<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom">		<title>http://alexandrecruz.spaceblog.com.br</title>		<id>http://spaceblog.com.br/</id>		<link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://alexandrecruz.spaceblog.com.br/atom.xml" />		<subtitle><![CDATA[alexandre cruz]]></subtitle>		<rights>Copyright (c) 2006, Hi-pi</rights>		<generator>Hi-pi ATOM generator</generator>		<author>			<name>Hi-pi</name>			<uri>http://alexandrecruz.spaceblog.com.br</uri>		</author>		<updated>2009-07-02T06:42:09+02:00</updated>		<entry>			<title>Pina Bausch: Transgressão e Poesia!</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p></p>
<p><em>Não me interesso em como as pessoas se movem,
mas o que as movem</em></p>
<p><strong>Pina Bausch</strong></p>
<p></p>
<p><strong>Ciranda da Bailarina</strong></p>
<p>Procurando bem
Todo mundo tem pereba
Marca de bexiga ou vacina
E tem piriri, tem lombriga,
tem ameba
Só a bailarina que não tem</p>
<p>E não
tem coceira
Berruga nem frieira
Nem falta de maneira ela não tem
Futucando bem
Todo mundo tem piolho
Ou tem cheiro de creolina
Todo mundo tem
um irmão meio zarolho
Só a bailarina que não tem</p>
<p>Nem
unha encardida
Nem dente com comida
Nem casca de ferida ela não tem
Não livra ninguém
Todo mundo tem remela
Quando acorda às seis da matina
Teve escarlatina
ou tem febre amarela
Só a bailarina que não tem
Medo de subir, gente
Medo de cair, gente
Medo de vertigem
Quem não tem
Confessando bem
Todo mundo faz pecado
Logo assim que a missa termina
Todo mundo tem
um primeiro namorado
Só a bailarina que não tem</p>
<p>Sujo
atrás da orelha
Bigode de groselha
Calcinha um pouco velha
Ela não tem
O padre também
Pode até ficar vermelho
Se o vento levanta a batina
Reparando bem,
todo mundo tem pentelho
Só a bailarina que não tem</p>
<p>Sala
sem mobília
Goteira na vasilha
Problema na família
Quem não tem
Procurando bem
Todo mundo tem</p>
<p></p>
<p></p>
<p></p>
<p>Saiba mais sobre essa mulher
GENIAL</p>
<p>(da Folha de São Paulo)</p>
<p>A grande dama da dança-teatro, a alemã
Pina Bausch, morreu ontem pela manhã,
aos 68 anos, na cidade de Wuppertal, onde dirigia sua companhia, o
Tanztheater Wuppertal. A morte da
coreógrafa foi divulgada em nota do próprio grupo, segundo a qual,
na semana passada, Bausch teria sido diagnosticada com câncer. Ela
subiu ao palco pela última vez há dez dias, no dia 21, como sempre
para agradecer os aplausos com sua companhia.Com personalidade
forte, Bausch seguia todas as apresentações do grupo e controlava
todas suas ações. Dessa maneira, fica difícil saber o futuro do
Tanztheater Wuppertal, mesmo se continua agendada a vinda do grupo
a São Paulo, em setembro, com o programa histórico Café Müller (1978), peça que sempre
teve a presença de Bausch, e A
Sagração de Primavera (1975).Pina Bausch é a
mãe da dança contemporânea, disse certa vez o coreógrafo
Alain Platel, diretor do grupo belga Les Ballets C. de la B.. De
fato, no século 20, poucos coreógrafos foram tão influentes como
como Pina Bausch.</p>
<p>Enquanto a dança norte-americana, com
nomes como Trisha Brown e Lucinda Childs, seguiam uma linha formalista, com
a qual Bausch também teve certa identidade, já que estudou nos
Estados Unidos, entre 1958 e 1962, ela pode ser caracterizada como
uma coreógrafa com marca profundamente humanista: <em>Não me interesso em como as pessoas se movem,
mas o que as movem</em> é uma de suas mais
representativas falas.</p>
<p>Com isso, Bausch ampliou as fronteiras
da dança de forma tão radical que tudo passou a ser permitido:
dançar deixou de ser uma técnica para que qualquer movimento fosse
admitido como dança.</p>
<p>Para criar suas peças, a partir de
1973, quando foi contratada pelo Teatro de
Ópera de Wuppertal e de onde nunca mais saiu, Bausch levou
seus bailarinos a situações de risco.</p>
<p>Em geral, treinados no balé clássico,
para socorro imediato, especialmente após quatro horas de
espetáculo sobre água. Nos primeiros anos, muitos bailarinos se
recusaram a trabalhar com Bausch. Nos últimos anos, suas audições
eram frequentadas por centenas de candidatos.</p>
<p>Com o público não foi diferente, em
suas primeiras peças, as pessoas saiam do teatro batendo as portas
em sinal de fúria. Atualmente, ingressos para a companhia de Bausch
se esgotam rapidamente, em qualquer lugar do mundo. Para Bausch, o
palco não deveria ser um lugar protegido, mas tão difícil como a
própria vida. Além do mais, o próprio limite entre palco e plateia
sempre foi questionado em seus espetáculos. Em todos eles, seus
bailarinos interagem com o público, servem café ou vinho, os
abraçam, mostram fotos.</p>
<p>Ao contrário da dança clássica, eles
não incorporam papéis definidos, eles sempre se chama Düsseldorf, a
poucos quilômetros de Wuppertal. A dança-teatro de Bausch, aliás,
sempre teve um caráter performático: no palco, os bailarinos comem
cebolas inteiras, escalam altos muros, penduram-se em cordas,
escorregam na água. Difícil um espetáculo de dança contemporânea
que não tenha alguma marca do Tanztheater Wuppertal.</p>
<p>As temáticas de suas primeiras peças,
especialmente nos anos 1970 e 1980, costumam ser vistas como muito
intensas e deprimentes, enquanto sua fase mais recente tem sido
vista como mais superficial e alegre. Bausch justificava essa
mudança de forma muito direta: A questão é do que precisamos
hoje. Estamos num momento terrível, tenebroso, sério e assustador.
Então, procuro dar um pouco de balanço, compensação para tudo
isso.</p>
<p></p>
<p></p>
<p></p>
				</div>			</content>			<id>http://alexandrecruz.spaceblog.com.br/427458/Pina-Bausch-Transgress-o-e-Poesia/</id>			<link href="http://alexandrecruz.spaceblog.com.br/427458/Pina-Bausch-Transgress-o-e-Poesia/" />			<author>				<name>alexandrecruz</name>				<uri>http://alexandrecruz.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-07-02T06:41:42+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Poesia  da  Palavra  Morta</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><strong>O som rompe a percepção</strong></p>
<h1>Não ouço mais o pulsar da pa- la- vra quando
falada</h1>
<h1>Ela está Mal Dita</h1>
<h1>e a palavra não é mais lida</h1>
<h1>é mastigada a exaustão</h1>
<h1>em liquidificadores, processadores,
batedeiras supersônicas</h1>
<p><strong>Vomitadores de eletrônicos eletrodos
bimotores</strong></p>
<p><strong>Os meus sentidos estão de
sentinela</strong></p>
<p><strong>e olham pela janela</strong></p>
<p><strong>do meu olho postiço...</strong></p>
<p><strong>estarrecido ...</strong></p>
<p><strong> embrutecido</strong></p>
<p><strong>com o sumiço da poesia
concreta</strong></p>
<p><strong>de palavrões:</strong></p>
<p><strong>mjgswdhgibkjbjbkCbnMMnMbmz smxjdh
xmxmx xxjxjcbbjhcbxznbcxzbkcxzb.
xjhxnxnjxhhcdkkkkkvcnxz zjhhnacmjkvc xcxjjsmdmmmzcxx jjjdssssssxc dxshmnm dx 11111
cnjhshjsmnbbvgzstdsmnfdghykjgf!!!!!!!!!!!!!!</strong></p>
<p><strong>Surge um sol de mentiras</strong></p>
<p><strong>pronunciadas por um Pinóquio,
qualquer</strong></p>
<p><strong>que busca a sua parte humana em algum lixo
radioativo,</strong></p>
<p><strong>é mendigo de carinho</strong></p>
<p><strong>só um sorriso bastaria</strong></p>
<p><strong>nem era preciso olhar diretamente na sua
cara de pau</strong></p>
<p><strong>Finja apenas que esta olhando para alguma
parede...</strong></p>
<p><strong>Agora falando francamente!</strong></p>
<p><strong>Mudando de gato para ganso</strong></p>
<p><strong>De bode para camelo</strong></p>
<p><strong>De girafa para elefante</strong></p>
<p><strong>De formiga para gafanhoto</strong></p>
<p><strong>De gripe para emoroidas</strong></p>
<p><strong>De terremotos para arrastões</strong></p>
<p><strong>De fimose para o aumento de pênis
pequeno</strong></p>
<p><strong>A rede não é mais de peixe</strong></p>
<h1>A rede agora é globalizada</h1>
<h1>interativa</h1>
<h1>interplanetária</h1>
<h1>cheia de sites, <strong>mega bites,</strong></h1>
<h1>e-mails, links, dígitos secretos, subalternos</h1>
<h1>Conteúdos de chips de algum computador
japonês.</h1>
<h1>A minha opinião mais concreta e sincera</h1>
<h1>É fazer sexo pela tela</h1>
<h1>Lambuza seu mouse de excrementos</h1>
<h1>de gozozas ejaculações metafísicas</h1>
<h1>Enfia a língua na sua tecla sap</h1>
<h1>e veja o mundo falar inglês</h1>
<h1>só para se sentir existir</h1>
<h1>só para se sentir estar vivo</h1>
<h1>só para se sentir... muuuuuuuuuuderno</h1>
<h1>Fume maconha budista</h1>
<h1>Judaica</h1>
<h1>Anglo saxonica</h1>
<h1>Católica apostólica romana</h1>
<h1>Faça uma viagem as arábias</h1>
<h1>E chute a barraca do Bin Laden</h1>
<h1>Faça o cretino-herói se sentir no World da
Casa Branca</h1>
<h1>Pinte ela de vermelho comunista : Cubana ou
Chinesa</h1>
<h1>Chute a bunda branca do Bush</h1>
<h1>E faça um boquete com a Mônica Levinsk</h1>
<h1>A vida sexual do Clinton era uma merda</h1>
<h1>Só assim a Hilary começou a trepar
gostoso</h1>
<h1>Tudo isso saiu no The New York Times</h1>
<h1>Imite o Ney Matogrosso</h1>
<h1>E mostre o que é ser seco e molhado</h1>
<h1>use e abuse do rebolado e vá pular no carnaval dos
bichos</h1>
<h1>Vou sair fora do ar</h1>
<h1>Xxxxxxxxxxxxxxxxx</h1>
<h1>xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx</h1>
<h1>xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx</h1>
<h1>xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx</h1>
<h1>xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx</h1>
<h1>xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx</h1>
<h1>xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx -
tantoX só pra DIZER QUE
ESSE</h1>
<h1>É O VERDADEIRO X DA
QUESTÃO.</h1>
				</div>			</content>			<id>http://alexandrecruz.spaceblog.com.br/411344/Poesia-da-Palavra-Morta/</id>			<link href="http://alexandrecruz.spaceblog.com.br/411344/Poesia-da-Palavra-Morta/" />			<author>				<name>alexandrecruz</name>				<uri>http://alexandrecruz.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-06-27T06:31:45+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Andrei Tarkovski: Escultor do Tempo</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p></p>
<p></p>
<p></p>
<p></p>
<p></p>
<p></p>
<p></p>
<p></p>
<p><span>Quando instado a explicar o sentido
de seus filmes, <strong>Andrei
Tarkovski</strong> (1932-1986)
respondia com a seguinte metáfora: <em><strong>"Você olha um relógio. Ele funciona, mostra
as horas. Você tenta compreender como ele funciona e o desmonta.
Ele não anda mais. E no entanto essa é a única maneira de
compreender..."</strong></em></span></p>
<p><span>Tarkovski passou a vida montando e desmontando "relógios"
na tentativa de compreender o funcionamento da vida e do espírito
dos homens. Nascido em Moscou, filho do célebre poeta
<strong>Arseni Tarkovski,</strong> Andrei estudou música, pintura e
a língua árabe na infância e juventude. Trabalhou em prospecção
geológica na Sibéria e só aos 24 anos começou a se interessar por
cinema. Aprendeu o novo ofício com Mikhail Romm (Lenin em Outubro)
na Escola de Cinema de Moscou, onde realizou o curta <em><strong>Hoje Não Haverá Saída
Livre</strong></em> <strong>(1959)</strong> e o média de
conclusão do curso, <em><strong>O Trator e o
Violino</strong></em>
<strong>(1960).</strong></span></p>
<p><span>Com o épico introspectivo <strong><em>A Infância de Ivan</em> (1962),</strong> Tarkovski
fomentou a nouvelle vague soviética dos anos 60. Diante daquela
história de guerra vista pelo menino como o inferno na terra,
Jean-Paul Sartre a defendeu como peça de "surrealismo socialista".
Em seguida veio <strong><em>Andrei
Rublev</em></strong> <strong>(1966),</strong> para muitos
sua obra-prima. A biografia poética do pintor de ícones medieval
enfatizava a visão do artista não como uma elite, mas como um
operário, um artesão gerado pela energia criativa do
povo.</span></p>
<p><span>A esta altura, Tarkovski já vivia uma situação
contraditória na indústria estatal do cinema. Os estúdios Mosfilm
concediam-lhe vastos recursos de produção para depois dificultar ao
máximo a circulação de seus filmes. <em><strong>Andrei Rublev</strong></em> ficou proibido durante
cinco anos por "falta de rigor histórico". A burocracia o acusava
de misticismo, violência e irrealismo. A crítica e os festivais
internacionais, no entanto, o cultuavam como a um novo Dostoievski.
<strong><em>Solaris</em></strong>
<strong>(1972),</strong> cruzamento de ficção científica com ensaio
filosófico, consolidou sua reputação dialogando com o 2001 de
Kubrick e sugerindo que cada um de nós é responsável por assumir
seu passado perante a coletividade.</span></p>
<p><span>Era tempo de Tarkovski voltar-se para o seu próprio
passado e o de sua mãe em <strong><em>O
Espelho</em></strong> <strong>(1974),</strong> uma complexa
odisséia da memória. Em 1979, ao realizar o sublime Stalker, o
cineasta confirmava-se independente dentro do mastodôntico cinema
soviético: nem um dissidente padrão, nem um servil cumpridor de
cânones.</span></p>
<p><span><strong><em>Nostalgia</em>
(1983)</strong> e <strong><em>O
Sacrifício</em> (1986)</strong> serão obras do exílio. No
mesmo ano em que as autoridades o impedem de ir à França apresentar
Stalker, permitem-no viajar à Itália para filmar
<em><strong>Nostalgia</strong></em>,
canto de amor à pátria escrito com Tonino Guerra. A busca de
locações renderia o semidocumentário Tempo de Viagem. As filmagens
suecas de <strong><em>O
Sacrifício</em></strong>, já marcadas pelo sofrimento do
diretor com o câncer que lhe mataria logo depois, foram registradas
no belíssimo documentário Dirigido por Tarkovski, de Michal
Leszczylowski.</span></p>
<p><span>Nove
filmes em 26 anos de carreira parecem pouco aos olhos da
estatística. Mas a escala grandiosa da obra de Andrei Tarkovski não
se mede por números. <strong><em>Em Esculpir
o Tempo</em></strong>, seu livro de reflexões sobre arte e
cinema,</span> <span><span>obra essencial a todos os amantes da sétima
arte,</span></span> <span>ele comparou o trabalho do diretor ao de um escultor que,
<em><strong>"guiado pela visão interior de
sua futura obra, elimina tudo o que não faz parte
dela".</strong></em> O seu cinema tem essa qualidade
essencial das obras perfeitas: o que não está ali é
excesso.</span></p>
<p><strong><span><span>
</span></span><span><span></span></span><span><span>Filmografia</span></span></strong></p>
<ul>
<li>
<span>
<span><strong>Ubiytsy</strong></span>
<strong>(</strong><span><strong>1956</strong></span><strong>)</strong></span></li>
<li>
<span>
<span><strong>Hoje não haverá saída
livre</strong></span> <strong>(</strong><span><strong>1959</strong></span><strong>)</strong></span></li>
<li>
<span>
<span><strong>O Rolo Compressor e o
Violinista</strong></span> <strong>(</strong><span><strong>1960</strong></span><strong>)</strong></span></li>
<li>
<span><span><strong>A Infância de
Ivan</strong></span> <strong>(</strong><span><strong>1962</strong></span><strong>)</strong></span></li>
<li>
<span><span><strong>Andrei Rublev</strong></span>
<strong>(</strong><span><strong>1966</strong></span><strong>)</strong></span></li>
<li>
<span><span><strong>Solyaris</strong></span>
<strong>(</strong><span><strong>1972</strong></span><strong>)</strong></span></li>
<li>
<span><span><strong>O Espelho</strong></span>
<strong>(</strong><span><strong>1974</strong></span><strong>)</strong></span></li>
<li>
<span><span><strong>Stalker</strong></span>
<strong>(</strong><span><strong>1979</strong></span><strong>)</strong></span></li>
<li>
<span><span><strong>Nostalgia</strong></span>
<strong>(</strong><span><strong>1983</strong></span><strong>)</strong></span></li>
<li>
<span>
<span><strong>Tempo de Viagem</strong></span>
<strong>(Documentário para a RAI)
(</strong><span><strong>1983</strong></span><strong>)</strong></span></li>
<li>
<span><span><strong>O Sacrifício</strong></span>
<strong>(</strong><span><strong>1986</strong></span><strong>)</strong></span></li>
</ul>
				</div>			</content>			<id>http://alexandrecruz.spaceblog.com.br/415391/Andrei-Tarkovski-Escultor-do-Tempo/</id>			<link href="http://alexandrecruz.spaceblog.com.br/415391/Andrei-Tarkovski-Escultor-do-Tempo/" />			<author>				<name>alexandrecruz</name>				<uri>http://alexandrecruz.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-06-25T04:41:06+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Linguagem</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><span>
Uma linguagem que corte o fôlego. Rasante,
talhante, cortante. Essa deve ser a linguagem do poeta.
Uma linguagem de aços exatos, de relâmpagos afiados, de agudos
incansáveis, de navalhas reluzentes.
Uma dentadura que triture o eu-tu-ele-nós-vós-eles.
Um vento de punhais que desonre as famílias, os templos, as
bibliotecas, os cárceres, os bordéis, os colégios, os manicômios,
as fábricas, as academias, os cartórios, as delegacias, os bancos,
as amizades, as tabernas, a revolução, a caridade, a justiça, as
crenças, os erros, a esperança, as verdades... a
verdade!</span></p>
<p><span>
<strong>Octavio
Paz</strong> nasceu e morreu na Cidade
do México (1914 - 1998). Foi encorajado por Pablo Neruda para se
dedicar à poesia. Foi escritor, poeta, diplomata e
jornalista.
</span></p>
				</div>			</content>			<id>http://alexandrecruz.spaceblog.com.br/415393/Linguagem/</id>			<link href="http://alexandrecruz.spaceblog.com.br/415393/Linguagem/" />			<author>				<name>alexandrecruz</name>				<uri>http://alexandrecruz.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-06-24T06:25:13+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Colcha de Mim</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><strong><span>
Uma vez quando fiquei muito,
muito triste, mas não tão triste para mudar tudo, e nem tão triste
para acabar com alguma coisa, mas me sentia tão triste, mas tão
triste... que fui para a máquina de costura (que nem sabia direito
como funcionava), fucei, fucei, rasguei uns panos, recolhi
outros... e fiz uma colcha de retalhos de 8 metros por 3 de
largura... 8 metros de tristeza... 8 metros de
cura...</span></strong></p>
<p><strong><span>
Essa colcha virou cenário, ilustrou
minha desilusão, ilustrou minha paixão, iludiu minha platéia...
alguns criticos gostaram dela, outros conhecedores cênicos a
achavam exagerada... mal sabia eles... que no palco estava meu
peito rasgado e costurado.<span></span> 8 metros de
mim.</span></strong></p>
<p><strong><span>
de Valter Vanir
Coelho</span></strong></p>
<p><strong><span>
ator, diretor,
dramaturgo , poeta ... um criador de beleza. Sou seu
fã.</span></strong></p>
				</div>			</content>			<id>http://alexandrecruz.spaceblog.com.br/417985/Colcha-de-Mim/</id>			<link href="http://alexandrecruz.spaceblog.com.br/417985/Colcha-de-Mim/" />			<author>				<name>alexandrecruz</name>				<uri>http://alexandrecruz.spaceblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-06-24T06:29:13+02:00</updated>		</entry></feed>