<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom">		<title>http://matteusmartins.spaceblog.com.br</title>		<id>http://spaceblog.com.br/</id>		<link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://matteusmartins.spaceblog.com.br/atom.xml" />		<subtitle><![CDATA[Provocando e desmistificando a cruel batalha de viver em sociedade]]></subtitle>		<rights>Copyright (c) 2006, Hi-pi</rights>		<generator>Hi-pi ATOM generator</generator>		<author>			<name>Hi-pi</name>			<uri>http://matteusmartins.spaceblog.com.br</uri>		</author>		<updated>2008-12-02T19:31:57+01:00</updated>		<entry>			<title>Os municípios, o mercado eleitoral e o atraso cotidiano.</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>
Muitas
vezes, muitas coisas que acontecem em nosso dia-a-dia sequer
percebemos. Nem por isso elas deixam de acontecer. E mesmo
acontecendo, não percebemos. Segundo a psicologia, nosso
subconsciente capta os impulsos e acontecimentos, mas nem tudo cai
para o processamento da consciência.</p>
<p>
</p>
<p>
Da
interpretação de João Ubaldo Ribeiro, em seu livro fantástico sobre
a luxúria, intitulado <em>A
Casa dos Budas Ditosos</em>, sabe-se que muitas coisas na vida
acontecem em segredo. O político manipulador, age exatamente com
ações que ganham legitimidade no segredo do nosso subconsciente.
Ele atua no nosso subconsciente, praticando ações em segredo,
através de palavras ambíguas e ações praticadas no
escuro.</p>
<p>
</p>
<p>
Manipular é uma atividade mal vista, mas praticada por
todos, salvos os néscios e congêneres. Refere-se aqui às
manipulações do dia-a-dia, aquelas que não fazem mal a ninguém, mas
nos trazem ganhos diversos. Exemplo, um cidadão está com pressa
para viajar, lembrou-se que esqueceu de levar uma sacola de bagulho
da sua mãe para a casa de praia que ele se dirige, e ela do salão o
liga perguntando se ele pegou TODAS as sacolas. Ela responde que
sim, e depois quando ela chegar em casa saberá que ficaram a dos
bagulhos.</p>
<p>
</p>
<p>
Porém,
os políticos manipulam de forma prejudicial. Manipulam a ordem, o
desenvolvimento mental das pessoas, manipulam o nosso destino.
Durante o processo eleitoral então... a coisa se revela aos olhares
mais argutos. Facilmente percebe-se o quão manipuladores da
legislação eles se tornam. E nesse momento, sempre aparece dinheiro
para tudo, principalmente daqueles que estão no poder.</p>
<p>
</p>
<p>
Grande
parte das consciências dos cidadãos não percebem que, os dias que
se intercalam de junho a agosto de um ano eleitoral para o poder
executivo e legislativo municipal são dias intensos, de uma
movimentação monetária sem igual! Pra ser mais claro, são dias onde
a circulação de dinheiro nos pobres municípios que ficam distantes
da realidade de circulação dos demais dias normais, sem
eleição.</p>
<p>
</p>
<p>
Nestes
dias normais, sem eleição, os municípios convivem diretamente com
problemas ligados à essência humana, ligados à vida, como falta de
água, seca, falta de alimentação, falta de moradia, desemprego,
desigualdade, miséria, experiência cotidiana de viver na ou abaixo
da linha de pobreza, degradação do ensino público, péssima saúde
pública, entre outros, que não são solucionados, pois, segundo os
políticos falta dinheiro.</p>
<p>
</p>
<p>
Porém,
em período eleitoral o comércio dinamiza, as pessoas começam a
adquirir bens, dos mais pobres aos mais ricos, assegurando este
desequilíbrio na qualidade e valor dos bens, sendo que os mais
ricos ganham dinheiro para comprarem carros, e os mais pobres
ganham dinheiro para pagarem contas de água e energia atrasadas,
para comprarem comida, colchão, cama, remédios, roupas, celulares,
etc.</p>
<p>
</p>
<p>
Nestes
dias que a política dissimulada empreende dinamismos maiores nos
pobres municípios, Surgem empregos! A prefeitura incha! Parece um
balcão de emprego, mas não de pessoas que prestarão serviços
públicos, mas de pessoas que farão campanha, votarão e buscarão
votos. Muitas vezes a atuação da manipulação é tão escancarada que
a arma do emprego não sai de promessa. E o cidadão, já
cotidianamente enganado, foi abertamente enganado! Vendeu-se por
uma promessa!</p>
<p>
</p>
<p>
Muitas
vezes as pessoas falam, o problema é do cidadão, que é corrupto.
Mas não é. A origem da corrupção do cidadão é a ignorância, e a
perpetuação da ignorância é o fracasso da ação do Estado nas
políticas educacionais. É verdade que esse tipo de postura do
cidadão vem motivada por muitos outros fatores e a ignorância é
também causadora de muitos destes fatores. A necessidade
emergencial, a pobreza, a falta de perspectiva, a má índole, o
desespero de viver sufocado em um meio que não colabora com a
ascensão, entre outros. Mas o político tradicional que usa a
política pra se manter no poder enriquecendo a si e à sua família
ao invés de usá-la como um instrumento em nome da transformação
social e do desenvolvimento coletivo, quer mesmo é que todo este
quadro se mantenha para que ele continue no poder sem ter trabalho,
sem produzir serviços e bens públicos. Seu único trabalho é manter
um nível mínimo de serviço público para que a opinião pública se
cale, disseminar este mínimo como desenvolvimento
através de um gasto excessivo de marketing, e manter seu quadro de
funcionários medíocres recebendo dinheiro, uns deles meras
migalhas, outros uma grana viva!</p>
<p>
</p>
<p>
Estes
funcionários em período eleitoral entrarão em campo de novo,
defendendo a manutenção daquela ordem com unhas e dentes, à caça, à
procura de eleitores que queiram vender suas dignidades! E aí gira
a ciranda da miséria e pobreza dos municípios. Uma ciranda que se
alimenta da pobreza e principalmente da ignorância dos
cidadãos.</p>
<p>
</p>
<p>
O
dinamismo eleitoral acabando, a vitória chegando, a realidade
volta, mas os cidadãos não percebem... aquilo para eles foi um
sonho, foi bom! Nem percebem que a realidade volta e no começo mais
dura do que nunca, pois o período pós eleitoral é de escassez de
dinheiro enorme, para que as dívidas incorridas no escuro dos
empréstimos e da roubalheira sejam honradas. A partir de outubro do
ano eleitoral, a escassez segue até... as proximidades das próximas
eleições. Para o político, consciente de que é um abutre da
miséria, sabe que terá que pagar algumas dívidas e daí buscar mais
dinheiro para se manter no poder. Para os eleitores, felizes com o
término eleitoral e seus ganhos advindos da política corrupta, saem
sorrindo, felizes com os ganhos durante o processo, e lamentando o
fato de que é uma pena não os outros dias cotidianos de suas vidas
não serem como aqueles que precedem as eleições.</p>
<p>
</p>
<p>
Se
perguntarem sobre a razão de haver tamanha diferença entre os dias
normais e aqueles que precedem as eleições, eles não se perguntam.
Questionar o motivo de os políticos terem destruído a educação
básica, os cursos profissionalizantes, sucateado as universidades
públicas e proporem políticas educacionais ridículas, também não é
questionado.</p>
<p>
</p>
<p>
E assim
a realidade seguirá. Sem perguntas reais/relevantes, mas com
respostas falsas. Com a cegueira de uns manipulados contra a
esperteza e olhos bem abertos de outros. Com a desfaçatez de uns
encenando que fazem o bem contra aqueles acreditam e aplaudem o
teatro de seu grupo. Com a ausência quase que absoluta de política
pública, contra a presença enganadora do marketing. Com a ira dos
membros dos grupos opostos por não se beneficiarem diretamente do
gasto público, contra aqueles do grupo beneficiado que fingem
acreditar que seu grupo faz o bem pra todos, mas sabendo que seu
grupo é bom somente pra ele que é do grupo. E assim a realidade
seguirá, e assim os municípios seguem, principalmente no Norte e
Nordeste do Brasil, vivendo cotidianamente no atraso.</p>
<p>
</p>
<p>
<span></span></p>
<p></p>
				</div>			</content>			<id>http://matteusmartins.spaceblog.com.br/251838/Os-municipios-o-mercado-eleitoral-e-o-atraso-cotidiano/</id>			<link href="http://matteusmartins.spaceblog.com.br/251838/Os-municipios-o-mercado-eleitoral-e-o-atraso-cotidiano/" />			<author>				<name>matteusmartins</name>				<uri>http://matteusmartins.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2008-11-29T23:00:55+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>O mercado da paternidade</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>
O que é a vida em sociedade
alimentada pela cultura do capitalismo: <strong>tudo vira mercadoria</strong>. Isso
foi dito no século XIX por Karl Marx e Friederic Engels, em um dos
mais importantes trabalhos publicados para o desenvolvimento da
vida em sociedade, intitulado O manifesto do Partido
Comunista, mas poucos entenderam o significado.</p>
<p>
</p>
<p>
A lei é o instrumento que dá
legalidade ao processo de mercadorização das coisas.
Incrível como a lei ajuda nos negócios da vida e só prejudica a
busca por justiça social. Por morarmos no Brasil, tendemos a pensar
que o problema está somente nas leis daqui. Sérgio Buarque de
Holanda pensou o mesmo quando, refletindo sobre os países da
América Latina e principalmente aqueles países de colonização
portuguesa, foi categórico ao afirmar que as constituições foram
feitas para serem corrompidas. Mas isso é geral, em todos os
lugares, afinal, trata-se de um movimento silencioso do capitalismo
que consiste na justiça se pôr a serviço da economia.</p>
<p>
</p>
<p>
Nos Estados Unidos, por exemplo,
país de colonização inglesa, e referência (para a maioria, não
nosso caso) quando se trata de desenvolvimento da vida e de
progresso, as leis são uma grande cadeia produtiva, envolvendo
advogados, réu e vítima, além de juízes, promotores e oficiais
(estes três últimos já beneficiados pelo poder público e muitas
vezes entram na dinâmica da cadeia de forma diferente através de
incentivos de corrupção). Por conta desta cadeia, qualquer
descumprimento ínfimo da lei logo vira motivo de movimentar
dinheiro. Danos materiais, danos morais, danos e mais danos e
perdas e danos. Tudo isso, na verdade, objetivando ganhos em
dinheiro. Danos morais? Não passa de grande pretexto! Afinal, a
justiça não pode transparecer essa lógica de mercado a que serve
senão perde a autoridade. Por isso, precisa de pretextos e
direcionamento que induzam a crença de que, em todo processo a
busca real é por justiça.</p>
<p>
</p>
<p>
No Brasil o mercado que a justiça
melhor organizou foi o da paternidade. Este não falha. Ainda ontem
conversando com um amigo, um médico de grande visão sobre a vida em
sociedade, peça rara e pai de um amigo meu, eu falava deste mercado
e ele me deu um exemplo claro. Um cidadão, funcionário dele
casou-se com uma mulher. Eles tiveram dois filhos. Ele ganhava um
salário mínimo. De repente ela percebeu que a vida poderia ser mais
divertida do que até então vinha sendo. Começou a buscar diversão e
se separaram. <span></span>Hoje
<strong>ela</strong> ganha
pensão das filhas que, junto às bolsas do governo... obtém uma
renda mensal superior a dele. Quem deu esta renda? A justiça! A
justiça fez injustiça com o funcionário do meu amigo... que coisa
impressionante!</p>
<p>
</p>
<p>
Este é o mercado da paternidade,
como bem chamou meu amigo. Um mercado que a justiça criou muito bem
no Brasil (e em outros lugares do mundo). Este mercado da justiça
funciona muito bem. Porém, seu funcionamento traz para o país um
enorme problema de limitação do desenvolvimento. Não se trata de
geração de renda. Tampouco de geração de renda decorrente do
trabalho produtivo, de renda oriunda da geração de um produto ou
serviço, que gera comercialização, circulação de dinheiro e demais
dinâmicas econômicas que fazem um território se
desenvolver.</p>
<p>
</p>
<p>
Ao contrário, este mercado transfere
renda de quem as gerou para quem está parado, apenas recebendo, sem
produzir. Um mercado que tira de quem trabalha e dá a quem não
trabalha. Isso é o que se pode chamar de <strong>política econômica
às avessas</strong>!</p>
<p>
</p>
<p>
Como conseqüência, esta política
econômica de transferência de renda empreendida pela justiça na
criação do mercado da paternidade, naturalmente estimula a
maternidade e reprodução da praga humana. Imagine estes seres que
já nascem de um contexto tão medíocre destes? Não que eles já
estejam com seus futuros determinados pela mediocridade. Longe de
mim. Mas que já nascem embebidos de uma energia negativa
desencadeada por uma grande imbecilidade, uma energia de atraso e
de andar pra trás, de pouca inteligência, baixo nível intelectual,
de preguiça e ociosidade, de pobreza de espírito e material, isso
não há como negar. E do mesmo modo não há como negar que isso tudo
pesará negativamente na formação destes indivíduos enquanto seres
em construção.</p>
<p>
</p>
<p>
Mas o fato é que virou moda, que
dizer, virou negócio engravidar, pois pensão, sem dúvidas, já está
garantido receber! E isso acontece principalmente nos municípios
onde os políticos não sabem o que fazer com o destino da sociedade
que dirigem. Nos municípios que prevalece o assistencialismo, o
clientelismo, a alimentação da pobreza em troca de voto, etc., é lá
que este mercado é bem explorado. Meninas de 12 anos até os 25
estão a tentar esta pobre sorte.</p>
<p>
</p>
<p>
Parece um conto. Será que este
projeto de sociedade foi pensado pelos filósofos que ainda se
preocupavam com a busca pelo mundo ideal? Claro que não. Platão por
exemplo idealizou um papel por aptidão às pessoas, e que isso fosse
estimulado no processo educativo. Porém, estes brilhantes
pensadores jamais saberiam que o mundo descambaria para as
infinitas trocas e mercadorizações das coisas. Jamais
eles saberiam que as dinâmicas aqui estariam sempre induzida pelo
sentimento de busca desesperada pela sobrevivência, em vez da busca
pela construção de um mundo melhor. Não saberiam nunca que todas as
estruturas que eles pensaram ajoelharam-se para servir a uma
estrutura única que é a estrutura econômica, ainda que de forma tão
dissimulada e bem encenada como o faz a estrutura
jurídica.</p>
				</div>			</content>			<id>http://matteusmartins.spaceblog.com.br/240213/O-mercado-da-paternidade/</id>			<link href="http://matteusmartins.spaceblog.com.br/240213/O-mercado-da-paternidade/" />			<author>				<name>matteusmartins</name>				<uri>http://matteusmartins.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2008-11-15T18:52:33+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Eleições americanas e a pseudo mudança</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>Não é possível que as pessoas sejam tão
carentes assim, meu deus! Carentes de afeto, de interação, de
perguntas, de alternativas, de conhecimento, de sexo, de canais de
TV, etc. E este conjunto de déficits faz com que elas sejam cada
uma, um rio de carência, as vezes com muita água, às vezes não, mas
sempre com a água da carência.</p>
<p>Observando as pessoas nas ruas, sempre
penso que a maior parte delas são papagaios que se deixam levar
pelas notícias que conseguem captar, ora consciente ou
inconscientemente. <span></span>O
pior são as notícias que elas captam pelo subconsciente, as
mensagens subliminares trazidas pela ambigüidade das palavras e das
imagens.</p>
<p>As eleições americanas por exemplo
refletem este contexto de papagaios que falam o que suas mentes
captam. As ruas hoje amanheceram cheias de comentários. Amanhã
serão mais ainda. Mas hoje já deu pra sentir o cume do clima que
até então percebia-se: a idéia de que Obama é a salvação para os
EUA, e conseqüentemente para o mundo.</p>
<p>Logicamente que merece credibilidade o
show da equipe de trabalho de Obama, criando esta imagem dele para
o mundo e acentuando por outro lado uma péssima imagem de Bush.
Merece também credibilidade o fato de que os EUA ter eleito um
Negro para presidente, quando já tivemos a triste experiência da Ku
Klux Klan e demais desdobramentos racistas modernos. Sem dúvidas,
percebe-se que a luta do movimento negro surtiu efeito sobre as
crenças e concepções étnicas daquele povo.</p>
<p>Mas é só. O problema daquele país não
poderá ser resolvido por Obama. Primeiro, pois ele não sabe que o
que fará é um problema. Segundo que pela própria lógica de
funcionamento territorial das coisas, ele estará a serviço de uma
única nação e secundariamente das demais nações que lhes serão
submissas, desde que isso seja interessante para os EUA.</p>
<p>O problema não está em Bush, em Obama ou
em Macain. O problema esta na lógica de funcionamento das coisas -
o sistema capitalista -, na disputa pela vanguarda - e os EUA são a
vanguarda - e a defesa pelas posições e mercados  e os EUA
precisam defenderem-se bem como aos seus séquitos.</p>
<p>A arma que eles usarão poderão ser
diferentes, mas os efeitos serão os mesmos. Bush não ficou atrás
máscara nenhuma e atacou com armas de fogo mesmo. Fez tudo correto
para obter a aprovação da sociedade covil mundial: criou pretexto
(terrorismo, Bin Laden, etc.), camuflou os objetivos (ganhos
econômicos), simplificou a realidade (escondeu os ganhos do
keynesianismo de Guerra), ganhou força interna pela cultura
(identidade nacionalista) e assim está há quase 8 anos usurpando
riqueza, matando gente e impondo cultura norte-americana aos povos
que os odeiam.</p>
<p>A arma de Obama, qual será? Qual arma ele
usará quando a potencia estiver ameaçada? Qual arma ele recorrerá
quando o PIB americano tiver estagnado ou com projeções negativas?
Armas monetárias? Ataques de câmbio? Ou seriam ataques na economia
real, colocando à frente seus gladiadores, as indústrias de
informática, farmacêutica e CIA?</p>
<p>Não se sabe como será a política de
interação mundial dos EUA nessa nova gestão, na gestão do querido
Obama. Mas uma coisa podemos ter certeza: a história da humanidade
não mudará seu curso por causa das ações republicanas, por mais
legal que Obama pareça ser, por mais mitológico que a mídia o
pinte. Muita gente ainda estará a morrer de fome, de frio e de
sede, sendo que existe recurso e produção para resolver estes
problemas básicos da vida em sociedade. Muita gente ainda estará
morrendo por péssimos atendimentos da saúde pública, sendo que
mensalmente são direcionados fortunas para este setor. Muita gente
ainda estará morrendo sem remédio, sendo que a cura já fora
produzida pelos laboratórios. Muitos territórios ainda estarão
sendo explorados, reproduzindo diariamente à força muita miséria.
Muitas e muitas coisas... e quem é a vanguarda? E quem será o
gestor da vanguarda? Mas o rapaz não será o bonzinho?</p>
<p>Abaixo os mitos! A vida continua e a
potencia quererá ser sempre potencia. Se Obama não defender sua
potencia ele será destituído do poder. E defendendo os interesses
da potencia, ele inevitavelmente estará reproduzindo as injustiças
sociais mundiais. Pra mim, pouco importa quem está no poder
americano. Bom mesmo seria repensar a ordem mundial ao invés de
ficarmos pensando quem é melhor, se a raposa ou o lobo.</p>
				</div>			</content>			<id>http://matteusmartins.spaceblog.com.br/233767/Eleicoes-americanas-e-a-pseudo-mudanca/</id>			<link href="http://matteusmartins.spaceblog.com.br/233767/Eleicoes-americanas-e-a-pseudo-mudanca/" />			<author>				<name>matteusmartins</name>				<uri>http://matteusmartins.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2008-11-06T19:53:27+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>O que seria do mercado do futebol se não fosse a cegueira da paixão?</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				
<p>
<span>Engraçado que o meu
primeiro comentário aqui seja sobre futebol, a suposta paixão
nacional, algo que cheguei a ter ojeriza há mais ou menos três anos
atrás. Mas o motivo que me traz aqui a refletir sobre futebol é por
ver que as coisas que criaram abuso em mim pelo futebol continuam a
mil por hora, e principalmente quando se trata de um dos times que
ajudou a TV Globo a criar este rótulo de que o brasileiro é
apaixonado por futebol. Torço para um time que nada me deu de
títulos. O Esporte Clube Jacuipense. Depois dele tenho uma enorme
simpatia pelo Vitória e pelo Flamengo. Este último, a razão de eu
está aqui a escrever, haja vista que no site oficial do clube os
<em>posts</em> que criticam e
tiram o véu da alienação nunca são aceitos.</span></p>
<p>
<span>Começo dizendo que a
idéia de paixão já é por si mesma um grande problema. Como é uma
pessoa apaixonada? Ela é cega. Defeito na pessoa por quem se está
apaixonada? Ela não vê. Está aberta à qualquer influencia exercida
pela pessoa por quem está apaixonada. Não aceita críticas à pessoa
por quem se está apaixonada. Deseja veementemente está com a pessoa
por que está apaixonada toda hora, o tempo todo. Uma verdadeira
alienação a outrem!</span></p>
<p>
<span>Imaginemos então, a
situação: o cidadão apaixonado por futebol. Ir ao estádio, comprar
produtos do time, e principalmente (como a maioria dos apaixonados
assistem aos jogos) sentar-se em frente a TV para ver seu timaço
jogar. Considerando que a pessoa está apaixonada ou alienada,
substituindo pelo sinônimo mais apropriado ao caso,<span></span> ela sem dúvidas nem sabe que por
trás daquela paixão está rolando um sistema de interesses
mercantis, de corrupção nos times (empresas), de abuso da imagem da
mulher, de preconceito entre tantas outras mazelas, tudo isso para
que a paixão seja alimentada e as cifras daqueles que manipulam
cresçam gradativamente.</span></p>
<p>
<span>O Flamengo é um caso
típico de paixão. Sempre tento postar a realidade lá no site
oficial do clube, mas não aprovam meus <em>posts</em>. A última foi após o jogo
entre Flamengo e Vitória. Eu sempre achei Maxi um péssimo jogador
que quase nunca faz nada pelo clube e quando faz é na chamada
cagada. Pura sorte. Contra o Vitória o caso irritou.
Naquela partida eu torci para o Flamengo, pois o rubro-negro baiano
já não tinha mais chances. O Flamengo tinha. Mas aí entra Maxi.
Quem não é apaixonado por futebol viu: o cara não fez anda. Não deu
seqüência em uma jogada e toda bola ele perdeu. Um
ABSURDO!</span></p>
<p>
<span>Aí, se entrarmos no site
oficial, a paixão nos provoca vômito: Parabéns é o mínimo que se
lê. E não só pra ele, mas também para o presidente pelas
contratações e demais asneiras! Uma piada. A cegueira, a tara pelo
futebol não permite o torcedor ver que o péssimo gestor que é o
presidente do clube vendeu os principais jogadores no meio do
campeonato, quando o time era líder e o artilheiro era Marcinho, o
atacante titular da época, que fora vendido junto ao armador Renato
Augusto. Resultado? De lá pra cá o time vence quando a sorte impera
e o atacante Maxi está com toda sua garra com o incrível rendimento
de 3 gols em todo campeonato! O mesmo pode-se falar de Obina que só
tem 5 gols até a última rodada (que foi a 33ª). Olha a troca que as
vendas desequilibradas de rendimento e equilibrada fiscalmente fez:
da liderança para o desespero de lutar para está no G4 e do
artilheiro para os piores goleadores. Grande
Braguinha!</span></p>
<p>
<span>Mas sabe o que é isso?
Sabe por qual razão eles fazem isso? Pelo simples fato de os
torcedores serem apaixonados! Cegos! Alienados! As manchetes que
eles mais se consolam e se apegam são do tipo jogou bem, mas
faltou o gol, ou ainda o Flamengo AINDA pode ser
campeão.</span></p>
<p>
<span>A mídia é quem na
verdade alimenta a paixão, pois é da audiência que eles vivem e por
isso mentem descaradamente, manipulando a realidade. Se a paixão
entre pessoas devem ser alimentados pelo prazer, pelo contato,
pelos órgãos dos sentidos e genitálias aguçados e em contato, no
caso do futebol a paixão deveria ser alimentada pelo retorno que é
dado ao torcedor por parte do clube diante das expectativas de
vitórias e títulos. Uma vez que os clubes não dêem este retorno
(caso do Flamengo que desde 1992 não traz um título relevante, só
ganhando o carioca pois os demais estão quase mortos, no mesmo
nível baixo),<span></span> a
paixão vai trazendo o sofrimento. Seria isso o correto, mas aí,
como o sofrimento vai trazendo o desgosto e o desgosto vai trazendo
a perda de audiência e a perda de audiência vai trazendo a perda de
dinheiro, a mídia vem correndo para alimentar a paixão dos cegos e
estes nem mesmo percebem que são na verdade objetos da paixão
desenfreada pelo lucro que o mercado do futebol traz à
mídia!</span></p>
<p>
<span>Ufa! Caiu algum véu?
Espero que sim e que algum apaixonado possa voltar a ter olhos e
despertar outros cegos, para que somente assim a gente tenha de
novo o futebol bem jogado, bem pensado e trazendo emoções
verdadeiras em oposição à emoção de mentira causada por manchetes
bem elaboradas pelos jornalistas. Caso contrário, resta a mim,
particularmente tri sofredor, solicitar que os dirigentes de
Jacuipense, Vitória e Flamengo corram para ler o <em>Freakonomics</em> de Steven Levitt,
para ver se assim eles conseguirão nos trazer retornos positivos
pra alimentar o prazer de torcer, através de vitórias e títulos
conquistados com trapaças.</span></p>
				</div>			</content>			<id>http://matteusmartins.spaceblog.com.br/233537/O-que-seria-do-mercado-do-futebol-se-nao-fosse-a-cegueira-da-paixao/</id>			<link href="http://matteusmartins.spaceblog.com.br/233537/O-que-seria-do-mercado-do-futebol-se-nao-fosse-a-cegueira-da-paixao/" />			<author>				<name>matteusmartins</name>				<uri>http://matteusmartins.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2008-11-15T19:05:25+01:00</updated>		</entry></feed>