<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom">		<title>http://amarleaomagno.loveblog.com.br</title>		<id>http://loveblog.com.br/</id>		<link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://amarleaomagno.loveblog.com.br/atom.xml" />		<subtitle><![CDATA[Ama-me Leão Magno]]></subtitle>		<rights>Copyright (c) 2006, Hi-pi</rights>		<generator>Hi-pi ATOM generator</generator>		<author>			<name>Hi-pi</name>			<uri>http://amarleaomagno.loveblog.com.br</uri>		</author>		<updated>2009-12-12T23:21:55+01:00</updated>		<entry>			<title>Criatividade angolana</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>No seu texto, postal da Coreia do Sul, Justino Pinto de Andrade
apresenta lindamente o modelo sul-coreano e faz algumas
considerações sobre Angola. Claro que é um modelo excepcional nem
que seja pelo sucesso económico alcançado. Mas embora, em Angola, o
cenário seja ainda de caos, confesso que ao contrário do que se
pinta, dentro desse caos, e sem romantismos idílicos, há um povo
lutador e empreendedor. Povo esse que se levanta às 4 ou 5 da manhã
para ir buscar água, despejar os detritos sanitários, comprar
mercadoria, andar de kandongueiro ou ir a pé dos musseques até
Luanda, para passar o dia a vender para ganhar uns míseros 500Kz
(talvez). O esforço deste povo é comparável ao esforço dispendido
para construir Seul, só que enquanto em Seul o esforço é canalizado
pelos líderes em prol do todo, aqui o esforço alimenta mal e
porcamente uma pessoa. Todos sabemos que muitos a remarem para o
mesmo lado é melhor que muitos a remarem sem rumo...o barco, mesmo
com o apoio divino, dificilmente chegará a bom porto.

Claro, que a população que temos é maioritariamente analfabeta mas,
talvez pelas vicissitudes da guerra se tenha tornado em altamente
sedenta de saber, desenrascada e empreendedora. (como o caso da
foto acima)
São trunfos a utilizar...e que podem muito bem ser valorizados no
sentido de se criar um modelo que vá de encontro às capacidades por
nós adquiridas. Não temos necessariamente que assimilar o modelo de
sul-coreano mas sim, de seguir a sua capacidade criativa de colocar
em primeiro a sua nação e o sonho de construírem um país digno dos
três POSTAIS de Justino Pinto de Andrade.</p>
				</div>			</content>			<id>http://amarleaomagno.loveblog.com.br/122649/Criatividade-angolana/</id>			<link href="http://amarleaomagno.loveblog.com.br/122649/Criatividade-angolana/" />			<author>				<name>amarleaomagno</name>				<uri>http://amarleaomagno.loveblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-12-12T23:21:55+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Angola - Viagens no Kuduru</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><span>
O Kuduro é um estilo artístico único que
condensa dança, música e textos da cultura mangolê num produto
integralmente angolano. Desde que se mantenha o quadril firme (ou
seja o ku-duro), e se eleve o corpo acrobaticamente ao som da
música de forma arritmada e descoordenada quase desafiando a
gravidade e a dor física, estamos a falar da dança Kuduro. Um
género de dança que parece invocar um transe característico das
danças ancestrais dos jovens guerreiros, ao mesmo tempo que bebe
nas culturas ocidentais do ghetto americano (break-dance e rap).
Primeiro estranha-se e depois entranha-se na invulgar batida tecno
com os ritmos tradicionais de Angola, na dignidade da diferença, no
improviso, na crónica do quotidiano
mangolê...</span></p>
<p><span>
O seu início prende-se com Tony Amado, que
mistura ritmos de semba com o <em>tecno</em> e o <em>house</em> <em>music</em> americano, mas também,
sungura, kilapanga e samba nevegando sempre sempre numa
coreografia. No seu percurso artístico este Rei do Kuduro, acaba
por dividir o trono primeiro com o produtor musical Ruca
Van-Dunem<span></span> e,
posteriormente com o <em>entertainer</em> e intérprete
Sebem.</span></p>
<p><span>
Deste triunvirato temos a registar os
seguintes discos:</span></p>
<p><span>
-Tony Amado e os seus
Mutchachus onde se ressalta os temas Sinha Xica da
Silva, Contratador e o famoso
Jacobino cantado por Sebem.</span></p>
<p><span>
Sebem acaba por lançar mais tarde o tema a
Felicidade cujo refrão A Felicidade Todos Nós
Queremos correu o mundo, transformando-o num músico ouvido
mundialmente; O Coveiro Filipado e tua Boca é esquadra são títulos
que se seguem.</span></p>
<p><span>
Nestes 20 anos o Kuduro percorreu mundos
sendo um estilo cada vez mais dinamizado em comunidades emigrantes
de angolanos com especial destaque para Portugal e Brasil. Em
Portugal há a registar os Buraka Som Sistema com um género de
Kuduro mais sofisticado e que conseguiram enraizar no contexto
europeu o gosto por este género musical. No Brasil o Kuduro ganhou
repercussão pela mão de Dog Murras e Carlinhos
Brown.</span></p>
<p>
<span>
Hoje em dia o Kuduru já é aceite como símbolo
da cultura angolana e embora popularizado primeiramente entre as
classes mais desfavorecidas atinge já todas as classes, bem como um
público internacional. Recentemente no programa Divas de Angola da
TVZimbo a kudurista Noite e Dia foi homenageada pelo
seu percurso artístico e musical, ajudando assim a colocar o Kuduru
num patamar de igualdade com os outros géneros
musicais.</span></p>
<p><span>
O Kuduro por ser um fenómeno cultural, mas também social, que quase
sem explicação ultrapassou largamente as fronteiras dos musseques
plenos de betão, pobreza e lama, despertou a curiosidade do mundo
cinematográfico em filmes como Kuduro;Há fogo no
musseque de Jorge António, </span><span><span>A
Guerra do Kuduro", de Dito e Luanda, fábrica e musica
de Inês Gonçalves e Kiluanje Liberdade. A curiosidade, criatividade
e dinâmica do Kuduro leva a que muitos realizadores/jornalistas
façam esta incursão nos musseques de Luanda, verdadeiras
fábricas de música e dança em busca das suas
referências históricas e da sua estética musical e
coreográfica.</span></span></p>
<p>
<span>
O seu discurso arritmado e pouco musical permitiu aos kuduristas
expor as suas preocupações referentes aos bairros onde viviam e às
dificuldades do seu quotidiano diário.</span> <span><span>
Nesta vertente mais musseque-Kuduro destacam-se os famosos Lamba,
Noite e Dia, Salsicha, Vaca Louca, Vagabando, Puto Lilas, Puto
Prata, entre outros não menos importantes.</span></span></p>
<p>
<span><span>
Neste percurso e por o Musseque ser uma área pobre de periferia, o
Kuduro acaba por estar também associado a textos de reivindicação,
textos com calão agressivo, textos com ligações a um mundo da
criminalidade entre grupos e bairros rivais.</span></span>
<span>
A utilização deste veículo musical para duelos com outros
<em>gangs</em>, apresentando
letras pesadas, plenas de ameaças e obscenidades, fez com que
houvesse por parte da população e entidades públicas uma condenação
do Kuduru pela violência e pela ausência de valores éticos
traduzidos nas suas letras.</span></p>
<p><span><span>
Uma das curiosidades do mundo <em>kuduro</em> prende-se com o facto de
muitos destes <em>kuduristas</em> serem os seus
próprios produtores; e embora, esta música não fosse habitualmente
tocada em rádios oficiais tornou-se conhecida por estar presente na
boca e nos rádios do povo. Um dos veículos de dinamização e
contaminação do <em>kuduro</em> foram também os célebres
<em>kandongueiros</em> e os
caldos de fim-de-semana.</span></span></p>
<p><span><span>
Ainda neste contexto pode-se referir que há
expressões que ficaram eternizadas:</span></span></p>
<p><span><span>
tá malaiko,vou te
bater, sele mama, tou a vir,
do melindro, esta última associada a uma nova
coreografia lançada pelo musico AgreG e já assumida como um símbolo
da cultura Angola.</span></span></p>
<p><span>
Em resumo pode-se referir que o Kuduro é um
género artístico numa mescla espontânea entre o ancestral africano
e os ritmos ocidentais, emergente num contexto social de musseque
de onde retira a inspiração para as suas letras. <span>E é neste percurso espontâneo e natural que o
Kuduro se tornou num estilo de música internacional símbolo da
criatividade e identidade angolana, em especial, a dos musseques e
das periferias urbanas.</span></span></p>
<p><span>
</span></p>
<p><span>
Lueji Dharma</span></p>
<p><span>
</span></p>
				</div>			</content>			<id>http://amarleaomagno.loveblog.com.br/122470/Angola-Viagens-no-Kuduru/</id>			<link href="http://amarleaomagno.loveblog.com.br/122470/Angola-Viagens-no-Kuduru/" />			<author>				<name>amarleaomagno</name>				<uri>http://amarleaomagno.loveblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-12-11T13:46:59+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Apaixonada por Angola o meu país</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>Angola tem algo que me faz percorrer mundos para regressar a
ela. É mágico o que eu sinto. Foi a mãe que me curou as feridas da
desilusão e me deu uma força de Leão. Só um leão para vencer um
Leão...</p>
<p>Depois de me deixar de enganar, numa vida que não era a minha,
arrisquei largar tudo para passar de uma europa civilizada para uma
África desconhecida. tudo para mim foi um risco! Um grande risco
que corri por esse amor a uma pátria que teimosamente digo que é a
minha...mesmo contra aqueles que não me reconhecem angolana. Mas
sei o que sou...a opinião dos outros não me abala. E fazendo das
tripas coração aguentei situações de stress, faltas de tudo e mais
alguma coisa...engarrafamentos doentios...tudo com a fé de que ali
é o meu lugar.Quando a minha filha se queimou confesso que
não tive uma lágrimaque me caísse dos olhos. Porque não havia
em mim possibilidade de um momento de fraqueza. Mas mesmo contra
tudo e todos confiei que a minha missão no mundo é esta. E não
adianta fugir à convicção do coração...quando se vive por amor,
aguenta-se tudo, até a dor.</p>
<p></p>
<p></p>
				</div>			</content>			<id>http://amarleaomagno.loveblog.com.br/122469/Apaixonada-por-Angola-o-meu-pa-s/</id>			<link href="http://amarleaomagno.loveblog.com.br/122469/Apaixonada-por-Angola-o-meu-pa-s/" />			<author>				<name>amarleaomagno</name>				<uri>http://amarleaomagno.loveblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-12-11T13:43:57+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>o meu futuro</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p></p>
<p>Empurrada pela mão divina percorri os ceus buscando-me e não me
encontrei. assustei-me porque estava certa do meu paradeiro.
duvidei e o sol queimou-me as certezas. o fogo fez cair em mim a
humilhação que me consumiu o oxigénio do eu. deixei de parecer para
ser apenas o que sou. enfrentei o ódio que persistia em me fazer
sua. enfrentei a raiva que me consumia. neguei ser consumida e
aceitei a humilhação como uma prova de fogo do coração. baixei a
cabeça e envergonhada chorei. Na dor apercebi-me de um interior que
desconhecia. as pernas tremulas não aguentaram o peso da culpa e do
remorso. De joelhos no chão e mãos entrelaçadas confessei-me aos
ceus. pedi perdão e cruzei-me comigo. num tempo fugaz agarrei a
imagem de um futuro. Vi-me e acreditei ser eu. aceitei o desafio da
alma. persisto na certeza de um futuro que visualizei. Sei que os
sonhos se realizam...sei que o entusiasmo nos dá certeza de um
caminho...desejo e quero muito encontrar-me.</p>
				</div>			</content>			<id>http://amarleaomagno.loveblog.com.br/103266/o-meu-futuro/</id>			<link href="http://amarleaomagno.loveblog.com.br/103266/o-meu-futuro/" />			<author>				<name>amarleaomagno</name>				<uri>http://amarleaomagno.loveblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-08-22T15:42:55+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Dar é melhor que receber...</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>Confesso que ver aqueles miúdos mais soltos, deixou-me mais à
vontade. Alguns já se aproximavam, mas o toque era algo indesejável
ou constrangedor. O Assistente Social, Anselmo fez uma apresentação
do Centro desde a sua fundação em 1983 para acolher os meninos da
guerra. Um projecto que se iniciou com uma tenda para depois
evoluir para várias tendas...e finalmente um conjunto de edifícios
condignos mas sem qualquer grau de conforto. Visionei logo um
futuro mais acolhedor, uma sala de brinquedos, quartos e não
camaratas, psicólogos, ateliers, um refeitório sem o ar de prisão,
um terreiro relvado, flores e trepadeiras, um sem número de mimos
que estes meninos merecem... O Anselmo terminou a descrição e eu
perguntei-lhe a principal razão pela qual os meninos estavam nesta
situação. E ele com um ar de quem está em dificuldade,
perguntou-me: -É angolana? -Sim, sou! -Mas está a par das nossas
tradições? -penso que sim...disse a medo -Pois a principal razão é
as acusações de feitiço que recaem sobre estes meninos -Feitiço?
Como assim? -Os pais destes meninos julgam que os azares advém
destes meninos manobrarem feitiços. Em geral, quando um parente
mais velho adoece ou morre deixa o seu legado sobrenatural a um
familiar. A ida ao kimbandeiro garante um culpado, normalmente uma
criança, que após muita tortura e interrogatório acaba por
confessar ter praticado um feitiço. E perante este facto, são
expulsos de casa e da família. Infelizmente estes correspondem à
maior parte dos casos que temos cá. - Não admira que eles não
consigam assumir porque estão cá...e nem consigam falar dos
familiares. Volto-me para o grupo que agora vê o filme que
trouxemos, e penso que nenhuma vida estagna mediante um passado.
Não há karma que impeça a evolução e a prosperidade, tudo depende
da visão e do sonho de cada um. Crer e persistir em concretizar
esse sonho é o que nos eleva a alma (por mais impossível que se
assemelhe). Se tens um sonho persegue-o. Claro! Não esperes um
caminho coberto por tapetes vermelhos e ladeado de buffets ricos.
Não...não esperes isso. É dificil, é contra-corrente, é saltar sem
pára-quedas e tudo pode acontecer...mesmo tudo! Nada é impossível
perante a força de um sonho! Era só isto que tinha de preencher as
mentes destes meninos do feitiço.</p>
				</div>			</content>			<id>http://amarleaomagno.loveblog.com.br/102144/Dar-melhor-que-receber/</id>			<link href="http://amarleaomagno.loveblog.com.br/102144/Dar-melhor-que-receber/" />			<author>				<name>amarleaomagno</name>				<uri>http://amarleaomagno.loveblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-08-18T01:23:46+02:00</updated>		</entry></feed>