<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom">		<title>http://diegoemmanuel.musicblog.com.br</title>		<id>http://musicblog.com.br/</id>		<link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://diegoemmanuel.musicblog.com.br/atom.xml" />		<subtitle><![CDATA[Diego Emmanuel(ensinando música)]]></subtitle>		<rights>Copyright (c) 2006, Hi-pi</rights>		<generator>Hi-pi ATOM generator</generator>		<author>			<name>Hi-pi</name>			<uri>http://diegoemmanuel.musicblog.com.br</uri>		</author>		<updated>2008-01-27T14:27:48+01:00</updated>		<entry>			<title>Dicas de gravação</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				Dicas de Gravao
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Criando uma ideia musical Uma Ideia Musical toma
muitas formas mas em geral tem comea com uma simples
melodia e uma progresso de acordes. Desse ponto, um
produtor tem que tomar decises sobre como essas
ideias sero arranjadas. Ao longo do caminho, estas
escolhas sobre o arranjo tero um profundo efeito em como a
pea musical sera produzida. Agora vamos dar uma
olhada em alguns dos varios tipos de arranjos e ferramentas
usadas para produzi-los. Tipos de arranjo: vocal ou
instrumental ? Uma das primeiras escolhas a ser tomada e se
a melodia da pea sera cantada ou tocada por um
instrumento, e se for tocada por um instrumento, qual sera.
Em cada um dos casos, nos geralmente teremos instrumentos
provendo o acompanhamento para a melodia. Tipo de Arranjo Vocal
Descrio Voz com um unico instrumento. Este
e o ponto inicial mais comum para cantores/compositores. O
acompanhamento e geralmente executado em um violo ou
piano/teclado. Voz com seo ritmica O
acompanhamento e geralmente formado por bateria, baixo,
teclado, e/ou violo
ritmica e arranjo instrumental Metais, cordas, ou camas de
teclado so intercaladas junto ao vocal base e o arranjo de
seo ritmica para prover um som mais rico e
cheio. Tipo de Arranjo Instrumental Descrio Solo
instrumental Um instrumento que permite executar a melodia e o
acompanhamento ao mesmo tempo, como o piano, e utilizado.
Melodia instrumental com seo ritmica Este
e o padro geralmente usado para uma banda de Jazz.
Melodia instrumental com arranjo instrumental Este e
indicado para qualquer tipo de musica orquestrada ou de
camara. Acustico, Eletrico ou Eletronico
Instrumentos e Ferramentas de Produo Uma vez
decidido o tipo de arranjo, voce deve escolher os
instrumentos. Os tipos de instrumentos que voce escolher
influienciaro de gigantescamente nos tipos de ferramenta
que voce ira utilizar para produzir a pea.
Fontes Acusticas Performances vocais ou instrumentos
puramente acusticos como um piano ou um sax precisam ser
gravados como audio. Voce geralmente usara um
microfone e um tipo de gravador para registrar esses tipos de
performance. Instrumentos Eletricos Instrumentos como
guitarras, baixos e alguns pianos eletricos e
orgo instrumentos eletroacusticos
que precisam de amplificao para serem ouvidos.
Estes instrumentos podem ser gravados como as Fontes
Acusticas, simplesmente usando microfones e captando suas
saidas amplificadas. Por outro lado, por produzirem
saidas eletricas nos permitem grava-los
diretamente em um gravador de audio. Um novo segmento de
tecnologia chamada "modelagem" permite ao produtor gravar sons de
guitarra realisticos e convincentes sem a necessidade de
usar um microfone ou amplificador. Caso queira voce
podera pesquisar por "amplifier modeling technology"
atraves da Internet. Instrumentos Eletronicos
Sintetizadores, samplers, drum machines e grooveboxes so
exemplos de instrumentos puramente eletronicos. Ao
contrario de uma guitarra que amplifica uma corda que vibra,
estes instrumentos produzem seus sons atraves de meios
eletronicos. Mais importante, qualquer instrumento
eletronico recente pode ser controlado usando uma linguagem
de comunicao chamada MIDI - Musical Instrument
Digital Interface. Como ja deve ter percebido, voce, o
produtor musical informatizado, tem um amplo leque de
opa. O
instrumental por voce utilizado e escolhido so
dependera de suas disponibilidades de recurso. Felizmente, o
ferramental oferecido pelos computadores e softwares atuais
permitem uma ampla e inesgotavel gama de
opes ate mesmo para um mero "micro
domestico". Neste curso focaremos nos instrumentos
eletronicos na produo musical atraves
do computador. Toda vez que for necessario se trabalhar com
vocais ou instrumentos acusticos como fonte, nos
iremos fornecer o material necessario pre-gravado.
Gravando Uma vez decicido o tipo de arranjo musical que voce
ira produzir, voce pode iniciar as suas
gravao
final da sua cano que
sera distribuida sera algum tipo de
"estereo", que sera tocado atraves de um
arquivo MP3 ou da faixa de um CD. Alem disso existem
varios formatos de gravao nos quais
voce devera escolher, esperamos sempre finalizar uma
verso que possa ser tocada e admirada pelo maior
numero de ouvintes. Existem dois modelos distintos para se
gravar uma performance musical: o
Direta o Multi-pista
Gravao Direta (Direct to Stereo Recording) A
gravao conjunta ocorre quando um arranjo de um
grupo musical inteiro e executado e gravado. Muitas
gravaes de orquestras e grupos de jazz usam este
estilo. A interao espontanea entre os
musicos e ponto principal para estas performances e o
principal motivo para se efetuar esse tipo de
gravao. Uma das maneiras de se gravar uma
performance "ao vivo" e registra-la diretamente em
estereo, gravao direta, usando um par de
microfones e um gravador. Suponhamos que voce tenha escrito
uma nova cano e precisa gravar uma "demo". A
maneira mais facil de se criar essa "demo" e ajustar
o microfone e cantar a musica. Este tipo de
gravao final e
no sendo possivel alterar nenhuma das
caracteristicas dos instrumentos usados na
gravao Multi-Pistas
Gravao
executadas usando-se o modelo multi-pistas, onde cada uma das
performances individuais dos musicos so gravados em
faixas separadas. Isto nos da flexibilidade para editar e
processar as faixas, e mixa-las para uma verso final
em estereo geralmente melhor do que a verso
originalmente gravada. A gravao em multi-pistas
tambem nos permite adicionar novas partes a uma
gravao original. Seguindo este caminho, estaremos
capturando novas performances que iro interagir com outras
previamente gravadas. O processo de adicionar novas partes a uma
gravao previamente existente e chamado de
overdubbing, ou se preferir, supra-sinconizao. Esta
forma de trabalho mudou a forma como uma musica e
produzida. Na produo por computador, o
artista-produtor por vezes veste mais do que uma camisa, em alguns
casos ele executa todas as performances alem de arranjar e
de compor a cano.				</div>			</content>			<id>http://diegoemmanuel.musicblog.com.br/48415/Dicas-de-gravacao/</id>			<link href="http://diegoemmanuel.musicblog.com.br/48415/Dicas-de-gravacao/" />			<author>				<name>diegoemmanuel</name>				<uri>http://diegoemmanuel.musicblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2008-01-27T14:27:30+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>A mesa de som e seus componentes</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><strong>A Mesa de Som -
Introduo</strong></p>
<p><strong>Diego Emmanuel</strong></p>
<p>
Apos os sinais serem captados e trafegarem pela
cabeao que os conduz ao local de controle, o
primeiro equipamento que encontraro sera a mesa de
som e e nela que, apos instalado e calibrado o
sistema, acontece a grande maioria do trabalho do operador de som
(salvo alguns eventuais ajustes em perifericos como
gravadores, modulos de efeitos, aparelhos de playback
etc.).</p>
<p><strong>Uma Viso Geral</strong>
Em termos gerais, a mesa de som e responsavel
por:</p>
<p><strong>1.</strong> elevar o nivel do sinal que chega
a mesa,
<strong>2.</strong> ajustar a equalizao (graves,
medios e agudos) deste sinal
<strong>3.</strong> acertar a intensidade sonora de ca da voz ou
instrumento - que sera ento
<strong>4.</strong> enviado ao destino principal, como a/s caixa/s
principal/is
<strong>5.</strong> e a outros destinos auxiliares como sistemas de
retorno e modulos de efeitos
<strong>6.</strong> alem de possibilitar sub-grupamentos de
sinais por tipo, ou qualquer outra caracteristica que o
operador desejar para organizar e simplificar o seu trabalho.</p>
<p>Vamos buscar compreender a razo por tras de cada
uma destas funes, entrando em alguns detalhes de
como isto ocorre dentro da mesa e comentando tecnicas
necessarias para que estes processos sejam realizados de
modo a preservar a maxima qualidade do sinal.</p>
<strong>A Superficie de Controle</strong>
<p><strong>O primeiro processo necessario e a
elevao do baixo nivel de sinal mic, que em
media (valor nominal) chega do palco entre 0 e 77,5
milivolts, a um nivel line com o qual ele sera
trabalhado dentro da mesa e nos demais aparelhos do sistema
apos sair da mesa. Por ser a primeira das varias
etapas de processamento do sinal, ate que o mesmo seja
enviado as caixas apos a amplificao
final, esta amplificao, conhecida por
pre-amplificao, representa uma das mais
delicadas tarefas da mesa de som, pois se os componentes ou
circuitos desta etapa no forem de boa qualidade, os sinais
que chegam captados do palco ja tero sua qualidade
comprometida desde o primeiro instante de processamento do
sinal.</strong></p>
<p>Feito este ajuste de nivel, o sinal com seu nivel
mais robusto e agora encaminhado a
seo para os ajustes de
filtros que iro aumentar ou diminuir as
caracteristicas de timbre grave, medio e agudo do som
de cada voz ou instrumento.</p>
<p>Apos a equalizao, o sinal passa pelos
botamento que se encarregam de
coloca-lo nos barramentos principais ou de sub-grupamentos
que sero enviados posteriormente aos barramentos principais
apos passarem por mais algum ajuste de nivel e,
talvez processamento por algum equipamento externo da mesa (pois
estes subgrupos podem ser acessados via jacks de insert de
sinal).</p>
<p>Alem de enderear os sinais para as saidas
principais para amplificao ou
gravao e comum que o operador tambem
esteja enviando alguns agrupamentos de sinais ou mix para um ou
mais sistemas auxiliares como, por exemplo, de palco, no hall de
entrada, berario etc. Estas saidas auxiliares
tambem servem como uma forma de se selecionar quais vozes ou
instrumentos sero enviados para um determinado
modulo de efeito.</p>
<p>Antes de comentar os controles que possibilitam que estas
funes ocorram numa mesa de som, vamos compreender
como os mesmos esto dispostos numa mesa para que seja mais
facil voce encontra-los. E claro que
estaremos falando de modo generico, porem, embora
no rigido adotado por todos
os fabricantes, a sequencia logica dos passos de
operao tem, ao longo do tempo, feito que a
maioria dos fabricantes siga uma disposio
semelhante dos controles nas superficies de controle de suas
mesas de som.</p>
<p>Assim sendo o que normalmente ocorre e que temos os
canais, ou seja, os circuitos encarregados de receber e processar
uma unica voz ou instrumento alinhados no sentido vertical,
com referencia a posio do operador, ou
seja, partindo dele para a parte mais distante da mesa e o
agrupamento de funes semelhantes na horizontal, ou
seja, com seus botes correndo um ao lado do outro, canal
por canal.</p>
<p>Estes controles trabalham com os sinais que foram agrupados e
mixados na intensidade desejada pelo operador e do o ajuste
final de intensidade antes destes agrupamentos de sinais serem
enviadas aos seus destinos diversos. Por exemplo, os faders de
sub-grupos ou Sub-Masters do ao operador a oportunidade de
regular a intensidade de um grupo de sinais antes que sejam
enviados aos faders Master; os faders Master enviam os sinais por
um caminho que os conduzira as caixas principais; os
botes Master de Envio (Send) dos Auxiliares para enviar os
sinais destes auxiliares aos retornos ou modulos de
efeitos.</p>
<p></p>
<p><strong>A Mesa de Som - O Controle de
Ganho</strong>
<em>(e a importancia de seu ajuste)</em></p>
<p><strong>Diego Emmanuel</strong></p>
<p>
No de nosso
interesse o Ganho (Gain ou Trim no ingles) ocupa esta
posio em cada canal, pois e o seu ajuste,
que determina a atuao do circuito de
pre-amplificao, que garantira a
qualidade do sinal para que ele no esteja fraco ou forte
demais.</p>
<p>Este boto muito
grande da amplificao do nivel de sinal
(entre os 0,00775 volts do nivel mic e 24,5 volts estando a
media de saida dos equipamentos em -10dBu = 0,245
volts ou +4dBu = 1,23V) o que requer uma amplificao
de tenso (voltagem) em torno de 1000 vezes ou 60 dB.
Portanto, um pequeno deslocamento do boto ja
equivale ao percurso do fader de nivel de mixagem que
se encontra na parte inferior dos controles do canal onde o
operador faz a mixagem.</p>
<p>E importante que este boto seja corretamente
ajustado pois se o sinal no estiver forte o bastante, com
relao aos demais canais, o operador ira
tentar eleva-lo no fader do canal e acabara
aumentando este muito mais do que deveria, amplificando
tambem o ruido eletrico dos circuitos pelos
quais o sinal passou.</p>
<p>Por outro lado, se o sinal estiver forte demais quando o
musico produzir uma nota de maior intensidade, esta
podera exceder a capacidade do circuito de pre
amplificao, ou de quaisquer outros circuitos
apos este, e distorcer o sinal clipando-o. Clip no
ingles significa corte ou ceifamento e e isto que
ocorre com as extremidades das ondas (onde elas teriam amplitude
maxima) que acabam no sendo reproduzidas fielmente
devido a incapacidade do circuito de reproduzir a voltagem
necessaria para isto. Na figura abaixo vemos duas ondas de
um mesmo sinal que foi originalmente gravado em niveis
iguais nos dois canais. O canal inferior nos mostra esta onda no
limite maximo do circuito e no superior ela foi amplificada
em 10 dB acima deste nivel maximo para ilustrar o
ceifamento.</p>
<p></p>
<p>Na figura 2 temos em vermelho a sobreposio da
onda completa que o circuito foi incapaz de reproduzir. E
ai que esta o perigo de se ajustar o ganho muito alto
pois na impossibilidade do circuito reproduzir a onda vermelha ele
no somente corta o pico da onda mas como parte deste
processo tambem manda um monte de lixo para os
equipamentos subsequentes e para o destino final  as caixas
cujos drivers podem no suportar estes sinais e
queimar...</p>
<p></p>
<p>Compreendidas estas duas situaes do ganho do
sinal no estar nem baixo demais, nem alto demais.
esta dado o primeiro passo na assimilao da
importante tecnica conhecida como estrutura de ganho que
e a principal tecnica de mixagem para se manter um
sinal limpo durante o seu processamento. Podemos dizer em outras
palavras, uma estrutura de ganho correta garante a maxima
faixa dinamica ao sinal.</p>
<p>Chamamos de faixa dinamica o espao compreendido
entre os limites minimos e maximos de um sistema de
som. O limite minimo e constituido pelo
patamar de ruido, ou seja, aquele chiadinho
(baixinho, espero  ) que e o som gerado pelos circuitos
de um equipamento de som sem que algum sinal lhe seja introduzido.
Ja o limite maximo e aquele estabelecido pela
capacidade maxima do circuito reproduzir uma onda sem clipar
ou seja distorce-la por ser incapaz de reproduzi-la.</p>
<p></p>
<p>A filosofia de estrutura de ganho, portanto, consiste em ajustar
o controle de ganho para que o sinal entre de modo mais forte
possivel na mesa, sem distorcer, e manter esta qualidade ao
longo de todas as etapas de processamento subsequentes (dentro e
fora da mesa) para garantir a integridade do sinal desde o primeiro
momento ate o ultimo quando ele e enviado pelo
amplificador as caixas de som.</p>
<p>Devido a importancia deste processo na qualidade do
sinal, muitos fabricantes de mesas de som incorporam uma
funo de solo ou PFL Pre
Fader Listening (audio independente da
posio do fader) da cada canal. Nesta
funo PFL, o sinal
e enviado diretamente ao VU da mesa para que ali se observe
a sua intensidade quando se esta ajustando o boto de
ganho. A ideia e ajusta-lo para que os picos
ou momentos mais fortes do sinal elevem o VU ate a marca de
0 dB .</p>
<p>Para que este processo funcione adequadamente, porem,
e essencial que o musico compreenda que na hora que o
operador de som estiver fazendo este ajuste ele precisa estar
tocando ou cantando na intensidade que ele ira se apresentar
e no somente dizendo Alo, som 1, 2, 3
etc a meia voz, pois se fizer assim o operador
ajustara a sensibilidade do canal acima do necessario
ento, o
musico produzira um sinal mais elevado, que
podera clipar o canal por seu ganho estar sensivel
demais.</p>
<p>Inclusive a recomendao
e que ao final do ensaio, depois que todos tiverem aquecido
suas vozes e instrumentos e os ajustes de equalizao
ja estiverem corretos o operador pea para a banda
repetir a musica de maior intensidade e ento
refaa o ajuste de ganho (que demora apenas alguns segundos
por canal), pois assim cada canal estara ajustado de um modo
que reflita mais de perto a realidade da
apresentao significa
que este sera o ultimo ajuste pois durante a
apresentao entre
publico e banda os niveis tendem a subir ainda mais
no palco  portanto ai vemos a necessidade de se
adquirir mesas que permitam este ajuste da funo
Solo ou PFL de modo transparente DURANTE uma
apresentao oferecem
este recurso, isto so pode ser feito com os faders de todos
os outros canais zerados o que obviamente no da para
se fazer durante a apresentao.</p>
<p>Compreendida esta importante tecnica, iniciaremos no
proximo artigo a analise das funes
dos controles na seo de
equalizao.</p>
<p><strong>A Mesa de Som - Equalizao
I</strong></p>
<p><strong>Diego Emmanuel</strong></p>
<p>
Tenho ao longo do meu tempo de atividade em
sonorizao ouvido o termo
equalizao utilizado de maneira que,
fora do contexto da sonorizao, parece ser
logico a um leigo no assunto, porem que no
representa em nada o sentido em que nos o empregamos nesse
campo. Assim, antes de abordar os controles e seus filtros de
equalizao vamos confirmar rapidamente o sentido da
palavra para que algum principiante nesta area no
fique perplexo mediante o seu uso.</p>
<p>Quando usamos o termo equalizao se
trata de acertarmos a intensidade de sinais em canais diferentes de
modo a deixar todos os vocais de apoio ou todos os instrumentos na
mesma intensidade. O termo equalizao diz respeito
ao ajuste dos graves, medios e agudos no contexto da mesa de
som, atraves da atuao nos seus controles, e,
no contexto de um sistema de som, pelo ajuste de equipamentos como
equalizadores graficos ou parametricos que acertam a
resposta das caixas e eventualmente reduzem frequencias
que estejam sobrando na conjuntura captao,
projeo e acustica do ambiente (veja os meus
primeiros artigos sobre os 
4 Elos da Sonorizao ao
Vivo para entender melhor estes termos).</p>
<p>Visto isto, vamos nos concentrar nos controles de
equalizao encontrados nos canais da mesa de som e
em algumas mesas nos sub-grupos e masters. Ao contrario dos
controles de mandadas auxiliares e fones de ouvido, por exemplo,
que ficam no zero, ou fechados, quando posicionados totalmente
a esquerda do seu curso, os controles de
equalizao de
50% de seu curso (equivalente ao meio-dia num
relogio analogico) quando em sua
posio
esto atuando. Ao desloca-los para a direita, desta
posiando a(s)
frequencia(s) que estes controlam e quando para a
esquerda estaremos cortando a intensidade desta(s)
frequencia(s).</p>
<p>O que determina se um controle de equalizao
altera uma (raro), poucas, ou muitas frequencias
e o tipo de filtro sobre os qual este atua. Entre os
controles de equalizao das mesas de som existem
filtros de equalizao tipo peaking, shelving,
semi-parametricos e parametricos.</p>
<p>Os filtros peaking tem sua atuao principal sobre
uma frequencia, porem acabam atuando
tambem sobre frequencias vizinhas.</p>
<p></p>
<p>Os filtros shelving atuam em todas as frequencias
acima (no caso dos agudos) ou abaixo (graves) de determinada
frequencia.</p>
<p></p>
<p></p>
<p>Os filtros semi-parametricos possuem um segundo controle
que atua em conjuno ou
corte de intensidade do sinal. Neste controle o operador escolhe a
frequencia principal sobre o qual o filtro
atuara, de modo semelhante a de um filtro de peaking.</p>
<p></p>
<p>Ja os filtros parametricos, alem destes
dois controles do semi-parametrico, acrescem um terceiro
controle no qual se pode especificar a largura do filtro
(denominado Q) ou seja quantas frequencias
vizinhas sero arrastadas para cima ou para baixo juntamente
com a frequencia selecionada pelo segundo boto.
Assim pode-se abranger muitas frequencias uma oitava
inteira ou mais ou fazer ajustes cirurgicos
que alteram um minimo de frequencias alem
da central conforme na ilustrao abaixo.</p>
<p></p>
<p>Compreendido o que fazem, qual a funo destes
controles de equalizao dentro do mix de um PA ou
gravao? Voltemos a uma analise do termo
equalizao que comentei no inicio falando do
que no se tratava. No contexto de uma mesa de som, estes
controles tem a funo de dar ao operador
condies de ajustar o som de uma voz ou instrumento
de modo que ele parea o mais natural possivel
corrigindo deficiencias ou caracteristicas de timbre
que impedem que seja bem percebido entre os outros sinais do
mix.</p>
<p>A partir desta definio podemos compreender
varias tecnicas de equalizao, bem
como varios erros:</p>
<p>O primeiro erro e o do exagero de
equalizao. Costumo dizer que o processo de
equalizao e semelhante ao de se temperar um
alimento. Uma carne sem sal ou alho no e la
muito agradavel, porem se forem colocadas
propores exageradas de um ou outro a carne pode
ficar intragavel. Assim como existe a dosagem correta de
tempero para ressaltar o delicioso sabor de uma boa carne, a
equalizao deve ser feita cuidadosamente ate
que o som da voz ou instrumento chegue no ponto ideal  e
diga-se de passagem que isto normalmente no deve requerer
que os controles (pelo menos de boas mesas, nas quais os mesmos
proporcionam algo em torno de 12 a 15 db de reforo ou
atenuao
maxima. Vale tambem dizer que do mesmo modo que um
cozinheiro de primeira mo leva anos de experiencia
para preparar, de forma consistente, pratos de excelente sabor, um
operador precisa de treino e experiencia para, especialmente
ao trabalhar com varias mesas com caracteristicas
diferentes de equalizao, tirar sempre o melhor som
de vozes ou instrumentos. E no basta apenas ficar girando
botes durante os ensaios! Para ser eficaz o treino de um
operador sempre tera que ser contrastado com sua
referencia do som de determinado instrumento,
ou seja, escutar MUITO gravaes DE QUALIDADE com
FONES DE OUVIDO DE QUALIDADE para criar a sua referencia
memorizada e saber aquilo que deve buscar ao equalizar um
instrumento ou voz. Esta e uma das areas onde
no basta o operador de som saber apenas a tecnica,
esta entra no dominio da arte, especialmente quando se trata
de mixar dezenas de canais e buscar fazer com que cada instrumento
seja audivel dentro do mix.</p>
<p>Uma das regras uteis em varias areas de
sonorizao que vale ser mencionada aqui e a
seguinte: Para problemas acusticos, solues
acusticas, para problemas eletronicos,
solunicas. A
aplicao e a seguinte: Se voce perceber
uma realimentao acustica (microfonia) ao
abrir um canal na passagem de som, no comece imediatamente
a girar os controles de equalizao para cortar
frequencias. Preste ateno nesta
frequencia e veja se ela for aguda ou media/aguda
(envolvendo comprimentos de onda relativamente curtos) e
experimente reposicionar o microfone de modo a no estar
captando os sons diretos ou refletidos que causam a microfonia.
Dica: para saber o comprimento de uma onda  outro conceito
imprescindivel para um bom operador de som  use a
seguinte formula:</p>
<p></p>
<p>onde  e o comprimento de onda,
344 metros por segundo e a velocidade do som e f a
frequencia.</p>
<p>Segundo esta regra a frequencia de 1000 Hz (ou 1kHz
ou, ainda, 1k) tem 34,4 cm. Portanto se voce ouve uma
microfonia caracterizada por esta frequencia, antes de
limar o conteudo de mil Hertz da voz ou
instrumento daquele canal, experimente reposicionar o microfone
numa distancia de entre 8,6 e 17,2 cm um quarto a metade da
onda para ver se esta soluo acustica
no resolve o problema deixando intacto o sinal do canal em
questo.</p>
<p></p>
<p><strong>A Mesa de Som - Equalizao
II</strong></p>
<p>Diego Emmanuel</p>
<p>
Retomando as dicas para equalizao, muitas vezes
estes controles tem uma utilidade que pode no ser
percebida de imediato.</p>
<p><strong>Melhor Equalizao Ao Inves de
Aumentar o Canal</strong></p>
<p>A tendencia de muitos operadores de som e sempre
querer elevar o nivel de um canal quando no ouvem
claramente o instrumento, porem isto pode fazer com que o
instrumento fique alto demais, com relao aos outros
instrumentos e vozes que compem o mix. Se voce
perceber ser este o caso, experimente reforar a
equalizao somente das frequencias que
mais caracterizam aquele instrumento, e isto podera traze-lo
a tona no seu mix sem fazer com que seu som fique forte
demais.</p>
<p><strong>Equalizao Subtrativa -</strong> Por
outro lado, na maioria das igrejas de pequeno a medio porte
e comum que o som de instrumentos acusticos esteja
alto demais antes mesmo de refora-lo colocando-o nas caixas
de som. E claro que isto pode justificar no
inclui-lo no mix, porem ai o que acontece
e que todos os sons mixados chegam de um ponto no
espao (o do conjunto de caixas principais) e o som do
instrumento chega de outro ponto no espao (a sua
localizao fisica no palco) e, portanto em
outro tempo... Dependendo da disposio destes
elementos no seu salo ficar
muito bom. Assim chega-se a concluso de que o
instrumentista precisa tocar mais baixo. Se ele lhe escutar,
compreender e fizer assim parabens!</p>
<p>Como a realidade comprova que conseguir que um musico
toque mais baixo pode ser uma tarefa semi-impossivel 
e no
neste momento  a opo tecnica que
resta e a equalizao subtrativa. Ao
inves de colocar frequencias naquele som que
ja esta forte demais, a estrategia recomendada
acima se inverte. Faa o seguinte: com a banda tocando,
escute para ver quais as frequencias deste instrumento
que chegam acusticamente, ou sem reforo do sistema de som..
Trabalhe com os controles de equalizao do canal
deste instrumento com o proposito de cortar todas estas
frequencias audiveis. O que sobrar (tipicamente
as frequencias mais elevadas) sera um complemento
do som ja ouvido direto do instrumento. Este complemento
estara saindo nas caixas de som, assim deslocando a
referencia da posio de palco para as caixas
de onde procedem todos os demais sons da banda corrigindo,
portanto, psicoacusticamente o som percebido pela
congregao.</p>
<p><strong>No e com qualquer mesa -</strong> Ao ler
as recomendaes acima provavelmente esta
pensando: Mas sera que eu vou conseguir fazer isto com os
controles de equalizao da minha mesa? Na verdade
para se poder fazer isto e necessario ter pelo menos
1 controle de equalizao semi-parametrica por
canal  o que deveria ser requisito minimo para mesas
que sero utilizadas no controle de som ao vivo . Caso
contrario, experimente com o que tem nas mos o
resultado pode ser melhor do que no fazer nada... Lembrando
da recomendao que deixei no ultimo artigo de
que quem ira determinara a qualidade de suas decises
sera a SUA REFERENCIA ou seja aqueles sons que
voce tiver escutado de boas gravaes e
memorizado para tentar consegui-los ou, pelo menos, se
aproximar deles quando estiver trabalhando na mesa de som.</p>
<p><strong>Ajustando Controles Semi-parametricos e
Parametricos -</strong> Para se trabalhar com um filtro de
equalizao semi-parametrica (na passagem de
som e no) uma dica e a
de fazer o corte maximo no controle de
reforo e girar por completo o
controle de seleo de frequencia varrendo
as frequencias ate encontrar a que deixa o som o
mais proximo ao natural (ou ao efeito que se deseja) depois
volte o controle de reforo a
posio neutra e va cortando somente
ate chegar no ponto em que a sua referencia lhe disser
que ficou bom. Dependendo do que voce for fazer com a
equalizao, e valido, tambem, aumentar
o controle de reforo ate o
reforo varrer as
frequencias e descobrir qual a que lhe sera mais
util, voltando-o, a seguir, para a posio
neutra e aumentando ate se encontrar o ponto ideal. A
estrategia para a equalizao
parametrica e semelhante, selecionando-se
porem antes uma largura de filtro media que pode ser
ajustada para maior ou menor apos se encontrar a
frequencia central ideal.</p>
<p>Ja que estou abordando a questo de qualidade na
equalizao, vale a pena deixar a seguinte
recomendao:</p>
<p><strong>NO E NECESSARIO SEMPRE ALTERAR A
EQUALIZAO DE UM CANAL!</strong></p>
<p>E se tiver que mexer, experimente primeiro cortar, para, depois,
reforar frequencias.</p>
<p>Na verdade, quanto melhor for a qualidade do seu equipamento
 comeando a partir dos microfones e instrumentos e
passando pelo sistema de som, tanto menos se fara
necessario corrigir sua sonoridade. E nestes casos
que a equalizao acabara servindo apenas para
funes como as duas que mencionei no inicio
deste artigo.</p>
<p>Digo isto pois tenho vistos operadores doidos para girar os
controles de equalizao as vezes antes mesmo de
ouvir o som do instrumento ou voz daquele canal! Volto a dizer
escute e compare aquilo que estiver mixando e depois, se for
necessario, use da equalizao.</p>
<p>Acabo de dizer acima que quanto melhor for a qualidade dos
instrumentos, tanto menos se fara necessario corrigir
sua sonoridade. Vale a pena ressaltar que equalizao
no faz milagres! Um prato de bateria que tiver som de
bandeja de inox ira ter, no maximo, o som de bandeja
de inox um pouco melhorada. E isto vale para toda e qualquer voz ou
instrumento!</p>
<p>Portanto, para que se possa ter um som de qualidade convincente,
e necessario comear com um instrumento de boa
sonoridade, que seja captado por um bom microfone, conectado por
bons cabos, amplificado por bons amplificadores e projetado no
ambiente por caixas de boa qualidade (Se voce no leu,
vale a pena voltar e conferir os meus primeiros artigos que tratam
dos 
4 Elos da Sonorizao ao
Vivo). Qualquer equipamento que no tiver
condies de qualidade compativeis,
acabara prejudicando o nivel de qualidade e esta
perda pode no ser recuperavel... Obviamente, a
qualidade duma mesa de som e os circuitos de
pre-amplificao e filtros de
equalizaem, acabam tendo um
importante efeito na qualidade final do som!</p>
<p></p>
<p></p>
<p><strong>A Mesa de Som - Auxiliares
Pre-Fader e Pos-Fader</strong></p>
<p><strong>Diego Emmanuel</strong>
Feita a analise das funes de
equalizao de uma mesa, passamos a
proxima seo que e a dos
auxiliares.</p>
<p>Vale a pena destacar aqui que estamos falando das mandadas
auxiliares (Aux. Send) e no dos retornos auxiliares (Aux.
Return) que se encontram na seo master duma mesa.
Cuidado! No se confunda com o controle que traz este nome
 Aux. Return  achando que controle o nivel de
sinal do mix que vai para os retornos de palco. Este nome e
dado em funo do sinal com referencia a
mesa e no ao palco. Logo, o sinal que vai para o palco
e enviado (pelas mandadas auxiliares ou Sends enquanto que o
sinal que volta de um modulo de efeitos retorna a
mesa pelos retornos auxiliares ou Aux. Returns.</p>
<p>Ja que estamos falando da seo master
aproveito par dizer que e muito bom que cada grupo de
mandadas auxiliares que existe nos canais passe por um controle
Auxiliar Master que permite ajustar a intensidade geral do mix que
esta sendo enviado da mesa para outro equipamento, por
exemplo, um amplificador de retornos (caso contrario o
operador tera que subir ou baixar individualmente cada um
dos knobs daquele auxiliar em todos os canais enviados ao mix.
Melhor ainda, se este auxiliar lhe oferecer condies
de solar o seu sinal no fone de ouvido para voce saber o que
esta mixando a distancia  isto e
muito importante como comentarei abaixo. E ainda seria ideal se
houvesse tambem um boto que mutasse estes
auxiliares. Porem, na realidade da maioria das mesas,
encontraremos somente um ou dois masters auxiliares entre as 4
mandadas existentes. Sendo ainda mais raro encontrar botes
de solo para estes.</p>
<p>Destacada esta diferena entre Mandadas e Retornos
Auxiliares, vamos a analise dos auxiliares.
Imagine-se perante varias portas, cada qual dando acesso a
um corredor que conduzira a um musico ou um
modulo de efeitos.</p>
<p>Assim podemos imaginar ser a funo dos auxiliares
numa mesa de som que abrem a passagem do sinal de um canal para um
caminho que conduzira ou ao palco ou a um modulo de
efeitos. Quanto mais giramos, ou abrimos, o knob de controle de um
auxiliar, mais abrimos a porta, ou seja, mais sinal daquele canal
sera enviado ao musico ou aparelho conectado
aquela saida auxiliar.</p>
<p>O conceito mais complexo no sistema de auxiliares diz respeito a
como se abrem as portas.</p>
<p>Vamos chamar a primeira forma de pre-fader. No se
preocupe, na verdade esta primeira e bem simples. Basta o
sinal aparecer na entrada do canal (e este estar ligado ou
desmutado) para que, ao girar o boto do auxiliar no sentido
horario, abrindo-o, o sinal estara a caminho do
musico. Ou seja, este sinal no recebe nenhum ajuste
seno o do controle de ganho na entrada do canal.</p>
<p></p>
<p>Auxiliares pre fader  ao abrir o knob do canal, o
sinal e enviado para uma saida auxiliar</p>
<p>Vamos chamar a segunda forma de pos-fader. Da para
perceber que enquanto a primeira forma vem antes de alguma coisa a
segunda vem apos esta coisa  que e o tal do
fader.</p>
<p>O que e este fader? No ingles fade significa
desvanecer, perder intensidade, ate o ponto de desaparecer.
Quem tem esta funo numa mesa de som e o
potenciometro principal de cada canal, normalmente um
potenciometro deslizante, com o qual aumentamos ou
diminuimos a intensidade da voz ou instrumento daquele canal
no mix principal.</p>
<p>De volta ao controle pos-fader, ento, podemos
entender que antes de chegar ao knob giratorio, a
porta que da acesso ao corredor do auxiliar, o sinal do
canal tera que passar por uma outra porta representada pelo
fader do canal que abre o sinal para o mix principal. Este
auxiliar, portanto e chamado de pos-fader.</p>
<p></p>
<p>Auxiliares pos-fader  o sinal somente chega aos
auxiliares quando os faders do canal estiverem abertos.</p>
<p>Vamos agora compreender a razo de existirem estas
difereno no
dia a dia da mixagem de som.</p>
<p>Comecemos pelos auxiliares pre-fader. Como nada acontece
com estes sinais, seno o nosso ajuste de quanto dos mesmos
ira para os musicos, estes servem muito bem para
serem enviados aos sistemas de retorno de palco. A razo
disto e obvia, visto que nenhum musico aprecia ter o
som do seu instrumento ou voz aumentando e baixando enquanto ele
tenta se ouvir em meio aos outros instrumentos e vozes que competem
por um espao no palco (dai uma das grandes vantagens
dos sistemas de retorno por fones ou pontos intra-auriculares cada
vez mais presentes nos sistemas de sonorizao de
qualidade  mas a gente fala mais sobre isto outra hora).</p>
<p>Em suma, num auxiliar pre-fader, o sinal chega no canal
voce ajusta o ganho e abre o knob auxiliar deste canal para
enviar o sinal de volta ao musico no palco por meio de um
amplificador e caixa de retorno ou para um sistema de retorno por
fones e pronto. Um detalhe havendo recursos para tal e bom
que haja compressores e equalizadores entre a saida da mesa
e o seu destino seja este uma caixa ou, principalmente, os fones.
Porem dentro da mesa, nada ira alterar o sinal que
volta para o palco seno o controle de ganho e o seu ajuste
do auxiliar do canal.</p>
<p>Reitero o que disse no inicio: E bom que a mesa
tenha controles master nos seus auxiliares. Neles, os sinais
mixados por meio dos knobs auxiliares em cada canal passa por um
knob mestre que controla o nivel geral do mix de sinais
enviados a ele a partir dos knobs de cada canal. Isto seria como se
todos os corredores de um determinado auxiliar tivessem,
alem das portas que liberam o sinal de cada canal para o
corredor, uma porta unica no final dos corredores que ajusta
a intensidade do sinal que vai para o proximo equipamento
conectado a saida da mesa.</p>
<p></p>
<p>Num auxiliar pre-fader com Master os sinais recebem um
ajuste final de nivel antes de sairem da mesa.</p>
<p>No caso de auxiliares pre-fader o ajuste neste knob
Auxiliar Master altera a intensidade de todo o mix que um
musico recebe no palco.</p>
<p></p>
<p>Tambem nos auxiliares pos-fader o Master faz o
ajuste final de nivel antes de sairem da mesa.</p>
<p>No caso de auxiliares pos-fader, o ajuste do knob master
do auxiliar ira dosar a quantidade de sinal enviado a um
modulo de efeitos, por exemplo.</p>
<p>Se tudo isto lhe parece muito complicado releia com
atenes e
faa experiencias com um canal da mesa na qual vc
opera  de preferencia no durante uma
apresentao...</p>
<p></p>
<p><strong>A Mesa de Som - Auxiliares
Pre-Fader e Pos-Fader - Concluso</strong></p>
<p><strong>Diego Emmanuel</strong></p>
<p>
Ha duas materias que estamos abordando o emprego dos
auxiliares pre-fader e pos-fader. As mesas de som
mais economicas normalmente so limitadas na
quantidade e nas funes dos seus auxiliares pela
razo de que cada auxiliar poderia ser considerado uma mesa,
ou mais corretamente, um mixer a mais dentro da sua mesa aumentando
assim o custo final da mesma. Portanto, muitas mesas
acabaro ilustrada
abaixo.</p>







<p>Se os auxiliares da sua mesa forem como as acima, o que e
comum em mesas economicas projetadas para estudios
domesticos ou mesas que tentam agradar os dois universos (PA
e Estudio), voce possivelmente no tenha
auxiliares pre-fader suficientes em sua mesa para o tanto de
sistemas de retorno que se fazem necessarios e sua
unica opo e partir para o uso dos
auxiliares pos-fader. Na verdade o ideal nas mesas e
que alem dos pre-fader fixos, voce tenha um
boto que comute alguns auxiliares entre pre e
pos-fader lhe dando maior flexibilidade. Porem na
ausencia deste recurso trabalhe com o cuidado exigido de quem
esta trabalhando dentro de um acordo de compromisso e
observe as dicas abaixo:</p>
<p><strong>1.</strong> Sempre que alterar o fader do canal
lembre-se que sera interessante compensar ou desfazer o que
fez no knob do auxiliar do canal. Se voce tiver uma
mudana drastica de intensidade proveniente do palco,
por exemplo, no caso em que um musico altera um preset de
pedaleira ou voz de teclado mal programado e este varia muito o
nivel de sinal, voce pode se valer do recurso de
apenas ajustar o controle de ganho do canal pois ele
alterara simultaneamente a intensidade de todas as mandadas
auxiliares daquele canal bem como o seu nivel no mix de PA.
 Agora muito cuidado se for fazer isto com um sinal que
no lhe vem via direct box e precisar aumentar por exemplo o
nivel de um microfone captando uma voz ou instrumento. Isto
tem um enorme potencial de resultar em microfonia, seno no
PA em um ou mais sistemas de retorno! Creio que seja obvio que os
musicos devem programar seus instrumentos e efeitos ou tocar
de modo a proporcionar uma intensidade coerente.</p>
<p><strong>2.</strong> Evite destinar este sistema auxiliar para o
teclado e/ou qualquer outro instrumento puramente eletronico
para evitar o seguinte cenario: Voce baixa o fader do
canal entre uma musica e outra e deixa o musico sem
retorno para poder trocar a voz do seu teclado...</p>
<p><strong>3.</strong> Se voce estiver trabalhando com um
grupo de vocalistas que tem pouca experiencia e que
volta e meia vira os microfones para a caixa de retorno enquanto
no esta cantando, talvez seja vantagem usar os
auxiliares pos-fader para o envio de seus sinais as
caixas de retorno pois ai quando tiverem parado de cantar
voce baixa o fader dos canais e com ele some o som deles no
retorno.</p>
<p>Pela importancia que tem a regulagem dos sistemas de
retorno devido ao seu potencial de destruir a qualidade do som do
PA nas igrejas de pequeno e medio porte, aproveito para
inserir mais 3 toques gerais sobre o som de palco. E reitero que
estou falando dentro do contexto de igrejas onde o proposito
dos sistemas tecnicos incorporados ao culto deve ser o de
dar suporte ou seja auxiliar e no atrapalhar ou causar
distraes dentro do periodo de
adorao corporativa.</p>
<p><strong>a.</strong> A funo
e prover um show particular para o musico no palco.
Como disse um veterano com varias decadas de
sonorizao de experiencia E para
que cada um oua o minimo necessario dos
outros elementos para que possam tocar em conjunto</p>
<p><strong>b.</strong> Como as frequencias graves
possuem comprimentos de ondas que no direcionais
e portanto no ficam contidos no ambiente do palco mas vazam
para cima da congregao, quanto menos grave ou
peso houver nas caixas de retorno mais limpo
sera o som do PA.</p>
<p>Obs. 1: Esta mesma falta de direcionalidade faz com que os
graves do PA sejam ouvidos no palco portanto ao ajustar os retornos
deixe o PA funcionando num nivel proximo das
apresentaes para que os musicos possam ouvir
os graves produzidos pelo PA.</p>
<p>Obs. 2: Muitas mesas tem os circuitos de
equalizao para os
auxiliares e alguns modelos apenas para os auxiliares pos
fader. Portanto, equalizar o som nos retornos pode no ser
aplicavel seno para os casos de igrejas que
tem recursos como equalizadores e/ou mesas exclusivamente
dedicadas aos sistemas de retorno  o que conforme a
complexidade envolvida no programa musical, pode plenamente valer a
pena para garantir a qualidade do som.</p>
<p>Obs. 3: Se a sua igreja nes
para adquirir uma segunda mesa, apropriada para os retornos, o
minimo que deve ser exigido na aquisio da
mesa unica e que ela tenha o recurso de sistema de
solo ou PFL nas masters de cada auxiliar para que o operador, que
ira mixar tanto para a congregao quanto para
os multiplos sistemas de palco (administrando
consecutivamente talvez 5 ou mais mixagens distintas), tenha
condio de monitorar (ouvir) o resultado de suas
aes nos diversos auxiliares por fone de ouvido.
Caso contrario voce estara pedindo que ele
controle sistemas importantes sem ter a minima
noo auditiva daquilo que ele e
responsavel por mixar...</p>
<p><strong>c.</strong> Como muitas bandas profissionais ja
se deram conta, quanto mais baixo o som de palco mais limpo o som
do PA. Se os musicos de bandas seculares aceitam trabalhar
com fones intra-auriculares ou pontos apenas para
melhorar a estetica isto deve ser ainda mais importante para
nos evangelicos pois alem da clareza e
estetica sonora dos instrumentos o som excessivo do palco
pode prejudicar a inteligibilidade da mensagem  aquela que
tem o poder de mudar o destino eterno das pessoas! As vezes paro
para pensar quantos irmo
tero de responder perante Deus pelo fato de que pessoas
no compreenderam a mensagem do evangelho simplesmente
porque ao inves destes servirem as suas
congregaes e os visitantes, eles exigiram mais peso
mais volume etc. ate o ponto de embaralhar tanto o som que a
mensagem acabou afogada em meio a reverberao
causada pelos seus amplificadores de palco e caixas de retorno.
Segundo Romanos 10:17, a Fe vem pelo ouvir da Palavra!</p>
<p>aguardem os proximos artigos</p>
				</div>			</content>			<id>http://diegoemmanuel.musicblog.com.br/48393/A-mesa-de-som-e-seus-componentes/</id>			<link href="http://diegoemmanuel.musicblog.com.br/48393/A-mesa-de-som-e-seus-componentes/" />			<author>				<name>diegoemmanuel</name>				<uri>http://diegoemmanuel.musicblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2008-01-27T03:28:40+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Intervalo</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><strong>Intervalos - Correo dos
Exerccios</strong></p>
<p><strong>
</strong></p>
<p><strong>1. O que sica?</strong></p>
<p>Intervalo, na mncia entre duas
notas.</p>
<p>Veja abaixo como os classificamos:</p>
<div>




<strong>Nome do Intervalo</strong>
<strong>Distncia em Tons</strong>
<strong>Distncia em Semitons</strong>


Segunda Menor
1/2 tom
(1 semitom)


Segunda Maior
1 tom
(2 semitons)


Tera Menor
1 tom e meio
(3 semitons)


Tera Maior
2 tons
(4 semitons)


Quarta Justa
2 tons e meio
(5 semitons)


Quarta Aumentada
3 tons
(6 semitons)


Quinta Justa
3 tons e meio
(7 semitons)


Quinta aumentada
4 tons
(8 semitons)


Sexta Maior
4 tons e meio
(9 semitons)


Stima Menor
5 tons
(10 semitons)


Stima Maior
5 tons e meio
(11 semitons)


Oitava Justa
6 tons
(12 semitons)


Nona Menor
6 tons e meio
(13 semitons)


Nona Maior
7 tons
(14 semitons)


Dcima Menor
7 tons e meio
(15 semitons)


Dcima Maior
8 tons
(16 semitons)


Dcima Primeira Justa
8 tons e meio
(17 semitons)


Dcima Segunda Diminuta
9 tons
(18 semitons)


Dcima Segunda Justa
9 tons e meio
(19 semitons)


Dcima terceira Menor
10 tons
(20 semitons)


Dcima Terceira Maior
10 tons e meio
(21 semitons)




</div>
<p><strong>2. O que so intervalos simples e
compostos?</strong></p>
<p>Intervalos Simples so contidos
at a oitava (T, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8)</p>
<p>Intervalos Compostos so aqueles maiores que oitavas (9,
10, 11, 12, 13)</p>
<p><strong>3. O que sncia
perfeita e imperfeita?</strong></p>
<p>Os intervalos de 8a., 4a., 5a. e seus compostos 11a. e 12a.
sncia
perfeita, e a sua invers um intervalo
de consonnica
maior esses intervalos equivalem as notas que esto nas
extremidades dos tetracordes.</p>
<p>Os intervalos de 2a., 3a., 6a. e seus compostos 9a., 10a., 13a.
maiores e todos os outro intervalos menores, aumentados ou
diminutos possuem consonncia imperfeita.</p>
<p><strong>4. O que so intervalos
enarmnicos?</strong></p>
<p>Intervalos enarmo aqueles que equivalem ao
mesmo som usando nomes diferentes.</p>
<p><strong>Exemplo:</strong></p>
<p>Na escala de D Maior os intervalos de Segunda Aumentada e
Tera Menor indicam o mesmo som.</p>
<p><strong>5. Que tipos de intervalos podem ser
aumentados?</strong></p>
<p>Qualquer intervalo Maior ou Justo meio tom acima ser
aumentado.</p>
<p><strong>6. Quais os tipos de intervalos podem ser
diminutos?</strong></p>
<p>Qualquer intervalo Menor ou Justo meio tom abaixo ser
diminuto.</p>
<p><strong>7. Quais os tipos de intervalos quanto a sua forma de
execuo?</strong></p>
<p>De acordo com a forma de execuo o intervalo
ternico.</p>
<p>Intervalo Melo
ouvidas uma de cada vez, ou seja, sucessivamente.</p>
<p>Intervalo Harmo
ouvidas simultaneamente, formando acordes.</p>
<p><strong>8. O que o de um
intervalo?</strong></p>
<p>A inverso de um intervalo consiste no intervalo
descendente ao intervalo original na mesma distancia partindo de
sua tnica no sentido inverso.</p>
<p><strong>Exemplo:</strong></p>
<p>O intervalo de Tera Maior possui 2 Tons ascendente a sua
t justamente a mesma
distnica equivalendo ao
intervalo de Sexta Menor, Portanto se conclui que a inverso
da Ter a Sexta Menor.</p>
<p><strong>9. Qual mero que resulta da soma do
intervalo original com sua inverso?</strong></p>
<p>A Soma do intervalo original mais a sua invers
sempre nove.</p>
<p><strong>Exemplo:</strong></p>
<p>Intervalo Original + Inverso = 9</p>
<p><strong>3M + 6m = 9</strong></p>
<p><strong>10. Como se classificam os intervalos maiores, menores,
justos, aumentados e diminutos quando invertidos?</strong></p>
<p>Os Intervalos maiores, menores, justos, aumentados e diminutos
quando invertidos ficam da seguinte forma:</p>
<ul>
<li>A invers m (menor)</li>
<li>A invers M (maior)</li>
<li>A invers dim (diminuto)</li>
<li>A invers aum (aumentado)</li>
<li>A inverso do j (justo) continua sendo j (justo)</li>
</ul>
				</div>			</content>			<id>http://diegoemmanuel.musicblog.com.br/48391/Intervalo/</id>			<link href="http://diegoemmanuel.musicblog.com.br/48391/Intervalo/" />			<author>				<name>diegoemmanuel</name>				<uri>http://diegoemmanuel.musicblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2008-01-27T03:18:44+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Harmônia</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>alow povo!!!!!!!!!!!!!!!!!! hoje nos iremos abordar um
assunto um pouco comlexo que e chamado harmonia.</p>
<p>Em musica, a <strong>harmonia</strong>
e o campo que estuda as relaes de
encadeamento dos sons simultaneos (acordes). Tradicionalmente obedece a uma
serie de normas que se originam nos processos composicionais efetivamente praticados pelos
compositores da tradio europeia entre o
periodo do fim da Renascena
ao fim do seculo
XIX.</p>
<span>Origens</span>
<p>Dentro deste ambito historico organizou-se,
desenvolveu-se e findou-se o sistema tonal. A
harmonia e assim, neste contexto, a area da
musica que descreve e normatiza as relaes de
construo e encadeamento dos acordes dentro do
sistema tonal. Articula-se com a organizao interna
do sistema tonal, que estrutura uma serie especifica
de acordes que formam o denominado campo
harmonico, e os hierarquiza num conjunto de
relaes. A
funo principal do sistema tonal e a tonica, da
qual se origina o nome do sistema. Ela e representada, por
exemplo, pelo acorde de Do, dentro da tonalidade de
Do. As funo as
de repouso (tonica), aproximao (dominante) e afastamento (subdominante). Essas funes
permitiram ao discurso tonal configurar uma relao
temporal de perspectiva, aonde o ouvinte e levado a perceber
o movimento musical em uma direo. Assim, por
exemplo, o final das peas de musica classica europeia
sempre finalizavam com o movimento dominante-tonica, fato
esperado por todos ouvintes. Por comparao esse
discurso e diferente do praticado nas musicas modais
que e estuturado de modo circular, ou seja, no
direcional, e ao das musicas pos-tonais, nas quais o
conceito de direo existe,
passando a obedecer a diversas outras formas de
organizao quer dizer
que no haja harmonia nas formas modais e pos-tonais,
mesmo porque nessas formas musicais existem acordes e eles se
organizam com base em estruturas especificas, mas apenas que
o que e descrito como harmonia dentro da teoria musical
tradicional faz parte do sistema tonal e das praticas
composicionais atraves das quais esse sistema se desenvolveu
entre os seculos XVI e XIX.</p>
				</div>			</content>			<id>http://diegoemmanuel.musicblog.com.br/48390/Harmonia/</id>			<link href="http://diegoemmanuel.musicblog.com.br/48390/Harmonia/" />			<author>				<name>diegoemmanuel</name>				<uri>http://diegoemmanuel.musicblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2008-01-27T03:14:00+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Música e Matemática</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><strong>Musica e
Matematica</strong><em>A relao
harmoniosa entre sons e
numeros</em></p>
<p><strong>Diego Emmanuel</strong></p>
<p>
Na sua
definio mais simples, Musica e "ritmo
e som". Ou seja, e uma combinao de sons
executados em determinada cadencia. A importancia da
Matematica na Musica esta presente desde a
concepo mais fundamental do que e "som
musical" e do que e "ritmo".</p>
<p>Os sons com os quais
podemos criar nossas musicas constituem o que chamamos de
"escala musical". Eles so definidos a partir de
relaes matematicas muito precisas e, quando
combinados de determinadas maneiras, podem produzir resultados
agradaveis aos nossos ouvidos. Essas relaes
matematicas, junto com as caracteristicas
intrinsecas das vibrao
a base para a "harmonia" na superposio dos sons
musicais.</p>
<p>Por outro lado, a
maneira como encadeamos os sons em nossas musicas
tambem segue regras com fundamentos matematicos.
Todos os tipos de "ritmos" que podemos conceber musicalmente
obedecem a algum tipo de diviso fracionaria, cuja
caracteristica sempre esta vinculada a um determinado
genero artistico ou a um tipo de cultura.</p>
<p>Conhecer essas
influencias matematicas e, antes de tudo,
conhecer a essencia da propria
Musica.</p>
<p>A
percepo do som</p>
<p>As
oscilao de
um corpo (ex.: corda de violo) propagam-se pelo ar, sob a
forma de ondas, e atingem nosso ouvido. O ouvido humano so
pode perceber como "sons" as ondas que tenham de 20
oscilaes por segundo ate 20.000
oscilaes
abaixo dessa faixa so chamadas de "sub-sonicas",
enquanto que as acima da faixa so chamadas de "ultra-som".
Por outro lado, dentro da faixa dos sons audiveis, aqueles
que tem oscilaes mais baixas (de 20 a 200
oscilao chamados de
"graves", enquanto que os que tem oscilaes
mais altas (de 5.000 a 20.000) s os
sons na faixa intermediaria so chamados de
"medios".</p>
<p>Para poder detectar os
sons, o ouvido possui um mecanismo bastante complexo, que envolve
ossiculos, cavidades e milhares de nervos. O elemento
principal na deteces
dos sons e a "coclea", uma pequena estrutura em
espiral que atua seletivamente. Ao longo dela, existem milhares de
fibras nervosas que agem como sensores, e transferem ao
cerebro a percepo das
oscilaes e intensidade dos sons. Assim, um som com
determinada oscilao excita sempre apenas uma
determinada regio de fibras nervosas da
coclea.</p>
<p>E essa
caracteristica exata da percepo do som pelo
ouvido que faz com que a Musica seja uma arte mais baseada
em condies fisiologicas do que em
psicologicas, isto e, a percepo
musical e mais uma questo de
<em>sensao</em> (organica) do que de
<em>razo intelectual). Ou seja,
mesmo que quisessemos recriar a concepo de
sons musicais, isso seria impossivel, por causa da forma
fisiologica como percebemos os sons.</p>
<strong>Escalas Musicais e
Harmonicos</strong>
<p>Os sons utilizados para
produo de musica (excetuando-se os sons de
alguns instrumentos de percusso) possuem determinadas
caracteristicas fisicas, no que se refere as
suas oscilaes. Todos conhecem as sete notas
musicais "naturais", que so Do, Re, Mi,
Fa, Sol, La e Si. A determinao dessas
notas tem uma historia muito longa, e uma enorme
influencia da Matematica.</p>
<p>Uma corda esticada, como
num violo, pode vibrar livremente com determinado valor de
oscilaes por segundo. Se a nota musical que a corda
produz ao vibrar livremente for um Do, quando reduzimos seu
comprimento a metade (mantendo sobre ela a mesma
tenso), ela passara a vibrar com o dobro das
oscilaes, o que correspondera a nota
Do seguinte (em termos musicais: esta nota estara uma
"oitava" acima da original). Se reduzirmos o comprimento para 2/3
do original, teremos ento a nota Sol. E se reduzirmos o
comprimento para 3/4 do original, teremos a nota Fa. Como
podemos perceber, usando determinadas fraes do
tamanho original de uma corda, podemos obter as notas naturais da
escala musical.</p>
<p>A razo para que
determinadas fraes (1/2, 2/3, 3/4, 4/5, etc.) do
tamanho original da corda soem melhor do que outras tem a ver com
outra caracteristica importante das
oscilaa de
"harmonicos".</p>
<p>Quando uma corda ou
outro corpo vibra repetidamente, na verdade ele possui
varios "modos" de vibrao, isto e,
alem de vibrar na oscilao "fundamental", ele
tambem vibra com oscilaes multiplas
inteiras da fundamental: 2x, 3x, 4x, etc. (veja figura).</p>
<p></p>
<p>Assim, uma corda ao
vibrar oscila <em>n</em> ciclos por segundo em seu modo
fundamental, mas tambem oscila 2<em>n</em> ciclos por
segundo no modo de segundo harmonico, 3<em>n</em> ciclos por
segundo no modo de terceiro harmonico, e assim por diante.
Dependendo do corpo vibrante (corda de violo, palheta de
sax, etc.), e tambem de como ele e posto a vibrar,
esses modos harmonicos podem ser mais influentes ou
no no som resultante.</p>
<p>Se observarmos bem,
veremos que as oscilaes dos modos harmonicos
(2x, 3x, 4x, etc.) do comprimento original da corda tem
pontos coincidentes com as oscilaes dos modos
fundamentais daqueles comprimentos fracionarios (1/2, 2/3,
3/4, etc.). Por causa dessas coincidencias, os sons que
mantem entre si determinadas relaes de
fraes (2/1, 3/2, 4/3, etc.) produzem
sensaes mais fortes no ouvido (pois excitam as
mesmas regies nervosas da coclea), e por isso soam
melhor juntos do que sons que tenham relaes
matematicas, digamos, menos "perfeitas". Essa e a
base de toda a escala musical ocidental.</p>
<p>O sabio grego
Pitagoras (sec. VI a.C.) foi quem primeiro
estabeleceu uma escala de sons adequados ao uso musical, formando
uma serie a partir da frao de 2/3 (que
corresponde ao intervalo musical chamado de "quinta"). Usando uma
sucesso cabe aqui entrar em
detalhes, ele conseguiu definir doze notas musicais, sendo sete
"naturais" (Do, Re, Mi, Fa, Sol, La e
Si) e mais cinco "acidentes": Do#, Re#, Fa#,
Sol#, e La# (o simbolo # e chamado de
"sustenido").</p>
<p>A escala com intervalos
acusticamente perfeitos definida por Pitagoras foi usada
durante seculos, ate pouco depois da Idade
Media, quando a Musica ainda era restrita a regras
rigidas de composio e
execuo. Com o Renascimento, uma serie de
novas ideias surgiram nas Artes em geral, e na Musica
em particular, e os compositores comearam a tentar
ultrapassar os limites musicais impostos ate aquela
epoca. Foi quando surgiu, ento, a necessidade de se
transpor as melodias para outras tonalidades. Com a escala musical
em vigor isso era impraticavel, pois os intervalos
"perfeitos" so podiam ser usados numa unica
tonalidade. Em outras palavras, uma melodia feita para a tonalidade
de Do no podia ser executada na tonalidade de
Fa, por exemplo, pois os intervalos entre as notas passariam
a soar desafinados.</p>
<p>Dentre as varias
solues apresentadas, a que vingou e e usada
ate os dias de hoje, foi a "escala de temperamento igual",
de Andreas Werkmeister, proposta em 1691. Essa escala, hoje em dia
chamada apenas de "escala temperada", possui tambem doze
notas (sete "naturais" e cinco "acidentes"), mas em vez de
preservar os intervalos "perfeitos" (fraes de 2/3,
3/4, etc.), as notas foram levemente ajustadas, pois Werkmeister
tomou o comprimento inteiro e dividiu-o exponencialmente em doze
partes, baseado na raiz duodecima de 2. Isso fez com que a
relao entre qualquer nota e sua vizinha anterior
fosse sempre igual a raiz duodecima de 2
(aproximadamente 1,0594), o que permitiu, ento, a
execuo de qualquer musica em qualquer
tonalidade, uma vez que as relaes entre intervalos
iguais so importa qual a
referencia (tonalidade) que se use.</p>
<p>Apesar de a escala
temperada no possuir mais os intervalos acusticamente
perfeitos de 3/2, 4/3, etc., os novos intervalos correspondentes
tem erros muito pequenos, praticamente imperceptiveis
para o ouvido.</p>
<p>A nova escala temperada
contou com o apoio do famoso compositor Johann Sebastian Bach
(sec. XVIII), que escreveu <em>O Cravo Bem-Temperado</em>,
uma obra contendo 24 preludios e fugas, que cobrem as 24
tonalidades maiores e menores, e provando que a proposta de
Werkmeister no
comprometia de forma alguma a qualidade e a beleza da
Musica.</p>
<p>Portanto, toda a
musica ocidental que ouvimos atualmente utiliza uma escala
de doze notas, criadas a partir de intervalos
(fraes) acusticamente perfeitos, mas posteriormente
ajustadas matematicamente, de tal forma que permitiu ampliar o
alcance da Musica a horizontes que antes eram
verdadeiramente impossiveis.</p>
<p>Ritmo</p>
<p>Conforme observou
Mario de Andrade, o homem possui o ritmo por si mesmo, pois
a pulsao, o ato de
respirar e os passos ja so elementos ritmicos
(a maioria das crianas, por exemplo, ja tem
percepo instintiva da periodicidade de ritmo). Isso
certamente influenciou o encadeamento das notas musicais em
cadencias de tempo, da mesma forma que as silabas numa
poesia.</p>
<p>Sendo a contagem do
tempo por si so uma concepo essencialmente
matematica, no e dificil imaginar o
quanto o ritmo esta intimamente associado a
Matematica.</p>
<p>Na Musica,
entretanto, o ritmo no se limita apenas a contagem
de tempo, ou a uma batida constante de pulsos de igual intensidade.
Na verdade, os ritmos musicais possuem batidas com intensidades
diferentes (acentuaes), que se repetem dentro de
algum padro, e e isso que permite classificar as
diversas variedades de ritmos existentes na musica. Os
exemplos abaixo mostram alguns dos tipos de "medidas" de
marcao do tempo de uma musica (os tempos
"fortes" esto chamados de
"compassos":</p>
<p>compasso binario:
<strong>1</strong> 2 <strong>1</strong> 2
<strong>1</strong> 2 <strong>1</strong> 2</p>
<p>compasso
ternario: <strong>1</strong> 2 3
<strong>1</strong> 2 3 <strong>1</strong> 2
3</p>
<p>compasso
quaternario: <strong>1</strong> 2 3 4
<strong>1</strong> 2 3 4 <strong>1</strong> 2 3
4</p>
<p>No que se refere ao
ritmo, a Musica e organizada em "pedaos"
contendo o mesmo numero de tempos do compasso de
referencia. Por exemplo, numa musica que utilize
compasso quaternario, os pedaos (que tambem
so chamados de "compassos") contem sempre 4
tempos.</p>
<p><span><span><span></span></span></span></p>
<p>Para que se possa
escrever a melodia de uma musica dentro dessas medidas,
foram ento definidas as "figuras de tempo", que
mantem relaes fracionarias entre si.
So elas:</p>
<p><span></span></p>
<p>Com essas figuras,
podemos ento que
quisermos para as notas musicais dentro dos tempos do ritmo. E
e exatamente como as notas so posicionadas dentro da
musica que podemos criar generos musicais com
caracteristicas distintas de ritmos.</p>
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