<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0">	<channel>		<title>[spaceblog.com.br] amazonia : <![CDATA[20 dias de mochila pela América do Sul]]></title>		<link>http://amazonia.spaceblog.com.br</link>		<description><![CDATA[20 dias de mochila pela América do Sul]]></description>		<language>br</language>		<copyright>Copyright (c) 2006, Hi-pi</copyright>		<generator>Hi-pi RSS 2.0 generator</generator>		<docs>http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss</docs>		<pubDate>Mon, 25 Feb 2008 01:06:40 +0200</pubDate>		<item>			<title><![CDATA[Dicas 2]]></title>			<description><![CDATA[<p>- dinheiro: é preciso levar
dinheiro mesmo; cartões de crédito internacional
não valeram de quase nada pra gente. Até conseguimos
comprar uma ou outra coisa com ele, mas muito raro. E mesmo nesses
casos, saía muito mais caro comprar no cartão do que
com dinheiro. Então, o segredo é levar em cash mesmo.
Peru, Bolívia e Colômbia são países bem
mais baratos do que o Brasil. Mesmo assim, pode pechinchar bastante
que o preço cai. Táxis são bem baratos,
impressionante. Mais barato que a passagem de ônibus do Rio
de Janeiro. Ou seja, o mais caro foi a parte brasileira da viagem.
O resto é tranquilo. O que é mais caro são
passagens de avião, de trem, e certos passeios. Mas para
comida, hospedagem e transporte dentro da cidade, não se
preocupe com preço.</p>
<p>- horários: essa é uma
viagem para ficar sossegado. Nem adianta se estressar com
horários, por exemplo, como o suíço que
conhecemos no barco fazia. O tempo da viagem é meio incerto,
horário das paradas, da chegada, tudo enfim. Em
Letícia (ou melhor Santa Rosa), onde pegamos o
hidroavião para Iquitos, é a mesma coisa. O
hidroavião sai quando dá. Então, pode ser que
atrase alguns dias. O negócio é ir na paz.

- Nossos contatos; temos recebido várias respostas em
relação à esse blog. Se você quiser
entrar em contato com um de nós para comentar sobre viagens
ou qualquer outra coisa, aí vai:
Arthur - arthur@engel.net
Mario - mario@scheel.com.br
  Ficamos felizes com os contatos das pessoas que leram os
blogs. Então, escrevam que com certeza responderemos. Um
abraço</p>
<p><strong>Legenda: Cusco, próximo a
Praça de Armas</strong></p>
]]></description>			<link>http://amazonia.spaceblog.com.br/19202/Dicas-2/</link>			<comments>http://amazonia.spaceblog.com.br/Dicas-2-05052007-173621-lp-19202.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://amazonia.spaceblog.com.br/19202/Dicas-2/</guid>			<pubDate>Sat, 05 May 2007 17:36:21 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Dicas 1]]></title>			<description><![CDATA[


<p>Muita gente nos pedia dicas da viagem,
pois tinham idéia de realizar alguma coisa parecida.
Resolvemos, então, colocar uma seção de dicas
aqui no blog. Essa é a primeira parte:</p>
<p>- a viagem de barco de Manaus a Tabatinga
dura 6 dias. Nós fizemos em 5, pois descemos em Benjamin
Constant e pegamos a tal voadeira para Tabatinga. A viagem inversa,
de Tabatinga a Manaus, leva de 3 a 4 dias, pois esta é a
favor do rio.</p>
<p>- é fácil comprar a passagem
de barco em Manaus. Existe uma estação
hidroviária, onde você pode comprar passagem em
diversos barcos. Saem quase todos os dias. A estação
não aceita cartão, então leve dinheiro.
Nós pagamos 350 reais cada um, com direito a 3
alimentações diárias. Essa é a
passagem mais barata, de rede. Existe ainda um camarote simples,
que você divide com mais duas pessoas, se não me
engano; e existe um camarote exclusivo, com cama de casal, banheiro
e televisão próprios.
- as redes: você deve trazer a sua própria. O Mario
tinha trazido uma rede de pano, e eu, Arthur, comprei uma rede de
lona lá em Manaus mesmo. É o que eles chamam de rede
de garimpeiro. A vantagem dela é que, quando você
não está usando, ela fica minúscula toda
enrolada. O ruim é que não protege nada do frio.
É importante também você embarcar cedo no
barco, mesmo faltando algumas horas pro barco sair, pois assim
você acha lugares melhores para amarrar sua rede.
- existem barcos mais rápidos, que fazem o percurso
em menos de 48 horas. São bem mais caros, mas tem quem
prefira.</p>
<p>- nós saímos numa
quinta-feira, o nosso barco era o "Oliveira". Cada barco tem um
estilo; o nosso era super legal, tranquilo, família, super
seguro. Todo mundo ajudando todo mundo. Não conhecemos
outros barcos, obviamente, mas ouvimos dizer que cada barco
é de um jeito: existem os que são mais agitados, com
forró todos os dias, paqueras e tal.</p>
<p><strong>Legenda: nascer do sol no rio
Amazonas. A bandeira do nosso barco em primeiro
plano.</strong></p>
]]></description>			<link>http://amazonia.spaceblog.com.br/19016/Dicas-1/</link>			<comments>http://amazonia.spaceblog.com.br/Dicas-1-04052007-193537-lp-19016.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://amazonia.spaceblog.com.br/19016/Dicas-1/</guid>			<pubDate>Fri, 04 May 2007 19:35:37 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Dia 20 - 23/08/2005]]></title>			<description><![CDATA[<p>Mario  -
23h20 - Relato final. O ônibus chacoalha muito, e será
um relato tremido.
             Depois
de tantos nos felicitarmos de uma viagem sem atropelos, acordamos
cedo para fazer compras, aproveitando os preços bolivianos -
muito bons. Tênis é a melhor parada - metade do
preço do Brasil. Fiquei triste de não comprar uma
calça também, mas não sei se vocês sabem
que em todos os países que passamos, à
exceção do Brasil (é claro), as lojas fecham
para o almoço.
             Compras
feitas. Rumo ao aeroporto.
             Qual
nossa surpresa, ao efetuar o check-in, descobrimos que
tínhamos que pagar uma tal de taxa de aeroporto, só
em espécie! E nós com 6 bolivianos na carteira.
Desespero total! Depois de bater um pouco de cabeça,
descobri que em bancos credenciados era possível sacar
dinheiro no cartão, sem senha.
             Convenci
o taxista a me levar ao centro no risco de não dar
certo. Mas deu. Corremos para uma agência bancária -
muito bonita por sinal - e sob total terror de perder o vôo
consegui sacar o dinheiro e retornar ao aeroporto.
             
Depois disso, só alegria. Tomei uns 5 copos de vinho e vim
brincando com uma menina boliviana-francesa de 5 anos. Agora estou
em São Paulo. São 23h56, e vou embarcar em meu
ônibus para o Rio. Muito bom ouvir português
novamente.
             
O fim desta história feliz deixo para o Arthur relatar.
Demais essa viagem. Ao final, tudo termina bem.
              Fui
!!!</p>
<p>Arthur -
Último dia! Já escrevo de casa, ainda animado,
pilhado!
             
Fizemos compras pela manhã; comprei um tênis Lotto
baratinho, bem legal. Aí começaram as
"esquisitices".
             
Ao chegar no aeroporto, sem dinheiro e duas horas antes do
vôo, descobrimos que tínhamos que pagar 25
dólares cada um de taxa de aeroporto. As taxas de
embarque a gente já tinha pago ao comprar a passagem, essa
era outra taxa! E não aceitava cartão! Desespero! Mas
tudo acabou bem, graças ao número
de emergência do cartão de crédito. Mario
foi buscar o dinheiro no banco.
              Depois
do susto, veio a polícia. Passamos para a área
de embarque, e então um policial implicou comigo e revistou
toda a bagagem de mão, chegando a lamber peças de um
jogo de xadrez que comprei pra um amigo. Enfiou uma
chave dentro de um doce que comprei pra Lu, e fez
várias perguntas sobre as compras que fiz.
              Enfim,
a viagem de volta. Horas de vôo até
São Paulo, e depois 6 horas de ônibus
até Niterói. Que alegria o retorno! Foi realizado o
sonho da viagem pela América Latina! Muitos presentes,
milhões de histórias e um gosto de
felicidade na alma. Valeu Mario, irmão sem ser de sangue!
Valeu, um beijo a todos que tiveram paciência de ler esse
relato! Agora é partir para outra !!</p>
<p><strong>Legenda: Estátua de um condor numa
praça em Cochabamba, último ponto da
viagem.</strong>
            </p>
]]></description>			<link>http://amazonia.spaceblog.com.br/18306/Dia-20-23-08-2005/</link>			<comments>http://amazonia.spaceblog.com.br/Dia-20---23-08-2005-02052007-033724-lp-18306.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://amazonia.spaceblog.com.br/18306/Dia-20-23-08-2005/</guid>			<pubDate>Wed, 02 May 2007 03:37:24 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Dia 19 - 22/08]]></title>			<description><![CDATA[<p>Mario - 
Escrevo antes de dormir, ainda excitado com a última noite
fora do Brasil.
            
A viagem foi um sucesso ! ! ! Uhuuuu ! ! ! Com hotel pago e 3
dólares na carteira, amanhã só nos resta comer
e partir.
            
Quando planejamos (mais ou menos) nossa viagem, tudo era uma grande
incógnita. Ouvimos muitos alertas de perigo e realmente
não sabíamos o que nos esperava. Não
encontramos mosquitos da malária (nem usei meu "Off"),
não vimos nenhum matador jogando corpos no rio, não
morremos de frio nem de calor, não fomos roubados,
não passamos perrengue de banho, nem de roupas, nem de fome,
nem de nada!
             
Todas as minhas expectativas (ou nossas) não foram
simplesmente atendidas. Foram superadas. Super superadas!
              Aparentemente
minha empresa não se explodiu nem parou nem nenhuma grande
tragédia ocorreu. Os e-mails que recebi foram de conquistas
e para me tranquilizar. "Está tudo sob controle por aqui".
Graças a Deus.
             
Volto levando mil presentes para todos os mais chegados, para
família e para todos os que trabalham comigo. Se curti tudo
isso agradeço a todos vocês esses grande
privilégio.
             
Arthur, amigão do peito, de anos, que será padrinho
de meu casamento (junto com a Lu, é claro), quase casamos.
Moramos juntos esses 20 dias e compartilhamos ou dividimos
experiências, emoções, hospedagem,
decisões e grana. Foi show.
             
Minha gata que me espere, estou voltando cheio de amor pra dar. A
próxima grande viagem será nossa lua de mel.
             
No regresso me aguarda uma mudança de casa, muito trabalho e
muita história para contar e ouvir. A flautinha não
evoluiu tecnicamente, mas aprendi músicas novas e agora tem
essa associação tão legal com a viagem. Todos
do hotel vieram falar comigo da "Pantera cor de rosa", que
já praticamente decorei.
             
O dia de hoje foi de muito caminhar. Cochabamba é uma cidade
grande, e chegamos ainda antes do amanhecer. Para mim a viagem de
ônibus foi tranquila, mas mesmo assim dormi um pouco ao
chegar ao hotel.
             
Acordei antes do Arthur, sonhando com o metrônomo que queria
comprar. Foi só sonho mesmo; fui nas lojas de música
e só tem digital, só em cash. Não vale a pena.
Depois, fui procurar a lã encomendada por minha mãe,
e andei muito, perguntei muito e, depois de mais de duas horas
caminhando, de visitar todas as lojas (3) e tendas (2), é
claro que espalhadas, descobri que não há lã
natural por aqui.
              Cochabamba
é um Rio de Janeiro pequenito. Há um Saara, há
uma Vieira Souto, há favelas, há até um Cristo
Redentor. Zonas ricas e pobres bem discrepantes e, mais nas
áreas pobres e centrais, muitos pedintes. Há muita
pobreza, mas a rua nobre tem hotéis de luxo, bares transados
e até Burguer King.
              Andamos
muito o dia todo, com tudo o que mencionei; até na favela
subimos, procurando uma lagoa (meio Rodrigo de Freitas). Não
achei muito turístico, me parece que as coisas bonitas tem
que pegar carro e andar um pouco. No entanto, me pareceu uma cidade
interessante de se passar um pouco mais de tempo. E que dá
até pra morar (ouvi que tem muitos brasileiros aqui).
             
À noite fomos em um cinema, ver um filme boliviano, muito
engraçado. Retrata as coisas que são muito claras por
aqui com muito humor: descaso policial, corrupção,
pirataria, pilantras e também muita alegria de viver, de
bailar e de levar a vida.
             
Assim, saio com uma imagem de um país subdesenvolvido, mas
com pessoas alegres e com um jeitinho boliviano para tudo.
             
Voila!</p>
<p> </p>
<p>Arthur - O dia
começou com a chegada, ainda de madrugada, à
Cochabamba. Depois de uma boa andada, encontramos um hotel legal e
barato. Dormi até 11h30, e depois caminhamos pela
cidade.
             
A Bolívia é o mais pobre dos três países
que visitamos. Batemos umas fotos, compramos algumas coisas e
subimos uma espécie de favela para ver a lagoa. Estava meio
seca; aliás, como tudo por aqui. Acho que não chove
há um tempo por esses lados da América.
             
Depois, vimos uma comédia boliviana sobre uns trapaceiros.
Uma boa crítica da realidade daqui. Falei com meu amor ao
telefone, cheio de saudade. Terminamos nostálgicos a noite,
andando pelo lado nobre de Cochabamba, tendo todas as nossas
tentativas de usar a "tarjeta" negados. Aliás, é bom
andar à noite pelas ruas sem ter a sensação de
que as suas bochechas estão sendo cortadas de tanto
frio.
              
A nostalgia trazida pelo fim da viagem tomou conta de nós.
Sentimos saudade de nossas coisas e pessoas no Rio, mas ao mesmo
tempo estamos felizes pelo sucesso da viagem, já sabendo que
daqui há um mês estaremos nostálgicos da
própria viagem. Podemos dizer que ela está
concluída, pois amanhã às 13h00 já
estaremos no aeroporto.
               A
viagem foi um sucesso, do início ao fim. Que alegria. Viajar
faz um bem enorme. Conhecer lugares e pessoas novas.
Situações novas, enriquecedoras. A companhia do
Mario, parceiro de viagem e amigo de mais de uma década, foi
fundamental, como um porto seguro na viagem ao desconhecido.
              
No momento sinto muita saudade do que está no Brasil. e que
vou reencontrar em 30 horas aproximadamente. Saudades da Lu, dos
meus amigos, da minha mãe, do Brasil. A gente é
assim, quer viajar para depois querer voltar.
               Outra
grande aventura me aguarda na volta: o início dos
preparativos para mudar de casa. Que tudo corra bem, assim como
aconteceu com a viagem.</p>
<p><strong>Legenda: Arthur com dois menores engraxates na beira do
Titicaca</strong></p>
]]></description>			<link>http://amazonia.spaceblog.com.br/16263/Dia-19-22-08/</link>			<comments>http://amazonia.spaceblog.com.br/Dia-19---22-08-22042007-170134-lp-16263.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://amazonia.spaceblog.com.br/16263/Dia-19-22-08/</guid>			<pubDate>Sun, 22 Apr 2007 17:01:34 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Dia 18 - 21/08/2005]]></title>			<description><![CDATA[<p>Mario - 18º
dia de viagem, no ônibus, rumo a Desaguadero, na
fronteira com a Bolívia. 14h00, algum sol e algum frio.
Ontem chegamos a Puno, na beira do Titicaca, em nossa viagem de
trem. Vale ressaltar que vimos um pôr-do-sol
fantástico nos Andes. Não digo que é o mais
bonito, pois já perdi essa noção faz tempo.
Tudo é bonito, cada um de seu modo. A dança no trem
que o Arthur mencionou foi bem legal mesmo, coloquei um
chapéu e uns enfeites típicos e corri bailando pelo
vagão com a peruana que cantava com uma voz meio Yoko Ono,
enquanto eu fazia uns iá-iá-iá no mesmo ritmo.
Viajei.
            
Puno assemelha-se à Cusco em alguns aspectos. Vive bastante
de turismo. Tem uma "Plaza de Armas" e um centrinho. Aqui tem uma
rua meio "rua das pedras" em Búzios: as pessoas andam de um
lado para o outro e tem vários barezinhos com som rolando
(muito rock-reggae!). Para variar, gringos de todas as partes do
mundo. De manhã, acordamos cedo para fazer um tour pelo
Titicaca. Aí começa mais uma grande aventura.
             O
Titicaca é imenso. Mais de 8000 m2 de área e atinge
profundidade de mais ou menos 250 metros em algumas partes.
SInistro. Em muitos lugares não se vê o outro lado.
Nas margens, e até bem dentro do lago nasce um "capim" de
nome totora - bem mais grosso que um capim normal. Em alguns pontos
existem ilhas disso (umas 40); são emaranhados de totora,
ancorados no lago, e as pessoas vivem em cima, também em
casas feitas de totora. A água é bem clara, e para
mergulho parece ter uma visibilidade fantástica.
Também é bem oxigenada. Há uma variedade de
peixes pequenos mas comestíveis (nativos) e trutas que
crescem até um metro (povoada).
             Nosso
passeio foi ir visitar um conjunto destas ilhas flutuantes, Nada
demais: barquinho, gringo à vera, um guia mala. Acho que foi
um pouco de loucura da minha parte, mas "me gusta las locuras".
Subi no segundo andar do barco (ancorado numa ilha), tirei
calça e casaco e mergulhei no lago. Nadei de uma ilha
à outra. 20 metros de profundidade, mais ou menos 3 graus de
temperatura, e pouco ar para respirar junto com a altitude (3800
metros de altitude). Nadei sem parar enquanto um frio
inacreditável congelava meu corpo. Na outra ilha, conversei
bastante com um nativo que me explicou que alguns realmente vivem
nas ilhas, mas que nesta época todos querem vender
bugingangas e tirar um troco dos turistas.
            
A volta foi ainda mais sinistra, pois estava com o corpo já
um pouco gelado e resolvi voltar mais tranquilo. Meu corpo
começou a doer bastante, e foi impossível fazer um
pipizinho que havia planejado. Ao sair da água, meu corpo
doía bastante e levei uma meia hoa de casaco, pulando e
tentando me aquecer para que meus ossos, músculos e sange
voltassem à temperatura natural.
             Fantástico,
a maior aventura da viagem, e me enche de orgulho. Nadei no
Titicaca!!!
             Depois,
nada de mais: ônibus para Desaguadero, na fronteira
Perú x Bolívia. Comecei o relato no ônibus e
termino num barzinho na rodoviária, quero dizer, no ponto de
ônibus de La Paz. Nosso ônibus para Cochabamba sai
23h00. Às 7h00 estaremos lá. A Bolívia
é pobre, já deu pra notar.</p>
<p> </p>
<p>Arthur - 22h15.
Estamos num barzinho meio tosco. Aqui, como no Perú, os
refrigerantes são servidos à temperatura ambiente, ou
seja, bem mais quentes que no Brasil. Horrível. Tudo bem que
faz muito frio, mas mesmo assim!
             
Bom, o dia começou com um passeio pelo Titicaca.
Começou meio sem ar também, devido à uma
corrida dada de manhã por mim até o mercado. Na van,
vimos que éramos todos gringos.
             
O Mario já descreveu bem o Titicaca. Imenso, parece um mar.
Um privilégio conhecer num curto espaço de tempo o
rio Amazonas, as cordilheiras dos Andes e o lago Titicaca.
Espantosos todos.
             
O passeio em si não tinha grandes atrativos, além do
lago. Tinha umas ilhas flutuantes, de uma espécie de
capim-bambu. Assaz intrigante. Acabou que fizemos contatos com
outros gringos; esse foi um aspecto interessante.
              Como
a grande maioria dos estrangeiros que conhecemos em toda a viagem,
os daqui são simpáticos, com variações.
Chamou-me a atenção o contraste entre a australiana
gente fina e a francesa meio grossa. A primeira era uma pessoa
totalmente pra cima, de bem com a vida. É australiana, mas
mora em São Paulo com o namorado. A segunda era o oposto,
sempre vendo tudo pelo lado negativo, com um excesso de sarcasmo.
É curioso duas pessoas tão diferentes num mesmo
passeio.
             
Outro grande detalhe foi o mergulho do Mario nas águas
gélidas do Titicaca. Nadou até a outra ilha. Espantou
a todos. Uma grande história para contar aos netos (e a
todo mundo), além de minutos de sofrimento pelo frio ao sair
da água, heheheh.
             
A volta foi meio correria. Li um pouco de Mafalda, do livro que o
Mario comprou. Achei interessante. Pegamos o ônibus pra
fronteira, e pronto. Estamos na Bolívia. Pegamos uma kombi
velha para La Paz (é o único meio de trasnporte daqui
para La Paz), e agora estamos esperando a partida de nosso
ônibus para Cochabamba, última cidade da viagem.
Estamos vendo um programa de auditório bizarro
agora.
             
A viagem está terminando. Estou com muitas saudades da
namorada, do país, dos amigos.
             
Adendo: como há muito tempo não faço adendos,
aqui vai um. 
             
Nesse mesmo bar tosco que estávamos, haviam 2
indivíduos ruins, mas ruins mesmo - bêbados até
quase cair. Provavelmente beberam La Paz inteira.
              A
"estação de ônibus" é a coisa mais
bizarra do mundo. Não dá muito pra descrever:
não tem um lugar central, são vários pequenos
pontos de venda, com gente pra caramba; o embarque é na rua
mesmo, com muita confusão e sem nenhuma
informação. Os próprios bolivianos não
entendem. O detalhe é que, nessa hora, estava um frio
de lascar, aproximadamente 4 graus. De longe, o maior frio que
já senti na vida.
             
Nossos temores que a viagem para Cochabamba fosse perrengue se
confirmaram, de certa forma. O ônibus era quente (que bom),
mas o banheiro estava trancado, e o motorista não tinha a
chave. Ou seja, não havia banheiro. Nada mal para uma viagem
de 6 horas e meia. Mais ou menos com trinta minutos de viagem, as
TVs do ônibus começaram a exibir 2 filmes (ou melhor,
1 filme e meio). Horrendos os filmes, e com um volume
altíssimo. Qual o sentido de, num ônibus leito, que
sai à meia-noite, ter uma televisão com um volume
desses, quando todos querem dormir?
             
Depois de uma rápida parada para banheiro (segundo o Mario,
a temperatura a essa hora, uma e meia da manhã, estava em
torno de zero. Que bom que fiquei no ônibus, hehe), o
ônibus começou a adentrar numa área de muitas
montanhas. Lembrei-me da estrada para Parati! Parecia que
fazíamos "8" o tempo todo, ou que andávamos em
círculos. O tempo todo, pra lá e pra cá, um
horror. Obviamente, o Mario dormiu ferrado o tempo todo,
heheheh.
              Terminando
esse longo adendo, lembro-me da forma como o sujeito do "terminal
rodoviário" escreveu o meu nome na ficha. Ele escreveu
"Arthur" da seguinte maneira: "ACTUF". Fiquei boquiaberto ao ler.
Às vezes erram, mas isso é demais. Nem falei o
"Engel", peguei a caneta e escrevi eu mesmo. "Actuf" é
demais! : )</p>
<p><strong>Legenda: Arthur e Mario numa das ilhas de totora, no
meio do Titicaca.</strong></p>
]]></description>			<link>http://amazonia.spaceblog.com.br/16090/Dia-18-21-08-2005/</link>			<comments>http://amazonia.spaceblog.com.br/Dia-18---21-08-2005-21042007-212604-lp-16090.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://amazonia.spaceblog.com.br/16090/Dia-18-21-08-2005/</guid>			<pubDate>Sat, 21 Apr 2007 21:26:04 +0200</pubDate>		</item>	</channel></rss>