<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0">	<channel>		<title>[spaceblog.com.br] crimeecastigo : <![CDATA[CRIME E CASTIGO]]></title>		<link>http://crimeecastigo.spaceblog.com.br</link>		<description><![CDATA[CRIME E CASTIGO]]></description>		<language>br</language>		<copyright>Copyright (c) 2006, Hi-pi</copyright>		<generator>Hi-pi RSS 2.0 generator</generator>		<docs>http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss</docs>		<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 21:59:29 +0200</pubDate>		<image>			<title>crimeecastigo.spaceblog.com.br</title>			<link>http://crimeecastigo.spaceblog.com.br</link>			<url>http://staticblog.hi-pi.com//images/avatar.gif</url>		</image>		<item>			<title><![CDATA[Princípio da insignificância e Irrelevância penal do fato]]></title>			<description><![CDATA[<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;">
<span style=
"font-family: "Cambria","serif";"><span style=
"color: black; mso-bidi-font-weight: normal; mso-bidi-font-family: Arial;">
No último Informativo 383 do
Superior Tribunal de Justiça (STJ), consta informação no sentido de
que a 6ª Turma negou, por maioria, ordem de habeas corpus para
acusado de tentativa de furto de 02 (dois) DVDs (Isso mesmo!!!),
apesar do entendimento contrário dos Ministros Nilson Naves e Maria
Thereza de Assis
Moura.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;">
<span style=
"color: black; mso-bidi-font-weight: normal; mso-bidi-font-family: Arial;">
O determinante para a denegação
da ordem foi o fato de a sentença condenatória indicar ser o réu
recorrente na prática de pequenos furtos, além de ter má conduta
social e reprovável
personalidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;">
<em><span style=
"color: black; mso-bidi-font-weight: normal; mso-bidi-font-family: Arial;">
Data venia</span></em><span style=
"color: black; mso-bidi-font-weight: normal; mso-bidi-font-family: Arial;">,
parece-nos incorreta a posição do STJ. O princípio da
insignificância diz respeito ao conteúdo valorativo do tipo penal
(tipicidade material) e deve valorada <em>objetivamente</em>,
ou seja, não pode - nem deve - ser confundida com aspectos
subjetivos (reincidência, habitualidade e maus
antecedentes), os quais deverão ser levados em conta para aplicação
de outro princípio: o da irrelevância penal do fato.</span>
</p>
<p style="text-align: justify;"><span style=
"font-family: "Arial","sans-serif"; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">
O crime (ou fato punível), em sua
dominante concepção tripartida<a style=
"mso-endnote-id: edn1;" name="_ednref1" href=
"http://www.spaceblog.com.br/compte/#_edn1"><span class=
"MsoEndnoteReference"><span style=
"mso-special-character: footnote;"><span class=
"MsoEndnoteReference"><span style=
"font-size: 12pt; font-family: "Arial","sans-serif"; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[1]</span></span></span></span></a>,
é um fato típico, antijurídico (ilícito) e culpável. Assim,
praticado o injusto e comprovada a culpabilidade do agente
(imputabilidade, potencial consciência de ilicitude e exigibilidade
de conduta diversa) deverá, em regra, haver a imposição de uma
pena.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style=
"font-family: "Arial","sans-serif"; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">
Entretanto, tal concepção,
após a contribuição de Claus Roxin, encontra-se profundamente
modificada. Com a criação do funcionalismo racional-teleológico ou
político-criminal, Claus Roxin, em síntese, a) combate o sistema
finalista e propõe a (re)construção do sistema jurídico-penal a
partir dos <em style="mso-bidi-font-style: normal;">fins</em> do
direito penal; b) propõe que o sistema jurídico-penal não ser
construído (estar vinculado) a realidades <em style=
"mso-bidi-font-style: normal;">ontológicas</em> prévias (ação,
causalidade etc.); c) parte de pressupostos político-criminais
relacionados às <em style=
"mso-bidi-font-style: normal;">funções</em> do direito penal, em
especial a <em style="mso-bidi-font-style: normal;">teoria dos fins
da pena</em>; c) estrutura a <em style=
"mso-bidi-font-style: normal;">teoria da imputação objetiva</em> (a
conduta típica requer um <em style=
"mso-bidi-font-style: normal;">nexo causal</em> e um <em style=
"mso-bidi-font-style: normal;">nexo
normativo</em>).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style=
"font-family: "Arial","sans-serif"; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">
Além disso, como decorrência
de seu sistema funcional, Claus Roxin cria o conceito de <em style=
"mso-bidi-font-style: normal;">responsabilidade</em>, ou seja, para
além da culpabilidade deve-se averiguar a necessidade preventiva
(geral ou especial) de pena.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style=
"font-family: "Arial","sans-serif"; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">
De fato, a culpabilidade é
necessária, mas não suficiente para a imposição de uma pena. Ensina
Claus Roxin<a style="mso-endnote-id: edn2;" name="_ednref2"
href="http://www.spaceblog.com.br/compte/#_edn2"><span class=
"MsoEndnoteReference"><span style=
"mso-special-character: footnote;"><span class=
"MsoEndnoteReference"><span style=
"font-size: 12pt; font-family: "Arial","sans-serif"; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[2]</span></span></span></span></a>:</span></p>
<p style="margin-left: 4cm; text-align: justify;"><span style=
"font-size: 11pt; font-family: "Arial","sans-serif";">
Contentar-se unicamente com a culpabilidade
do autor é o ponto de vista das teorias retributivas puras, segundo
as quais o sentido da pena se encontra exclusivamente na
compensação da culpabilidade. Corresponde a tal teoria retributiva
tornar a punibilidade do autor que agiu ilicitamente dependente só
de sua culpabilidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style=
"font-family: "Arial","sans-serif"; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">
Conforme o explica Luiz Flávio
Gomes<a style="mso-endnote-id: edn3;" name="_ednref3" href=
"http://www.spaceblog.com.br/compte/#_edn3"><span class=
"MsoEndnoteReference"><span style=
"mso-special-character: footnote;"><span class=
"MsoEndnoteReference"><span style=
"font-size: 12pt; font-family: "Arial","sans-serif"; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[3]</span></span></span></span></a>,
a infração bagatelar divide-se em própria e imprópria. A primeira
tem como fundamento o princípio da insignificância (da conduta e do
resultado), atuando no âmbito da tipicidade material e, portanto,
sendo matéria concernente à teoria do delito; a segunda
fundamenta-se no princípio da irrelevância penal do fato (e da
desnecessidade da pena), sendo matéria a ser tratada exatamente no
âmbito da teoria da pena.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style=
"font-family: "Arial","sans-serif"; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">
Apesar de contestada por
positivistas/legalistas, o princípio da insignificância encontra
indiscutível amparo no ordenamento jurídico. O princípio da
irrelevância penal do fato, por sua vez, não é passível de ser
contestada por falta de disposição legal, pois encontra amparo no
art. 59 do código penal brasileiro. De fato, o princípio de
necessidade da pena é imperioso, apesar de constatada eventual
culpabilidade do autor, por questões de prevenção. O art. 59 do
código penal brasileiro aduz à pena se <strong style=
"mso-bidi-font-weight: normal;">suficiente</strong> e
<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">necessária</strong>
para a reprovação e prevenção do crime.</span></p>
<p style="margin-left: 4cm; text-align: justify;"><span style=
"font-size: 11pt; font-family: "Arial","sans-serif";">
Fundamental é o juiz analisar detidamente as
circunstâncias do fato concreto (concomitantes e posteriores) assim
como seu autor.</span></p>
<p style="margin-left: 4cm; text-align: center;" align="center">
<span style=
"font-size: 11pt; font-family: "Arial","sans-serif";">
[...]</span></p>
<p style="margin-left: 4cm; text-align: justify;"><span style=
"font-size: 11pt; font-family: "Arial","sans-serif";">
As circunstâncias do fato assim como as
condições pessoais do agente podem induzir ao reconhecimento de uma
infração bagatelar imprópria cometida por um autor merecedor do
reconhecimento da desnecessidade da pena. Reunidos vários
requisitos favoráveis, não há como deixar de aplicar o princípio da
irrelevância penal do fato (dispensando-se a pena, tal como se faz
no perdão judicial). O fundamento jurídico para isso reside no art.
59 do CP (visto que o juiz, no momento da aplicação da pena, deve
auferir sua suficiência e, antes de tudo, sua
necessidade).<a style="mso-endnote-id: edn4;" name=
"_ednref4" href=
"http://www.spaceblog.com.br/compte/#_edn4"><span class=
"MsoEndnoteReference"><span style=
"mso-special-character: footnote;"><span class=
"MsoEndnoteReference"><span style=
"font-size: 11pt; font-family: "Arial","sans-serif"; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[4]</span></span></span></span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style=
"mso-bidi-font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style=
"mso-bidi-font-family: Arial;">Em suma: em direito penal, o sujeito
deve ser punido pelo que fez (de forma concreta e objetiva), não
pelo que é (direito penal do
autor).</span></p>
<div style="mso-element: endnote-list;">

<div id="edn1" style="mso-element: endnote;">
<p class="MsoEndnoteText" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><a style=
"mso-endnote-id: edn1;" name="_edn1" href=
"http://www.spaceblog.com.br/compte/#_ednref1"><span class=
"MsoEndnoteReference"><span style=
"font-family: "Cambria","serif";"><span style=
"mso-special-character: footnote;"><span class=
"MsoEndnoteReference"><span style=
"font-size: 10pt; font-family: "Cambria","serif"; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-language: PT-BR; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman';">
[1]</span></span></span></span></span></a>
<span style=
"font-family: "Cambria","serif";"><span style=
"mso-spacerun: yes;"> </span>A respeito do sistemas tripartido
e bipartido de crime: QUEIROZ, Paulo. <em style=
"mso-bidi-font-style: normal;">Direito penal</em>: parte geral. 4.
ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2008, p. 151/162; SANTOS, Juarez
Cirino. <em style="mso-bidi-font-style: normal;">A moderna teoria
do fato punível</em>. 2. ed. Rio de Janeiro: Revan, 2002, p.
1/7.<span style="mso-spacerun: yes;"> </span> <span style=
"mso-spacerun: yes;"> </span></span></p>
</div>
<div id="edn2" style="mso-element: endnote;">
<p class="MsoEndnoteText" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><a style=
"mso-endnote-id: edn2;" name="_edn2" href=
"http://www.spaceblog.com.br/compte/#_ednref2"><span class=
"MsoEndnoteReference"><span style=
"font-family: "Cambria","serif";"><span style=
"mso-special-character: footnote;"><span class=
"MsoEndnoteReference"><span style=
"font-size: 10pt; font-family: "Cambria","serif"; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-language: PT-BR; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman';">
[2]</span></span></span></span></span></a>
<span style=
"font-family: "Cambria","serif";"><em style=
"mso-bidi-font-style: normal;">Sobre a fundamentação
político-criminal do sistema jurídico-penal</em>. In: Estudos de
direito penal. Trad. Luís Greco. Rio de Janeiro: Renovar, 2006, p.
85.</span></p>
</div>
<div id="edn3" style="mso-element: endnote;">
<p class="MsoEndnoteText" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><a style=
"mso-endnote-id: edn3;" name="_edn3" href=
"http://www.spaceblog.com.br/compte/#_ednref3"><span class=
"MsoEndnoteReference"><span style=
"font-family: "Cambria","serif";"><span style=
"mso-special-character: footnote;"><span class=
"MsoEndnoteReference"><span style=
"font-size: 10pt; font-family: "Cambria","serif"; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-language: PT-BR; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman';">
[3]</span></span></span></span></span></a>
<span style=
"font-family: "Cambria","serif";"><em style=
"mso-bidi-font-style: normal;">Direito penal</em>: parte geral. São
Paulo: Revista dos Tribunais, 2007, p. 303/353, v.
2.</span></p>
</div>
<div id="edn4" style="mso-element: endnote;">
<p class="MsoEndnoteText" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><a style=
"mso-endnote-id: edn4;" name="_edn4" href=
"http://www.spaceblog.com.br/compte/#_ednref4"><span class=
"MsoEndnoteReference"><span style=
"mso-special-character: footnote;"><span class=
"MsoEndnoteReference"><span style=
"font-size: 10pt; font-family: "Arial","sans-serif"; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-language: PT-BR; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman';">
[4]</span></span></span></span></a>
<em style=
"mso-bidi-font-style: normal;"><span style=
"font-family: "Cambria","serif";">Direito
penal</span></em><span style=
"font-family: "Cambria","serif";">: parte
geral. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2007, p. 306, v.
2</span></p>
</div>
</div>
]]></description>			<link>http://crimeecastigo.spaceblog.com.br/308207/Princ-pio-da-insignific-ncia-e-Irrelev-ncia-penal-do-fato/</link>			<comments>http://crimeecastigo.spaceblog.com.br/Principio-da-insignificancia-e-Irrelevancia-penal-do-fato-25022009-211809-lp-308207.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://crimeecastigo.spaceblog.com.br/308207/Princ-pio-da-insignific-ncia-e-Irrelev-ncia-penal-do-fato/</guid>			<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 21:18:09 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[STJ: NATUREZA DA AÇÃO PENAL E ÂMBITO DE APLICAÇÃO DA LEI MARIA DA PENHA]]></title>			<description><![CDATA[<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;">
<span style=
"font-size: 12pt; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">
Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça
decidiu a respeito de casos relativos à Lei 11.340/2006, conhecida
como &ldquo;Lei Maria da Penha&rdquo;. Por sua importância, vejamos
abaixo a posição do Tribunal Superior.</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;">
<strong><span style=
"font-size: 12pt; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">
Representação. Lei Maria da Penha.</span></strong> </p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;">
<span style=
"font-size: 12pt; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">
Vítima de violência doméstica, em audiência
especial designada (por ter o juiz entendido que nesses casos a
ação penal é condicionada), manifestou interesse de não processar o
acusado, renunciando à representação. Daí, o juiz julgou extinta a
punibilidade do acusado por renúncia (retratação) da representação
por parte da vítima. O Tribunal <em>a quo</em> revogou essa
sentença, recebeu a denúncia e determinou o prosseguimento do
feito. A Turma, por maioria, manteve o entendimento da Turma no
sentido de que, aos crimes da Lei n. 11.340/2006 (Lei Maria da
Penha), nos termos do art. 41, independentemente da pena prevista,
não se aplica a Lei n. 9.099/1995. Outrossim, independe de
representação da vítima a propositura da ação penal pelo Ministério
Público em casos de lesão corporal leve ou culposa resultante de
violência doméstica, familiar ou íntima. Ficaram vencidos o Min.
Nilson Naves e a Min. Maria Thereza de Assis Moura, que admitiam a
representação com base no art. 16 da citada lei. <span style=
"mso-bidi-font-weight: bold;"><a href=
"http://www.stj.gov.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&valor=HC%20108098"
target="_blank"><span style="color: windowtext;">HC
108.098-PE</span></a>, Rel. originário Min. Nilson Naves, Rel. para
acórdão Min. Paulo Gallotti, julgado em 23/9/2008. (Informativo
369)     </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; text-align: justify;">
<strong><span style=
"font-size: 12pt; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-ansi-language: PT;">
Notícia</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style=
"background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; text-align: justify;">
<strong><span style=
"font-size: 12pt; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-ansi-language: PT;">
Agressão de ex-namorado não se enquadra na Lei Maria da
Penha</span></strong> </p>
<p class="MsoNormal" style=
"background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; text-align: justify;">
<span style=
"font-size: 12pt; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-ansi-language: PT;">
 </span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"background: white; margin: 0cm 0cm 6.8pt; line-height: normal; text-align: justify;">
<span style=
"font-size: 12pt; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-ansi-language: PT;">
Agressão de ex-namorado contra antiga
parceira não configura violência doméstica, portanto não se
enquadra na Lei n. 11.340/06, conhecida como Maria da Penha. Com
esse entendimento, a Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça
(STJ), por maioria, declarou competente o juízo de direito do
Juizado Especial Criminal de Conselheiro Lafaiete, em Minas Gerais,
para julgar e processar ação contra agressor da
ex-namorada.</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"background: white; margin: 0cm 0cm 6.8pt; line-height: normal; text-align: justify;">
<span style=
"font-size: 12pt; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-ansi-language: PT;">

No caso, o homem encontrou a ex-namorada na
companhia do atual parceiro e praticou a agressão. Ele jogou um
copo de cerveja no rosto dela, deu-lhe um tapa e a ameaçou. O
Ministério Público entendeu ser caso de violência doméstica e, por
isso, considerou que deveria ser julgado pela Justiça comum.
Acatando esse parecer, o juízo de Direito do Juizado Especial
Criminal de Conselheiro Lafaiete encaminhou os autos para a 1ª Vara
Criminal da cidade. Porém, a Vara Criminal levantou o conflito de
competência por entender que não se tratava de violência doméstica
e, por essa razão, a questão deveria ser julgada pelo Juizado
Especial.</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"background: white; margin: 0cm 0cm 6.8pt; line-height: normal; text-align: justify;">
<span style=
"font-size: 12pt; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-ansi-language: PT;">
Em sua decisão, o relator, ministro Nilson
Naves, destacou que a Lei Maria da Penha não abrange as
conseqüências de um namoro acabado. Por isso, a competência é do
Juizado Especial Criminal. Acompanharam o relator os ministros
Felix Fischer, Laurita Vaz, Arnaldo Esteves Lima, Maria Thereza de
Assis Moura, Jorge Mussi e Og Fernandes.</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"background: white; margin: 0cm 0cm 6.8pt; line-height: normal; text-align: justify;">
<span style=
"font-size: 12pt; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-ansi-language: PT;">

O ministro Napoleão Nunes Maia Filho divergiu
do relator e foi acompanhado pela desembargadora convocada Jane
Silva. Segundo ela, o namoro configura, para os efeitos da Lei
Maria da Penha, relação doméstica ou familiar, já que trata de uma
relação de afeto.</span></p>
]]></description>			<link>http://crimeecastigo.spaceblog.com.br/226654/STJ-NATUREZA-DA-A-O-PENAL-E-MBITO-DE-APLICA-O-DA-LEI-MARIA-DA-PENHA/</link>			<comments>http://crimeecastigo.spaceblog.com.br/STJ--NATUREZA-DA-AcaO-PENAL-E-aMBITO-DE-APLICAcaO-DA--LEI-MARIA-DA-PENHA--27102008-132408-lp-226654.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://crimeecastigo.spaceblog.com.br/226654/STJ-NATUREZA-DA-A-O-PENAL-E-MBITO-DE-APLICA-O-DA-LEI-MARIA-DA-PENHA/</guid>			<pubDate>Mon, 27 Oct 2008 13:24:08 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[A ATUAL POSIÇÃO DO STJ SOBRE A PRESUNÇÃO DE VIOLÊNCIA NOS CRIMES SEXUAIS]]></title>			<description><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: 150%; text-align: right;" align="right"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: "Tahoma","sans-serif";">*Ruivaldo Macedo Costa</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: justify; tab-stops: 55.5pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: "Tahoma","sans-serif";">O Superior Tribunal de Justiça &ndash; STJ, no último dia 23/09, veiculou, por intermédio de seu <em style="mso-bidi-font-style: normal;">site</em>, notícia com o seguinte título: &ldquo;</span><span style="font-size: 12pt; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-font-weight: bold; mso-ansi-language: PT;">Presunção de violência em crime contra os costumes cometida com menores de 14 anos é de caráter absoluto&rdquo;. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: justify; tab-stops: 55.5pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-font-weight: bold; mso-ansi-language: PT;">Vejamos primeiro, por sua indiscutível importância teórica e prática, a referida notícia na íntegra, e, após, nossos breves comentários. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: justify; tab-stops: 55.5pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-font-weight: bold; mso-ansi-language: PT;">&ldquo;</span><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-ansi-language: PT;">A Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por maioria, entendeu que possui caráter absoluto a presunção de violência em crime contra a liberdade sexual (estupro) cometida com menores de 14 anos de idade. Para a Seção, uma jovem que não tenha mais de 14 anos, ainda que já corrompida ou afeita aos prazeres carnais, pode, de fato, ser vítima do denominado estupro ficto. O caso trata de embargos de divergência (tipo de recurso) opostos pelo Ministério Público Federal (MPF) contra a decisão da Sexta Turma do STJ &ndash; de relatoria do ministro Nilson Naves &ndash;, que entendeu que a presunção de violência contida no artigo 224, &lsquo;a', do Código Penal (menor de 14 anos) é relativa, sendo, portanto, passível de prova em contrário. O MPF, a fim de demonstrar a alegada divergência, citou como paradigma decisão do ministro Felix Fischer, da Quinta Turma, que concluiu ser a violência ficta uma presunção absoluta. O relator dos embargos, ministro Napoleão Nunes Maia Filho, apesar da divergência existente entre as duas Turmas, filia-se ao entendimento de que a presunção de violência é absoluta. Para ele, o que a norma busca proteger são as pessoas que, por algum motivo, no caso da menor de 14 anos pela imaturidade, não possuem o discernimento necessário para responder por atos dessa natureza, sendo, portanto, irrelevante a anuência da menor. O ministro destacou, ainda, que, no caso, apesar de a vítima ter, na época dos fatos, 13 anos, ou seja, idade limítrofe à imposta na lei, o que, em princípio, poderia causar certa confusão do autor em relação à permissibilidade de seu ato, o denunciado não desconhecia a sua menoridade. Além disso, o acusado, que deu guarida à menor enquanto ela se escondia da mãe, levou-a a ingerir bebida alcoólica, embriagando-a antes da conjunção carnal. Os ministros Felix Fischer, Laurita Vaz, Arnaldo Esteves Lima e a desembargadora convocada Jane Silva votaram com o relator. Os ministros Maria Thereza de Assis Moura e Jorge Mussi votaram seguindo o entendimento divergente do ministro Nilson Naves.</span></em><span style="font-size: 12pt; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-ansi-language: PT;">&rdquo;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: justify; tab-stops: 55.5pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: "Tahoma","sans-serif";">Sempre foi objeto de divergências, na doutrina e na jurisprudência, a <em style="mso-bidi-font-style: normal;">natureza jurídica</em> da presunção de violência prevista na alínea &ldquo;a&rdquo; do art. 224 do Código Penal, ou seja, quando a vítima não é maior de 14 anos. A razão de ser da referida presunção é, quanto à pessoa não maior de 14 anos,<a style="mso-endnote-id: edn1;" name="_ednref1" href="http://www.spaceblog.com.br/compte/#_edn1"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="mso-special-character: footnote;"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[1]</span></span></span></span></a> a suposta (no sentido da lei: presumida) incapacidade de consentimento (ou pelo menos de consentimento válido) para o ato sexual. Nos termos exatos da exposição de motivos do Código Penal, significa &ldquo;a <em style="mso-bidi-font-style: normal;">innocentia consilii</em> do sujeito passivo, ou seja, a sua completa insciência em relação aos fatos sexuais, de modo que não se pode dar valor algum ao seu <em style="mso-bidi-font-style: normal;">consentimento</em>&rdquo;.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: justify; tab-stops: 55.5pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: "Tahoma","sans-serif";">Na doutrina, parece-nos, sempre foi majoritário o entendimento acerca da natureza <em style="mso-bidi-font-style: normal;">relativa</em> da citada espécie de presunção de violência, admitindo-se prova em contrário para, a depender do exame do caso concreto, emprestar validade ao consentimento da suposta vítima e, assim, afastando-se a presunção e, em conseqüência a tipicidade do fato, absolver-se o acusado. Neste sentido, por exemplo, Nelson Hungria,<a style="mso-endnote-id: edn2;" name="_ednref2" href="http://www.spaceblog.com.br/compte/#_edn2"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="mso-special-character: footnote;"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[2]</span></span></span></span></a> Cezar Roberto Bitencourt,<a style="mso-endnote-id: edn3;" name="_ednref3" href="http://www.spaceblog.com.br/compte/#_edn3"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="mso-special-character: footnote;"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[3]</span></span></span></span></a> Ney Moura Teles,<a style="mso-endnote-id: edn4;" name="_ednref4" href="http://www.spaceblog.com.br/compte/#_edn4"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="mso-special-character: footnote;"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[4]</span></span></span></span></a> Celso Delmanto,<a style="mso-endnote-id: edn5;" name="_ednref5" href="http://www.spaceblog.com.br/compte/#_edn5"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="mso-special-character: footnote;"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[5]</span></span></span></span></a> Rogério Greco<a style="mso-endnote-id: edn6;" name="_ednref6" href="http://www.spaceblog.com.br/compte/#_edn6"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="mso-special-character: footnote;"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[6]</span></span></span></span></a> e Fernando Capez.<a style="mso-endnote-id: edn7;" name="_ednref7" href="http://www.spaceblog.com.br/compte/#_edn7"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="mso-special-character: footnote;"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[7]</span></span></span></span></a> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: justify; tab-stops: 55.5pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: "Tahoma","sans-serif";">Luiz Flávio Gomes, por sua vez, após afirmar que a presunção relativa &ldquo;Cuida-se de doutrina avançada, se comparada com a anterior, mas, de qualquer modo, continua presa ao positivismo legalista, é dizer, aceita, ainda que restritamente, a presunção legal&rdquo;, defende que, em verdade, &ldquo;A primeira parte do dispositivo legal, que &lsquo;presume a violência' nas hipóteses que indica, é flagrantemente inconstitucional&rdquo;, pois, &ldquo;O legislador infraconstitucional não pode presumir &lsquo;fatos' contra o acusado. Essa presunção de violência, por conseguinte, viola o princípio da presunção de inocência, o Direito Penal do fato, o Direito Penal da culpa, bem como o princípio do <em style="mso-bidi-font-style: normal;">nullum crimen sine iniuria</em>&rdquo;.<a style="mso-endnote-id: edn8;" name="_ednref8" href="http://www.spaceblog.com.br/compte/#_edn8"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="mso-special-character: footnote;"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[8]</span></span></span></span></a> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: justify; tab-stops: 55.5pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: "Tahoma","sans-serif";">Na doutrina, defendendo a natureza absoluta da presunção de violência encontram-se, por exemplo, Paulo José da Costa Jr.<a style="mso-endnote-id: edn9;" name="_ednref9" href="http://www.spaceblog.com.br/compte/#_edn9"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="mso-special-character: footnote;"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[9]</span></span></span></span></a> e Ricardo Antonio Andreucci.<a style="mso-endnote-id: edn10;" name="_ednref10" href="http://www.spaceblog.com.br/compte/#_edn10"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="mso-special-character: footnote;"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[10]</span></span></span></span></a> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: justify; tab-stops: 55.5pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: "Tahoma","sans-serif";">Contudo, a jurisprudência oscila bastante, ora decidindo pela natureza absoluta ora relativa da presunção, razão pela qual entendemos temerário apontar seja majoritária ou minoritária nesse ou naquele sentido, embora uma parte da doutrina afirme ser posição jurisprudencial majoritária a presunção relativa<a style="mso-endnote-id: edn11;" name="_ednref11" href="http://www.spaceblog.com.br/compte/#_edn11"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="mso-special-character: footnote;"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[11]</span></span></span></span></a> e outra parte afirme em sentido inverso,<a style="mso-endnote-id: edn12;" name="_ednref12" href="http://www.spaceblog.com.br/compte/#_edn12"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="mso-special-character: footnote;"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[12]</span></span></span></span></a> o que, à evidência, causa bastante confusão e demonstra o caráter arbitrário (à falta de parâmetros mais precisos) de tais afirmações. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: "Tahoma","sans-serif";">Por outro lado, é importante salientar que &ndash; não obstante a exposição de motivos do Código Penal afirmar que &ldquo;na época atual (à evidência na década de 40) seria abstrair hipocritamente a realidade o negar-se que uma pessoa de 14 (quatorze) anos completos já tem uma noção teórica, bastante, dos segredos da vida sexual e do risco que corre se se presta à lascívia de outrem&rdquo;, indicando <em style="mso-bidi-font-style: normal;">aparentemente</em> ter o legislador feito uma opção pela natureza absoluta da presunção &ndash; é <em style="mso-bidi-font-style: normal;">decisivo</em> para a resolução da questão levar-se em conta sobretudo, como diz Nelson Hungria, talvez o mais autorizado a falar sobre a matéria, tendo em vista ter sido membro da Comissão Revisora do Código Penal, o <em style="mso-bidi-font-style: normal;">elemento histórico</em>. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: "Tahoma","sans-serif";">Afirma Hungria que &ldquo;Segundo justamente opina Magalhães Noronha, a presunção estabelecida na letra <em style="mso-bidi-font-style: normal;">a</em> do art. 224 não é <em style="mso-bidi-font-style: normal;">absoluta</em>, mas <em style="mso-bidi-font-style: normal;">relativa</em>. É decisivo em tal sentido o <em style="mso-bidi-font-style: normal;">elemento histórico</em>. A supressão (<em style="mso-bidi-font-style: normal;">propositada</em>, como posso dar testemunho, na qualidade de membro da Comissão Revisora) da cláusula &lsquo;não se admitindo prova em contrário', do art. 293 (posteriormente 275) do Projeto Alcântara (que se inspirava no art. 539 do Código italiano), visou justamente a abolir a inexorabilidade da presunção. Há também a ilação da exegese sistemática: o código não transige, em caso algum, com a responsabilidade objetiva. <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Nulla poena sine culpa</em>.&rdquo;<a style="mso-endnote-id: edn13;" name="_ednref13" href="http://www.spaceblog.com.br/compte/#_edn13"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="mso-special-character: footnote;"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[13]</span></span></span></span></a> Parece-nos, sem sombra de dúvida, decisivo o testemunho de Hungria no sentido de que o próprio legislador atribuiu valor relativo à presunção de violência ora tratada. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: "Tahoma","sans-serif";">No tocante à atual posição do STJ, firmada por sua Terceira Seção, parece-nos, <em style="mso-bidi-font-style: normal;">data venia</em>, equivocada. Independentemente de se atribuir às hipóteses de presunção de violência o caráter de inconstitucionalidade &ndash; o que, como visto acima nas palavras de Luiz Flávio Gomes, violam-se os princípios da presunção de inocência, da lesividade (ofensividade), do Direito Penal do fato e da culpabilidade &ndash; emprestar, no mínimo, valor relativo à referida presunção é uma posição mais consentânea com os princípios penais modernos, bem como com os atuais comportamentos relativos à liberdade sexual presentes na realidade social e que não podem ser negados pelo legislador ou pelos juízes.</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="line-height: 150%; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">*Advogado Criminal</span></strong></p>
<div style="mso-element: endnote-list;">


<div id="edn1" style="mso-element: endnote;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: justify;"><a style="mso-endnote-id: edn1;" name="_edn1" href="http://www.spaceblog.com.br/compte/#_ednref1"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt; font-family: "Tahoma","sans-serif";"><span style="mso-special-character: footnote;"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[1]</span></span></span></span></span></a><span style="font-size: 10pt; font-family: "Tahoma","sans-serif";"> Nelson Hungria ressalta que &ldquo;No tocante à idade de especial proteção, o texto legal usa da expressão &lsquo;não maior de 14 anos', isto é, a proteção amplia-se até o dia em que o menor completa 14 anos. Evitou-se, assim, a ambigüidade da expressão &lsquo;menor de 14 anos', que, comumente, tanto se aplica aos que ainda não completaram essa idade como aos que ainda não atingiram 15 anos&rdquo; (<em style="mso-bidi-font-style: normal;">Comentários ao código penal</em>. Rio de Janeiro: forense, 1982, v. VI, p. 227).<span style="mso-spacerun: yes;">   </span></span></p>
</div>
<div id="edn2" style="mso-element: endnote;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: justify;"><a style="mso-endnote-id: edn2;" name="_edn2" href="http://www.spaceblog.com.br/compte/#_ednref2"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt; font-family: "Tahoma","sans-serif";"><span style="mso-special-character: footnote;"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[2]</span></span></span></span></span></a><span style="font-size: 10pt; font-family: "Tahoma","sans-serif";"><span style="mso-spacerun: yes;">  </span><em style="mso-bidi-font-style: normal;">Comentários ao código penal</em>. Rio de Janeiro: forense, 1982, v. VI, p. 230-231. </span></p>
</div>
<div id="edn3" style="mso-element: endnote;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: justify;"><a style="mso-endnote-id: edn3;" name="_edn3" href="http://www.spaceblog.com.br/compte/#_ednref3"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt; font-family: "Tahoma","sans-serif";"><span style="mso-special-character: footnote;"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[3]</span></span></span></span></span></a><span style="font-size: 10pt; font-family: "Tahoma","sans-serif";"> <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Tratado de direito penal</em>. 7. ed. São Paulo: Saraiva, 2007, v. 4, p. 72.</span></p>
</div>
<div id="edn4" style="mso-element: endnote;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: justify;"><a style="mso-endnote-id: edn4;" name="_edn4" href="http://www.spaceblog.com.br/compte/#_ednref4"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt; font-family: "Tahoma","sans-serif";"><span style="mso-special-character: footnote;"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[4]</span></span></span></span></span></a><span style="font-size: 10pt; font-family: "Tahoma","sans-serif";"> <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Direito penal</em>. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2006, v. III, p. 8.</span></p>
</div>
<div id="edn5" style="mso-element: endnote;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: justify;"><a style="mso-endnote-id: edn5;" name="_edn5" href="http://www.spaceblog.com.br/compte/#_ednref5"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt; font-family: "Tahoma","sans-serif";"><span style="mso-special-character: footnote;"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[5]</span></span></span></span></span></a><span style="font-size: 10pt; font-family: "Tahoma","sans-serif";"> <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Código penal comentado</em>. 6. ed. Rio de Janeiro: Renovar, 2002, p. 480-481. </span></p>
</div>
<div id="edn6" style="mso-element: endnote;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: justify;"><a style="mso-endnote-id: edn6;" name="_edn6" href="http://www.spaceblog.com.br/compte/#_ednref6"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt; font-family: "Tahoma","sans-serif";"><span style="mso-special-character: footnote;"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[6]</span></span></span></span></span></a><span style="font-size: 10pt; font-family: "Tahoma","sans-serif";"> <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Curso de direito penal</em>. 2. ed. Niterói: Impetus, 2006, v. III, p. 603-604. </span></p>
</div>
<div id="edn7" style="mso-element: endnote;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: justify;"><a style="mso-endnote-id: edn7;" name="_edn7" href="http://www.spaceblog.com.br/compte/#_ednref7"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt; font-family: "Tahoma","sans-serif";"><span style="mso-special-character: footnote;"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[7]</span></span></span></span></span></a><span style="font-size: 10pt; font-family: "Tahoma","sans-serif";"> <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Curso de direito penal</em>. 5. ed. São Paulo: Saraiva, 2007, v. 3, p. 61.</span></p>
</div>
<div id="edn8" style="mso-element: endnote;">
<p class="MsoEndnoteText" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: justify;"><a style="mso-endnote-id: edn8;" name="_edn8" href="http://www.spaceblog.com.br/compte/#_ednref8"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-family: "Tahoma","sans-serif";"><span style="mso-special-character: footnote;"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[8]</span></span></span></span></span></a><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-family: "Tahoma","sans-serif";"> Presunção de violência nos crimes sexuais</span></em><span style="font-family: "Tahoma","sans-serif";">. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2001, p. 48 e 129. </span></p>
</div>
<div id="edn9" style="mso-element: endnote;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: justify;"><a style="mso-endnote-id: edn9;" name="_edn9" href="http://www.spaceblog.com.br/compte/#_ednref9"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt; font-family: "Tahoma","sans-serif";"><span style="mso-special-character: footnote;"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[9]</span></span></span></span></span></a><span style="font-size: 10pt; font-family: "Tahoma","sans-serif";"> <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Curso de direito penal</em>. 9. ed. São Paulo: Saraiva, 2008, p. 621. <span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span></p>
</div>
<div id="edn10" style="mso-element: endnote;">
<p class="MsoEndnoteText" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><a style="mso-endnote-id: edn10;" name="_edn10" href="http://www.spaceblog.com.br/compte/#_ednref10"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-family: "Tahoma","sans-serif";"><span style="mso-special-character: footnote;"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[10]</span></span></span></span></span></a><span style="font-family: "Tahoma","sans-serif";"> <em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Manual de direito penal</em>. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 2008, p. 300. </span></p>
</div>
<div id="edn11" style="mso-element: endnote;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: justify;"><a style="mso-endnote-id: edn11;" name="_edn11" href="http://www.spaceblog.com.br/compte/#_ednref11"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt; font-family: "Tahoma","sans-serif";"><span style="mso-special-character: footnote;"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[11]</span></span></span></span></span></a><span style="font-size: 10pt; font-family: "Tahoma","sans-serif";"> Rogério Greco, Idem, p. 603-604. </span></p>
</div>
<div id="edn12" style="mso-element: endnote;">
<p class="MsoEndnoteText" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><a style="mso-endnote-id: edn12;" name="_edn12" href="http://www.spaceblog.com.br/compte/#_ednref12"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-family: "Tahoma","sans-serif";"><span style="mso-special-character: footnote;"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[12]</span></span></span></span></span></a><span style="font-family: "Tahoma","sans-serif";"> Fernando Capez, Idem, p. 58-59. </span></p>
</div>
<div id="edn13" style="mso-element: endnote;">
<p class="MsoEndnoteText" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><a style="mso-endnote-id: edn13;" name="_edn13" href="http://www.spaceblog.com.br/compte/#_ednref13"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-family: "Tahoma","sans-serif";"><span style="mso-special-character: footnote;"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[13]</span></span></span></span></span></a><span style="font-family: "Tahoma","sans-serif";"> Idem, p. 230.</span></p>
</div>
</div>]]></description>			<link>http://crimeecastigo.spaceblog.com.br/205398/A-ATUAL-POSI-O-DO-STJ-SOBRE-A-PRESUN-O-DE-VIOL-NCIA-NOS-CRIMES-SEXUAIS/</link>			<comments>http://crimeecastigo.spaceblog.com.br/A-ATUAL-POSIcaO-DO-STJ-SOBRE-A-PRESUNcaO-DE-VIOLeNCIA-NOS-CRIMES-SEXUAIS-29092008-022622-lp-205398.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://crimeecastigo.spaceblog.com.br/205398/A-ATUAL-POSI-O-DO-STJ-SOBRE-A-PRESUN-O-DE-VIOL-NCIA-NOS-CRIMES-SEXUAIS/</guid>			<pubDate>Mon, 29 Sep 2008 02:26:22 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[A polícia e o Estado Constitucional de Direito]]></title>			<description><![CDATA[<p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: 150%; text-align: right;" align="right"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: "Tahoma","sans-serif";"><strong>*Ruivaldo Macedo Costa</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 11.55pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-font-weight: bold;">A Constituição Federal, em seu art. 144, ao dispor sobre a Segurança Pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, atribui aos órgãos policiais (civis e militares) a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. À polícia civil incumbem as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares, ressalvada a competência da União (art. 144, § 4º).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 11.55pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-font-weight: bold;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 11.55pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-font-weight: bold;">Em termos simples, de acordo com nossa legislação, as infrações penais dividem-se em crimes e contravenções penais. A depender da natureza da infração penal, a autoridade policial (delegado de polícia de carreira) deverá instaurar inquérito policial ou termo circunstanciado para apurar a infração penal imputada. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 11.55pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-font-weight: bold;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 11.55pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-font-weight: bold;">Infelizmente, sem generalizarmos evidentemente, a realidade tem revelado que, tratando-se de crimes cuja imputação revela acentuada gravidade, a prática policial ainda tem utilizado métodos que deveriam estar relegados ao plano da história processual penal (basicamente o emprego de tortura). Importante destacar que o policial, enquanto agente estatal, está obrigado a zelar pela integridade física e moral do preso, sendo tal circunstância um direito individual previsto no art. 5º, XLIX, da CF. Da mesma forma, existem diversos outros direitos elencados no art. 5º da CF que protegem o acusado do abuso do Estado (por meio de seus agentes). O inquérito policial tem a função de recolher as informações relativas a uma suposta infração penal. Apesar de o nosso CPP ainda encerrar uma investigação policial nos moldes inquisitivos e sabidamente ser produto de uma época histórica de caráter fascista, cumpre salientar que todo o conjunto normativo de nosso país encontra seu limite de interpretação e, portanto, de aplicação na CF (filtro constitucional). Independente de sua estrutura fascista, embora a prática revele e a CF evidentemente proíba, a investigação pautada em ações (ou omissões) que imponham sofrimentos físicos ou mentais ao acusado deve ser rechaçada por todos aqueles que pretendam a construção de um Estado Constitucional de Direito, sobretudo por ser direito constitucional a presunção de inocência. <span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 11.55pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-font-weight: bold;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 11.55pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-font-weight: bold;">Dito isso, gostaríamos de salientar que este artigo tem por base notícia veiculada essa semana, em rede nacional, que coloca mais uma vez em dúvida parte das atividades policias de investigação em nosso país. </span><span style="font-size: 10pt; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">A Polícia Civil de São Paulo, após investigação de homicídio, chegou a Leandro Basílio Rodrigues, 19, chamado de "maníaco de Guarulhos" (Grande São Paulo), o qual confessou diversos homicídios. Entre as mortes, estava a de Vanessa Batista de Freitas, 22, em 2006, a qual também foi estuprada. Detalhe: na época do crime, três rapazes foram presos sob a acusação de terem cometido o crime. Renato Correia de Brito, 24, William César de Brito Silva, 28, e Wagner Conceição da Silva, 25, estavam presos desde agosto de 2006, mas sempre disseram à Justiça que confessaram o crime sob tortura.<a style="mso-endnote-id: edn1;" name="_ednref1" href="http://www.spaceblog.com.br/compte/#_edn1"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="mso-special-character: footnote;"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[1]</span></span></span></span></a> O Ministério Público e a própria polícia, considerando a riqueza de detalhes, convenceram-se da inocência dos rapazes presos a ponto de requerer (o MP) a soltura destes.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 11.55pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-weight: normal; font-size: 10pt; font-family: "Tahoma","sans-serif";">Nos limites deste artigo, não caberia dizer mais, pois os próprios fatos são por demais eloqüentes. Basta lembrar a lição do insuperável Ruy Barbosa, o qual advertia: &ldquo;</span><span style="font-weight: normal; font-size: 10pt; font-family: "Arial","sans-serif";">Quanto mais abominável o crime, tanto mais imperiosa, para os guardas da ordem social, a obrigação de não aventurar inferências, de não revelar prevenções, de não se extraviar em conjecturas, de seguir passo a passo as circunstâncias, deixando a elas a palavra, abstendo-se rigorosamente de impressões subjetivas e não antecipando nada<em style="mso-bidi-font-style: normal;">.</em>&rdquo;<a style="mso-endnote-id: edn2;" name="_ednref2" href="http://www.spaceblog.com.br/compte/#_edn2"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="mso-special-character: footnote;"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: "Arial","sans-serif"; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[2]</span></span></span></span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: 11.55pt; text-align: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 10pt; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">Para a reflexão e enquanto síntese de tudo, vejamos a lição de Zaffaroni e Nilo Batista:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: 11.55pt; text-align: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 10pt; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">&ldquo;O <em style="mso-bidi-font-style: normal;">estado de direito</em> é concebido como o que submete todos os habitantes à lei e opõe-se ao <em style="mso-bidi-font-style: normal;">estado de polícia, onde todos os habitantes estão subordinados ao poder daqueles que mandam</em>. O princípio do estado de direito é atacado, por um lado, como ideologia que mascara a realidade de um aparato de poder a serviço da classe hegemônica e defendido, por outro, como uma realidade bucólica com alguns defeitos conjunturais. Considerando a dinâmica da passagem do estado de polícia ao estado de direito, é possível sustentar uma posição dialética: <em style="mso-bidi-font-style: normal;">não há estados de direito reais (históricos) perfeitos, mas apenas estados de direito que contêm (mais ou menos eficientemente) os estados de polícia neles enclausurados.</em>&rdquo;<a style="mso-endnote-id: edn3;" name="_ednref3" href="http://www.spaceblog.com.br/compte/#_edn3"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="mso-special-character: footnote;"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[3]</span></span></span></span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: 11.55pt; text-align: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 10pt; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Assim, a construção de um Estado Constitucional de Direito, assim como a construção da ética, é uma tarefa de todos nós; é uma tarefa árdua e cotidiana. </span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent2" style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 200%; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-bidi-font-size: 11.0pt;">*Advogado Criminal</span></p>
<div style="mso-element: endnote-list;">


<div id="edn1" style="mso-element: endnote;">
<p class="MsoEndnoteText" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><a style="mso-endnote-id: edn1;" name="_edn1" href="http://www.spaceblog.com.br/compte/#_ednref1"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-family: "Tahoma","sans-serif";"><span style="mso-special-character: footnote;"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[1]</span></span></span></span></span></a><span style="font-family: "Tahoma","sans-serif";"> http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u441082.shtml</span></p>
</div>
<div id="edn2" style="mso-element: endnote;">
<p class="MsoEndnoteText" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><a style="mso-endnote-id: edn2;" name="_edn2" href="http://www.spaceblog.com.br/compte/#_ednref2"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-family: "Tahoma","sans-serif";"><span style="mso-special-character: footnote;"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[2]</span></span></span></span></span></a><span style="font-family: "Tahoma","sans-serif";"> In: ARANHA, Adalberto José Q. T. de Camargo. <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Da prova no processo penal</em>. 6. ed. (rev. atual. ampl.). São Paulo: Saraiva, 2004, p. 1. </span></p>
</div>
<div id="edn3" style="mso-element: endnote;">
<p class="MsoEndnoteText" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><a style="mso-endnote-id: edn3;" name="_edn3" href="http://www.spaceblog.com.br/compte/#_ednref3"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-family: "Tahoma","sans-serif";"><span style="mso-special-character: footnote;"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: "Tahoma","sans-serif"; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[3]</span></span></span></span></span></a><span style="font-family: "Tahoma","sans-serif";"> <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Direito penal brasileiro</em>: teoria geral do direito penal. Rio de janeiro: Revan, 2003, p. 41.</span></p>
</div>
</div>
</p>]]></description>			<link>http://crimeecastigo.spaceblog.com.br/192023/A-pol-cia-e-o-Estado-Constitucional-de-Direito/</link>			<comments>http://crimeecastigo.spaceblog.com.br/A-policia-e-o-Estado-Constitucional-de-Direito-08092008-012655-lp-192023.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://crimeecastigo.spaceblog.com.br/192023/A-pol-cia-e-o-Estado-Constitucional-de-Direito/</guid>			<pubDate>Mon, 08 Sep 2008 01:26:55 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[ANTECIPAÇÃO DO PARTO DE FETO ANENCÉFALO]]></title>			<description><![CDATA[<p>O STF (Supremo Tribunal Federal)
realizou audiência pública para discutir a
descaracterização do crime de aborto nas
hipóteses de antecipação do parto de
fetos anencéfalos.</p>
<p>Considerando a indiscutível
relevância da matéria, qual sua posição
sobre o tema?</p>
]]></description>			<link>http://crimeecastigo.spaceblog.com.br/187902/ANTECIPA-O-DO-PARTO-DE-FETO-ANENC-FALO/</link>			<comments>http://crimeecastigo.spaceblog.com.br/ANTECIPAcaO-DO-PARTO-DE-FETO-ANENCeFALO-01092008-014031-lp-187902.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://crimeecastigo.spaceblog.com.br/187902/ANTECIPA-O-DO-PARTO-DE-FETO-ANENC-FALO/</guid>			<pubDate>Mon, 01 Sep 2008 01:40:31 +0200</pubDate>		</item>	</channel></rss>