<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom">		<title>http://viniciusdeaquino.musicblog.com.br</title>		<id>http://musicblog.com.br/</id>		<link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://viniciusdeaquino.musicblog.com.br/atom.xml" />		<subtitle><![CDATA[VINÍCIUS DE AQUINO.MUSICBLOG]]></subtitle>		<rights>Copyright (c) 2006, Hi-pi</rights>		<generator>Hi-pi ATOM generator</generator>		<author>			<name>Hi-pi</name>			<uri>http://viniciusdeaquino.musicblog.com.br</uri>		</author>		<updated>2009-11-07T13:00:10+01:00</updated>		<entry>			<title>Com a bola toda</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>Passeando em nossa cidade, Marquinhos (Trancinha), residente nos
Estados Unidos já há alguns anos, Marquinhos vem para rever
parentes e amigos. De quebra, trouxe 300 bolas de couro para
futebol e passeando de carro pelos bairros da cidade e de forma
discreta, vem distribuindo as "pelotas" para a criançada da cidade.
Ainda é o Marquinhos Trancinha que eu conheço. Pra se ter uma
idéiado caráter e da personalidade desse menino, basta dizer
que ele, Adin (Nenem do Neca) e mais alguns brasileiros tem um time
de futebol nos Estados Unidos chamado Criciúma e que a renda
arrecadada pelos atletas é usada para a sustentabilidade de uma
certa família de Conselheiro Pena que recebe uma quantia não
revelada e assim, dando condições dos pais manterem os filhos na
escola. Aliás, é a única exigência do grupo: que as crianças
mantenham em dia suas atividades escolares. Parabéns a todos vocês
pela iniciativa e um forte abraço a Marquinhos Trancinha.</p>
				</div>			</content>			<id>http://viniciusdeaquino.musicblog.com.br/214612/Com-a-bola-toda/</id>			<link href="http://viniciusdeaquino.musicblog.com.br/214612/Com-a-bola-toda/" />			<author>				<name>viniciusdeaquino</name>				<uri>http://viniciusdeaquino.musicblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-11-07T12:59:43+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>UMA MULHER CHAMADA LUÍZA</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<h1>UMA MULHER CHAMADA
LUÍZA</h1>
<p>
</p>
<p>
Cinco horas
da tarde. O sol de fim de julho, já meio avermelhado na decadência
crepuscular, pendia para o ocidente. Um tempo de inverno, indo a
meio, fazia soprar, no alto da Rua Pernambuco, um vento frio, que
balançava, brincalhão, as folhas das árvores que circundam o
cemitério.</p>
<p>
Era o dia 29
de Julho de 1992, um sábado, cuja perspectiva de festas enchia a
cidade da movimentação da gente da terra.</p>
<p>
Alguns carros
já estacionavam aos meio-fios da Praça Sebastião Rabelo. E seus
ocupantes, deles saindo, juntavam-se às pessoas que haviam
antecedido o cortejo fúnebre que subia vagarosa e silenciosamente a
Rua Pernambuco.</p>
<p>
Os grupos
formados pelas pessoas que haviam se antecipado ao acompanhamento
do defunto, falavam de assuntos diversos, à guisa de aguardar a
hora da entrada no cemitério.</p>
<p>
Do lado de
baixo da praça, sob as árvores, conversávamos, Oto e eu, e
falávamos do homem que dentro em pouco seria sepultado.</p>
<p>
- Como é que
pode? Anteontem falei com o Emílio. Não me pareceu tão mal, embora
aquele lamentável aspecto de mendigo.</p>
<p>
- Não, Oto,
Emílio já vinha doente há muito tempo. Ultimamente já não se
alimentava com regularidade. Dormia pouco; ou melhor, quase nada,
senão, quando, nas avançadas horas da noite. Completamente
embriagado, costumava refugiar-se, como um miserável, naquele
quartinho de fundos da casa de Otília.</p>
<p>
- Afinal,
amigo Hugo, o que houve mesmo com esse rapaz? Já me disseram que
ele era de família boa, gente rica.</p>
<p>
- Bem, não é
que a família dele seja rica. Já foi. Mas, não se pode negar: é
gente de destaque, de respeito, de nome. Você pode duvidar, Oto. A
verdade é que uma mulher comum arrasou a vida deste homem que vem
vindo aí.</p>
<p>
- Ora, Hugo,
já não vivemos mais os tempos das grandes paixões. Somos uma
geração amadurecida. A rapaziada de hoje já não se desespera por
uma mulher.</p>
<p>
-Tá bom.
Também acredito nesse amadurecimento da juventude. Ocorre, meu
caro, que esse Emílio que vem aí já passava dos quarenta. Não
pertencia a esta juventude de agora. E a história dele vem de
longe. Quando tive meu primeiro contato com o Emílio, morava em
Vitória. Tínhamos, naqueles tempos, os mesmos dezesseis anos.
Em´lio era, da nossa turma do Colégio Salesiano, um dos mais
tranqüilos nas nossas andanças juvenis pela cidade. Filho de
fazendeiro de café no município de Santa Leopoldina, contava
Emílio, ainda, com tios também fazendeiros em Domingos Martins,
para onde ia, constantemente, quando as coisas da cidade grande o
aborreciam.</p>
<p>
- Ora, ora,
então o moço era gente de grana, hein!</p>
<p>
- Lembro-me,
de certa vez, no ano de ... se não me engano, 1968, ou 1969, quando
uma de suas primas, a Clara, se casou e fui convidado por ele, o
Emílio, para irmos a Domingos Martins. Já fazia algum tempo que o
Emílio me falava da Luísa, mocinha que ele descrevia como uma deusa
incomparável e sobre quem me dizia maravilhas: lindos os cabelos;
eletrizantes, os olhos castanhos; tentadora, a boquinha, sempre
vermelha e, sobre o corpo da garota (então com 14 anos), todos os
encantos que se pudesse imaginar: É uma deusa! É o que ela
é!  Me garantia. Ah! Oto, pude, naquele dia do
casamento da Clara, concordar com o encantamento de meu amigo. A
Luisa era realmente linda. E foi lá, em Domingos Martins, que
testemunhei, entre as viçosas plantas do jardim principal da
pequena cidade, os primeiros tempos de uma paixão arrasadora, que
jamais deixou em paz a alma de Emílio Dantas.</p>
<p>
- Mas,
convenhamos: ora, Hugo, esse negócio de namoro adolescente passa
como uma nuvem qualquer de primavera. Dessas que, velozes, deixam
pra trás um céu cada vez mais claro, mais limpo, sem qualquer
mágoa.</p>
<p>
- Com o
Emílio, meu caro Oto, a coisa foi diferente. Depois, tempos mais
tarde, quando deixei o Salesiano e minha família mudou-se para cá,
deixei em Vitória um Emílio Dantas encantado demais com sua Luísa,
aquela mesma Luísa que, já no ano de 1972, se fizera mais bela,
mais mulher. Aqui em Conselheiro Pena (eu havia deixado os estudos
definitivamente), recebi, durante algum tempo, notícias do Emílio.
Amigos de nosso tempo de Vitória nem davam conta de sua vida. O pai
dele montou, em Cachoeiro do Itapemirim, um grande armazém de café,
onde eram estocadas, até às vendas, mesmo as exportações,
quantidades fabulosas de sacas do produto. Emílio, o filho
predileto do dono do grande negócio, chefiava os escritórios. Vivia
no auge de sua vida de vinte e nove anos. Tinha o mundo a seus pés.
Um fato, entretanto, viera mudar os rumos da vida de Luísa.
Apareceu, lá por Domingos Martins, um engenheiro geólogo, mandado
buscar por proprietários daquelas bandas, que acreditavam existir
minérios valiosos em suas terras. O rapaz viera do Rio de Janeiro.
Era bem falante, freqüentador das mesas dos bares de Ipanema e
Leblon. Eu soube das histórias dele. Pois bem. Luísa sentiu-se
influenciada pelo engenheiro. Aconteceram os primeiros encontros.
Os fins de semana nos sítios de Marechal Floriano. Os passeios no
velho trenzinho da Leopoldina. O moço do Rio de Janeiro se
insinuando, ganhando terreno...E o Emílio, o apaixonado Emílio, ia
sendo apagado da memória da moça. Apagavam-se aos poucos, no
coração de Luísa, as chamas que o meu amigo acendera, desde os
tempos dos 16 anos... De outra feita, amigo Oto, encontrei-me com o
Emílio em Governador Valadares. Estava eu num barzinho da Ilha,
quando, de repente, parou à porta um fusca branco, velho, do qual
um homem que, de relance, me pareceu familiar. Confesso que, no
primeiro momento, não me chamaram a atenção os cabelos desgrenhados
do moço; a camisa, acusando manchas de poeira e suor coladas ao
corpo. O homem entrou no bar. Seus passos ecoaram pelo piso de
cimento do bar, em cujo interior havia alguns homens; uns, sentados
em volta de mesas, como eu também; outros (quatro, contei-os), cada
qual de taco na mão, faziam voltas a uma pequena sinuca. Atendendo
aos fregueses, o dono, meu amigo Silvano, passava um pano molhado
sobre o balcão de cimento. O homem com as roupas manchadas de suor
e poeira encaminhou até o balcão. Estava sozinho. Pediu uma
cachaça, que meu amigo Silvano, sem pressa, lhe serviu. Para tomar
a bebida, o homem voltou-se em direção à sinuca. Foi quando
reconheci.</p>
<p>
- Caramba! É
você, Emílio velho!  Disse-lhe eu, levantando-me para
abraçá-lo.</p>
<p>
- Ora, vejam
só! Não imaginava encontrar aqui logo você, Hugo velho! Ce ta
morando em Valadares?</p>
<p>
- Não. Tenho
um amigo aqui, o Silvano, o dono deste bar. Quando venho a
Valadares estou sempre aqui, no bar do amigo. Mas, me conta lá: o
que você tem feito?</p>
<p>
- Vamos
sentar. Preciso mesmo descansar um pouco. Me diga: conhece algum
mecânico aqui por perto?</p>
<p>
- Logo ali na
esquina da Rua 26 me pareceu ver uma oficina. Não conheço ninguém
por aqui, a não ser meu amigo Silvano. Mas, vamos conferir. O
Silvano conhece todo mundo destas redondezas. Ô Silvano!
Chamei.</p>
<p>
-<span></span> Mais alguma coisa aí, Hugo?
 me perguntou Silvano.</p>
<p>
- Não. Ta
tudo bem. Me diga: ali na esquina da Rua 26 é uma oficina
mecânica?</p>
<p>
- É. O Beto é
o dono daquilo. Bom sujeito, heim Hugo.</p>
<p>
- É que meu
amigo aqui precisa de um mecânico.</p>
<p>
- Certo.
Disse o Emílio, olhando para Silvano. Meu carro está
espirrando e eu ainda quero chegar em Mantena. Bem cedo, se
possível.</p>
<p>
- Pode
entregar o carro lá, moço. Tá bem entregue. O cara é um
mestre.</p>
<p>
- Tá bom.
Obrigado.- Disse Emílio. Virando-se pra mim: vamos lá Hugo. Deixo o
carro e a gente volta pra cá. Precisamos conversar.</p>
<p>
Saímos e nos
dirigimos à tal oficina do Beto. Emílio expôs o problema do carro e
lá o deixou. Voltamos ao bar do Silvano. Ah! Oto, naquele dia eu
soube que meu amigo Emílio Dantas, o velho companheiro dos bancos
do Salesiano, estava vivendo uma nova e dura fase de sua vida.
Desfigurara-se o porte jovial e alegre de meu antigo companheiro de
farras juvenis memoráveis. Havia, na sua maneira de agir, no seu
porte, nas suas vestes, os sinais de uma caminhada penosa. Parecia
que eu me defrontara com um fantasma, ou um fugitivo. Sentamo-nos à
mesa de onde havíamos saído.</p>
<p>
- Então,
Emílio? Me conte as novas.</p>
<p>
- Hugo meu
velho, quantas barreiras têm tentado me neutralizar!- começou
Emílio, enquanto repetia doses de cachaça, continuando por narrar
os lances de sua vida em Cachoeiro do Itapemirim, onde passara a
residir, em casa confortável, custeada pelo pai, com todos os
confortos. Lá, chefiando os escritórios de eu pai, um dos maiores
comerciantes de café do Espírito Santo, Emílio me disse ter vivido
seus dias de glória.</p>
<p>
- Naquela
cidade  me disse ele, participei de todas as evidências
sociais, buscando sempre pela elite. Minhas contribuições para as
festividades sociais, cívicas; minhas participações, sem alarde, em
movimentos filantrópicos, deixavam transparecer a potencialidade da
empresa que eu dirigia. Era eu um dos homens poderosos da cidade.
Contando com o apoio<span></span>
de meu pai, graças aos resultados excelentes que arrancava de seus
negócios, eu tive todo o poder de minha família em minhas
mãos.</p>
<p>
- Mas 
perguntei-lhe, num espaço da narrtiva, e a Luísa? Que not´cias você
me dá dela? Pensei vocês já casados, cheios de filhos.</p>
<p>
- Ah! Meu
amigo Hugo! Nesse ponto reside o mais importante do que me tem
acontecido, desde aqueles tempos.</p>
<p>
- Vá lá, me
conte.</p>
<p>
- Luísa,
aquela flor de menina em cujos cabelos longos e castanho, tinha
sempre uma flor; aquela, cujos lábios sorriam com a doçura das
deusas; aquela, cujos olhos profundos você viu brilhando na
inocência dos 14 anos, morreu há algum tempo.</p>
<p>
- Meu Deus,
como foi isso? Perguntei assustado.</p>
<p>
- Não, Hugo.
Morreu a tal menina. Aquela que ainda hoje carrego aqui, ó!- e meu
amigo bateu com a ponta do indicador direito na testa.</p>
<p>
- Mas,
então...</p>
<p>
- Hoje, Hugo,
quem eu tenho visto é uma certa senhora Luísa Pontes de Carvalho.
Uma mulher casada com um homem a quem ela não ama e para quem ela
nada representa.</p>
<p>
- Me conta
isso, Emílio. Não estou entendendo bem.</p>
<p>
- Vou fazer,
pra você, um resumo da história. (meu amigo pediu outra cachaça)
 Papai - continuou Emílio, que morreu há dois anos se meteu
com amigos perigosos no Rio de Janeiro. Negócios que os tais amigos
pintaram pro velho como muito melhores que o instável comércio de
café. Eram negócios na Bolsa. O velho não entendia nada da
coisa.</p>
<p>
E Emílio,
bebericando sua cachaça, foi contando as suas coisas, revolvendo os
entulhos de sua alma. De vez em quando, levantava-se, ia até a
porta do bar, lançava olhares perdidos para a direita e para a
esquerda, sem buscar nada, absolutamente nada. E ele continuou.
Quando o velho Climério Dantas afundou nos traiçoeiros negócios mal
feitos na Bolsa do Rio, as conseqüências refletiram-se em todos os
seus outros negócios, inclusive naqueles desenvolvidos com tanto
sucesso na cidade de cachoeiro de Itapemirim, dirigidos pelo meu
amigo Emílio Dantas.</p>
<p>
Sacas e mais
sacas de café foram negociadas absurdamente, para levantamentos de
valores altos destinados a cobrir os prejuízos que se avolumavam no
Rio de Janeiro. Depois vieram as dívidas, as hipotecas, o
descrédito. Os grandes contatos que o velho mantinha com as
autoridades do mundo dos negócios, foram se perdendo numa avalanche
de avassaladoras conseqüências.</p>
<p>
Luísa, então,
fixara residência com os tios, em Domingos Martins. Envolvia-se nas
fantásticas historias do geólogo que cativara a cidadezinha. O
homem tomara a cidade de assalto, com seu sotaque carioca, sua
imaginação fertilíssima, suas aventuras mirabolantes e
extraordinárias, das quais participavam personalidades famosíssimas
do mundo social do Rio de Janeiro.</p>
<p>
Mas, Luísa
 continuou narrando Emilio, trazia ainda, em seu
coraçãozinho de mulher-menina, o encantamento dos tempos românticos
vividos com o jovem namorado. Encontravam-se frequentemente em
Vitória, após contatos por telefone, por cartas ou por telegramas.
Nesses encontros  que o geólogo foi fazendo rarear
paulatinamente, achava Emílio que o amor de Luísa por ele
continuava o mesmo. Engano do rapaz. Luísa já se mostrava cansada
nas primeiras horas dos encontros, abreviando o tempo na companhia
do namorado. Preciso dormir mais cedo, não me
sinto bem, amanha a gente se encontra
novamente. Bobagem Emílio, eu amo você, dizia
ela, quando forçava o fim de um encontro. E o rapaz reclamava,
pedindo mais tempo em sua companhia. Mais tarde  me disse
ainda Emílio, quando ecoou por Domingos Martins e por todo o
Espírito Santo, os comentários do afundamento do barco dos Dantas,
obrigando-o a viagens constantes entre Cachoeiro, Vitória, Rio e
São Paulo, o que afastara por longos tempos dos encontros com
Luísa, a situação ensombreceu-se. Emílio, fracassado
financeiramente, já não tinha tanta coragem para defrontar-se com
Luísa. Já não podia continuar desenhando os castelos do futuro que
lhe oferecia. Era um homem pobre. Fugiu dela. Os tempos corriam
trágicos, medonhos. O velho Climério Dantas era um homem derrotado.
Já não saía de casa. Os amigos afastaram-se, sobrando-lhe, apenas,
os mais modestos, aqueles que, por tantas vezes se viram socorridos
pelo amigo rico em tempos difíceis. Os grandes comerciantes de café
que o assediavam, não vendo nele qualquer interesse compensador,
afastaram-se definitivamente. O velho adoeceu. Emílio soube, então,
num certo dia, que Luísa casar-se-ia na Igrejinha de Santa Isabel,
em Domingos Martins. O noivo, o galante Olavo Pontes de Carvalho, o
geólogo carioca, o ex-rei<span></span> das noites de Ipanema e do
Leblon. Após o casamento, levaria a mulher para a lua de mel em
Campos do Jordão.</p>
<p>
Emílio,
enquanto jogava fora a sua vida nos bares modestos de Jucutuquara,
de Tabuazeiro, de Maruípe, maldizia os maus negócois do pai.
Perdera já aquela postura de herói endeusado do Cachoeiro de
Itapamirim. Era, agora, um fantasma, vagando pelas ruas dos bairros
da capital capichaba.</p>
<p>
Um amigo de
seu pai, que mora em Conselheiro Pena, sabendo-o afundado nas
desgraçadas noites de Vitória, buscou-o, certo dia.</p>
<p>
O homem, Oto,
buscou o Emílio. Esse homem está muito bem de vida. Deve favores ao
velho Climério. Nada mais justo. Acontece, que embora o apoio desse
amigo da família, embora toda a dedicação, um verdadeiro gesto de
gratidão ao pai de Emílio, o que resultou foi facilitar ao rapaz um
estado de liberdade prejudicial. Emílio, ultimamente, não se
dispunha a mais nada. Mais, muito mais que o fracasso financeiro de
sua família, arrasou-lhe a alma a perda de Luísa. O golpe foi
demais.</p>
<p>
Luísa,
segundo dizem, é uma respeitável senhora da sociedade de Domingos
Martins, onde reside. Seu marido geólogo, hoje proprietário de uma
pequena fazenda, no município de Viana, mantém um procurado
escritório especializado em pesquisas do solo. Está bela, muito
bela. Nem se lembra mais desse homem, cujos restos vamos sepultar
daqui a pouco.</p>
<p>
Ali, Oto,
numa cava simples e rasa, aos fundos do cemitério, ficará para
sempre esquecido um homem, cuja alma, amou demais uma mulher
chamada Luísa.</p>
<p>
</p>
<p>
</p>
<p></p>
				</div>			</content>			<id>http://viniciusdeaquino.musicblog.com.br/214608/UMA-MULHER-CHAMADA-LU-ZA/</id>			<link href="http://viniciusdeaquino.musicblog.com.br/214608/UMA-MULHER-CHAMADA-LU-ZA/" />			<author>				<name>viniciusdeaquino</name>				<uri>http://viniciusdeaquino.musicblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-11-07T12:32:46+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Finados</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>Recebi alguns comentários sobre o dia de Finados e
principalmente sobre o saudoso Wilde G. Aquino e do saudoso amigo
Darleandro. Que a data sirva para reflexão sobre os dias seguintes
onde estaremos convivendo uns com os outros e deveríamos lembrar
daquele amigo que está passando por alguma necessidade. Quem sabe
de um simples"bom dia". Obrigado aos que escreveram ao nosso
blog.</p>
				</div>			</content>			<id>http://viniciusdeaquino.musicblog.com.br/213393/Finados/</id>			<link href="http://viniciusdeaquino.musicblog.com.br/213393/Finados/" />			<author>				<name>viniciusdeaquino</name>				<uri>http://viniciusdeaquino.musicblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-11-03T00:52:57+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Testemunha ocular "o caos capixaba"</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>Fui convidado a fazer duas apresentações num barzinho em Vila
velha/ES, onde apresentaria na voz e violão algumas das mais
bonitas canções da nossa MPB. Seria na sexta (30/10)e no
domingo (01/11). Viajei pra lá na quinta-feira debaixo de muita
chuva e na esperança de que a mesma parasse. Ledo engano; assim que
cheguei, deixei minhas coisas no apartamento de minha irmã e fui
assistir ao clássico Fluminense X Atlético Mineiro, debaixo de
muita chuva. Voltei e a chuva caiu a noite inteira. Pela manhã,
resolvi visitar alguns amigos no centro de Vila Velha ainda sob
forte chuva. O itinerárioentre Coqueiral de Itaparica ao
centro de Vila Velha comumente dura de 15 a 20 minutos de ônibus na
pior da hipótese: durou uma hora e vinte. Ruas alagadas, casas
sendo invadidas pela água, moradores interditando o trânsito para
que as "ondas" causada pelo movimento de ônibus e caminhões,
diminuisse o avanço sobre seus imóveis; pessoas navegando em plena
avenida e ruas com caiaques; homens do exercito auxiliando
moradores apavorados e já sem moradia segura... Com muito custo
consegui chegar até a Prainha ( bairro onde fica o Convento da
Penha etambém reside um de meus amigos), onde não havia
alagamento. Como chuveu o dia e a noite inteira, resolvi voltar
para Conselheiro pena e esperar melhorar o tempo para aí sim,
voltar e fazer aquele "somzinho mineiro" para os capixabas. Fotos
sobre o que acontece no Estado do Espírito Santo, certamente voce
encontrará com facilidade na net. Mas fiz algumas e escolhi a
entrada e o estacionamento( que é alto)do edifício onde
eu estava na sétima etapa de Coqueiral de Itaparica. Aos amigos
capixabas, o desejo de que tudo isso passe rapidamente e que o
verão venha de forma brilhante e alegre como é o povo capixaba.</p>
				</div>			</content>			<id>http://viniciusdeaquino.musicblog.com.br/213388/Testemunha-ocular-o-caos-capixaba/</id>			<link href="http://viniciusdeaquino.musicblog.com.br/213388/Testemunha-ocular-o-caos-capixaba/" />			<author>				<name>viniciusdeaquino</name>				<uri>http://viniciusdeaquino.musicblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-11-03T00:48:24+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Brinquedo Raro</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>Quando nascí ganhei alguns brinquedos e a maioria, como toda
criança, eu os destrui. Mas um, somente um, eu consegui manter ao
longo de 47 anos, claro que com a ajuda de minha mãe que o guardou
por algumas décadas. Trata-se do bonequino deitado no travesseiro e
chupando o dedão do pé. Brinquedo esse que já não se fabrica e
pouquíssimos estão intactos e com bom estado de conservação quanto
esse.</p>
				</div>			</content>			<id>http://viniciusdeaquino.musicblog.com.br/211900/Brinquedo-Raro/</id>			<link href="http://viniciusdeaquino.musicblog.com.br/211900/Brinquedo-Raro/" />			<author>				<name>viniciusdeaquino</name>				<uri>http://viniciusdeaquino.musicblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-10-28T11:30:58+01:00</updated>		</entry></feed>