<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom">		<title>http://globalblog.spaceblog.com.br</title>		<id>http://spaceblog.com.br/</id>		<link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://globalblog.spaceblog.com.br/atom.xml" />		<subtitle><![CDATA[GLOBAL BLOG]]></subtitle>		<rights>Copyright (c) 2006, Hi-pi</rights>		<generator>Hi-pi ATOM generator</generator>		<author>			<name>Hi-pi</name>			<uri>http://globalblog.spaceblog.com.br</uri>		</author>		<updated>2010-01-12T23:52:26+01:00</updated>		<entry>			<title>ENTRE O MAR E JANEIRO</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><strong>Ontem olhei o mar e
pensei</strong></p>
<p><strong>Se seria sensato mergulhar
nele</strong></p>
<p><strong>Como vagabundo ou como
rei</strong></p>
<p><strong>Ambos disfarçados com a minha
pele.</strong></p>
<p><strong>(E sonhei um combate
desenhado</strong></p>
<p><strong>A traços de ácido
clorídrico</strong></p>
<p><strong>Com gritos de
amotinado</strong></p>
<p><strong>E penas de
mafarrico.)</strong></p>
<p><strong>Era a tarde de um dia
chuvoso</strong></p>
<p><strong>Na avenida desfilavam
trabalhadores</strong></p>
<p><strong>Sob o olhar de um deus
judicioso</strong></p>
<p><strong>Como presas seguidas por
caçadores.</strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong>A voz das ondas era
rebelião</strong></p>
<p><strong>Anteparas do tempo e do
sexo</strong></p>
<p><strong>A fome e a dor como
navalhão</strong></p>
<p><strong>A circuncidar esquecido
amplexo.</strong></p>
<p><strong>(Seguro a espuma caída das
ondas</strong></p>
<p><strong>Como estandarte afogueado em
vento</strong></p>
<p><strong>Cumprindo escrupulosas
rondas</strong></p>
<p><strong>Em muralhas ávidas de
sustento.)</strong></p>
<p><strong>Hoje olhei o mar e
pensei</strong></p>
<p><strong>Vi sombras fugidias
envergonhadas</strong></p>
<p><strong>E um som perpétuo que
julguei</strong></p>
<p><strong>Ser passos de sereias
amortalhadas.</strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong>Não sei se como vagabundo ou como
rei</strong></p>
<p><strong>Amanhã vou olhar de novo o mar que
olhei...</strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong>31Dezembro2009</strong></p>
				</div>			</content>			<id>http://globalblog.spaceblog.com.br/625502/ENTRE-O-MAR-E-JANEIRO/</id>			<link href="http://globalblog.spaceblog.com.br/625502/ENTRE-O-MAR-E-JANEIRO/" />			<author>				<name>globalblog</name>				<uri>http://globalblog.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-12-31T22:25:11+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>NÃO DEUSA, AINDA MULHER...</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><strong>"<em>Até o meu nome inventas</em>",
disse-me ela, imponde-me um sorriso quase doce, como tropelia sem
palavras riscando a noite chuvosa em parceria com um vento
trapalhão que agitava árvores e fazia ondular os barcos no cais
ancorados, a uma dezena de passos de nós.</strong></p>
<p><strong>Na sofreguidão dos beijos e das juras de amor, no gozo da
sua pele sedosa, mãos e braços duplicando-se minuciosamente, no ar
da noitea música enebriante vinda da sala trazia com ela
recordações de equinócios e solstícios, como um hino de amantes
consentidos, merecidos, a verem a ampulheta do tempo passar com uma
rapidez indesejada. Cada dia, cada noite, devem ser vividos com
intensidade. Um momento de cada vez, sem resistência, com
entrega.</strong></p>
<p><strong>Não inventei o teu nome. Troquei o teu nome, desculpa -
não te disse na altura: estava demasiado excitado, entregue,
aprisionado.</strong></p>
<p><strong>Sei que nunca lerás este texto, por isso desculpa,
<em>amor</em>, por te ter chamado deusa, quando ainda és
mulher...</strong></p>
				</div>			</content>			<id>http://globalblog.spaceblog.com.br/622834/N-O-DEUSA-AINDA-MULHER/</id>			<link href="http://globalblog.spaceblog.com.br/622834/N-O-DEUSA-AINDA-MULHER/" />			<author>				<name>globalblog</name>				<uri>http://globalblog.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-12-28T15:45:26+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>*</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><strong>Para todos os AMIGOS</strong></p>
<p><strong>e PASSANTES, desejo um
2010</strong></p>
<p><strong>onde vire o vento e mude a
sorte!</strong></p>
<p></p>
				</div>			</content>			<id>http://globalblog.spaceblog.com.br/620735/_/</id>			<link href="http://globalblog.spaceblog.com.br/620735/_/" />			<author>				<name>globalblog</name>				<uri>http://globalblog.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-12-25T12:58:26+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>ERA UMA VEZ, EM AGOSTO</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><strong>Numa manhã de Agosto,
orgulhosamente quase louca, com a clara luz do sol em suspensão,
vi-te lá ao longe, caminhando como se não houvesse chão nem tempo,
num jogo de caminhos, quase intrigante.</strong></p>
<p><strong>Eras a origem do mundo num tempo ritmado,
perto da natureza, na minha imaginação. Os cheiros são intensos.
Genuínos.</strong></p>
<p><strong>Aqui, onde te espero e sei que vens, tudo
é belo, harmonioso. A areia é branca e fina. O pôr-do-sol é quente
e vermelho.</strong></p>
<p><strong>Trocámos um sorriso, sem gestos e sem palavras.
Pela areia a sombra dos nossos corpos entrelaçados
espalha-se.</strong></p>
<p><strong>O mar azul acompanhou o ritmo do nosso amor, lento,
profundo, liberto. Ainda acompanha...</strong></p>
				</div>			</content>			<id>http://globalblog.spaceblog.com.br/527386/ERA-UMA-VEZ-EM-AGOSTO/</id>			<link href="http://globalblog.spaceblog.com.br/527386/ERA-UMA-VEZ-EM-AGOSTO/" />			<author>				<name>globalblog</name>				<uri>http://globalblog.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-09-19T21:25:21+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>COMO SE FOSSES MAR</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><strong>Levantar-me de quando em vez, dar um mergulho, regressar
à madorra pachorenta, apanhar sol, voltar a mergulhar,
repetir...</strong></p>
<p><strong>Este
sol e este mar nunca são iguais, isolo-me, acariciando-te a mão, o
braço, teu ventre rijo... Sinto o ardor do teu corpo, a
disponibilidade dos teus lábios, o teu olhar por entre pestanas,
doce, infinito, peregrino. Fascinante. Sinto-me um aventureiro
solitário a explorar um mundo de maravilha, sem amargura e
sofrimento.</strong></p>
<p><strong>Mergulho em ti, como se fosses
mar!...</strong></p>
<p><strong>
</strong></p>
				</div>			</content>			<id>http://globalblog.spaceblog.com.br/483740/COMO-SE-FOSSES-MAR/</id>			<link href="http://globalblog.spaceblog.com.br/483740/COMO-SE-FOSSES-MAR/" />			<author>				<name>globalblog</name>				<uri>http://globalblog.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-08-16T22:11:14+02:00</updated>		</entry></feed>