<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0">	<channel>		<title>[spaceblog.com.br] tudoquesou : <![CDATA[tudo que sou]]></title>		<link>http://tudoquesou.spaceblog.com.br</link>		<description><![CDATA[tudo que sou]]></description>		<language>br</language>		<copyright>Copyright (c) 2006, Hi-pi</copyright>		<generator>Hi-pi RSS 2.0 generator</generator>		<docs>http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss</docs>		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 11:34:59 +0200</pubDate>		<image>			<title>tudoquesou.spaceblog.com.br</title>			<link>http://tudoquesou.spaceblog.com.br</link>			<url>http://static.blogstorage.hi-pi.com/spaceblog.com.br/t/tu/tudoquesou/images/mn/1191216329_regular.jpg</url>		</image>		<item>			<title><![CDATA[Foi apenas um final de semana.]]></title>			<description><![CDATA[<p>Ao final da labuta docente de  sexta-feira, eu me
preparei para experimentar uma situação bem diferente: pela
primeira vez ficaria sozinha numa casa, depois de quase um ano
saltitando de república em república na cidade que mais cresce em
qualidade de vida no Brasil segundo a FIRJAN , ou seja:
Macaé. Fui dormir logo após a novela e às 5:45 da manhã de
sábado os meus olhos abriram, implacáveis, chamando-me para
não sei o quê. Relutei, revirei, mas não consegui permanecer no
sofá-cama recém adquirido. Enfim, levantei e fui preparar minha
deliciosa vitamina de banana com aveia e linhaça. Li, arrumei
coisas, respondi todos os e-amils do mês inteiro, almocei miojo,
claro, e quando o dia já estava quase quase findando fui ao único
super -mercado que conheço na cidade ( o que siginifica andar
uns 15 minutos). Comprei tudo o que havia surrupiado da minha
companheira  de casa, para que ela nem percebesse os meus
assaltos aos seus biscoitos durante o sábado. Mas, no único mercado
de grande porte  que conheço, não havia a marca exata do
biscoito que ela havia deixado, então comprei o similar e
rezei para a distração dela a fizesse ficar confusa quanto ao sabor
do biscoito de sexta e o que ela havia de encontrar na segunda.
Recoloquei quase tudo no mesmo lugar, ainda confiante de que ela
por ser muito distraída, iria achar o sabor diferente, porém
gostoso.
Na volta para casa, em torno do 7º minuto de caminhada, meu
telefone macaense toca e ...Uma colega de trabalho me convidando
para saborear um camarão com vinho na casa dela. Uma pessoa
gentilíssima, que por saber da minha estada na cidade, se mostrou
preocupada, companheira e jamais mereceria ouvir a verdade de mim a
respeito da minha repulsa quase mortal por camarões, acrescida por
minha abstinência total de álcool devido a minha dieta
hipocalórica. Comprei um garrafa de Coca-cola Zero e fui amarradona
para a casa da amiga. Ao ser carinhosamente recebida por ela, fui
notificada de que a reuniãozinha seria na casa da vizinha ( para os
macaenses " casa da vizinha" trata-se de um barzinho, no bairro da
Aroeira, mas para esse relato, não, é o sentido literal. Fui
recepcionada por todos com enorme acolhimento e quando chegou a vez
de beijar a dona da casa, percebi que ela estava um
tanto...alterada, serelepe, ansiosa, eufórica devido as
perturbações do álcool. Se eu tivesse contando isso pessoalmente
diria: trêbada, mas como estou escrevendo, vou dizer
alcoolizada.
Após dois minutos de conversa comecei a ficar mais à vontade
com o povo da casa da vizinha. Sempre me esquivando do
camarão, que exalava seu cheiro pela casa, pelas pessoas, por tudo
e do vinho, da ceveja, da caipirinha, da Ice, de tudo o que tivesse
álcool. Até que a dona da casa, ou a vizinha, como preferir,
perguntou: " E aí...o que tá achando de Macaé". Bom, essa é a senha
que desencadeia tudo o que penso da cidade. E eu disse: sem
estrutura, sem táxis circulando, sem transporte público de
qualidade, sem movimento cultural que me agrade, caríssima , sem
saneamento, minha casa foi assaltada, minhas amigas foram
assaltadas, ando com medo, mas há muita  gente  bacana à
beça, que me ajuda a superar essas pequenas queixas. ( Da próxima
vez que alguém desencadear a senha,  vou começar pela última
frase). A vizinha da minha amiga é macaese e não ouviu a parte que
elogioas pessoas...Falou aos berros que nenhum lugar será bom , se
a pessoa não estiver bem. Que é necessário buscar a felicidade
interior, pois ela já esteve na Europa, nos EUA e que em qualquer
lugar foi feliz ( Claro, né?). E o marido da vizinha da minha amiga
completou: as pessoas não gostam de Macaé, pq não tem amigos....Sáo
os amigos e a família que fazem falta.
Eu respondi: não. Meu caso não é esse, não gosto é da falta de
estrutura.
Passados uns minutinhos, a vizinha perguntou-me: vc é crente? E eu,
apenas, sorri! Vc precisa beber, ela disse. ( A minha amiga
interrompeu: ela tá fazendo dieta) e a vizinha continuou: mas seu
médico é muito ruim, mesmo! Eu tb tô fazendo dieta, olha, olha,
olha, enquanto mostrava a barriga lipoaspirada e me dava conselhos
a respeito de exercícios fisicos para perder peso. Depois, ela me
levou para dentro da casa e me fez ver várias fotos, umas antes da
cirurgia outras pós lipo. Não feliz, a mulher levantou a blusa e me
mostrou os seios refeitos e eu juro que achei que ela fosse me
pedir para apertá-los. Mas, graças a Deus, era só para ver,
mesmo.
Quando eu fui liberada para voltar ao convívio dos demais
integrantes da casa, ela apareceu com uma batida de coco e disse:
batida sem álcool, batida sem álcool e por fim  de repetir
muitas vezes a frase " batida sem álcool" entregou-me uma taça.
Quando eu cheguei a mesma perto da boca, que graças a Deus fica
próxima ao nariz, reconheci o cheiro do álcool e minha amiga (
aquela que  me ligou)  afirmou perguntando: " vc
colocou Absolut?" e eu passei a taça para o marido da minha amiga,
mesmo sob os urros de protesto da vizinha. Que parecia determinada
a me embebedar.
A essa altura eu lembrava da novela que eu estava perdendo e por
certo, ficava com o semblante mais contrariado.
A conversa foi declinando até que todos resolveram encerrar a
noite. Enquanto eu me preparava para voltar, já do lado de fora da
casa da vizinha da minha amiga, ouço o conselho: " vc precisa ser
feliz! Minha mãe é budista...Vc precisa ser feliz"
Eu me abstive de responder e sorri, acenando para a jovem
senhora.
Quando eu cheguei em casa graças à carona da amiga, que eu já havia
afirmado ser uma pessoa incrivemente gentil, combinei via
MSN de caminhar com outra companheira de trabalho, na praia
dos Cavaleiros. E parti para o banho e cama, exausta daquele sábado
com cheiro de camarão e bebidas.
NO domingo pela manhã caminhamos, conversamos e resolvemos almoçar
num restaurante de frente para o mar. O motivo que me fez ficar em
Macaé foi, exclusivamente, economizar, mas para comer, sempre há um
trocadinho. Lá fui eu, para o bendito restaurante beira-mar.
Ao chegar em casa, com a bateria refeita, fui lavar roupa à
mão, pois a máquina está quebrada ( claro!). No finzinho do meu
domingo, quando eu estava lendo os textos que preciso ler, percebo
um vulto, seguido de um assovio. Olho para o alto e um morceguinho
entrou na casa, pela cozinha, instalando-se no banheiro. Eu
fechei  aporta do banheiro correndo e acendi todas as luzes da
casa, que se trata de um quarto e sala, logo todas as luzes em
questão, são apenas mais um cômodo.
Eu falei que havia lavado roupa, né? Então, deixei uma blusa
secando no banheiro, porque não há espaço físico para comportar
tudo, ainda que o meu tudo seja pratiacamente nada, mais ainda
assim, deixei uma pecinha lá. Para quê? Para passar vergonha, pois
quando o morcego entrou, eu o tranquei no banheiro junto com a
blusa recém lavadas e fui para a janela à procura de um homem
qualquer a fim de matar o morcego. Depois de meia hora, entra no
prédio o namorado da minha vizinha. Todas as noites ele entra, fuma
unzinho com o cunhado  e vai embora. Mas, nessa noite de
domingo, o meu primeiro domingo sozinha numa casa em Macaé, ele
entrou e foi subtamente interpelado por mim: " oi....posso pedir um
favor". Ele veio ao apê, trancou-se com uma vassoura no
banheiro e não achou o morcego. </p>
<p>Por sorte, eu pedi o favor  antes dele fumar o seu
baseado diário, porque ele poderia simplesmente entrar numa nóia
com o morcego e eu ficaria com dois problemas no banheiro: o
morcego e o drogado.
Assim sendo,  terminei o dia questionando  se fiz uma boa
escolha em ficar em Macaé com o intuito de conter os gastos, pois
saí desse final de semana, completamente
DESGASTADA.</p>
]]></description>			<link>http://tudoquesou.spaceblog.com.br/546995/Foi-apenas-um-final-de-semana/</link>			<comments>http://tudoquesou.spaceblog.com.br/Foi-apenas-um-final-de-semana--04102009-113153-lp-546995.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://tudoquesou.spaceblog.com.br/546995/Foi-apenas-um-final-de-semana/</guid>			<pubDate>Sun, 04 Oct 2009 11:31:53 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[O contador de histórias]]></title>			<description><![CDATA[<p>Terça-feira, agosto, cinema e uma
lembrança dos tempos em que o Rio de Janeiro comportava cinemas
espalhados pelos diversos bairro da cidade. Inverno,  fim de tarde, shopping e uma
experiência gostosa entre risos e lágrimas ao ver, ouvir, sentir,
projetar e receber as diversas histórias que teceram a vida de
Roberto Carlos Ramos. Educação, trabalho, ideal de vida e a
vontade de desenvolver um projeto capaz de mudar a minha vida de
educadora.</p>
<p>O contador de histórias é um filme aos
moldes brasileiros: expondo as nossas intimidades numa enorme
tela, de modo que nos sintamos desnudos e um tanto desconfortáveis
com as imperfeições do nosso corpo cidadão. Nós brasileiros
intimamente somos deselegantes, em especial, com os temas sociais.
O filme mostra nossas vergonhas, essas, ao contrário da nudez
indígena, são incapazes de serem disfarçadas com tecidos
portugueses. No entanto, é um filme do Brasil e é bonito pela
própria natureza. Tem protagonista negro, logo tem resitência. Tem
educador, tem pedagogia na sua mais intensa atuação, que nem se
aproxima à pedagogia de gabinete, de relatório, de teoria distante
da prática. Tem pedagogia modificadora, tem educadora!!!</p>
<p> Quando chega no finzinho do filme,
além de muitas lágrimas, de todos os risos e de alguma vergonha na
cara, fica no peito  o desejo de que se alguém for
contar uma história de vida,  que seja pela vertente
de Roberto Carlos Ramos.</p>
]]></description>			<link>http://tudoquesou.spaceblog.com.br/478360/O-contador-de-hist-rias/</link>			<comments>http://tudoquesou.spaceblog.com.br/O-contador-de-hist-rias-12082009-161018-lp-478360.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://tudoquesou.spaceblog.com.br/478360/O-contador-de-hist-rias/</guid>			<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 16:10:18 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Correr]]></title>			<description><![CDATA[<p>Tal como o meu pai,
eu gosto de correr. Eu experimentei capoeira, mas odeio a
idéia de apanhar e às vezes, nas aulas, era
inevitável eu levar uns tapinhas. Pensei em boxe e por
razão semelhante desisti, até porque não
seriam tapinhas, já que os alunos são
indivíduos enormes. Quis fazer tênis, ainda
quero, apenas não tive uma boa proposta
para começar. A Natação seria a
mais adequada das atividades, no entanto, requer uma
manutenção com cabelo e corpo muito maior do que
eu desejo ter. Jump, dança, alongamento,
localizada, musculcação, ioga passei por essas e
por um tempo gostei, porém, a vida me exige mais do que
gostar, para que eu continue.</p>
<p>Correr é um
exercício solitário, o que é muito
aprazível para mim. Tem baixo custo, quando na esteira e
custo zero, na  rua. Em ambos os casos, me causam prazer.
Eu corro uma hora por dia, num mesmo percurso e todos os dias
encontro pessoas diferentes ou encontro as mesmas pessoas,
diferentes.</p>
<p>Os crespos cabelos soltos, sempre
muito cheios e agora tingidos de vermelho dão o tom
diferente, no  que era para ser
só  labuta, já que o  colorido
desperta mais elogios, durante o percurso. Depois bebo água
de coco, alongo ao ar livre, volto
feliz ; quando faço na esteira de
casa, corro ouvindo Cartola.  Como ganhar sempre
é impossível, meu joelho está massacrado, tal
como o do meu pai.</p>
]]></description>			<link>http://tudoquesou.spaceblog.com.br/155450/Correr/</link>			<comments>http://tudoquesou.spaceblog.com.br/Correr-23062008-092010-lp-155450.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://tudoquesou.spaceblog.com.br/155450/Correr/</guid>			<pubDate>Mon, 23 Jun 2008 09:20:10 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Um ideal. Um sucesso.]]></title>			<description><![CDATA[<p>No decorrer desse ano fiquei
incumbida de organizar as palestras de cidadania do
pré-vest.comunitário. Já que eu
estava à frente, estabeleci alguns
critérios, paralelos, aos  que já
são determinados pela coodenação.  Um dos
que estabeleci é o do sucesso. Meu desejo era o de reunir
pessoas, do meu próprio círculo de amizades, que
tivessem uma história de êxito. Pessoas, que superaram
os estigmas sociais, que saltaram os preconceitos étnicos,
que  romperam asregras que ditam os limites dos
gênero.</p>
<p>Percebi que sucesso é o do
outro.</p>
<p> Meus convidados não
se vêem como referências. Admitem que venceram alguns
obstáculos, mas quando digo que quero palestrantes de
sucesso, eles dizem: "sucesso? Eu???</p>
<p>Lá no Pré,
 trabalhamos por um ideal. A aprovação no
vestibular é a conseqüência do trabalho. O
Objetivo é politizar, tirar negros e carentes de uma marca
de mediocridade imposta pelo sistema economico. Afinal, toda
dominação é econômica.</p>
<p>Os meus amigos palestrantes
não sabem o quanto mudaram o futuro dos meus alunos,
pois ninguém fica impune quando recebe
informação, quando é capacitato.</p>
<p>Eu trabalho para esse ideal
de vida.</p>
]]></description>			<link>http://tudoquesou.spaceblog.com.br/127007/Um-ideal-Um-sucesso/</link>			<comments>http://tudoquesou.spaceblog.com.br/Um-ideal--Um-sucesso--25042008-134950-lp-127007.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://tudoquesou.spaceblog.com.br/127007/Um-ideal-Um-sucesso/</guid>			<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 13:49:50 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Pré-vestibular COMUNITÁRIO]]></title>			<description><![CDATA[<p>Dar aulas no
pré-vestibular comunitário não é
bondade. Não tenho perfil de gente boa, nem caridosa. Sou
apenas responsável, socialmente
responsável.</p>
<p>No meu perfil, bem na primeira
página, eu digo que sou contra o voluntáriado. E sou.
Continuo sendo. Sou favorável à inclusão
social, digital.</p>
<p>Eu não poderia agir
diferente.</p>
<p> Quando era criança
ouvi pessoas se referirem a negros como: escurinhos.
Dancei, quando mais nova, uma
música cuja letra dizia: <em>"marrom
bombom ",</em> referindo-se à pele negra. Depois,
na adolescência, comecei a ouvir que os cabelos
crespos não eram bons, precisavam ser alisados, para
ficarem bonitos, alinhados, arrumados. Isto
é, éramos ruins, feios, desarrumados.  Ouvi
que o nariz do negro era feio. As religiões
africanas diabólicas, e a comida
criada pelos negros, eram feitas dos restos da cozinha dos
colonizadores brancos.</p>
<p>Eu não poderia
ser diferente.</p>
<p>Fiz a primeira monografia da
Estácio de Sá, em Letras, com o tema Literaturas
Africanas de Língua Portuguesa, inspirada nas
reflexões de uma professora da época.
Depois, antes da graduação, prestei a prova
para a Federal Fluminense e, quando
a graduação acabou,  fiz a
especialização aí...Eu não tinha como
ser diferente. Em qualquer lugar -  com qualquer pessoa -
 falas  como: "o lado negro da questão",
"escurinho", "preto de alma branca". " negro é
bom de samba"  não têm mais lugar nos
meus ouvidos. </p>
<p>Meus estudos acadêmicos
tomam, agora, novos rumos, pois estudo a língua
portuguesa jurídica. Apenas mudei de pista,
continuo na mesma direção, olhando para o mesmo
sentido, com a mesma velocidade. A vida jurídica entrou na
minha vida, no meu trabalho, mas eu já não
posso agir diferente. Continuo a ser professora do
pré-vestibular comunitário Martin Luther
King.</p>
]]></description>			<link>http://tudoquesou.spaceblog.com.br/125232/Pr-vestibular-COMUNIT-RIO/</link>			<comments>http://tudoquesou.spaceblog.com.br/Pre-vestibular-COMUNITaRIO-21042008-121602-lp-125232.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://tudoquesou.spaceblog.com.br/125232/Pr-vestibular-COMUNIT-RIO/</guid>			<pubDate>Mon, 21 Apr 2008 12:16:02 +0200</pubDate>		</item>	</channel></rss>