<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0">	<channel>		<title>[spaceblog.com.br] lucascolombo : <![CDATA[Lucas Colombo]]></title>		<link>http://lucascolombo.spaceblog.com.br</link>		<description><![CDATA[Lucas Colombo]]></description>		<language>br</language>		<copyright>Copyright (c) 2006, Hi-pi</copyright>		<generator>Hi-pi RSS 2.0 generator</generator>		<docs>http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss</docs>		<pubDate>Sun, 07 Dec 2008 00:18:47 +0200</pubDate>		<item>			<title><![CDATA[........................................................]]></title>			<description><![CDATA[<p>O sol toca os tambores.</p>
<p>Os cavaleiros montam em suas selas,</p>
<p>prontos para os afazeres de ontem, anteontem, de sempre.</p>
<p>Cavalgam frenéticos para suas celas.</p>
<p> </p>
<p>Com as mãos atadas,</p>
<p>sem poderem puxar suas espadas,</p>
<p>seguem derrotados</p>
<p>pelo dragão da montanha;</p>
<p> </p>
<p>Escravizador da civilização</p>
<p>que acompanha á todos</p>
<p>numa ilusão</p>
<p>retangular, de cores , vidro ou lcd;</p>
<p> </p>
<p>O sino toca, mais uma luta</p>
<p>anuncia-se nos olofortes.</p>
<p>corram cavaleiros fortes,</p>
<p>hora de se alimentar,</p>
<p>porém voltem em cinco minutos.</p>
<p> </p>
<p>A fome lhes acompanha</p>
<p>companheira destas voltas</p>
<p>de cabeça baixa</p>
<p>voltam á mesmice.</p>
<p> </p>
<p>O ultimo sino toca,</p>
<p>O sorriso se estampa</p>
<p>em nossos cavaleiros</p>
<p>derrotados, que sobem em seus cavalos</p>
<p>e partem. Em casa,</p>
<p>encontra sossego no berço do dragão.</p>
<p>Dormem felizes.</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
]]></description>			<link>http://lucascolombo.spaceblog.com.br/257030/_/</link>			<comments>http://lucascolombo.spaceblog.com.br/---------------------------------------------------------07122008-001847-lp-257030.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://lucascolombo.spaceblog.com.br/257030/_/</guid>			<pubDate>Sun, 07 Dec 2008 00:18:47 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Marcelo e Juliana]]></title>			<description><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">O sol desperta atrás do
monte. As nuvens caminham sob o azul céu. Juliana, moça judia,
desperta de seu sono e com seus olhos castanhos fita seu quarto.
Joga suas mãos para um canto, liga seu rádio. &ldquo;O Füher estará
em Munique nesta quarta-feira&rdquo;, fala o comentarista. Juliana
levanta seu corpo e caminha até sua cozinha. Sua casa tem quatro
cômodos: banheiro, sala de visitas, cozinha e um quarto. A porta de
entrada dá para a sala de visitas, e uma porta á esquerda de quem
entra na casa leva para a cozinha. A direita há um corredor onde se
encontra a porta do banheiro e no fim a porta de seu quarto. Quando
chega a cozinha coloca, em uma chaleira, água esquentar. Pensando
apenas em sua mãe que sumira havia três semanas. Temia que o Füher
estivesse promovendo uma caça á judeus. Juliana vivia com sua mãe
desde os cinco anos de idade, seu pai fora morto por um assaltante.
E desde que Hitler tomara o poder estava com medo de sair de
casa.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Marcelo Straus nem
conseguira dormir, faltavam apenas 40 minutos para sua hora de
trabalho. Filho de um alemão com uma Brasileira mudara-se para
Munique, com seus pais, aos cinco anos de idade. Seus pais morreram
em um acidente de carro quando ainda tinha 18 anos. Agora com 30
anos e um emprego estável no serviço inteligente da gestapo pensava
estar sua vida sacramentada a isto. Muitas mulheres passaram por
sua cama, porém nenhuma delas havia fisgado seu rochoso coração.
Atualmente o alto escalão da Gestapo havia lhe dado á missão de
identificar Judeus, para que estes fossem fuzilados. &ldquo;Porcos
que não merecem viver.&rdquo; Pensava em seu alterego. O Füher era
a lei suprema, para ele. Acreditava fielmente que somente á raça
ariana poderia triunfar. E assim já havia identificado muitos
judeus para a forca. Porém após a sua ultima vítima um sonho
torturava seu sono, e desde então não conseguia dormir. Sonhava
sempre com uma mulher de olhos castanhos chorando ao lado de uma
lareira com uma foto que parecia ser da ultima judia que
identificara. A mulher olhava para ele e continuava a chorar. Ela
tinha um corpo perfeito. Porém quando Marcelo ia ajudá-la um homem
fuzilava o rosto da mulher e quando mirava o fuzil para ele, ele
acordava. Levantou-se lavou o rosto, trocou de roupa, e foi ao
trabalho.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">A vida realmente havia
resolvido ser dura com Juliana. Sua comida estava chegando ao fim.
Suas prateleiras estavam quase todas vazias, e teria de racionar
alimento se quisesse sobreviver. Não trabalhava, tinha apenas 18
anos de idade, mas e agora?<span style=
"mso-spacerun: yes;"> </span> Estava sem resposta. Uma coisa
era certa, não iria sair de casa em hipótese alguma.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Quando chegou à sua sala
já havia um aviso pendurado em seu mural. &ldquo;Mais uma casa para
averiguar&rdquo;, pensou. Então se dirigiu automaticamente para seu
armário, tirou um terno, uma gravata, uma calça e um sapato e
vestiu. Em cima do guarda roupa repousava uma caixa com alguns
biscoitos, pegou a caixa e saiu. Chegando á casa bateu na porta e
ficou esperando alguns minutos sem resposta. Bateu
novamente.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Estava deitada
lembrando-se de sua mãe, quando ouviu um barulho. &ldquo;O que
será?&rdquo;, pensou. Foi até a sala e percebeu que alguém batia na
porta. Hesitou por alguns minutos pensando que poderia ser a
polícia do Füher. Dirigiu-se até a porta e perguntou:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">- Quem è?</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Quando ouviu a voz,
nosso soldado se assustou, porém respondeu:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">- Sou um vendedor
senhora, vendo biscoitos. E gostaria de saber se você gostaria de
comprar alguns.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">- Vendedor de biscoitos?
Espere um pouco, já abro a porta para você.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Juliana dirigiu-se até
ao balcão pegou alguns trocados e abriu a porta.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">&ldquo;Não pode ser, é
elaa!&rdquo;, assustou-se Marcelo. Deixando a caixa de biscoitos
cair.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">- O que aconteceu
senhor?</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Nuca havia visto em sua
vida, uma face tão doce e tão meiga como aquela da mulher em seu
sonho. E Juliana era ela! Era a mulher que chorava. Como pode? Ele
não sabia responder. Juntou os biscoitos, ainda em estado de
choque. E falou:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">-
Senhoramechamomarcelosouvendedordesdeosquinzeanosmorosozinhotenhotrintaanos.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">- Nossa! Calma senhor. O
que aconteceu? Quer um copo de água?</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">-
Nãoseriaumincomodo?</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">- Entre,
entre.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Entrou na sala e
sentou-se no sofá. Ainda tenso tentava conter seus pensamentos e se
concentrar na sua missão. &ldquo;Ela pode ser uma judia, uma judia,
mas que judia linda! Marcelo, uma judia! Ela tem que
morrer!&rdquo;, sua mente o torturava.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">&ldquo;Que homem
estranho&rdquo;, pensou. Levou o copo à torneira, sua mão tremia de
nervosismo, encheu o copo de água. &ldquo;Será que ele é
espião?&rdquo;, olhou mais uma vez para ele. &ldquo;Espero que
não&rdquo;, e dirigiu-se ao vendedor. Deu-lhe o copo d'água e
lhe indagou:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">- O que
aconteceu?</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">- A senhora lembra-me de
minha mulher. Ela era Judia e sumiu faz dois meses. - respondeu
tentando forçar um choro.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">- Não fique assim moço.
O senhor tem muito a viver ainda. - se aproximou e
abraçou-o.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">- A senhorita não sabe o
que é perder um ente querido, sem ao menos, saber o que aconteceu.
&ndash; tentou, com sucesso, forçar mais uma vez um
choro.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">- Sei sim! Minha mãe
sumiu há três semanas. Estou sem comida, sem colo, sem amor pela
vida. &ndash; começou a chorar.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">- Vocês são
judias?</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">- Sim, assim como sua
mulher era. Como os alemães estão se cegando para esse
morticínio?</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">- Eu também não entendo
senhorita. Porcos sem coração. Matando por um racismo idiota. O
Füher está louco! &ndash; respondeu, como se estivesse falando
consigo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Ambos continuaram
abraçados e choraram por alguns minutos. Após Marcelo pegou suas
coisas e antes que saísse...</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">- Qual o seu nome nobre
vendedor?</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">- Chamo-me Multzer. Até
mais ver... Ah! Pode ficar com os biscoitos.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">- Não, e como o senhor
vai viver? Eu os compro!- tirou o dinheiro do sutiã e o pagou. -
Até mais. &ndash; fechou a porta, escorou-se na parede e desabou no
chão.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Marcelo saiu da casa em
estado de choque e ficou vagando sem rumo pelas ruas, por umas duas
horas e, ao invés de retornar ao seu batalhão, foi direto para sua
casa. Deitou-se transtornado. Seu mundo acabara de desabar.
&ldquo;Como esta maldita faz balançar meu coração?&rdquo;, pensava.
Chorou a noite inteira dando-se conta de que poderia ter levado a
mãe daquela linda jovem ao fuzilamento. &ldquo;Eu a fiz
sofrer!&rdquo;, ficava a se torturar. O amor tem muitos mistérios,
e quando percebera que aquela era a menina de seus sonhos viu-se
perdidamente apaixonado. &ldquo;Que bondade, que olhos lindos! E
talvez seja eu o carrasco...&rdquo;, chorando
balbuciava.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Levantou-se pegou os
biscoitos e se dirigiu á cozinha. Lá chegando guardou os biscoitos
e partiu a se quarto. Pôs-se a repousar em sua cama, porém não
conseguia dormir. &ldquo;Que homem era aquele? Completamente
maluco!&rdquo;, pensava. Tentara várias vezes dormir, mas as
lembranças de Multzer (Marcelo) a ficavam torturando.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Nosso soldado passou sua
noite a chorar. Quando já se passavam das sete horas da manhã
levantou tomou um banho vestiu-se, comeu e saiu em direção da sede
da gestapo. Chegando a seu escritório viu que havia mais casa para
averiguar, pegou um disfarce qualquer e foi a seu trabalho. Mais a
noite, após averiguar todas as casas, foi a seu escritório colocou
seu disfarce de Multzer e foi até a casa da judia e bateu a
porta.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Não conseguira dormir.
Passara o dia todo na cama a chorar por sua mãe e a pensar em
Multzer. Já se passava das oito horas da noite quando ouviu a
portar bater. &ldquo;Será que é multzer?&rdquo;, correu até a porta
e perguntou:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">- È você
Multzer?</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Após ouvir a voz de
Juliana, seu coração disparou:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">- Sou sim minha gentil
dama!</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Ela então abriu a porta.
Estava vestindo traje de dormir, porém seu cabelo estava lindamente
escovado e seus olhos fundos, mas lindamente castanhos observavam
multzer:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">- Entre,
senhor.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Multzer então deu alguns
passos e sentou no sofá. Juliana fechou a porta e sentou a seu
lado.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">- Quem és tu gentil
homem, que faz minhas pernas e meu coração balançarem?</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">- Oh, minha dama, sou
apenas um gentil servo de DEUS!</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">-Da onde vens? Eis
judeu?</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">- Como podes ver, sou
alemão, porém de alma judia. Venho de Berlin, sou filho de uma
brasileira com um alemão. E você, conte-me de onde vem esses olhos
castanhos e perfeitos?- acariciou o rosto de Juliana com suas mães
e a percebeu suspirar.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">- São herança de minha
mãe. Porém lindos são os teus olhos azuis. &ndash; respondeu
acariciando também o rosto de multzer. Quando ambos perceberam já
estavam se beijando, a mão de multzer acariciava o corpo de Juliana
que explorava todo o corpo daquele homem. E ali no sofá, a frente
da lareira, ambos descobriram a chama que ardia em seus corpos e
entregaram-se um ao outro formando um só corpo. E a partir daquele
dia traçava-se mais um história de amor. Marcelo contara toda a
verdade a Juliana, que com todo o seu coração e a força do amor que
sentia por ele o perdoou. Mudou-se para a casa dela e continuou seu
trabalho na Gestapo. Porém o cerco contra os judeus aumentava e fez
Juliana pintar seu cabelo de loiro. Após um tempo decidiram fugir
para o Brasil, para assim viverem em paz. Chegado o dia de sua
viagem ambos encontravam-se no quarto arrumando as malas quando
Juliana indagou:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">- Será que o Brasil é o
lugar certo?</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">- Fique tranqüila minha
linda! Naquela terra a beleza encontra casa e nome. - pegou na mão
de Juliana e á beijou. Juliana dirigiu-se até a sala sentou no sofá
pegou o retrato de sua mãe e começou a chorar. De repente batidas
fortes ecoaram em toda a casa.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">- Abram é a
polícia!</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Marcelo correu para sua
mala pegou sua arma e começou a correr para a sala. Ouviu-se outro
estrondo, porém mais forte. Quando chegou a sala Juliana chorava
segurando o retrato se sua mãe quando um policial
gritou:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">- Ela é judia!- e atirou
em sua cabeça.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Marcelo inconsolado
começou a chorar sem parar. Um dos oficiais o reconhecera e impediu
que os outros colegas atirassem.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">- Minha amada! Não! Que
destino cruel me reservaste oh, senhor das trevas e da luz! Espero
encontra-la no conforto de seu mundo!- mirou sua arma para sua
cabeça e antes mesmo que alguém o pudesse impedir apertou o
gatilho. Em sua retina passou todo o filme de sua vida quando uma
escuridão tomou conta de si. Os policiais recolheram os corpos,
limparam toda a sala e em seu laudo colocaram que ela o havia
matado e que eles mataram-na.</p>
]]></description>			<link>http://lucascolombo.spaceblog.com.br/233812/Marcelo-e-Juliana/</link>			<comments>http://lucascolombo.spaceblog.com.br/Marcelo-e-Juliana-06112008-223936-lp-233812.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://lucascolombo.spaceblog.com.br/233812/Marcelo-e-Juliana/</guid>			<pubDate>Thu, 06 Nov 2008 22:39:36 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Vinícius velho]]></title>			<description><![CDATA[<p>Hoje deixarei minhas palavras por conta do nosso poeta, vinicus de moraes.</p>
<p><strong class="titulo2"><em>O operário em construção</em></strong></p>
<div class="epi">E o Diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo. E disse-lhe o Diabo: &ndash; Dar-te-ei todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi
entregue e dou-o a quem quero; portanto, se tu me adorares, tudo será
teu. E Jesus, respondendo, disse-lhe: &ndash; Vai-te, Satanás; porque está escrito: adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele servirás. Lucas, cap. V, vs. 5-8.</div>
<p>  Era ele que erguia casas Onde antes só havia chão. Como um pássaro sem asas Ele subia com as casas Que lhe brotavam da mão. Mas tudo desconhecia De sua grande missão: Não sabia, por exemplo Que a casa de um homem é um templo Um templo sem religião Como tampouco sabia Que a casa que ele fazia Sendo a sua liberdade Era a sua escravidão.  De fato, como podia Um operário em construção Compreender por que um tijolo Valia mais do que um pão? Tijolos ele empilhava Com pá, cimento e esquadria Quanto ao pão, ele o comia... Mas fosse comer tijolo! E assim o operário ia Com suor e com cimento Erguendo uma casa aqui Adiante um apartamento Além uma igreja, à frente Um quartel e uma prisão: Prisão de que sofreria Não fosse, eventualmente Um operário em construção.  Mas ele desconhecia Esse fato extraordinário: Que o operário faz a coisa E a coisa faz o operário. De forma que, certo dia À mesa, ao cortar o pão O operário foi tomado De uma súbita emoção Ao constatar assombrado Que tudo naquela mesa &ndash; Garrafa, prato, facão &ndash;  Era ele quem os fazia  Ele, um humilde operário,  Um operário em construção.  Olhou em torno: gamela  Banco, enxerga, caldeirão  Vidro, parede, janela  Casa, cidade, nação!  Tudo, tudo o que existia  Era ele quem o fazia  Ele, um humilde operário  Um operário que sabia  Exercer a profissão.  Ah, homens de pensamento  Não sabereis nunca o quanto  Aquele humilde operário  Soube naquele momento!  Naquela casa vazia  Que ele mesmo levantara  Um mundo novo nascia  De que sequer suspeitava.  O operário emocionado  Olhou sua própria mão  Sua rude mão de operário  De operário em construção  E olhando bem para ela  Teve um segundo a impressão  De que não havia no mundo  Coisa que fosse mais bela.  Foi dentro da compreensão Desse instante solitário Que, tal sua construção Cresceu também o operário. Cresceu em alto e profundo Em largo e no coração E como tudo que cresce Ele não cresceu em vão Pois além do que sabia &ndash; Exercer a profissão &ndash; O operário adquiriu Uma nova dimensão: A dimensão da poesia.  E um fato novo se viu Que a todos admirava: O que o operário dizia Outro operário escutava.  E foi assim que o operário Do edifício em construção Que sempre dizia <em>sim</em> Começou a dizer <em>não</em>. E aprendeu a notar coisas A que não dava atenção:  Notou que sua marmita Era o prato do patrão Que sua cerveja preta Era o uísque do patrão Que seu macacão de zuarte Era o terno do patrão Que o casebre onde morava Era a mansão do patrão Que seus dois pés andarilhos Eram as rodas do patrão Que a dureza do seu dia Era a noite do patrão Que sua imensa fadiga Era amiga do patrão.  E o operário disse: Não! E o operário fez-se forte Na sua resolução.  Como era de se esperar As bocas da delação Começaram a dizer coisas Aos ouvidos do patrão. Mas o patrão não queria Nenhuma preocupação &ndash; "Convençam-no" do contrário &ndash; Disse ele sobre o operário E ao dizer isso sorria.  Dia seguinte, o operário Ao sair da construção Viu-se súbito cercado Dos homens da delação E sofreu, por destinado Sua primeira agressão. Teve seu rosto cuspido Teve seu braço quebrado Mas quando foi perguntado O operário disse: Não!  Em vão sofrera o operário Sua primeira agressão Muitas outras se seguiram Muitas outras seguirão. Porém, por imprescindível Ao edifício em construção Seu trabalho prosseguia E todo o seu sofrimento Misturava-se ao cimento Da construção que crescia.  Sentindo que a violência Não dobraria o operário Um dia tentou o patrão Dobrá-lo de modo vário. De sorte que o foi levando Ao alto da construção E num momento de tempo Mostrou-lhe toda a região E apontando-a ao operário Fez-lhe esta declaração: &ndash; Dar-te-ei todo esse poder E a sua satisfação Porque a mim me foi entregue E dou-o a quem bem quiser. Dou-te tempo de lazer Dou-te tempo de mulher. Portanto, tudo o que vês Será teu se me adorares E, ainda mais, se abandonares O que te faz dizer não.  Disse, e fitou o operário Que olhava e que refletia Mas o que via o operário O patrão nunca veria. O operário via as casas E dentro das estruturas Via coisas, objetos Produtos, manufaturas. Via tudo o que fazia O lucro do seu patrão E em cada coisa que via Misteriosamente havia A marca de sua mão. E o operário disse: Não!  &ndash; Loucura! &ndash; gritou o patrão Não vês o que te dou eu? &ndash; Mentira! &ndash; disse o operário Não podes dar-me o que é meu.  E um grande silêncio fez-se Dentro do seu coração Um silêncio de martírios Um silêncio de prisão. Um silêncio povoado De pedidos de perdão Um silêncio apavorado Com o medo em solidão.  Um silêncio de torturas E gritos de maldição Um silêncio de fraturas A se arrastarem no chão. E o operário ouviu a voz De todos os seus irmãos Os seus irmãos que morreram Por outros que viverão. Uma esperança sincera Cresceu no seu coração E dentro da tarde mansa Agigantou-se a razão De um homem pobre e esquecido Razão porém que fizera Em operário construído O operário em construção.  in <a class="menu1" href="http://www.viniciusdemoraes.com.br/biblio/sec_biblio.php?id=8" target="_top"><em>Novos Poemas (II)</em></a>in <a class="menu1" href="http://www.viniciusdemoraes.com.br/biblio/sec_biblio.php?id=80" target="_top"><em>Poesia completa e prosa:</em> "Nossa Senhora de Paris"</a></p>]]></description>			<link>http://lucascolombo.spaceblog.com.br/199697/Vinicius-velho/</link>			<comments>http://lucascolombo.spaceblog.com.br/Vinicius-velho-19092008-191225-lp-199697.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://lucascolombo.spaceblog.com.br/199697/Vinicius-velho/</guid>			<pubDate>Fri, 19 Sep 2008 19:12:25 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Desordem e retrocesso?]]></title>			<description><![CDATA[<div class="article-content article-content-">
<div class="text">
<p class="MsoNormal">Estava á assistir um jornal qualquer da
televisão quando uma notícia</p>
<p class="MsoNormal">chamou-me á atenção.
Fiquei pasmo, sem rumo, sem saber em que solo</p>
<p class="MsoNormal">estava pisando. Quando ouvi á chamada
da matéria, logo me veio á mente</p>
<p class="MsoNormal">ás frases de nossa bandeira: "Ordem e
progresso." Porém que ordem é essa?</p>
<p class="MsoNormal">que permite grupos armados agirem "em nome da
lei". Promovendo chacinas</p>
<p class="MsoNormal">e cobrando pela "segurança" nas
favelas? Ou seja, á população</p>
<p class="MsoNormal">ao invés de ficar refém do
tráfico, torna-se refém destes "justiceiros".</p>
<p class="MsoNormal">Porém não foi isso que mais me
espantou. Como todos sabemos ouve</p>
<p class="MsoNormal">em nossa história um período
onde os coronéis obrigavam seus trabalhadores á</p>
<p class="MsoNormal">votarem no candidato que este apoiava. Seje
pelo uso do seu poder</p>
<p class="MsoNormal">econômico, seje pela força
não os deixava escolherem seus candidatos. E se</p>
<p class="MsoNormal">estes não votassem como o coronel
mandava, os jagunços davam um jeito no neles.</p>
<p class="MsoNormal">A notícia que me traz espanto, é
uma investigação da PF que possui vinte e dois</p>
<p class="MsoNormal">suspeitos e destes onze já estão
presos. Entre esses onze encontra-se</p>
<p class="MsoNormal">uma candidata á vereadora do Rio de
janeiro. Acusada de envolvimento</p>
<p class="MsoNormal">com milícias, as quais apoiavam sua
candidatura. Seu irmão</p>
<p class="MsoNormal">foi acusado de promover uma chacina, para
coagir á população</p>
<p class="MsoNormal">á aceitar a atuação de
uma milícia em uma favela do rio. E
conseqüentemente</p>
<p class="MsoNormal"> através da atuação
da milícia, á vereadora  ganharia os votos</p>
<p class="MsoNormal">da comunidade. Diante disso me pergunto: Aonde
está o progresso?</p>
<p class="MsoNormal">As fraudes com que convivemos, são as
mesmas de cem anos atrás. Mudaram-se</p>
<p class="MsoNormal">as caras, e os ensinamentos são os
mesmo. Será que o voto de cabresto</p>
<p class="MsoNormal">voltará, através da
atuação destas milícias, as quais em sua
maioria</p>
<p class="MsoNormal">possui desde policiais militares á
políticos envolvidos? E enquanto</p>
<p class="MsoNormal">isso caminhamos cada vez mais pasmos com nossa
política e com nossos valores. Perguntando-nos: que mundo
é esse? Parece-nos, pois, que neste mundo os fins são
mais importantes que os meios. E a dignidade</p>
<p class="MsoNormal">e a honestidade caem por terra. Estamos pasmo,
e de acordo com</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;">as próximas
notícias continuaremos assim por muito tempo.</p>
</div>
</div>
]]></description>			<link>http://lucascolombo.spaceblog.com.br/188178/Desordem-e-retrocesso/</link>			<comments>http://lucascolombo.spaceblog.com.br/Desordem-e-retrocesso--01092008-182238-lp-188178.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://lucascolombo.spaceblog.com.br/188178/Desordem-e-retrocesso/</guid>			<pubDate>Mon, 01 Sep 2008 18:22:38 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[A vida é uma paisagem borrada]]></title>			<description><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;"
align="center"><strong>A vida é uma paisagem
borrada</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;"
align="center">Por de trás do vidro do carro.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;"
align="center">Rostos que se dissiparam</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;"
align="center">E já não se vêem.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;"
align="center">Corações que no espelho do tempo</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;"
align="center">Definem-se apenas como indefinidos.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;"
align="center"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;"
align="center">Como hei de alcançá-la;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;"
align="center">Como ousa-la;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;"
align="center">Se meu carro é minha prisão?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;"
align="center"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;"
align="center">Observo-a por de trás do vidro,</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;"
align="center">Sempre quilômetros á frente de
nós.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;"
align="center">&ldquo;Acelera&rdquo; gritamos em vão,</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;"
align="center">Mas Como hei de alcançá-la;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;"
align="center">Como ousa-la;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;"
align="center">Se meu carro é minha prisão?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;"
align="center"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;"
align="center">A vida é apenas uma paisagem</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;"
align="center">Por de trás do vidro do carro.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;"
align="center">Sem forma,</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;"
align="center">Sem cor.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;"
align="center">Apenas uma lembrança</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;"
align="center">Do que meus olhos fitaram</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;"
align="center">Por detrás do vidro do carro.</p>
]]></description>			<link>http://lucascolombo.spaceblog.com.br/182409/A-vida-e-uma-paisagem-borrada/</link>			<comments>http://lucascolombo.spaceblog.com.br/A-vida-e-uma-paisagem-borrada-26082008-164148-lp-182409.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://lucascolombo.spaceblog.com.br/182409/A-vida-e-uma-paisagem-borrada/</guid>			<pubDate>Tue, 26 Aug 2008 16:41:48 +0200</pubDate>		</item>	</channel></rss>