<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom">		<title>http://joaonunomb.spaceblog.com.br</title>		<id>http://spaceblog.com.br/</id>		<link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://joaonunomb.spaceblog.com.br/atom.xml" />		<subtitle><![CDATA[MANTA DE RETALHOS]]></subtitle>		<rights>Copyright (c) 2006, Hi-pi</rights>		<generator>Hi-pi ATOM generator</generator>		<author>			<name>Hi-pi</name>			<uri>http://joaonunomb.spaceblog.com.br</uri>		</author>		<updated>2010-03-20T23:31:35+01:00</updated>		<entry>			<title>"PÊ DE PAI"</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>
<em>Ainda a
propósito do Dia do Pai, e apesar do atraso, segue esta sugestão
que me enche a alma. O livro é lindo! Nunca é tarde para pais e
filhos se perderem com a imaginação desta "história" (e depois de
lerem o livro entendem o sinal das aspas).</em></p>
<p>
<em>Afinal, todos
os dias podem ser com e para o PAI.</em></p>
<p>
***</p>
<p>
<span>
É tudo uma questão
de imaginação e é exactamente isso que se pode encontrar no livro
Pê de Pai.</span></p>
<p>
<span>
Pê de
Pai marca a diferença pela ausência de escrita. Títulos
simples e ligeiros abrilhantam as páginas que, quase que por magia,
se cruzam com ilustrações verdadeiramente
belas.</span></p>
<p>
<span>
Neste livro, o pai,
talvez até mesmo o pai de cada um dos leitores, pode ter as formas
mais variadas possíveis e imaginárias. Todas elas acarretam a
brandura dos sentimentos e a ternura que há entre laços de pais e
filhos.</span></p>
<p>
<span>
Um pai avião, um
pai cabide, um pai grua, um pai travão, um pai motor, um pai
esconderijo, um pai casaco, entre muitos outros, revelam as mil e
uma facetas que um pai pode ter. Basta que cada um consiga fazer a
ligação entre o sonho e o real.</span></p>
<p>
<span>
Um livro de
literatura infantil recomendado pela Gulbenkian / Casa da Leitura,
aconselhado também pelo Plano Nacional de
Leitura.</span></p>
<p>
<span>
De referir o facto
de em 2006 Bernardo Carvalho, ilustrador da obra, ter ganho o
Prémio Nacional de Ilustração, tendo também recebido uma Menção
Honrosa Best Book Design for all over the Word
2008.</span></p>
<p>
<span>
Este livro, que
olha de perto a relação entre pais e filhos, foi editado pelo
Planeta Tangerina e escrito por Isabel Minhós
Martins.</span></p>
				</div>			</content>			<id>http://joaonunomb.spaceblog.com.br/714745/P-DE-PAI/</id>			<link href="http://joaonunomb.spaceblog.com.br/714745/P-DE-PAI/" />			<author>				<name>joaonunomb</name>				<uri>http://joaonunomb.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2010-03-20T23:31:35+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>CARTA</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><span>Lugares d'Alma, Março de
2010</span></p>
<p>
<span>Mesmo que me
abraces de uma forma mais suave e não me olhes com a magia de
outrora, eu devolvo-te a garra da minha prece e das rezas que
abrandam em estradas de horizontes
alheios.</span></p>
<p>
<span>No desespero do
pensamento tenho saído de casa com olhos pálidos à procura de uma
resposta divina. Talvez tente encontrar no desconhecido o que não
procuro em mim pela falta de coragem e pela incapacidade de
conjugar afectos no meu interior.</span></p>
<p>
<span>Bem sei que já
não tenho idade para me sentir assim. Já me assolam as rugas de uma
proeza que vai avançando. A minha pele, que já fora firme e
brilhante, é agora enrolada de vincos verdadeiramente delimitados.
Quase que retratam uma estrada de encruzilhadas, onde escolhi
caminhos de surpresas e desgostos
maliciosos.</span></p>
<p>
<span>Sabes, meu
querido, como te comecei a dizer nesta carta perdida...mesmo
que o teu abraço fosse inconvenientemente presente sei, e sei bem
que sim, que me devolveria a jovialidade de anos perdidos. Perdi
tempos e tempos nas margens das minhas convicções e nem sempre fui
ao encontro dos outros. Os outros que são pessoas. Que sentem. Que
pensam. Que apelam. Que suplicam. Que querem. Que
desejam.</span></p>
<p>
<span>Lembro-me, como
se fosse um agora que não passa, do dia em que abandonaste a casa e
me deixaste com tudo o que foi construído. Não a dois, mas por ti.
E disso gabar-te-ei a meticulosa necessidade de dominares o que te
rodeava.</span></p>
<p>
<span>E assim se
passaram vinte anos. Anos de uma mudança que custou a aceitar no
meu interior. Habituamo-nos a hábitos eloquentes de atrocidades
pelo sucesso e, quando damos conta, nunca nada em nós se pautou
pela marca da alegria. Foi uma sucessão tão grande de
acontecimentos que<span></span>
nunca os soube saborear.</span></p>
<p>
<span>Não sei como
chegar a ti. Sei apenas que vivemos uma história de quinze anos que
já foram suplantados pelos vinte de ausência. Nem aqui há uma
proporção estrategicamente eficaz. Há, e isso ninguém nega, uma
vontade que se faz vida.</span></p>
<p>
<span>Lembro-me das
vezes em que colhias flores e eu ralhava contigo. Nem imaginas como
o fazia com alegria. Não queria mostrar os meus afectos e prazeres.
Mas era momentaneamente feliz por
ti.</span></p>
<p>
<span>Agora, sozinha
numa casa e numa vida que já não reconheço, passeio muitas vezes
pelas avenidas onde entrelaçavas as mãos nas minhas e caminhávamos
harmoniosamente.</span></p>
<p>
<span>Lembro-me de um
tempo em que já não te encontro e de uma memória que os anos nunca
voltarão a dar vida.</span></p>
<p>
<span>Lembro-me, meu
tesouro, de preciosidades que me mostravas e que eu,
cautelosamente, anulava pela falta de um tempo que não o era; de um
querer que não o desejava; de um sentir que nãoo sabia. Em
suma, de um viver que só se fez vida quando te
foste.</span></p>
<p>
<span>No dia em que a
escuridão tapou a manhã. Numa tarde em que o sol não
brilhou.</span></p>
<p>
<span><span></span> Sei que
não me lês. Mas sentes-me. E isso nunca há-de haver um dia que
apague. São forças que se cruzam. E também pensas em mim. Talvez
nos momentos em que me esqueci de
ti.</span></p>
<p><span><span></span> Sempre
aqui agora, Rosa</span></p>
				</div>			</content>			<id>http://joaonunomb.spaceblog.com.br/703955/CARTA/</id>			<link href="http://joaonunomb.spaceblog.com.br/703955/CARTA/" />			<author>				<name>joaonunomb</name>				<uri>http://joaonunomb.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2010-03-13T01:16:21+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>TARDE PARA O CEDO</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><span>
Chovia tanto lá fora que quando a vi não me consegui aperceber
da melancolia do seu rosto. Pelo contrário, pareceu-me luminoso,
quase que a contrastar com estes dias verdadeiramente frios, feios,
molhados e cruéis que nos envolvem e não nos devolvem a paz de
espírito ou do que quer que seja.</span></p>
<p><span>
A
Sofia é minha amiga há muitos anos. Conhecemo-nos quando a sua mãe
foi viver para o meu bairro e, quase sem saber como, tudo nela me
transmitiu sempre fulgência. Das paixonetas que confundimos com
amizade, aos diálogos e partilhas, passando pela distância das
vidas...nada nos anula o gosto pelo outro nem a força com que
os sentimentos transparecem.</span></p>
<p><span>
A
Sofia é, de facto, especial. Agora que vive em Évora e raramente
vem à beira não nos costumamos ver muito. Mas é como se a abraçasse
todos os dias, como se a afagasse no meu ombro sempre que ouço a
sua voz. E só nós sabemos como e o motivo. E não o quero aclarar.
Tudo o que deve ficar entre linhas perde o sentido quando se conta.
É como se nos arrancassem um pedaço de
alma.</span></p>
<p><span>
Quando vem a este local de montanhas, onde eu teimo em ir
religiosamente, semana após semana, encontramo-nos sempre na mesma
esplanada. Faça chuva ou sol, troveje ou esteja nevoeiro cerrado. A
parte coberta oferece-nos uma multiplicidade de sons e sabores e o
espaço fala por si. Avista-se a serra com um toque de afecto; a
simpatia acolhe-nos como se de casa já fossemos ao nascer e nós,
sim nós, ali partilhamos o que de mais belo há em cada
um.</span></p>
<p><span>
Nesse dia a Sofia vinha com um fato elegante, minuciosamente
arranjado. Mas com uma expressão de desprazer que, como de outros
tempos, reconheci sem margem para dúvidas. Abracei-a com todo o
alento e ela só me disse Foi
tarde.</span></p>
<p><span>
Não
perguntei. Aprendei que só devemos perguntar o que consideramos que
pode ajudar a outra pessoa e ela sabia, como sempre, que eu estaria
ali. Chorou e tremia com tanta mágoa que esgotei toda a vitalidade
do meu abraço.</span></p>
<p><span>
Contou-me, minutos depois, numa mesa que se cruzava com uma
parede de pedra de xisto, que a sua relação com o Pedro tinha
terminado. E disse-me que não era o fim que a fazia estar assim,
mas o ser tarde.</span></p>
<p><span>
O
Pedro sempre foi o namorado exemplar. E sempre gostou de o mostrar.
A Sofia, convencida de que o amor era um mar onde cabe tudo, nem
sempre embarcou nas ondas certas e foi deixando vestígios de
desprendimento que não soube acolher como trunfos a favor de uma
relação. Agora, quando ela reconheceu o fundo de um oceano que
julgava nunca descobrir, apercebeu-se de que nem sempre a vida tem
o brilho de dias festivos e de tulipas brancas em campos
agrestes.</span></p>
<p><span>
O
Pedro de ontem não era o mesmo de hoje. As pessoas, quando magoadas
pelo tempo, tornam-se o oposto do que querem
ser.</span></p>
<p><span>
E a
Sofia sabia que não tinha feito, antes do fim, tudo o que podia.
Talvez quase nunca ninguém esgote as hipóteses todas. No caso dela,
o jogo estava na mesa, as cartas baralhadas, os trunfos
distribuídos e o fim passou de miragem a certeza num
ápice.</span></p>
<p><span>
Falámos muito nessa tarde, que se prolongou pela
noite.</span></p>
<p><span>
Quando nos despedimos, disse-me, novamente, que foi
tarde. Falei-lhe em esperanças, em acreditar, em energias
positivas, em coragem e ela, agora também magoada, respondeu-me com
um olhar profundo Se soubesses como custa quando deixa de
ser cedo.</span></p>
<p><span>
E eu
sabia que lhe doía mais do que todo o cedo que possa
existir.</span></p>
<p><span>
Dele
não conto mais. Também não sei.</span></p>
				</div>			</content>			<id>http://joaonunomb.spaceblog.com.br/702710/TARDE-PARA-O-CEDO/</id>			<link href="http://joaonunomb.spaceblog.com.br/702710/TARDE-PARA-O-CEDO/" />			<author>				<name>joaonunomb</name>				<uri>http://joaonunomb.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2010-03-12T03:37:27+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>"Um Pai em Nascimento" - José Eduardo Agualusa</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>
Compreio novo livro do José
Eduardo Agualusa. Deixo aqui esta sugestão que escrevi...mesmo
antes de me deitar. BOA LEITURA!</p>
<p>
<span>
A partir de que
momento nasce um pai? Com a notícia da sua anunciada paternidade?
Quando sonha pela primeira vez com o filho ou vislumbra as suas
formas difusas na primeira ecografia? Ao primeiro toque ou ao
primeiro choro? De que forma um filho transforma a vida de um pai?
E qual é o papel do pai? De que forma pode o pai preparar-se para
fazer face aos desafios de guiar uma criança pelo mundo? Como se
equilibra a inocência redescoberta com a necessária
responsabilidade?</span></p>
<p>
<span>
São estas e tantas outras
interrogações que podemos encontrar no novo livro de José Eduardo
Agualusa, Um Pai em Nascimento, editado pela
Alfaguarra.</span></p>
<p>
<span>
São perguntas complexas e
para as quais nem sempre se consegue encontrar respostas exactas.
Toda a obra transmite a seriedade da arte de ser pai;
dos valores que estão subjacentes a este grande
ofício e, acima de tudo, das inquietações que residem na
mente de cada pessoa e que, bem lá no fundo, conjugam-se todas num
só sentido  a felicidade dos filhos, mesmo quando ainda não
se aprendeu tudo o que possa ser importante.</span></p>
<p>
<span>
José Eduardo Agualusa
habituou-nos, há muito, com crónicas destinadas a este tema, como
acontecia na Revista Pais 
Filhos.</span></p>
<p>
<span>
Laurinda Alves,
jornalista e escritora, assina o prefácio do novo livro do autor e,
com palavras firmes e de alegria, deixa presente a grande aposta
que sempre fez na escrita do José.</span></p>
<p>
<span>
Podem ser mistérios
assustadores, momentos duvidosos, situações aparatosas mas, na
verdade, o testemunho deste livro pode ser o reflexo de muitas
pessoas ou talvez de todas as que se consideram pais em nascimento
e crescimento.</span></p>
				</div>			</content>			<id>http://joaonunomb.spaceblog.com.br/702640/Um-Pai-em-Nascimento-Jos-Eduardo-Agualusa/</id>			<link href="http://joaonunomb.spaceblog.com.br/702640/Um-Pai-em-Nascimento-Jos-Eduardo-Agualusa/" />			<author>				<name>joaonunomb</name>				<uri>http://joaonunomb.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2010-03-12T02:54:29+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>"LIVROS & LEITURAS"; EU; ZILDA CARDOSO; OBRIGADO!</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>Amig@s</p>
<p>Ainda não tinha, aqui,
falado nesta minha nova aventura. Estou, desde a semana passada, a
colaborar na Revista Digital <em><strong>Livros 
Leituras</strong></em>, que consta
com uma média de 2500 visitantes diários.</p>
<p>Associando as novas
tecnologias ao prazer de ler, a revista (www.livroseleituras.com) em causa é um excelente
meio de irmos ficando a par daquilo que se passa no mundo da
escrita. Notícias, entrevistas, sugestões de livros, e muito mais.
Tudo no site acima referido. Não deixem de visitar diariamente,
pois as actualizações são constantes.</p>
<p>Como colaborador, pois bem,
o trabalho está ligado à área dos livros. Deste modo, a minha
primeira participação foi numa entrevista a uma Senhora que, desde
o início, se mostrou disponível para colaborar. Falo-vos de
<strong>Zilda
Cardoso.</strong></p>
<p>Zilda escreve com uma
meiguice que me parece instintivamente natural. As suas palavras
sabem a mel e foi com muito prazer que estruturei, da melhor
maneira que consegui, as perguntas que lhe fiz. A entrevista foi
publicada esta noite e já a podem ver online na <em>Livros  Leituras</em> (não a
transcrevo para aqui por ser longa e para vos obrigar a visitar a
Revista).</p>
<p>Obrigado Zilda!</p>
<p>Prometo ir dando notícias e
sei que se alegram comigo e por mim!</p>
<p>Já visitaram?
<strong>www.livroseleituras.com</strong></p>
<p></p>
				</div>			</content>			<id>http://joaonunomb.spaceblog.com.br/697450/LIVROS-LEITURAS-EU-ZILDA-CARDOSO-OBRIGADO/</id>			<link href="http://joaonunomb.spaceblog.com.br/697450/LIVROS-LEITURAS-EU-ZILDA-CARDOSO-OBRIGADO/" />			<author>				<name>joaonunomb</name>				<uri>http://joaonunomb.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2010-03-08T03:24:24+01:00</updated>		</entry></feed>