<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom">		<title>http://ce2c.spaceblog.com.br</title>		<id>http://spaceblog.com.br/</id>		<link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://ce2c.spaceblog.com.br/atom.xml" />		<subtitle><![CDATA[GRUPO DE ESTUDOS SOBRE O CONHECIMENTO E A CIÊNCIA]]></subtitle>		<rights>Copyright (c) 2006, Hi-pi</rights>		<generator>Hi-pi ATOM generator</generator>		<author>			<name>Hi-pi</name>			<uri>http://ce2c.spaceblog.com.br</uri>		</author>		<updated>2008-12-17T17:37:29+01:00</updated>		<entry>			<title>II COLÓQUIO CONHECIMENTO & CIÊNCIA</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>VA AO SITIO DO
EVENTO:</p>
<p>
<strong>www.coloquioconhecimentoeciencia.blogspot.com</strong></p>
<p></p>
<p></p>
<p></p>
				</div>			</content>			<id>http://ce2c.spaceblog.com.br/179127/II-COLOQUIO-CONHECIMENTO-CIENCIA/</id>			<link href="http://ce2c.spaceblog.com.br/179127/II-COLOQUIO-CONHECIMENTO-CIENCIA/" />			<author>				<name>ce2c</name>				<uri>http://ce2c.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2008-08-16T07:06:11+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>CRENÇA VERDADEIRA JUSTIFICADA É CONHECIMENTO?</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><span><span>(C)</span></span> 
<span>S sabe
que
P</span>
<em>SSE</em> <span></span> (i) P e
verdadeira,</p>
<p>
<span><span>(ii)</span></span> 
<span>S
esta certo de que P e verdadeira, e</span></p>
<p>
<span><span>(iii)</span></span> 
<span>S tem o
direito de estar certo de que P e verdadeira.</span></p>
<p><span>
</span></p>
<p>
<span>
Eu pretendo argumentar que (a) e falsa enquanto as
condio constituem uma
condio <em>suficiente</em> para a verdade da
proposio de que S sabe que P. O mesmo argumento
mostrara que (b) e (c) falham se tem evidencia
adequada para ou tem o direito de estar certo
que so substituidas por esta
justificado em crer que.</span></p>
<p><span>
<span></span>
Eu pretendo comear observando dois pontos. Primeiro que,
naquele sentido de justificado no qual S estar
justificado em crer que P e uma condio
necessaria para S saber que P, e possivel para
uma pessoa estar justificada em crer em uma
proposio que e de fato falsa. Segundo que,
para qualquer proposio P, se S esta
justificada em crer em P e P implica Q e S deduz Q de P e aceita Q
como um resultado desta deduo S
esta justificado em crer em Q. Tendo em mente estes dois
pontos, eu pretendo, agora, apresentar dois casos nos quais as
condio verdadeiras
para uma dada proposio, ainda que seja, ao mesmo
tempo, falso que a pessoa em questo sabe tal
proposio.</span></p>
<p><span>
</span></p>
<p><strong><span>
CASO I</span></strong></p>
<p><span>
</span></p>
<p>
<span>
Vamos supor que Smith e Jones tenham se candidatado para um certo
emprego. E vamos supor tambem que Smith tem forte
evidencia para a seguinte proposio
conjuntiva:</span></p>
<p><span><span>(g)</span></span> 
<span>Ou Jones
possui um Ford ou Brown esta em Boston.</span></p>
<p>
<span><span>(h)</span></span> 
<span>Ou Jones
possui um Ford ou Brown esta em Barcelona.</span></p>
<p>
<span><span>(i) <span>
<span></span></span></span></span><span>Ou Jones
Possui um Ford ou Brown esta em Brest-Litovsk.</span></p>
<p><span>
</span></p>
<p><span>
Cada uma destas proposies e implicada por
(f). Imagine que Smith percebe o acarretamento de cada uma destas
proposies por (f), e vem a aceitar (g), (h) e (i)
tendo por base (f). Smith inferiu corretamente (g), (h) e (i) de
uma proposio para a qual ele tem forte
evidencia. Smith esta, assim, completamente
justificado em crer em cada uma destas tres
proposio tem a
menor ideia de onde Brown esta.</span></p>
<p><span>
<span></span>
Mas imaginemos agora que duas condies adicionais se
do</em> possui um Ford, mas
esta dirigindo um carro alugado. E, segunda, por uma grande
coincidencia (a qual Smith ignora totalmente), o lugar
mencionado na proposio (h) e realmente o
lugar aonde Brown esta. Se estas duas
condio Smith
<em>no</em> sabe que (h) e verdadeira, mesmo dado
que (<em>i</em>) (h) <em>e</em> verdadeira, (<em>ii</em>)
Smith cre que (h) e verdadeira, e (<em>iii</em>) Smith
esta justificado em crer que (h) e
verdadeira.</span></p>
<p><span>
<span></span>
Estes dois exemplos mostram que a definio (a)
no suficiente para
que alguem saiba uma dada proposio. Os
mesmos casos, com mudano
suficientes para mostrar que nem a definio (b) nem
a (c) cumprem tal tarefa.</span></p>
<div>


<div>
<p><span><span><span>
<span><span>
[1]</span></span></span></span></span>
				</div>			</content>			<id>http://ce2c.spaceblog.com.br/159243/CRENCA-VERDADEIRA-JUSTIFICADA-E-CONHECIMENTO/</id>			<link href="http://ce2c.spaceblog.com.br/159243/CRENCA-VERDADEIRA-JUSTIFICADA-E-CONHECIMENTO/" />			<author>				<name>ce2c</name>				<uri>http://ce2c.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2008-06-30T23:41:51+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Ciclo de Debates "Conhecimento & Ciência": É POSSÍVEL EDUCAR SEM A FILOSOFIA?</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">								</div>			</content>			<id>http://ce2c.spaceblog.com.br/135115/Ciclo-de-Debates-Conhecimento-Ciencia-E-POSSIVEL-EDUCAR-SEM-A-FILOSOFIA/</id>			<link href="http://ce2c.spaceblog.com.br/135115/Ciclo-de-Debates-Conhecimento-Ciencia-E-POSSIVEL-EDUCAR-SEM-A-FILOSOFIA/" />			<author>				<name>ce2c</name>				<uri>http://ce2c.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2008-05-12T18:32:54+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>O Grupo de Estudos sobre o Conhecimento e a Ciência - GE2C</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>O Grupo de Estudos sobre o Conhecimento e a Ciencia - GE2C
agrega pesquisadores das areas de Teoria do Conhecimento e
de Filosofia e Historiografia da Ciencia. Tem sua base na
Universidade Federal de Sergipe, onde foi realizado o I
Coloquio Conhecimento e Ciencia, em 2007, e onde
sera sediada a segunda edio do evento, em
2008.</p>
<p>contatos:</p>
<p>
meyerluz@terra.com.br</p>
				</div>			</content>			<id>http://ce2c.spaceblog.com.br/126141/O-Grupo-de-Estudos-sobre-o-Conhecimento-e-a-Ciencia-GE2C/</id>			<link href="http://ce2c.spaceblog.com.br/126141/O-Grupo-de-Estudos-sobre-o-Conhecimento-e-a-Ciencia-GE2C/" />			<author>				<name>ce2c</name>				<uri>http://ce2c.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2008-04-23T19:26:25+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Imposturas Intelectuais, novamente</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><strong><span>
Fonte:
http://diplo.uol.com.br/2001-08,a25?var_recherche=psicanalise</span></strong></p>
<p><strong><span>
</span></strong></p>
<p><strong><span>
Um doutorado fraudulento</span></strong></p>
<p><em><span>
A atribuio a Elisabeth Teissier, astrologa
profissional, orientanda de <span>Maffesoli</span>, do titulo de
doutora por uma tese que faz apologia da astrologia, lanou
luz sobre o anti-intelectualismo travestido de critica ao
poder que tem confundido tanto o meio
academico</span></em></p>
<p>
<span>
<span>Jean Bricmont</span> ,
<span>Diana
Johnstone</span></span></p>
<p><strong><span>
Elisabeth Teissier mobiliza uma pleiade de autores na moda,
dando um lugar de destaque a seu orientador, o professor Michel
Maffesoli</span></strong></p>
<p><span>
Para se compreender o que de fato esta em questo no
caso Teissier, convem compara-lo ao
caso Sokal, que data de 1996. Chegando a publicar
numa revista norte-americana de estudos culturais, Social Text, uma
mistificao recheada de absurdos cientificos
e filosoficos intitulada Transgredir as fronteiras:
em direo a uma hermeneutica transformadora da
gravitao quantica, o fisico
Alan Sokal abalou uma parte do mundo intelectual e
academico<span><strong>1</strong></span>. A faanha
de Elisabeth Teissier, que conseguiu obter o titulo de
doutor com uma tese sobre a Situao
epistemologica da astrologia atraves da
ambivalencia fascinio/rejeio nas
sociedades pos-modernas e ainda mais
reveladora de um determinado modismo. Pois nesse caso no se
trata simplesmente da incompetencia dos editores de uma
revista em distinguir entre o sentido e a falta de sentido, mas de
um diploma importante outorgado por uma universidade de
prestigio.</span></p>
<p><span>
Salvo ocorra uma enorme surpresa por parte de Elisabeth Teissier,
e claro que suas intenes e as de Sokal
so radicalmente diferentes. Determinados procedimentos, no
entanto, so identicos. Sokal recheava seu texto com
citaes fora de proposito e com nomes de
autores celebres, sem jamais esquecer de elogiar os editores
de Social Text; da mesma forma, Teissier mobiliza uma pleiade
de autores na moda, dando um lugar de destaque a seu orientador, o
professor Michel Maffesoli. Como Sokal, ela fundamenta sua tese
principalmente na ideia relativista segundo a qual a
ciencia oficial seria apenas um discurso entre
outros, discurso certamente inferior a um conhecimento mais
totalizante, que ela chama de ciencia regia dos
astros.</span></p>
<p>
<strong><span>
A inutilidade do empirismo</span></strong></p>
<p><strong><span>
Ela fundamenta sua tese na ideia de que a ciencia
oficial seria so um discurso entre outros,
inferior ao que ela chama de ciencia regia dos
astros</span></strong></p>
<p><span>
Essa ambiguidade, ou melhor, essa confuso em torno da
palavra ciencia permite ao sociologo
Alain Touraine desculpar Teissier por ter afirmado que a
astrologia e uma ciencia. E
verdade, constata ele, que ela define a astrologia
como ciencia humana, afirmao que ele
desqualifica porque, em sua opinio, a astrologia
provem das ciencias naturais  que a
rejeitam. Touraine conclui que Teissier no dedicou
sua tese a uma falsa ciencia, como se afirma: Ela
so a dedicou a ela mesma<span><strong>2</strong></span>.
Evidentemente, a tese contem essencialmente a narrativa das
aventuras de Teissier, seus desentendimentos com a midia,
suas revelaes, suas
relaes com personagens importantes, e sobretudo sua
apreciao subjetiva dos fatores que proporcionam o
fascinio pela astrologia ou sua rejeio. Mas,
ao falar de si propria, ao longo de umas 900 paginas
da tese, a interessada proclama que seu objetivo e restaurar
a antiga condio dessa ciencia
regia dos astros, enquanto materia ministrada
na Frana na universidade.</span></p>
<p><span>
Com esse objetivo, e contrariamente ao que declara Alain Touraine,
ela afirma continuamente a cientificidade da astrologia. A
pagina 765, por exemplo, diz ela: As teorias
astrologicas deveriam, portanto, ter a
condio de teorias cientificas, uma vez que
so, pela
estatistica. No entanto, apesar de se referir
varias vezes as estatisticas de Michel
Gauquelin  que procurou estabelecer uma
ligao entre o planeta Marte e o destino dos
campeo se manifesta sobre o
estudo detalhado que as contesta, estudo fundamentado em um
protocolo aceito pelo proprio Gauquelin<span><strong>3</strong></span>. A inutilidade das
provas empiricas fica evidente, no caso de Tessier, quando
se le, a pagina 127, o horoscopo que ela
apresenta de Andre Malraux, cujo talento particular seria
provavelmente herdado de vidas anteriores (esta, pelo menos,
e a teoria de alguns astrologos, entre os quais me
incluo).</span></p>
<p>
<strong><span>
O fascinio e a
rejeio</span></strong></p>
<p><strong><span>
Teissier proclama que seu objetivo e restaurar a antiga
condio dessa ciencia regia dos
astros enquanto materia ministrada na universidade
francesa</span></strong></p>
<p><span>
Bem mais do que uma ciencia entre outras, a astrologia seria
uma especie de ciencia do todo, que explicaria os
sistemas filosoficos e religiosos, como, por exemplo,
o marxismo, o spinozismo, o luteranismo, a
psicanalise freudiana ou jungiana etc., uma vez que
estes esto em correspondencia com seus autores
por meio da sua personalidade. Conclui-se ento,
a pagina 11, que a astrologia, enquanto
ciencia por excelencia da caracterologia, explicava a
diferena e a variedade de uns e de
outros.</span></p>
<p><span>
Tais exemplos, que podem ser multiplicados a gosto<span><strong>4</strong></span>, revelam a
caracteristica muito particular dessa tese de
sociologia.</span></p>
<p><span>
A abrangencia do escandalo pode no ser evidente
para quem no tenha tido a oportunidade de consultar essa
tese, uma apologia da astrologia desprovida da menor tentativa de
argumentao sistematica. Afirmando tratar da
epistemologia do fascinio/rejeio, Teissier
considera como estabelecida sua verso da astrologia e
so aplica seu ceticismo ao que ela caracteriza como atitudes
de fascinio e de
rejeio, analisadas de maneira
subjetiva. No ha metodo, nem pesquisa
sistematica e, principalmente, nenhum rigor ou
distanciamento em relao ao assunto
tratado.</span></p>
<p>
<strong><span>
Hostilidade a racionalidade</span></strong></p>
<p><strong><span>
Ela refere-se varias vezes a Michel Gauquelin  que
procurou estabelecer uma ligao entre o planeta
Marte e o destino dos campees
esportivos</span></strong></p>
<p><span>
As normas minimas de um trabalho academico
(exatides e das
referencias) no respeitadas. A tese se
inicia com uma citao de Einstein a favor da
astrologia, apresentada sem referencia e sem que nada garanta
que no tenha sido totalmente inventada. Em sua
arguio, o professor Maffesoli se extasia
diante de uma importante bibliografia que abrange mais de
600 titulos. Ao contrario: ele deveria ter
ficado preocupado com esse detalhe<span><strong>5</strong></span>.</span></p>
<p><span>
O caso suscita varios problemas de base para
quem queira que o trabalho intelectual contribua, por meio de uma
melhor compreenso do mundo, para sua
transformao. O primeiro e a
relao com a objetividade e a verdade. Na esquerda
intelectual, uma desconfiana sadia para com os excessos
tecnologicos, com a autoridade e com as hierarquias
propiciou, ao longo das ultimas decadas, uma
hostilidade crescente diante de noes tais como a
racionalidade ou a ciencia, identificadas com o
poder<span><strong>6</strong></span>. Esse
anti-intelectualismo, que tambem pode ser encontrado
as vezes entre quem no se recusa a ocupar
funes intelectuais de prestigio, leva muito
frequentemente a no e
demencia, sentido e falta de sentido, busca da verdade e
discurso desordenado e sem sentido<span><strong>7</strong></span>.</span></p>
<p>
<strong><span>
Para alem das
aparencias</span></strong></p>
<p><strong><span>
Teissier apresenta o horoscopo do escritor Andre
Malraux, cujo talento particular seria provavelmente herdado
de vidas anteriores</span></strong></p>
<p><span>
Quando Alan Sokal escrevia, em seu pastiche burlesco, que a
ciencia no pode visar a uma
condio epistemologica privilegiada com
relao as narrativas contra-hegemonicas
originarias de comunidades dissidentes ou
marginalizadas, exprimia, em jargo
pos-moderno, a ideia  tambem
pos-moderna  de que a distino entre
ciencia e pseudo-ciencia seria um simples efeito
de poder. E ai que esta a raiz do
problema: a astrologia no e rejeitada pela
ciencia oficial por decreto ou por causa de um
<em>a priori</em> materialista, mas porque os astrologos
foram incapazes de fornecer provas empiricas solidas
em apoio a suas teorias  apesar dessa ciencia
regia existir ha seculos e ter sido
examinada com simpatia, ao menos no passado, por muitos cientistas.
So num terreno intelectual que mistura indiferena
com relao a objetividade e ausencia de
espirito critico para com pseudo-ciencias
e que uma tese como a de Teissier pode ser
aceita.</span></p>
<p><span>
Tal desenvoltura e auto-destrutiva, em especial para a
esquerda. Na verdade, quer se trate dos efeitos sociais da
instaurao de uma economia de mercado na
Russia, dos efeitos da ascenso do neoliberalismo
sobre o crescimento mundial e sobre a renda real da
populao pobre dos paises ricos<span><strong>8</strong></span>, da
ligao da divida e
a incapacidade dos paises pobres em garantir tratamento de
saude para a populao, do papel da Alemanha e
dos Estados Unidos na destruio da
ex-Iugoslavia, ou ainda do boicote contra o Iraque,
so uma analise objetiva, baseada numa atitude
bastante proxima daquela adotada na ciencia e ousando
avanar para alem das aparencias,
pode fornecer uma base intelectual solida a uma
critica social radical.</span></p>
<p>
<strong><span>
Os feudos do servio publico</span></strong></p>
<p><strong><span>
A astrologia seria uma ciencia do todo, que explicaria, por
exemplo, o marxismo, o spinozismo, o luteranismo, a
<span>psicanalise</span> freudiana,
jungiana etc.</span></strong></p>
<p><span>
Se, por outro lado, numa sociedade em que os meios de
informao  ou, mais exatamente, de
desinformao concentrados nas
mos dos poderosos, nos contentarmos em escutar os
atores sociais contarem sua propria
viso das coisas, ficaremos inevitavelmente prisioneiros das
iluses de
subjetividades, uma hierarquia vai for se
no for pelo respeito aos metodos cientificos,
sera pelas relaes, o dinheiro,
a moda, a midia... E pela Universidade do futuro, caso ela
estivesse disposta a outorgar um doutorado a quem ja se
beneficia com tudo isso e chega a defesa da tese
acompanhado(a) de seu assessor de imprensa.</span></p>
<p><span>
O segundo problema suscitado pelo caso Teissier refere-se a
defesa do servio publico e do ensino. Os
progressistas no podem se contentar em agitar a
ameao, fechando os
olhos para a existencia, no interior dos servios
publicos, de uma serie de feudos que so agem
de acordo com sua opinio e fornecem aos neoliberais os
melhores argumentos em favor das privatizaes. Na
universidade e nos orgos de pesquisa, muitos
departamentos, ao inves de estarem a servio do
publico, so geridos como se fossem propriedade
privada dos que os controlam. Ora, no caso Teissier, a
exigencia de servio publico teria exigido que
a banca fosse composta por, pelo menos, uma pessoa que tivesse uma
viso critica da tese, ou consultasse um
astronomo ou um cientista especializado em
astrologia<span><strong>9</strong></span>.</span></p>
<p>
<strong><span>
Reconstruindo a critica politica</span></strong></p>
<p><strong><span>
Em sua tese, no ha metodo, nem pesquisa
sistematica e, principalmente, nenhum rigor ou
distanciamento em relao ao assunto
tratado</span></strong></p>
<p><span>
As vezes, a tese de Elisabeth Teissier e defendida em
nome do pluralismo universitario. Isso mostra uma certa
confuso no debate. A esquerda, ha uma
oposio legitima a um elitismo que reduziria
o ensino a uma corrida implacavel ao diploma, que
supostamente selecionaria os melhores (na verso republicana
desse elitismo, exige-se somente que as oportunidades no ponto de
partida sejam iguais para todos). Mas a revolta contra tal
competio deveria degenerar em
aceitao de tudo e de qualquer coisa.</span></p>
<p><span>
O ideal democratico no ensino no e a
eliminao implacavel dos
perdedores, nem a demagogia que se recusa a
distinguir entre o verdadeiro e o falso. Consiste em exigir que
cada um possa ir ate o fim de suas possibilidades e de suas
aspiraes, independentemente de suas origens,
admitindo que as possibilidades e as aspiraes
possam diferir de um individuo para o outro. Estamos com
certeza muito longe desse ideal, de tal forma que nenhuma
mudana circunscrita ao ensino pode permitir atingi-lo: ele
entra em conflito com os ideais dominantes da concorrencia e
do produtivismo. Mas mudanas ao ensino,
permitiriam difundir o saber e o espirito critico,
podem resultar em efeitos favoraveis. Conviria ainda
no do saber com
desvalorizao dos diplomas.</span></p>
<p><span>
Se o caso Teissier provocar um sobressalto do mundo
universitario, questionando no somente a
aceitao da tese, mas tambem a base de
confuso
Elisabeth Teissier e o professor Maffesoli, seu orientador,
tero tanto a ciencia
como a razo. Sem esquecer a
reconstruo de uma critica politica
simultaneamente radical e racional. <strong>(Trad.: Regina Salgado
Campos)</strong></span></p>
<p>				</div>			</content>			<id>http://ce2c.spaceblog.com.br/117404/Imposturas-Intelectuais-novamente/</id>			<link href="http://ce2c.spaceblog.com.br/117404/Imposturas-Intelectuais-novamente/" />			<author>				<name>ce2c</name>				<uri>http://ce2c.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2008-04-02T20:15:20+02:00</updated>		</entry></feed>