<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0">	<channel>		<title>[spaceblog.com.br] juniortnt : <![CDATA[Filosofia e literatura]]></title>		<link>http://juniortnt.spaceblog.com.br</link>		<description><![CDATA[Filosofia e literatura]]></description>		<language>br</language>		<copyright>Copyright (c) 2006, Hi-pi</copyright>		<generator>Hi-pi RSS 2.0 generator</generator>		<docs>http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss</docs>		<pubDate>Thu, 20 Nov 2008 16:25:20 +0200</pubDate>		<item>			<title><![CDATA[Tente outra vez]]></title>			<description><![CDATA[]]></description>			<link>http://juniortnt.spaceblog.com.br/240939/Tente-outra-vez/</link>			<comments>http://juniortnt.spaceblog.com.br/Tente-outra-vez-16112008-184647-lp-240939.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://juniortnt.spaceblog.com.br/240939/Tente-outra-vez/</guid>			<pubDate>Sun, 16 Nov 2008 18:46:47 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Memórias Póstumas De Brás Cubas-  Machado de Assis]]></title>			<description><![CDATA[<div><strong>Memórias Póstumas de Brás Cubas é uma
narrativa em primeira pessoa, cujo narrador é o defunto-autor, ou
seja, é um morto que narra a história com total liberdade. Essa
condição do narrador permite-lhe analisar com ironia o
comportamento humano e avaliar com auto-ironia suas próprias
atitudes. Livre e descompromissado com a sociedade, Brás Cubas
revela e analisa não só os motivos secretos de seu próprio
comportamento como também põe a nu as hipocrisias e vaidades das
pessoas com quem conviveu. Ao longo da narração mostra vários
episódios: sua paixão juvenil por Marcela, que amou durante quinze
meses e onze contos de réis; sua amizade com o filósofo maluco
Quincas Borba; os planos frustrados de seu pai em querer
encaminhá-lo para a política; seus amores clandestinos com
Virgília, esposa de seu amigo Lobo Neves. A ordem da narrativa não
é linear, pois se desnvolve deacordo com os pensamentos de Brás
Cubas. Suas reflexões apresentam-se carregadas de pessimismo e
desencanto diante da vida, questiona os valores sociais e morais
como máscaras para ocultar interesses egoístas.Irônico e provocador
ele convoca o leitor a fazer seus próprios julgamentos sobre os
fatos narrados. Brás Cubas expõe cínicamente os valores e
comportamentos de seus familiares, de seus amigos e das mulheres
com as quais se relacionou, traçando um quadro social e psicológico
em linguagem bem humorada, em que a vaidade e a hipocrisia das
relações humanas são uma constante. Julga a si prório como um
perdedor, como alguém incapaz de grandes realizações, como emplasto
que gostaria de ter descoberto para aliviar as dores da humanidade.
O balanço final de Brás Cubas sobre a existência é de pessimismo,
pois depois de uma vida que resulta em fatos negativos, em
fracassos, ele afirma ter tido um pequeno saldo; que foi o de não
possuir filhos e não ter transmitido a nenhuma criatura o legado da
miséria.</strong></div>
]]></description>			<link>http://juniortnt.spaceblog.com.br/240829/Memorias-Postumas-De-Bras-Cubas-Machado-de-Assis/</link>			<comments>http://juniortnt.spaceblog.com.br/Mem-rias-P-stumas-De-Br-s-Cubas---Machado-de-Assis-16112008-153054-lp-240829.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://juniortnt.spaceblog.com.br/240829/Memorias-Postumas-De-Bras-Cubas-Machado-de-Assis/</guid>			<pubDate>Sun, 16 Nov 2008 15:30:54 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[RESUMO DA NARRAÇÃO DE "OS LUSÍADAS" - Luiz Vaz de Camões]]></title>			<description><![CDATA[<p>    CANTO I</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
Depois do Concílio dos Deuses, a armada de
Vasco da Gama chega a Moçambique onde pára para se abastecer. Aí
recebe a bordo da nau alguns Mouros da Ilha. O Régulo, isto é, o
chefe da Ilha, é recebido por Vasco da Gama.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
O Mouro, quando verifica que os Portugueses
eram Cristãos, inspirado por Baco, resolve destruí-los. Quando
Vasco da Gama desembarca na ilha&sbquo; é atacado traiçoeiramente,
mas com a ajuda dos marinheiros portugueses consegue vencer os
mouros. Após o triunfo, Vasco da Gama recebe a bordo um piloto, que
recebera ordens para levar os portugueses a cair numa cilada em
Quíloa. Quando a armada se aproximava de Quíloa, Vénus, que
descobrira a traição de Baco, afasta a armada da costa por meio de
ventos contrários, anulando assim a traição. O piloto mouro tenta
outras vezes aproximar a armada da costa para a destruir, mas Vénus
está atenta e impede que isso aconteça. Entretanto os portugueses
continuam a viagem para Norte e chegam a Mombaça, cujo rei fora
avisado por Baco para receber os portugueses e os destruir
.<span style=
"mso-spacerun: yes;">                                        </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
<span style=
"mso-spacerun: yes;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
     </span> <span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
CANTO II</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
O rei de Mombaça convida a armada portuguesa
a entrar no porto a fim de a destruir. Vasco da Gama, por medida de
segurança, manda desembarcar dois condenados portugueses,
encarregados por ele de obterem informações acerca da terra. Baco
disfarça-se de sacerdote cristão. Os dois portugueses são levados à
casa onde ele se encontra e vêem em Baco um sacerdote cristão junto
a um altar onde se representavam Cristo e os Apóstolos. Quando os
portugueses regressam<span style="mso-spacerun: yes;"> </span>
à armada, dão informações falsas a Vasco da Gama, convencidos de
que estavam entre gente Cristã. Vasco da Gama resolve entrar com a
armada no porto de Mombaça. Vénus apercebe-se do perigo e, com a
ajuda das Nereides, impede os barcos de entrar no porto. Perante o
espanto de todos, apesar do vento empurrar os barcos em direcção à
cilada, eles não avançam. O piloto mouro e os companheiros que
também tinham sido embarcados na ilha de Moçambique, pensando que
os seus objectivos tinham sido descobertos, fogem precipitadamente
lançando-se ao mar, perante a admiração de Vasco da Gama, que acaba
por descobrir a traição que lhe estava preparada e à qual escapou
milagrosamente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
Vasco da Gama agradece à Divina Guarda o
milagre concedido e pede-lhe que lhe mostre a terra que procura.
Vénus, ouvindo as suas palavras, fica comovida e vai ao Olimpo
queixar-se a Júpiter pela falta de protecção dispensada pelos
deuses aos Portugueses. Júpiter fica comovido e manda Mercúrio a
terra para preparar uma recepção em Melinde aos Portugueses e
inspirar a Vasco da Gama qual o caminho a seguir. A armada continua
a viagem e chega a Melinde, onde é magnificamente recebida. Vasco
da Gama envia um embaixador a terra e o rei acolhe-o
favoravelmente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
Após várias manifestações de contentamento em
terra e na armada, o rei de Melinde visita a armada
portuguesa.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
<span style="mso-spacerun: yes;"> </span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
     </span> <span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
CANTO III</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
O narrador começa por invocar Calíope, musa
da poesia épica, para que lhe ensine o que Vasco da Gama contou ao
rei de Melinde. A partir daqui o narrador passa a ser Vasco da
Gama. Segundo ele, não contará história estranha, mas irá ser
obrigado a louvar os seus, o que, segundo ele, não será o mais
correcto. Por outro lado, receia que o tempo de que dispõe, por
mais longo que seja, se torne curto para tantos e tão grandiosos
feitos. Mas obedecerá ao seu pedido, indo contra o que deve e
procurando ser breve. E, para que a ordem leve e siga, irá primeiro
tratar da larga terra e, em seguida, falará da sanguinosa
guerra.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
Após a descrição da Europa, Vasco da Gama
fala das origens de Portugal, desde<span style=
"mso-spacerun: yes;"> </span> Luso a Viriato, indicando também
a situação geográfica do seu país relativamente ao resto da Europa.
A partir da estância 23, começa a narrar a História de Portugal
desde o conde D. Henrique até D. Fernando, último rei da primeira
dinastia.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
Os principais episódios narrados dizem
respeito aos reinados de D. Afonso Henriques e a D. Afonso
IV.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
Relativamente ao primeiro rei de Portugal,
refere as diferentes lutas travadas por ele: contra sua mãe, D.
Teresa, contra D. Afonso VII e contra os mouros, para alargamento
das fronteiras em direcção ao sul.<span style=
"mso-spacerun: yes;"> </span> São de destacar os episódios
referentes a Egas Moniz (estâncias 35-41) e a Batalha de Ourique
(estâncias 42-54).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
No reinado de D. Afonso IV, destacam-se os
episódios da formosíssima Maria, em que sua filha lhe vem pedir
ajuda para seu marido, rei de Castela, em virtude de o grão rei de
Marrocos ter invadido a nobre Espanha para a conquistar; o episódio
da batalha do Salado, em que juntos os dois Afonsos vencem o
exército árabe; e, finalmente, o episódio de Inês de Castro, a
mísera e mesquinha que depois de morta foi
rainha.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
<span style="mso-spacerun: yes;"> </span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
     </span> <span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
CANTO IV</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
O canto IV começa por referir o interregno
que se seguiu à morte de D. Fernando, entre 1383-85, e, em seguida,
foca o reinado de D. João I, apresentando-nos os preparativos para
a guerra com Castela, a figura de D. Nuno Alvares Pereira, o seu
insurgimento contra aqueles que se colocaram ao lado de Castela,
entre os quais se contam os seus próprios irmãos, e a Batalha de
Aljubarrota, que opôs D. João I de Portugal a D. João I de Castela.
Em seguida, é narrada a conquista de Ceuta e o martírio de D.
Fernando, o Infante Santo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
São a seguir apresentados os reinados a
seguir a D. João I, entre os quais os de D. Afonso V e de D. João
II. No reinado de D. Manuel I, é apresentado o seu sonho profético
(estâncias 67-75). D. Manuel I confia a Vasco da Gama o
descobrimento do caminho marítimo para a Índia e é-nos depois
apresentada a partida das naus, com os preparativos para a viagem,
as despedidas na praia de Belém e, finalmente, o episódio do velho
do Restelo, no qual um velho de aspecto venerando critica os
descobrimentos, apontando os seus inconvenientes e criticando mesmo
o próprio rei D. Manuel I, que deixava criar<span style=
"mso-spacerun: yes;"> </span> às portas o inimigo, no Norte de
África, para ir buscar outro tão longe, despovoando-se o reino e
enfranquecendo-o consequentemente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
<span style="mso-spacerun: yes;"> </span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
     </span> <span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
CANTO V</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
Vasco da Gama, que continua a sua narração ao
rei de Melinde, apresenta agora, no começo deste canto, a largada
de Lisboa e o afastamento da armada até ao desaparecimento no
horizonte da fresca serra de Sintra. A viagem prossegue normalmente
até<span style="mso-spacerun: yes;"> </span> à passagem do
Equador, momento a partir do qual Vasco da Gama refere diversos
fenómenos meteorológicos, tais como súbitas e medonhas trovoadas, o
fogo de Santelmo e a tromba marítima (estâncias
16-23).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
Chegados<span style=
"mso-spacerun: yes;"> </span> à ilha de Santa Helena, os
portugueses contactam com um nativo, a quem oferecem vários
objectos. Crendo haver conquistado a confiança dos nativos, Fernão
Veloso aventura-se a penetrar na ilha de Santa Helena. A certa
altura, surge a correr a toda pressa, perseguido por vários
nativos, tendo Vasco da Gama de ir em seu socorro, travando-se uma
pequena luta entre eles, da qual saiu Vasco da Gama ferido numa
perna.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
Regressados aos barcos, os marinheiros
procuram gozar com Fernão Veloso, dizendo-lhe que o outeiro fora
melhor de descer do que subir. Este, sem se desconcertar,
respondeu-lhes que correra à frente dos nativos por se ter lembrado
que os companheiros estavam ali sem a sua ajuda (estâncias
24-36).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
Junto ao Cabo das Tormentas, ocorre o
episódio do Gigante Adamastor (estâncias 37-60), o qual faz
diversas profecias aos portugueses e, em seguida, interpelado por
Vasco da Gama, conta a sua história.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
Vasco da Gama relata o resto da viagem até
Melinde, tendo referido também a mais crua e feia doença jamais por
ele vista: o escorbuto. O canto termina com os elogios feitos pelo
Gama à tenacidade portuguesa e com a invectiva do poeta contra os
portugueses seus contemporâneos por desprezarem a poesia e a
técnica que lhe corresponde.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
 </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
     </span> <span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
CANTO VI</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
Após as festas de despedida, a armada larga
de Melinde para prosseguir a viagem até à Índia, levando a bordo um
piloto melindano. Entretanto Baco desce ao palácio de Neptuno, a
fim de incitar os deuses marinhos contra os portugueses, pois vê-os
quase a atingir o império que ele tinha na Índia. Baco é recebido
por Neptuno no seu palácio e explica-lhe os motivos da sua
vinda.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
Por ordem de Neptuno, Tritão vai convocar
todos os deuses marinhos para o concílio. Assim que se encontram
todos reunidos, Baco profere o seu discurso, apresentando honesta e
claramente as razões da sua presença. As lágrimas interrompem-lhe a
dado momento as palavras, fazendo com que de imediato todos os
deuses se inflamassem tomando o seu partido. Neptuno manda a Eolo
recado para que solte os ventos, gerando assim uma tempestade que
destrua os portugueses (estâncias 6-37).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
Sem nada pressentirem, os portugueses contam
histórias para evitarem o sono, entre as quais a dos Doze de
Inglaterra (estâncias 43-69). Quando se apercebem da chegada da
tempestade, a fúria com que os ventos investem é tal que não lhes
dá tempo de amainar as velas, rompendo-as e quebrando os mastros. É
tal a fúria dos elementos que nada lhes resiste. As areias no fundo
dos mares vêem-se revolvidas, as árvores arrancadas e com as raízes
para o céu e os montes derribados. Na armada a situação é caótica.
As gentes gritam e vêem perto a perdição, com as naus alagadas e os
mastros derribados. Vendo-se perdido, Vasco da Gama pede
ajuda<span style="mso-spacerun: yes;"> </span> à Divina
Guarda.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
Vénus apercebe-se do perigo em que os
portugueses se encontram e, adivinhando que se trata de mais uma
acção de Baco, manda as Ninfas amorosas abrandarem as iras dos
ventos. Quando a tempestade se acalma (estâncias 70-85), amanhecia
e o piloto melindano avista a costa de Calecut. O canto termina com
a oração de agradecimento de Vasco da Gama e com uma reflexão do
poeta acerca do verdadeiro valor da glória.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
 </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
     </span> <span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
CANTO VII</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
Os portugueses, que tinham chegado à Índia
ainda no Canto VI (estância 92), agora, na primeira estrofe do
Canto VII entram na barra de Calecut. Na estrofe 2, o narrador faz
o elogio do espírito de cruzada luso e exorta as outras nações
europeias a seguirem o exemplo dos Portugueses na luta contra os
infiéis (estâncias 2 a 15). Uma vez chegados a terra, pescadores em
leves embarcações mostram aos portugueses o caminho para Calecut,
onde vive o rei da Índia. Das estâncias 17 a 22, é feita a
descrição da Índia e apresentados os primeiros contactos com
Calecut. Vasco da Gama avisa o rei da sua chegada e manda a terra o
degredado João Martins. Este mensageiro encontra o mouro Monçaide,
que já estivera em Castela e sabia quem eram os portugueses,
ficando muito admirado por os ver tão longe da pátria. Convida-o a
ir a sua casa, onde o recebe e lhe dá de comer. Depois disto,
Monçaide e o enviado regressam à nau de Vasco da Gama. Monçaide
visita a frota e fornece elementos acerca da Índia. Algum tempo
depois, Vasco da Gama desembarca com nobres portugueses, é recebido
pelo Catual, que o leva ao palácio do Samorim. Após os discursos de
apresentação, o Samorim recebe os portugueses no seu palácio.
Enquanto estes aqui permanecem, o Catual procura colher informações
junto de Monçaide acerca dos portugueses e, em seguida, visita a
nau capitaina, onde é recebido por Paulo da Gama, a quem pergunta o
significado das figuras presentes nas bandeiras de seda. Das
estâncias 77 até ao fim do Canto VII, Camões invoca as ninfas do
Tejo e também as do Mondego, queixando-se dos seus
infortúnios.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
<span style="mso-spacerun: yes;"> </span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
     </span> <span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
CANTO VIII</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
Paulo da Gama continua a explicar o
significado das figuras nas bandeiras portuguesas ao Catual, que se
mostra bastante interessado,<span style=
"mso-spacerun: yes;"> </span> fazendo várias
perguntas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
Após a visita, o Catual regressa a terra. Por
ordem do rei da Índia (estâncias 45 a 46) os Arúspices fazem
sacrifícios, porque adivinham eterno cativeiro e destruição da
gente indiana pelos portugueses.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
Entretanto, Baco resolve agir contra os
portugueses. Aparece em sonhos a um sacerdote árabe (estâncias 47 a
50) incitando-o a opor-se aos portugueses. Quando acorda, o
sacerdote maometano instiga os outros a revoltarem-se contra Vasco
da Gama.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
Vasco da Gama procura entender-se com o
Samorim, que, após violenta discussão, ordena a Vasco da Gama que
regresse à frota, mostrando-lhe o desejo de trocar fazendas
europeias por especiarias orientais.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
Subornado pelos muçulmanos, o Catual impede o
cumprimento das ordens do Samorim e pede a Vasco da Gama que mande
aproximar a frota para embarcar, com o intuito de a destruir. Vasco
da Gama, astuto e desconfiado, não aceita a proposta, sendo preso
pelo Catual.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
Com o receio de ser castigado pelo Samorim,
por causa da demora, o Catual apresenta nova proposta a Vasco da
Gama: deixa-o embarcar, mas terá de lhe dar em troca fazendas
europeias. Vasco da Gama aceita e regressa à frota, depois de ter
entregue as mercadorias pedidas. O canto acaba com as reflexões do
poeta acerca do poder do «metal luzente e oiro».<span style=
"mso-spacerun: yes;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
 </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
     </span> <span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
CANTO IX</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
Dois feitores portugueses são encarregados de
vender as mercadorias, mas são detidos em terra, para retardar a
partida da armada portuguesa, a fim de dar tempo a que uma armada
muçulmana viesse de Meca para a destruir.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
O Gama é informado disso pelo árabe Monçaide
e, por isso, decide partir, procurando fazer com que os dois
feitores portugueses regressem secretamente à armada, mas não
consegue o que pretende. Como represália, impede vários mercadores
da Índia de regressarem a terra e, tomando-os como reféns, ordena a
partida.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
Por ordem do Samorim, são restituídos a Vasco
da Gama os dois feitores portugueses e as fazendas, após o que se
iniciou o regresso a casa (estâncias 13 a 17).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
Vénus decide preparar o repouso e prémio para
os portugueses (estâncias 18 a 21). Dirige-se, com esse objectivo,
a seu filho Cupido (estâncias 22 a 50), e manda reunir as Ninfas
numa ilha especialmente preparada para os
acolher.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
A «Ilha dos Amores», cuja descrição se
apresenta nas estâncias 52 a 55, era uma ilha flutuante que Vénus
colocou no trajecto da armada, de modo a que esta, infalivelmente,
a encontrasse.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
Os portugueses desembarcaram na ilha e as
Ninfas deixam-se ver, iniciando-se uma perseguição. Para aumentar o
desejo dos portugueses, as Ninfas opuseram uma certa resistência,
apenas se deixando apanhar ao fim de algum tempo, efectuando-se,
então, o «casamento» entre elas e os marinheiros.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
Tétis, a maior, e a quem todo o coro das
Ninfas obedecia, apresentou-se a Vasco da Gama, recebendo-o com
honesta e régia pompa. Depois de se ter apresentado e dado a
entender que ali viera por alta influição do Destino, tomando o
Gama pela mão, levou-o para o seu palácio, onde lhe explicou
(estâncias 89 a 91) o significado alegórico da «Ilha dos Amores»:
as Ninfas do Oceano, Tétis e a Ilha outra coisa não são que as
deleitosas honras que a vida fazem sublimada.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
O Canto IX termina com uma exortação dirigida
aos que aspiram a imortalizar o seu nome.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
<span style="mso-spacerun: yes;"> </span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
     </span> <span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
CANTO X</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
Tétis e as restantes ninfas oferecem um
banquete aos navegantes e durante ele uma ninfa começa a descrever
os futuros feitos dos portugueses. Entretanto (estâncias 8-9) o
poeta interrompe-lhe a descrição para invocar uma vez mais Calíope.
Finda a invocação, a ninfa retoma o seu discurso, falando dos
heróis e futuros governadores da Índia.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
A partir da estância 74, onde acaba a
prolepse (avanço no tempo, ou seja, previsão de factos futuros),
Tétis conduz Vasco da Gama ao cimo de um monte, onde lhe mostra uma
miniatura do Universo e descobre, no orbe terrestre, os lugares
onde os portugueses irão praticar altos feitos. Dentro das várias
profecias, Tétis narra o martírio de S. Tomé e faz referência ao
naufrágio de Camões. Finalmente, Tétis despede os portugueses, que
embarcam para empreenderem a viagem de regresso (estâncias
142-143), cuja viagem se efectua com vento sempre manso e
favorável, chegando<span style="mso-spacerun: yes;"> </span> à
foz do Tejo sem quaisquer problemas (estância
144).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style=
"font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">
Das estâncias 145 a 156 são apresentadas
lamentações, exortações a D. Sebastião e vaticínios de futuras
glórias.</span></p>
]]></description>			<link>http://juniortnt.spaceblog.com.br/240820/RESUMO-DA-NARRACAO-DE-OS-LUSIADAS-Luiz-Vaz-de-Camoes/</link>			<comments>http://juniortnt.spaceblog.com.br/RESUMO-DA-NARRAcaO-DE--OS-LUSiADAS----Luiz-Vaz-de-Camoes-16112008-152435-lp-240820.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://juniortnt.spaceblog.com.br/240820/RESUMO-DA-NARRACAO-DE-OS-LUSIADAS-Luiz-Vaz-de-Camoes/</guid>			<pubDate>Sun, 16 Nov 2008 15:24:35 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[O mestre]]></title>			<description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><strong>O mestre dos sonhos não
é aquele que mais sonha, mas sim o que não desiste de seus
sonhos.</strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>O mestre do amor não é o
que mais ama, mas sim o que mais sofre.</strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>O mestre dos mestres não
é aquele que é perfeito, mas sim o que aprende com seus
erros.</strong></em></p>
]]></description>			<link>http://juniortnt.spaceblog.com.br/240297/O-mestre/</link>			<comments>http://juniortnt.spaceblog.com.br/O-mestre-15112008-205126-lp-240297.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://juniortnt.spaceblog.com.br/240297/O-mestre/</guid>			<pubDate>Sat, 15 Nov 2008 20:51:26 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Luiz Vaz de Camões]]></title>			<description><![CDATA[<p style="text-align: left;"><strong><em>Amor
é fogo que arde sem se ver É ferida que dói e não se sente É um
contentamento descontente È dor que desatina sem
doer</em></strong></p>
]]></description>			<link>http://juniortnt.spaceblog.com.br/240189/Luiz-Vaz-de-Camoes/</link>			<comments>http://juniortnt.spaceblog.com.br/Luiz-Vaz-de-Camoes-15112008-191057-lp-240189.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://juniortnt.spaceblog.com.br/240189/Luiz-Vaz-de-Camoes/</guid>			<pubDate>Sat, 15 Nov 2008 19:10:57 +0200</pubDate>		</item>	</channel></rss>