<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom">		<title>http://poetasdorio.spaceblog.com.br</title>		<id>http://spaceblog.com.br/</id>		<link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://poetasdorio.spaceblog.com.br/atom.xml" />		<subtitle><![CDATA[POETAS DO RIO]]></subtitle>		<rights>Copyright (c) 2006, Hi-pi</rights>		<generator>Hi-pi ATOM generator</generator>		<author>			<name>Hi-pi</name>			<uri>http://poetasdorio.spaceblog.com.br</uri>		</author>		<updated>2008-11-18T09:12:22+01:00</updated>		<entry>			<title>GONÇALVES DIAS -</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><strong>Antonio Gonas formadoras do povo brasileiro: branca, negra e indigena. </strong></p>
<p><strong>Em 1830 foi matriculado na escola de primeiras letras do Prof. Jose Joaquim de Abre . </strong></p>
<p><strong>Em 1833 comea a trabalhar na loja do pai como caixeiro e encarregado da escrita.</strong></p>
<p><strong>Em 1835 deixca o ptrabalho com o pai e vai estudar latin, frances e filosofia com o Prof.Ricardo Leo Sabino.</strong></p>
<p><strong>Apos a morte do pai foi enviado pela madrasta para estudar Direito em Coimbra em 1838, onde terminou os estudos secundarios e ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra em 1840, formando-se em 1844.</strong></p>
<p><strong>Durante os estudos escreve os primeiros versos e participa do grupo de poetas medievistas que se reunia em torno do "O Trovador" e "Gazeta Literaria".</strong></p>
<p><strong>Em 1845 rotorna ao Maranho pela qual a familia o recusou. </strong></p>
<p><strong>Ainda em 1846 muda-se para o Rio de Janeiro, onde se dedica ao magisterio e em 1849 passa a daro de sua obra poetica, teatral e etnografica e historiografica.</strong></p>
<p><strong>A mopara assumi-la, mesmo rompendo a amizade com todos.</strong></p>
<p><strong>Em portugal, mais tarde, recebe a noticia de que Dono, copiou-o com o seu proprio sangue.</strong></p>
<p><strong>Em 1847 aperecem os "Primeiros Contos", trazendo no frontispicio a data de 1846 e em 1848 os "Segundoso Contos" e "Sextilhas de Frei Anto"</strong></p>
<p><strong>Em 1841 publica os "Ultimos Contos" e em 1852 e nomeado oficial da Secretaria dos Negocios Estrangeiros, partindo para a Europa em 1854. Em 1856 viaja para a Alemanha e e nomeado chefe da seo.</strong></p>
<p><strong>Em 1857 so editados os primeiros quatro contos do poema "Os Timbiras" e o "Dicionario da Lingua Tupi" pelo livreiro-editor Brockhaus, de Dresda.</strong></p>
<p><strong>De 1959 a 1861o no interior do Ceara, Paraiba, Rio Grande do Norte, Para e Amazonas, indo ate a cidade de Marina, no Peru.</strong></p>
<p><strong>Em 22 de agosto de 1862 desliga-se da Comisso de "Messina", de Schiller.</strong></p>
<p><strong>Em fins de abril de 1864 volta a Paris onde vai para estaes de cura em Aix-is-Bains, Allevard e Ems, onde fica ate julho. </strong></p>
<p><strong>Em 10 de setembro de 1864 embarca no navio Ville de Boulogne, piora na viagem e ja proximo do Maranho a 3 de novembro e vitimado pelo naufragio, vindo a falecer.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong> AINDA UMA VEZ - ADEUS </strong></p>
<p><strong>Em fim te vejo! enfim posso, </strong></p>
<p><strong>Curvado a teus pes, dizer-te, </strong></p>
<p><strong>Que no cessei de querer-te, </strong></p>
<p><strong>Pesar de quanto sofri.</strong></p>
<p><strong>Muito penei! Cruas ansias,</strong></p>
<p><strong>Dos teus olhos afastado, </strong></p>
<p><strong>Houveram-me acabrunhado</strong></p>
<p><strong>A no lembrar-me de ti!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Dum mundo a outro impelido, </strong></p>
<p><strong>Derramei os meus lamentos</strong></p>
<p><strong>Nas surdas asas dos ventos, </strong></p>
<p><strong>Do mar na crespa cerviz!</strong></p>
<p><strong>Baldo, ludibrio da sorte</strong></p>
<p><strong>Em terra estranha, entre gente, </strong></p>
<p><strong>Que alheios males no sente, </strong></p>
<p><strong>Nem se condoi do infeliz!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Louco, aflito, a saciar-me</strong></p>
<p><strong>Dagravar minha ferida, </strong></p>
<p><strong>Tomou-me o tedio da vida, </strong></p>
<p><strong>Passos da morte senti;</strong></p>
<p><strong>Mas quase no passo extremo, </strong></p>
<p><strong>No ultimo arcar da espa,</strong></p>
<p><strong>Tu me vieste a lembrana:</strong></p>
<p><strong>Quis viver mais e vivi!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Vivi; pois Deus me guardava</strong></p>
<p><strong>Para este lugar e hora! </strong></p>
<p><strong>Depois de tanto, senhora, </strong></p>
<p><strong>Ver-te e falar-te outra vez; </strong></p>
<p><strong>Rever-me em teu rosto amigo, </strong></p>
<p><strong>Pensar em quanto hei perdido, </strong></p>
<p><strong>E este pranto dolorido</strong></p>
<p><strong>Deixar correr a teus pes. </strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Mas que tens? No me conheces?</strong></p>
<p><strong>De mim afastas teu rosto?</strong></p>
<p><strong>Pois tanto pode o desgosto</strong></p>
<p><strong>Transformar o rosto meu?</strong></p>
<p><strong>Sei a aflio quando pode,</strong></p>
<p><strong>Sei quanto ela desfigura, </strong></p>
<p><strong>E eu no vivi na ventura...</strong></p>
<p><strong>Olha-me bem, que sou eu!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Nenhuma voz me diriges!...</strong></p>
<p><strong>Julgas-te acaso ofendida?</strong></p>
<p><strong>Deste-me amor, e a vida</strong></p>
<p><strong>Que me darias - bem sei; </strong></p>
<p><strong>Mas lembrem-te aqueles feros</strong></p>
<p><strong>Coraes, que se meteram</strong></p>
<p><strong>Entre nos; e se venceram, </strong></p>
<p><strong>Mal sabes quanto lutei!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Oh! se lutei!...mas devera </strong></p>
<p><strong>Expor-te em publica praa, </strong></p>
<p><strong>Como um alvo a populaa, </strong></p>
<p><strong>Um alvo aos dicterios seus! </strong></p>
<p><strong>Devera, podia acaso</strong></p>
<p><strong>Tal sacrificio aceitar-te</strong></p>
<p><strong>Para no cabo pagar-te, </strong></p>
<p><strong>Meus dias unindo aos teus?</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Devera, sim; mas pensava,</strong></p>
<p><strong>Que de mim tesquecerias, </strong></p>
<p><strong>Que, sem mim, alegres dias </strong></p>
<p><strong>T e em favor</strong></p>
<p><strong>De minhas preces, contava</strong></p>
<p><strong>Que o bom Deus me aceitaria</strong></p>
<p><strong>O meu quinho de alegria</strong></p>
<p><strong>Pelo teu, quinho de dor!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Que me enganei, ora vejo; </strong></p>
<p><strong>Nadam-te os olhos em pranto, </strong></p>
<p><strong>Arfa-te o peito, e no entanto</strong></p>
<p><strong>Nem me podes encarar;</strong></p>
<p><strong>Erro foi, mas no foi crime, </strong></p>
<p><strong>N</strong></p>
<p><strong>Sacrifiquei meu futuro, </strong></p>
<p><strong>Vida e gloria por te amar!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Tudo, tudo; e na miseria</strong></p>
<p><strong>Dum martirio prolongado,</strong></p>
<p><strong>Lento, cruel, disfarado, </strong></p>
<p><strong>Que eu nem a ti confiei;</strong></p>
<p><strong>"Ela e feliz (me dizia)</strong></p>
<p><strong>"Seu descanso e obra minha."</strong></p>
<p><strong>Negou-me a sorte mesquinha...</strong></p>
<p><strong>Perdoa, que me enganei!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Tantos encantos me tinham, </strong></p>
<p><strong>Tanta iluso me afagava</strong></p>
<p><strong>De noite, quando acordava, </strong></p>
<p><strong>De dia em sonhos talvez!</strong></p>
<p><strong>Tudo isso agora onde para?</strong></p>
<p><strong>Onde a iluso dos meus sonhos? </strong></p>
<p><strong>Tantos projetos risonhos,</strong></p>
<p><strong>Tudo esse engano desfez!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Enganei-me! ... - Horrendo caos</strong></p>
<p><strong>Nessas palavras se encerra, </strong></p>
<p><strong>Quando do engano, quem erra.</strong></p>
<p><strong>No pode voltar atras! </strong></p>
<p><strong>Amarga irriso! reflete:</strong></p>
<p><strong>Quando eu gozar-te pudera, </strong></p>
<p><strong>Martir quis ser, cuidei quera...</strong></p>
<p><strong>E um louco fui, nada mais!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Louco, julguei adornar-me</strong></p>
<p><strong>Com palmas dalta virtude!</strong></p>
<p><strong>Que tinha eu bronco rude</strong></p>
<p><strong>Co que se chama ideal?</strong></p>
<p><strong>O meu eras tu, n</strong></p>
<p><strong>Stava em deixar minha vida</strong></p>
<p><strong>Correr por ti conduzida, </strong></p>
<p><strong>Pura, na ausencia do mal.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Pensar que o teu destino </strong></p>
<p><strong>Ligado ao meu, outro fora, </strong></p>
<p><strong>Pensar que te vejo agora, </strong></p>
<p><strong>Por culpa minha, infeliz;</strong></p>
<p><strong>Pensar que a tua ventura</strong></p>
<p><strong>Deus ab eterno a fizera,</strong></p>
<p><strong>No meu caminho a pusera...</strong></p>
<p><strong>E eu! eu fui que a no quis!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Es doutro agora, e pra sempre!</strong></p>
<p><strong>Eu a misero desterro</strong></p>
<p><strong>Volto, chorando o meu erro, </strong></p>
<p><strong>Quase descrendo dos ceus!</strong></p>
<p><strong>Doi-te em mim, pois me encontras</strong></p>
<p><strong>Em tanta miseria posto,</strong></p>
<p><strong>Que a expresso deste desgosto</strong></p>
<p><strong>Sera um crime ante Deus!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Doi-te de mim, que timploro</strong></p>
<p><strong>Perd</strong></p>
<p><strong>Perdo ter ousado</strong></p>
<p><strong>Viver contente e feliz!</strong></p>
<p><strong>Perdo da minha miseria, </strong></p>
<p><strong>Da dor que me rala o peito, </strong></p>
<p><strong>E se do mal que te hei feito, </strong></p>
<p><strong>Tambem do mal que me fiz!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Adeus qu</strong></p>
<p><strong>Negou-me o fado inimigo</strong></p>
<p><strong>Passar a vida contigo, </strong></p>
<p><strong>Ter sepultura entre os meus;</strong></p>
<p><strong>Negou-me nesta hora extrema, </strong></p>
<p><strong>Por extrema despedida, </strong></p>
<p><strong>Ouvir-te a voz comovida</strong></p>
<p><strong>Soluar em breve Adeus!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Leras porem algum dia</strong></p>
<p><strong>Meus versos dalma arrancados, </strong></p>
<p><strong>Damargo pranto banhados, </strong></p>
<p><strong>Com sangue escritos; - e ento </strong></p>
<p><strong>Confio que te comovas, </strong></p>
<p><strong>Que a minha dor te apiede</strong></p>
<p><strong>Que chores, no de saudade, </strong></p>
<p><strong>Nem de amor, - de compaixo, </strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Pesquisa e postagem de Niceas Romeo Zanchett - artista plastico </strong></p>
<p><strong>http://www.artmajeur.com/niceasromeozanchett</strong></p>
<p><strong>http://www.pintoresdorio.com</strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong></strong></p>				</div>			</content>			<id>http://poetasdorio.spaceblog.com.br/205034/GONCALVES-DIAS/</id>			<link href="http://poetasdorio.spaceblog.com.br/205034/GONCALVES-DIAS/" />			<author>				<name>poetasdorio</name>				<uri>http://poetasdorio.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2008-09-28T17:08:30+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>CASIMIRO DE ABREU</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><strong> CASIMIRO DE ABREU </strong></p>
<p><strong>Casimiro Jose Marques de Abreu, poeta brasileiro, nasceu na Freguesia da Sagrada Familia dao provincia do Rio de Janeiro, a 04 de janeiro de 1839 e faleceu em Nova Friburgo a 18 de outubro de 1860.</strong></p>
<p><strong>Filho de um abastado fazendeiro e comerciante portugues, e de Luiza Joaquina das Neves, uma fazendeira viuva. Seu pai queria que ele fizesse a faculdade de Direito, mas ele nunca demonstrou o menor interesse pelo assunto. Tinha extremado amor por sua m.</strong></p>
<p><strong>Passou seus primeiros anos de vida junto a familia e em seguida foi para Nova Friburgo, onde estudou no Instituto Freese, cursando somente a instru Foi ai que numa tarde, sentindo saudades da familia, chorou e compos sua primeira poesia que, imfelizmente, ele mesmo a rasgou. Foi este episodio que, movido pelo arrependimento de ter destruido sua primeira obra, originou o volume "As Primaveras" que o tornaria imortal. </strong></p>
<p><strong>Desde menino escrevia lindas poesias para saraus e quando,o entre os dois. </strong></p>
<p><strong>Antes mesmo de terminar os etudos em Nova Friburgo, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde foi trabalhar no escritorio risadas infantis de minha mana pequena. As lagrimas brotavam e fiz os primeiros versos da minha vida, que teve o titulo de Ave Maria".</strong></p>
<p><strong>Em Lisboa, foi representado seu drama Cames e o Jau em 1856, que logo depois foi publicado.</strong></p>
<p><strong>Seus versos mais famosos so do poema Meus Oito Anos que demonstra claramente a grande saudade da terra natal.</strong></p>
<p><strong>Em Lisboa, n Escolhido para a recem fundada Academia Brasileira de Letras, tornou-se patrono da cadeira seis.</strong></p>
<p><strong>Com o agravamento da done </strong></p>
<p><strong>Inutilmente buscou recuperao, junto ao tumulo do pai. </strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Niceas Romeo Zanchett- artista plastico </strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong> MEUS OITO ANOS </strong></p>
<p><strong>Oh! que saudades que tenho</strong></p>
<p><strong>Da aurora da minha vida, </strong></p>
<p><strong>Da minha infancia querida, </strong></p>
<p><strong>Que os anos no trazem mais! </strong></p>
<p><strong>Que amor, que sonhos, que flores, </strong></p>
<p><strong>Naquelas tardes fagueiras, </strong></p>
<p><strong>a sombra das bananeiras, </strong></p>
<p><strong>Debaixo dos laranjais!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Como so belos os dias</strong></p>
<p><strong>Do despontar da existencia!</strong></p>
<p><strong>- Respira a alma inocencia</strong></p>
<p><strong>Como perfumes a flor;</strong></p>
<p><strong>O mar e - lago sereno, </strong></p>
<p><strong>O ceu - um manto azulado, </strong></p>
<p><strong>O mundo - um sonho dourado, </strong></p>
<p><strong>A vida - um hino d'amor!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Que auroras, que sol, que vida, </strong></p>
<p><strong>Que noites de melodia</strong></p>
<p><strong>Naquela doce alegria, </strong></p>
<p><strong>Naquele ingenuo folgar! </strong></p>
<p><strong>O ceu bordado d'estrelas, </strong></p>
<p><strong>A terra d'aromas cheia,</strong></p>
<p><strong>As ondas beijando a areia, </strong></p>
<p><strong>E a lua beijando o mar!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Oh! dias da minha infancia! </strong></p>
<p><strong>Oh! meu ceu de primavera! </strong></p>
<p><strong>Que doce a vida no era</strong></p>
<p><strong>Nessa risonha manh!</strong></p>
<p><strong>Em vez das maguas de agora,</strong></p>
<p><strong>Eu tinha nessas delicias</strong></p>
<p><strong>De minha me as caricias, </strong></p>
<p><strong>E beijos de minha irm!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Livre filho das montanhas, </strong></p>
<p><strong>Eu ia bem satisfeito, </strong></p>
<p><strong>Da camisa aberto o peito, </strong></p>
<p><strong>-Pes descalos nus, </strong></p>
<p><strong>Correndo pelas campinas, </strong></p>
<p><strong>A roda das cachoeiras, </strong></p>
<p><strong>Atras das asas ligeiras</strong></p>
<p><strong>Das borboletas azuis!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Naqueles tempos ditosos</strong></p>
<p><strong>Ia colher as pitangas, </strong></p>
<p><strong>Trepava a tirar as mangas, </strong></p>
<p><strong>Brincava a beira do mar; </strong></p>
<p><strong>Rezava as Ave-Marias, </strong></p>
<p><strong>Achava o ceu sempre lindo, </strong></p>
<p><strong>Adormecia sorrindo</strong></p>
<p><strong>E despertava a cantar!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Oh que saudades que tenho</strong></p>
<p><strong>Da aurora da minha vida, </strong></p>
<p><strong>Da minha infancia querida,</strong></p>
<p><strong>Que os anos no trazem mais!</strong></p>
<p><strong>- Que amor, que sonhos, que flores,</strong></p>
<p><strong>Naquelas tardes fagueiras</strong></p>
<p><strong>a sombra das bananeiras, </strong></p>
<p><strong>Debaixo dos laranjais!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Pesquisa e postagem de Niceas Romeo Zanchett - artista plastico </strong></p>
<p><strong>http://www.artmajeur.com/niceasromeozanchett</strong></p>
<p><strong>http://www.pintoresdorio.com</strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong></strong></p>				</div>			</content>			<id>http://poetasdorio.spaceblog.com.br/205015/CASIMIRO-DE-ABREU/</id>			<link href="http://poetasdorio.spaceblog.com.br/205015/CASIMIRO-DE-ABREU/" />			<author>				<name>poetasdorio</name>				<uri>http://poetasdorio.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2008-09-28T17:11:56+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>D.PEDRO II - IMPERADOR DO BRASIL E POETA</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><strong>D.PEDRO II - Imperador e Poeta.</strong></p>
<p><strong>Poucas pessoas sabem, mas D.Pedro II era poeta.</strong></p>
<p><strong>BIOGRAFIA - </strong></p>
<p><strong>D.Pedro II, Imperador do Brasil, nasceu no Rio de Janeiro a 2 de dezembro de 1825 (Quinta da Boa Vista)es de viagens. </strong></p>
<p><strong>Bem merece o qualificativo de Magnanimo, que lhe conferiu a Academia Francesa, quem apresenta, sem um deslise, predicados os quais palidamente recordamos.</strong></p>
<p><strong>Deu ao Brasil 49 anos de paz interna, prosperidade e progresso. Recebe a Republica como um movimento natural da evoluo brasileira. Deixou a patria formulando "ardentes votos por sua grandeza e prosperidade".</strong></p>
<p><strong>A maior parte de sua dotao, dispendia-se em obras de caridade. De certa feita tomou emprestados 60 contos de reis para libertar anonimamente um lote de escravos.</strong></p>
<p><strong>Apeado do trono e banido da Patria que tanto amava, a ninguem acusou, lavrou um unico protesto e nem o serviu.</strong></p>
<p><strong>Uma apoteose a sua morte, ocorrida em modesto hotel de Paris: Colocaram um pouco de terra do Brasil, guardada para esse fim por sua ordem, debaixo de sua cabeo. E la ficou descansando em S.Vicente de Fora, longe do Brasil que tanto amou, tanto serviu, tanto exaltou.</strong></p>
<p><strong>Apos a revogao teve inicio sob seu generoso patrocinio.</strong></p>
<p><strong>Pesquisa e postagem: Niceas Romeoi Zanchett - artista plastico</strong></p>
<p><strong> SONETOS DO EXILIO </strong></p>
<p><strong>INGRATOS</strong></p>
<p><strong>No maldigo o rigor da iniqua sorte, </strong></p>
<p><strong>Por mais atroz que fosse e sem piedade, </strong></p>
<p><strong>Arrancando-me o trono e a masjestade, </strong></p>
<p><strong>Quando a dois passos so estou da morte.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Do jogo das paixes minha alma forte</strong></p>
<p><strong>Conhece bem a estulta variedade,</strong></p>
<p><strong>Que hoje nos da continua felicidade</strong></p>
<p><strong>E amanh nem um bem que nos conforte.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Mas a dor que excrucia e que maltrata,</strong></p>
<p><strong>A dor cruel que o animo deplora, </strong></p>
<p><strong>Que fere o corao e pronto mata,</strong></p>
<p><strong>. </strong></p>
<p><strong>E ver na mo cuspir a extrema hora</strong></p>
<p><strong>A mesma boca aduladora e ingratas,</strong></p>
<p><strong>Que tantos beijos nella pos outr'ora.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>A IMPERATRIZ</strong></p>
<p><strong>Corda que estala em harpa mal tangida, </strong></p>
<p><strong>Assim te vais, o doce companheira</strong></p>
<p><strong>Da fortuna e do exilio, verdadeira</strong></p>
<p><strong>Metade de minha alma entristecida!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>De augusto e velho tronco hastea partida</strong></p>
<p><strong>E transplantada a terra Brasileira, </strong></p>
<p><strong>La te fizeste a sombra hospitaleira, </strong></p>
<p><strong>Em que todo infortunio achou guarida.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Feriu-te a ingratido no seu delirio:</strong></p>
<p><strong>Caiste, e eu fico a sos, neste abandono,</strong></p>
<p><strong>Do teu sepulcro vacilante cirio!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Como foste feliz! dorme o teu sono...</strong></p>
<p><strong>Mas do povo, acabou-se-te o martirio;</strong></p>
<p><strong>Filha de Reis, ganhaste um grande trono.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong> PATRIA</strong></p>
<p><strong>Aprovao nenhuma o eroi divino</strong></p>
<p><strong>No drama da Paixo tentou forrar-se, </strong></p>
<p><strong>E na fronte a sangrar sentia craver-se</strong></p>
<p><strong>Duro espinho por mo de algoz ferino.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Vaias do povileo em desatino, </strong></p>
<p><strong>Sob o latego a carne a lacerar-se, </strong></p>
<p><strong>E, para o sacrificio consumar-se,</strong></p>
<p><strong>Na cruz a morte como escravo indino.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Poem a Virgem Santa, alto sacrario,</strong></p>
<p><strong>Manda eternal poder que imune seja</strong></p>
<p><strong>de escarneos e baldes da grei malvada.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Deus, o Deus! tambem estou no meu Calvario:</strong></p>
<p><strong>E assim possa eu morrer antes que veja</strong></p>
<p><strong>A Patria, minha mada!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong> GRANDE POVO!</strong></p>
<p><strong>Desfalecido, errante, forasteiro,</strong></p>
<p><strong>Ja das sombras da morte circundado, </strong></p>
<p><strong>Subito ouvi: "Ressurge! que extirpado</strong></p>
<p><strong>Foi no Brasil para sempre o cativeiro".</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Presto a fugir, o alento derradeiro</strong></p>
<p><strong>Volveu-me ao corao quase parado:</strong></p>
<p><strong>"Grande povo" exclamei, "povo adorado!</strong></p>
<p><strong>Entre os demais da terra es o primeiro!"</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Traguei depois meu calie de amarguras;</strong></p>
<p><strong>Mas da verdade a lei no ha quem mude:</strong></p>
<p><strong>Grande povo! eu dissera entre torturas.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Grande povo no brio e na virtude!</strong></p>
<p><strong>Se feliz, goza em paz as mil venturas</strong></p>
<p><strong>Que deparar-te quiz e que no pude!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong> TERRA DO BRASIL </strong></p>
<p><strong>Espavorida agita-se a criana, </strong></p>
<p><strong>De noturnos fantasmas com receio, </strong></p>
<p><strong>Mas se abrigo lhe da materno seio, </strong></p>
<p><strong>Fecha os doridos olhos e descansa.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Perdida e para mil toda a esperana</strong></p>
<p><strong>De volver ao Brasil; de la me veio </strong></p>
<p><strong>Um pugilo de terra: e nesta creio</strong></p>
<p><strong>Brando sera meu sono e sem tardana...</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Qual o infante a dormir em peito amigo, </strong></p>
<p><strong>Tristes sobras varrendo da memoria, </strong></p>
<p><strong>O doce Patria, sonharei contigo!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>E entre vises de paz, de luz, de gloria, </strong></p>
<p><strong>Sereno guardarei nomeu jazigo</strong></p>
<p><strong>A justia de Deus na voz da historia!</strong></p>
<p><strong>Pesquisa e postagem:Niceas Romeo Zanchett- artista plastico </strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p>.</p>
<p></p>
<p></p>
<p><strong></strong></p>				</div>			</content>			<id>http://poetasdorio.spaceblog.com.br/196163/D-PEDRO-II-IMPERADOR-DO-BRASIL-E-POETA/</id>			<link href="http://poetasdorio.spaceblog.com.br/196163/D-PEDRO-II-IMPERADOR-DO-BRASIL-E-POETA/" />			<author>				<name>poetasdorio</name>				<uri>http://poetasdorio.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2008-09-15T00:03:58+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>JOSÉ DE ALENCAR -</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><strong>o de seu pai com a prima Ana Josefina de Alencar. A familia chamava-o pelo apelido de Cazuza.</strong></p>
<p><strong>Foi um dos maiores escritores romanticos do Brasil.</strong></p>
<p><strong>Em 1830 seu pai assumiu o cargo de senador do Rio de Janeiro para onde mudou-se com a familia.</strong></p>
<p><strong>Em 1846, com dezessete anoses de Estilo".</strong></p>
<p><strong>O jovem cearense na o seu primeiro romance "Os Contrabandistas".</strong></p>
<p><strong>Em 1850 formou-se em Direito e em 1854 estreou como folhetista no Correio Mercantil.</strong></p>
<p><strong>Um dos numeros do Jornal Correio Mercantil de setembro de 1854 eram a moda da epoca.</strong></p>
<p><strong>Aos vinte e cinco anos trabalha no jornal onde antes tambem trabalharam Machado de Assis e Joaquim Manuel de Macedo.o e foi trabalhar no Diario do Rio de Janeiro que, na epoca, passava por seria crise financeira.</strong></p>
<p><strong>Em 1856 publicou em folhetinsJornal.</strong></p>
<p><strong>Em 1859 tornou-se Chefe da Secretaria do Ministerio da Justia, onde mais tarde veio a ser consultor.</strong></p>
<p><strong>Em 1860 teve seu ingeresso na politica como deputadoa. Em 1869 candidatou-se ao Senadoe em 1877 ocupou um ministerio do governo Imperiado.</strong></p>
<p><strong>Produziu romances urbanos como (Senhora, 1875); Encarnao se deu em 1893, seis anos apos sua morte.</strong></p>
<p><strong>Produziu tambem ronances regionalistas como (O Gaucho, 1870 e O Sertanejo, 1875) alem de peas teatrais e romances historicos como (A Guerra dos Mascates, 1873).</strong></p>
<p><strong>Em Luciolao do ser humano pela busca do dinheiro.</strong></p>
<p><strong>Jose de Alencar foi um incansavel e patriota defensor da cultura e conhecimento para os brasileiros. Grande expoente da literatura do seculo XIX. Foi patrono da Cadeira 23acabou sendo ocupada por Adelino Fontoura que era um autor pouco conhecido.</strong></p>
<p><strong>Com a saude debilitada faleceu no Rio de Janeiro em 12 de dezembro de 1877.</strong></p>
<p><strong>SEUS ROMANCES FORAM : Cinco minutos - 1856; A Viuvinha - 1857; O Guarani - 1857; Luciola - 1862; Diva - 1864; Iracema - 1865; As minas de prata - primeiro volume em 1865 e o segundo volume em 1866; O gaucho - 1870; A pata da gazela - 1870; O tronco do ipe - 1871; A guerra dos mascates -0 primeiro volume em 1871 e o segundo volume em 1873; Til - 1871; Sonmhos d'ouro - 1872;Alfarrabios - 1873; Ubirajara - 1874; O sertanejo - 1875; Senhora - 1875; Encarnao - 1877 que so fora publicado em 1893.</strong></p>
<p><strong>SUAS OBRAS PARA O TEATRO FORAM: O cedito- 1857; Verso e reverso - 1857; Demonio familiar - 1857; As asas de um anjo - 1858; M O jesuita - 1875.</strong></p>
<p><strong>CRNICA : Ao correr da pena - 1874.</strong></p>
<p><strong>AUTOBIOGRAFIA ; Como e porque sou romancista - 1873.</strong></p>
<p><strong>ARTIGOS E CRITICAS: Carta sobre a confedera O sistema representativo - 1866.</strong></p>				</div>			</content>			<id>http://poetasdorio.spaceblog.com.br/182772/JOSE-DE-ALENCAR/</id>			<link href="http://poetasdorio.spaceblog.com.br/182772/JOSE-DE-ALENCAR/" />			<author>				<name>poetasdorio</name>				<uri>http://poetasdorio.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2008-09-28T17:07:12+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>OLAVO BILAC -</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><strong>OLAVO BRAS MARTINS DOS GUIMARES BILAC</strong></p>
<p><strong>Nasceu no rio de Janeiro em 16 de dezembro de 1865, filho do Dr. Bras Martins dos Guimares Bilac.</strong></p>
<p><strong>Cursou a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, mas desistiu no quarto ano. Logo em seguida tentou o curso de Direito em So Cidade do Rio.</strong></p>
<p><strong>Fundou varios jornais que tiveram vida curta, como A Cigarra, A Rua, O Meio. Subistituiu Machado de Assis na Gazeta de noticias, onde trabalhou varios anos na seo "Semana".</strong></p>
<p><strong>Exerceu varios cargos publicos no estado do Rio de Janeiro e na cidade Guanabara.</strong></p>
<p><strong>Foi inspetor escolar, Secretario do Congresso Panamericano e fundador da Liga de Defesa Nacional, onde foi secretario geral e lutou pelo servio militar obrigatorio.</strong></p>
<p><strong>Foi tambem um dos mais ardorosos propagandistas da abolio com Jose do Patrocinio.</strong></p>
<p><strong>Escreveu Cronicas e Novelas (1894); Poesias (1888);Critica e Fantasia (1904)Contos Patrios; Teatro infantil; Livro de Leitura; Tratado de Versificaes Passos).</strong></p>
<p><strong>Autor da letra do Hino a Bandeira.</strong></p>
<p><strong>Entre suas obras primas podemos destacar o Soneto "Ultima Flor do Lacio" que se refere a lingua portuguesa.</strong></p>
<p><strong>Foi um dos mais notaveis poetas brasileiros, prosador eximio e orador primoroso.</strong></p>
<p><strong>Participou ativamente da fundaalves Dias.</strong></p>
<p><strong>Morreu no Rio de Janeiro em 28 de desembro de 1918.</strong></p>
<p><strong>POEMAS</strong></p>
<p><strong> ULTIMA FLOR DO LACIO</strong></p>
<p><strong>Ultima flor do lacio, inculta e bela,</strong></p>
<p><strong>Es, a um tempo, esplendor e sepultura;</strong></p>
<p><strong>Ouro nativo, que na ganga impura</strong></p>
<p><strong>A bruta mina entre os cascalhos vela...</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Amote assim, desconhecida e obscura,</strong></p>
<p><strong>Tuba de alto clangor, lira singela,</strong></p>
<p><strong>Que tens o trom e o silvo da procela</strong></p>
<p><strong>E o arrolo da saudade e da ternura!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Amo o teu vie o teu aroma</strong></p>
<p><strong>De virgens selvas e de oceano largo!</strong></p>
<p><strong>Amo-te, o rude e doloroso idioma,</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Em que da voz materna ouvi: "meu filho!"</strong></p>
<p><strong>E em que Cames, no exilio amargo,</strong></p>
<p><strong>O genio sem ventura e o amor sem brilho!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong> UM BEIJO</strong></p>
<p><strong>Foste o beijo melhor da minha vida,</strong></p>
<p><strong>ou talvez o pior... Gloria e termento,</strong></p>
<p><strong>contigo a luz subi do firmamento,</strong></p>
<p><strong>contigo fui pela infernal descida!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Morreste e o meu desejo no te olvida:</strong></p>
<p><strong>queimas-me o sangue, enche-me o pensamento,</strong></p>
<p><strong>e do teu gosto amargo me alimento,</strong></p>
<p><strong>e rolo-te na boca malferida.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Beijo extremo, meu premio e meu castigo,</strong></p>
<p><strong>batismo e extrema-uno, naquele instante</strong></p>
<p><strong>por que, feliz, eu no morri contigo?</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Sinto-me o ardor, e o crepitar te escuto,</strong></p>
<p><strong>beijo divino! e anseio delirante</strong></p>
<p><strong>na perpetua saudade de um minuto...</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong> DELIRIO</strong></p>
<p><strong>Nua, mas para o amor no cabe o pejo</strong></p>
<p><strong>Na minha a sua boca eu comprima.</strong></p>
<p><strong>E, em fremitos carnais, ela dizia:</strong></p>
<p><strong>-Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Na inconsciencia Bruta do meu desejo</strong></p>
<p><strong>Fremente, a minha boca obedecia,</strong></p>
<p><strong>E os seus seios, to rigidos modia.</strong></p>
<p><strong>Fazendo-a arrepiar em doce arpejo.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Em suspiros de gozos infinitos</strong></p>
<p><strong>Disse-me ela, ainda quase sem grito:</strong></p>
<p><strong>-Mais abaixo, meu bem! - num frenesi.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>No seu ventre pousei a minha boca,</strong></p>
<p><strong>-Mais abaixo, meu bem! disse ela, louca.</strong></p>
<p><strong>Moralistas, perdoai! Obedeci...</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong> DORMES</strong></p>
<p><strong>Dormes... Mas que sussuro a umedecida</strong></p>
<p><strong>Terra desperta? Que rumor enleva</strong></p>
<p><strong>As estrelas, que no alto a Noite leva</strong></p>
<p><strong>Presas, luzindo, a tunica estendida?</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>So meus versos! Palpita a minha vida</strong></p>
<p><strong>Neles, falenas que a saudade eleva</strong></p>
<p><strong>De meu seio, e que vo, rompendo a treva,</strong></p>
<p><strong>Encher teus sonhos, pomba adormecida!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Dormes com os seios nus, no travesseiro</strong></p>
<p><strong>Solto o cabelo negro... e ei-los, correndo,</strong></p>
<p><strong>Doudejantes, sutis, teu corpo inteiro</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Beijam-te a boca tepida e macia,</strong></p>
<p><strong>Sobem, descem, teu halito sorvendo</strong></p>
<p><strong>Por que surge to cedo a luz do dia?!</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>. O RIO </strong></p>
<p><strong>"A cada passo que dava </strong></p>
<p><strong>o nobre rio, feliz </strong></p>
<p><strong>mais uma arvore criava, </strong></p>
<p><strong>danda vida a uma raiz.</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Quantas dadivas e quantas</strong></p>
<p><strong>esmolas pelos caminhos!</strong></p>
<p><strong>matava a sede das plantas</strong></p>
<p><strong>e a sede dos passarinhos...</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Fonte de fora e fartura, </strong></p>
<p><strong>foi Bem, foi saude e Po:</strong></p>
<p><strong>dava as cidades frescura, </strong></p>
<p><strong>fecundidade ao serto...</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>E um nobre exemplo sadio</strong></p>
<p><strong>nas suas aguas se encerra;</strong></p>
<p><strong>devemos ser como o rio, </strong></p>
<p><strong>que e a providencia da terra:</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p><strong>Bendito aquele que e forte,</strong></p>
<p><strong>e desconhece o rancor, </strong></p>
<p><strong>e, em vez de servir a morte, </strong></p>
<p><strong>ama a vida, e serve o Amor!"</strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong></strong></p>				</div>			</content>			<id>http://poetasdorio.spaceblog.com.br/182758/OLAVO-BILAC/</id>			<link href="http://poetasdorio.spaceblog.com.br/182758/OLAVO-BILAC/" />			<author>				<name>poetasdorio</name>				<uri>http://poetasdorio.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2008-09-18T15:33:39+02:00</updated>		</entry></feed>