<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0">	<channel>		<title>[spaceblog.com.br] poetasdorio : <![CDATA[POETAS DO RIO]]></title>		<link>http://poetasdorio.spaceblog.com.br</link>		<description><![CDATA[POETAS DO RIO]]></description>		<language>br</language>		<copyright>Copyright (c) 2006, Hi-pi</copyright>		<generator>Hi-pi RSS 2.0 generator</generator>		<docs>http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss</docs>		<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 09:12:22 +0200</pubDate>		<item>			<title><![CDATA[GONÇALVES DIAS -]]></title>			<description><![CDATA[<p><strong>Antonio Gonçalves Dias, nasceu no sítio Boa Vista nos arredores de Caxias no Maranhão, em 10 de agosato de 1823. Filho  de uma união não oficializada entre um comerciante portugues e uma mestiça cafuza. Tinha grande orgulho por ter sangue das três raças formadoras do povo brasileiro: branca, negra e indígena. </strong></p>
<p><strong>Em 1830 foi matriculado na escola de primeiras letras do Prof. José Joaquim de Abre . </strong></p>
<p><strong>Em 1833 começa a trabalhar na loja do pai como caixeiro e encarregado da escrita.</strong></p>
<p><strong>Em 1835 deixca o ptrabalho com o pai e vai estudar latin, frances e filosofia com o Prof.Ricardo Leão Sabino.</strong></p>
<p><strong>Após a morte do pai foi enviado pela madrasta para estudar Direito em Coimbra em 1838, onde terminou os estudos secundários e ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra em 1840, formando-se em 1844.</strong></p>
<p><strong>Durante os estudos escreve os primeiros versos e participa do grupo de poetas medievistas que se reunia em torno do "O Trovador" e "Gazeta Literária". Na ocasião compartilha idéias românticas com Alexandre Herculano, Almeida Garrett e Antonio Feliciano de Castilho. É nesta ocasião que,  sentindo saudade da terra natal, escreve a famosa "Canção do Exílio" e também parte dos poemas de "Primeiros cantos" e "Segundos cantos" ; o drama Patkull; e "Beatriz de Cenci". Este último foi regeitado pelo Conservatório Dramático do Brasil, por ser considerado imoral. Foi nesta época que escreveu fragmentos do romance biográfico "Memórias de Agapito Goiaba", que ele mesmo destruiu por conter alusões a pessoas ainda vivas.</strong><strong> </strong></p>
<p><strong>Em 1845 rotorna ao Maranhão, conhece Ana Amélia, ainda quase menina,  ficou fascinado pela  beleza e graça juvenil daquela que viria a ser o grande amor de sua vida. Para ela escreveu as poesias "Seus olhos" e "Leviana" e mais tarde o poema "Ainda uma vez- adeus".</strong><strong>Vindo em seguida para o Rio de Janeiro, parecia que a havia esquecido, mas em 1851, voltanto para São Luiz encontrou-a mais bela ainda e mulher já feita.   O encantamento de outrora transformou-se em paixão e a pede em casamento para satisfação da família de Dn'Ana -como era chamada a mãe da moça- que timha grande estima e admiração pelo poeta. Entretanto, existia um impedimento que era o preconceito racial,  razão pela qual a família o recusou. </strong></p>
<p><strong>Ainda em 1846 muda-se para o Rio de Janeiro, onde se dedica ao magistério e em 1849 passa a dar aulas de Latin e História do Brasil no Colégio Pedro II. Trabalha também como redator da revista Guanabara e na elaboração de sua obra poética, teatral e etnográfica e historiográfica.</strong></p>
<p><strong>A moça, cujo sentimento de amor e paixão era como o seu, queria abandonar a família para segui-lo, mas ele, por questão de honradez, decidiu ir embora para Portugal. Lá recebeu uma dura carta da amada que amargamente o acusava de não ter tido a corragem de superar e passar por cima dos preconceitos para assumí-la, mesmo rompendo a amizade com todos.</strong></p>
<p><strong>Em portugal, mais tarde, recebe a notícia de que Don'Ana, por capricho da vida, casara-se com um comerciante de cor. também lá teve o encontro com sua amada num jardim público. Ambos estavam sofrendo e abatidos  pela dor e pela desilusão de suas vidas. O poeta sentia-se cruelmente arrependido por ter renunciado aquela que com uma única palavra o acompanharia para onde fosse.  Este encontro abriu-lhe as feridas impelindo-o a compor várias estrofes de "Ainda uma vez-- adeus--". Segundo conta-se, a jovem, ao tomar conhecimento do poema feito por sua inspiração, copiou-o com o seu próprio sangue.</strong></p>
<p><strong>Em 1847 aperecem os "Primeiros Contos", trazendo no frontispício a data de 1846 e em 1848 os "Segundoso Contos" e "Sextilhas de Frei Antão"</strong></p>
<p><strong>Em 1841 publica os "Últimos Contos" e em 1852 é nomeado oficial da Secretaria dos Negócios Estrangeiros, partindo para a Europa em 1854. Em 1856 viaja para a Alemanha e é nomeado chefe da seção de Etnografia da Comissão Cintífica de Exploração.</strong></p>
<p><strong>Em 1857 são editados os primeiros quatro contos do poema "Os Timbiras" e o "Dicionário da Língua Tupi" pelo livreiro-editor Brockhaus, de Dresda.</strong></p>
<p><strong>De 1959 a 1861  executa trabalhos para a Comissão no interior do Ceará, Paraiba, Rio Grande do Norte, Pará e Amazonas, indo até a cidade de Mariná, no Peru.</strong></p>
<p><strong>Em 22 de agosto de 1862 desliga-se da Comissão Científica de Exploração e em 1863 vai para a estação de cura em Vicky e em Bruxelas sofre a operação de amputação da campainha. Em 25 de outubro de 1863, em Bordéus, embarca para Lisboa, onde termina a tradução de "Messina", de Schiller.</strong></p>
<p><strong>Em fins de abril de 1864 volta a Paris onde vai para estações de cura em Aix-is-Bains, Allevard e Ems, onde fica até julho. </strong></p>
<p><strong>Em 10 de setembro de 1864 embarca no navio Ville de Boulogne, piora na viagem e já próximo do Maranhão a 3 de novembro é vitimado pelo naufrágio, vindo a falecer.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>                                       AINDA UMA VEZ - ADEUS </strong></p>
<p><strong>Em fim te vejo! enfim posso, </strong></p>
<p><strong>Curvado a teus pés, dizer-te, </strong></p>
<p><strong>Que não cessei de querer-te, </strong></p>
<p><strong>Pesar de quanto sofri.</strong></p>
<p><strong>Muito penei! Cruas ânsias,</strong></p>
<p><strong>Dos teus olhos afastado, </strong></p>
<p><strong>Houveram-me acabrunhado</strong></p>
<p><strong>A não lembrar-me de ti!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Dum mundo a outro impelido, </strong></p>
<p><strong>Derramei os meus lamentos</strong></p>
<p><strong>Nas surdas asas dos ventos, </strong></p>
<p><strong>Do mar na crespa cerviz!</strong></p>
<p><strong>Baldão, ludíbrio da sorte</strong></p>
<p><strong>Em terra estranha, entre gente, </strong></p>
<p><strong>Que alheios males não sente, </strong></p>
<p><strong>Nem se condói do infeliz!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Louco, aflito, a saciar-me</strong></p>
<p><strong>D'agravar minha ferida, </strong></p>
<p><strong>Tomou-me o tédio da vida, </strong></p>
<p><strong>Passos da morte senti;</strong></p>
<p><strong>Mas quase no passo extremo, </strong></p>
<p><strong>No último arcar da esp'rança,</strong></p>
<p><strong>Tu me vieste à lembrança:</strong></p>
<p><strong>Quis viver mais e vivi!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Vivi; pois Deus me guardava</strong></p>
<p><strong>Para este lugar e hora! </strong></p>
<p><strong>Depois de tanto, senhora, </strong></p>
<p><strong>Ver-te e falar-te outra vez; </strong></p>
<p><strong>Rever-me em teu rosto amigo, </strong></p>
<p><strong>Pensar em quanto hei perdido, </strong></p>
<p><strong>E este pranto dolorido</strong></p>
<p><strong>Deixar correr a teus pés. </strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Mas que tens? Não me conheces?</strong></p>
<p><strong>De mim afastas teu rosto?</strong></p>
<p><strong>Pois tanto pode o desgosto</strong></p>
<p><strong>Transformar o rosto meu?</strong></p>
<p><strong>Sei a aflição quando pode,</strong></p>
<p><strong>Sei quanto ela desfigura, </strong></p>
<p><strong>E eu não vivi na ventura...</strong></p>
<p><strong>Olha-me bem, que sou eu!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Nenhuma voz me diriges!...</strong></p>
<p><strong>Julgas-te acaso ofendida?</strong></p>
<p><strong>Deste-me amor, e a vida</strong></p>
<p><strong>Que me darias - bem sei; </strong></p>
<p><strong>Mas lembrem-te aqueles feros</strong></p>
<p><strong>Corações, que se meteram</strong></p>
<p><strong>Entre nós; e se venceram, </strong></p>
<p><strong>Mal sabes quanto lutei!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Oh! se lutei!...mas devera </strong></p>
<p><strong>Expor-te em pública praça, </strong></p>
<p><strong>Como um alvo a populaça, </strong></p>
<p><strong>Um alvo aos dictérios seus! </strong></p>
<p><strong>Devera, podia acaso</strong></p>
<p><strong>Tal sacrifício aceitar-te</strong></p>
<p><strong>Para no cabo pagar-te, </strong></p>
<p><strong>Meus dias unindo aos teus?</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Devera, sim; mas pensava,</strong></p>
<p><strong>Que de mim t'esquecerias, </strong></p>
<p><strong>Que, sem mim, alegres dias </strong></p>
<p><strong>T'esperavam; e em favor</strong></p>
<p><strong>De minhas preces, contava</strong></p>
<p><strong>Que o bom Deus me aceitaria</strong></p>
<p><strong>O meu quinhão de alegria</strong></p>
<p><strong>Pelo teu, quinhão de dor!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Que me enganei, ora vejo; </strong></p>
<p><strong>Nadam-te os olhos em pranto, </strong></p>
<p><strong>Arfa-te o peito, e no entanto</strong></p>
<p><strong>Nem me podes encarar;</strong></p>
<p><strong>Erro foi, mas não foi crime, </strong></p>
<p><strong>Não te esqueci, eu to juro;</strong></p>
<p><strong>Sacrifiquei meu futuro, </strong></p>
<p><strong>Vida e glória por te amar!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Tudo, tudo; e na miséria</strong></p>
<p><strong>Dum martírio prolongado,</strong></p>
<p><strong>Lento, cruel, disfarçado, </strong></p>
<p><strong>Que eu nem a ti confiei;</strong></p>
<p><strong>"Ela é feliz (me dizia)</strong></p>
<p><strong>"Seu descanso é obra minha."</strong></p>
<p><strong>Negou-me a sorte mesquinha...</strong></p>
<p><strong>Perdoa, que me enganei!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Tantos encantos me tinham, </strong></p>
<p><strong>Tanta ilusão me afagava</strong></p>
<p><strong>De noite, quando acordava, </strong></p>
<p><strong>De dia em sonhos talvez!</strong></p>
<p><strong>Tudo isso agora onde pára?</strong></p>
<p><strong>Onde a ilusão dos meus sonhos? </strong></p>
<p><strong>Tantos projetos risonhos,</strong></p>
<p><strong>Tudo esse engano desfez!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Enganei-me! ... - Horrendo caos</strong></p>
<p><strong>Nessas palavras se encerra, </strong></p>
<p><strong>Quando do engano, quem erra.</strong></p>
<p><strong>Não pode voltar atrás! </strong></p>
<p><strong>Amarga irrisão! reflete:</strong></p>
<p><strong>Quando eu gozar-te pudera, </strong></p>
<p><strong>Mártir quis ser, cuidei qu'era...</strong></p>
<p><strong>E um louco fui, nada mais!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Louco, julguei adornar-me</strong></p>
<p><strong>Com palmas d'alta virtude!</strong></p>
<p><strong>Que tinha eu bronco rude</strong></p>
<p><strong>Co que se chama ideal?</strong></p>
<p><strong>O meu eras tu, não outro;</strong></p>
<p><strong>Stava em deixar minha vida</strong></p>
<p><strong>Correr por ti conduzida, </strong></p>
<p><strong>Pura, na ausência do mal.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Pensar que o teu destino  </strong></p>
<p><strong>Ligado ao meu, outro fora, </strong></p>
<p><strong>Pensar que te vejo agora, </strong></p>
<p><strong>Por culpa minha, infeliz;</strong></p>
<p><strong>Pensar que a tua ventura</strong></p>
<p><strong>Deus ab eterno a fizera,</strong></p>
<p><strong>No meu caminho a pusera...</strong></p>
<p><strong>E eu! eu fui que a não quis!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>És doutro agora, e pr'a sempre!</strong></p>
<p><strong>Eu a mísero desterro</strong></p>
<p><strong>Volto, chorando o meu erro, </strong></p>
<p><strong>Quase descrendo dos céus!</strong></p>
<p><strong>Dói-te em mim, pois me encontras</strong></p>
<p><strong>Em tanta miséria posto,</strong></p>
<p><strong>Que a expressão deste desgosto</strong></p>
<p><strong>Será um crime ante Deus!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Dói-te de mim, que t'imploro</strong></p>
<p><strong>Perdão, a teus pés curvado;</strong></p>
<p><strong>Perdão!... de não ter ousado</strong></p>
<p><strong>Viver contente e feliz!</strong></p>
<p><strong>Perdão da minha miséria, </strong></p>
<p><strong>Da dor que me rala o peito, </strong></p>
<p><strong>E se do mal que te hei feito, </strong></p>
<p><strong>Também do mal que me fiz!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Adeus qu'eu parto, senhora;</strong></p>
<p><strong>Negou-me o fado inimigo</strong></p>
<p><strong>Passar a vida contigo, </strong></p>
<p><strong>Ter sepultura entre os meus;</strong></p>
<p><strong>Negou-me nesta hora extrema, </strong></p>
<p><strong>Por extrema despedida, </strong></p>
<p><strong>Ouvir-te a voz comovida</strong></p>
<p><strong>Soluçar em breve Adeus!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Lerás porém algum dia</strong></p>
<p><strong>Meus versos d'alma arrancados, </strong></p>
<p><strong>D'amargo pranto banhados, </strong></p>
<p><strong>Com sangue escritos; - e então </strong></p>
<p><strong>Confio que te comovas, </strong></p>
<p><strong>Que a minha dor te apiede</strong></p>
<p><strong>Que chores, não de saudade, </strong></p>
<p><strong>Nem de amor, - de compaixão, </strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Pesquisa e postagem de Nicéas Romeo Zanchett - artista plástico </strong></p>
<p><strong><a href="http://www.artmajeur.com/niceasromeozanchett">http://www.artmajeur.com/niceasromeozanchett</a></strong></p>
<p><strong><a href="http://www.pintoresdorio.com">http://www.pintoresdorio.com</a></strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong></strong></p>]]></description>			<link>http://poetasdorio.spaceblog.com.br/205034/GONCALVES-DIAS/</link>			<comments>http://poetasdorio.spaceblog.com.br/GONcALVES-DIAS---28092008-144143-lp-205034.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://poetasdorio.spaceblog.com.br/205034/GONCALVES-DIAS/</guid>			<pubDate>Sun, 28 Sep 2008 14:41:43 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[CASIMIRO DE ABREU]]></title>			<description><![CDATA[<p><strong>                                CASIMIRO DE ABREU </strong></p>
<p><strong>Casimiro José Marques de Abreu, poeta brasileiro, nasceu na Freguesia da Sagrada Família da Vila de Barra de  São João, na então província do Rio de Janeiro, a 04 de janeiro de 1839 e faleceu em Nova Friburgo a 18 de outubro de 1860.</strong></p>
<p><strong>Filho de um abastado fazendeiro e comerciante português, e de Luiza Joaquina das Neves, uma fazendeira viúva. Seu pai queria que ele fizesse a faculdade de Direito, mas ele nunca demonstrou o menor interesse pelo assunto. Tinha extremado amor por sua mãe e sua irmã.</strong></p>
<p><strong>Passou seus primeiros anos de vida junto à família e em seguida foi para Nova Friburgo, onde estudou no Instituto Freese, cursando somente a instrução primária.  Foi aí que numa tarde, sentindo saudades da família, chorou e compos sua primeira poesia que, imfelizmente, ele mesmo a rasgou. Foi este episódio que, movido pelo arrependimento de ter destruido sua primeira obra, originou o volume "As Primaveras" que o tornaria imortal. </strong></p>
<p><strong>Desde menino escrevia lindas poesias para saraus e quando,  aos 16 anos, se apaixonou ficou logo noivo. Este episódio muito desagradou sei pai gerando grande discussão entre os dois. </strong></p>
<p><strong>Antes mesmo de terminar os etudos em Nova Friburgo, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde foi trabalhar no escritório  de seu pai. Depois de uma ano seu pai embarcou com ele em 1853  para Potugal onde entrou em contato com o meio intelectual e ali escreveu a maior parte de sua obra. Lá, sentindo uma profunda saudade da família escreve "Estando a minha casa à hora da refeição, pareceu-me escutar  risadas infantis de minha mana pequena. As lágrimas brotavam e fiz os primeiros versos da minha vida, que teve o título de Ave Maria".</strong></p>
<p><strong>Em Lisboa, foi representado seu drama Camões e o Jaú em 1856, que logo depois foi publicado.</strong></p>
<p><strong>Seus versos mais famosos são do poema Meus Oito Anos que demonstra claramente a grande saudade da terra natal.</strong></p>
<p><strong>Em Lisboa, não sendo sua vontade estudar Direito, entra para a vida bohemia e acaba pegando tuberculose. Em 1857 volta para o Brasil e vai trabalhar no armazem do sei pai. Isto noentanto não o afastou da vida bohemia. Escreve para alguns jornais e se torna amigo de Machado de Assis.  Escolhido para a recem fundada Academia Brasileira de Letras, tornou-se patrono da cadeira seis.</strong></p>
<p><strong>Com o agravamento da doneça, retirou-se para a fazenda de seu pai, Indauaçu, onde hoje está o município que leva seu nome. Em 1859 editou as suas poesias reunidas sob o título de Primaveras.  </strong></p>
<p><strong>Inutilmente buscou recuperação e ali mesmo veio a falecer. Foi sepultado, conforme seu desejo, na cidade onde nasceu, estando sua lápide no cemitério secular da Capela de São João Batista, em Barra de São João, junto ao túmulo do pai. </strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Nicéas Romeo Zanchett- artista plástico </strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>                                             MEUS OITO ANOS </strong></p>
<p><strong>Oh! que saudades que tenho</strong></p>
<p><strong>Da aurora da minha vida, </strong></p>
<p><strong>Da minha infância querida, </strong></p>
<p><strong>Que os anos não trazem mais! </strong></p>
<p><strong>Que amor, que sonhos, que flores, </strong></p>
<p><strong>Naquelas tardes fagueiras, </strong></p>
<p><strong>à sombra das bananeiras, </strong></p>
<p><strong>Debaixo dos laranjais!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Como são belos os dias</strong></p>
<p><strong>Do despontar da existência!</strong></p>
<p><strong>- Respira a alma inocencia</strong></p>
<p><strong>Como perfumes a flôr;</strong></p>
<p><strong>O mar é - lago sereno, </strong></p>
<p><strong>O céu - um manto azulado, </strong></p>
<p><strong>O mundo - um sonho dourado, </strong></p>
<p><strong>A vida - um hino d'amor!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Que auroras, que sol, que vida, </strong></p>
<p><strong>Que noites de melodia</strong></p>
<p><strong>Naquela doce alegria, </strong></p>
<p><strong>Naquele ingênuo folgar! </strong></p>
<p><strong>O céu bordado d'estrelas, </strong></p>
<p><strong>A terra d'aromas cheia,</strong></p>
<p><strong>As ondas beijando a areia, </strong></p>
<p><strong>E a lua beijando o mar!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Oh! dias da minha infância! </strong></p>
<p><strong>Oh! meu céu de primavera! </strong></p>
<p><strong>Que doce a vida não era</strong></p>
<p><strong>Nessa risonha manhã!</strong></p>
<p><strong>Em vez das maguas de agora,</strong></p>
<p><strong>Eu tinha nessas delícias</strong></p>
<p><strong>De minha mãe as carícias, </strong></p>
<p><strong>E beijos de minha irmã!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Livre filho das montanhas, </strong></p>
<p><strong>Eu ia bem satisfeito, </strong></p>
<p><strong>Da camisa aberto o peito, </strong></p>
<p><strong>-Pés descalços, braços nús, </strong></p>
<p><strong>Correndo pelas campinas, </strong></p>
<p><strong>A roda das cachoeiras, </strong></p>
<p><strong>Atrás das asas ligeiras</strong></p>
<p><strong>Das borboletas azuis!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Naqueles tempos ditosos</strong></p>
<p><strong>Ia colher as pitangas, </strong></p>
<p><strong>Trepava a tirar as mangas, </strong></p>
<p><strong>Brincava à beira do mar; </strong></p>
<p><strong>Rezava as Ave-Marias, </strong></p>
<p><strong>Achava o céu sempre lindo, </strong></p>
<p><strong>Adormecia sorrindo</strong></p>
<p><strong>E despertava a cantar!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Oh que saudades que tenho</strong></p>
<p><strong>Da aurora da minha vida, </strong></p>
<p><strong>Da minha infância querida,</strong></p>
<p><strong>Que os anos não trazem mais!</strong></p>
<p><strong>- Que amor, que sonhos, que flores,</strong></p>
<p><strong>Naquelas tardes fagueiras</strong></p>
<p><strong>à sombra das bananeiras, </strong></p>
<p><strong>Debaixo dos laranjais!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Pesquisa e postagem de Nicéas Romeo Zanchett - artista plástico </strong></p>
<p><strong><a href="http://www.artmajeur.com/niceasromeozanchett">http://www.artmajeur.com/niceasromeozanchett</a></strong></p>
<p><strong><a href="http://www.pintoresdorio.com">http://www.pintoresdorio.com</a></strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong></strong></p>]]></description>			<link>http://poetasdorio.spaceblog.com.br/205015/CASIMIRO-DE-ABREU/</link>			<comments>http://poetasdorio.spaceblog.com.br/CASIMIRO-DE-ABREU-28092008-122450-lp-205015.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://poetasdorio.spaceblog.com.br/205015/CASIMIRO-DE-ABREU/</guid>			<pubDate>Sun, 28 Sep 2008 12:24:50 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[D.PEDRO II - IMPERADOR DO BRASIL E POETA]]></title>			<description><![CDATA[<p><strong>D.PEDRO II - Imperador e Poeta.</strong></p>
<p><strong>Poucas pessoas sabem, mas D.Pedro II era poeta.</strong></p>
<p><strong>BIOGRAFIA - </strong></p>
<p><strong>D.Pedro II, Imperador do Brasil, nasceu no Rio de Janeiro a 2 de dezembro de 1825 (Quinta da Boa Vista) e morreu em Paris em 05 de dezembro de 1891, aos 66 anos. Filho de D.Pedro I e sua mulher, a Imperatriz Leopoldina, recebu na pia batismal o nome de Pedro de Alcântara João Carlos Salvador Bebiano Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Gonzaga. Foi aclamado a 7 de abril de 1831, dia da abdicação de seu pai, tendo como tutor José Bonifácio de Andrada e Silva. Proclamado maior a 23 de julho de 1840, foi coroado a 18 de julho de 1841. Seu reinado teve início no dia da aclamação de sua maioridade e terminou com a sua deposição a 15 de novembro de 1889. Casou-se em 1842 com a Princesa Teresa Cristina Maria, filha de Francisco I, rei das Duas Sicílias. Leitor infatigável, dedicou-se à astronomia, ao estudo do arabe, do sânscrito, do hebraico, do sírio e do chaldeu. Foi sócio da Academia de Ciencias  de Paris.  Como escritor deixou muitas poesias, na maior parte inéditas, impressões de viagens. </strong></p>
<p><strong>Bem merece o qualificativo de Magnânimo, que lhe conferiu a Academia Francesa, quem apresenta, sem um deslise, predicados os quais palidamente recordamos.</strong></p>
<p><strong>Deu ao Brasil 49 anos de paz interna, prosperidade e progresso. Recebe a República como um movimento natural da evolução brasileira. Deixou a pátria formulando "ardentes votos por sua grandeza e prosperidade".</strong></p>
<p><strong>A maior parte de sua dotação, dispendia-se em obras de caridade. De certa feita tomou emprestados 60 contos de réis para libertar anonimamente um lote de escravos.</strong></p>
<p><strong>Apeado do trono e banido da Pátria que tanto amava, a ninguém acusou, lavrou um único protesto e nem  formulou uma queixa no meio de tamanhas ingratidões e iniqüidades. No desterro, a sua grandesa e hombridade atingem grau incomparável. Sempre pronto a servir o Brasil, ofereceu-se, quando se agitou a questão do Oyapock, a auxiliar com informações o ministro da república brasileira em Paris. Propalando-se que o sábio Koch havia descoberto em Berlim o preventivo contra a tuberculose, adquiriu ele imediatamente bôa porção do medicamento para remetê-lo à Santa Casa do Rio de Janeiro, Caindo paupérrimo do trono, os próprios vencedores da revolução que o derrubara prestaram-lhe a homenagem de lhe pôr à disposição forte quantia para seu sustento, o que ele nobremente rejeitou. A Constituição republicana de 1891 assegurou-lhe uma pensão enquanto vivesse, da qual também se não serviu.</strong></p>
<p><strong>Uma apoteose a sua morte, ocorrida em modesto hotel de Paris: Colocaram um pouco de terra do Brasil, guardada para esse fim por sua ordem, debaixo de sua cabeça, no caixão. Prestou-lhe honras soberanas a República Francêsa.  De toda parte acorreram representantes de reis e imperadores a render-lhe o preito supremo. A imprensa universal cobriu-se de luto, sentimento compartido pela massa popular. O trem fúnebre que transportou o seu cadáver a Lisboa, atravessou a Espanha e Portugal, entre unânimes e grandiosas demonstrações de pesar e veneração. E lá ficou descansando em S.Vicente de Fóra, longe do Brasil que tanto amou, tanto serviu, tanto exaltou.</strong></p>
<p><strong>Após a revogação da Lei do Banimento, foram seus restos mortais transladados para o Brasil onde repousam em Petrópolis, na Catedral cuja construção teve início sob seu generoso patrocínio.</strong></p>
<p><strong>Pesquisa e postagem: Nicéas Romeoi Zanchett - artista plástico</strong></p>
<p><strong>                                     SONETOS DO EXÍLIO </strong></p>
<p><strong>                                              INGRATOS</strong></p>
<p><strong>Não maldigo o rigor da iníqua sorte, </strong></p>
<p><strong>Por mais atróz que fôsse e sem piedade, </strong></p>
<p><strong>Arrancando-me o trono e a masjestade, </strong></p>
<p><strong>Quando a dois passos só estou da morte.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Do jogo das paixões minha alma forte</strong></p>
<p><strong>Conhece bem a estulta variedade,</strong></p>
<p><strong>Que hoje nos dá contínua felicidade</strong></p>
<p><strong>E amanhã nem um bem que nos conforte.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Mas a dor que excrucia e que maltrata,</strong></p>
<p><strong>A dor cruel que o ânimo deplora, </strong></p>
<p><strong>Que fere o coração e pronto mata,</strong></p>
<p><strong>. </strong></p>
<p><strong>É ver na mão cuspir à extrema hora</strong></p>
<p><strong>A mesma boca aduladora e ingratas,</strong></p>
<p><strong>Que tantos beijos nella pôs outr'ora.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>                                             À IMPERATRIZ</strong></p>
<p><strong>Corda que estala em harpa mal tangida, </strong></p>
<p><strong>Assim te vais, ó doce companheira</strong></p>
<p><strong>Da fortuna e do exílio, verdadeira</strong></p>
<p><strong>Metade de minha alma entristecida!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>De augusto e velho tronco hástea partida</strong></p>
<p><strong>E transplantada à terra Brasileira, </strong></p>
<p><strong>Lá te fizeste a sombra hospitaleira, </strong></p>
<p><strong>Em que todo infortúnio achou guarida.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Feriu-te a ingratidão no seu delírio:</strong></p>
<p><strong>Caiste, e eu fico a sós, neste abandono,</strong></p>
<p><strong>Do teu sepulcro vacilante cirio!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Como foste feliz! dorme o teu sono...</strong></p>
<p><strong>Mas do povo, acabou-se-te o martírio;</strong></p>
<p><strong>Filha de Reis, ganhaste um grande trono.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>                                       PÁTRIA</strong></p>
<p><strong>Aprovação nenhuma o eroi divino</strong></p>
<p><strong>No drama da Paixão tentou forrar-se, </strong></p>
<p><strong>E na fronte a sangrar sentia craver-se</strong></p>
<p><strong>Duro espinho por mão de algoz ferino.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Vaias do poviléo em desatino, </strong></p>
<p><strong>Sob o látego a carne a lacerar-se, </strong></p>
<p><strong>E, para o sacrifício consumar-se,</strong></p>
<p><strong>Na cruz a morte como escravo indino.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Poém a Virgem Santa, alto sacrário,</strong></p>
<p><strong>Manda eternal poder que imune seja</strong></p>
<p><strong>de escárneos e baldões da grei malvada.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Deus, ó Deus! também estou no meu Calvário:</strong></p>
<p><strong>E assim possa eu morrer antes que veja</strong></p>
<p><strong>A Pátria, minha mãe, despedaçada!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>                                            GRANDE POVO!</strong></p>
<p><strong>Desfalecido, errante, forasteiro,</strong></p>
<p><strong>Já das sombras da morte circundado, </strong></p>
<p><strong>Súbito ouvi: "Ressurge! que extirpado</strong></p>
<p><strong>Foi no Brasil para sempre o cativeiro".</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Presto a fugir, o alento derradeiro</strong></p>
<p><strong>Volveu-me ao coração quase parado:</strong></p>
<p><strong>"Grande povo" exclamei, "povo adorado!</strong></p>
<p><strong>Entre os demais da terra és o primeiro!"</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Traguei depois meu cálie de amarguras;</strong></p>
<p><strong>Mas da verdade a lei não há quem mude:</strong></p>
<p><strong>Grande povo! eu dissera entre torturas.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Grande povo no brio e na virtude!</strong></p>
<p><strong>Sê feliz, goza em paz as mil venturas</strong></p>
<p><strong>Que deparar-te quiz e que não pude!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>                                            TERRA DO BRASIL </strong></p>
<p><strong>Espavorida agita-se a criança, </strong></p>
<p><strong>De noturnos fantasmas com receio, </strong></p>
<p><strong>Mas se abrigo lhe dá materno seio, </strong></p>
<p><strong>Fecha os doridos olhos e descansa.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Perdida é para mil toda a esperânça</strong></p>
<p><strong>De volver ao Brasil; de lá me veio </strong></p>
<p><strong>Um pugilo de terra: e nesta creio</strong></p>
<p><strong>Brando será meu sono e sem tardança...</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Qual o infante a dormir em peito amigo, </strong></p>
<p><strong>Tristes sobras varrendo da memória, </strong></p>
<p><strong>Ó dôce Pátria, sonharei contigo!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>E entre visões de paz, de luz, de glória, </strong></p>
<p><strong>Sereno guardarei nomeu jazigo</strong></p>
<p><strong>A justiça de Deus na voz da história!</strong></p>
<p><strong>Pesquisa e postagem:   Nicéas Romeo Zanchett- artista plástico </strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p>.</p>
<p>                                                        </p>
<p> </p>
<p><strong>                                      </strong></p>]]></description>			<link>http://poetasdorio.spaceblog.com.br/196163/D-PEDRO-II-IMPERADOR-DO-BRASIL-E-POETA/</link>			<comments>http://poetasdorio.spaceblog.com.br/D-PEDRO-II---IMPERADOR-DO-BRASIL-E-POETA-14092008-220944-lp-196163.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://poetasdorio.spaceblog.com.br/196163/D-PEDRO-II-IMPERADOR-DO-BRASIL-E-POETA/</guid>			<pubDate>Sun, 14 Sep 2008 22:09:44 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[JOSÉ DE ALENCAR -]]></title>			<description><![CDATA[<p><strong> JOSÉ MARTINIANO DE ALENCAR   nasceu em  primeiro de maio de 1829 na cidade Mecejana - Ceará. Filho do senhor José Martiniano de Alencar (Deputado pelo Ceará). Fruto de uma união de seu pai com a prima Ana Josefina de Alencar. A família chamava-o pelo apelido de Cazuza.</strong></p>
<p><strong>Foi um dos maiores escritores românticos do Brasil.</strong></p>
<p><strong>Em 1830 seu pai assumiu o cargo de senador do Rio de Janeiro para onde mudou-se com a família.</strong></p>
<p><strong>Em 1846, com dezessete anos incompletos,  matriculou-se na Faculdade de Direito. Nesta época fundou a revista "Ensaios Literários" onde publicou o artigo "Questões de Estilo".</strong></p>
<p><strong>O jóvem cearense não se adapptou à vida boêmia de seus amigos romancistas da época.</strong> <strong>Aos dezoito anos esboça o seu primeiro romance "Os Contrabandistas".</strong></p>
<p><strong>Em 1850 formou-se em Direito e em 1854 estreou como folhetista no Correio Mercantil.</strong></p>
<p><strong>Um dos números do Jornal Correio Mercantil de setembro de 1854  traz uma nova seção de folhetim "Ao Correr da Pena" assinada por José de Alencar. Os folhetins, uma mistura de jornalismo e literatura, eram a moda da época.</strong></p>
<p><strong>Aos vinte e cinco anos trabalha no jornal onde antes tambem trabalharam Machado de Assis e Joaquim Manuel de Macedo.  Seu sucesso  foi rápido e de curta duração, pois o jornal proibiu um dos seus artigos e o escritor, decepcionado, deixou sua função e foi trabalhar no Diário do Rio de Janeiro que, na época, passava por séria crise financeira.</strong></p>
<p><strong>Em 1856 publicou em folhetins  o romance "Cinco Minutos". Ao final das publicações juntou os capítulos num só volume que foi oferecido como brinde aos assinantes do  Jornal.</strong></p>
<p><strong>Em 1859 tornou-se Chefe da Secretaria do Ministério da Justiça, onde mais tarde veio a ser consultor.</strong></p>
<p><strong>Em 1860 teve seu ingeresso na política como deputado  e em 1868 tornou-se Ministro da Justiça. Em 1869 candidatou-se ao Senadoe em 1877 ocupou um ministério do govêrno Imperiado.</strong></p>
<p><strong>Produziu romances urbanos como (Senhora, 1875); Encarnação, (1877), cuja divulgação se deu em 1893, seis anos após sua morte.</strong></p>
<p><strong>Produziu também ronances regionalistas como (O Gaúcho, 1870 e O Sertanejo, 1875) além de peças teatrais e romances históricos como (A Guerra dos Mascates, 1873).</strong></p>
<p><strong>Em Lucíola  traz para o romance a questão da sociedade que tranforma amor e casamento em mercadoria. Com o assunto prostituição mostra a degradação do ser humano pela busca do dinheiro.</strong></p>
<p><strong>José de Alencar foi um incansável e patriota defensor da cultura e conhecimento para os brasileiros. Grande expoente da literatura do século XIX. Foi patrono da Cadeira 23  que recentemente estava ocupada pelo escritor Jorge Amado. Quando da fundação da Academia Brasileira de Letras, Machado de Assis o indicou para ocupar a cadeira numero 1, mas como a escolha não poderia ser por hierarquia esta acabou sendo ocupada por Adelino Fontoura que era um autor pouco conhecido.</strong></p>
<p><strong>Com a saúde debilitada faleceu no Rio de Janeiro em 12 de dezembro de 1877.</strong></p>
<p><strong>SEUS ROMANCES FORAM : Cinco minutos - 1856; A Viuvinha - 1857; O Guarani - 1857; Lucíola - 1862; Diva - 1864; Iracema - 1865; As minas de prata - primeiro volume em 1865 e o segundo volume em 1866; O gaúcho - 1870; A pata da gazela - 1870; O tronco do ipê - 1871; A guerra dos mascates -0 primeiro volume em 1871 e o segundo volume em 1873; Til - 1871; Sonmhos d'ouro - 1872;Alfarrábios - 1873; Ubirajara - 1874; O sertanejo - 1875; Senhora - 1875; Encarnação - 1877 que só fora publicado em 1893.</strong></p>
<p><strong>SUAS OBRAS PARA O TEATRO FORAM: O cédito- 1857; Verso e reverso - 1857; Demônio familiar - 1857; As asas de um anjo - 1858; Mãe - 1860; A expiação - 1867; O jesuita - 1875.</strong></p>
<p><strong>CRÕNICA : Ao correr da pena - 1874.</strong></p>
<p><strong>AUTOBIOGRAFIA ; Como e porque sou romancista - 1873.</strong></p>
<p><strong>ARTIGOS E CRÍTICAS: Carta sobre a confederação dos tamôios - 1856; Ao imperador: cartas políticas de Erasmo e Novas cartas políticas de Erasmo - 1865; Ao povo: Cartas políticas de Erasmo - 1866; O sistema representativo - 1866.</strong></p>]]></description>			<link>http://poetasdorio.spaceblog.com.br/182772/JOSE-DE-ALENCAR/</link>			<comments>http://poetasdorio.spaceblog.com.br/JOSe-DE-ALENCAR---23082008-193421-lp-182772.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://poetasdorio.spaceblog.com.br/182772/JOSE-DE-ALENCAR/</guid>			<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 19:34:21 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[OLAVO BILAC -]]></title>			<description><![CDATA[<p><strong>OLAVO BRÁS MARTINS DOS GUIMARÃES BILAC</strong></p>
<p><strong>Nasceu no rio de Janeiro em 16 de dezembro de 1865, filho do Dr. Brás Martins dos Guimarães Bilac e D.Delfina Belmira dos Guimarães Bilac.</strong></p>
<p><strong>Cursou a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, mas desistiu no quarto ano. Logo em seguida tentou o curso de Direito em São Paulo, mas não passou no primeiro ano e voltou ao Rio de Janeiro onde dedicou-se ao jornalismo e à literatura.  Em 1900 foi para a Europa como correspondente da publicação Cidade do Rio.</strong></p>
<p><strong>Fundou vários jornais que tiveram vida curta, como A Cigarra, A Rua, O Meio. Subistituiu Machado de Assis na Gazeta de notícias, onde trabalhou vários anos na seção "Semana".</strong></p>
<p><strong>Exerceu vários cargos públicos no estado do Rio de Janeiro e na cidade Guanabara.</strong></p>
<p><strong>Foi inspetor escolar, Secretário do Congresso Panamericano e fundador da Liga de Defesa Nacional, onde foi secretário geral e lutou pelo serviço militar obrigatório.</strong></p>
<p><strong>Foi também um dos mais ardorosos propagandistas da abolição, tendo estreita ligação com José do Patrocínio.</strong></p>
<p><strong>Escreveu Crônicas e Novelas (1894); Poesias (1888);Crítica e Fantasia (1904)Contos Pátrios; Teatro infantil; Livro de Leitura; Tratado de Versificação (este teve a colaboração de Guimarães Passos).</strong></p>
<p><strong>Autor da letra do Hino à Bandeira.</strong></p>
<p><strong>Entre suas obras primas podemos destacar o Soneto "Ultima Flor do Lácio" que se refere à língua portuguesa.</strong></p>
<p><strong>Foi um dos mais notáveis poetas brasileiros, prosador exímio e orador primoroso.</strong></p>
<p><strong>Participou ativamente da fundação da Academia Brasileira de Letras, onde ocupou a cadeira 15, cujo patrono é Gonçalves Dias.</strong></p>
<p><strong>Morreu no Rio de Janeiro em 28 de desembro de 1918.</strong></p>
<p><strong>POEMAS</strong></p>
<p><strong>                                 ÚLTIMA FLOR DO LÁCIO</strong></p>
<p><strong>Última flor do lácio, inculta e bela,</strong></p>
<p><strong>És, a um tempo, esplendor e sepultura;</strong></p>
<p><strong>Ouro nativo, que na ganga impura</strong></p>
<p><strong>A bruta mina entre os cascalhos vela...</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Amote assim, desconhecida e obscura,</strong></p>
<p><strong>Tuba de alto clangor, lira singela,</strong></p>
<p><strong>Que tens o trom e o silvo da procela</strong></p>
<p><strong>E o arrolo da saudade e da ternura!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Amo o teu viço agreste e o teu aroma</strong></p>
<p><strong>De virgens selvas e de oceano largo!</strong></p>
<p><strong>Amo-te, o rude e doloroso idioma,</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Em que da voz materna ouvi: "meu filho!"</strong></p>
<p><strong>E em que Camões, no exílio amargo,</strong></p>
<p><strong>O gênio sem ventura e o amor sem brilho!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>                                    UM BEIJO</strong></p>
<p><strong>Foste o beijo melhor da minha vida,</strong></p>
<p><strong>ou talvez o pior... Glória e termento,</strong></p>
<p><strong>contigo à luz subi do firmamento,</strong></p>
<p><strong>contigo fui pela infernal descida!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Morreste e o meu desejo não te olvida:</strong></p>
<p><strong>queimas-me o sangue, enche-me o pensamento,</strong></p>
<p><strong>e do teu gosto amargo me alimento,</strong></p>
<p><strong>e rolo-te na boca malferida.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Beijo extremo, meu prêmio e meu castigo,</strong></p>
<p><strong>batismo e extrema-unção, naquele instante</strong></p>
<p><strong>por que, feliz, eu não morri contigo?</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Sinto-me o ardor, e o crepitar te escuto,</strong></p>
<p><strong>beijo divino! e anseio delirante</strong></p>
<p><strong>na perpétua saudade de um minuto...</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>                                      DELÍRIO</strong></p>
<p><strong>Nua, mas para o amor não cabe o pejo</strong></p>
<p><strong>Na minha a sua boca eu comprima.</strong></p>
<p><strong>E, em frêmitos carnais, ela dizia:</strong></p>
<p><strong>-Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Na inconsciência Bruta do meu desejo</strong></p>
<p><strong>Fremente, a minha boca obedecia,</strong></p>
<p><strong>E os seus seios, tão rígidos modia.</strong></p>
<p><strong>Fazendo-a arrepiar em doce arpejo.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Em suspiros de gozos infinitos</strong></p>
<p><strong>Disse-me ela, ainda quase sem grito:</strong></p>
<p><strong>-Mais abaixo, meu bem! - num frenesi.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>No seu ventre pousei a minha boca,</strong></p>
<p><strong>-Mais abaixo, meu bem! disse ela, louca.</strong></p>
<p><strong>Moralistas, perdoai! Obedeci...</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>. </strong></p>
<p><strong>                                    DORMES</strong></p>
<p><strong>Dormes... Mas que sussuro a umedecida</strong></p>
<p><strong>Terra desperta? Que rumor enleva</strong></p>
<p><strong>As estrelas, que no alto a Noite leva</strong></p>
<p><strong>Presas, luzindo, à túnica estendida? </strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>São meus versos! Palpita a minha vida</strong></p>
<p><strong>Neles, falenas que a saudade eleva</strong></p>
<p><strong>De meu seio, e que vão, rompendo a treva,</strong></p>
<p><strong>Encher teus sonhos, pomba adormecida!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Dormes com os seios nus, no travesseiro</strong></p>
<p><strong>Solto o cabelo negro... e ei-los, correndo,</strong></p>
<p><strong>Doudejantes, sutis, teu corpo inteiro</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Beijam-te a boca tépida e macia,</strong></p>
<p><strong>Sobem, descem, teu hálito sorvendo</strong></p>
<p><strong>Por que surge tão cedo a luz do dia?!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>.                                O RIO </strong></p>
<p><strong>"A cada passo que dava </strong></p>
<p><strong>o nobre rio, feliz </strong></p>
<p><strong>mais uma árvore criava, </strong></p>
<p><strong>danda vida a uma raiz.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Quantas dádivas e quantas</strong></p>
<p><strong>esmolas pelos caminhos!</strong></p>
<p><strong>matava a sede das plantas</strong></p>
<p><strong>e a sede dos passarinhos...</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Fonte de força e fartura, </strong></p>
<p><strong>foi Bem, foi saúde e Pão:</strong></p>
<p><strong>dava às cidades frescura, </strong></p>
<p><strong>fecundidade ao sertão...</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>E um nobre exemplo sadio</strong></p>
<p><strong>nas suas águas se encerra;</strong></p>
<p><strong>devemos ser como o rio, </strong></p>
<p><strong>que é a providência da terra:</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Bendito aquele que é forte,</strong></p>
<p><strong>e desconhece o rancor, </strong></p>
<p><strong>e, em vez de servir a morte, </strong></p>
<p><strong>ama a vida, e serve o Amor!"</strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong></strong></p>]]></description>			<link>http://poetasdorio.spaceblog.com.br/182758/OLAVO-BILAC/</link>			<comments>http://poetasdorio.spaceblog.com.br/OLAVO-BILAC---23082008-135950-lp-182758.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://poetasdorio.spaceblog.com.br/182758/OLAVO-BILAC/</guid>			<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 13:59:50 +0200</pubDate>		</item>	</channel></rss>