<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0">	<channel>		<title>[spaceblog.com.br] profesron : <![CDATA[UM PROFESSOR...que acredita em você!]]></title>		<link>http://profesron.spaceblog.com.br</link>		<description><![CDATA[UM PROFESSOR...que acredita em você!]]></description>		<language>br</language>		<copyright>Copyright (c) 2006, Hi-pi</copyright>		<generator>Hi-pi RSS 2.0 generator</generator>		<docs>http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss</docs>		<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 01:28:41 +0200</pubDate>		<image>			<title>profesron.spaceblog.com.br</title>			<link>http://profesron.spaceblog.com.br</link>			<url>http://static.blogstorage.hi-pi.com/spaceblog.com.br/p/pr/profesron/images/mn/1227040897_regular.jpg</url>		</image>		<item>			<title><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></title>			<description><![CDATA[MEIO AMBIENTE IMPACTOS AMBIENTAIS Impacto ambiental deve ser
entendido como um desequilíbrio provocado por um choque, um "trauma
ecológico", resultante da ação do homem sobre o meio ambiente. No
entanto, pode ser resultado de acidentes naturais: a explosão de um
vulcão, o choque de um meteoro, um raio, etc. Mas devemos dar cada
vez mais atenção aos impactos causados pela ação do homem. Mas quem
é esse homem genérico, agente vago que muitas vezes é
responsabilizado por tudo? Quando dizemos que o homem causa os
desequilíbrios, obviamente estamos falando do sistema produtivo
construído pela humanidade ao longo de sua história. Estamos
falando particularmente do capitalismo. Podemos diferenciar os
impactos ambientais em escala local, regional e global. Podemos
também separá-los naqueles ocorridos em um ecossistema natural, em
um ecossistema agrícola ou em um sistema urbano, embora um impacto,
à primeira vista ocorrido em escala local, possa Ter também
conseqüências em escala global. Por exemplo, a devastação de
florestas tropicais por queimadas para a introdução de pastagens
pode provocar desequilíbrios nesse ecossistema natural: extinção de
espécies animais e vegetais, empobrecimento do solo, assoreamento
dos rios, menor índice pluviométrico, etc., mas a emissão de gás
carbônico como resultado da combustão das árvores vai colaborar
para o aumento da concentração desse gás na atmosfera, agravando o
"efeito estufa". Assim, os impactos localizados, ao se somarem,
acabam tendo um efeito também em escala global. Veremos agora os
principais impactos ambientais no mundo hoje: a) Desmatamento de
florestas As principais conseqüências do desmatamento são: -
Destruição da biodiversidade; - Genocídio e etnocídio das nações
indígenas; - Erosão e empobrecimento dos solos; - Enchente e
assoreamento dos rios; - Diminuição dos índices pluviométricos; -
Elevação das temperaturas; - Desertificação; - Proliferação de
pragas e doenças. A primeira conseqüência do desmatamento é a
destruição da biodiversidade, como resultado da diminuição ou,
muitas vezes, da extinção de espécies vegetais e animais. As
florestas tropicais tem uma enorme biodiversidade e um incalculável
valor para as futuras gerações. Muitas espécies que podem ser a
chave para a cura de doenças, usadas na alimentação ou como novas
matérias-primas, são totalmente desconhecidas do homem
urbano-industrial e correm o risco de serem destruídas antes mesmo
de conhecidas e estudadas. Esse patrimônio genético é bastante
conhecido pelas várias nações indígenas que habitam as florestas
tropicais, notadamente a Amazônia. Mas essas comunidades nativas
também estão sofrendo um processo de genocídio e etnocídio que tem
levado à perda de seu patrimônio cultural, dificultando, portanto,
o acesso aos seus conhecimentos. Um efeito muito sério, local e
regional, do desmatamento é o agravamento dos processos erosivos. A
erosão é um fenômeno natural, que é absorvido pelos ecossistemas
sem nenhum tipo de desequilíbrio. Em uma floresta, as árvores
servem de anteparo para as gotas das chuvas, que escorrem pelos
seus troncos, infiltrando-se no subsolo. Além de diminuir a
velocidade de escoamento superficial, as árvores evitam o impacto
direto das chuvas como o solo e suas raízes ajudam a retê-lo,
evitando a sua desagregação. A retirada da cobertura vegetal expõe
o solo ao impacto das chuvas. As conseqüências dessa interferência
humana são várias: - aumento do processo erosivo, o que leva a um
empobrecimento dos solos, como resultado da retirada de sua camada
superficial e, muitas vezes, acaba inviabilizando a agricultura; -
assoreamento de rios e lagos, como resultado da elevação da
sedimentação, que provoca desequilíbrios nesses ecossistemas
aquáticos, além de causar enchentes e, muitas vezes, trazer
dificuldades para a navegação; - extinção de nascentes: o
rebaixamento do lençol freático, resultante da menor infiltração da
água das chuvas no subsolo, muitas vezes pode provocar problemas de
abastecimento de água nas cidades e na agricultura; - diminuição
dos índices pluviométricos, em conseqüência do fenômeno descrito
acima, mas também do fim da evapotranspiração. Estima-se que metade
das chuvas caídas sobre as florestas tropicais são resultantes da
evapotranspiração, ou seja, da troca de água da floresta com a
atmosfera; - elevação das temperaturas locais e regionais, como
conseqüência da maior irradiação de calor para a atmosfera a partir
do solo exposto. Boa parte da energia solar é absorvida pela
floresta para o processo de fotossíntese e evapotranspiração. Sem a
floresta, quase toda essa energia é devolvida para a atmosfera em
forma de calor, elevando as temperaturas médias; - agravamento dos
processos de desertificação, devido à combinação de todos os
fenômenos até agora descritos: diminuição das chuvas, elevação das
temperaturas, empobrecimento dos solos e, portanto, acentuada
diminuição da biodiversidade; - redução ou fim das atividades
extrativas vegetais, muitas vezes de alto valor socioeconômico. É
importante perceber que, muitas vezes, compensa mais, em termos
sociais, ambientais e mesmo econômicos, a preservação da floresta,
que pode ser explorada de forma sustentável, do que sua
substituição por outra atividade qualquer; - proliferação de pragas
e doenças, como resultado de desequilíbrios nas cadeias
alimentares. Algumas espécies, geralmente insetos, antes em nenhuma
nocividade, passam a proliferar exponencialmente com a eliminação
de seus predadores, causando graves prejuízos, principalmente para
a agricultura. Além desses impactos locais e regionais da
devastação das florestas, há também um perigoso impacto em escala
global. A queima das florestas, seja em incêndios criminosos, seja
na forma de lenha ou carvão vegetal para vários fins (aliás, a
queima de carvão vegetal vem aumentando muito na Amazônia
brasileira, como resultado da disseminação de usinas de produção de
ferro gusa, principalmente no Pará), tem colaborado para aumentar
para aumentar a concentração de gás carbônico na atmosfera. É
importante lembrar que esse gás é um dos principais responsáveis
pelo efeito estufa. b) Poluição com agrotóxicos A padronização dos
cultivos, ou seja, o plantio de uma única espécie em grandes
extensões de terra - nos EUA, por exemplo, há a predominância de
determinada cultura em algumas regiões do país, definindo os
cinturões (belts) do trigo (wheat-belt), do milho (corn belt), do
algodão (cotton belt), etc. -, tem causado desequilíbrios nas
cadeias alimentares preexistentes, favorecendo a proliferação de
vários insetos, que se tornaram verdadeiras pragas com o
desaparecimento de seus predadores naturais: pássaros, aranhas,
cobras, etc. Por outro lado, a maciça utilização de agrotóxicos, na
tentativa de controlar tais insetos, tem levado, por seleção
natural (quando só se reproduzem os elementos imunes ao veneno), à
proliferação de linhagens resistentes, forçando a aplicação de
inseticidas cada vez mais potentes. Isso, além de causar doenças
nas pessoas que manipulam e aplicam esses venenos e naquelas que
consomem os alimentos contaminados, tem agravado a poluição dos
solos. A utilização indiscriminada de agrotóxicos tem acelerado a
contaminação do solo, empobrecendo-o, ao impedir a proliferação de
microorganismos fundamentais para a sua fertilidade. c) Erosão
Outro impacto sério causado pela agricultura é a erosão do solo,
principalmente na zona tropical do planeta. O revolvimento do solo
antes do cultivo desagrega-o, facilitando o carreamento dos
minerais pela água das chuvas. A perda de milhares de toneladas de
solo agricultável todos os anos, em conseqüência da erosão, é um
dos mais graves problemas enfrentados pela economia agrícola. O
processo de formação de novos solos, como resultado do intemperismo
das rochas, é extremamente lento, daí a gravidade do problema. Toda
atividade agrícola favorece o processo erosivo, mas algumas
culturas facilitam-no mais que outras. O combate à erosão Com o
objetivo de anular, ou pelo menos minimizar, os problemas causados
pela erosão em áreas agrícolas, foram desenvolvidas técnicas. -
Terraceamento: consiste em fazer cortes formando degraus - os
terraços - nas encostas das montanhas, o que, além de possibilitar
a expansão das áreas agrícolas em países montanhosos e populosos,
dificulta, ao quebrar a velocidade de escoamento da água, o
processo erosivo. Essa técnica é muito comum em países asiáticos,
como a China, o Japão, a Tailândia; o Nepal, etc. - Curvas de
nível: esta técnica consiste em arar o solo e depois fazer a
semeadura seguindo as cotas altimétricas do terreno, o que por si
só já reduz a velocidade de escoamento superficial da água da
chuva. Para reduzi-la ainda mais, é comum a construção de
obstáculos no terreno, espécies de canaletas, com terra retirada
dos próprios sulcos resultantes da aração. Com esse método simples,
a perda de solo agricultável é sensivelmente reduzida. O cultivo
seguindo as curvas de nível é feito em terrenos com baixo declive,
propício a mecanização. É comum em países desenvolvidos, onde a
agricultura é bastante mecanizada: Grandes Planícies, nos EUA e no
Canadá; planície Champagne, na França; Grande Bacia Australiana,
etc. - Associação de culturas: em cultivos que deixam boa parte do
solo exposto à erosão (algodão, café, etc.), é comum plantar, entre
uma fileira e outra, espécies leguminosas (feijão, por exemplo),
que recobrem bem o terreno. Essa técnica, além de evitar a erosão,
garante o equilíbrio orgânico do solo. d) O efeito estufa O efeito
estufe é talvez o impacto ambiental que mais assusta as pessoas.
Fazem-se previsões catastróficas acerca do derretimento do gelo dos
pólos e das montanhas e a conseqüente elevação do nível dos oceanos
e inundação de centenas de cidades litorâneas. Talvez o que mais
assuste no efeito estufa, ou melhor, nas possíveis conseqüências de
uma gradativa elevação das médias térmicas no planeta, é a tomada
de consciência, pela primeira vez na história, da possibilidade de
destruição do próprio homem. Os impactos ambientais são
"democratizados", ou seja, passam a atingir todas as pessoas, sem
distinção de cunho econômico, social ou cultural: atingem
indistintamente homens e mulheres, ricos e pobres, operários e
patrões, negros e amarelos, desenvolvidos e subdesenvolvidos,
capitalistas e socialistas, liberais e conservadores. Não há mais
refúgio seguro. Todos finalmente passam a Ter plena consciência do
óbvio: a Terra é finita e a tecnologia não pode resolver todos os
seus problemas. Mas o que é esse tão temido e tão falado efeito
estufa? Antes de mais nada, é fundamental enfatizar que se trata,
na verdade, de um fenômeno natural e fundamental para a vida na
Terra. O efeito estufa, que consiste na retenção de calor irradiado
pela superfície terrestre, pelas partículas de gases e de água em
suspensão na atmosfera, garante a manutenção do equilíbrio térmico
do planeta e, portanto, a sobrevivência das várias espécies
vegetais e animais. Sem isso, certamente, seria impossível a vida
na Terra ou, pelo menos, a vida como conhecemos hoje. Assim, feita
essa importante ressalva, o efeito estufa, de que tanto se fala
ultimamente, resulta, a rigor de um desequilíbrio na composição
atmosférica, provocado pela crescente elevação da concentração de
certos gases que têm capacidade de absorver calor, como é o caso do
metano, dos CFCs, mas principalmente do dióxido de carbono (CO2).
Essa elevação dos níveis de dióxido de carbono na atmosfera se deve
à crescente queima de combustíveis fósseis e das florestas, desde a
Revolução Industrial. Assim, segundo pesquisas feitas, admite-se
que uma duplicação na concentração de dióxido de carbono na
atmosfera pode provocar uma elevação média de 3ºC na temperatura
terrestre, o que poderia elevar em uns 20 centímetros, em média, o
nível dos oceanos. Isso seria resultante da fusão do gelo do topo
das montanhas, da fusão do gelo que recobre as terras polares e
também da dilatação da água dos mares. Uma elevação dos oceanos,
ainda que de 20 centímetros em média, já seria suficiente para
causar transtornos a cidades litorâneas. Esse fenômeno é chamado de
efeito estufa porque, nos países temperados, é comum a utilização
de estufas durante o inverno para abrigar determinadas plantas, a
estufa feita de vidro ou plástico transparente tem a capacidade de
reter calor, mantendo a temperatura interna mais elevada que a
temperatura ambiente. Isso ocorre porque a luz emitida pelo Sol,
tanto no espectro visível quanto no ultravioleta, consegue
atravessar o vidro e o plástico. O calor irradiado pelo solo, no
entanto, basicamente no espectro infravermelho, não atravessa esses
materiais, elevando, assim, a temperatura no interior da estufa.
Você já parou para pensar que é uma incoerência construir enormes
prédios de vidro nos países localizados na zona tropical do
planeta, já que eles recebem grande insolação o ano inteiro? Essas
enormes caixas de vidro funcionam como gigantescas estufas,
armazenando grande quantidade de calor. Para torná-las habitáveis,
faz-se necessário dissipar esse calor excedente. Assim, são
necessários potentes sistemas de ar-condicionado, que consomem
enorme quantidade de energia. E o pior é que, apesar de serem de
vidro transparente, a luz solar nem pode ser utilizada como
iluminação natural, devido às várias divisórias internas e ao uso
de cortinas para minimizar o calor. Assim, a iluminação artificial
tem que ficar ligada o dia todo, colaborando para maior consumo de
energia, ao mesmo tempo, para a elevação do calor interno, exigindo
mais do sistema de ar-condicionado, que por sua vez gasta mais
energia ainda. É o resultado de importar padrões desenvolvidos para
a zona temperada do planeta. e) Destruição da camada de ozônio A
destruição da Camada de Ozônio, localizada na estratosfera, é um
dos mais severos problemas ambientais da nossa era, e durante algum
tempo foi muito citada na imprensa. Sua destruição ainda que
parcial, diminui a resistência natural que oferece à passagem dos
raios solares nocivos à saúde de homens, animais e plantas, os
chamados raios ultravioletas. As conseqüências mais citadas seriam
o câncer de pele, problemas oculares, diminuição da capacidade
imunológica, etc. O problema surgiu nos anos 30, quando algumas
substâncias foram produzidas artificialmente em laboratório,
principalmente para as aplicações em refrigeração. Descobriu-se
mais tarde que estas atacam a camada de ozônio, com a tendência de
reduzi-la globalmente, e com um efeito devastador que acontece
localmente na Antártica, conhecido como o buraco de ozônio da
Antártica, aumentando assim a penetração dos raios ultravioleta
indesejáveis. Nos anos 80 iniciou-se uma verdadeira guerra para
preservação da camada de ozônio, e uma de suas maiores vitórias foi
a assinatura do Protocolo de Montreal, há mais de 10 anos. Por este
tratado, assinado em 1987 por vários países, todas as substâncias
conhecidas por CFC (clorofluorcarbonetos), responsáveis pela
destruição do ozônio, não seriam mais produzidas em massa. O
trabalho mundial que se realiza para salvar a camada de ozônio
continua. Trata-se de uma verdadeira guerra, onde se ganha batalha
por batalha (e às vezes se perde uma, como por exemplo a não
assinatura do Protocolo por alguns países). O grande problema é que
muitas das pequenas indústrias que produziam e ainda produzem
substâncias "proibidas" não tem tido capacidade financeira de se
adaptar aos ditames do Protocolo de Montreal. A eliminação total
está prevista para 2010, e o nível de 50% está previsto, numa etapa
intermediária, para 2005. A maior vitória nesta guerra foi
conquistada em 1987, quando a maioria dos países desenvolvidos
parou de fabricar os CFCs. Para não prejudicar os países em
desenvolvimento, foi lhes concedido ainda um tempo adicional para
se adaptar às novas exigências. Assim é que, 84% da emissão de CFCs
já foi eliminada, uma conquista extraordinária. A guerra, porém,
ainda não está ganha. A Índia e a China são hoje ainda os maiores
produtores e consumidores de CFCs. A redução da camada de ozônio
pode ser medida através do tamanho do buraco de ozônio da
Antártica. Trata-se de uma região onde os efeitos destruidores dos
CFCs são aumentados, pelas condições climáticas do Pólo Sul. Assim
é que estamos numa época em que o tamanho do buraco é o maior já
registrado. Apesar da vitória alcançada em 87, os problemas ainda
não estão totalmente resolvidos para a camada de ozônio, e o motivo
é que não existe ainda um substituto ideal para repor o CFC. Hoje
utiliza-se maciçamente substâncias conhecidas por HCFC, isto é, um
CFC melhorado ecologicamente, mas que ainda tem em sua molécula um
átomo de cloro, que mais cedo ou mais tarde, vai também atacar a
camada de ozônio. Em outras palavras, a situação está teoricamente
melhor, mas ainda não está resolvida. A guerra não está ganha
ainda. Não se pode esquecer que a camada de ozônio reage muito
lentamente aos estímulos externos. O exemplo citado acima ilustra
bem o que se afirma. A partir de 87 foi quase eliminada a emissão
de novas quantidades de CFC para a atmosfera, mas hoje ainda temos
um buraco de ozônio na Antártica que está próximo ao seu tamanho
máximo. Os cientistas dizem para explicar isto que a camada tem
constante de tempo muito longa. A constante de tempo da camada de
ozônio é muito grande, isto é, ela só vai reagir a um estímulo após
dezenas de anos. A prova é que, há mais de 13 anos após a principal
vitória na eliminação da emissão de CFCs, o buraco na camada de
ozônio ainda continua próximo ao seu máximo. Em 1998 o tamanho do
buraco de ozônio da Antártica foi o maior já registrado, com 27
milhões de quilômetros quadrados, ou seja, mais de 3 vezes o
tamanho do Brasil. Parece que estamos ainda muito longe de um
resultado realmente positivo no sentido da recuperação da camada de
ozônio, não só na Antártica, mas também em todo o mundo. O Brasil
tem participado deste trabalho de avaliação contínua da camada de
ozônio não só sobre o Brasil, mas também na Antártica, onde manteve
em 1999 uma equipe na base Comandante Ferraz, para medir a camada
de ozônio usando balões de pesquisa. Por tudo isto, continua o
monitoramento da camada de ozônio em todo o mundo, a partir da
superfície terrestre, de satélites, de aeronaves, usando as
técnicas mais diversas. Não podemos esquecer que a guerra ainda
levará muitos anos, até que finalmente, poderemos de fato não mais
nos preocupar com radiação ultravioleta danosa aos seres vivos,
quando a camada de ozônio estiver recuperada. f) Inversão térmica
Fenômeno meteorológico que ocorre principalmente em metrópoles e
principal centros urbanos. As radiações solares aquecem o solo e o
calor que fica retido no mesmo irradia-se, aquecendo as camadas
mais baixas da, atmosfera. Essas camadas, já que estão quentes,
ficam menos densas e tendem a subir, formando correntes de
convecção do ar. Os poluentes, já que mais quentes que o ar
(portanto, menos densos), sobem e irão dispersar-se nas camadas
mais altas da atmosfera. Esse é o fenômeno normal. Mas quando duas
massas de ar diferentes, o ar quente passa sobre o ar frio, ficando
assim acima dele. Por ser mais denso, o ar frio que ficou embaixo
não sobe e o ar quente que ficou em cima do frio não desce, por ser
menos denso. Na interseção do ar quente e frio, forma-se uma capa
que não deixa que os gases poluentes e tóxicos passem para as
camadas mais altas da atmosfera. A isso dá-se o nome de Inversão
Térmica. Assim, esses gases dispersam-se na atmosfera, criando uma
névoa sobre a cidade ou município. Essa névoa é composta de gases
tóxicos e poluentes, que são prejudiciais à saúde. Ocorre
geralmente nos dias frios do inverno, onde a formação de frentes
frias é maior. Quando há deslocamento horizontal dos ventos, a
camada de ar frio é carregada e o ar quente desce, assim acabando
com a inversão térmica. Os problemas de saúde causados pela
inversão térmica são, entre outros: pneumonia, bronquite,
enfisemas, agravamento das doenças cardíacas, mal-estares,
irritação nos olhos. g) Ilhas de Calor Uma cidade pode ter vários
picos de temperatura espalhados pela mancha urbana, caracterizando
assim várias ilhas de calor. Uma região fortemente edificada e
industrializada como o eixo da marginal Tietê apresenta picos de
temperatura mais elevados do que a região do Morumbi, ainda com
bastante áreas verdes. As cidades apresentam temperaturas médias
maiores do que as zonas rurais de mesma latitude. Dentro delas, as
temperaturas aumentam das periferias em direção ao centro. Em casos
extremos, a diferença de temperatura entre as zonas periféricas e o
centro pode atingir até 10ºC. Esse fenômeno, resulta de muitas
alterações humanas sobre o meio ambiente. O uso de grande
quantidade de combustíveis fósseis em aquecedores, automóveis e
indústrias transforma a cidade em uma fonte inesgotável de calor.
Os materiais usados na construção, como o asfalto e o concreto,
servem de refletores para o calor produzido na cidade e para o
calor solar. De dia, os edifícios funcionam como um labirinto de
reflexão nas camadas mais altas de ar aquecido. À noite a poluição
do ar impede a dispersão de calor. As áreas centrais de uma cidade
concentram a mais alta densidade de construções, bem como
atividades emissoras de poluentes. A massa de ar quente carregada
de material particulado que se forma sobre essas áreas tende a
subir até se resfriar. Quando se resfria, retorna a superfície,
dando origem a intensos nevoeiros na periferia da mancha urbana.
Daí, volta à região central. É um verdadeiro círculo vicioso de
fuligem e poeira. Apesar de todo esse calor, as grandes cidades
recebem em média menos radiação solar do que as áreas rurais. É que
a poeira suspensa no ar absorve e reflete a radiação antes que ela
atinja a superfície. Entretanto, a produção de calor e a conversão
do calor latente realizadas pelas construções urbanas mais do que
compensam essa perda. As áreas metropolitanas costumam apresentar
vários "picos" de temperatura. As atividades que causam esse efeito
podem estar concentradas em várias regiões do tecido urbano, que
funcionariam como o "centro". Bairros fabris pouco arborizados
tendem a ser mais quentes que bairros residenciais de luxo, com
baixa densidade de construção e muitas áreas verdes. Mas quais são
as conseqüências desse leve aumento das temperaturas? Quais são as
conseqüências do surgimento desses microclimas urbanos? A elevação
da temperatura nessas áreas centrais da mancha urbana facilita
ascensão do ar, quando não há inversão térmica, formando uma zona
de baixa pressão. Isso faz com que, os ventos soprem, pelo menos
durante o dia, para essa região central, levando muitas vezes,
maiores quantidades de poluentes. Assim, sobre a zona central da
mancha urbana forma-se uma "cúpula" de ar pesadamente poluído. No
caso de São Paulo, os ventos que sopram de zonas industriais
periféricas cidades do ABC, Osasco, Guarulhos, etc. rumo as zonas
centrais da metrópole concentram ainda maiores quantidades de
poluentes. Quando se chega à cidade, pode-se ver nitidamente uma
"cúpula" acinzentada recobrindo-a (smog fotoquímico). Uma das
formas de evitar a formação dessas ilhas de calor é a manutenção de
áreas verdes nos centros urbanos, pois a vegetação altera os
índices de reflexão do calor e favorece a manutenção da umidade
relativa do ar. h) Chuva ácida A queima de carvão e de combustíveis
fósseis e os poluentes industriais lançam dióxido de enxofre e de
nitrogênio na atmosfera. Esses gases combinam-se com o hidrogênio
presente na atmosfera sob a forma de vapor de água. O resultado são
as chuvas ácidas. As águas da chuva, assim como a geada, neve e
neblina, ficam carregadas de ácido sulfúrico ou ácido nítrico. Ao
caírem na superfície, alteram a composição química do solo e das
águas, atingem as cadeias alimentares, destroem florestas e
lavouras, atacam estruturas metálicas, monumentos e edificações.
Inicialmente, é preciso lembrar que a água da chuva já é
naturalmente ácida. Devido à uma pequena quantidade de dióxido de
carbono (CO2) dissolvido na atmosfera, a chuva torna-se
ligeiramente ácida, atingindo um pH próximo a 5,6. Ela adquire
assim um efeito corrosivo para a maioria dos metais, para o
calcário e outras substâncias. Quando não é natural, a chuva ácida
é provocada principalmente por fábricas e carros que queimam
combustíveis fósseis, como o carvão e o petróleo. Desta poluição um
pouco se precipita, depositando-se sobre o solo, árvores,
monumentos, etc. Outra parte circula na atmosfera e se mistura com
o vapor de água. Passa então a existir o risco da chuva ácida.
Segundo o Fundo Mundial para a Natureza, cerca de 35% dos
ecossistemas europeus já estão seriamente alterados e cerca de 50%
das florestas da Alemanha e da Holanda estão destruídas pela acidez
da chuva. Na costa do Atlântico Norte, a água do mar está entre 10%
e 30% mais ácida que nos últimos vinte anos. Nos EUA, onde as
usinas termoelétricas são responsáveis por quase 65% do dióxido de
enxofre lançado na atmosfera, o solo dos Montes Apalaches também
está alterado: tem uma acidez dez vezes maior que a das áreas
vizinhas, de menor altitude, e cem vezes maior que a das regiões
onde não há esse tipo de poluição. Monumentos históricos também
estão sendo corroídos: a Acrópole, em Atenas; o Coliseu, em Roma; o
Taj Mahal, na Índia; as catedrais de Notre Dame, em Paris e de
Colônia, na Alemanha. Em Cubatão, São Paulo, as chuvas ácidas
contribuem para a destruição da Mata Atlântica e desabamentos de
encostas. A usina termoelétrica de Candiota, em Bagé, no Rio Grande
do Sul, provoca a formação de chuvas ácidas no Uruguai. Outro
efeito das chuvas ácidas é a formação de cavernas. PREJUÍZOS PARA O
HOMEM SAÚDE: A chuva ácida libera metais tóxicos que estavam no
solo. Esses metais podem alcançar rios e serem utilizados pelo
homem causando sérios problemas de saúde. PRÉDIOS, CASAS,
ARQUITETURA: a chuva ácida também ajuda a corroer os materiais
usados nas construções como casas, edifícios e arquitetura,
destruindo represas, turbinas hidrelétricas, etc. PREJUÍZOS PARA O
MEIO AMBIENTE LAGOS: os lagos podem ser os mais prejudicados com o
efeito da chuva ácida, pois podem ficar totalmente acidificados,
perdendo toda a sua vida. DESMATAMENTOS: a chuva ácida faz
clareiras, matando duas ou três árvores. Imagine uma floresta com
muitas árvores utilizando mutuamente, agora duas árvores são
atingidas pela chuva ácida e morrem, algum tempo após muitas
plantas que se utilizavam da sombra destas árvores morrem e assim
vão indo até formar uma clareira. Essas reações podem destruir
florestas. AGRICULTURA: a chuva ácida afeta as plantações quase do
mesmo jeito que das florestas, só que é destruída mais rápido já
que as plantas são do mesmo tamanho, tendo assim mais áreas
atingidas. FONTE:
http://pessoal.educacional.com.br/up/4770001/1306260/t137.asp Prof.
Esron]]></description>			<link>http://profesron.spaceblog.com.br/519245/MEIO-AMBIENTE/</link>			<comments>http://profesron.spaceblog.com.br/MEIO-AMBIENTE-13092009-012558-lp-519245.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://profesron.spaceblog.com.br/519245/MEIO-AMBIENTE/</guid>			<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 01:25:58 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[A indisciplina e a escola atual   (Julio Groppa Aquino*)]]></title>			<description><![CDATA[

<p align="left"> </p>
Este texto é uma versão ampliada do roteiro empregado no
vídeo-palestra "A indisciplina e a escola atual", produzido pela
FDE/SP, em 1997, que contou com nossa participação. O estilo
narrativo direto e o tom coloquial devem-se, obviamente, aos
objetivos do vídeo. Do ponto de vista dos temas tratados,
configura-se inicialmente o baixo aproveitamento e a indisciplina
escolar como os impasses fundamentais vividos no cotidiano escolar
brasileiro, tomando como recorte a emergência dos "alunos-problema"
como uma das principais justificativas empregadas pelos educadores
na atribuição das causas de tal impasse. Em seguida, tenta-se
rastrear e desconstruir as explicações mais comuns sobre as
supostas causas da indisciplina escolar, tais como: a estruturação
escolar no passado, problemas psicológicos e sociais, a
permissividade da família, o desinteresse pela escola, o apelo de
outros meios de informação etc. Por fim, fundamentam-se algumas
propostas pedagógicas para uma compreensão mais autônoma da
especificidade do trabalho escolar, bem como algumas regras éticas
de convivência em sala de aula, de tal sorte que se possa lançar um
novo olhar sobre o ato indisciplinado, cujas interpretações
mostram-se, na maioria das vezes, de maneira
estereotipada.

<p> </p>
<p align="left">1. INTRODUÇÃO</p>
<p align="left">Qualquer pessoa ligada às práticas escolares
contemporâneas, seja como educador, seja como educando, ou público
mais geral (pais, comunidade etc.), consegue ter uma razoável
clareza quanto àquilo que nos acostumamos a reconhecer como a
"crise da educação". Sabemos todos diagnosticar sua presença, mas
não sabemos direito sua extensão nem suas razões exatas. De
qualquer modo, o indício mais evidente dessa "crise" é que boa
parte da população de crianças que ingressam nas escolas não
consegue concluir satisfatoriamente sua jornada escolar de oito
anos mínimos e obrigatórios; processo este que se convencionou
nomear como "fracasso escolar", e que pode ser constatado no
simples fato de que um considerável número das pessoas à nossa
volta, egressos do contexto escolar, parece ter uma história de
inadequação ou insucesso para contar.</p>
<p align="left">Este certamente é o maior problema enfrentado pela
escola brasileira nos dias de hoje, e que dá ao Brasil um lugar
bastante desconcertante quando em comparação com os outros países.
Mais precisamente, os índices de retenção e evasão escolar no país
são semelhantes aos de países africanos como a Nigéria e o Sudão.
Mais ainda, quando se investiga a qualidade do ensino ministrado
entre aqueles que permaneceram na escola, o quadro não é menos
desolador. A esse último efeito temos chamado de "fracasso dos
incluídos".</p>
<p align="left">Convenhamos, não é estranho e contraditório que,
dependendo do quesito (o econômico ou o político, por exemplo), os
brasileiros apreciem ser comparados aos europeus ou asiáticos, e no
quesito educacional nós sejamos forçados a nos alocar no mesmo
patamar de países castigados da África?</p>
<p align="left">Esse é um dado alarmante que tem chamado a atenção
de muitos, desde a esfera governamental até a do cidadão comum,
passando pelos profissionais da educação. Poder-se-ia dizer,
inclusive, que há uma espécie de "mal-estar" pairando sobre a
escola e o trabalho do professor hoje em dia. A própria imagem
social da escola parece estar em xeque de tal maneira que os
profissionais da área acabam acometidos, por exemplo, de uma
espécie de falta aguda de credibilidade profissional.</p>
<p align="left">É certo, pois, que grande parte dos problemas que
enfrentamos como categoria profissional, inclusive no interior da
sala de aula, parece ter relação (i)mediata com essa lastimável
falta de credibilidade da intervenção escolar e, por extensão, da
atuação do educador. Além disso, se a imagem social da escola está
ameaçada, algo de ameaçador está acontecendo também com a idéia de
cidadania no Brasil, uma vez que não há cidadania sustentável sem
escola.</p>
<p align="left">É importante frisar que, sem escola, não há a
possibilidade de o cidadão ter acesso, de fato, aos seus direitos
constituídos. Afinal, tornar-se cidadão não se restringe ao direito
do voto, por exemplo, mas inclui direitos outros com vistas a uma
vida com dignidade - e isso tudo tem a ver mediatamente com escola,
pois quanto menor for a escolaridade da pessoa, menores também
serão suas chances de acesso às oportunidades que o mundo atual
oferece e às exigências que ele impõe.</p>
<p align="left">Entretanto, alguns poucos ainda parecem questionar
a importância intrínseca da escolarização nos dias de hoje. Será
isso plausível? De uma coisa estejamos certos: num futuro bem
próximo, o mundo será implacável com aqueles sem escolaridade.
Basta olhar à nossa volta e prestar atenção na situação concreta
das pessoas desempregadas, por exemplo.</p>
<p align="left">Pois bem, quando alguém se propõe a investigar as
razões desse "fantasma" do fracasso que ronda a todos nós,
ultimamente tem aparecido, dentre as muitas razões alegadas pelos
educadores (desde as ligadas à esfera governamental até aquelas de
cunho social), uma figura muito polêmica: o
"aluno-problema".</p>
<p align="left">O aluno-problema é tomado, em geral, como aquele
que padece de certos supostos "distúrbios psico/pedagógicos";
distúrbios estes que podem ser de natureza cognitiva (os tais
"distúrbios de aprendizagem") ou de natureza comportamental, e
nessa última categoria enquadra-se um grande conjunto de ações que
chamamos usualmente de "indisciplinadas". Dessa forma, a
indisciplina e o baixo aproveitamento dos alunos seriam como duas
faces de uma mesma moeda, representando os dois grandes males da
escola contemporânea, geradores do fracasso escolar, e os dois
principais obstáculos para o trabalho docente.</p>
<p align="left">Um bom exemplo da justificativa do "aluno-problema"
para o fracasso escolar é uma espécie de máxima muito recorrente no
meio pedagógico, que se traduziria num enunciado mais ou menos
parecido com este: "se o aluno aprende, é porque o professor
ensina; se ele não aprende, é porque não quer ou porque apresenta
algum tipo de distúrbio, de carência, de falta de
pré-requisito."</p>
<p align="left">Mais uma vez, não é algo estranho e contraditório
para os profissionais da área educacional explicar o sucesso
escolar como produto da ação pedagógica, e o fracasso escolar como
produto de outras instâncias que não a escola e a sala de aula?
Isto é, se entendermos o fracasso escolar como efeito de algum
problema individual e anterior do aluno, não estaremos nos
isentando, em certa medida, da responsabilidade sobre nossa ação
profissional? E mesmo se assim o fosse, o que estaríamos fazendo
nós para alterar esse quadro cumulativo?</p>
<p align="left">Ao eleger o aluno-problema como um empecilho ou
obstáculo para o trabalho pedagógico, a categoria docente corre
abertamente o risco de cometer um sério equívoco ético, que é o
seguinte: não se pode atribuir à clientela escolar a
responsabilidade pelas dificuldades e contratempos de nosso
trabalho, nossos "acidentes de percurso". Seria o mesmo que o
médico supor que o grande obstáculo da medicina atual são as novas
doenças, ou o advogado admitir que as pessoas que a ele recorrem
apresentam-se como um empecilho para o exercício "puro" de sua
profissão. Curioso, não?</p>
<p align="left">Na verdade, os tais "alunos-problema" podem ser
tomados como ocasião privilegiada para que a ação docente se
afirme, e que se possa alcançar uma possível excelência
profissional. O que se busca, no caso de um exercício profissional
de qualidade, é uma situação-problema, para que se possa, na medida
do possível, equacioná-la, suplantá-la - o que se oportuniza a
partir das demandas "difíceis" da clientela.</p>
<p align="left">Pois bem, o que fazer, então? Um primeiro passo
para reverter essa ordem de coisas talvez seja repensar nossos
posicionamentos, rever algumas supostas verdades que, em vez de nos
auxiliar, acabam sendo armadilhas que apenas justificam o fracasso
escolar, mas não conseguem alterar os rumos e os efeitos do nosso
trabalho cotidiano.</p>
<p align="left">Vejamos o caso específico da indisciplina. Na
própria maneira de entender o fenômeno disciplinar, podemos
observar que as hipóteses explicativas empregadas usualmente acabam
reiterando alguns preconceitos, muitos falsos conceitos e outras
tantas justificativas para o fracasso e a exclusão escolar.
Encontram-se razões à profusão, mas alternativas concretas de
administração, como sabemos, são raras. Nossa tarefa, então, a
partir de agora passa a ser a de examinar concretamente os
argumentos que sustentam tais hipóteses.</p>
<p align="left"> </p>
<p align="left">2. A PRIMEIRA HIPÓTESE EXPLICATIVA: O ALUNO
"DESRESPEITADOR"</p>
<p align="left">Uma primeira hipótese de explicação da indisciplina
seria a de que "o aluno de hoje em dia é menos respeitador do que o
aluno de antes, e que, na verdade, a escola atual teria se tornado
muito permissiva, em comparação ao rigor e à qualidade daquela
educação de antigamente".</p>
<p align="left">Esse primeiro entendimento, mais de cunho
histórico, da questão disciplinar precisa ser repensado
urgentemente. E a primeira coisa a admitir é que essa escola de
antigamente talvez não fosse tão "de excelência" quanto gostamos de
pensar hoje em dia. Vejamos por quê.</p>
<p align="left">Nossa memória costuma aplicar alguns truques em
nós. Às vezes, é muito fácil incorrermos numa espécie de saudosismo
exacerbado, idealizando o passado e cultivando lembranças de alguns
fatos que não aconteceram ou que não se desenrolaram exatamente do
modo com que nos recordamos deles. Portanto, se recuperarmos o
modelo dessa escola do passado para cotejarmos nossos problemas
pedagógicos atuais, precisamos recuperar também o contexto
histórico da época, pelo menos em parte. Não é possível trazer de
volta aquela escola sem o entorno sociopolítico de
então.</p>
<p align="left">É muito comum nos reportarmos à escola de nossa
infância com reverência, admiração, nostalgia. Pois bem, na
verdade, essa escola anterior aos anos 70 era uma escola para
poucos, muito poucos. Uma escola elitista, portanto. Exclusão,
pois, é um processo que já estava lá, nessa escola de antigamente,
hoje tão idealizada.</p>
<p align="left">Eram elas escolas militares ou religiosas, e
algumas poucas leigas, que atendiam uma parcela muito reduzida da
população. Perguntemo-nos, por exemplo, se ambos nossos pais
tiveram escolaridade completa de oito anos. Lembremo-nos então de
nossos avós, se eles sequer chegaram a freqüentar escolas! Quanto
mais recuarmos no tempo, mais veremos como escola sempre foi um
artigo precioso, difícil de encontrar no varejo social.</p>
<p align="left">Todos se lembram, ou pelo menos já ouviram falar,
dos exames de admissão e, portanto, do níveis "primário" e
"ginasial". Pois é, esse é um bom exemplo de como essas tais
escolas de excelência do passado eram fundamentalmente
segregacionistas e elitistas, atendendo uma parcela pequena e já
privilegiada da população. O exame de admissão representava o que
hoje conhecemos como o vestibular para as universidades públicas,
já na passagem do primário para o ginásio. Inclusive, vale lembrar
que a partir do início dos anos 70 o primário e o ginasial deixaram
de existir, dando lugar ao "primeiro grau" (e mais recentemente ao
"ensino fundamental"), agora com oito anos consecutivos.</p>
<p align="left">Desta feita, oito anos passaram a ser o tempo
mínimo e obrigatório de escolaridade - uma conquista e tanto! Além
disso, o número de vagas e estabelecimentos de ensino foi ampliado
consideravelmente, democratizando cada vez mais o acesso à escola.
Entretanto, as conquistas que o povo brasileiro obteve do ponto de
vista da democratização do acesso ao ensino formal, com a abertura
de novas escolas/vagas e os oito anos mínimos, continuam um projeto
inacabado, uma tarefa por se encerrar, uma vez que, decorridas
quase três décadas da penúltima grande reforma do ensino
brasileiro, ainda não conseguimos fazer valer integralmente essa
proposta de democratização lá desencadeada. Outrossim, o grande
desafio dos educadores atuais passou a ser a permanência "de fato"
das crianças na escola - o que, sabidamente, se consegue apenas com
a qualidade do ensino ofertado.</p>
<p align="left">Essa é a grande tarefa dos educadores brasileiros
na atualidade: fazer com que os alunos permaneçam na escola e que
progridam tanto quantitativa quanto qualitativamente nos estudos.
Mesmo porque escolaridade mínima e obrigatória é um direito
adquirido de todo aquele nascido neste país. E desse princípio
ético-político, e também legal, não podemos abrir mão sob hipótese
nenhuma.</p>
<p align="left">Quando conseguirmos fazer com que a cada criança
corresponda uma vaga numa escola, bem como condições efetivas para
que lá ela permaneça (e queira permanecer) por pelo menos oito
anos, algo de radicalmente revolucionário terá acontecido neste
país!</p>
<p align="left">Contudo, é curioso comparar o contingente da
população efetivamente atendido pelas escolas hoje e aquele de
antigamente. De certa forma, a porcentagem efetiva de
aproveitamento escolar é ainda semelhante àquela de antes. Poucos
são aqueles que conseguem permanecer na escola até o final do
segundo grau, e menos ainda freqüentar uma universidade,
consolidando-se assim a famosa mas indesejável "pirâmide"
educacional brasileira. Parece, então, que ainda não conseguimos
fazer valer aquele célebre artigo da Constituição de 1988, o de
número 205, que prega: "educação é um direito de todos e um dever
do Estado e da família".</p>
<p align="left">É tarefa de todos nós (principalmente os
educadores) garantir uma escola de qualidade e para todos,
indisciplinados ou não, com recursos ou não, com pré-requisitos ou
não, com supostos problemas ou não. A inclusão, pois, passa a ser o
dever "número um" de todo educador preocupado com o valor social de
sua prática e, ao mesmo tempo, cioso de seus deveres
profissionais.</p>
<p align="left">Outro dado que precisa ser reconfigurado com certa
imparcialidade quando evocamos essas escolas do passado é o fato de
que elas eram fundamentalmente militarizadas no seu funcionamento
cotidiano. E o que isso significa? Se buscarmos exemplos em nossa
memória, veremos isso com clareza: as filas, o pátio, o uniforme,
os cânticos, e particularmente a relação de medo e coação que
tínhamos com as figuras escolares (que descuidadamente nomeamos
hoje como "de respeito"), revelavam um espírito fortemente
hierarquizado/hierarquizante da época, desenhando os contornos das
relações institucionais.</p>
<p align="left">É possível afirmar, então, que essa suposta escola
de excelência de antigamente funcionava, na maioria das vezes, na
base da ameaça e do castigo - traços nítidos de uma cultura
militarizada impregnada no cotidiano escolar daquela época sombria
da história brasileira. Estamos nos referindo, é claro, à ditadura
militar.</p>
<p align="left">Assim, quando constatamos que nosso aluno de hoje
não viveu esses tempos históricos obscuros, que ele é fruto de
outras coordenadas históricas - e agora estamos nos referindo à
abertura democrática -, fica claro que precisamos estabelecer outro
tipo de relação civil em sala de aula.</p>
<p align="left">É óbvio que uma relação de respeito é condição
necessária (embora não suficiente) para o trabalho pedagógico. No
entanto, podemos respeitar alguém por temê-lo ou podemos respeitar
alguém por admirá-lo. Mas, convenhamos, há uma grande diferença
entre esses dois tipos de "respeito". O primeiro funda-se nas
noções de hierarquia e superioridade, o segundo, nas de assimetria
e diferença. E há uma incongruência estrutural entre
elas!</p>
<p align="left">Antes o respeito do aluno, inspirado nos moldes
militares, era fruto de uma espécie de submissão e obediência cegas
a um "superior" na hierarquia escolar. Hoje, o respeito ao
professor não mais pode advir do medo da punição - assim como nos
quartéis - mas da autoridade inerente ao papel do "profissional"
docente. Trata-se, assim, de uma transformação histórica radical do
lugar social das práticas escolares. Hoje, o professor não é mais
um encarregado de distribuir e fazer cumprir ordens disciplinares,
mas um profissional cujas tarefas nem sequer se aproximam dessa
função disciplinadora, apassivadora, silenciadora, de
antes.</p>
<p align="left">Em contraposição, boa parte dos profissionais da
educação ainda parece guardar ideais pedagógicos que preservam, de
certa forma, a imagem dessa escola de antigamente e desse professor
repressor, castrador. Muitas vezes, para esses profissionais o bom
aluno do dia-a-dia é aquele calado, imóvel, obediente. Será este um
bom aluno, de fato?</p>
<p align="left">É muito estranho tomar uma descrição do cotidiano
escolar do século passado ou do meio desse século, e perceber que
as escolas atuais têm um funcionamento ainda parecido, em termos
das normas disciplinares, com aquelas escolas do passado. A
punição, a represália, a submissão e o medo ainda parecem habitar
silenciosamente as salas de aula, só que agora, por exemplo, por
meio da avaliação. Não é verdade que muitas vezes alguns
professores chegam a ameaçar seus alunos com a promessa de provas
difíceis, notas baixas etc? Não será isso também outra estratégia
dissimulada de exclusão? O que dizer, então, das expulsões ou das
"transferências"?</p>
<p align="left">Sob esse ponto de vista, talvez a indisciplina
escolar esteja nos indicando que se trata de uma recusa desse novo
sujeito histórico a práticas fortemente arraigadas no cotidiano
escolar, assim como uma tentativa de apropriação da escola de outra
maneira, mais aberta, mais fluida, mais democrática. Trata-se do
clamor de um novo tipo de relação civil, confrontativa na maioria
das vezes, pedindo passagem a qualquer custo. Nesse sentido, a
indisciplina estaria indicando também uma necessidade legítima de
transformações no interior das relações escolares e, em particular,
na relação professor-aluno. Assim, resta uma questão: afinal de
contas, escola para quê?</p>
<p align="left">Sabemos hoje que, por meio da exclusão de grande
maioria da população, aquela escola do passado não visava, em
absoluto, o preparo para o exercício da cidadania. E a escola e o
professor de hoje? O que eles visam, a bem da verdade? Qual o seu
papel e função? São diferentes daqueles da escola de antes? Se
assim o forem, quais resultados temos obtido concretamente? Enfim,
estamos a serviço ainda da exclusão ditatorial ou da inclusão
democrática?</p>
<p align="left"> </p>
<p align="left">3. A SEGUNDA HIPÓTESE EXPLICATIVA: O ALUNO "SEM
LIMITES"</p>
<p align="left">Outra hipótese muito em voga no meio escolar,
produto de nosso suposto e, às vezes, perigoso "bom senso" prático,
diz respeito à suposição de que "as crianças de hoje em dia não têm
limites, não reconhecem a autoridade, não respeitam as regras, e a
responsabilidade por isso é dos pais, que teriam se tornado muito
permissivos". Quase todos parecem concordar com essa hipótese do
"déficit moral" como explicativa da indisciplina.</p>
<p align="left">Pois bem, esse tipo de entendimento da questão
disciplinar, mais de cunho psicológico, merece pelo menos dois
reparos: o primeiro, com relação à idéia de ausência absoluta de
limites e do desrespeito às regras; o segundo, sobre a suposta
permissividade dos pais.</p>
<p align="left">Vejamos o primeiro: se prestarmos um pouco de
atenção nos alunos mais indisciplinados fora da sala de aula, num
jogo coletivo, por exemplo, veremos o quanto as regras são muito
bem conhecidas pelas crianças e adolescentes. Não é nada estranho a
um jovem de hoje em dia a vivência de uma situação qualquer de
acordo com regras muito bem estabelecidas, rígidas na maioria das
vezes.</p>
<p align="left">Um bom exemplo disso se encontra quando, num jogo
ou brincadeira infantil, alguém não cumpre aquilo que foi acordado
previamente entre os participantes, e este assim considerado
"desviante" ou infrator é severamente punido ou mesmo expulso do
jogo. No limite, pode-se afirmar que um "governo" infantil é
nitidamente despótico, porque não prevê jurisprudências,
prerrogativas, maleabilidade.</p>
<p align="left">Nesse sentido, as crianças, quando ingressam na
escola, já conhecem muito bem as regras de funcionamento de uma
coletividade qualquer, mesmo porque elas são inerentes a qualquer
tipo de atividade humana, a qualquer tipo de relação grupal.
Podemos encontrar um outro exemplo concreto disso na língua. Quando
escolhemos uma palavra ou uma construção lingüística específica
para narrar algo, estamos nos sujeitando automaticamente a um
conjunto já dado de regras. E isso todos fazemos, queiramos ou não.
A criança e o jovem também o fazem, talvez até com mais força e
veemência do que os adultos.</p>
<p align="left">Isso é tão factual que, curiosamente, no mundo
infantil as regras nem sequer permitem muitas exceções. Quando uma
criança diz, por exemplo, "eu fazi" em vez de "eu fiz", ou "eu
trazi" em vez de "eu trouxe", ela está demonstrando o quanto está
apegada a uma norma invariante já dada e que descarta possíveis
alterações, desvios. Ela está sendo, portanto, rigorosa ao extremo.
Dito de outra maneira, os seus "limites", inclusive intelectuais,
são extensivos, implacáveis - ao contrário do que possa parecer à
primeira vista.</p>
<p align="left">Desse modo, não se pode sustentar, nem na teoria
nem na prática, que as crianças padeçam de falta generalizada de
regra e de limite, embora esta idéia esteja muito disseminada no
meio escolar. Ao contrário, a inquietação e a curiosidade infantis
ou do jovem, que antes eram simplesmente reprimidas, apagadas do
cotidiano escolar, podem hoje ser encaradas como excelentes
ingredientes para o trabalho de sala de aula. Só depende do manejo
delas...</p>
<p align="left">Não é evidente que quanto mais engajado o aluno
estiver nas atividades propostas, maior será o rendimento do
trabalho do professor? E que quanto maior for a reapropriação das
regras da matemática, da língua ou das ciências, maiores serão o
aproveitamento e o prazer em aprendê-las? Uma vez de posse da
"mecânica" de determinado campo de conhecimento (as operações
matemáticas, da gramática, das ciências, das artes, dos esportes
etc.), o pensamento do aluno parece fluir com maior rapidez e
plasticidade.</p>
<p align="left">Pois bem, um segundo reparo a essa idéia da falta
de limites da criança e do jovem refere-se à suposta permissividade
dos pais que, por sua vez, estaria criando obstáculos para o
professor em sala de aula. Segundo boa parte dos professores, a
família, em certa medida, não estaria ajudando o trabalho do
professor, pois as crianças seriam frutos da "desestruturação", do
"despreparo" e do "abandono" dos pais (vale lembrar, oriundos
também das décadas de 60/70). E mais ainda, os professores teriam
se tornado quase "reféns" de crianças tirânicas, deixados à mercê
de crianças "sem educação". Será isso verdade?</p>
<p align="left">É muito comum imaginarmos que "criança mal-educada
em casa" converte-se automaticamente em "aluno indisciplinado na
escola". Pois alertemos que isso nem sempre é necessariamente
verdadeiro. Não é possível generalizar esse diagnóstico para
justificar os diferentes casos de indisciplina com os quais
deparamos. Além disso, há uma evidência irrefutável de que os
mesmos alunos indisciplinados com alguns professores podem ser
bastante colaboradores com outros.</p>
<p align="left">Ora, precisamos recuperar alguns consensos quanto
às funções da família e da escola, distinguindo claramente os
papéis de pai e de professor. Família e escola não são a mesma
coisa, e uma não é a continuidade natural da outra; porque se assim
o fosse, também o inverso da equação acima deveria ser igualmente
plausível. Ou seja: "aluno indisciplinado na escola"
converter-se-ia em "filho mal-educado em casa". Estranha essa
última fórmula, não?</p>
<p align="left">Quando desponta algum entrave de ordem disciplinar
na sala de aula, uma das atitudes usuais por parte dos professores
é convocar as autoridades escolares, e estes, os pais para que
"dêem um jeito no seu filho". Imaginemos se, a cada vez que o filho
desses mesmos pais apresentasse um problema disciplinar em casa,
eles convocassem o professor para que este também "desse um jeito
no seu aluno". Muito estranho, não? Esse exemplo ficcional revela o
quanto se costuma confundir e, às vezes, justapor os âmbitos de
competências, os raios de ação das instituições escola e família.
Portanto, precisamos admitir um consenso básico, muitas vezes
esquecido no dia-a-dia escolar: o de que aluno não é filho, e
professor não é pai.</p>
<p align="left">Em geral, a maioria dos professores imagina que o
trabalho de disciplinarização moral da criança (de introjeção das
regras e, portanto, da constituição dos famigerados "limites"), a
cargo mormente dos pais, é um pré-requisito para o trabalho de sala
de aula. E esta idéia, embora correta em parte, também precisa ser
repensada, pelo menos em parte.</p>
<p align="left">Quando falamos genericamente em "educação" de uma
criança ou jovem, compreendemo-la como resultado conjunto da
intervenção da família e da escola. Embora essas duas instituições
basais sejam complementares e possam chegar a se articular, elas
são bastante diferentes em suas raízes, objetos e objetivos. O
trabalho familiar diz respeito à moralização da criança - essa é a
função primordial dos pais ou seus substitutos. A tarefa do
professor, por sua vez, não é moralizar a criança. O objeto do
trabalho escolar é fundamentalmente o conhecimento sistematizado, e
seu objetivo, a recriação deste. O resto é efeito colateral,
indireto, mediato.</p>
<p align="left">No caso da família, o que está em foco é a
ordenação da conduta da criança, por meio da moralização de suas
atitudes, seus hábitos; no caso da escola, o que se visa é a
ordenação do pensamento do aluno, por meio da reapropriação do
legado cultural, representado pelos diferentes campos de
conhecimento em pauta. Uma diferença e tanto, não é
mesmo?</p>
<p align="left">Mas mesmo se se argumentasse que determinadas
crianças não apresentam as posturas morais mínimas para o trabalho
de sala de aula (caso isso fosse possível...), esse argumento
admitiria a seguinte réplica: trata-se de um complicador, jamais um
impeditivo para o trabalho em torno do objeto conhecimento, porque
a docência sequer implica um trabalho semelhante àquele realizado
pela família.</p>
<p align="left">Entretanto, muitos professores, diante das
dificuldades do dia-a-dia, acabam se colocando como tarefa
principal a normatização moral dos hábitos da criança e do
adolescente (leia-se aluno agora) para que, só a partir daí, ele
possa desencadear o trabalho do pensamento. Um bom exemplo disso é
um outro tipo de máxima muito freqüente no meio pedagógico que
reza, a nosso ver, equivocadamente: "para ser professor, é preciso
antes ser um pouco pai, amigo, conselheiro etc."</p>
<p align="left">Esse tipo de enfrentamento do trabalho pedagógico é
desaconselhável por três razões, pelo menos:</p>

<p align="left">* em primeiro lugar, trata-se de um desperdício da
qualificação e do talento específico do professor, porque ele não
se profissionalizou para ser uma espécie de pai "postiço". Para uma
ocupação como a paternidade não se exige uma preparação
profissional - cada um é pai ou mãe de um jeito peculiar e
assistemático. No caso do professor, exige-se uma preparação lenta
e especializada, devendo ele atuar de maneira semelhante aos seus
colegas de profissão e de modo diverso dos profissionais de outras
áreas;</p>
<p align="left">* em segundo lugar, trata-se de um desvio de
função, porque ele não foi contratado para exercer tarefas
parentais, e dele não se espera isso. Por mais que o trabalho em
sala de aula demande muitas vezes exigências adicionais ao âmbito
estritamente pedagógico, não se podem delegar ao professor funções
para as quais ele não esteja explicitamente habilitado. É preciso,
então, que o trabalho docente restrinja-se a um alvo específico: o
conhecimento sistematizado, por meio da recriação de um campo
lógico-conceitual particular. Não confundir seu papel com o de
outros profissionais e outras ocupações: eis uma tarefa de fôlego
para o professor de hoje em dia!;</p>
<p align="left">* em terceiro, trata-se de uma quebra do "contrato"
pedagógico, porque o seu trabalho deixa de ser realizado. Se o
professor abandona seu posto, se ele não cumpre suas funções
específicas, quem fará isso por ele? Se o professor não se
responsabilizar imediatamente pelo conhecimento, quem o
fará?</p>

<p align="left">Como em todas as outras relações
sociais/institucionais (médico-paciente, patrão-empregado,
marido-mulher etc.), na relação pedagógica existe um contrato
implícito - um conjunto de regras funcionais - que precisa ser
conhecido e respeitado para que a ação possa se concretizar a
contento. E é curioso constatar que os próprios alunos têm uma
clareza impressionante quanto a essas balizas contratuais do
encontro pedagógico. Sem dúvida nenhuma, eles sabem reconhecer
quando o professor está exercendo suas funções, cumprindo seu
papel. O professor competente e cioso de seus deveres não é, em
absoluto, um desconhecido para os alunos; muito ao contrário. Estes
sabem reconhecer e respeitar as regras do jogo quando ele é bem
jogado, da mesma forma que eles também sabem reconhecer quando o
professor abandona seu posto.</p>
<p align="left">Nesse sentido, a indisciplina parece ser uma
resposta clara ao abandono ou à habilidade das funções docentes em
sala de aula, porque é só a partir de seu papel evidenciado
concretamente na ação em sala de aula que eles podem ter clareza
quanto ao seu próprio papel de aluno, complementar ao de professor.
Afinal, as atitudes de nossos alunos são um pouco da imagem de
nossas próprias atitudes. Não é verdade que, de certa forma, nossos
alunos espelham, pelo menos em parte, um pouco de nós
mesmos?</p>
<p align="left">Por essa razão, talvez se possa entender a
indisciplina como energia desperdiçada, sem um alvo preciso ao qual
se fixar, e como uma resposta, portanto, ao que se oferta ao aluno.
Enfim, a indisciplina do aluno pode ser compreendida como uma
espécie de termômetro da própria relação do professor com seu campo
de trabalho, seu papel e suas funções.</p>
<p align="left">Sob esse aspecto, valeria indagar: qual tem sido o
teor de nosso envolvimento com essa profissão? Temos nos
posicionado mais como agentes moralizadores ou como professores em
sala de aula? Temos nos queixado das famílias mais do que
deveríamos ou, ao contrário, temos nos dedicado com mais afinco
ainda ao nosso campo de trabalho? Temos encarado os alunos, nossos
parceiros de trabalho, como filhos desregrados, frutos de famílias
desagregadas, ou como alunos inquietos, frutos de uma escola pouco
desafiadora intelectualmente? Enfim, indisciplina é uma resposta ao
fora ou ao dentro da sala de aula?</p>
<p align="left"> </p>
<p align="left">4. A TERCEIRA HIPÓTESE EXPLICATIVA: O ALUNO
"DESINTERESSADO"</p>
<p align="left">Ainda, uma terceira hipótese que os professores
levantam freqüentemente sobre as razões da indisciplina é que "para
os alunos, a sala de aula não é tão atrativa quanto os outros meios
de comunicação, e particularmente o apelo da televisão. Por isso, a
falta de interesse e a apatia em relação à escola. A saída, então,
seria ela se modernizar com o uso, por exemplo, de recursos
didáticos mais atraentes e assuntos mais atuais".</p>
<p align="left">Esse tipo de raciocínio, mais de cunho
metodológico, também merece alguns reparos. O principal deles
refere-se ao fato mais do que evidente de que escola não é um meio
de comunicação. Da mesma forma que distinguimos anteriormente as
instituições família e escola, aqui faz-se importante a distinção
escola e mídia.</p>
<p align="left">Enquanto a mídia (os diversos meios de comunicação
como a televisão, o rádio, o jornal, o próprio computador
atualmente etc.) têm como função primordial a difusão da
informação, a escola deve ter como objetivo principal a
reapropriação do conhecimento acumulado em certos campos do saber -
aquilo que constitui as diversas disciplinas de um
currículo.</p>
<p align="left">Ainda, os meios de comunicação podem ter como
objetivo o entretenimento, o lazer. Escola, ao contrário, é lugar
de trabalho árduo e complexo, mas nem por isso menos prazeroso...
Por essa razão, assim como afirmamos anteriormente que professor
não é pai e aluno não é filho, é preciso acrescentar: o professor
não é um difusor de informações, e muito menos um animador de
platéia, da mesma forma que o aluno não é um espectador ou ouvinte.
Ele é um sujeito atuante, co-responsável pela cena educativa,
parceiro imprescindível do contrato pedagógico.</p>
<p align="left">Na escola, portanto, não se "repassam" informações
simplesmente: ensina-se o que elas querem dizer, para muito além do
que elas dizem... O trabalho pedagógico-escolar é mais da ordem da
desconstrução, da desmontagem das informações, e isso se faz com o
raciocínio lógico-conceitual propiciado pelos diferentes campos de
conhecimento, representados nas disciplinas escolares.</p>
<p align="left">Claro está, pois, que o objetivo da ação docente
não é "transmitir" ou difundir determinados produtos, tais como
dados, fórmulas ou fatos, mas fundamentalmente reconstruir o
caminho percorrido antes que se chegasse a tais produtos. É isso, e
tão-somente, o que se faz em uma sala de aula!</p>
<p align="left">Por exemplo, não se apregoa apenas que a fórmula da
água é H2O, ou que a ordem de sucessão sintática é
"sujeitoÆverboÆobjeto", ou ainda que "- <em>x</em> - = +". Toma-se
uma construção lingüística, a estrutura molecular da água ou os
números negativos como questões concretas da vida, "pinçando-as" do
cotidiano, e propõe-se, sob a forma de problematização, o que já é
sabido sobre esses temas. Mas, para tanto, refaz-se o caminho já
percorrido por aqueles que nos precederam, mediante os mesmos
problemas, tomando uma espécie de atalho no itinerário das
descobertas. Não é essa, em última instância, a razão por que se
ensina, por que existe escola: refazer a história dos campos de
conhecimento? Revisitar as respostas já consagradas às velhas
inquietações humanas?</p>
<p align="left">Pois bem, ponto pacífico, o trabalho pedagógico é
muito mais do que a difusão de determinadas informações. Assim, se
não obtivermos o suporte do conhecimento, ou seja, o recuo do
pensamento que o conhecimento sistematizado nos proporciona, como
fazer para decodificar as informações difusas que os meios de
comunicação veiculam cotidianamente, e a granel?</p>
<p align="left">Este é um outro dado importante, uma distinção
basal: enquanto a informação refere-se ao presente, o conhecimento
reporta-se obrigatoriamente ao passado. O conhecimento é aquilo que
subjaz a (ou antecede) determinada informação, e, portanto, o
requisito básico para a sua inteligibilidade. Por exemplo, a
televisão ou o rádio podem veicular uma determinada notícia - e
isso eles fazem às centenas todo dia - mas se não tivermos
disponíveis certas ferramentas, de tal maneira que possamos
compreender o que aquilo significa e implica, essa notícia não é
compreendida por completo e acaba, mais cedo ou mais tarde, sendo
esquecida, apagada, substituída. Ela simplesmente desaparece se não
houver meios propícios para decompô-la, assim como um
<em>locus</em> para armazená-la. Em suma, pode-se afirmar que a
memória é, antes de tudo, donatária das competências
cognitivas.</p>
<p align="left">Por essa razão, a inteligência humana não é, sob
hipótese alguma, um depósito de informações, mas um centro
processador delas. Não apenas "ingerimos" informações, mas as
"digerimos", e isso é o que nos torna diferentes uns dos outros...
Alguns têm uma capacidade de digestão muito maior do que outros, e
essa capacidade se aprende e se potencializa principalmente no meio
escolar.</p>
<p align="left">É fundamental, portanto, que tenhamos claro que, em
sala de aula, o nosso ponto de partida é a informação, mas o ponto
de chegada é o conhecimento. E essa é uma diferença nem um pouco
sutil! Uma máxima pedagógica recente espelha e, ao mesmo tempo,
ameaça esse princípio básico, do conhecimento como alvo prioritário
da intervenção escolar: "trabalhar com os dados de realidade do
aluno".</p>
<p align="left">É possível, e até desejável, que a ação pedagógica
seja desencadeada a partir dos elementos informativos de que os
alunos dispõem, mas o objetivo docente deve ultrapassar em muito
esse escopo restrito, da disponibilidade cognitiva do aluno e sua
pontualidade. O trabalho escolar visa, sem sombra de dúvida, a
transformação do pensamento do aluno. Em certo sentido, ele se
contrapõe aos "dados de realidade" discente. Antes, o mundo do
conhecimento contrapõe os saberes sistematizados àqueles
pragmáticos, do dia-a-dia.</p>
<p align="left">Por essas e outras, escola é lugar sempre do
passado, no bom sentido do termo. E deve continuar sendo! Muitas
vezes conotamos o passado como velho, antiquado, ultrapassado, em
desuso. Não é esse, em absoluto, o caso do conhecimento escolar.
Pode-se afirmar com segurança que, de certo modo, o conhecimento
sistematizado é a grande dádiva que os nossos antepassados nos
legaram, a única herança que as gerações anteriores podem deixar
para as gerações default fonts, para os "forasteiros"
recém-chegados ao velho mundo.</p>
<p align="left">Todos sabemos que a condição humana é extremamente
transitória; somos um ponto fugaz entre o passado e o futuro. E é
no interior dessa evidência que se figura a "transitividade" do
lugar educativo, daquele que se coloca como lastro, mediador entre
novos sujeitos e velhos objetos. Então, vale a pena perguntar: será
que estamos conseguindo que nossos futuros cidadãos estejam
angariando efetivamente tudo aquilo que lhes foi legado, para que
possam usufruir da vida, a que têm direito, com intensidade e
responsabilidade?</p>
<p align="left">Muitas vezes, entretanto, temos a impressão de que
os alunos não têm interesse algum naquilo que temos para lhes
ofertar. Ou então, que os conteúdos escolares seriam, na verdade,
alheios aos interesses imediatos, pontuais da criança e do jovem
contemporâneos. Isso não é bem assim. Vale lembrar que suas
demandas não são tão definidas, ou irredutíveis, a ponto de não
poderem ser transformadas. Além do mais, a curiosidade é algo que
marca fortemente a infância e a adolescência, assim como a
imaginação é a estratégia principal empregada para descobrirem o
mundo intangível à sua volta. Pois então, qual é o papel do
professor perante isso?</p>
<p align="left">No nosso entendimento, talvez algo muito simples e,
ao mesmo tempo, absolutamente sofisticado: contar histórias... Em
sala de aula, re-contamos histórias &ndash; as histórias das
conquistas do pensamento humano (nas ciências, nas humanidades, nas
artes, nos esportes). E isso não é nada desinteressante, quanto
mais para uma criança ou um jovem! Na abstração implicada nesses
domínios do pensamento pode-se atestar o cerne mesmo da
perplexidade humana perante a existência. E nisso reside grande
parte do fascínio do viver!</p>
<p align="left">De mais a mais, não existe nada tão instigante como
desvendar a "lógica" de algo que desconhecíamos total ou
parcialmente, o que pode se apresentar sob a forma de um problema
matemático, da análise de um texto literário, do movimento de
astros longínquos, ou da geografia de terras alheias. Para tanto,
exigem-se do aluno apenas imaginação e inquietude - curiosamente,
os mesmos ingredientes básicos da indisciplina, verificados na
engenharia de uma "cola", numa brincadeira maliciosa com o colega,
ou ainda numa piada sobre uma mania ou trejeito qualquer do
professor.</p>
<p align="left">Além disso, o ritmo do trabalho pedagógico é outro.
Não se pode imaginar que o tempo de "digestão" do conhecimento seja
o mesmo das informações. Ele é, obviamente, mais lento, mais
artesanal, assim como a inteligência humana é mais seletiva, mais
qualitativa do que quantitativa. Sala de aula, portanto, é o lugar
onde o pensamento deve se debruçar por alguns instantes sobre
algumas indagações basais da vida, aquelas corporificadas pelas
questões impostas pelos diferentes campos do conhecimento e seus
múltiplos objetos.</p>
<p align="left">Portanto, vale indagar: temos nos posicionado como
aqueles que guiam essa "viagem" do aluno rumo ao desconhecido, ou,
ao contrário, temos tomado o trabalho de sala de aula como algo
maçante e previsível? Temos visto em nosso aluno a possibilidade de
um futuro ex-forasteiro no mundo, alguém mais complexo e menos
afoito do que antes, ou, ao contrário, como alguém despossuído ou
não habilitado integralmente para essa possibilidade? Temos tomado
nosso ofício como uma linha de montagem ou como um ateliê de uma
modalidade singular de arte - aquela de forjar cidadãos?</p>
<p align="left"> </p>
<p align="left">5. UMA LEITURA PEDAGÓGICA DA INDISCIPLINA
ESCOLAR</p>
<p align="left">Até agora debatemos três grandes hipóteses
explicativas da questão disciplinar, tentando demonstrar que se
trata de versões diagnósticas que não se sustentam por completo,
por três razões, pelo menos:</p>

<p align="left">* a primeira é que elas estão apoiadas em algumas
evidências equivocadas e em alguns pseudo-conceitos (como a visão
romanceada da educação de antigamente, a moralização deficitária
por parte dos pais, além da idéia do conhecimento escolar como algo
ultrapassado e desestimulante);</p>
<p align="left">* a segunda razão é que, de uma forma ou de outra,
elas acabam isolando a indisciplina como um problema individual e
anterior do aluno, quando, ao contrário, a ato indisciplinado
revela algo sobre as relações institucionais-escolares nos dias
atuais;</p>
<p align="left">* a terceira razão deve-se ao fato de que as três
hipóteses esquivam-se de levar em consideração a sala de aula, a
relação professor-aluno e as questões estritamente pedagógicas.
Elas esboçam razões para a indisciplina, mas não apontam caminhos
concretos para sua superação ou administração.</p>

<p align="left">Essas três hipóteses explicativas cometem um
engano, já de largada, que é o de tomar a disciplina como um
pré-requisito para a ação pedagógica, quando, na verdade, a
disciplina escolar é um dos produtos ou efeitos do trabalho
cotidiano de sala de aula. E todos sabemos disso de alguma maneira,
por mais que evitemos o peso dessa constatação...</p>
<p align="left">É sempre bom lembrar que um mesmo aluno
indisciplinado com um professor nem sempre é indisciplinado com os
outros. Sua indisciplina, portanto, parece ser algo que desponta ou
se acentua dependendo das circunstâncias. Por isso, talvez
devêssemos nos indagar mais sobre essas circunstâncias, e, por
extensão, despersonalizar o nosso enfrentamento dos dilemas
disciplinares.</p>
<p align="left">Quase sempre se imagina que é necessário os alunos
apresentarem previamente um conjunto de ações disciplinadas (como:
ser "obediente", permanecer "em silêncio" etc.) para, então, o
professor poder iniciar seu trabalho. E esse é um equívoco sério,
porque, em nome dele, perde-se um tempo precioso tentando-se
disciplinar os hábitos discentes.</p>
<p align="left">Qual uma possível saída, então? Qual outra visão
alternativa que não se paute em nenhuma das três comentadas até
agora, ou, mais ainda, que evite a tentação de incorrer em um
<em>pot-pourri</em> de todas elas? Gostaríamos de propor uma outra
hipótese diagnóstica, agora de cunho explicitamente escolar, para
que pudéssemos olhar com outros olhos a indisciplina "nossa de cada
dia", um dos "ossos de nosso ofício"...</p>
<p align="left">Tomando a indisciplina como uma temática
fundamentalmente pedagógica, talvez possamos compreendê-la
inicialmente como um sinal, um indício de que a intervenção docente
não está se processando a contento, que seus resultados não se
aproximam do esperado.</p>
<p align="left">Desse ponto de vista, a indisciplina passa, então,
a ser algo salutar e legítimo para o professor. Indisciplina é um
evento escolar que estaria sinalizando, a quem interessar, que
algo, do ponto de vista pedagógico, e mais especificamente da sala
de aula, não está se desdobrando de acordo com as expectativas dos
envolvidos. O que fazer, então? Como interpretar claramente o que a
indisciplina está indicando de forma indireta? Vamos por
partes.</p>
<p align="left">Em geral, o trabalho docente é compreendido como a
associação de duas, digamos, grandes "dimensões". Uma que é a dos
conteúdos específicos e outra que é a dos métodos utilizados. Ou
seja, no ideário pedagógico, a fórmula da intervenção docente
resume-se a uma equação como esta: "ensina-se algo de alguma
forma".</p>
<p align="left">Gostaríamos, a partir de agora, de adicionar a essa
combinação pedagógica clássica um terceiro dado, que chamaremos de
dimensão "ética" do trabalho docente. Assim, nossa fórmula
pedagógica passaria a contar com mais um elemento: "ensina-se algo,
de alguma forma, a alguém específico". Longe de psicologizar o ato
educativo, o que se quer dizer com isso? A dimensão dos conteúdos
refere-se a "o quê se ensina", a dimensão dos métodos ao "como se
ensina", e a dimensão ética ao "para que se ensina": aquilo que
delimita o valor humano e social da ação escolar, porque sempre
inserido em uma relação concreta.</p>
<p align="left">Essa é uma distinção importante porque os grandes
problemas que enfrentamos hoje evocam, na maioria das vezes, este
"para quê escola?". Acreditamos, portanto, que grande parte dos
nossos dilemas de todo dia exija um encaminhamento de natureza
essencialmente éticos, e não metodológica, curricular ou
burocrática.</p>
<p align="left">Curiosamente, essa idéia parece apontar na mesma
direção para a qual o aluno indisciplinado está incessantemente nos
chamando a atenção. É essa a pergunta que ele está fazendo o tempo
todo: para quê escola? Qual a relevância e o sentido do estudo, do
conhecimento? No quê isso me transforma? E qual é meu ganho, de
fato, com isso?</p>
<p align="left">Temos conseguido responder essas perguntas quando
direcionadas a nós mesmos? Qual a relevância e o sentido da escola,
do ensinar e do aprender para nós, professores? Escola realmente
faz diferença na vida das pessoas? Se ela marca uma diferença sem
precedentes, por que ela geralmente é conotada como um lugar
entediante, supérfluo, aquém da "realidade", inclusive para nós
mesmos? Por que nos esforçamos em imaginar, tal como nossos alunos,
que a "vida mesmo" está para além dos muros escolares? E por que é
que o mundo deixou (e parece deixar cada vez mais) de parecer com
um grande livro aberto?</p>
<p align="left">Todas essas indagações são inadiáveis hoje em dia
porque se o professores, na qualidade de profissionais
privilegiados da educação, tiverem clareza quanto a seu papel e ao
valor do seu trabalho, eles conseguirão ter um outro tipo de
leitura sobre o cotidiano da sala de aula, sobre os problemas que
se apresentam e as estratégias possíveis para o seu
enfrentamento.</p>
<p align="left">Por incrível que possa parecer à primeira vista,
grande parte de nossos contratempos profissionais pode ser
resolvida com algumas idéias simples e eficazes, mesmo porque
muitas das armadilhas que o cotidiano nos arma parecem ter nossa
anuência, quando não nossa autoria. Portanto, rever posicionamentos
endurecidos, questionar crenças arraigadas, confrontar
posicionamentos imutáveis, debater-se contra fatalidades: eis algo
que, antes de ser uma obrigação, significa uma oportunidade ímpar
de vivência dessa profissão, de certo modo,
extraordinária.</p>
<p align="left">Para que isso possa ser otimizado, algumas
premissas pedagógicas precisam ser preservadas (e fomentadas, é
claro) no trabalho de todo dia, de sala de aula. E essas premissas
ultrapassam o plano dos conteúdos e dos métodos, ou melhor, elas os
abarcam.</p>
<p align="left">Nada de muito complexo, ao contrário. Tendo-as em
mente, todo o resto (disciplina, aproveitamento, interesse,
credibilidade, sucesso escolar) virá a contento... Vale a pena
apostar!</p>
<p align="left">6. ALGUMAS PREMISSAS PEDÁGOGICAS
FUNDAMENTAIS</p>
<p align="left">Há, a nosso ver, alguns princípios éticos
balizadores de nosso trabalho, e estes implicam, inicialmente,
quatro elementos básicos, a saber:</p>

<p align="left">* <em>o conhecimento</em>, que é o objeto exclusivo
da ação do professor. O âmbito de atuação do professor é o
essencialmente pedagógico. Portanto, ater-se ao seu campo de
conhecimento e suas regras particulares de funcionamento, nunca à
moralização dos hábitos, é uma medida fundamental;</p>
<p align="left">* <em>a relação professor-aluno</em>, que é o
núcleo do trabalho pedagógico, uma vez que o aluno é nosso
parceiro, co-responsável pelo sucesso escolar, portanto. Mas é
fundamental que seja preservada a distinção entre os papéis de
aluno e de professor. Não se pode esquecer nunca que é dever do
professor ensinar, assim como é direito do aluno aprender. Isso nem
sempre é claro ainda para o aluno, principalmente aqueles do ensino
fundamental, o que não significa que o mesmo deva acontecer
conosco;</p>
<p align="left">* <em>a sala de aula</em>, que é o contexto
privilegiado para o trabalho, o microcosmo concreto onde a educação
escolar acontece de fato. É lá também que os conflitos têm de ser
administrados, gerenciados. É lá, e apenas lá, que se equacionam os
obstáculos e que se atinge uma possível excelência profissional.
Portanto, mandar aluno para fora de sala (e, no limite, para fora
da escola) é um tipo de prática abominável, que precisa ser abolida
urgentemente das práticas escolares brasileiras;</p>
<p align="left">* o <em>contrato pedagógico.</em> Trata-se da
proposta de que as regras de convivência, muitas vezes implícitas,
que orientam o funcionamento da sala de aula - e daquele campo de
conhecimento em particular - precisam ser explicitadas para todos
os envolvidos, conhecidas e compartilhadas por aqueles inseridos no
jogo escolar, mesmo se elas tiverem de ser relembradas (ou até
mesmo transformadas) todos os dias. Portanto, a medida mais
profícua é a seguinte: jamais iniciar um curso ou um ano letivo sem
que as regras de funcionamento dessa "sala de aula/laboratório"
sejam conhecidas, partilhadas e, se possível, negociadas por todos.
É na medida em que todos se sentem co-responsáveis pelo "código" de
regras comuns que se pode ter parceria, solidariedade, um projeto
conjunto e contínuo - o que, no caso do trabalho pedagógico, é mais
do que necessidade, é uma exigência.</p>

<p> </p>
<p align="left">7. AS CINCO REGRAS ÉTICAS DO TRABALHO
DOCENTE</p>
<p align="left">Gostaríamos de finalizar essa breve incursão no
tema disciplinar com a proposição de cinco <em>regras éticas,</em>
assim como as temos denominado, as quais falam por si mesmas. Se o
professor levar em consideração essas possíveis balizas de
convivência no seu trabalho cotidiano, os seus "problemas"
disciplinares deixarão de ser prioritários, uma vez que elas
instauram a intervenção do professor, e não as condutas da
clientela, como norte da ação escolar. Também, em nosso ponto de
vista, trata-se do único antídoto contra o fracasso escolar ou os
tais "distúrbios de aprendizagem", e até mesmo contra a terrível
falta de credibilidade profissional que nos assola e da qual
padecemos tão severamente nesses últimos tempos. E quais são essas
regras?</p>

<p align="left">* a primeiríssima regra implica a <em>compreensão
do aluno-problema como um porta-voz das relações estabelecidas em
sala de aula</em>. O aluno-problema não é necessariamente portador
de um "distúrbio" individual e de véspera, mesmo porque o mesmo
aluno "deficitário" com certo professor pode ser bastante produtivo
com outro. Temos que admitir, a todo custo, que o suposto obstáculo
que ele apresenta revela um problema comum, sempre da relação.
Vamos investigá-lo, interpretando-o como um sinal dos
acontecimentos de sala de aula. Escuta: eis uma prática
intransferível!</p>
<p align="left">* a segunda regra ética refere-se à
<em>des-idealização do perfil de aluno.</em> Ou seja, abandonemos a
imagem do aluno ideal, de como ele deveria ser, quais hábitos
deveria ter, e conjuguemos nosso material humano concreto, os
recursos humanos disponíveis. O aluno, tal como ele é, é aquele que
carece (apenas) de nós e de quem nós carecemos, em termos
profissionais.</p>
<p align="left">* a terceira regra implica a <em>fidelidade ao
contrato pedagógico</em>. É obrigatório que não abramos mão, sob
hipótese alguma, do escopo de nossa ação, do objeto de nosso
trabalho, que é apenas um: o conhecimento. É imprescindível que
tenhamos clareza de nossa tarefa em sala de aula para que o aluno
possa ter clareza também da dele. A visibilidade do aluno quanto ao
seu papel é diretamente proporcional à do professor quanto ao seu.
A ação do aluno é, de certa forma, espelho da ação do professor.
Portanto, se há fracasso, o fracasso é de todos; e o mesmo com
relação ao sucesso escolar.</p>
<p align="left">* a quarta regra é a <em>experimentação de novas
estratégias de trabalho.</em> Precisamos tomar o nosso ofício como
um campo privilegiado de aprendizagem, de investigação de novas
possibilidades de atuação profissional. Sala de aula é laboratório
pedagógico, sempre! Não é o aluno que não se encaixa no que nós
oferecemos; somos nós que, de certa forma, não nos adequamos às
suas possibilidades. Precisamos, então, reinventar os métodos,
precisamos reinventar os conteúdos em certa medida, precisamos
reinventar nossa relação com eles, para que se possa, enfim,
preservar o escopo ético do trabalho pedagógico.</p>
<p align="left">* a última regra ética, e com a qual encerramos
nosso percurso, é a idéia de que dois são os valores básicos que
devem presidir nossa ação em sala de aula: <em>a competência e o
prazer</em>. Quando podemos (ou conseguimos) exercer esse ofício
extraordinário que é a docência com competência e prazer - e, por
extensão, com generosidade -, isso se traduz também na maneira com
que o aluno exercita o seu lugar. O resto é sorte. E por falar
nisso, boa sorte a todos!</p>

]]></description>			<link>http://profesron.spaceblog.com.br/503486/A-indisciplina-e-a-escola-atual-Julio-Groppa-Aquino/</link>			<comments>http://profesron.spaceblog.com.br/A-indisciplina-e-a-escola-atual----Julio-Groppa-Aquino---01092009-141717-lp-503486.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://profesron.spaceblog.com.br/503486/A-indisciplina-e-a-escola-atual-Julio-Groppa-Aquino/</guid>			<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 14:17:17 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Indisciplina na sala de aula]]></title>			<description><![CDATA[Indisciplina na sala de aula O que é, como ocorre, motivos e
atitudes para evitar, regras na sala de aula, sugestões Aulas
estimulantes ajudam a combater a indisciplina Introdução Há 30 anos
atrás este problema praticamente não existia. As escolas do passado
seguiam um sistema tradicional, exigindo dos alunos um
comportamento quase militar. Quando ocorriam atitudes de
indisciplina, os castigos, muitos deles físicos, eram aplicados.
Sugestões Porém, muita coisa mudou nestes 30 anos e hoje a escola
não adota mais uma postura repressiva e violenta. Estamos numa
época de valorização da democracia, cidadania e respeito. Cabe a
escola levar estes princípios à sério dentro do seu projeto
pedagógico. Então, como acabar ou diminuir a indisciplina em sala
de aula, objetivando melhorar as condições de aprendizado dos
alunos? Primeiramente, o professor deve identificar os motivos da
indisciplina. Observar os alunos e estabelecer um diálogo pode
ajudar muito neste sentido. Muitas vezes, a indisciplina ocorre
porque os alunos não entendem o conteúdo ou acham as aulas
cansativas. Nestes casos, o professor pode modificar suas aulas,
adotando atividades estimulantes e interativas. Esta atitude
costuma gerar bons resultados. Em outras situações, a indisciplina
ocorre a partir de uma situação de conflito e enfrentamento entre
alunos e professor. Neste caso, o professor deve buscar conversar e
ouvir os alunos. Cabe ao professor desfazer o clima de conflito e
solucionar a situação. Uma outra boa sugestão é criar algumas
regras comuns para o funcionamento das aulas. O professor pode
fazer isso com a ajuda dos próprios alunos. Dentro destas regras
podem constar: levantar a mão e aguardar a sua vez antes de
perguntar ou falar, fazer silêncio em momentos de explicação, falar
num tom de voz adequado, etc. Com estas e outras atitudes, o
professor vai ganhar o respeito de seus alunos. Este respeito é uma
porta aberta para, através do diálogo com os estudantes, buscar
soluções adequadas para melhorar as condições de aula na escola.
FONTE: http://www.suapesquisa.com/educacaoesportes/indisciplina.htm
Prof. Esron]]></description>			<link>http://profesron.spaceblog.com.br/503472/Indisciplina-na-sala-de-aula/</link>			<comments>http://profesron.spaceblog.com.br/Indisciplina-na-sala-de-aula-01092009-140925-lp-503472.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://profesron.spaceblog.com.br/503472/Indisciplina-na-sala-de-aula/</guid>			<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 14:09:25 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[INFOGRÁFICO SOBRE A INFLUENZA A]]></title>			<description><![CDATA[<p>

<a href=
"javascript:var%20discard=window.open('http://www.uai.com.br/popup/gripe_suina/infografico_gripeSuina.html',%20'_blank',%20'width=705,%20height=550,toolbar=no,%20menubar=no,%20personalbar=no,%20scrollbars=no,%20resizable=no,%20dependent=yes,%20z-lock=yes,%20modal=yes,%20left=159.5,%20top=104')">
</a>

FONTE:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_7/2009/08/27/em_noticia_interna,id_sessao=7&id_noticia=124834/em_noticia_interna.shtml</p>
]]></description>			<link>http://profesron.spaceblog.com.br/497876/INFOGR-FICO-SOBRE-A-INFLUENZA-A/</link>			<comments>http://profesron.spaceblog.com.br/INFOGRaFICO-SOBRE-A-INFLUENZA-A-27082009-223145-lp-497876.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://profesron.spaceblog.com.br/497876/INFOGR-FICO-SOBRE-A-INFLUENZA-A/</guid>			<pubDate>Thu, 27 Aug 2009 22:31:45 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Obediência - A Importância de Obedecer aos Pais]]></title>			<description><![CDATA[<p><strong> </strong></p>
<p align="justify">Dt: 5:16 - Honra
a teu pai e a tua mãe, como o senhor teu Deus te ordenou, para que
se prolonguem os teus dias, e para que te vá bem na terra que o
Senhor teu Deus te dá.
<strong>Cl. 3:20</strong> - Vós, filhos, obedecei em tudo a vossos
pais; porque isto é agradável ao Senhor.
<strong>Ef. 6:1,2</strong> - Vós, filhos, sede obedientes a vossos
pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe
(que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e
sejas de longa vida sobre a terra.</p>
<p align="justify"></p>
<p align="justify">Na cadeia de
comando, ou melhor, no governo de Deus sobre a família cada
componente tem as suas responsabilidades. Ao homem é atribuído amar
a sua esposa, como Cristo amou a Igreja. Cabe a ele portanto
protege-la. O marido e pai é o principal provedor de sua família, é
o sacerdote em seu lar. A esposa, por sua vez é a sua parceira que
está do seu lado debaixo de sua autoridade. Uma autoridade que é
delegada por Deus. A seguir vem os filhos e estes devem reconhecer
a autoridade de seus pais sobre suas vidas e
obedecê-los.</p>
<p align="justify"></p>
<p align="justify">Eu sei que estar
debaixo de autoridade é tremendamente complicado, porém no caso da
família, se o filho não souber receber ordens de seus progenitores,
dificilmente saberá exercer situações de comando no futuro, em
relação aos seus próprios filhos.</p>
<p align="justify">É incrível como o
desrespeito pelos pais, atingem conseqüências tremendas. É só abrir
as paginas dos jornais, ou ficar alguns minutos diante de um
noticiário da TV, para sentirmos de perto a gravidade do problema.
São inúmeros casos de violência no seio da família, principalmente
filhos brigando ou até tirando a vida de seus pais. São meninos e
meninas, adolescentes, jovens que se enveredam para o mundo das
drogas e que fazem de seus pais, seus principais
inimigos.</p>
<p align="justify"></p>
<p align="justify">Estamos vivendo
dias maus, profetizado pelo próprio Jesus Cristo. Ele nos fala em
sua Palavra que em nossos dias, estaríamos presenciando uma guerra
na família sem precedentes. É bem certo que uma parte da
responsabilidade está com os pais, que não exerceram a sua
autoridade, em relação a seus filhos, quando estes ainda eram
pequenos. A criança cresce, muitas vezes em meio de gritarias,
palavrões, desrespeito, em meio a cobranças e maus tratos, do que
debaixo de disciplina e instrução na Palavra de Deus. Quando chegam
a fase de pré-adolescência, resolvem sair de casa, escolhendo o
caminho da marginalidade.</p>
<p align="justify"></p>
<p align="justify">O que devemos
observar, é que independentemente do tipo de criação, que se receba
nesta vida, os pais devem ser respeitados e honrados. A Bíblia nos
diz que devemos honrar os nossos pais, porque é um mandamento. Isto
quer dizer, que temos o dever de honrá-los e respeitaí-los. É uma
ordem direta e clara, da parte de Deus aos filhos. A não
observância da Palavra implica em conseqüências tristes para o
filho desobediente.</p>
<p align="justify"></p>
<p align="justify"><strong>Que
conseqüências são estas?</strong></p>
<p align="justify"></p>
<p align="justify">Quando os filhos são desobedientes a seus pais, eles
ficam totalmente desprotegidos, quanto as promessas de Deus, no que
diz respeito a sua estabilidade física, moral, emocional e
espiritual aqui na terra e na eternidade. Porque os filhos que
desobedecem a seus pais, os seus dias são abreviados na terra. Em
outras palavras. Os filhos que desobedecem, vivem pouco, morrem
cedo. São inúmeros casos registrados em delegacias de policia no
Brasil e no mundo de tragédias na família decorridos da
desobediência por parte dos filhos.</p>
<p align="justify"></p>
<p align="justify">Se você é filho e está lendo esta mensagem, eu gostaria
de ter a liberdade de passar pra você algumas dicas, de como
melhorar o relacionamento com os seus pais.</p>
<p align="justify"></p>
<p align="justify"><strong>1. Ouça sempre, a voz da
experiência</strong></p>
<p align="justify"></p>
<p align="justify"><strong>Veja o que a Bíblia diz a
respeito:</strong></p>
<p align="justify"></p>
<p align="justify"><strong>Pv. 4:1</strong></p>
<p align="justify"></p>
<p align="justify"><strong>2. Nunca, em hipótese nenhuma, levante a voz, desrespeite
ou desonre os seus pais</strong></p>
<p align="justify"></p>
<p align="justify"><strong>3. O diálogo é o melhor
caminho</strong></p>
<p align="justify"></p>
<p align="justify"><strong>4. você é especial para os seus
pais</strong></p>
<p align="justify"></p>
<p align="justify"><strong>5. Peça perdão sempre que errar contra
eles</strong></p>
<p align="justify"></p>
<p align="justify"><strong>6. Diga pra Deus</strong></p>
<p align="justify"></p>
<p align="justify"><strong>Agora, uma palavra especial para você filho(a), que
espera ver mudanças na atitude, no comportamento, de seus pais para
com você. Preste atenção:</strong></p>
<p align="justify"></p>
<p align="justify"><strong>Você pode ter todas as razões do mundo para odiar os seus
pais. Quem sabe você foi maltratado(a) ou até mesmo violentado(a)
por seus pais em seu corpo, em sua alma, em sua mente. Lembre-se
Deus o(a) ama e entende a sua dor, os seus sofrimentos, os seus
traumas emocionais e quer libertá-lo(a) totalmente; Porém um
detalhe você não pode e nem deve esquecer: Segundo a Bíblia que a
Palavra de Deus, a vingança não pertence a você, pertence a Deus.
Deixe que a justiça de Deus trate desta situação. Com certeza a
justiça dos homens dará o seu parecer, mas eu não gostaria de ficar
na pele de um pai ou mãe que comente tal barbaridade, quando
julgado e condenado pelo próprio Deus.</strong></p>
<p align="justify"></p>
<p align="justify"><strong>O que você tem a fazer é encher o seu coração de
esperança, e fé e olhar para o futuro. Tirar toda a magoa, rancor
do coração e lembre-se, você não poderá fazer isto sozinho(a)
Sozinho você não consegue se libertar. Jesus Cristo precisa estar
dentro de você, curando todas as suas feridas, traumas, seqüelas,
mas para isto você deve permitir a participação Dele(Jesus) em sua
vida.</strong></p>
<p align="justify"></p>
<p align="justify"><strong>Como está o seu relacionamento com os seus
pais?</strong></p>
<p align="justify"><strong>Como é que você gostaria que eles te
tratasse?</strong></p>
<p align="justify"><strong>A Bíblia faz uma declaração interessante: Se for
possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens.
(Rm. 12:18)</strong></p>
<p align="justify"></p>
<p align="justify"><strong>Você está disposto a levantar a bandeira da paz? Você
está disposto a caminhar na direção de seus pais, abraçá-los e
pedir perdão e mudar para melhor a sua vida? O quinto mandamento
diz: Honra o teu pai e a tua mãe, como o Senhor te ordenou, para
que se prolonguem os teus dias e para que te vá bem na terra que o
Senhor teu Deus te dá. (Dt.5:16)</strong></p>
<p align="justify"></p>
<p align="justify"><strong>O Senhor quer que você viva nesta terra feliz e
abençoado, honrando, respeitando e acatando as orientações daqueles
que Deus colocou em sua vida para ajudá-lo(a), seu
pais.</strong></p>
<p align="justify"></p>
<p align="justify"><strong>Deus os abençoe;</strong></p>
<p align="justify"><strong> </strong></p>
<p align="justify"><strong>Pr. Nélson R.
Gouvêa</strong></p>
<p><strong><a href=
"http://www.pilb.t5.com.br/obedeceraospais.htm">http://www.pilb.t5.com.br/obedeceraospais.htm</a></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
, que de hoje em diante você vai
procurar ser um filho obediente e temente ao
Senhor.: Você nunca deverá
conciliar o seu sono a noite, deixando o seu pai ou a sua mãe
magoados.: Lembre-se: por
mais difícil que possa ser o relacionamento entre vocês. Eles
querem que o melhor aconteça em sua vida, porque eles o(a) ama e
algumas vezes não sabem muito bem expressar este amor. Tente ver a
vida na ótica de seus pais, pois aí você sentirá um pouco que a
vida não é feita só de alegrias e bons momentos, mas também de
tristezas e traumas que precisam ser tratados a luz da presença de
Deus.: Entenda que por você,
ainda que adolescente ou jovem, muitas mudanças estão acontecendo
em sua vida, em sua mente, e principalmente em suas emoções, na sua
maneira de ver as coisas, enquanto que os seus pais já não estão
tão abertos para novas mudanças. : Tenha sempre uma atitude de humilde, de respeito, de
tolerância, principalmente se eles ainda não entregaram as suas
vidas ao Senhor Jesus Cristo. O seu testemunho deve ficar sempre em
alta na família, se você é cristão. Ouvi, filhos, a instrução do pai, e estai atentos para
conhecerdes o entendimento.
<strong>Pv. 17:6</strong> Coroa dos velhos são os filhos dos
filhos; e a glória dos filhos são seus pais. : Isto quer dizer, que a estrada que você está
passando nesta vida, os seus pais já passaram por ela e eles sabem
melhor do que você os perigos da mesma. Pode acreditar. Eles sabem
com detalhes o caminho que lhe trará segurança. Ouvi-los é sinal de
que você é uma pessoa sábia.
<p> </p>
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