<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom">		<title>http://mundodedeus.spaceblog.com.br</title>		<id>http://spaceblog.com.br/</id>		<link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://mundodedeus.spaceblog.com.br/atom.xml" />		<subtitle><![CDATA[MUNDO DE DEUS]]></subtitle>		<rights>Copyright (c) 2006, Hi-pi</rights>		<generator>Hi-pi ATOM generator</generator>		<author>			<name>Hi-pi</name>			<uri>http://mundodedeus.spaceblog.com.br</uri>		</author>		<updated>2009-02-10T13:22:22+01:00</updated>		<entry>			<title>O Diabo : um filho ingrato.</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>
<strong><span>A
DOUTRINA DA IGREJA SOBRE O DIABO</span></strong></p>
<p>
<span></span></p>
<p>
<span>Pe.
Agathangelos K. Charamantidis</span></p>
<p>
<strong><span></span></strong></p>
<p>
<strong><span></span></strong></p>
<p><span>Segundo a tradição
bíblico-patrística, o Diabo não é a personificação das paixões, mas
uma pessoa, criada por Deus como Anjo e, tendo perdido comunhão com
Ele, converteu-se em espírito obscuro,o Diabo. Como pessoa, o
Diabo tem livre arbítrio, isto é, tem liberdade e esta liberdade
não é violada por Deus.</span></p>
<p><span>O mistério do pecado
actua na história porque o Diabo continua gerando o mal e fazendo
sua obra catastrófica como desde oinício. A Tradição bíblica
e patrística, fora de toda consideração teórica e ética do bem e do
mal, fala sobre o rival astuto de Deus e do inimigo do homem. Este
inimigo é o Diabo que tem a intenção é destruir toda a autêntica
vida, pois ele é um espírito de morte. Ele é uma personalidade
concreta, um ser concreto. Introduz-se com a injúria, com a
arrogância e o engano na história, com a pretensão de destruir a
Deus e aos homens. O pecado, os sofrimentos, a morte são gerados
por ele, pois espalha a ruína e o ódio, exercendo seu poder e
domínio. O mal não é uma soma de acções puramente humanas; suas
raízes se encontram na autoridade diabólica. É uma força que está
fora do homem e de sua natureza, a quem, exercendo seu livre
arbítrio, pode aceitar ou rechaçar.</span></p>
<p><span>O Diabo originou-se
a partir da vontade e acção de Deus. Os demónios não foram criados
maus, pois Deus não criou o mal; tudo o que Deus cria é bom. Foram
criados sem maldade em sua essência, e, em sua natureza, livres,
independentes e com o livre arbítrio, exactamente como aconteceu
com os Anjos. Após sua voluntária queda, de seres puros se
converteram em seres sombrios, impuros e violentos.<span></span></span></p>
<p><span>As legiões
demoníacas são numerosas, distinguindo-se, umas das outras, por
grupos ou classes. A multidão dos demónios e sua distinção em
grupos ou classes é baseada em suas diferentes obras e nos diversos
nomes que recebem. Sendo pois inúmeros e recebendo variados nomes,
lutam continuamente para frustrar a obra redentora de Cristo.
Incapazes de prejudicar directamente a Deus, se dirigem aos homens
para, com seus poderes maléficos, travarem uma luta com eles,
confundindo suas vontades, criando tentações, nos envolvendo em
paixões, nos deixando confusos e obstruindo nosso tempo de oração.
Para tanto, usa de várias faces e máscaras, gerando toda espécie de
conflitos.</span></p>
<p><span>A tentação e a luta
do Diabo não estão acima das forças dos homens, não viola o livre
arbítrio e não danifica a sua essência natural. A força do Diabo
não é imperativa dependendo sempre de nossa liberdade. Se
sucumbirmos à tentação é porque nossa vontade assim o permitiu. Os

Padres da Igreja ressaltam que o
homem nunca fica só. Se a Graça de Deus deixa o homem, ele se torna
um ser completamente vulnerável, permeável às influências do
demónio. 
São Simeão, o Novo Teólogo, diz que "se não é Deus quem
dirige os homens, o Diabo é quem os manipula, com o consentimento e
colaboração do próprio homem".</span></p>
<p><span>Por isso, o homem
fiel a Deus é chamado a estar sempre vigilante e em oração, pois
Satanás não cessa de esconder-se e mascarar-se, com o intuito de
enganar e corromper a alma humana. É mestre em perverter as
palavras do Evangelho e a linguagem da Cruz, prometendo aos
insensatos, facilidades e comodidades. Existe o perigo de que
cheguemos à degradação total se nos entregarmos às tentações e
seduções satânicas.</span></p>
<p><span>Se o Diabo tem a
possibilidade de transformar-se em qualquer coisa, até mesmo em
"Anjo", podemos imaginar quão ardiloso ele é, usando de coisas
inocentes e frágeis, para atrair os mais ingénuos. Tenta persuadir
para destruir nos homens aquilo que lhe é mais caro: a
liberdade.<span></span></span></p>
<p><span>Muitos dizem "não
existe nem Deus e nem tão pouco o Diabo". A negação da existência
dos demónios equivale a descartar a Economia Divina da Santíssima
Trindade. Cristo humilhou e despojou as autoridades das trevas. A
negação de sua existência facilita muito o trabalho e a acção
destas forças do mal. Muitos homens modernos crêem que não existe
Satanás. Por causa disso, temos que nos preparar para assistirmos
surpreendentes sinais dos prodígios do demónio. Pois tudo o que ele
quer, é que creiamos que não exista para que, assim, possa agir
mais livremente, nos corações desprevenidos. Temos que nos preparar
para fazer frente a uma época de enganos e escuridão pela qual o
mundo passará, inevitavelmente, se a maioria dos homens crerem na
sua inexistência. Mas devemos confiar, sobretudo, na Omnipotência
Divina.</span></p>
<p><span>A Omnipotência de
Deus, de acordo com sua Santa Vontade, não suprime a liberdade dos
seres racionais. Deste modo, permite que o diabo, usando de sua
liberdade, persista na obra do mal, porque também ele é
um ser livre. No entanto, limita seu agir destrutivo por sua
amizade e grande amor pelos seres humanos. Quando o homem se
arrepende, Deus o perdoa, e deste modo, fica limitado o reino do
mal. O definitivo aniquilamento do poder do mal se dará no Juízo
<span>Final.</span></span></p>
<p><span>A obra de demónio é
destrutiva, porque odeia infinitamente o homem e a Criação. Está
possuído por uma exagerada misantropia mortífera. Inspira
pensamentos contra Deus e contra o próximo, influência a vontade do
homem, <span>atua</span> na natureza ontológica do
ser humano. Os Santos Padres afirmam que, não podendo o homem
compreender a existência e a fúria do Diabo, que se manifesta nos
ataques contra a alma, Deus permite que ele possua o corpo do
homem, para que sua força seja conhecida.</span></p>
<p><span>Satanás conseguiu
pelo engano e pela mentira submeter os homens às paixões e ao
pecado. A causa que conduziu o homem ao pecado foi à inveja. O
Diabo teve inveja de Adão pois este habitava num lugar de delícias,
o Paraíso, justamente de onde foi expulso. </span></p>
<p><span>A intenção de
arrastar o homem ao pecado e ao sofrimento, acontece de modo
gradual. São Gregório Palamás afirma que Satanás, muitas vezes, não
age de forma directa, mas pouco a pouco vai engendrando astutamente
a cilada para que o homem caia. Mas a sua grande intenção é
destruir a Igreja. Ao atingir o homem, na verdade, quer atingir a
Igreja, Corpo Místico de Cristo. Tenta introduzir no pensamento do
homem que "de facto ele é livre e não precisa da Igreja ditando
normas e leis, dizendo a ele o que pode e o que não pode fazer. Não
é necessário obedecer aos padres para permanecer na virtude, basta
deixar-se conduzir por si próprio." Quando o Diabo consegue tirar o
homem da vida eclesial, expulsando a graça de Deus de sua vida,
este mesmo homem torna-se escravo das paixões e dos ditames do
Diabo.</span></p>
<p><span>Por que Deus permite
que o Diabo lute contra os homens? </span></p>
<p><span>
São Máximo, o Confessor, cita cinco razões:</span></p>
<p><span>-
Para que nós cheguemos a distinguir a virtude do mal, através desta
luta; </span></p>
<p><span>-
Para que, mediante esta luta, mantenhamo-nos firmes na prática da
virtude. </span></p>
<p><span>-
Para que saibamos que a virtude é um dom de Deus;</span></p>
<p><span>-
Para que odiemos firmemente o mal;</span></p>
<p><span>-
Para que, cientes de nossa fragilidade, nos agarremos à força de
Deus nos momentos de perigo.</span></p>
<p><span>Lamentavelmente,
nossa educação e cultura ignoram esta realidade. Não só a combate
como não permite que seja falado sobre o pecado e o demónio na
sociedade. Por isso, com certeza, podemos dizer que o homem está
cada vez mais vulnerável aos ataques demoníacos. </span></p>
<p><span>E nós 
Ortodoxos, esquecemo-nos que
pertencemos à Igreja de Cristo e entramos nela não para cumprir um
dever formal e obter, com isso, nossa justificativa face aos
preceitos religiosos, mas para a nossa salvação. Porque a Igreja é
o lugar da salvação, onde entramos para nos libertar de doenças
espirituais através da Palavra, dos 
Sacramentos e da Oração. Os

Santos Sacramentos foram dados à
Igreja para a salvação do homem, para exorcizar o mal, combater e
vencer a Satanás. Não podemos nos esquecer que ali onde está
Cristo, não pode estar Satanás e, onde estão os demónios, tudo é
corrupção e destruição, por isso Deus não pode estar lá.</span></p>
<p><span>Se vivermos nesta
verdade, nos libertaremos mais facilmente da prisão que o demónio
nos arma, consequência dos pecados que cometemos sob seu domínio.
Mas, não temamos! Existe Cristo, existe a Igreja, existe a oração,
existe a Sagrada Liturgia, existe a 
Confissão e a 
Eucaristia e sobretudo existe o
arrependimento. O demónio não quer o arrependimento do homem porque
é ele que inicia a abertura das portas da prisão.</span></p>
<p><span>Uma comunidade
eclesial que se deixa vencer pelo demónio ou que teme sua presença,
é porque não conhece a força de Deus e da sua Igreja. Somos
chamados a dar testemunho através de nossa 
recta doutrina, recta consciência
e recto agir, de que o Senhor do Mundo é Jesus Cristo. E não há
nenhum outro Senhor a não ser o nosso Deus! Se o demónio domina e
estende este senhorio sobre alguns homens, nem por isso, ele é
verdadeiramente Senhor da humanidade.</span></p>
<p><span>Certa ocasião, o
Senhor respondeu a seguinte questão: "Tu és aquele que devias vir
ou devemos esperar outro? E Jesus disse: "Ide e anunciai o que
vistes e ouvistes: os cegos vêem, os aleijados andam, os leprosos
são curados, os mortos ressuscitam e os pobres recebem a Boa Nova.
Já está entre vós o Reino de Deus"</span></p>
<p><span>Oxalá vivêssemos de
facto esta verdade: o Reino de Deus já está em nosso meio e não o
reino das trevas. Se realmente acreditamos nesta palavra o mundo
seria melhor para as crianças, para os jovens e para os adultos. Os
anciãos não temeriam a morte.<span></span></span></p>
<p><span>Os filhos de Deus
não temem o mal!</span></p>
				</div>			</content>			<id>http://mundodedeus.spaceblog.com.br/298373/O-Diabo-um-filho-ingrato/</id>			<link href="http://mundodedeus.spaceblog.com.br/298373/O-Diabo-um-filho-ingrato/" />			<author>				<name>mundodedeus</name>				<uri>http://mundodedeus.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-02-10T12:59:28+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Sempre em frente.</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><strong>Há um caminhar sobre as
àguas</strong></p>
<p><strong>destinado ao teus
pés</strong></p>
<p><strong>Há uma oportunidade de
ouro</strong></p>
<p><strong>a maior</strong></p>
<p><strong>a melhor</strong></p>
<p><strong>a única</strong></p>
<p><strong>Há um DEUS</strong></p>
<p><strong>pai deTODO
amor</strong></p>
<p><strong>a esperar por
ti</strong></p>
<p><strong>para inesquecíveis
vitórias.</strong></p>
				</div>			</content>			<id>http://mundodedeus.spaceblog.com.br/295425/Sempre-em-frente/</id>			<link href="http://mundodedeus.spaceblog.com.br/295425/Sempre-em-frente/" />			<author>				<name>mundodedeus</name>				<uri>http://mundodedeus.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-02-08T15:24:37+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Esperar no Senhor.</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>Uma das grandes dificuldades daqueles que buscam aplainar seus
caminhos nos ensinamentos do Evangelho é a exigência que o Bom
Caminho nos faz para que esperemos no Senhor.</p>
<p>Paciência. Eis uma grande e necessária virtude para o verdadeiro
cristão. A palavra nos garante em tantas passagens que o que
semearmos iremos colher, que as Promessas de Deus jamais se
frustrarão, que Ele é fiel para cumprir em nossas vidas todas as
maravilhas sinceramente pedidas.</p>
<p>Mas como entender o tempo de Deus? Apenas pela fé. A vida do
cristão honesto passa pela renúncia voluntáriaà tantos
prazeres e convites da vida cotidiana, que só pode se explicar pela
estrita confiança no Senhor, nos seus estatutos e nos propósitos
Dele para nós.</p>
<p>Os seres "mundanos", ou seja, aqueles que vivem confiando nas
doutrinas do mundo, da ciência e da cultura humana, vivem se
apoiando em prazeres conquistados, que lhes forneça combustível
para prosseguir na selva da sobrevivência diária. De euforia em
euforia. Carros, casas, bebidas, drogas, sexo, futebol, etc. Mas
nós vivemos para a Promessa.</p>
<p>Os que são achados pela Palavra ingressam numa nova realidade.
Tidos como "loucos" pelo Mundo, encontram um Universo de
ensinamentos que pouco a pouco, começam a fazer todo o sentido em
suas vidas, trazendo paz, amor, compreensão, prosperidade, justiça
e vitória real. Ocorre a renovação das forças, dos sentimentos, da
mente. Passamos a amar a vida, as pessoas, a receber um poder que
emana dos Céus, através da vida e do exemplo de Jesus.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o peso da atração do Mundo despenca sobre os
ombros dos cristãos, que alimentados na fé e na confiança do
porvir, podem cumprir sua alta missão: resgatar tantos milhões de
perdidos irmãos, embriagados na ilusão de falsos deusese
prisioneiros de uma vida apartada do Deus único e verdadeiro.</p>
<p>Como poderemos ter esta força para cumprir a missão? Esperando
no Senhor. Olhando para as suas Promessas, abrindo os olhos
espirituais e enxergando lá na frente. Paciência, muita
paciência,e uma personalidade renovada, vitoriosa, para
provar das incríveis maravilhas que Deus tem para seus filhos na
Terra e depois junto ao seu Trono. Antes, sem a fé e a
paciência, nós sobrevivíamos de euforia em euforia. Agora,
esperando no Pai seguimos em frente, de glória em glória, e bem
mais que vencedores.</p>
<p>
</p>
<p>

Que a paz e o amor de Jesus permaneçam.</p>
<p></p>
<p>

Adriano Rocha</p>
				</div>			</content>			<id>http://mundodedeus.spaceblog.com.br/288175/Esperar-no-Senhor/</id>			<link href="http://mundodedeus.spaceblog.com.br/288175/Esperar-no-Senhor/" />			<author>				<name>mundodedeus</name>				<uri>http://mundodedeus.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-01-25T17:29:46+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Jesus é suficiente!</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><strong>Eu não preciso ser
reconhecido por ninguém</strong></p>
<p><strong>a minha glória é fazer com
que conheçam a Ti</strong></p>
<p><strong>e que diminua eu pra que Tú
cresças Senhor</strong></p>
<p><strong>mais e mais...</strong></p>
<p><strong>E como os querubins que
cobrem o rosto ante a Ti</strong></p>
<p><strong>escondo o rosto pra que
vejam Sua face em mim</strong></p>
<p><strong>e que diminua eu pra que Tú
cresças Senhor</strong></p>
<p><strong>mais e mais..</strong></p>
<p><strong>No Santos dos
Santos</strong></p>
<p><strong>a fumaça me
esconde</strong></p>
<p><strong>só Teus olhos me
vêem</strong></p>
<p><strong>debaixo de Tuas
asas</strong></p>
<p><strong>é o meu abrigo</strong></p>
<p><strong>meu lugar
secreto</strong></p>
<p><strong>só Tua graça me
basta</strong></p>
<p><strong>e Tua presença é o meu
prazer...</strong></p>
				</div>			</content>			<id>http://mundodedeus.spaceblog.com.br/279475/Jesus-e-suficiente/</id>			<link href="http://mundodedeus.spaceblog.com.br/279475/Jesus-e-suficiente/" />			<author>				<name>mundodedeus</name>				<uri>http://mundodedeus.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-01-12T17:00:33+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Qual JESUS?</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><strong>"Então lhes perguntou: Mas vós, quem
dizeis que eu sou? Respondendo, Pedro lhe disse: Tu és o Cristo"
(Marcos 8.29).
</strong>"Irmão, eu não estou interessado em qualquer
conversa sobre doutrinas que nos dividam. A única coisa que me
importa saber é se alguém ama a Jesus. Se ele me diz que ama a
Jesus, não me interessa a qual igreja vai; eu o considero meu irmão
em Cristo." Naquele momento, não me pareceu que fosse a hora e o
lugar certo para argumentar com a pessoa que dizia isso. No
entanto, eu me senti compelido a fazer uma pergunta para ela antes
que a conversa se encerrasse: "Quando você fala com alguém que lhe
diz amar a Jesus, você nunca lhe pergunta: 'Qual Jesus?'"

Após um breve momento de reflexão, tal pessoa me respondeu que
nunca faria tal pergunta. "Não seria simpático".

Sempre que visito alguns amigos de um outro estado, há um homem que
me esforço em encontrar. Ele é a alegria em pessoa, um dos homens
mais amigáveis que conheço. Mesmo sendo um muçulmano consagrado,
ele se declara ecumênico, e orgulha-se do fato de compartilhar
algumas das crenças tanto dos judeus como dos cristãos.
Ocasionalmente ele freqüenta uma igreja com um de meus amigos e de
fato aprecia a experiência e a comunhão. Certa vez em um
restaurante, ele estava expondo o seu amor por Jesus para mim e
nossos amigos cristãos, e encerrou a sua declaração com as
seguintes palavras: "Se eu pudesse rasgar a minha carne de tal
maneira que todos vocês entrassem em meu coração, vocês saberiam o
quanto eu amo a Jesus." Os sentimentos que envolveram suas palavras
foram impressionantes; na verdade, é incomum ouvir este tipo de
declaração tão devotada, até mesmo em círculos cristãos.

<strong>Estamos falando da mesma
pessoa?</strong>

Voltando agora para o meu dilema inicial. Eu estava
admirando a expressão de amor de meu amigo quando um pensamento
preocupante tomou conta de mim: <em>Qual Jesus?</em> Um breve
conflito mental aconteceu. Pensei se eu devia ou não lhe fazer tal
pergunta. Minhas palavras, no entanto, saíram antes que minha mente
tomasse uma decisão. "Fale-me sobre o Jesus que você ama." Meu
amigo muçulmano nem hesitou: "Ele é o mesmo Jesus que você ama."
Antes de me tornar muito "doutrinário" com meu amigo, achei que
deveria mostrar-lhe como era importante definirmos se estávamos
realmente falando sobre o mesmo Jesus.

Eu usei o seu vizinho, que é um grande amigo nosso, como exemplo.
Ele e eu realmente amamos esse cidadão. Depois de concordarmos
sobre nossos sentimentos mútuos, eu comecei a dar uma descrição das
características físicas de nosso amigo comum: "Ele tem um metro e
setenta de altura, é totalmente careca, pesa mais ou menos uns 150
quilos e usa um brinco em sua orelha esquerda..." Na verdade, eu
não pude ir muito longe, pois logo algumas objeções foram feitas.
"Espere aí... ele tem quase dois metros, eu gostaria de ter todo o
cabelo que ele tem, e ele é o homem mais magro que eu conheço!" Meu
amigo acrescentou que certamente não estávamos falando sobre a
mesma pessoa. "Mas isto realmente faz alguma diferença?",
perguntei. Ele me olhou com incredulidade. "Mas é claro que faz! Eu
não tenho um vizinho que se encaixa com a sua descrição. Talvez
você esteja falando de uma <em>outra</em> pessoa, mas não de
<em>meu</em> bom vizinho e amigo." Então destaquei o fato de que se
nós verdadeiramente aceitássemos a descrição que eu acabara de dar,
certamente não estávamos falando da mesma pessoa. Ele
concordou.

A seguir continuei descrevendo o Jesus que eu conhecia. "Ele foi
crucificado e morreu na cruz pelos meus pecados. O Jesus que você
conhece fez o mesmo?"

"Não, Alá o levou para o céu logo antes da crucificação. Judas é
quem morreu na cruz."

"O Jesus que eu conheço é o próprio Deus, que se tornou homem. O
seu Jesus é assim?"

Ele negou com a cabeça e disse: "Não, Alá é o único Deus. Jesus foi
um grande profeta, mas somente um homem." A discussão prosseguiu a
respeito das muitas características que a Bíblia atribui a Jesus.
Em quase todos os casos, meu amigo muçulmano tinha uma perspectiva
diferente. Mesmo mantendo-se convencido de que ele tinha o ponto de
vista correto sobre Jesus, o fato de que nossas convicções
contraditórias não podiam ser reconciliadas pareceu reduzir o seu
zelo em proclamar o seu amor por Jesus.

<strong>Discussão doutrinária é
sectarismo?</strong>

Alguns enxergam este meu questionamento como algo
não amoroso - como uma prova do sectarismo que a discussão
doutrinária produz. Eu o vejo como uma tentativa de clarear o
caminho para que meu amigo tenha um relacionamento genuíno com o
único Salvador verdadeiro, o nosso Senhor Jesus Cristo - não com
alguém que ele ou outros homens, intencionalmente ou não, têm
imaginado ou inventado.

Doutrinas, simplesmente, são ensinamentos. Elas podem ser
verdadeiras ou falsas. Uma doutrina verdadeira não pode ser
divisiva de maneira prejudicial; esta característica se aplica
somente a ensinos falsos. <strong>"Rogo-vos, irmãos, que noteis bem
aqueles que provocam divisões e escândalos, <em>em desacordo com a
doutrina</em> que aprendestes; afastai-vos deles" (Rm 16.17; veja
também Rm 2.8-9).</strong> Jesus, que é a Verdade, só pode ser
conhecido em <em>verdade</em> e somente por aqueles que buscam a
<em>verdade</em> (Jo 14.6; 18.37; 2 Ts 2.13; Dt 4.29). O próprio
Cristo causou <em>divisão</em> (Mt 10.35; Jo 7.35; 9.16; 10.19),
divisão entre a verdade e o erro (Lc 12.51).

"Qual Jesus?" é uma pergunta importantíssima para todo crente em
Cristo. Nós deveríamos primeiro nos questionar, testar nossas
próprias crenças sobre Jesus (2 Co 13.5; 1 Ts 5.21). Incompreensões
sobre o Senhor inevitavelmente se tornam obstáculos em nosso
relacionamento com Ele. A avaliação também pode ser vital com
respeito á nossa comunhão com aqueles que se dizem cristãos.
Recentemente, durante uma rápida viagem aérea, um dos meus amigos,
preocupado o suficiente, fez algumas perguntas cruciais á pessoa
próxima a ele sobre o relacionamento dela com Jesus. Mesmo tendo
confessado ser um cristão, participando há quatro anos de uma
comunidade cristã, essa pessoa na verdade não conhecia a Jesus nem
entendia o evangelho da Salvação. Meu amigo o levou ao Senhor antes
que o avião aterrizasse.

<strong>A "unidade
cristã"</strong>

Com muita freqüência, frases parecidas com "nós
teremos comunhão com qualquer um que confessar o nome de Cristo",
estão sensivelmente impregnadas de camuflagens ecumênicas. O medo
de destruir a unidade domina os que levam a sério este tipo de
propaganda antibíblica, até mesmo ao ponto de desencorajar qualquer
menor interesse em lutar pela fé. Surpreendentemente, "a unidade
cristã" agora inclui a colaboração para o bem moral da sociedade
com qualquer seita "que confessa o nome de Jesus."

<strong>"Jesus", o irmão de
Lúcifer</strong>

Os ensinamentos heréticos sobre Jesus incluem todo
tipo inimaginável de idéias sem base bíblica. O "Jesus Cristo" dos
mórmons, por exemplo, não poderia estar mais longe do Jesus da
Bíblia. O Jesus inventado por Joseph Smith, que a seguir inspirou o
nome de sua igreja, é o <em>primeiro filho</em> de Elohim, tal como
todos os humanos, anjos e demônios são filhos espirituais de
Elohim. Este Jesus mórmon se tornou carne através de relações
físicas entre Elohim (Deus, o Pai, o qual tinha um corpo físico) e
a virgem Maria. O Jesus mórmon é meio-irmão de Lúcifer. Ele veio á
terra para se tornar um deus. Sua morte sacrificial dará
imortalidade para qualquer criatura (incluindo animais) na
ressurreição. No entanto, se uma certa criatura, individualmente,
vai passar a sua eternidade no inferno ou em um dos três céus, isto
fica por conta de seu comportamento (incluindo o comportamento dos
animais).

<strong>"Jesus", uma idéia
espiritual</strong>

O Jesus Cristo das seitas da ciência da mente
(Ciência Cristã, Ciência Religiosa, Escola Unitária do
Cristianismo, etc.) não é diferente de qualquer outro ser humano.
"Cristo" é uma idéia espiritual de Deus e não uma pessoa. Jesus nem
sofreu nem morreu pelos pecados da humanidade, porque o pecado não
existe. Ao invés disto, ele ajudou a humanidade a desacreditar que
o pecado e a morte são fatos. Esta é a "salvação" ensinada pela tal
Ciência Cristã.

<strong>"Jesus", o arcanjo
Miguel</strong>

As Testemunhas de Jeová também amam a Jesus, mas não
o Jesus da Bíblia. Antes de nascer nesta terra, Jesus era Miguel, o
Arcanjo. Ele é <em>um deus</em>, mas não o Deus Jeová. Quando o
Jesus deles se tornou um homem, parou então de ser um deus. Não
houve ressurreição física do Jesus dos Testemunhas de Jeová; Jeová
suscitou o seu corpo espiritual, escondeu os seus restos mortais, e
agora, novamente, Jesus existe como um anjo chamado Miguel. A
Bíblia promete que, ao morrer um crente em nosso Senhor e Salvador,
a pessoa imediatamente estará com Jesus (2 Co 5.8; Fp 1.21-23). Com
o Jesus deles, no entanto, somente 144.000 Testemunhas de Jeová
terão este privilégio - mas não depois da morte, porque eles são
aniquilados quando morrem. Ou seja, eles gastam um período
indefinido em um estado inativo e inconsciente; de fato deixam de
existir. Minha comunhão com Jesus bíblico, no entanto, é
inquebrável e eterna.

<strong>"Jesus", ainda preso numa
cruz</strong>

Os católicos romanos também amam a Jesus. Eu também
o amei da mesma forma durante vinte e poucos anos de minha vida,
mas ele era muito diferente do Jesus que eu conheço e amo agora.
Algumas vezes ele era apenas um bebê ou, no máximo, um garoto
protegido pela sua mãe. Quando queria a sua ajuda eu me assegurava
<em>rezando</em> primeiro para sua mãe. O Jesus para quem eu oro
hoje já deixou de ser um bebê por quase 2000 anos. O Jesus que eu
amava como católico morava corporalmente em uma pequena caixa,
parecida com um tabernáculo que ficava no altar de nossa igreja, na
forma de pequenas hóstias brancas, enquanto que, simultaneamente,
morava em milhões de hóstias ao redor do mundo. Meu Jesus, na
verdade, é o Filho de Deus ressuscitado corporalmente; Ele não
habita em objetos inanimados.

O Jesus dos católicos romanos que eu conhecia era o Cristo do
crucifixo, com seu corpo continuamente dependurado na cruz,
simbolizando, de forma apropriada, o sacrifício repetido
perpetuamente na missa e a Sua obra de salvação incompleta.
Aproximadamente há dois milênios, o Jesus da Bíblia pagou
<em>totalmente</em> a dívida dos meus pecados. Ele não necessita
mais dos sete sacramentos, da liturgia, do sacerdócio, do papado,
da intercessão de Sua mãe, das indulgências, das orações pelos
mortos, do purgatório, etc. para ajudar a salvar alguém. Os
católicos romanos dizem que amam a Jesus, mesmo quando se chamam de
católicos carismáticos, católicos "evangélicos", ou católicos
renascidos, mas na verdade eles amam um Jesus que não é o Jesus
bíblico. Ele é "um outro Jesus".

<strong>"Jesus", o
bilionário</strong>

Até mesmo alguns que se dizem evangélicos promovem
um Jesus diferente. Os chamados pregadores do movimento da fé e da
prosperidade promovem um Jesus que foi materialmente próspero. De
acordo com o evangelista John Avanzini, cujas roupas chiques
refletem o seu ensino, Jesus vestia roupas de marca (uma referência
á sua capa <em>sem costura</em>) semelhantes ás vestidas por reis e
mercadores ricos. Usando uma argumentação distorcida, um pregador
do sucesso chamado Robert Tilton declarava que ser pobre é pecado,
e já que Jesus não tinha pecado, então, obviamente, ele devia ter
sido extremamente rico. O pregador da confissão positiva Fred Price
explica que dirige um Rolls Royce simplesmente porque está seguindo
os passos de Jesus. Oral Roberts sustenta a idéia de que, pelo fato
de terem tido um tesoureiro (Judas), Jesus e Seus discípulos deviam
ter muito dinheiro.

<strong>O "Jesus" do movimento da fé e
das igrejas psicologizadas</strong>

Além da pregação sobre um Cristo que era
materialmente rico, muitos pregadores do movimento da fé, tais como
Kenneth Hagin e Kenneth Copeland, proclamam um Jesus que desceu ao
inferno e foi torturado por Satanás a fim de completar a expiação
pelos pecados dos homens. Este não é o Jesus que eu conheço e
amo.

O Jesus de Tony Campolo habita em <em>todas</em> as pessoas. O
televangelista Robert Schuller apresenta um Jesus que morreu na
cruz para nos assegurar uma auto-estima positiva. Para apoiar sua
tese sobre Jesus, psicólogos cristãos e numerosos pregadores
evangélicos dizem que Sua morte na cruz prova o nosso valor
infinito para com Deus e que isto é a base para nosso valor
pessoal. Não somente existe uma variedade enorme de "jesuses" que
promovem o ego humano hoje em dia, como também estamos ouvindo em
nossas "igrejas" psicologizadas que a verdade sobre Jesus pode não
ser tão importante para o nosso bem psicológico do que nossa
própria <em>percepção</em> sobre Ele. Esta é a base para o ensino
atual do integracionista psicoespiritual Neil Anderson e outros que
promovem técnicas não-bíblicas de cura interior. Eles dizem que nós
devemos perdoar Jesus pelas situações passadas, nas quais nós
<em>sentimos</em> que Ele nos desapontou ou nos feriu
emocionalmente. Mas, qual Jesus?

<strong>Conclusão</strong>

A comunhão com Jesus é o coração do Cristianismo.
Não é algo que meramente imaginamos, mas é uma realidade. Ele
literalmente habita em todos que colocam nEle a sua fé como Senhor
e Salvador (Cl 1.27; Jo 14.20; 15.4). O relacionamento que temos
com Ele é ao mesmo tempo subjetivo e objetivo. Nossas experiências
pessoais <em>genuínas</em> com Jesus estão sempre em harmonia com a
Sua Palavra objetiva (Is 8.20). O Seu Espírito nos ministra a Sua
Palavra, e este conhecimento é o fundamento para nossa comunhão com
Ele (Jo 8.31; Fp 3.8). Nosso amor por Ele é demonstrado e aumenta
através de nossa obediência aos Seus mandamentos; nossa confiança
nEle é fortalecida através do conhecimento do que Ele revela sobre
Si mesmo (Jo 14.15; Fp 1.9). Jesus disse: <strong>"Todo aquele que
é da verdade ouve a minha voz" (Jo 18.37).</strong> Na proporção em
que nós crentes aceitarmos falsas doutrinas sobre Jesus e Seus
ensinamentos, também minaremos nosso relacionamento vital com
Ele.

Nada pode ser melhor nesta terra do que a alegria da comunhão com
Jesus e com aqueles que O conhecem e são conhecidos por Ele. Por
outro lado, nada pode ser mais trágico do que alguém oferecer suas
afeições para <em>outro Jesus</em>, inventado por homens e
demônios. Nosso Senhor profetizou que muitos cairiam na armadilha
daquela grande sedução que viria logo antes de Seu retorno (Mt
24.23-26). Haverá muitos que, por causa de sinais e maravilhas,
como são chamados, feitos em Seu nome, se convencerão de que
conhecem a Jesus e O estão servindo. Para estes, um dia, Ele falará
estas solenes palavras: <strong>"...Nunca vos conheci. Apartai-vos
de mim, os que praticais a iniqüidade" (Mt 7.23).</strong> Mesmo
que sejamos considerados divisivos por perguntarmos "Qual Jesus?",
entendam que este pode ser o ministério mais amoroso que podemos
ter hoje em dia. Porque a resposta desta pergunta traz
conseqüências eternas.</p>
<p>
- Traduzido por Ebenezer
Bittencourt.</p>
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