<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0">	<channel>		<title>[spaceblog.com.br] alessandroengroff : <![CDATA[Alessandro Engroff]]></title>		<link>http://alessandroengroff.spaceblog.com.br</link>		<description><![CDATA[Alessandro Engroff]]></description>		<language>br</language>		<copyright>Copyright (c) 2006, Hi-pi</copyright>		<generator>Hi-pi RSS 2.0 generator</generator>		<docs>http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss</docs>		<pubDate>Sat, 27 Jun 2009 01:17:10 +0200</pubDate>		<image>			<title>alessandroengroff.spaceblog.com.br</title>			<link>http://alessandroengroff.spaceblog.com.br</link>			<url>http://staticblog.hi-pi.com//images/avatar.gif</url>		</image>		<item>			<title><![CDATA[Pelo respeito ao jornalista e à qualidade da informação!]]></title>			<description><![CDATA[<p>Flyer criado pela Agência Junior de Publicidade da Estácio.</p>
<p> </p>
]]></description>			<link>http://alessandroengroff.spaceblog.com.br/421374/Pelo-respeito-ao-jornalista-e-qualidade-da-informa-o/</link>			<comments>http://alessandroengroff.spaceblog.com.br/Pelo-respeito-ao-jornalista-e-a-qualidade-da-informac-o--27062009-010447-lp-421374.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://alessandroengroff.spaceblog.com.br/421374/Pelo-respeito-ao-jornalista-e-qualidade-da-informa-o/</guid>			<pubDate>Sat, 27 Jun 2009 01:04:47 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[E quando o mundo "chora" a morte de Michael Jackson...]]></title>			<description><![CDATA[<p>Do <a href="http://bloglog.globo.com/aguinaldosilva/" target=
"_blank">blog</a> do autor de novelas Aguinaldo Silva, sempre
genial:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>"Começou o processo de
canonização, como sempre comandado pelos hipócritas.
Michael Jackson, o negrinho metido a branquelo, o pedófilo, o
malucão de todas as manias, agora é reconhecido, pelos mesmos que o
crucificaram em vida, como o artista importante que foi - um dos
maiores do século XX. O que mais se vê na mídia é gente chorando
lágrimas de crocodilo. Mas Michael, na morte como na vida, está
muitos quilômetros acima dessas miseráveis
carpideiras."</strong></p>
]]></description>			<link>http://alessandroengroff.spaceblog.com.br/421353/E-quando-o-mundo-chora-a-morte-de-Michael-Jackson/</link>			<comments>http://alessandroengroff.spaceblog.com.br/E-quando-o-mundo--chora--a-morte-de-Michael-Jackson----27062009-002146-lp-421353.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://alessandroengroff.spaceblog.com.br/421353/E-quando-o-mundo-chora-a-morte-de-Michael-Jackson/</guid>			<pubDate>Sat, 27 Jun 2009 00:21:46 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Sindicato dos Jornalistas de SC se mobiliza em defesa do diploma]]></title>			<description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Do</strong> <a href=
"http://www.sjsc.org.br/noticias_det.asp?cod_noticia=632" target=
"_blank"><strong>SJSC</strong></a> (destaques meus):</p>

<p style="text-align: justify;">Reunidos em duas sessões de AG, às
10 e às 19h, os filiados do SJSC, consideraram sobre o seguinte
contexto:</p>
<p class="western" style=
"margin-bottom: 0cm; text-align: justify;">1 - A votação do STF
definiu sobre: o fim da exigência do diploma para o exercício da
profissão. Com isso também cai a necessidade de registro e acaba
com boa parte da regulamentação da profissão;</p>
<p class="western" style=
"margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"><strong>2 - Os
argumentos do STF alegando que a exigência do diploma barra a
liberdade de expressão é um equívoco. A liberdade de expressão está
relacionada ao direito que qualquer um tem de escrever um texto,
fazer um blog, um comentário, etc... emitindo uma opinião. Já o
jornalismo não trata de opinião, é uma técnica narrativa que tem
por objetivo informar, logo configura uma profissão que exige um
conhecimento específico;</strong></p>
<p class="western" style=
"margin-bottom: 0cm; text-align: justify;">3 - Entre os juristas,
incluindo a assessoria jurídica do Sindicato, há uma dúvida sobre
se o STF entende que acabou com toda a regulamentação, ou se seguem
valendo os demais artigos da lei que atualmente regulamentam a
profissão;</p>
<p class="western" style=
"margin-bottom: 0cm; text-align: justify;">4 - Por conta disso há
um certo vazio de compreensão até que saia em definitivo o Acórdão
do STF, com o voto definitivo e por escrito;</p>
<p class="western" style=
"margin-bottom: 0cm; text-align: justify;">5 - O Acórdão demora até
60 dias para sair e até lá muitas são as lutas que se podem travar
para recuperar o que foi perdido;</p>
<p class="western" style=
"margin-bottom: 0cm; text-align: justify;">6 - Em visita à
Secretaria Regional do Trabalho (SRTE) fomos informados de que, até
que saia o Acórdão com a decisão oficial do STF, a secretaria não
fará o registro de nenhum jornalista que não apresente o
diploma.</p>

<p class="western" style=
"margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"><strong>Discutido este
cenário a AG decidiu pelas seguintes ações:</strong></p>
<p class="western" style=
"margin-bottom: 0cm; text-align: justify;">- Iniciar uma luta
tática pela retomada da exigência do diploma estabelecendo isso
como prioridade no momento</p>
<p class="western" style=
"margin-bottom: 0cm; text-align: justify;">- Realizar ação entre os
deputados estaduais e federais para que se manifestem pela
exigência do diploma e pela necessidade da construção de uma Emenda
Constitucional que garanta isso;</p>
<p class="western" style=
"margin-bottom: 0cm; text-align: justify;">- Realizar ação junto
aos vereadores das cidades para que também se manifestem;</p>
<p class="western" style=
"margin-bottom: 0cm; text-align: justify;">- Atuar junto aos
movimentos sociais, sindicatos e instituições para que apóiem a
luta pela exigência do diploma;</p>
<p class="western" style=
"margin-bottom: 0cm; text-align: justify;">- Atuar junto aos CAs e
UCE para que os estudantes possam ser informados de tudo o que
acontece e possam se mobilizar;</p>
<p class="western" style=
"margin-bottom: 0cm; text-align: justify;">- Fazer faixas para
afixar nas universidades onde tem o cursos de jornalismo, em defesa
da exigência do diploma;</p>
<p class="western" style=
"margin-bottom: 0cm; text-align: justify;">- Definir em documentos
o que é liberdade de expressão e o que é jornalismo, estabelecendo
as diferenças.</p>

<p class="western" style=
"margin-bottom: 0cm; text-align: justify;">
<strong>Mobilização</strong></p>
<p class="western" style=
"margin-bottom: 0cm; text-align: justify;">- O coordenador do curso
de Jornalismo da Estácio de Sá, Paulo Scarduelli, assumiu o
compromisso de afixar faixas e discutir a questão em todas as
bancas de TCC que se realizam entre os dias 29 de junho e 6 de
julho, sugerindo que o mesmo seja proposto aos demais cursos;</p>
<p class="western" style=
"margin-bottom: 0cm; text-align: justify;">- Definiu-se que a aula
inaugural do Curso da Estácio de Sá, no semestre que começa no dia
27 de julho, terá o tema diploma como discussão;</p>
<p class="western" style=
"margin-bottom: 0cm; text-align: justify;">- Serão pensadas pela
direção do Sindicato algumas ações de rua para expressar a luta dos
jornalistas;</p>
<p class="western" style=
"margin-bottom: 0cm; text-align: justify;">- Levar para a reunião
do dia 17, em Brasília, a decisão de Santa Catarina que é a de
priorizar a luta pela retomada da exigência do diploma ao exercício
da profissão. Os trabalhadores entendem que, neste momento, outras
divergências que possamos ter com relação a outros pontos da
regulamentação devem ficar em suspenso. A necessidade agora é a de
buscar uma união tática para reverter a decisão do STF;</p>
<p class="western" style=
"margin-bottom: 0cm; text-align: justify;">- Também foi aprovado
levar a proposta de que a FENAJ assuma o protagonismo nesta luta,
impedindo assim que deputados ou senadores oportunistas se
aproveitem do momento para inventar leis que não sejam as
pretendidas pela categoria.</p>
]]></description>			<link>http://alessandroengroff.spaceblog.com.br/421005/Sindicato-dos-Jornalistas-de-SC-se-mobiliza-em-defesa-do-diploma/</link>			<comments>http://alessandroengroff.spaceblog.com.br/Sindicato-dos-Jornalistas-de-SC-se-mobiliza-em-defesa-do-diploma-26062009-194855-lp-421005.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://alessandroengroff.spaceblog.com.br/421005/Sindicato-dos-Jornalistas-de-SC-se-mobiliza-em-defesa-do-diploma/</guid>			<pubDate>Fri, 26 Jun 2009 19:48:55 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Por trás dos bastidores: a prostituição contada por quem a vive]]></title>			<description><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>Por Alessandro
Engroff, Bruna Coelho, Kauana Pereira e Rebeca S'tiago
Rita</strong></p>

<p style="text-align: center;"></p>
<p style="text-align: justify;">São 23h30. O batom dá o último
retoque no visual. As roupas curtas, de cores fortes e coladas ao
corpo, sugerem o que está para acontecer. Antes de ir trabalhar,
três horas são reservadas somente para a produção. Uma hora em casa
para tomar banho e fazer a higiene pessoal e duas horas na boate,
para se vestir e se maquiar. Essa é a rotina básica de uma garota
de programa classificada como &ldquo;de luxo&rdquo;. A boate é seu
local de trabalho, e os seguranças de lá são os dela também.</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-ALIGN: justify">
Champanhe? Quanto maior o preço, a quantidade e a qualidade,
melhor. Primeiro para os clientes saberem o nível do serviço. E,
depois, porque a regra é 'sugar' ao máximo quem se deixa ser
'sugado'. Ao final do expediente, ela liga para o motorista da
boate para levá-la em casa e pede para não parar muito perto da
residência para evitar comentários desagradáveis. Natasha*, de 22
anos, cobra 600 reais por programa, faz de três a quatro por noite
e trabalha em uma casa noturna no Centro de uma capital
estadual.</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-ALIGN: justify">
Já Greice, de 23 anos, trabalha em um prostíbulo à beira de uma
rodovia federal. Ela é uma garota de programa que atrai fregueses
pelo baixo preço e pelas poucas exigências. Cobra 60 reais por
programa e chega a fazer quatro por noite. Logo após o pôr-do-sol
ela já está pronta. Ela sabe que quem a procura ali, em um
prostíbulo mais &ldquo;simples&rdquo;, o interesse pelas roupas que
estará usando será passageiro. Basta um banho simples, uma saia
curta e uma blusa pequena, mesmo que não escondam suas medidas um
pouco avantajadas. O corpo não precisa estar em plena forma &ndash;
ele terá utilidade igual. Os caminhoneiros e homens com menor poder
aquisitivo compõem a maior parte da lista de seus clientes. A
segurança? Ela mesma faz.</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-ALIGN: justify">
Keep Coller? Somente isso. Quem sabe um uísque, mas nada de cerveja
ou bebidas mais baratas. Cada garrafa consumida faz diferença no
orçamento final de cada dia. Quando a alvorada já está apontando,
ela fecha a casa, vai para o quarto, que fica aos fundos da
residência, e descansa. Mais um dia que passou.</p>

<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-ALIGN: justify">
Greice e Natasha, embora colegas de profissão, certamente não se
conhecem. Embora atuem em níveis distintos da profissão
popularmente considerada a mais antiga do mundo &ndash; Natasha
chega a conseguir 100% a mais por programa -, ambas dizem estar
realizadas na vida profissional. Elas são contrastantes em alguns
aspectos, mas se mostram seguras no trabalho que realizam, provando
que a prática e a aceitação da prostituição é algo que varia
dependendo dos valores de cada pessoa. Contudo, em uma questão elas
entram em acordo: as duas desfazem boa parte do estereótipo da
prostituta construída pela mídia, pouco questionado pelo público e
que, segundo elas, na maioria das vezes é equivocado e não
corresponde à realidade das garotas de programa.</p>

<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-ALIGN: justify">
<strong>Entre champanhes e viagens: a prostituição de
luxo</strong></p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-ALIGN: justify">
O ritmo da música embala a dança e a conversa. A luz, ainda que
baixa, deixa transparecer os rostos que ali se encontram. Os
garçons andam por entre as mesas, as mulheres agradam os clientes.
Entre uma conversa e uma bebida, a possibilidade de uma prestação
de serviço. Esse é um ambiente de trabalho. Mais especificamente um
prostíbulo. Mas não é qualquer um. Os freqüentadores deixam
evidente a classe a qual pertencem. Os carros que se encontram no
estacionamento reforçam a idéia de que o local recebe pessoas bem
sucedidas &ndash; ao menos financeiramente.</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-ALIGN: justify">
As funcionárias garotas de programas do Sexy Pub*, no Centro de
Florianópolis (SC), são mulheres entre 18 e 25 anos de idade.
Segundo elas, para poder trabalhar em boate, beleza é fundamental.
&ldquo;Além disso, um bom papo faz o diferencial na hora de
conquistar um cliente. É necessário conversar. Muitos deles possuem
elevado nível intelectual&rdquo;, conta Natasha, que trabalha na
boate.</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-ALIGN: justify">
Natasha tem o corpo dentro dos padrões considerados ideais para a
prática da prostituição. Morena de 1,65 metro e 53 quilos, as
formas definidas lembram a fisionomia das atrizes que interpretam
garotas de programa na televisão e no cinema. Sobre o assunto,
Natasha critica a forma com que os meios de comunicação geralmente
tratam o tema. &ldquo;A mídia nos mostra como coitadas que vendem o
corpo para sustentar a família ou preguiçosas que querem dinheiro
fácil&rdquo;, opina. Para ela, o mundo da prostituição tem sim as
mulheres que trabalham por estes motivos, mas faz uma ressalva.
&ldquo;É um trabalho normal, eu ofereço um serviço e alguém
consome. As pessoas têm relacionamentos sexuais, só que eu cobro
por isso&rdquo;, alega.</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-ALIGN: justify">
Sua rotina começa às 20h, quando inicia os preparativos para ir
trabalhar. Precisa chegar ao Sexy Pub às 23h. Não há uma
&ldquo;carga horária&rdquo; pré-determinada. Trabalha quando quer e
quanto tempo quer. Geralmente chega em casa às 5h. Descansa até o
início da tarde e vai à academia. Depois de malhar, Natasha tem
algumas horas livres antes de começar a se arrumar novamente para o
trabalho. &ldquo;Muitas vezes, aproveito este tempo para fazer
compras e passear&rdquo;, relata.</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-ALIGN: justify">
Além de trabalhar no Sexy Pub, Natasha atende alguns clientes
fixos, com quem viaja e acompanha em festas. Isso eleva a sua
renda. De acordo com ela, o dinheiro é o grande diferencial da
profissão. &ldquo;O retorno financeiro é a recompensa. Com ele,
procuro investir em mim&rdquo;, explica. Vida de luxo? Talvez. Mas,
segundo ela, o dinheiro não é utilizado apenas para coisas
supérfluas. &ldquo;Não gasto apenas com roupas. Procuro cuidar da
minha saúde e higiene. Vou ao ginecologista, procuro me exercitar,
me alimentar bem e me manter limpa&rdquo;, revela.</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-ALIGN: justify">
A boate que para muitos é apenas um espaço destinado à luxúria,
para outros é apenas um local de descontração como qualquer outro.
Katarina de Cássia*, 25 anos, freqüenta casas de show e afirma que
nestes locais a balada é mais tranqüila. &ldquo;Aqui todo mundo se
respeita e nem todos que estão aqui vem pelo sexo&rdquo;, avalia.
Casada há um ano com um dos seguranças da boate, ela diz que vai
até estas casas noturnas para se divertir com as amigas que
trabalham no lugar. &ldquo;Aqui é um lugar onde a gente sabe que
pode acontecer (o sexo), mas isto não significa que vá realmente
acontecer&rdquo;, completa.</p>

<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-ALIGN: justify">
<strong>Entre a cama e a cozinha: a prostituição
popular</strong></p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-ALIGN: justify">
Quem vê uma luz vermelha em uma casa situada na rodovia BR-101, no
trecho que dá acesso à Governador Celso Ramos, na Grande
Florianópolis, logo sabe de que tipo de estabelecimento se trata. A
colorida e iluminada placa de néon com a inscrição Sex Hot* não
deixa dúvidas. O que muitos não esperam, porém, é encontrar ali
seis mulheres que, ao contrário do que muitos pensam, mostram que o
conceito de que a prostituição é praticada apenas por mulheres
tidas como &ldquo;vítimas do sistema&rdquo; é algo
ultrapassado.</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-ALIGN: justify">
Greice é uma delas. Natural de Caçador, no interior de Santa
Catarina, veio para Florianópolis há quatro anos para trabalhar de
balconista em uma boate, mas acabou entrando para o mundo das
profissionais do sexo há quase dois e, desde então, ela afirma
levar uma vida ainda melhor do que as mulheres consideradas
'normais'. &ldquo;As pessoas vêem na TV e acham que a vida de
prostituta é um sofrimento só, mas não é bem assim. Aqui a gente ri
mais do que chora&rdquo;, garante.</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-ALIGN: justify">
Sheila*, de 21 anos, trabalha no Sex Hot há três anos e também
afirma que adora a profissão. Ela conta que, antes do expediente de
trabalho, leva uma vida como qualquer outra mulher. &ldquo;Durante
o dia eu limpo a casa, faço compras, assisto televisão. Mas é
durante a noite que o 'bicho pega'&rdquo;, revela.</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-ALIGN: justify">
Greice e as outras cinco meninas cobram 60 reais por uma hora de
sexo. Segundo ela, a diária que elas ganham não provém apenas do
dinheiro dos programas. &ldquo;A gente não vai só com um para a
cama por noite, né?!&rdquo;, declara, lembrando que já chegou a
transar até com quatro homens em uma só noite. Perguntada se o
trabalho não se torna cansativo com tantos clientes em um período
tão curto, Sheila responde com naturalidade. &ldquo;Cansa né! Como
todo trabalho! Além disso, recebemos também uma porcentagem do
preço da bebida&rdquo;, confessa.</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-ALIGN: justify">
Elas contam que, embora o predomínio de homens de menor poder
financeiro, o prostíbulo atrai pessoas de todas as classes sociais,
que buscam no local o refúgio para algumas horas de diversão,
prazer ou apenas distração. &ldquo;A maioria dos homens casados que
nos procuram querem fazer o que suas esposas não fazem, por
vergonha ou caretice. E eu faço de tudo; faço bem e faço
bonito&rdquo;, gaba-se Greice, aos risos. De acordo com elas, os
freqüentadores do estabelecimento gastam quantias grandes de
dinheiro e ainda pagam festas &ndash; as &ldquo;festas dos
bacanas&rdquo;, como elas chamam - regadas a muita bebida, música e
onde o desejo sexual flui intensamente. &ldquo;Aqui não é um lugar
'dos mais chiques', mas os caras gostam mesmo é de quem faz tudo
com eles. E isso é com a gente mesmo&rdquo;, acrescenta Greice,
expressando nas palavras a segurança e a determinação notável a
todas as funcionárias da casa.</p>

<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-ALIGN: justify">
Com tamanha aparente satisfação no que fazem e sendo essa a
profissão tida como a mais antiga, seria a prostituição a carreira
mais bem-sucedida? Greice e Natasha, ao menos, não tem planos de
deixar o ofício tão cedo. Elas desconstroem a imagem construída
pela maioria dos meios de comunicação sobre o mundo da prostitutas.
Afirmam ser felizes na área que atuam e garantem viver uma vida
normal &ndash; realidade que boa parte da sociedade desconhece.</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-ALIGN: justify">
A naturalidade com que ambas falam do emprego, cujo principal
instrumento de trabalho é o corpo, levam à reflexão sobre o poder
da mídia na formação dos estereótipos das garotas de programa. Os
depoimentos de Greice e Natasha vão de encontro à muitas idéias que
são expostas tanto pelos veículos de comunicação como pelas
próprias garotas de programa, através de blogs, livros e afins.
Exposição esta que comumente é aceita passivamente pelas pessoas,
sobretudo pelas que se encontram na chamada &ldquo;cultura de
massas&rdquo;.</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-ALIGN: justify">
O relato feito por elas e a realidade em que vivem despertam para
um lado da prostituição ainda ignorado. Uma face ainda ocultada por
preconceitos sociais e mascarada pela maioria da imprensa. Embora
as rotinas e opiniões de Greice e Natasha não correspondam às de
todas as prostitutas, uma análise mais profunda sobre o tema por
parte da mídia e uma posição mais crítica da população poderia
ajudar a desvendar o até então enigmático universo das
profissionais do sexo.</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-ALIGN: justify">
<em>* A pedido dos entrevistados, os nomes das pessoas e dos
estabelecimentos foram trocados.</em></p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-ALIGN: justify">
<em>- Redação elaborada baseada na etnografia para o Trabalho
Interdisciplinar da terceira fase de Jornalismo da Estácio de
Sá.</em></p>
]]></description>			<link>http://alessandroengroff.spaceblog.com.br/413157/Por-tr-s-dos-bastidores-a-prostitui-o-contada-por-quem-a-vive/</link>			<comments>http://alessandroengroff.spaceblog.com.br/Por-tr-s-dos-bastidores--a-prostituic-o-contada-por-quem-a-vive-19062009-215938-lp-413157.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://alessandroengroff.spaceblog.com.br/413157/Por-tr-s-dos-bastidores-a-prostitui-o-contada-por-quem-a-vive/</guid>			<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 21:59:38 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[A resposta do prefeito]]></title>			<description><![CDATA[<p style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>"Aos que torcem contra a cidade,
recomendo a leitura da biografia do ex-premiê britânico Benjamin
Disraeli que, há 200 anos, afirmava existir três tipos de mentiras:
mentiras, mentiras enormes, e estatísticas."</strong></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Dário Berger, prefeito de
Florianópolis, no artigo "Alto lá!", publicado no <em>Notícias do
Dia</em> deste final de semana. No texto, ele contesta o estudo que
aponta o trânsito de Florianópolis como o pior do Brasil e o
segundo pior do planeta.</p>
]]></description>			<link>http://alessandroengroff.spaceblog.com.br/406785/A-resposta-do-prefeito/</link>			<comments>http://alessandroengroff.spaceblog.com.br/A-resposta-do-prefeito-13062009-235054-lp-406785.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://alessandroengroff.spaceblog.com.br/406785/A-resposta-do-prefeito/</guid>			<pubDate>Sat, 13 Jun 2009 23:50:54 +0200</pubDate>		</item>	</channel></rss>