<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0">	<channel>		<title>[musicblog.com.br] diegoemmanuel : <![CDATA[Diego Emmanuel(ensinando música)]]></title>		<link>http://diegoemmanuel.musicblog.com.br</link>		<description><![CDATA[Diego Emmanuel(ensinando música)]]></description>		<language>br</language>		<copyright>Copyright (c) 2006, Hi-pi</copyright>		<generator>Hi-pi RSS 2.0 generator</generator>		<docs>http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss</docs>		<pubDate>Sun, 27 Jan 2008 14:27:48 +0200</pubDate>		<item>			<title><![CDATA[Dicas de gravação]]></title>			<description><![CDATA[Dicas de Gravação
--------------------------------------------------------------------------------
Criando uma idéia musical Uma Idéia Musical toma
muitas formas mas em geral tem começa com uma simples
melodia e uma progressão de acordes. Desse ponto, um
produtor tem que tomar decisões sobre como essas
idéias serão arranjadas. Ao longo do caminho, estas
escolhas sobre o arranjo terão um profundo efeito em como a
peça musical será produzida. Agora vamos dar uma
olhada em alguns dos vários tipos de arranjos e ferramentas
usadas para produzí-los. Tipos de arranjo: vocal ou
instrumental ? Uma das primeiras escolhas a ser tomada é se
a melodia da peça será cantada ou tocada por um
instrumento, e se for tocada por um instrumento, qual será.
Em cada um dos casos, nós geralmente teremos instrumentos
provendo o acompanhamento para a melodia. Tipo de Arranjo Vocal
Descrição Voz com um único instrumento. Este
é o ponto inicial mais comum para cantores/compositores. O
acompanhamento é geralmente executado em um violão ou
piano/teclado. Voz com seção rítmica O
acompanhamento é geralmente formado por bateria, baixo,
teclado, e/ou violão/guitarra. Voz com seção
rítmica e arranjo instrumental Metais, cordas, ou camas de
teclado são intercaladas junto ao vocal base e o arranjo de
seção rítmica para prover um som mais rico e
cheio. Tipo de Arranjo Instrumental Descrição Solo
instrumental Um instrumento que permite executar a melodia e o
acompanhamento ao mesmo tempo, como o piano, é utilizado.
Melodia instrumental com seção rítmica Este
é o padrão geralmente usado para uma banda de Jazz.
Melodia instrumental com arranjo instrumental Este é
indicado para qualquer tipo de música orquestrada ou de
câmara. Acústico, Elétrico ou Eletrônico
Instrumentos e Ferramentas de Produção Uma vez
decidido o tipo de arranjo, você deve escolher os
instrumentos. Os tipos de instrumentos que você escolher
influienciarão de gigantescamente nos tipos de ferramenta
que você irá utilizar para produzir a peça.
Fontes Acústicas Performances vocais ou instrumentos
puramente acústicos como um piano ou um sax precisam ser
gravados como áudio. Você geralmente usará um
microfone e um tipo de gravador para registrar esses tipos de
performance. Instrumentos Elétricos Instrumentos como
guitarras, baixos e alguns pianos elétricos e
órgãos são instrumentos eletroacústicos
que precisam de amplificação para serem ouvidos.
Estes instrumentos podem ser gravados como as Fontes
Acústicas, simplesmente usando microfones e captando suas
saídas amplificadas. Por outro lado, por produzirem
saídas elétricas nos permitem gravá-los
diretamente em um gravador de áudio. Um novo segmento de
tecnologia chamada "modelagem" permite ao produtor gravar sons de
guitarra realísticos e convincentes sem a necessidade de
usar um microfone ou amplificador. Caso queira você
poderá pesquisar por "amplifier modeling technology"
através da Internet. Instrumentos Eletrônicos
Sintetizadores, samplers, drum machines e grooveboxes são
exemplos de instrumentos puramente eletrônicos. Ao
contrário de uma guitarra que amplifica uma corda que vibra,
estes instrumentos produzem seus sons através de meios
eletrônicos. Mais importante, qualquer instrumento
eletrônico recente pode ser controlado usando uma linguagem
de comunicação chamada MIDI - Musical Instrument
Digital Interface. Como já deve ter percebido, você, o
produtor musical informatizado, tem um amplo leque de
opções musicais para criar uma peça. O
instrumental por você utilizado e escolhido só
dependerá de suas disponibilidades de recurso. Felizmente, o
ferramental oferecido pelos computadores e softwares atuais
permitem uma ampla e inesgotável gama de
opções até mesmo para um mero "micro
doméstico". Neste curso focaremos nos instrumentos
eletrônicos na produção musical através
do computador. Toda vez que for necessário se trabalhar com
vocais ou instrumentos acústicos como fonte, nós
iremos fornecer o material necessário pré-gravado.
Gravando Uma vez decicido o tipo de arranjo musical que você
irá produzir, voce pode iniciar as suas
gravações. Mantenha em mente que a versão
final da sua canção ou composição que
será distribuída será algum tipo de
"estéreo", que será tocado através de um
arquivo MP3 ou da faixa de um CD. Além disso existem
vários formatos de gravação nos quais
você deverá escolher, esperamos sempre finalizar uma
versão que possa ser tocada e admirada pelo maior
número de ouvintes. Existem dois modelos distintos para se
gravar uma performance musical: · Gravação
Direta · Gravação Multi-pista
Gravação Direta (Direct to Stereo Recording) A
gravação conjunta ocorre quando um arranjo de um
grupo musical inteiro é executado e gravado. Muitas
gravações de orquestras e grupos de jazz usam este
estilo. A interação espontânea entre os
músicos é ponto principal para estas performances e o
principal motivo para se efetuar esse tipo de
gravação. Uma das maneiras de se gravar uma
performance "ao vivo" é registrá-la diretamente em
estéreo, gravação direta, usando um par de
microfones e um gravador. Suponhamos que você tenha escrito
uma nova canção e precisa gravar uma "demo". A
maneira mais fácil de se criar essa "demo" é ajustar
o microfone e cantar a música. Este tipo de
gravação acaba se tornando a versão final e
não sendo possível alterar nenhuma das
características dos instrumentos usados na
gravação. Gravação Multi-Pistas
Gravações profissionais normalmente são
executadas usando-se o modelo multi-pistas, onde cada uma das
performances individuais dos músicos são gravados em
faixas separadas. Isto nos dá flexibilidade para editar e
processar as faixas, e mixá-las para uma versão final
em estéreo geralmente melhor do que a versão
originalmente gravada. A gravação em multi-pistas
também nos permite adicionar novas partes a uma
gravação original. Seguindo este caminho, estaremos
capturando novas performances que irão interagir com outras
previamente gravadas. O processo de adicionar novas partes a uma
gravação previamente existente é chamado de
overdubbing, ou se preferir, supra-sinconização. Esta
forma de trabalho mudou a forma como uma música é
produzida. Na produção por computador, o
artista-produtor por vezes veste mais do que uma camisa, em alguns
casos ele executa todas as performances além de arranjar e
de compor a canção.]]></description>			<link>http://diegoemmanuel.musicblog.com.br/48415/Dicas-de-gravacao/</link>			<comments>http://diegoemmanuel.musicblog.com.br/Dicas-de-gravac-o-27012008-102053-lp-48415.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://diegoemmanuel.musicblog.com.br/48415/Dicas-de-gravacao/</guid>			<pubDate>Sun, 27 Jan 2008 10:20:53 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[A mesa de som e seus componentes]]></title>			<description><![CDATA[<p align="center"><strong>A Mesa de Som -
Introdução</strong></p>
<p align="center"><strong>Diego Emmanuel</strong></p>
<p>
Após os sinais serem captados e trafegarem pela
cabeação que os conduz ao local de controle, o
primeiro equipamento que encontrarão será a mesa de
som e é nela que, após instalado e calibrado o
sistema, acontece a grande maioria do trabalho do operador de som
(salvo alguns eventuais ajustes em periféricos como
gravadores, módulos de efeitos, aparelhos de playback
etc.).</p>
<p><strong>Uma Visão Geral</strong>
Em termos gerais, a mesa de som é responsável
por:</p>
<p><strong>1.</strong> elevar o nível do sinal que chega
à mesa,
<strong>2.</strong> ajustar a equalização (graves,
médios e agudos) deste sinal
<strong>3.</strong> acertar a intensidade sonora de ca da voz ou
instrumento - que será então
<strong>4.</strong> enviado ao destino principal, como a/s caixa/s
principal/is
<strong>5.</strong> e a outros destinos auxiliares como sistemas de
retorno e módulos de efeitos
<strong>6.</strong> além de possibilitar sub-grupamentos de
sinais por tipo, ou qualquer outra característica que o
operador desejar para organizar e simplificar o seu trabalho.</p>
<p>Vamos buscar compreender a razão por trás de cada
uma destas funções, entrando em alguns detalhes de
como isto ocorre dentro da mesa e comentando técnicas
necessárias para que estes processos sejam realizados de
modo a preservar a máxima qualidade do sinal.</p>
<strong>A Superfície de Controle</strong>
<p><strong>O primeiro processo necessário é a
elevação do baixo nível de sinal mic, que em
média (valor nominal) chega do palco entre 0 e 77,5
milivolts, a um nível line com o qual ele será
trabalhado dentro da mesa e nos demais aparelhos do sistema
após sair da mesa. Por ser a primeira das várias
etapas de processamento do sinal, até que o mesmo seja
enviado às caixas após a amplificação
final, esta amplificação, conhecida por
pré-amplificação, representa uma das mais
delicadas tarefas da mesa de som, pois se os componentes ou
circuitos desta etapa não forem de boa qualidade, os sinais
que chegam captados do palco já terão sua qualidade
comprometida desde o primeiro instante de processamento do
sinal.</strong></p>
<p>Feito este ajuste de nível, o sinal com seu nível
mais robusto é agora encaminhado à
seção de equalização para os ajustes de
filtros que irão aumentar ou diminuir as
características de timbre grave, médio e agudo do som
de cada voz ou instrumento.</p>
<p>Após a equalização, o sinal passa pelos
botões de endereçamento que se encarregam de
colocá-lo nos barramentos principais ou de sub-grupamentos
que serão enviados posteriormente aos barramentos principais
após passarem por mais algum ajuste de nível e,
talvez processamento por algum equipamento externo da mesa (pois
estes subgrupos podem ser acessados via jacks de insert de
sinal).</p>
<p>Além de endereçar os sinais para as saídas
principais para amplificação ou
gravação é comum que o operador também
esteja enviando alguns agrupamentos de sinais ou mix para um ou
mais sistemas auxiliares como, por exemplo, de palco, no hall de
entrada, berçário etc. Estas saídas auxiliares
também servem como uma forma de se selecionar quais vozes ou
instrumentos serão enviados para um determinado
módulo de efeito.</p>
<p>Antes de comentar os controles que possibilitam que estas
funções ocorram numa mesa de som, vamos compreender
como os mesmos estão dispostos numa mesa para que seja mais
fácil você encontrá-los. É claro que
estaremos falando de modo genérico, porém, embora
não exista um padrão rígido adotado por todos
os fabricantes, a seqüência lógica dos passos de
operação têm, ao longo do tempo, feito que a
maioria dos fabricantes siga uma disposição
semelhante dos controles nas superfícies de controle de suas
mesas de som.</p>
<p>Assim sendo o que normalmente ocorre é que temos os
canais, ou seja, os circuitos encarregados de receber e processar
uma única voz ou instrumento alinhados no sentido vertical,
com referência à posição do operador, ou
seja, partindo dele para a parte mais distante da mesa e o
agrupamento de funções semelhantes na horizontal, ou
seja, com seus botões correndo um ao lado do outro, canal
por canal.</p>
<p>Estes controles trabalham com os sinais que foram agrupados e
mixados na intensidade desejada pelo operador e dão o ajuste
final de intensidade antes destes agrupamentos de sinais serem
enviadas aos seus destinos diversos. Por exemplo, os faders de
sub-grupos ou Sub-Masters dão ao operador a oportunidade de
regular a intensidade de um grupo de sinais antes que sejam
enviados aos faders Master; os faders Master enviam os sinais por
um caminho que os conduzirá às caixas principais; os
botões Master de Envio (Send) dos Auxiliares para enviar os
sinais destes auxiliares aos retornos ou módulos de
efeitos.</p>
<p> </p>
<p align="center"><strong>A Mesa de Som - O Controle de
Ganho</strong>
<em>(e a importância de seu ajuste)</em></p>
<p align="center"><strong>Diego Emmanuel</strong></p>
<p>
Não é por acaso que o primeiro botão de nosso
interesse o Ganho (Gain ou Trim no inglês) ocupa esta
posição em cada canal, pois é o seu ajuste,
que determina a atuação do circuito de
pré-amplificação, que garantirá a
qualidade do sinal para que ele não esteja fraco ou forte
demais.</p>
<p>Este botão controla uma variação muito
grande da amplificação do nível de sinal
(entre os 0,00775 volts do nível mic e 24,5 volts estando a
média de saída dos equipamentos em -10dBu = 0,245
volts ou +4dBu = 1,23V) o que requer uma amplificação
de tensão (voltagem) em torno de 1000 vezes ou 60 dB.
Portanto, um pequeno deslocamento do botão já
eqüivale ao percurso do fader de nível de mixagem que
se encontra na parte inferior dos controles do canal onde o
operador faz a mixagem.</p>
<p>É importante que este botão seja corretamente
ajustado pois se o sinal não estiver forte o bastante, com
relação aos demais canais, o operador irá
tentar elevá-lo no fader do canal e acabará
aumentando este muito mais do que deveria, amplificando
também o ruído elétrico dos circuitos pelos
quais o sinal passou.</p>
<p>Por outro lado, se o sinal estiver forte demais quando o
músico produzir uma nota de maior intensidade, esta
poderá exceder a capacidade do circuito de pré
amplificação, ou de quaisquer outros circuitos
após este, e distorcer o sinal clipando-o. Clip no
inglês significa corte ou ceifamento e é isto que
ocorre com as extremidades das ondas (onde elas teriam amplitude
máxima) que acabam não sendo reproduzidas fielmente
devido à incapacidade do circuito de reproduzir a voltagem
necessária para isto. Na figura abaixo vemos duas ondas de
um mesmo sinal que foi originalmente gravado em níveis
iguais nos dois canais. O canal inferior nos mostra esta onda no
limite máximo do circuito e no superior ela foi amplificada
em 10 dB acima deste nível máximo para ilustrar o
ceifamento.</p>
<p align="center"></p>
<p>Na figura 2 temos em vermelho a sobreposição da
onda completa que o circuito foi incapaz de reproduzir. É
aí que está o perigo de se ajustar o ganho muito alto
pois na impossibilidade do circuito reproduzir a onda vermelha ele
não somente corta o pico da onda mas como parte deste
processo também manda um monte de &ldquo;lixo&rdquo; para os
equipamentos subsequentes e para o destino final &ndash; as caixas
cujos drivers podem não suportar estes sinais e
queimar...</p>
<p align="center"></p>
<p>Compreendidas estas duas situações do ganho do
sinal não estar nem baixo demais, nem alto demais.
está dado o primeiro passo na assimilação da
importante técnica conhecida como estrutura de ganho que
é a principal técnica de mixagem para se manter um
sinal limpo durante o seu processamento. Podemos dizer em outras
palavras, uma estrutura de ganho correta garante a máxima
faixa dinâmica ao sinal.</p>
<p>Chamamos de faixa dinâmica o espaço compreendido
entre os limites mínimos e máximos de um sistema de
som. O limite mínimo é constituído pelo
&ldquo;patamar de ruído&rdquo;, ou seja, aquele chiadinho
(baixinho, espero  ) que é o som gerado pelos circuitos
de um equipamento de som sem que algum sinal lhe seja introduzido.
Já o limite máximo é aquele estabelecido pela
capacidade máxima do circuito reproduzir uma onda sem clipar
ou seja distorcê-la por ser incapaz de reproduzi-la.</p>
<p align="center"></p>
<p>A filosofia de estrutura de ganho, portanto, consiste em ajustar
o controle de ganho para que o sinal entre de modo mais forte
possível na mesa, sem distorcer, e manter esta qualidade ao
longo de todas as etapas de processamento subsequentes (dentro e
fora da mesa) para garantir a integridade do sinal desde o primeiro
momento até o último quando ele é enviado pelo
amplificador às caixas de som.</p>
<p>Devido à importância deste processo na qualidade do
sinal, muitos fabricantes de mesas de som incorporam uma
função de ajuste ao botão de solo ou PFL Pre
Fader Listening (audição independente da
posição do fader) da cada canal. Nesta
função, ao pressionar-se o botão PFL, o sinal
é enviado diretamente ao VU da mesa para que ali se observe
a sua intensidade quando se está ajustando o botão de
ganho. A idéia é ajustá-lo para que os picos
ou momentos mais fortes do sinal elevem o VU até a marca de
0 dB .</p>
<p>Para que este processo funcione adequadamente, porém,
é essencial que o músico compreenda que na hora que o
operador de som estiver fazendo este ajuste ele precisa estar
tocando ou cantando na intensidade que ele irá se apresentar
e não somente dizendo &ldquo;Alô, som 1, 2, 3
etc&rdquo; a meia voz, pois se fizer assim o operador
ajustará a sensibilidade do canal acima do necessário
então, quando começar a apresentação, o
músico produzirá um sinal mais elevado, que
poderá clipar o canal por seu ganho estar sensível
demais.</p>
<p>Inclusive a recomendação que eu faço
é que ao final do ensaio, depois que todos tiverem aquecido
suas vozes e instrumentos e os ajustes de equalização
já estiverem corretos o operador peça para a banda
repetir a música de maior intensidade e então
refaça o ajuste de ganho (que demora apenas alguns segundos
por canal), pois assim cada canal estará ajustado de um modo
que reflita mais de perto a realidade da
apresentação. E note que isto não significa
que este será o último ajuste pois durante a
apresentação com a interação entre
público e banda os níveis tendem a subir ainda mais
no palco &ndash; portanto aí vemos a necessidade de se
adquirir mesas que permitam este ajuste da função
Solo ou PFL de modo transparente DURANTE uma
apresentação pois em mesas que não oferecem
este recurso, isto só pode ser feito com os faders de todos
os outros canais zerados o que obviamente não dá para
se fazer durante a apresentação.</p>
<p>Compreendida esta importante técnica, iniciaremos no
próximo artigo a análise das funções
dos controles na seção de
equalização.</p>
<p align="center"><strong>A Mesa de Som - Equalização
I</strong></p>
<p align="center"><strong>Diego Emmanuel</strong></p>
<p align="center">
Tenho ao longo do meu tempo de atividade em
sonorização ouvido o termo
&ldquo;equalização&rdquo; utilizado de maneira que,
fora do contexto da sonorização, parece ser
lógico a um leigo no assunto, porém que não
representa em nada o sentido em que nós o empregamos nesse
campo. Assim, antes de abordar os controles e seus filtros de
equalização vamos confirmar rapidamente o sentido da
palavra para que algum principiante nesta área não
fique perplexo mediante o seu uso.</p>
<p>Quando usamos o termo equalização não se
trata de acertarmos a intensidade de sinais em canais diferentes de
modo a deixar todos os vocais de apoio ou todos os instrumentos na
mesma intensidade. O termo equalização diz respeito
ao ajuste dos graves, médios e agudos no contexto da mesa de
som, através da atuação nos seus controles, e,
no contexto de um sistema de som, pelo ajuste de equipamentos como
equalizadores gráficos ou paramétricos que acertam a
resposta das caixas e eventualmente reduzem freqüências
que estejam sobrando na conjuntura captação,
projeção e acústica do ambiente (veja os meus
primeiros artigos sobre os <a href=
"http://www.musicaeadoracao.com.br/tecnicos/sonorizacao/elos_sonorizacao.htm">
4 Elos da Sonorização ao
Vivo</a> para entender melhor estes termos).</p>
<p>Visto isto, vamos nos concentrar nos controles de
equalização encontrados nos canais da mesa de som e
em algumas mesas nos sub-grupos e masters. Ao contrário dos
controles de mandadas auxiliares e fones de ouvido, por exemplo,
que ficam no zero, ou fechados, quando posicionados totalmente
à esquerda do seu curso, os controles de
equalização devem ficar na posição de
50% de seu curso (equivalente ao &ldquo;meio-dia&rdquo; num
relógio analógico) quando em sua
posição neutra, ou seja quando não
estão atuando. Ao deslocá-los para a direita, desta
posição estaremos reforçando a(s)
freqüência(s) que estes controlam e quando para a
esquerda estaremos cortando a intensidade desta(s)
freqüência(s).</p>
<p>O que determina se um controle de equalização
altera uma (raro), poucas, ou muitas freqüências
é o tipo de filtro sobre os qual este atua. Entre os
controles de equalização das mesas de som existem
filtros de equalização tipo peaking, shelving,
semi-paramétricos e paramétricos.</p>
<p>Os filtros peaking tem sua atuação principal sobre
uma freqüência, porém acabam atuando
também sobre freqüências vizinhas.</p>
<p align="center"></p>
<p>Os filtros shelving atuam em todas as freqüências
acima (no caso dos agudos) ou abaixo (graves) de determinada
freqüência.</p>
<p align="center"></p>
<p align="center"></p>
<p>Os filtros semi-paramétricos possuem um segundo controle
que atua em conjunção com o de reforço ou
corte de intensidade do sinal. Neste controle o operador escolhe a
freqüência principal sobre o qual o filtro
atuará, de modo semelhante a de um filtro de peaking.</p>
<p align="center"></p>
<p>Já os filtros paramétricos, além destes
dois controles do semi-paramétrico, acrescem um terceiro
controle no qual se pode especificar a largura do filtro
(denominado &ldquo;Q&rdquo;) ou seja quantas freqüências
vizinhas serão arrastadas para cima ou para baixo juntamente
com a freqüência selecionada pelo segundo botão.
Assim pode-se abranger muitas freqüências uma oitava
inteira ou mais ou fazer ajustes &ldquo;cirúrgicos&rdquo;
que alteram um mínimo de freqüências além
da central conforme na ilustração abaixo.</p>
<p align="center"></p>
<p>Compreendido o que fazem, qual a função destes
controles de equalização dentro do mix de um PA ou
gravação? Voltemos a uma análise do termo
equalização que comentei no início falando do
que não se tratava. No contexto de uma mesa de som, estes
controles tem a função de dar ao operador
condições de ajustar o som de uma voz ou instrumento
de modo que ele pareça o mais natural possível
corrigindo deficiências ou características de timbre
que impedem que seja bem percebido entre os outros sinais do
mix.</p>
<p>A partir desta definição podemos compreender
várias técnicas de equalização, bem
como vários erros:</p>
<p>O primeiro erro é o do exagero de
equalização. Costumo dizer que o processo de
equalização é semelhante ao de se temperar um
alimento. Uma carne sem sal ou alho não é lá
muito agradável, porém se forem colocadas
proporções exageradas de um ou outro a carne pode
ficar intragável. Assim como existe a dosagem correta de
tempero para ressaltar o delicioso sabor de uma boa carne, a
equalização deve ser feita cuidadosamente até
que o som da voz ou instrumento chegue no ponto ideal &ndash; e
diga-se de passagem que isto normalmente não deve requerer
que os controles (pelo menos de boas mesas, nas quais os mesmos
proporcionam algo em torno de 12 a 15 db de reforço ou
atenuação) estejam em sua posição
máxima. Vale também dizer que do mesmo modo que um
cozinheiro de primeira mão leva anos de experiência
para preparar, de forma consistente, pratos de excelente sabor, um
operador precisa de treino e experiência para, especialmente
ao trabalhar com várias mesas com características
diferentes de equalização, tirar sempre o melhor som
de vozes ou instrumentos. E não basta apenas ficar girando
botões durante os ensaios! Para ser eficaz o treino de um
operador sempre terá que ser contrastado com sua
&ldquo;referência&rdquo; do som de determinado instrumento,
ou seja, escutar MUITO gravações DE QUALIDADE com
FONES DE OUVIDO DE QUALIDADE para criar a sua referência
memorizada e saber aquilo que deve buscar ao equalizar um
instrumento ou voz. Esta é uma das áreas onde
não basta o operador de som saber apenas a técnica,
esta entra no domínio da arte, especialmente quando se trata
de mixar dezenas de canais e buscar fazer com que cada instrumento
seja audível dentro do mix.</p>
<p>Uma das regras úteis em várias áreas de
sonorização que vale ser mencionada aqui é a
seguinte: Para problemas acústicos, soluções
acústicas, para problemas eletrônicos,
soluções eletrõnicas. A
aplicação é a seguinte: Se você perceber
uma realimentação acústica (microfonia) ao
abrir um canal na passagem de som, não comece imediatamente
a girar os controles de equalização para cortar
freqüências. Preste atenção nesta
freqüência e veja se ela for aguda ou média/aguda
(envolvendo comprimentos de onda relativamente curtos) e
experimente reposicionar o microfone de modo a não estar
captando os sons diretos ou refletidos que causam a microfonia.
Dica: para saber o comprimento de uma onda &ndash; outro conceito
imprescindível para um bom operador de som &ndash; use a
seguinte fórmula:</p>
<p align="center"></p>
<p style="line-height: 150%">onde  é o comprimento de onda,
344 metros por segundo é a velocidade do som e f a
freqüência.</p>
<p>Segundo esta regra a freqüência de 1000 Hz (ou 1kHz
ou, ainda, 1k) tem 34,4 cm. Portanto se você ouve uma
microfonia caracterizada por esta freqüência, antes de
&ldquo;limar&rdquo; o conteúdo de mil Hertz da voz ou
instrumento daquele canal, experimente reposicionar o microfone
numa distância de entre 8,6 e 17,2 cm um quarto a metade da
onda para ver se esta solução acústica
não resolve o problema deixando intacto o sinal do canal em
questão.</p>
<p> </p>
<p align="center"><strong>A Mesa de Som - Equalização
II</strong></p>
<p align="center">Diego Emmanuel</p>
<p>
Retomando as dicas para equalização, muitas vezes
estes controles têm uma utilidade que pode não ser
percebida de imediato.</p>
<p><strong>Melhor Equalização Ao Invés de
Aumentar o Canal</strong></p>
<p>A tendência de muitos operadores de som é sempre
querer elevar o nível de um canal quando não ouvem
claramente o instrumento, porém isto pode fazer com que o
instrumento fique alto demais, com relação aos outros
instrumentos e vozes que compõem o mix. Se você
perceber ser este o caso, experimente reforçar a
equalização somente das freqüências que
mais caracterizam aquele instrumento, e isto poderá traze-lo
à tona no seu mix sem fazer com que seu som fique forte
demais.</p>
<p><strong>Equalização Subtrativa -</strong> Por
outro lado, na maioria das igrejas de pequeno a médio porte
é comum que o som de instrumentos acústicos esteja
alto demais antes mesmo de reforça-lo colocando-o nas caixas
de som. Ë claro que isto pode justificar não
incluí-lo no mix, porém aí o que acontece
é que todos os sons mixados chegam de um ponto no
espaço (o do conjunto de caixas principais) e o som do
instrumento chega de outro ponto no espaço (a sua
localização física no palco) e, portanto em
outro tempo... Dependendo da disposição destes
elementos no seu salão de culto, isto pode não ficar
muito bom. Assim chega-se à conclusão de que o
instrumentista precisa tocar mais baixo. Se ele lhe escutar,
compreender e fizer assim parabéns!</p>
<p>Como a realidade comprova que conseguir que um músico
toque mais baixo pode ser uma tarefa semi-impossível &ndash;
e não pretendo entrar no mérito da questão
neste momento &ndash; a opção técnica que
resta é a equalização subtrativa. Ao
invés de colocar freqüências naquele som que
já está forte demais, a estratégia recomendada
acima se inverte. Faça o seguinte: com a banda tocando,
escute para ver quais as freqüências deste instrumento
que chegam acusticamente, ou sem reforço do sistema de som..
Trabalhe com os controles de equalização do canal
deste instrumento com o propósito de cortar todas estas
freqüências audíveis. O que sobrar (tipicamente
as freqüências mais elevadas) será um complemento
do som já ouvido direto do instrumento. Este complemento
estará saindo nas caixas de som, assim deslocando a
referência da posição de palco para as caixas
de onde procedem todos os demais sons da banda corrigindo,
portanto, psicoacusticamente o som percebido pela
congregação.</p>
<p><strong>Não é com qualquer mesa -</strong> Ao ler
as recomendações acima provavelmente está
pensando: Mas será que eu vou conseguir fazer isto com os
controles de equalização da minha mesa? Na verdade
para se poder fazer isto é necessário ter pelo menos
1 controle de equalização semi-paramétrica por
canal &ndash; o que deveria ser requisito mínimo para mesas
que serão utilizadas no controle de som ao vivo . Caso
contrário, experimente com o que tem nas mãos o
resultado pode ser melhor do que não fazer nada... Lembrando
da recomendação que deixei no último artigo de
que quem irá determinara a qualidade de suas decisões
será a SUA REFERÊNCIA ou seja aqueles sons que
você tiver escutado de boas gravações e
memorizado para tentar conseguí-los ou, pelo menos, se
aproximar deles quando estiver trabalhando na mesa de som.</p>
<p><strong>Ajustando Controles Semi-paramétricos e
Paramétricos -</strong> Para se trabalhar com um filtro de
equalização semi-paramétrica (na passagem de
som e não na apresentação) uma dica é a
de fazer o corte máximo no controle de
reforço/atenuação e girar por completo o
controle de seleção de freqüência varrendo
as freqüências até encontrar a que deixa o som o
mais próximo ao natural (ou ao efeito que se deseja) depois
volte o controle de reforço/atenuação à
posição neutra e vá cortando somente
até chegar no ponto em que a sua referência lhe disser
que ficou bom. Dependendo do que você for fazer com a
equalização, é valido, também, aumentar
o controle de reforço/atenuação até o
reforço máximo, para então varrer as
freqüências e descobrir qual a que lhe será mais
útil, voltando-o, a seguir, para a posição
neutra e aumentando até se encontrar o ponto ideal. A
estratégia para a equalização
paramétrica é semelhante, selecionando-se
porém antes uma largura de filtro média que pode ser
ajustada para maior ou menor após se encontrar a
freqüência central ideal.</p>
<p>Já que estou abordando a questão de qualidade na
equalização, vale a pena deixar a seguinte
recomendação:</p>
<p><strong>NÃO É NECESSÁRIO SEMPRE ALTERAR A
EQUALIZAÇÃO DE UM CANAL!</strong></p>
<p>E se tiver que mexer, experimente primeiro cortar, para, depois,
reforçar freqüências.</p>
<p>Na verdade, quanto melhor for a qualidade do seu equipamento
&ndash; começando a partir dos microfones e instrumentos e
passando pelo sistema de som, tanto menos se fará
necessário corrigir sua sonoridade. É nestes casos
que a equalização acabará servindo apenas para
funções como as duas que mencionei no início
deste artigo.</p>
<p>Digo isto pois tenho vistos operadores doidos para girar os
controles de equalização as vezes antes mesmo de
ouvir o som do instrumento ou voz daquele canal! Volto a dizer
escute e compare aquilo que estiver mixando e depois, se for
necessário, use da equalização.</p>
<p>Acabo de dizer acima que quanto melhor for a qualidade dos
instrumentos, tanto menos se fará necessário corrigir
sua sonoridade. Vale a pena ressaltar que equalização
não faz milagres! Um prato de bateria que tiver som de
bandeja de inox irá ter, no máximo, o som de bandeja
de inox um pouco melhorada. E isto vale para toda e qualquer voz ou
instrumento!</p>
<p>Portanto, para que se possa ter um som de qualidade convincente,
é necessário começar com um instrumento de boa
sonoridade, que seja captado por um bom microfone, conectado por
bons cabos, amplificado por bons amplificadores e projetado no
ambiente por caixas de boa qualidade (Se você não leu,
vale a pena voltar e conferir os meus primeiros artigos que tratam
dos <a href=
"http://www.musicaeadoracao.com.br/tecnicos/sonorizacao/elos_sonorizacao.htm">
4 Elos da Sonorização ao
Vivo</a>). Qualquer equipamento que não tiver
condições de qualidade compatíveis,
acabará prejudicando o nível de qualidade e esta
perda pode não ser recuperável... Obviamente, a
qualidade duma mesa de som e os circuitos de
pré-amplificação e filtros de
equalização que a compõem, acabam tendo um
importante efeito na qualidade final do som!</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p align="center"><strong>A Mesa de Som - Auxiliares
Pré-Fader e Pós-Fader</strong></p>
<p align="center"><strong>Diego Emmanuel</strong>
Feita a análise das funções de
equalização de uma mesa, passamos à
próxima seção que é a dos
auxiliares.</p>
<p>Vale a pena destacar aqui que estamos falando das mandadas
auxiliares (Aux. Send) e não dos retornos auxiliares (Aux.
Return) que se encontram na seção master duma mesa.
Cuidado! Não se confunda com o controle que traz este nome
&ndash; Aux. Return &ndash; achando que controle o nível de
sinal do mix que vai para os retornos de palco. Este nome é
dado em função do sinal com referência à
mesa e não ao palco. Logo, o sinal que vai para o palco
é enviado (pelas mandadas auxiliares ou Sends enquanto que o
sinal que volta de um módulo de efeitos retorna à
mesa pelos retornos auxiliares ou Aux. Returns.</p>
<p>Já que estamos falando da seção master
aproveito par dizer que é muito bom que cada grupo de
mandadas auxiliares que existe nos canais passe por um controle
Auxiliar Master que permite ajustar a intensidade geral do mix que
está sendo enviado da mesa para outro equipamento, por
exemplo, um amplificador de retornos (caso contrário o
operador terá que subir ou baixar individualmente cada um
dos knobs daquele auxiliar em todos os canais enviados ao mix.
Melhor ainda, se este auxiliar lhe oferecer condições
de solar o seu sinal no fone de ouvido para você saber o que
está mixando à distância &ndash; isto é
muito importante como comentarei abaixo. E ainda seria ideal se
houvesse também um botão que mutasse estes
auxiliares. Porém, na realidade da maioria das mesas,
encontraremos somente um ou dois masters auxiliares entre as 4
mandadas existentes. Sendo ainda mais raro encontrar botões
de solo para estes.</p>
<p>Destacada esta diferença entre Mandadas e Retornos
Auxiliares, vamos à análise dos auxiliares.
Imagine-se perante várias portas, cada qual dando acesso a
um corredor que conduzirá a um músico ou um
módulo de efeitos.</p>
<p>Assim podemos imaginar ser a função dos auxiliares
numa mesa de som que abrem a passagem do sinal de um canal para um
caminho que conduzirá ou ao palco ou a um módulo de
efeitos. Quanto mais giramos, ou abrimos, o knob de controle de um
auxiliar, mais abrimos a porta, ou seja, mais sinal daquele canal
será enviado ao músico ou aparelho conectado
àquela saída auxiliar.</p>
<p>O conceito mais complexo no sistema de auxiliares diz respeito a
como se abrem as portas.</p>
<p>Vamos chamar a primeira forma de pré-fader. Não se
preocupe, na verdade esta primeira é bem simples. Basta o
sinal aparecer na entrada do canal (e este estar ligado ou
desmutado) para que, ao girar o botão do auxiliar no sentido
horário, abrindo-o, o sinal estará a caminho do
músico. Ou seja, este sinal não recebe nenhum ajuste
senão o do controle de ganho na entrada do canal.</p>
<p align="center"></p>
<p>Auxiliares pré fader &ndash; ao abrir o knob do canal, o
sinal é enviado para uma saída auxiliar</p>
<p>Vamos chamar a segunda forma de pós-fader. Dá para
perceber que enquanto a primeira forma vem antes de alguma coisa a
segunda vem após esta coisa &ndash; que é o tal do
fader.</p>
<p>O que é este fader? No inglês fade significa
desvanecer, perder intensidade, até o ponto de desaparecer.
Quem tem esta função numa mesa de som é o
potenciômetro principal de cada canal, normalmente um
potenciômetro deslizante, com o qual aumentamos ou
diminuímos a intensidade da voz ou instrumento daquele canal
no mix principal.</p>
<p>De volta ao controle pós-fader, então, podemos
entender que antes de chegar ao knob giratório, à
porta que dá acesso ao corredor do auxiliar, o sinal do
canal terá que passar por uma outra porta representada pelo
fader do canal que abre o sinal para o mix principal. Este
auxiliar, portanto é chamado de pós-fader.</p>
<p align="center"></p>
<p>Auxiliares pós-fader &ndash; o sinal somente chega aos
auxiliares quando os faders do canal estiverem abertos.</p>
<p>Vamos agora compreender a razão de existirem estas
diferenças entre os auxiliares e sua função no
dia a dia da mixagem de som.</p>
<p>Comecemos pelos auxiliares pré-fader. Como nada acontece
com estes sinais, senão o nosso ajuste de quanto dos mesmos
irá para os músicos, estes servem muito bem para
serem enviados aos sistemas de retorno de palco. A razão
disto é obvia, visto que nenhum músico aprecia ter o
som do seu instrumento ou voz aumentando e baixando enquanto ele
tenta se ouvir em meio aos outros instrumentos e vozes que competem
por um espaço no palco (daí uma das grandes vantagens
dos sistemas de retorno por fones ou pontos intra-auriculares cada
vez mais presentes nos sistemas de sonorização de
qualidade &ndash; mas a gente fala mais sobre isto outra hora).</p>
<p>Em suma, num auxiliar pré-fader, o sinal chega no canal
você ajusta o ganho e abre o knob auxiliar deste canal para
enviar o sinal de volta ao músico no palco por meio de um
amplificador e caixa de retorno ou para um sistema de retorno por
fones e pronto. Um detalhe havendo recursos para tal é bom
que haja compressores e equalizadores entre a saída da mesa
e o seu destino seja este uma caixa ou, principalmente, os fones.
Porém dentro da mesa, nada irá alterar o sinal que
volta para o palco senão o controle de ganho e o seu ajuste
do auxiliar do canal.</p>
<p>Reitero o que disse no início: É bom que a mesa
tenha controles master nos seus auxiliares. Neles, os sinais
mixados por meio dos knobs auxiliares em cada canal passa por um
knob mestre que controla o nível geral do mix de sinais
enviados a ele a partir dos knobs de cada canal. Isto seria como se
todos os corredores de um determinado auxiliar tivessem,
além das portas que liberam o sinal de cada canal para o
corredor, uma porta única no final dos corredores que ajusta
a intensidade do sinal que vai para o próximo equipamento
conectado à saída da mesa.</p>
<p align="center"></p>
<p>Num auxiliar pré-fader com Master os sinais recebem um
ajuste final de nível antes de saírem da mesa.</p>
<p>No caso de auxiliares pré-fader o ajuste neste knob
Auxiliar Master altera a intensidade de todo o mix que um
músico recebe no palco.</p>
<p align="center"></p>
<p>Também nos auxiliares pós-fader o Master faz o
ajuste final de nível antes de saírem da mesa.</p>
<p>No caso de auxiliares pós-fader, o ajuste do knob master
do auxiliar irá dosar a quantidade de sinal enviado a um
módulo de efeitos, por exemplo.</p>
<p>Se tudo isto lhe parece muito complicado releia com
atenção observe bem as ilustrações e
faça experiências com um canal da mesa na qual vc
opera &ndash; de preferência não durante uma
apresentação...</p>
<p> </p>
<p align="center"><strong>A Mesa de Som - Auxiliares
Pré-Fader e Pós-Fader - Conclusão</strong></p>
<p align="center"><strong>Diego Emmanuel</strong></p>
<p>
Há duas matérias que estamos abordando o emprego dos
auxiliares pré-fader e pós-fader. As mesas de som
mais econômicas normalmente são limitadas na
quantidade e nas funções dos seus auxiliares pela
razão de que cada auxiliar poderia ser considerado uma mesa,
ou mais corretamente, um mixer a mais dentro da sua mesa aumentando
assim o custo final da mesma. Portanto, muitas mesas
acabarão vindo com a configuração ilustrada
abaixo.</p>







<p>Se os auxiliares da sua mesa forem como as acima, o que é
comum em mesas econômicas projetadas para estúdios
domésticos ou mesas que tentam agradar os dois universos (PA
e Estúdio), você possivelmente não tenha
auxiliares pré-fader suficientes em sua mesa para o tanto de
sistemas de retorno que se fazem necessários e sua
única opção é partir para o uso dos
auxiliares pós-fader. Na verdade o ideal nas mesas é
que além dos pré-fader fixos, você tenha um
botão que comute alguns auxiliares entre pré e
pós-fader lhe dando maior flexibilidade. Porém na
ausência deste recurso trabalhe com o cuidado exigido de quem
está trabalhando dentro de um acordo de compromisso e
observe as dicas abaixo:</p>
<p><strong>1.</strong> Sempre que alterar o fader do canal
lembre-se que será interessante compensar ou desfazer o que
fez no knob do auxiliar do canal. Se você tiver uma
mudança drástica de intensidade proveniente do palco,
por exemplo, no caso em que um músico altera um preset de
pedaleira ou voz de teclado mal programado e este varia muito o
nível de sinal, você pode se valer do recurso de
apenas ajustar o controle de ganho do canal pois ele
alterará simultaneamente a intensidade de todas as mandadas
auxiliares daquele canal bem como o seu nível no mix de PA.
&ndash; Agora muito cuidado se for fazer isto com um sinal que
não lhe vem via direct box e precisar aumentar por exemplo o
nível de um microfone captando uma voz ou instrumento. Isto
tem um enorme potencial de resultar em microfonia, senão no
PA em um ou mais sistemas de retorno! Creio que seja obvio que os
músicos devem programar seus instrumentos e efeitos ou tocar
de modo a proporcionar uma intensidade coerente.</p>
<p><strong>2.</strong> Evite destinar este sistema auxiliar para o
teclado e/ou qualquer outro instrumento puramente eletrônico
para evitar o seguinte cenário: Você baixa o fader do
canal entre uma música e outra e deixa o músico sem
retorno para poder trocar a voz do seu teclado...</p>
<p><strong>3.</strong> Se você estiver trabalhando com um
grupo de vocalistas que têm pouca experiência e que
volta e meia vira os microfones para a caixa de retorno enquanto
não está cantando, talvez seja vantagem usar os
auxiliares pós-fader para o envio de seus sinais às
caixas de retorno pois aí quando tiverem parado de cantar
você baixa o fader dos canais e com ele some o som deles no
retorno.</p>
<p>Pela importância que tem a regulagem dos sistemas de
retorno devido ao seu potencial de destruir a qualidade do som do
PA nas igrejas de pequeno e médio porte, aproveito para
inserir mais 3 toques gerais sobre o som de palco. E reitero que
estou falando dentro do contexto de igrejas onde o propósito
dos sistemas técnicos incorporados ao culto deve ser o de
dar suporte ou seja auxiliar e não atrapalhar ou causar
distrações dentro do período de
adoração corporativa.</p>
<p><strong>a.</strong> A função do retorno não
é prover um show particular para o músico no palco.
Como disse um veterano com várias décadas de
sonorização de experiência &ldquo;É para
que cada um ouça o mínimo necessário dos
outros elementos para que possam tocar em conjunto&rdquo;</p>
<p><strong>b.</strong> Como as freqüências graves
possuem comprimentos de ondas que não são direcionais
e portanto não ficam contidos no ambiente do palco mas vazam
para cima da congregação, quanto menos grave ou
&ldquo;peso&rdquo; houver nas caixas de retorno mais limpo
será o som do PA.</p>
<p>Obs. 1: Esta mesma falta de direcionalidade faz com que os
graves do PA sejam ouvidos no palco portanto ao ajustar os retornos
deixe o PA funcionando num nível próximo das
apresentações para que os músicos possam ouvir
os graves produzidos pelo PA.</p>
<p>Obs. 2: Muitas mesas têm os circuitos de
equalização apenas para o PA e não para os
auxiliares e alguns modelos apenas para os auxiliares pós
fader. Portanto, equalizar o som nos retornos pode não ser
aplicável senão para os casos de igrejas que
têm recursos como equalizadores e/ou mesas exclusivamente
dedicadas aos sistemas de retorno &ndash; o que conforme a
complexidade envolvida no programa musical, pode plenamente valer a
pena para garantir a qualidade do som.</p>
<p>Obs. 3: Se a sua igreja não tem condições
para adquirir uma segunda mesa, apropriada para os retornos, o
mínimo que deve ser exigido na aquisição da
mesa única é que ela tenha o recurso de sistema de
solo ou PFL nas masters de cada auxiliar para que o operador, que
irá mixar tanto para a congregação quanto para
os múltiplos sistemas de palco (administrando
consecutivamente talvez 5 ou mais mixagens distintas), tenha
condição de monitorar (ouvir) o resultado de suas
ações nos diversos auxiliares por fone de ouvido.
Caso contrário você estará pedindo que ele
controle sistemas importantes sem ter a mínima
noção auditiva daquilo que ele é
responsável por mixar...</p>
<p><strong>c.</strong> Como muitas bandas profissionais já
se deram conta, quanto mais baixo o som de palco mais limpo o som
do PA. Se os músicos de bandas seculares aceitam trabalhar
com fones intra-auriculares ou &ldquo;pontos&rdquo; apenas para
melhorar a estética isto deve ser ainda mais importante para
nós evangélicos pois além da clareza e
estética sonora dos instrumentos o som excessivo do palco
pode prejudicar a inteligibilidade da mensagem &ndash; aquela que
tem o poder de mudar o destino eterno das pessoas! As vezes paro
para pensar quantos irmãos instrumentistas não
terão de responder perante Deus pelo fato de que pessoas
não compreenderam a mensagem do evangelho simplesmente
porque ao invés destes servirem às suas
congregações e os visitantes, eles exigiram mais peso
mais volume etc. até o ponto de embaralhar tanto o som que a
mensagem acabou afogada em meio à reverberação
causada pelos seus amplificadores de palco e caixas de retorno.
Segundo Romanos 10:17, a Fé vem pelo ouvir da Palavra!</p>
<p>aguardem os próximos artigos</p>
]]></description>			<link>http://diegoemmanuel.musicblog.com.br/48393/A-mesa-de-som-e-seus-componentes/</link>			<comments>http://diegoemmanuel.musicblog.com.br/A-mesa-de-som-e-seus-componentes-27012008-032017-lp-48393.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://diegoemmanuel.musicblog.com.br/48393/A-mesa-de-som-e-seus-componentes/</guid>			<pubDate>Sun, 27 Jan 2008 03:20:17 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Intervalo]]></title>			<description><![CDATA[<p align="center"><strong>Intervalos - Corre&#231;&#227;o dos
Exerc&#237;cios</strong></p>
<p align="center"><strong>
 </strong></p>
<p><strong>1. O que &#233; intervalo na m&#250;sica?</strong></p>
<p>Intervalo, na m&#250;sica, &#233; a dist&#226;ncia entre duas
notas.</p>
<p>Veja abaixo como os classificamos:</p>
<div align="center">




<strong>Nome do Intervalo</strong>
<strong>Dist&#226;ncia em Tons</strong>
<strong>Dist&#226;ncia em Semitons</strong>


Segunda Menor
1/2 tom
(1 semitom)


Segunda Maior
1 tom
(2 semitons)


Ter&#231;a Menor
1 tom e meio
(3 semitons)


Ter&#231;a Maior
2 tons
(4 semitons)


Quarta Justa
2 tons e meio
(5 semitons)


Quarta Aumentada
3 tons
(6 semitons)


Quinta Justa
3 tons e meio
(7 semitons)


Quinta aumentada
4 tons
(8 semitons)


Sexta Maior
4 tons e meio
(9 semitons)


S&#233;tima Menor
5 tons
(10 semitons)


S&#233;tima Maior
5 tons e meio
(11 semitons)


Oitava Justa
6 tons
(12 semitons)


Nona Menor
6 tons e meio
(13 semitons)


Nona Maior
7 tons
(14 semitons)


D&#233;cima Menor
7 tons e meio
(15 semitons)


D&#233;cima Maior
8 tons
(16 semitons)


D&#233;cima Primeira Justa
8 tons e meio
(17 semitons)


D&#233;cima Segunda Diminuta
9 tons
(18 semitons)


D&#233;cima Segunda Justa
9 tons e meio
(19 semitons)


D&#233;cima terceira Menor
10 tons
(20 semitons)


D&#233;cima Terceira Maior
10 tons e meio
(21 semitons)




</div>
<p><strong>2. O que s&#227;o intervalos simples e
compostos?</strong></p>
<p>Intervalos Simples s&#227;o aqueles que est&#227;o contidos
at&#233; a oitava (T, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8)</p>
<p>Intervalos Compostos s&#227;o aqueles maiores que oitavas (9,
10, 11, 12, 13)</p>
<p><strong>3. O que s&#227;o intervalos de conson&#226;ncia
perfeita e imperfeita?</strong></p>
<p>Os intervalos de 8a., 4a., 5a. e seus compostos 11a. e 12a.
s&#227;o chamados de justos porque possuem conson&#226;ncia
perfeita, e a sua invers&#227;o tamb&#233;m ser&#225; um intervalo
de conson&#226;ncia perfeita (justo). Na escala diat&#244;nica
maior esses intervalos equivalem as notas que est&#227;o nas
extremidades dos tetracordes.</p>
<p>Os intervalos de 2a., 3a., 6a. e seus compostos 9a., 10a., 13a.
maiores e todos os outro intervalos menores, aumentados ou
diminutos possuem conson&#226;ncia imperfeita.</p>
<p><strong>4. O que s&#227;o intervalos
enarm&#244;nicos?</strong></p>
<p>Intervalos enarm&#244;nicos s&#227;o aqueles que equivalem ao
mesmo som usando nomes diferentes.</p>
<p><strong>Exemplo:</strong></p>
<p>Na escala de D&#243; Maior os intervalos de Segunda Aumentada e
Ter&#231;a Menor indicam o mesmo som.</p>
<p><strong>5. Que tipos de intervalos podem ser
aumentados?</strong></p>
<p>Qualquer intervalo Maior ou Justo meio tom acima ser&#225;
aumentado.</p>
<p><strong>6. Quais os tipos de intervalos podem ser
diminutos?</strong></p>
<p>Qualquer intervalo Menor ou Justo meio tom abaixo ser&#225;
diminuto.</p>
<p><strong>7. Quais os tipos de intervalos quanto a sua forma de
execu&#231;&#227;o?</strong></p>
<p>De acordo com a forma de execu&#231;&#227;o o intervalo
ter&#225; car&#225;ter Mel&#243;dico ou Harm&#244;nico.</p>
<p>Intervalo Mel&#243;dico &#233; aquele em que as notas s&#227;o
ouvidas uma de cada vez, ou seja, sucessivamente.</p>
<p>Intervalo Harm&#244;nico &#233; aquele em que as notas s&#227;o
ouvidas simultaneamente, formando acordes.</p>
<p><strong>8. O que &#233; invers&#227;o de um
intervalo?</strong></p>
<p>A invers&#227;o de um intervalo consiste no intervalo
descendente ao intervalo original na mesma distancia partindo de
sua t&#244;nica no sentido inverso.</p>
<p><strong>Exemplo:</strong></p>
<p>O intervalo de Ter&#231;a Maior possui 2 Tons ascendente a sua
t&#244;nica, sua invers&#227;o &#233; justamente a mesma
dist&#226;ncia (2 tons) descendente a t&#244;nica equivalendo ao
intervalo de Sexta Menor, Portanto se conclui que a invers&#227;o
da Ter&#231;a Maior &#233; a Sexta Menor.</p>
<p><strong>9. Qual &#233; o n&#250;mero que resulta da soma do
intervalo original com sua invers&#227;o?</strong></p>
<p>A Soma do intervalo original mais a sua invers&#227;o ser&#225;
sempre nove.</p>
<p><strong>Exemplo:</strong></p>
<p>Intervalo Original + Invers&#227;o = 9</p>
<p><strong>3M + 6m = 9</strong></p>
<p><strong>10. Como se classificam os intervalos maiores, menores,
justos, aumentados e diminutos quando invertidos?</strong></p>
<p>Os Intervalos maiores, menores, justos, aumentados e diminutos
quando invertidos ficam da seguinte forma:</p>
<ul>
<li>A invers&#227;o do M (maior) &#233; m (menor)</li>
<li>A invers&#227;o do m (menor) &#233; M (maior)</li>
<li>A invers&#227;o do aum (aumentado) &#233; dim (diminuto)</li>
<li>A invers&#227;o do dim (diminuto) &#233; aum (aumentado)</li>
<li>A invers&#227;o do j (justo) continua sendo j (justo)</li>
</ul>
]]></description>			<link>http://diegoemmanuel.musicblog.com.br/48391/Intervalo/</link>			<comments>http://diegoemmanuel.musicblog.com.br/Intervalo-26012008-232037-lp-48391.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://diegoemmanuel.musicblog.com.br/48391/Intervalo/</guid>			<pubDate>Sat, 26 Jan 2008 23:20:37 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Harmônia]]></title>			<description><![CDATA[<p>alow povo!!!!!!!!!!!!!!!!!! hoje nós iremos abordar um
assunto um pouco comlexo que é chamado harmônia.</p>
<p>Em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%83%C2%BAsica"
title="Música">música</a>, a <strong>harmonia</strong>
é o campo que estuda as relações de
encadeamento dos sons simultâneos (<a href=
"http://pt.wikipedia.org/wiki/Acorde" title="Acorde">acordes</a>). Tradicionalmente obedece a uma
série de normas que se originam nos processos <a href=
"http://pt.wikipedia.org/wiki/Composi%C3%83%C2%A7%C3%83%C2%A3o_musical"
title="Composição musical">composicionais</a> efetivamente praticados pelos
compositores da tradição européia entre o
período do fim da <a href=
"http://pt.wikipedia.org/wiki/Renascimento" title=
"Renascimento">Renascença</a>
ao fim do <a href=
"http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%83%C2%A9culo_XIX" title=
"Século XIX">século
XIX</a>.</p>
<span class="mw-headline">Origens</span>
<p>Dentro deste âmbito histórico organizou-se,
desenvolveu-se e findou-se o <a href=
"http://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_tonal" title=
"Sistema tonal">sistema tonal</a>. A
harmonia é assim, neste contexto, a área da
música que descreve e normatiza as relações de
construção e encadeamento dos acordes dentro do
sistema tonal. Articula-se com a organização interna
do sistema tonal, que estrutura uma série específica
de acordes que formam o denominado <a href=
"http://pt.wikipedia.org/wiki/Campo_harm%C3%83%C2%B4nico" title=
"Campo harmônico">campo
harmônico</a>, e os hierarquiza num conjunto de
relações e funções. A
função principal do sistema tonal é a <a href=
"http://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%83%C2%B4nica" title=
"Tônica">tônica</a>, da
qual se origina o nome do sistema. Ela é representada, por
exemplo, pelo acorde de Dó, dentro da tonalidade de
Dó. As funções harmônicas são as
de repouso (tônica), aproximação (<a href=
"http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Dominante&action=edit"
title="Dominante" class="new">dominante</a>) e afastamento (<a href=
"http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Subdominante&action=edit"
title="Subdominante" class="new">subdominante</a>). Essas funções
permitiram ao discurso tonal configurar uma relação
temporal de perspectiva, aonde o ouvinte é levado a perceber
o movimento musical em uma direção. Assim, por
exemplo, o final das peças de <a href=
"http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%83%C2%BAsica_cl%C3%83%C2%A1ssica"
title="Música clássica">música clássica</a> européia
sempre finalizavam com o movimento dominante-tônica, fato
esperado por todos ouvintes. Por comparação esse
discurso é diferente do praticado nas músicas modais
que é estuturado de modo circular, ou seja, não
direcional, e ao das músicas pós-tonais, nas quais o
conceito de direção também não existe,
passando a obedecer a diversas outras formas de
organização do discurso. Isto não quer dizer
que não haja harmonia nas formas modais e pós-tonais,
mesmo porque nessas formas musicais existem acordes e eles se
organizam com base em estruturas específicas, mas apenas que
o que é descrito como harmonia dentro da teoria musical
tradicional faz parte do sistema tonal e das práticas
composicionais através das quais esse sistema se desenvolveu
entre os seculos XVI e XIX.</p>
]]></description>			<link>http://diegoemmanuel.musicblog.com.br/48390/Harmonia/</link>			<comments>http://diegoemmanuel.musicblog.com.br/Harmonia-26012008-231348-lp-48390.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://diegoemmanuel.musicblog.com.br/48390/Harmonia/</guid>			<pubDate>Sat, 26 Jan 2008 23:13:48 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Música e Matemática]]></title>			<description><![CDATA[<p style="margin: 5pt 0cm; text-align: center" class="MsoNormal"
align="center"><strong>Música e
Matemática</strong><em>A relação
harmoniosa entre sons e
números</em></p>
<p style="margin: 5pt 0cm; text-align: center" class="MsoNormal"
align="center"><strong>Diego Emmanuel</strong></p>
<p style="margin: 5pt 0cm" class="MsoNormal">
Na sua
definição mais simples, Música é "ritmo
e som". Ou seja, é uma combinação de sons
executados em determinada cadência. A importância da
Matemática na Música está presente desde a
concepção mais fundamental do que é "som
musical" e do que é "ritmo".</p>
<p style="margin: 5pt 0cm" class="MsoNormal">Os sons com os quais
podemos criar nossas músicas constituem o que chamamos de
"escala musical". Eles são definidos a partir de
relações matemáticas muito precisas e, quando
combinados de determinadas maneiras, podem produzir resultados
agradáveis aos nossos ouvidos. Essas relações
matemáticas, junto com as características
intrínsecas das vibrações sonoras, são
a base para a "harmonia" na superposição dos sons
musicais.</p>
<p style="margin: 5pt 0cm" class="MsoNormal">Por outro lado, a
maneira como encadeamos os sons em nossas músicas
também segue regras com fundamentos matemáticos.
Todos os tipos de "ritmos" que podemos conceber musicalmente
obedecem a algum tipo de divisão fracionária, cuja
característica sempre está vinculada a um determinado
gênero artístico ou a um tipo de cultura.</p>
<p style="margin: 5pt 0cm" class="MsoNormal">Conhecer essas
influências matemáticas é, antes de tudo,
conhecer a essência da própria
Música.</p>
<p style="margin: 5pt 0cm" class="MsoNormal">A
percepção do som</p>
<p style="margin: 5pt 0cm" class="MsoNormal">As
oscilações produzidas pela vibração de
um corpo (ex.: corda de violão) propagam-se pelo ar, sob a
forma de ondas, e atingem nosso ouvido. O ouvido humano só
pode perceber como "sons" as ondas que tenham de 20
oscilações por segundo até 20.000
oscilações por segundo. As oscilações
abaixo dessa faixa são chamadas de "sub-sônicas",
enquanto que as acima da faixa são chamadas de "ultra-som".
Por outro lado, dentro da faixa dos sons audíveis, aqueles
que têm oscilações mais baixas (de 20 a 200
oscilações por segundo) são chamados de
"graves", enquanto que os que têm oscilações
mais altas (de 5.000 a 20.000) são chamados de "agudos"; os
sons na faixa intermediária são chamados de
"médios".</p>
<p style="margin: 5pt 0cm" class="MsoNormal">Para poder detectar os
sons, o ouvido possui um mecanismo bastante complexo, que envolve
ossículos, cavidades e milhares de nervos. O elemento
principal na detecção das oscilações
dos sons é a "cóclea", uma pequena estrutura em
espiral que atua seletivamente. Ao longo dela, existem milhares de
fibras nervosas que agem como sensores, e transferem ao
cérebro a percepção das
oscilações e intensidade dos sons. Assim, um som com
determinada oscilação excita sempre apenas uma
determinada região de fibras nervosas da
cóclea.</p>
<p style="margin: 5pt 0cm" class="MsoNormal">É essa
característica exata da percepção do som pelo
ouvido que faz com que a Música seja uma arte mais baseada
em condições fisiológicas do que em
psicológicas, isto é, a percepção
musical é mais uma questão de
<em>sensação</em> (orgânica) do que de
<em>razão</em> (ação intelectual). Ou seja,
mesmo que quiséssemos recriar a concepção de
sons musicais, isso seria impossível, por causa da forma
fisiológica como percebemos os sons.</p>
<strong>Escalas Musicais e
Harmônicos</strong>
<p style="margin: 5pt 0cm" class="MsoNormal">Os sons utilizados para
produção de música (excetuando-se os sons de
alguns instrumentos de percussão) possuem determinadas
características físicas, no que se refere às
suas oscilações. Todos conhecem as sete notas
musicais "naturais", que são Dó, Ré, Mi,
Fá, Sol, Lá e Si. A determinação dessas
notas tem uma história muito longa, e uma enorme
influência da Matemática.</p>
<p style="margin: 5pt 0cm" class="MsoNormal">Uma corda esticada, como
num violão, pode vibrar livremente com determinado valor de
oscilações por segundo. Se a nota musical que a corda
produz ao vibrar livremente for um Dó, quando reduzimos seu
comprimento à metade (mantendo sobre ela a mesma
tensão), ela passará a vibrar com o dobro das
oscilações, o que corresponderá à nota
Dó seguinte (em termos musicais: esta nota estará uma
"oitava" acima da original). Se reduzirmos o comprimento para 2/3
do original, teremos então a nota Sol. E se reduzirmos o
comprimento para 3/4 do original, teremos a nota Fá. Como
podemos perceber, usando determinadas frações do
tamanho original de uma corda, podemos obter as notas naturais da
escala musical.</p>
<p style="margin: 5pt 0cm" class="MsoNormal">A razão para que
determinadas frações (1/2, 2/3, 3/4, 4/5, etc.) do
tamanho original da corda soem melhor do que outras tem a ver com
outra característica importante das
oscilações, que é a presença de
"harmônicos".</p>
<p style="margin: 5pt 0cm" class="MsoNormal">Quando uma corda ou
outro corpo vibra repetidamente, na verdade ele possui
vários "modos" de vibração, isto é,
além de vibrar na oscilação "fundamental", ele
também vibra com oscilações múltiplas
inteiras da fundamental: 2x, 3x, 4x, etc. (veja figura).</p>
<p style="margin: 5pt 0cm; text-align: center" class="MsoNormal"
align="center"> </p>
<p style="margin: 5pt 0cm" class="MsoNormal">Assim, uma corda ao
vibrar oscila <em>n</em> ciclos por segundo em seu modo
fundamental, mas também oscila 2<em>n</em> ciclos por
segundo no modo de segundo harmônico, 3<em>n</em> ciclos por
segundo no modo de terceiro harmônico, e assim por diante.
Dependendo do corpo vibrante (corda de violão, palheta de
sax, etc.), e também de como ele é posto a vibrar,
esses modos harmônicos podem ser mais influentes ou
não no som resultante.</p>
<p style="margin: 5pt 0cm" class="MsoNormal">Se observarmos bem,
veremos que as oscilações dos modos harmônicos
(2x, 3x, 4x, etc.) do comprimento original da corda têm
pontos coincidentes com as oscilações dos modos
fundamentais daqueles comprimentos fracionários (1/2, 2/3,
3/4, etc.). Por causa dessas coincidências, os sons que
mantêm entre si determinadas relações de
frações (2/1, 3/2, 4/3, etc.) produzem
sensações mais fortes no ouvido (pois excitam as
mesmas regiões nervosas da cóclea), e por isso soam
melhor juntos do que sons que tenham relações
matemáticas, digamos, menos "perfeitas". Essa é a
base de toda a escala musical ocidental.</p>
<p style="margin: 5pt 0cm" class="MsoNormal">O sábio grego
Pitágoras (séc. VI a.C.) foi quem primeiro
estabeleceu uma escala de sons adequados ao uso musical, formando
uma série a partir da fração de 2/3 (que
corresponde ao intervalo musical chamado de "quinta"). Usando uma
sucessão de "quintas", que não cabe aqui entrar em
detalhes, ele conseguiu definir doze notas musicais, sendo sete
"naturais" (Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e
Si) e mais cinco "acidentes": Dó#, Ré#, Fá#,
Sol#, e Lá# (o símbolo # é chamado de
"sustenido").</p>
<p style="margin: 5pt 0cm" class="MsoNormal">A escala com intervalos
acusticamente perfeitos definida por Pitágoras foi usada
durante séculos, até pouco depois da Idade
Média, quando a Música ainda era restrita a regras
rígidas de composição e
execução. Com o Renascimento, uma série de
novas idéias surgiram nas Artes em geral, e na Música
em particular, e os compositores começaram a tentar
ultrapassar os limites musicais impostos até aquela
época. Foi quando surgiu, então, a necessidade de se
transpor as melodias para outras tonalidades. Com a escala musical
em vigor isso era impraticável, pois os intervalos
"perfeitos" só podiam ser usados numa única
tonalidade. Em outras palavras, uma melodia feita para a tonalidade
de Dó não podia ser executada na tonalidade de
Fá, por exemplo, pois os intervalos entre as notas passariam
a soar desafinados.</p>
<p style="margin: 5pt 0cm" class="MsoNormal">Dentre as várias
soluções apresentadas, a que vingou e é usada
até os dias de hoje, foi a "escala de temperamento igual",
de Andreas Werkmeister, proposta em 1691. Essa escala, hoje em dia
chamada apenas de "escala temperada", possui também doze
notas (sete "naturais" e cinco "acidentes"), mas em vez de
preservar os intervalos "perfeitos" (frações de 2/3,
3/4, etc.), as notas foram levemente ajustadas, pois Werkmeister
tomou o comprimento inteiro e dividiu-o exponencialmente em doze
partes, baseado na raiz duodécima de 2. Isso fez com que a
relação entre qualquer nota e sua vizinha anterior
fosse sempre igual à raiz duodécima de 2
(aproximadamente 1,0594), o que permitiu, então, a
execução de qualquer música em qualquer
tonalidade, uma vez que as relações entre intervalos
iguais são sempre as mesmas, não importa qual a
referência (tonalidade) que se use.</p>
<p style="margin: 5pt 0cm" class="MsoNormal">Apesar de a escala
temperada não possuir mais os intervalos acusticamente
perfeitos de 3/2, 4/3, etc., os novos intervalos correspondentes
têm erros muito pequenos, praticamente imperceptíveis
para o ouvido.</p>
<p style="margin: 5pt 0cm" class="MsoNormal">A nova escala temperada
contou com o apoio do famoso compositor Johann Sebastian Bach
(séc. XVIII), que escreveu <em>O Cravo Bem-Temperado</em>,
uma obra contendo 24 prelúdios e fugas, que cobrem as 24
tonalidades maiores e menores, e provando que a proposta de
Werkmeister não só era viável como não
comprometia de forma alguma a qualidade e a beleza da
Música.</p>
<p style="margin: 5pt 0cm" class="MsoNormal">Portanto, toda a
música ocidental que ouvimos atualmente utiliza uma escala
de doze notas, criadas a partir de intervalos
(frações) acusticamente perfeitos, mas posteriormente
ajustadas matematicamente, de tal forma que permitiu ampliar o
alcance da Música a horizontes que antes eram
verdadeiramente impossíveis.</p>
<p style="margin: 5pt 0cm" class="MsoNormal">Ritmo</p>
<p style="margin: 5pt 0cm" class="MsoNormal">Conforme observou
Mário de Andrade, o homem possui o ritmo por si mesmo, pois
a pulsação do coração, o ato de
respirar e os passos já são elementos rítmicos
(a maioria das crianças, por exemplo, já têm
percepção instintiva da periodicidade de ritmo). Isso
certamente influenciou o encadeamento das notas musicais em
cadências de tempo, da mesma forma que as sílabas numa
poesia.</p>
<p style="margin: 5pt 0cm" class="MsoNormal">Sendo a contagem do
tempo por si só uma concepção essencialmente
matemática, não é difícil imaginar o
quanto o ritmo está intimamente associado à
Matemática.</p>
<p style="margin: 5pt 0cm" class="MsoNormal">Na Música,
entretanto, o ritmo não se limita apenas à contagem
de tempo, ou a uma batida constante de pulsos de igual intensidade.
Na verdade, os ritmos musicais possuem batidas com intensidades
diferentes (acentuações), que se repetem dentro de
algum padrão, e é isso que permite classificar as
diversas variedades de ritmos existentes na música. Os
exemplos abaixo mostram alguns dos tipos de "medidas" de
marcação do tempo de uma música (os tempos
"fortes" estão em negrito), que são chamados de
"compassos":</p>
<p style="margin: 5pt 0cm" class="MsoNormal">compasso binário:
<strong>1</strong> 2 <strong>1</strong> 2
<strong>1</strong> 2 <strong>1</strong> 2</p>
<p style="margin: 5pt 0cm" class="MsoNormal">compasso
ternário: <strong>1</strong> 2 3
<strong>1</strong> 2 3 <strong>1</strong> 2
3</p>
<p style="margin: 5pt 0cm" class="MsoNormal">compasso
quaternário: <strong>1</strong> 2 3 4
<strong>1</strong> 2 3 4 <strong>1</strong> 2 3
4</p>
<p style="margin: 5pt 0cm" class="MsoNormal">No que se refere ao
ritmo, a Música é organizada em "pedaços"
contendo o mesmo número de tempos do compasso de
referência. Por exemplo, numa música que utilize
compasso quaternário, os pedaços (que também
são chamados de "compassos") contêm sempre 4
tempos.</p>
<p style="margin: 5pt 0cm; text-align: center" class="MsoNormal"
align="center"><span style=
"font-size: 10pt; font-family: Arial"><span style=
"font-size: 10pt; font-family: Arial"> <span style=
"font-size: 10pt; font-family: Arial"> </span></span></span></p>
<p style="margin: 5pt 0cm" class="MsoNormal">Para que se possa
escrever a melodia de uma música dentro dessas medidas,
foram então definidas as "figuras de tempo", que
mantêm relações fracionárias entre si.
São elas:</p>
<p style="margin: 5pt 0cm; text-align: center" class="MsoNormal"
align="center"><span style=
"font-size: 10pt; font-family: Arial"> </span></p>
<p style="margin: 5pt 0cm" class="MsoNormal">Com essas figuras,
podemos então posicionar e dar a duração que
quisermos para as notas musicais dentro dos tempos do ritmo. E
é exatamente como as notas são posicionadas dentro da
música que podemos criar gêneros musicais com
características distintas de ritmos.</p>
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