve perde sua dignidade
de princesa no castelo do pai e se torna uma serva da madrasta má.
Branca de Neve, apesar de ter a marca das três cores, que a
qualifica como um ser especial, cai numa função subalterna dentro
do mundo profano, marcado pela dualidade, pela dispersão, pelas
paixões e dominado pela rainha má (que simboliza ao mesmo tempo as
paixões vis e a Igreja dogmática). O conto nos mostra que é
necessário reunir em si o disperso, reintegrar-se em retiro além da
floresta e nas montanhas, para depois se unir ao Espírito, que aqui
é sem dúvida figurado pelo Príncipe (<strong>Tiferet</strong>, ou o
espírito Crístico).</span></p>
<p><span>A rainha madrasta descobre que Branca de Neve é a mais
bela quando esta última faz <strong>sete</strong> anos. A rainha má
é obcecada com a comparação quantitativa do aspecto estético
(beleza física) e, portanto, apenas sensorial da realidade
(Malkuth, a Matrix... vocês entenderam...). Ela é incapaz
de perceber qualquer beleza interior. A unidade do belo, do bem e
da verdade que todas as tradições religiosas e filosóficas sérias
proclamam não existe na rainha má, por causa de uma concentração
exagerada da inteligência dela no aspecto mais externo da realidade
material (a ciência).</span></p>
<p><span>
No íntimo do ser humano, o bem é bonito e o
belo é verdadeiro. Significativamente, e por compensação, a rainha
má manda um caçador matar</span></p>
<p></p>
<p><span>Branca de Neve e trazer-lhe o <strong>coração</strong>,
para que ela o coma. O coração, que no simbolismo astrológico e
cabalístico é representado pelo Sol, e no alquímico pelo ouro, é
considerado, nas mais diversas tradições, a morada do espírito, o
centro (anatômico e simbólico) do ser onde habita o divino. No
entanto, o coração que a rainha come (ou que ela pode comer) é o de
um animal, que o caçador compadecido sacrifica no lugar de Branca
de Neve. Consciente, daí por diante da enorme ameaça de destruição
existente no mundo da rainha, e insatisfeita com ele, a alma
qualificada (Yesod) foge correndo pela floresta. Sua vida acaba num
mundo e se inicia em outro. Mas, essa iniciação não acontece antes
que ela passe por uma provação que se revela, no fundo, uma
purificação.</span></p>
				</div>			</content>			<id>http://venezadepaixoes.spaceblog.com.br/290571/Branca-de-Neve-e-os-sete-pecados-capitais-pt-2/</id>			<link href="http://venezadepaixoes.spaceblog.com.br/290571/Branca-de-Neve-e-os-sete-pecados-capitais-pt-2/" />			<author>				<name>venezadepaixoes</name>				<uri>http://venezadepaixoes.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-01-28T22:51:30+01:00</updated>		</entry></feed>