<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom">		<title>http://crimeecastigo.spaceblog.com.br</title>		<id>http://spaceblog.com.br/</id>		<link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://crimeecastigo.spaceblog.com.br/atom.xml" />		<subtitle><![CDATA[CRIME E CASTIGO]]></subtitle>		<rights>Copyright (c) 2006, Hi-pi</rights>		<generator>Hi-pi ATOM generator</generator>		<author>			<name>Hi-pi</name>			<uri>http://crimeecastigo.spaceblog.com.br</uri>		</author>		<updated>2009-02-25T21:59:29+01:00</updated>		<entry>			<title>Princípio da insignificância e Irrelevância penal do fato</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>
<span><span>
No último Informativo 383 do
Superior Tribunal de Justiça (STJ), consta informação no sentido de
que a 6ª Turma negou, por maioria,ordem de habeas corpus para
acusado de tentativa de furto de 02 (dois) DVDs (Isso mesmo!!!),
apesar do entendimento contrário dos Ministros Nilson Naves e Maria
Thereza de Assis
Moura.</span></span></p>
<p>
<span>
O determinante para a denegação
da ordem foi o fato de a sentença condenatória indicar ser o réu
recorrente na prática de pequenos furtos, além de ter má conduta
social e reprovável
personalidade.</span></p>
<p>
<em><span>
Data venia</span></em><span>,
parece-nos incorreta a posição do STJ. O princípio da
insignificância diz respeito ao conteúdo valorativo do tipo penal
(tipicidade material)e deve valorada <em>objetivamente</em>,
ou seja, não pode - nem deve - ser confundida com aspectos
subjetivos (reincidência,maus
antecedentes), os quais deverão ser levados em conta para aplicação
de outro princípio: o da irrelevância penal do fato.</span>
</p>
<p><span>
O crime (ou fato punível), em sua
dominante concepção tripartida<span><span><span><span>[1]</span></span></span></span>,
é um fato típico, antijurídico (ilícito) e culpável. Assim,
praticado o injusto e comprovada a culpabilidade do agente
(imputabilidade, potencial consciência de ilicitude e exigibilidade
de conduta diversa) deverá, em regra, haver a imposição de uma
pena.</span></p>
<p><span>
Entretanto, tal concepção,
após a contribuição de Claus Roxin, encontra-se profundamente
modificada. Com a criação do funcionalismo racional-teleológico ou
político-criminal, Claus Roxin, em síntese, a) combate o sistema
finalista e propõe a (re)construção do sistema jurídico-penal a
partir dos <em>fins</em> do
direito penal; b) propõe que o sistema jurídico-penal não ser
construído (estar vinculado) a realidades <em>ontológicas</em> prévias (ação,
causalidade etc.); c) parte de pressupostos político-criminais
relacionados às <em>funções</em> do direito penal, em
especial a <em>teoria dos fins
da pena</em>; c) estrutura a <em>teoria da imputação objetiva</em> (a
conduta típica requer um <em>nexo causal</em> e um <em>nexo
normativo</em>).</span></p>
<p><span>
Além disso, como decorrência
de seu sistema funcional, Claus Roxin cria o conceito de <em>responsabilidade</em>, ou seja, para
além da culpabilidade deve-se averiguar a necessidade preventiva
(geral ou especial) de pena.</span></p>
<p><span>
De fato, a culpabilidade é
necessária, mas não suficiente para a imposição de uma pena. Ensina
Claus Roxin<span><span><span><span>[2]</span></span></span></span>:</span></p>
<p><span>
Contentar-se unicamente com a culpabilidade
do autor é o ponto de vista das teorias retributivas puras, segundo
as quais o sentido da pena se encontra exclusivamente na
compensação da culpabilidade. Corresponde a tal teoria retributiva
tornar a punibilidade do autor que agiu ilicitamente dependente só
de sua culpabilidade.</span></p>
<p><span>
Conforme o explica Luiz Flávio
Gomes<span><span><span><span>[3]</span></span></span></span>,
a infração bagatelar divide-se em própria e imprópria. A primeira
tem como fundamento o princípio da insignificância (da conduta e do
resultado), atuando no âmbito da tipicidade material e, portanto,
sendo matéria concernente à teoria do delito; a segunda
fundamenta-se no princípio da irrelevância penal do fato (e da
desnecessidade da pena), sendo matéria a ser tratada exatamente no
âmbito da teoria da pena.</span></p>
<p><span>
Apesar de contestada por
positivistas/legalistas, o princípio da insignificância encontra
indiscutível amparo no ordenamento jurídico. O princípio da
irrelevância penal do fato, por sua vez, não é passível de ser
contestada por falta de disposição legal, pois encontra amparo no
art. 59 do código penal brasileiro. De fato, o princípio de
necessidade da pena é imperioso, apesar de constatada eventual
culpabilidade do autor, por questões de prevenção. O art. 59 do
código penal brasileiro aduz à pena se <strong>suficiente</strong> e
<strong>necessária</strong>
para a reprovação e prevenção do crime.</span></p>
<p><span>
Fundamental é o juiz analisar detidamente as
circunstâncias do fato concreto (concomitantes e posteriores) assim
como seu autor.</span></p>
<p>
<span>
[...]</span></p>
<p><span>
As circunstâncias do fato assim como as
condições pessoais do agente podem induzir ao reconhecimento de uma
infração bagatelar imprópria cometida por um autor merecedor do
reconhecimento da desnecessidade da pena. Reunidos vários
requisitos favoráveis, não há como deixar de aplicar o princípio da
irrelevância penal do fato (dispensando-se a pena, tal como se faz
no perdão judicial). O fundamento jurídico para isso reside no art.
59 do CP (visto que o juiz, no momento da aplicação da pena, deve
auferir sua suficiência e, antes de tudo, sua
necessidade).<span><span><span><span>[4]</span></span></span></span></span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>Em suma: em direito penal, o sujeito
deve ser punido pelo que fez (de forma concreta e objetiva), não
pelo que é (direito penal do
autor).</span></p>
<div>

<div>
<p><span><span><span><span><span>
[1]</span></span></span></span></span>
<span><span></span>A respeito do sistemas tripartido
e bipartido de crime: QUEIROZ, Paulo. <em>Direito penal</em>: parte geral. 4.
ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2008, p. 151/162; SANTOS, Juarez
Cirino. <em>A moderna teoria
do fato punível</em>. 2. ed. Rio de Janeiro: Revan, 2002, p.
1/7.<span></span> <span></span></span></p>
</div>
<div>
<p><span><span><span><span><span>
[2]</span></span></span></span></span>
<span><em>Sobre a fundamentação
político-criminal do sistema jurídico-penal</em>. In: Estudos de
direito penal. Trad. Luís Greco. Rio de Janeiro: Renovar, 2006, p.
85.</span></p>
</div>
<div>
<p><span><span><span><span><span>
[3]</span></span></span></span></span>
<span><em>Direito penal</em>: parte geral. São
Paulo: Revista dos Tribunais, 2007, p. 303/353, v.
2.</span></p>
</div>
<div>
<p><span><span><span><span>
[4]</span></span></span></span>
<em><span>Direito
penal</span></em><span>: parte
geral. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2007, p. 306, v.
2</span></p>
</div>
</div>
				</div>			</content>			<id>http://crimeecastigo.spaceblog.com.br/308207/Princ-pio-da-insignific-ncia-e-Irrelev-ncia-penal-do-fato/</id>			<link href="http://crimeecastigo.spaceblog.com.br/308207/Princ-pio-da-insignific-ncia-e-Irrelev-ncia-penal-do-fato/" />			<author>				<name>crimeecastigo</name>				<uri>http://crimeecastigo.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-02-25T21:58:37+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>STJ: NATUREZA DA AÇÃO PENAL E ÂMBITO DE APLICAÇÃO DA LEI MARIA DA PENHA</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>
<span>
Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça
decidiu a respeito de casos relativos à Lei 11.340/2006, conhecida
como Lei Maria da Penha. Por sua importância, vejamos
abaixo a posição do Tribunal Superior.</span></p>
<p>
<strong><span>
Representação. Lei Maria da Penha.</span></strong> </p>
<p>
<span>
Vítima de violência doméstica, em audiência
especial designada (por ter o juiz entendido que nesses casos a
ação penal é condicionada), manifestou interesse de não processar o
acusado, renunciando à representação. Daí, o juiz julgou extinta a
punibilidade do acusado por renúncia (retratação) da representação
por parte da vítima. O Tribunal <em>a quo</em> revogou essa
sentença, recebeu a denúncia e determinou o prosseguimento do
feito. A Turma, por maioria, manteve o entendimento da Turma no
sentido de que, aos crimes da Lei n. 11.340/2006 (Lei Maria da
Penha), nos termos do art. 41, independentemente da pena prevista,
não se aplica a Lei n. 9.099/1995. Outrossim, independe de
representação da vítima a propositura da ação penal pelo Ministério
Público em casos de lesão corporal leve ou culposa resultante de
violência doméstica, familiar ou íntima. Ficaram vencidos o Min.
Nilson Naves e a Min. Maria Thereza de Assis Moura, que admitiam a
representação com base no art. 16 da citada lei. <span><span>HC
108.098-PE</span>, Rel. originário Min. Nilson Naves, Rel. para
acórdão Min. Paulo Gallotti, julgado em 23/9/2008. (Informativo
369)</span></span></p>
<p>
<strong><span>
Notícia</span></strong></p>
<p>
<strong><span>
Agressão de ex-namorado não se enquadra na Lei Maria da
Penha</span></strong> </p>
<p>
<span>
</span></p>
<p>
<span>
Agressão de ex-namorado contra antiga
parceira não configura violência doméstica, portanto não se
enquadra na Lei n. 11.340/06, conhecida como Maria da Penha. Com
esse entendimento, a Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça
(STJ), por maioria, declarou competente o juízo de direito do
Juizado Especial Criminal de Conselheiro Lafaiete, em Minas Gerais,
para julgar e processar ação contra agressor da
ex-namorada.</span></p>
<p>
<span>

No caso, o homem encontrou a ex-namorada na
companhia do atual parceiro e praticou a agressão. Ele jogou um
copo de cerveja no rosto dela, deu-lhe um tapa e a ameaçou. O
Ministério Público entendeu ser caso de violência doméstica e, por
isso, considerou que deveria ser julgado pela Justiça comum.
Acatando esse parecer, o juízo de Direito do Juizado Especial
Criminal de Conselheiro Lafaiete encaminhou os autos para a 1ª Vara
Criminal da cidade. Porém, a Vara Criminal levantou o conflito de
competência por entender que não se tratava de violência doméstica
e, por essa razão, a questão deveria ser julgada pelo Juizado
Especial.</span></p>
<p>
<span>
Em sua decisão, o relator, ministro Nilson
Naves, destacou que a Lei Maria da Penha não abrange as
conseqüências de um namoro acabado. Por isso, a competência é do
Juizado Especial Criminal. Acompanharam o relator os ministros
Felix Fischer, Laurita Vaz, Arnaldo Esteves Lima, Maria Thereza de
Assis Moura, Jorge Mussi e Og Fernandes.</span></p>
<p>
<span>

O ministro Napoleão Nunes Maia Filho divergiu
do relator e foi acompanhado pela desembargadora convocada Jane
Silva. Segundo ela, o namoro configura, para os efeitos da Lei
Maria da Penha, relação doméstica ou familiar, já que trata de uma
relação de afeto.</span></p>
				</div>			</content>			<id>http://crimeecastigo.spaceblog.com.br/226654/STJ-NATUREZA-DA-A-O-PENAL-E-MBITO-DE-APLICA-O-DA-LEI-MARIA-DA-PENHA/</id>			<link href="http://crimeecastigo.spaceblog.com.br/226654/STJ-NATUREZA-DA-A-O-PENAL-E-MBITO-DE-APLICA-O-DA-LEI-MARIA-DA-PENHA/" />			<author>				<name>crimeecastigo</name>				<uri>http://crimeecastigo.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2008-10-27T13:23:01+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>A ATUAL POSIÇÃO DO STJ SOBRE A PRESUNÇÃO DE VIOLÊNCIA NOS CRIMES SEXUAIS</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><strong><span>*Ruivaldo Macedo Costa</span></strong></p>
<p>				</div>			</content>			<id>http://crimeecastigo.spaceblog.com.br/205398/A-ATUAL-POSI-O-DO-STJ-SOBRE-A-PRESUN-O-DE-VIOL-NCIA-NOS-CRIMES-SEXUAIS/</id>			<link href="http://crimeecastigo.spaceblog.com.br/205398/A-ATUAL-POSI-O-DO-STJ-SOBRE-A-PRESUN-O-DE-VIOL-NCIA-NOS-CRIMES-SEXUAIS/" />			<author>				<name>crimeecastigo</name>				<uri>http://crimeecastigo.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2008-09-29T02:45:13+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>A polícia e o Estado Constitucional de Direito</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>
<p><span><strong>*Ruivaldo Macedo Costa</strong></span></p>
<p>				</div>			</content>			<id>http://crimeecastigo.spaceblog.com.br/192023/A-pol-cia-e-o-Estado-Constitucional-de-Direito/</id>			<link href="http://crimeecastigo.spaceblog.com.br/192023/A-pol-cia-e-o-Estado-Constitucional-de-Direito/" />			<author>				<name>crimeecastigo</name>				<uri>http://crimeecastigo.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2008-09-08T01:26:03+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>ANTECIPAÇÃO DO PARTO DE FETO ANENCÉFALO</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>O STF (Supremo Tribunal Federal)
realizou audiencia publica para discutir a
descaracterizacrime de aborto nas
hipoteses deo do parto de
fetos anencefalos.</p>
<p>Considerando a indiscutivel
relevancia da materia, qual sua posio
sobre o tema?</p>
				</div>			</content>			<id>http://crimeecastigo.spaceblog.com.br/187902/ANTECIPA-O-DO-PARTO-DE-FETO-ANENC-FALO/</id>			<link href="http://crimeecastigo.spaceblog.com.br/187902/ANTECIPA-O-DO-PARTO-DE-FETO-ANENC-FALO/" />			<author>				<name>crimeecastigo</name>				<uri>http://crimeecastigo.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2008-09-01T01:37:45+02:00</updated>		</entry></feed>