<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom">		<title>http://industrialgestao.spaceblog.com.br</title>		<id>http://spaceblog.com.br/</id>		<link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://industrialgestao.spaceblog.com.br/atom.xml" />		<subtitle><![CDATA[industrialgestao]]></subtitle>		<rights>Copyright (c) 2006, Hi-pi</rights>		<generator>Hi-pi ATOM generator</generator>		<author>			<name>Hi-pi</name>			<uri>http://industrialgestao.spaceblog.com.br</uri>		</author>		<updated>2010-01-08T03:50:05+01:00</updated>		<entry>			<title>Estamos aqui</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">								</div>			</content>			<id>http://industrialgestao.spaceblog.com.br/631261/Estamos-aqui/</id>			<link href="http://industrialgestao.spaceblog.com.br/631261/Estamos-aqui/" />			<author>				<name>industrialgestao</name>				<uri>http://industrialgestao.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2010-01-08T03:50:05+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Saiba  mais sobre a Escola Industrial de Franca</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>Saiba mais acessando:</p>
<p>www.escolaindustrial.com.br/home/franca-sp</p>
<p></p>
<p></p>
<p></p>
				</div>			</content>			<id>http://industrialgestao.spaceblog.com.br/631057/Saiba-mais-sobre-a-Escola-Industrial-de-Franca/</id>			<link href="http://industrialgestao.spaceblog.com.br/631057/Saiba-mais-sobre-a-Escola-Industrial-de-Franca/" />			<author>				<name>industrialgestao</name>				<uri>http://industrialgestao.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2010-01-08T01:08:54+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Feliz natal  Se você conseguir</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>Feliz natal  Se você
conseguir</p>
<p></p>
<p>Não gosto de final de ano.</p>
<p>Nem do natal, embora ele não tenha
culpa.</p>
<p>É que final de ano tem verão e verão
tem muita coisa de desagradável.</p>
<p>Insetos, calorão, horário de verão,
chuvas torrenciais (gosto de chuva, mas não das violentas),
enchentes e inundações e junto com elas as doenças, pessoas
desabrigadas, etc.</p>
<p>As festas da empresa e os amigos
secretos. Nem todos são ruins... Mas algumas situações são mesmo o
maior mico.</p>
<p>E tem também o consumo enlouquecido.
Pessoas passam o ano inteiro reclamando da crise, da falta de
dinheiro, no entanto em final de ano quase pisoteiam umas às outros
por causa de presentes, na rua até dão topadas umas nas outras e
nem pedem desculpas.</p>
<p>Calma gente! Os presentes não vão sair
voando das prateleiras! E se acabarem sempre podem se substituídos.
<span></span>Há... É verdade, tem
também as caras de nojo dos presenteados, quando não gostam dos
presentes, ou os sorrisos amarelos e a hipocrisia de quem finge que
gostou...</p>
<p>E aí, como fica o espírito de natal???
<span></span>É o valor do presente
que conta ou é boa vontade de que se lembrou de você e gastou um
dinheiro que não podia para agradá-lo e recebeu em troca um sorriso
hipócrita ou amarelo...</p>
<p><span></span>É por isso que eu não faço mais
extensas listas de presentes e tento comprar tudo e agradar todo
mundo. Não Senhores, não faço mais
isso.</p>
<p>Quem quiser reclamar, que coloque a
culpa no aquecimento global, afinal o consumo do final de ano
também provoca emissão exagerada de Co2, embora a humanidade tente
irresponsavelmente ignorar este fato.</p>
<p>Vocês terão que se contentar com uma
saudação virtual. Não vou mandar mais cartões, além de estar fora
de moda eu não vou sacrificar as arvores por um pedaço de papel que
vocês vão jogar no lixo e esquecer.</p>
<p>Portanto feliz natal para vocês, se
conseguirem.</p>
				</div>			</content>			<id>http://industrialgestao.spaceblog.com.br/614069/Feliz-natal-Se-voc-conseguir/</id>			<link href="http://industrialgestao.spaceblog.com.br/614069/Feliz-natal-Se-voc-conseguir/" />			<author>				<name>industrialgestao</name>				<uri>http://industrialgestao.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-12-15T19:33:12+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Vestibulinho</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><span>
Inscrição para o Vestibulinho das Etecs começa dia 5 de
outubro</span> <span>escrito
emsexta 25 setembro 2009 22:28</span></p>
<div>
<div>
<p></p>
<div>

















<p><span>
</span></p>






<p><span>
</span></p>


<p><span>
As inscrições, exclusivamente pela internet, no site</span>
<span>
<span>
www.vestibulinhoetec.com.br</span></span><span>,
vão de 5 a 26 de outubro -- no último dia, o prazo termina às
15 horas. Para efetivar a inscrição é preciso imprimir o boleto
bancário e pagar a taxa de R$ 20, em dinheiro, em qualquer agência
bancária.</span></p>
<p><span>
O Manual do Candidato também estará disponível para
<em>download</em> no site do Vestibulinho.</span></p>
<p><span>
</span></p>












</div>
</div>
</div>
				</div>			</content>			<id>http://industrialgestao.spaceblog.com.br/544579/Vestibulinho/</id>			<link href="http://industrialgestao.spaceblog.com.br/544579/Vestibulinho/" />			<author>				<name>industrialgestao</name>				<uri>http://industrialgestao.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-10-02T22:31:57+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Aprendendo ouvir com Rubem Alves</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><strong>Escutatório</strong></p>




<p>
</p>
<p>
Sempre vejo anunciados cursos de
oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer
aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer
um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se
matricular.

Escutar é complicado e sutil. Diz o Alberto Caeiro que não é
bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso
também não ter filosofia nenhuma. Filosofia é um monte de
idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Aí a gente que
não é cego abre os olhos. Diante de nós, fora da cabeça, nos campos
e matas, estão as árvores e as flores. Ver é colocar dentro da
cabeça aquilo que existe fora. O cego não vê porque as janelas dele
estão fechadas. O que está fora não consegue entrar. A gente não é
cego. As árvores e as flores entram. Mas - coitadinhas delas -
entram e caem num mar de idéias. São misturadas nas palavras da
filosofia que mora em nós. Perdem a sua simplicidade de existir.
Ficam outras coisas. Então, o que vemos não são as árvores e as
flores. Para se ver e preciso que a cabeça esteja vazia.

Faz muito tempo, nunca me esqueci. Eu ia de ônibus. Atrás, duas
mulheres conversavam. Uma delas contava para a amiga os seus
sofrimentos. (Contou-me uma amiga, nordestina, que o jogo que as
mulheres do Nordeste gostam de fazer quando conversam umas com as
outras é comparar sofrimentos. Quanto maior o sofrimento, mais
bonitas são a mulher e a sua vida. Conversar é a arte de
produzir-se literariamente como mulher de sofrimentos. Acho que foi
lá que a ópera foi inventada. A alma é uma literatura. É nisso que
se baseia a psicanálise...) Voltando ao ônibus. Falavam de
sofrimentos. Uma delas contava do marido hospitalizado, dos
médicos, dos exames complicados, das injeções na veia - a
enfermeira nunca acertava -, dos vômitos e das urinas. Era um
relato comovente de dor. Até que o relato chegou ao fim, esperando,
evidentemente, o aplauso, a admiração, uma palavra de acolhimento
na alma da outra que, supostamente, ouvia. Mas o que a sofredora
ouviu foi o seguinte: Mas isso não é nada... A
segunda iniciou, então, uma história de sofrimentos
incomparavelmente mais terríveis e dignos de uma ópera que os
sofrimentos da primeira.

Parafraseio o Alberto Caeiro: Não é bastante ter ouvidos
para se ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio
dentro da alma. Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir
o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o
que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que
ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser
complementado por aquilo <em>que a gente tem a dizer</em>, que é
muito melhor. No fundo somos todos iguais às duas mulheres do
ônibus. Certo estava Lichtenberg - citado por Murilo Mendes:
Há quem não ouça até que lhe cortem as orelhas. Nossa
incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil da
nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais
bonitos...

Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados
Unidos, estimulado pela revolução de 64. Pastor protestante (não
evangélico), foi trabalhar num programa educacional
da Igreja Presbiteriana USA, voltado para minorias. Contou-me de
sua experiência com os índios. As reuniões são estranhas. Reunidos
os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. (Os
pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam
assentados em silêncio, como se estivessem orando. Não rezando.
Reza é falatório para não ouvir. Orando. Abrindo vazios de
silêncio. Expulsando todas as idéias estranhas. Também para se
tocar piano é preciso não ter filosofia nenhuma). Todos em
silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém
fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar
logo em seguida seria um grande desrespeito. Pois o outro falou os
seus pensamentos, pensamentos que julgava essenciais. Sendo dele,
os pensamentos não são meus. São-me estranhos. Comida que é preciso
digerir. Digerir leva tempo. É preciso tempo para entender o que o
outro falou. Se falo logo a seguir são duas as possibilidades.
Primeira: Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade,
não ouvi o que você falou. Enquanto você falava eu pensava nas
coisas que eu iria falar quando você terminasse sua (tola) fala.
Falo como se você não tivesse falado. Segunda: Ouvi o
que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei
há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso
pensar sobre o que você falou. Em ambos os casos estou
chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada. O longo
silêncio quer dizer: Estou ponderando cuidadosamente tudo
aquilo que você falou. E assim vai a reunião.

Há grupos religiosos cuja liturgia consiste de silêncio. Faz alguns
anos passei uma semana num mosteiro na Suíça, Grand Champs. Eu e
algumas outras pessoas ali estávamos para, juntos, escrever um
livro. Era uma antiga fazenda. Velhas construções, não me esqueço
da água no chafariz onde as pombas vinham beber. Havia uma
disciplina de silêncio, não total, mas de uma fala mínima. O que me
deu enorme prazer às refeições. Não tinha a obrigação de manter uma
conversa com meus vizinhos de mesa. Podia comer pensando na comida.
Também para comer é preciso não ter filosofia. Não ter obrigação de
falar é uma felicidade. Mas logo fui informado de que parte da
disciplina do mosteiro era participar da liturgia três vezes por
dia: às 7 da manhã, ao meio-dia e às 6 da tarde. Estremeci de medo.
Mas obedeci. O lugar sagrado era um velho celeiro, todo de madeira,
teto muito alto. Escuro. Haviam aberto buracos na madeira, ali
colocando vidros de várias cores. Era uma atmosfera de luz mortiça,
iluminado por algumas velas sobre o altar, uma mesa simples com um
ícone oriental de Cristo. Uns poucos bancos arranjados em
U definiam um amplo espaço vazio, no centro, onde
quem quisesse podia se assentar numa almofada, sobre um tapete.
Cheguei alguns minutos antes da hora marcada. Era um grande
silêncio. Muito frio, nuvens escuras cobriam o céu e corriam,
levadas por um vento impetuoso que descia dos Alpes. A força do
vento era tanta que o velho celeiro torcia e rangia, como se fosse
um navio de madeira num mar agitado. O vento batia nas macieiras
nuas do pomar e o barulho era como o de ondas que se quebram.
Estranhei. Os suíços são sempre pontuais. A liturgia não começava.
E ninguém tomava providências. Todos continuavam do mesmo jeito,
sem nada fazer. Ninguém que se levantasse para dizer: Meus
irmãos, vamos cantar o hino... Cinco minutos, dez, quinze.
Só depois de vinte minutos é que eu, estúpido, percebi que tudo já
se iniciara vinte minutos antes. As pessoas estavam lá para se
alimentar de silêncio. E eu comecei a me alimentar de silêncio
também. Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro.
Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a
gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir.
Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se
ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras.
E música, melodia que não havia e que quando ouvida nos faz chorar.
A música acontece no silêncio. É preciso que todos os ruídos
cessem. No silêncio, abrem-se as portas de um mundo encantado que
mora em nós - como no poema de Mallarmé, <em>A catedral
submersa</em>, que Debussy musicou. A alma é uma catedral submersa.
No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada.
Somos todos olhos e ouvidos. Me veio agora a idéia de que, talvez,
essa seja a essência da experiência religiosa - quando ficamos
mudos, sem fala. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes
da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos
faz chorar. Para mim Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio.
Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá
também. Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se
juntam num contraponto... (O amor que acende a lua, pág.
65.)</p>
Rubem Alves



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