<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0">	<channel>		<title>[spaceblog.com.br] luziandrohertel : <![CDATA[LaBaRtUs  Home Page]]></title>		<link>http://luziandrohertel.spaceblog.com.br</link>		<description><![CDATA[LaBaRtUs  Home Page]]></description>		<language>br</language>		<copyright>Copyright (c) 2006, Hi-pi</copyright>		<generator>Hi-pi RSS 2.0 generator</generator>		<docs>http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss</docs>		<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 18:00:31 +0200</pubDate>		<image>			<title>luziandrohertel.spaceblog.com.br</title>			<link>http://luziandrohertel.spaceblog.com.br</link>			<url>http://static.blogstorage.hi-pi.com/spaceblog.com.br/l/lu/luziandrohertel/images/mn/1227807803_regular.jpg</url>		</image>		<item>			<title><![CDATA[Vômito:]]></title>			<description><![CDATA[<p> </p>
<p style="text-align: left;"><em><strong><span>Mastigo
amargamente o caráter
humano.</span></strong></em></p>
<p style="text-align: left;"><em><strong><span>Engulo sapos,
palavras ditas de ditas pessoas superiores que assim como
eu,</span></strong></em></p>
<p style="text-align: left;"><em><strong><span>seus corpos se
esgotam nestes negativos
espaços.</span></strong></em></p>
<p style="text-align: left;"><em><strong><span></span></strong></em></p>
<p style="text-align: left;"><em><strong><span>A ânsia de
vômito vem,</span></strong></em></p>
<p style="text-align: left;"><em><strong><span>descreve o
sentimento que de tão cansado de se expressar,
vomita.</span></strong></em></p>
<p style="text-align: left;"> </p>
<p style="text-align: left;"><em><strong><span>O cheiro sobe no
ar...</span></strong></em></p>
<p style="text-align: left;"><em><strong><span>pacientemente se
procura novos ares,</span></strong></em></p>
<p style="text-align: left;"><em><strong><span>outros
pensamentos, ilusões,
reações...</span></strong></em></p>
<p style="text-align: left;"><em><strong><span>quem sabe
dormir.</span></strong></em></p>
<p style="text-align: left;"> </p>
<p style="text-align: left;"><em><strong><span>O corpo cansa e
reclama o seu descanso,</span></strong></em></p>
<p style="text-align: left;"><em><strong><span>mas o transporto
para longe da cama</span></strong></em></p>
<p style="text-align: left;"><em><strong><span>em direção a
janela.</span></strong></em></p>
<p style="text-align: left;"><em><strong><span>De lá pulo em
pensamentos,</span></strong></em></p>
<p style="text-align: left;"><em><strong><span>ascendendo um
maldito cigarro</span></strong></em></p>
<p style="text-align: left;"><em><strong><span>e
penso:</span></strong></em></p>
<p style="text-align: left;"><em><strong><span></span></strong></em></p>
<p style="text-align: left;"><em><strong><span>Que história um
homem deseja escrever na vida se não a vida que o fizeram
sonhar?</span></strong></em></p>
<p style="text-align: left;"><em><strong><span>Cansado de
espírito vou até o bar...</span></strong></em></p>
<p style="text-align: left;"><em><strong><span>depois voltar
pra casa...</span></strong></em></p>
<p style="text-align: left;"><em><strong><span>vomitar e
dormir...</span></strong></em></p>
<p style="text-align: left;"><em><strong><span> </span></strong></em></p>
<p><span><em><strong>E por favor,</strong></em></span></p>
<p><span><em><strong>me deixem em paz. </strong></em></span></p>
<p> </p>
<p style="text-align: center;"><a rel="license" href=
"http://creativecommons.org/licenses/by-nd/2.5/br/"></a></p>
<p style="text-align: center;">Luziandro Hertel
Magris</p>
]]></description>			<link>http://luziandrohertel.spaceblog.com.br/380494/V-mito/</link>			<comments>http://luziandrohertel.spaceblog.com.br/Vomito--21052009-204105-lp-380494.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://luziandrohertel.spaceblog.com.br/380494/V-mito/</guid>			<pubDate>Thu, 21 May 2009 20:41:05 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Identidade]]></title>			<description><![CDATA[<p><strong>O choro é invocado
interiormente das emoções</strong></p>
<p><strong>     que nos corróem
sob a suspeita da estranheza de um</strong></p>
<p><strong>                     
 mundo que intimida a identidade.</strong></p>
<p><strong>Logo tudo se esquece, ou tudo se
lembra.</strong></p>
<p><strong>E o corpo vai sofrendo as suas
perdas,</strong></p>
<p><strong>E a alma a inocência
vendendo...</strong></p>
<p><strong>                      Como
um mendingo pedinte de atenção.</strong></p>
<p><strong>Com o medo ao lado,</strong></p>
<p><strong>Somente vai  restando o prazer no
próprio finjimento,</strong></p>
<p><strong>Finjimento esse que se
transforma</strong> <strong>numa prisão
de um extremo distrair.</strong></p>
<p><strong>Logo estou mais perto de ser
real...</strong></p>
<p><strong>                                                              
Chorando.</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a rel="license" href=
"http://creativecommons.org/licenses/by-nd/2.5/br/"></a></p>
<p style="text-align: center;">Luziandro Hertel
Magris</p>
]]></description>			<link>http://luziandrohertel.spaceblog.com.br/295364/Identidade/</link>			<comments>http://luziandrohertel.spaceblog.com.br/Identidade-05022009-032205-lp-295364.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://luziandrohertel.spaceblog.com.br/295364/Identidade/</guid>			<pubDate>Thu, 05 Feb 2009 03:22:05 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Vaguear]]></title>			<description><![CDATA[<p></p>
<p><strong><em>Alma
sedenta de ideais vagueia dentro de mim,
e este vazio condena lentamente os meus sonhos...
Não os enxergo em mim,</em></strong></p>
<p><strong><em>                          
nem fora de mim...</em></strong></p>
<p><strong><em>                                   
nem ao longe no desconhecido.</em></strong></p>
<p><strong><em>O meus
rosto é uma imagem longe do que sou...
O mundo é um casa longe de onde me sinto
abrigado.</em></strong></p>
<p><strong><em>Lentamente vou saindo da cama como um fantasma
todos os dias,
          beijando
sedendo o desejo das respostas que tanto procuro, e que
me fojem.</em></strong></p>
<p><strong><em>Sedendo,
sou a única resposta que tenho,
e me tenho assim, como um caminho
solitário...</em></strong></p>
<p><strong><em>E
vaguear é uma esperança...</em></strong></p>
<p><strong><em>    tentando encontrar um outro
caminho </em></strong></p>
<p><strong><em>                       
fora de mim mesmo.</em></strong></p>
<p style="text-align: center;"><a rel="license" href=
"http://creativecommons.org/licenses/by-nd/2.5/br/"></a></p>
<p style="text-align: center;">Luziandro Hertel
Magris</p>
]]></description>			<link>http://luziandrohertel.spaceblog.com.br/294402/Vaguear/</link>			<comments>http://luziandrohertel.spaceblog.com.br/Vaguear-03022009-195518-lp-294402.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://luziandrohertel.spaceblog.com.br/294402/Vaguear/</guid>			<pubDate>Tue, 03 Feb 2009 19:55:18 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Lord Byron: Trevas]]></title>			<description><![CDATA[<p></p>
<p><strong>Trevas</strong></p>
<p><strong>Eu tive um sonho que não
era em tudo um sonho
O sol esplêndido extinguira-se, e as estrelas
Vaguejavam escuras pelo espaço eterno,
Sem raios nem roteiro, e a enregelada terra
Girava cega e negrejante no ar sem lua;
Veio e foi-se a manhã - veio e não trouxe o dia;
E os homens esqueceram as paixões, no horror
Dessa desolação; e os corações esfriaram
Numa prece egoísta que implorava luz:
E eles viviam ao redor do fogo; e os tronos,
Os palácios dos reis coroados, as cabanas,
As moradas, enfim, do gênero que fosse,
Em chamas davam luz; cidades consumiam-se
E os homens se juntavam juntos às casas ígneas
Para ainda uma vez olhar o rosto um do outro;
Felizes quanto residiam bem à vista
dos vulcões e de sua tocha montanhosa;
Expectativa apavorada era a do mundo;
queimavam-se as floresta - mas de hora em hora
Tombavam, desfaziam-se - e, estralando, os troncos
Findavam num estrondo - e tudo era negror.
À luz desesperante a fronte dos humanos
Tinha um aspecto não terreno, se espasmódicos
Neles batiam os clarões; alguns, por terra,
Escondiam chorando os olhos,; apoiavam
Outros o queixo às mãos fechadas, e sorriam;
Muitos corriam para cá e para lá,
Alimentando a pira, e a vista levantavam
Com doida inquietação para o trevoso céu
A mortalha de um mundo extinto; e então de novo
Com maldições olhavam a poeira, e uivavam,
Rangendo os dentes; e aves bravas davam gritos
E cheias de terror voejavam junto ao solo,
Batendo asas inúteis; as mais rudes feras
Chegavam mansas e a tremer; rojavam víboras,
E entrelaçavam-se por entre a multidão,
Silvando, mas sem presas - e eram devoradas.
E fartava-se a Guerra que cessara um tempo,
E qualquer refeição comprava-se com sangue;
E cada um sentava-se isolado e torvo,
Empanturrando-se no escuro; o amor findara;
A terra era uma idéia só - e era a de morte
Imediata e inglória; e se cevava o mal
Da fome em todas as entranhas; e morriam
Os homens, insepultos sua carne e ossos;
Os magros pelos magros eram devorados,
Os cães salteavam os seus donos, exceto um,
Que se mantinha fiel a um corpo, e conservava
Em guarda as bestas e aves e os famintos homens,
Até a fome os levar, ou os que caíam mortos
Atraírem seus dentes; ele não comia,
Mas com um gemido comovente e longo, e um grito
Rápido e desolado, e relambendo a mão
Que já não o agradava em paga - ele morreu.
Finou-se a multidão de fome, aos poucos; dois,
Porém, de uma cidade enorme resistiram,
Dois inimigos, que vieram encontrar-se
Junto às brasas agonizantes de um altar
Onde se haviam empilhado coisas santas
Para um uso profano; eles as revolveram
E trêmulos rasparam, com as mão esqueléticas,
As débeis cinzas, e com um débil assoprar
Para viver um nada, ergueram uma chama
Que não passava de um arremedo; então alcançaram
Os olhos quando ela se fez mais viva, e espiaram
O rosto um do outro - ao ver, gritaram e morreram
- Morreram de sua própria e mútua hediondez,
Sem um reconhecer o outro em cuja fronte
Grafara a fome "diabo". O mundo se esvaziara,
O populoso e forte era um informe massa,
Sem estações nem árvore, erva, homem, vida,
Massa informe de morte - um caos de argila dura.
Pararam lagos, rios, oceanos: nada
Mexia em suas profundezas silenciosas;
Sem marujos, no mar as naus apodreciam,
Caindo os mastros aos pedaços; e, ao caírem,
Dormiam nos abismos sem fazer mareta,
Mortas as ondas, e as marés na sepultura,
Que já findara sua lua senhoril.
Os ventos feneceram no ar inerte, e as nuvens
Tiveram fim; a Escuridão não precisava
De seu auxílio - as Trevas eram o Universo.</strong></p>
]]></description>			<link>http://luziandrohertel.spaceblog.com.br/272407/Lord-Byron-Trevas/</link>			<comments>http://luziandrohertel.spaceblog.com.br/Lord-Byron--Trevas-02012009-023655-lp-272407.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://luziandrohertel.spaceblog.com.br/272407/Lord-Byron-Trevas/</guid>			<pubDate>Fri, 02 Jan 2009 02:36:55 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Não pense mais nisso:]]></title>			<description><![CDATA[<p><strong>   </strong></p>
<p><strong>  Ela era uma menina brilhante, e
ele apenas um cara qualquer, um sonhador. Eles representavam seus
papéis na vida, como todo mundo. Mas um dia ela descobriu sua ilha
de tesouros e o viu com outros olhos. E alguns dias depois ele se
encontrou nos olhos dela. No início nada foi dito e nada foi
realizado. Eles apenas falavam suas próprias línguas e entendiam
tudo. No princípio foram levados pelo vento, leves, brilhando. Como
sementes de dente-de-leão deixaram-se levar, sem saber onde iriam
se encontrar, ou se iam mesmo pousar em algum lugar.

     &ndash; O que você acha de tudo isto?
&ndash; ela perguntou, um dia.

     &ndash; Eu não sei &ndash; respondeu
ele &ndash; Eu não penso nisso, eu só deixo levar.

     Ela era uma menina esperta, e ele
apenas um sonhador qualquer, apaixonado. Eles representavam seus
papéis na vida, para todo mundo. Mas um dia ela descobriu outra
ilha de tesouros e o viu com outros olhos. E alguns dias depois ele
não mais se encontrou nos olhos dela. No final nada foi dito e tudo
foi realizado. Eles apenas falavam suas próprias línguas e
entendiam nada. No final foram separados pelo vento, bruscos,
sangrando. Como sementes de dente-de-leão deixaram-se afastar, sem
saber por que nunca se acharam, ou se queriam ir mesmo pousar em
algum lugar.

     &ndash; O que você acha de tudo isto?
&ndash; ele perguntou, um dia.

     &ndash; Eu não sei &ndash; respondeu
ela &ndash; Não pense mais nisso; só deixe que eu vá.

<span style="font-size: 8pt;"><em>(Adaptada de <a href=
"http://www.helderdarocha.com.br/bloggy/2006/11/dont-think-about-it.html"
target="_blank">versão original em
inglês</a>)</em></span></strong></p>
]]></description>			<link>http://luziandrohertel.spaceblog.com.br/272401/N-o-pense-mais-nisso/</link>			<comments>http://luziandrohertel.spaceblog.com.br/N-o-pense-mais-nisso--02012009-021420-lp-272401.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://luziandrohertel.spaceblog.com.br/272401/N-o-pense-mais-nisso/</guid>			<pubDate>Fri, 02 Jan 2009 02:14:20 +0200</pubDate>		</item>	</channel></rss>