<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom">		<title>http://victorinonetto.futblog.com.br</title>		<id>http://futblog.com.br/</id>		<link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://victorinonetto.futblog.com.br/atom.xml" />		<subtitle><![CDATA[Victorino Netto.futblog]]></subtitle>		<rights>Copyright (c) 2006, Hi-pi</rights>		<generator>Hi-pi ATOM generator</generator>		<author>			<name>Hi-pi</name>			<uri>http://victorinonetto.futblog.com.br</uri>		</author>		<updated>2009-11-15T03:13:01+01:00</updated>		<entry>			<title>Copa do Mundo 2010: Última chamada para a África do Sul</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><span>
Nos próximos dias, o mundo
acompanhará a definição dos últimos classificados para o mundial da
África do Sul. Além do país-sede, outras 22 nações já garantiram
seu passaporte. São elas: Japão, Austrália, Coréia do Sul e Coréia
do Norte (Ásia); Holanda, Inglaterra, Espanha, Alemanha, Dinamarca,
Sérvia, Itália, Suíça e Eslováquia (Europa); Brasil, Paraguai,
Chile e Argentina (América do Sul); México, Estados Unidos e
Honduras (América do Norte, Central e Caribe); Gana e Costa do
Marfim (África).</span></p>
<p><span>
Restam agora nove vagas,
disputadas na última rodada das eliminatórias africanas (que
apontará três classificados a Copa, mas também define vagas na
próxima Copa Africana das Nações) e nas repescagens da América
(decididas entre Uruguai e Costa Rica), Europa (que define mais
quatro vagas), além de Ásia e Oceania (onde Bahrein e Nova Zelândia
estarão frente a frente mais uma vez). Confira uma análise sobre
esses confrontos e aposte nos seus
favoritos:</span><span></span></p>
<p><strong><span>
Europa (UEFA):</span></strong></p>
<p><strong><span><span>
Portugal x
Bósnia-Herzegovina</span></span></strong></p>
<p><span>
Considerando os atletas
envolvidos no duelo entre portugueses e bósnios, pode-se dizer que
essa disputa promete ser a de melhor nível técnico na repescagem
européia. Deco, Simão e Liédson de um lado, Misimovi,
D do outro. Enfim, o que não deve
faltar são jogadores capazes de proporcionar um belo espetáculo ao
público, ainda mais quando o que está em jogo é uma vaga para o
mundial do ano que vem. Uma disputa inédita, diga-se de passagem,
já que em sua recente história como nação independente (a seleção
do país só começou a jogar internacionalmente em 1993), a Bósnia
nunca enfrentou Portugal. Nos tempos em que os bósnios ainda
compunham a Iugoslávia, ambas as nações se enfrentaram cinco vezes,
com vantagem lusitana (três empates e duas derrotas), o que não diz
muito, já que o último encontro se deu em
1984.</span></p>
<p><span>
Pelo lado dos <em>Tugas</em> o clima é de otimismo após a reação na reta
final da fase classificatória, quando a equipe superou Suécia e
Hungria na briga pelo 2º lugar, deixando a impressão de que se
tivesse acordado um pouco mais cedo, não seria preciso passar pelo
atual sufoco. Não restam dúvidas de que foram as partidas iniciais
(apenas uma vitória nos cinco primeiros jogos) que colocaram a
equipe de Carlos Queiroz nessa situação. O que faz com que muitos
torcedores ainda encarem o trabalho do técnico com relativa
desconfiança. Mas também não se pode negar que algumas cartadas do
treinador foram muito importantes na sobrevida portuguesa. A
inclusão de Liédson na base do time foi muito discutida pela
crítica, mas sustentada por Queiroz, que assistiu a uma
participação efetiva do atacante em jogos decisivos contra
Dinamarca e Hungria. O técnico também causou polêmica ao peitar o
Real Madrid e convocar Cristiano Ronaldo, que posteriormente foi
cortado devido a uma lesão no tornozelo agravada justamente em
defesa da seleção, o que deixou os dirigentes de seu clube
furiosos. Mas levando em conta a importância desse confronto, seria
mais racional planejar a equipe contando com jogadores que
estiverem com 100% de sua capacidade física. As maiores surpresas
entre os convocados foram os nomes do veterano goleiro Hilário (do
Chelsea) e do jovem meia-esquerda Fabio Coentrão (do Benfica),
enquanto as ausências mais sentidas serão as do lateral Bosingwa
(contundido), do volante Maniche, além do atacante Nuno
Gomes.</span></p>
<p><span>
Já os <em>Liljani</em>, uma das equipes mais
simpáticas dessas eliminatórias devido ao jogo ofensivo de seu
selecionado, sonham em continuar surpreendendo para carimbar seu
passaporte <span>
</span>ao primeiro mundial
na história do país. Mas é justamente essa falta de experiência
internacional que pode pesar em um momento como esse. Vale lembrar
que apesar de assegurar a 2ª posição da chave com relativa vantagem
diante de seus concorrentes, a Bósnia somou apenas um ponto nos
quatro jogos diante de Espanha e Turquia, respectivamente líder e
3</span><span>ª</span>
<span>
colocada do grupo. Por isso será preciso muito mais
do que otimismo para derrubar o favoritismo de Portugal, por mais
complicada que seja a fase dos <em>Tugas</em>. Nesse sentido, a rodagem
de Miroslav Bla (o homem que levou a Croácia ao 3ª
lugar na Copa de 98) será crucial para equilibrar um pouco as
coisas, principalmente o setor defensivo, que parece ser o
calcanhar de Aquiles do time. No gol, Supi tem
jogado como titular, embora Hasagi (que é apenas dois anos
mais velho) tenha mais do que o triplo de jogos com a camisa da
seleção e possa ser importante nessa repescagem. Na defesa,
Berberovi foi outro titular a perder espaço. Atualmente, o
trio de zaga é composto por Nadarevi,
além do capitão Spahi. Pelo meio, o que não faltam são opções
capacitadas: Rahimi são os carregadores de
piano, enquanto Salihovi ocupam as alas, embora
seja consenso que a entrada do jogador do Lyon enfraquece ainda
mais a defesa (o que coloca Ibri como grande
concorrente nessa disputa). O experiente Bajramovi (do
Eintracht Frankfurt) também é sempre uma boa opção no banco de
reservas. Mais a frente está à trinca de estrelas: o garçom
Misimovi é responsável pela ligação com o ataque, enquanto a
dupla D (definitivamente recuperado
da contusão que o prejudicou na temporada passada) pode ser
considerada artilharia da mais pesada. Muslimovi, que tem uma
excelente média de gols pela seleção (13 gols em 19 jogos) é o
substituto imediato no caso de alguma eventualidade. Teoricamente,
o fato de decidir a vaga em casa, diante de uma torcida fanática e
imprevisível, é outro trunfo bósnio na luta por um lugar ao sol
sul-africano.</span></p>
<p><strong><span><span>
Irlanda x
França</span></span></strong></p>
<p><span>
Após o vice-campeonato na
última Copa do Mundo, a seleção francesa acabou se complicando na
fase de classificação dessas eliminatórias ao perder a vaga direta
para a Sérvia. Já os irlandeses até que se esforçaram, mas não
tiveram forças para superar a Itália, atual campeã mundial. Nesse
quesito, vantagem para <em>The
Boys in Green</em> (comandados pelo italiano Giovanni Trapattoni),
que apenas cumprem seu papel nessa repescagem, enquanto <em>Les Bleus</em> (do contestado
Raymond Domenech) estarão correndo atrás do prejuízo. Porém, se
depender do retrospecto entre as duas nações, os franceses podem se
considerar favoritos. Em 14 jogos, foram seis vitórias, quatro
empates e quatro derrotas, a última delas ocorrida no longínquo ano
de 1981. No último encontro entre as nações, em 2005, vitória da
França (jogando no campo do adversário) por
1x0.</span></p>
<p><span>
Mas os irlandeses estão
confiantes na possibilidade de reverter às estatísticas e prometem vender
caro sua derrota. A base da equipe atua no futebol inglês e é
formada por velhos conhecidos como o goleiro Given, os defensores
O'Shea, Kilbane e Dunne, além do atacante Robbie Keane,
artilheiro do time com 5 gols. Nem por isso a convocação excluiu
jovens valores como Eddie Nolan, Darren O'Dea e Anthony Stokes,
todos eles com menos de três partidas pela seleção nacional. As
declarações de Domenech, que comparou a Irlanda com uma
Inglaterra B, também devem ser usadas por Trapattoni
para motivar seus atletas a buscar a vitória. Chegado a uma
retranca, o italiano se encaixou perfeitamente nas características
do futebol irlandês, mas sabe que precisará de gols se quiser
chegar a Copa do Mundo.</span></p>
<p><span>
Os franceses por sua vez
apostam em seus atacantes para tentar fazer <span>
</span>valer o peso
de sua camisa e superar algumas ausências importantes. Apesar de
ter deixado Patrick Vieira (que voltou a jogar na Inter de Milão)
de fora da lista, Domenech confia na rodagem de Henry e Anelka,
além da ascensão de Benzema e Gignac, para compensar o desfalque de
seu principal jogador, o meia Ribéry (do Bayern de Munique),
atualmente contundido. Um teste de fogo para outro jovem, Yoann
Gourcuff, que terá de assumir a responsabilidade e comprovar toda
sua categoria pelo setor. Outro desfalque por contusão será o do
lateral Clichy, que abriu espaço para a convocação do meia Moussa
Sissoko, um dos grandes destaques do surpreendente Toulouse, que
faz excelente campanha na atual temporada da Ligue
1.</span></p>
<p><strong><span><span>
Grécia x Ucrânia</span></span></strong></p>
<p><span>
Disputa que pouco empolga
aqueles que não são simpatizantes das nações envolvidas, Grécia e
Ucrânia fazem (ao menos em teoria) o duelo mais equilibrado dessa
repescagem européia. Consequentemente é também o mais imprevisível,
já que analisando o retrospecto (atual e histórico) dessas nações,
nenhuma das equipes desponta como favorita. O primeiro jogo entre
os países ocorreu apenas em 2002, em partida válida pelas
eliminatórias da Eurocopa, com vitória dos ucranianos (que jogavam
em casa) por 2x0. No ano seguinte foi a vez dos gregos saírem
vitoriosos pela contagem mínima no duelo de volta, válido pela
mesma competição. As eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006
colocaram Ucrânia e Grécia frente a frente mais uma vez e após um
empate em seus domínios por 1x1, a ex-república soviética foi
buscar uma vitória magra (1x0) na casa dos helênicos, resultado
fundamental para a classificação ao mundial (até então inédita) e
também para a eliminação da então campeã
européia.</span></p>
<p><span>
Nessas eliminatórias, apesar de
somar um ponto a menos que a Ucrânia na fase classificatória, os
gregos estiveram mais próximos da briga pelo 1º lugar em seu grupo,
terminando apenas um ponto atrás da Suíça (enquanto os ucranianos
ficaram a seis dos ingleses). O comando do time ainda pertence ao
alemão Otto Rehhagel, o mesmo da histórica conquista de 2004, que
continua apostando em diversas figurinhas carimbadas que estiveram
presentes naquele título (como Basinas, Charisteas, Karagounis,
Seitaridis, Dellas ou Katsouranis). Outros atletas (como Kyrgiakos,
Gekas, Patsatzoglou ou Samaras) também não são nenhuma novidade
para os torcedores do país, que lamentaram o desfalque de Ioannis
Amanatidis nas partidas decisivas. A ausência do atacante do
Eintracht Frankfurt abriu espaço para o novato Vasilis
Koutsianikoulis, que ao lado de Kostas Mitroglou foi maior surpresa
da convocação. E apesar de contar com outros jovens valores, como o
defensor Papastathopoulos (do Genoa) ou os meias Pliatsikas (do
Schalke) e Ninis (que com apenas 19 anos é considerado a maior
esperança do país para os próximos anos), o esquema da Grécia para
essa repescagem deve se concentrar na experiência de seus
veteranos.</span></p>
<p><span>
Pelo lado ucraniano não deve
ser diferente, já que o time também apresenta poucas novidades. O
eterno matador Shevchenko reflete bem essa realidade, já que esteve
presente em 9 partidas dessas eliminatórias, mesmo em má fase por
Chelsea e Milan. Além dele, também estiveram em campo jogadores
como Rusol, Milevskyi, Gusev, Rotan e Tymoschuk (todos presentes no
último mundial). Porém, o trabalho do ex-meia Oleksiy
Mykhaylychenko inevitavelmente acarretou em maiores renovações se
comparado ao selecionado grego, já que o atual treinador ucraniano
sucede o ídolo Oleg Blokhin, que ficou quatro anos no comando da
ex-república soviética. O novo técnico tem optado por algumas
mudanças na base da equipe e graças a essa filosofia, caras novas
como o arqueiro Pyatov, o zagueiro Chygrynskiy (contratado pelo
Barcelona) e o atacante Seleznyov, têm recebido mais oportunidades.
Por outro lado, Voronin, que possui relativa experiência
internacional, mas não vem sendo muito aproveitado desde que
retornou ao Liverpool, acabou ignorado na convocação de
Mykhaylychenko. Além disso, também será preciso superar o desfalque
dos contundidos Shovkovskiy (goleiro) e principalmente Nazarenko,
peça fundamental ao meio-campo da equipe. A expectativa do
treinador é que a equipe mantenha o mesmo crescimento apresentado
na reta final da fase classificatória, quando a Ucrânia bateu os
ingleses (líderes da chave) e conseguiu superar a Croácia na briga
pelo 2º lugar.</span></p>
<p><strong><span><span>
Rússia x
Eslovênia</span></span></strong></p>
<p><span>
Se os confrontos da repescagem
européia apresentam relativo equilíbrio, tornando difícil qualquer
previsão, russos e eslovenos fazem um jogo onde muitos dão como
certa a classificação da equipe comandada pelo holandês Guus
Hiddink. Mas analisando friamente a situação, esse suposto
favoritismo não significa muita coisa quando levamos em conta o
retrospecto entre ambas as nações, que se tornaram independentes
apenas na década de 90 e só foram se cruzar pela primeira vez em
1996 (em um torneio amistoso disputado em Malta, com vitória da
Rússia por 3x1). Porém, na segunda vez que o destino de ambos os
países se cruzaram, quem levou a melhor foram os eslovenos, que nas
eliminatórias para o mundial de 2002 obtiveram um empate na casa do
adversário (1x1) e uma vitória em seus domínios (2x1). Mesmo assim,
os russos terminaram na frente, conquistando a vaga direta a Copa,
enquanto os eslovenos ainda precisaram superar a Romênia para
chegar ao 1º mundial de sua história.</span></p>
<p><span>
Durante a fase de classificação
dessas eliminatórias, a campanha da Rússia foi um pouco melhor do
que a da Eslovênia (em 10 jogos foram 22 pontos contra 20 do
rival), mas com certeza, muito mais dolorosa. Isso porque se criou grande
expectativa em relação às chances russas de superar a favorita
Alemanha na briga pela vaga direta, fator que dependia
exclusivamente de um resultado positivo no confronto direto entre
ambas as nações, marcado para a penúltima rodada em Moscou.
Acontece que a principal ex-república soviética acabou fracassando
e saiu derrotada por 1x0 diante de seus torcedores, acumulando
ainda um ridículo empate contra a fraca equipe do Azerbaijão no
desfecho da disputa. O excelente futebol apresentado no último
torneio continental chamou a atenção dos mercados vizinhos para
algumas estrelas da equipe, como Zhirkov, Bilyaletdinov,
Pavlyuchenko e Arshavin (que atuam no futebol inglês) e Pogrebnyak
(que se transferiu nessa temporada para a Alemanha), o que
inevitavelmente contribuiu para o aumento da experiência
internacional do conjunto e coloca a nação como grande favorita
nessa repescagem. Mas acontece que a aquela Eurocopa acabou em 2008
e não se pode viver eternamente do passado. Por isso, revelações
como o meia Dzagoev (de apenas 19 anos) são importantes para trazer
sangue-novo ao talentoso conjunto comandado por Hiddink, que deixou
de fora das partidas decisivas nomes como o tarimbado volante
Aldonin e o atacante Bukharov (vice-artilheiro da liga russa, atrás
do brasileiro Wellinton).</span></p>
<p><span>
Além disso, é preciso abrir bem
os olhos com a Eslovênia do jovem treinador Matja Kek, um
ex-defensor que iniciou sua carreira como técnico em 2000, tornando-se
campeão nacional pelo NK Maribor e passando pelas seleções de base
do país, até chegar à equipe principal em 2003, substituindo o
renomado Branko Oblak. Desde então, o novo comandante vem
alicerçando seu trabalho no jogo coletivo e na união do conjunto,
até por não possuir grandes destaques individuais. Os nomes mais
conhecidos entre os titulares são os do goleiro Samir
Handanovi (que atua
no Colônia e é o artilheiro da campanha com 5 gols). O jovem Rene
Krhin (meia alçado por Mourinho na Internazionale) também é visto
com bons olhos, embora ainda seja apenas uma promessa (tanto que
jogou apenas 5 minutos nessas eliminatórias). São operários como
Bre, Suler e Cesar (defensores), Koren,
Kirm e Komac (meias), além de Birsa, Dedi
(atacantes) que fazem o esquema funcionar, tanto que na fase
classificatória o país correu por fora sem chamar muito a atenção e
acabou superando rivais mais bem cotados como Polônia, República
Tcheca e Irlanda do Norte na luta pela repescagem (sem contar a
pressão na líder Eslováquia, que chegou a temer pela perca da vaga
direta). A meta agora é seguir trabalhando em silêncio para tentar
mais uma vez superar as
expectativas.</span><strong><span></span></strong></p>
<p><strong><span>
América do Sul
(CONMEBOL) x América do Norte, Central e Caribe
(CONCACAF):</span></strong></p>
<p><strong><span><span>
Uruguai x Costa
Rica</span></span></strong></p>
<p><span>
A repescagem entre os países do
continente americano (divido pela FIFA entre CONMEBOL e CONCACAF)
coloca frente a frente duas potências de cada federação. E ambas em busca
de recuperação. A <em>Celeste
Olímpica</em> sonha em retornar a uma Copa do Mundo após ficar de
fora de três das últimas cinco edições, inclusive a última, quando
caiu diante da Austrália justamente na repescagem. Já os <em>Ticos</em>, que lideraram a fase
final de sua zona durante boa parte da disputa, assustam-se com a
possibilidade de perder uma vaga que parecia garantida.
Ingredientes de um duelo que promete ser tenso e muito catimbado.
Se depender do retrospecto histórico os uruguaios têm larga
vantagem sobre o adversário, já que enfrentaram os costa-riquenhos
em oito oportunidades, obtendo seis vitórias e dois empates. O
último encontro entre esses países foi pela Copa América de 2001,
quando as equipes se cruzaram em duas oportunidades: uma pela 1ª
fase (empate em 1x1, embora a Costa Rica tenha terminado na
liderança enquanto o Uruguai acabou em 3º) e outra pelas
quartas-de-final (quando a charruas levaram a melhor por 2x1). Mas
todos nós sabemos que no futebol continua valendo a máxima de que
no campo são 11 contra 11!</span></p>
<p><span>
O selecionado uruguaio insiste
em se complicar, mesmo possuindo um grupo qualificado para os
padrões sul-americanos. Durante a campanha nessas eliminatórias, o
time cometeu vacilos imperdoáveis (principalmente em casa) para uma
seleção que deseja chegar a Copa (para não falar da derrota
derradeira diante da Argentina, podemos citar os empates em casa
contra venezuelanos e equatorianos). Bi-campeão mundial, o país
precisará mostrar serviço (como na penúltima rodada da fase
anterior, quando arrancou nos minutos finais uma vitória diante do
Equador jogando em Quito) se quiser fazer valer seu favoritismo.
Porém, a conturbada derrota para os argentinos na última partida
ainda deixa seqüelas graves, como as suspensões de Cáceres, Scotti,
Diego Pérez e Maximiliano Pereira (que apesar de convocados, só
poderão atuar no duelo de volta dessa decisão), além de Cristian
Rodríguez (que pegou um gancho de quatro jogos). Outras baixas
importantes são as de Fucile, Carlos Valdez e Jorge Martínez ambas
por contusão, enquanto Edison Cavani (que participou de sete
partidas nessas eliminatórias) acabou ignorado pelo técnico Oscar
Tabárez. O treinador uruguaio aposta em homens de sua confiança, o
que se pode verificar pela convocação do goleiro Castillo (que anda
na reserva do Botafogo), enquanto Carini (que é titular do Atlético
Mineiro e está entre os três atletas mais convocados na história de
seu país) continua sendo ignorado. Entre os convocados, as maiores
novidades ficam por conta dos jovens Sebastián Coates e Nicolás
Lodeiro, além de Alvaro Gonzalez (todos do Nacional local). Mas a
grande força do time se concentra mesmo no vigor do capitão Lugano
e no potencial ofensivo da dupla formada por Luis Suárez e Diego
Forlán.</span></p>
<p><span>
Já a Costa Rica tenta se
recuperar do baque sofrido no desfecho da fase final da CONCAF. Na
liderança do certame, a seleção
acumulou seguidas derrotas em suas últimas partidas, sendo superada
em cima da hora por México, Estados Unidos e Honduras. Os
resultados ruins foram responsáveis pela saída do técnico Rodrigo
Kenton (com quem os <em>Ticos</em> tinham somado 12 dos 15
pontos possíveis no início do hexagonal final), que acabou
substituído por Renê Simões (ex-Coritiba). Credenciado por ter
levado a Jamaica ao mundial de 1998, o brasileiro trouxe de volta a
seleção o veterano Luis Marín (que esteve presente nos dois últimos
mundiais), mas também aposta na juventude de algumas revelações
(como José Mena, Bryan Oviedo e Christian Gamboa, que recentemente
estiveram no mundial sub-20). Nas partidas sob o comando do novo
técnico, os costa-riquenhos até obtiveram bom aproveitamento,
vencendo Trinindad e Tobago por 4x0, além de empatar com os Estados
Unidos fora de casa (em um jogo que chegaram a estar vencendo por
2x0), resultado que acabou custando à suspensão do treinador,
expulso por reclamação. Mas ao menos será possível contar com peças
importantes como o arqueiro Keylor Navas (que tem se destacado no
Saprissa e vem sendo sondado pelo futebol espanhol), Júnior Díaz
(defensor polivalente que conta com a experiência de atuar no
futebol europeu), o meia Centeno (que será fundamental na condução
da equipe devido a sua experiência), além de Rolando Fonseca,
Álvaro Saborío e Bryan Ruiz (esperança de gols no
ataque).</span></p>
<p><span>
O fato de começar essa decisão
jogando em casa, diante de um time desfalcado pelas suspensões,
obriga os <em>Ticos</em> a
tomarem a iniciativa, já que o duelo de volta em Montevidéu, quando
a Celeste contará com sua força máxima, promete um ambiente de
grande pressão. Vale ressaltar que a arbitragem dos dois confrontos
será européia: o espanhol Alberto Undiano Mallenco apita o jogo
inicial enquanto o polêmico suíço Massimo Busacca (famoso por
mostrar o dedo aos torcedores e supostamente ter feito xixi em
campo) comanda a partida
derradeira.</span><strong><span></span></strong></p>
<p><strong><span>
África (CAF):</span></strong></p>
<p><span>
O continente africano também
promete grandes emoções, já não define apenas três vagas para o
mundial, mas também outros quatro classificados para a próxima Copa
Africana das Nações (que classifica os três primeiros colocados de
cada chave). No <strong>Grupo
D</strong> já está tudo definido e as equipes entram em
campo apenas para cumprir tabela. Gana, que garantiu a vaga
antecipadamente, mas perdeu sua invencibilidade na última rodada
diante do Benin, encara a seleção de Mali (onde brilham o meia
Seydou Keita e o atacante Kanouté), que por sua vez já classificada
para o torneio continental. O grande mérito dos <em>Estrelas Negras</em> foi a
manutenção da base que chegou as oitavas de final do último mundial
(onde figuram estrelas como Muntari, Essien e Appiah) mesclada a
novos talentos que começam a se firmar no cenário internacional,
como por exemplo, o versátil Tony Annan, volante do Rosenborg (da
Noruega) que ganhou a alcunha de novo Makalele. O
Benin, uma das gratas surpresas da fase final africana e que também
já se garantiu na próxima Copa da África, aposta em atletas que se
destacam no futebol francês (como o defensor Chrysostome, o meia
Sessegnon e o atacante Omotoyossi) para fechar com chave de ouro
sua participação diante do já eliminado
Sudão.</span></p>
<p><span>
No <strong>Grupo E</strong>, a Costa do Marfim
também já se garantiu e agora encara Guiné, que com três pontos
ainda sonha em terminar entre os três primeiros colocados. Missão
ingrata para o time do meia Pascal Feindouno e do atacante Ismaël
Bangoura, que terá de enfrentar os marfinenses jogando na casa do
adversário. Não bastasse isso, os <em>Elefantes</em> (que vem jogando
muita bola e se mantém invictos até aqui) ainda contarão com seus
principais jogadores, como Eboué, Zokora, Salomon Kalou, Sanogo,
além do matador Drogba (artilheiro do certame africano com seis
gols). Já o Malauí (que tem um ponto a mais na tabela) também
encara outra grata revelação dessas eliminatórias: a seleção de
Burkina Faso. Se o selecionado do meia Pitroipa (que joga no
Hamburgo) e do ídolo Dagano não estará na Copa do Mundo, ao menos
já se garantiu na próxima edição do torneio continental,
assegurando o 2º lugar do grupo com nove pontos. Para os
malauienses (onde brilham o meia Kamwendo e o jovem atacante
Msowoya), resta a esperança de repetir o desempenho da última
rodada, quando interromperam uma série de cinco vitórias
consecutivas da Costa do Marfim com um empate por 1x1. O único
problema é que desta vez (ao contrário do último jogo) a partida
será na casa do rival...</span></p>
<p><span>
Nas demais chaves, a luta pela
vaga está mais equilibrada e será definida apenas no último
confronto de cada participante. No <strong>Grupo A</strong>, a grande surpresa
é o Gabão, que sob o comando do francês Alain Giresse mescla a
experiência de figurões (como Daniel Cousin, do Hull City) a
juventude de novos talentos, como o meia Stéphane Nguéma (do PSG)
ou o atacante Roguy Méyé (do Ankaraspor). Após uma arrancada no
início dessa fase final, quando chegaram a liderar seu grupo, os
gabonenses acabaram esbarrando na experiência dos camaroneses, responsáveis
pelas duas derrotas do time até aqui. Os pontos perdidos não apenas
ressuscitaram o adversário, como também deixaram o Gabão em uma
situação delicada, já que não depende mais apenas de si para se
classificar a sua 1ª Copa do Mundo. Para isso, seria preciso vencer
o Togo fora de casa, além de contar com um tropeço dos <em>Leões Indomáveis</em>. O retrospecto
histórico diante dos togoleses ao menos é animador, já que em sete
confrontos, o Gabão se mantém invicto com cinco vitórias e dois
empates. No primeiro encontro válido por essas eliminatórias, os
gabonenses venceram por 3x0. Porém, mesmo em caso de fracasso, só o
fato de garantir antecipadamente o passaporte para sua 4ª Copa
Africana de Nações diante de adversários mais tradicionais, já
deveria ser motivo de orgulho para o país. Na liderança da chave,
os camaroneses seguiram o caminho contrário: após um início
irregular, os Leões Indomáveis finalmente mostraram serviço nos
últimos três jogos, quando somaram dez de seus onze pontos.
Contribuiu para isso o excelente trabalho de outro técnico francês,
Paul Le Guen, que assumiu o time em cima da hora, após as saídas do
alemão Otto Pfister (que levou Togo ao último mundial) e do
interino Thomas N'kono (ex-goleiro que foi titular na
excelente campanha da Copa de 1990). Tal atitude foi questionada
por grande parte da imprensa especializada, inclusive a brasileira.
Muitos alegavam que os dirigentes camaroneses eram amadores ou que
Le Guen não sabia o problema em que estava se
metendo. Porém, com muita personalidade o treinador devolveu
a confiança ao grupo, realizado poucas mudanças na base, apesar de
algumas modificações significativas na estrutura do conjunto (a
transferência da braçadeira de capitão do experiente zagueiro
Rigobert Song para a estrela Samuel Eto'o foi a mais clara
delas). Resta saber se contra os marroquinos, os <em>Leões Indomáveis</em> confirmarão
sua ascensão ou se irão repetir o vacilo de 2006, quando ficaram de
fora da Copa na última rodada das eliminatórias. Apesar de não
contar com diversos jogadores importantes (casos de El Kaddouri,
Kharja, El Zhar, Youssouf Hadji, El Hamdaoui e Chamakh), que atuam
no futebol europeu e foram ignorados na lista do treinador Hassan
Moumen (substituto do francês Roger Lemerre), os marroquinos
merecem respeito por jogar em casa, mesmo que nunca tenham vencido
Camarões na história deste confronto (quatro derrotas e quatro
empates) e ainda tenham de superar os desfalques de Ouaddou, Chafni
e Boussoufa, cortados de última hora por estarem
lesionados.</span></p>
<p><span>
No <strong>Grupo B</strong>, a briga está
centrada em duas potências do continente: Tunísia e Nigéria, ambas
já garantidas na próxima Copa Africana das Nações. Na briga pela
vaga ao mundial, os tunisianos levam a vantagem de estar na frente
com onze pontos, enquanto os rivais somam apenas nove. Após encontrar dificuldades
na etapa anterior (quando ficou atrás de Burkina Faso e
classificou-se como melhor 3ª colocada), a Tunísia finalmente se
acertou nessa fase final. Depois de utilizar 40 jogadores, o
português Humberto Coelho parece ter encontrado a base ideal, onde
brilham o meia Ben Saada e o atacante Issam Jemâa (que atuam no
futebol francês), mas o ídolo Selim Benachour (que causou polêmica
no país ao ficar de fora da última Copa) continua sendo ignorado.
Os nigerianos acabaram seguindo o caminho contrário, já que
realizaram a melhor campanha da fase classificatória, mas acabaram
decaindo justamente na hora H. Os confrontos diretos
contra os tunisianos seriam decisivos para as pretensões dos
comandados de Shaibu Amodu e após fazer sua parte jogando fora de
casa (empate em 0x0), a Nigéria acabou vacilando justamente diante
de sua torcida (quando empatou novamente, dessa vez por 2x2,
sofrendo um gol nos minutos finais). Quem pode acabar influenciando
em uma possível reviravolta na classificação são Moçambique (3º
colocado com quatro pontos) e Quênia (que com um ponto a menos,
ocupa a lanterna do grupo). Além de brigar pela vaga restante ao
torneio continental, ambas as nações ainda contarão com a vantagem
de jogar em casa nas partidas decisivas. Os quenianos encaram as
<em>Super Águias</em>, lutando
para superar a enorme desvantagem histórica, já que em 10 jogos
contra os nigerianos, o time do atacante Dennis Oliech nunca
conseguiu vencer (foram nove derrotas, sendo quatro em casa, além
de um empate). Já os moçambicanos esperam conter o entusiasmo do
líder para assegurar seu retorno a Copa da África, que não disputam
desde 1998. O primeiro encontro entre esses países ocorreu
justamente pelo torneio continental, mas em 96, quando o duelo
acabou empatado em 1x1. A segunda partida aconteceu nessas
eliminatórias, quando a Tunísia fez o dever de casa vencendo por
2x0. Resta saber como terminará a primeira partida disputada em
solo moçambicano...</span></p>
<p><span>
Outra disputa ainda mais
equilibrada acontece no <strong>Grupo C</strong>, onde a Argélia
tem grandes perspectivas de retornar a uma Copa do Mundo (de onde
está afastada desde 1986). Comandados pelo experiente Rabah Saâdane
(que já comandou a seleção em outras cinco oportunidades, inclusive
na última vez em que o país esteve em um mundial), as <em>Raposas do Deserto</em> ainda estão
invictas nessa fase final e somam três pontos a mais que o Egito,
segundo colocado e rival no duelo decisivo. Apoiados em um sólido sistema
defensivo, onde figuram nomes como Bougherra (que atua no Glasgow
Rangers), Yahia (do Bochum) e Belhadj (atualmente no Portsmouth),
um meio-campo experimentado (destaque para o Ziani e o capitão
Mansouri, que jogam no futebol francês), além de um ataque que
mescla a rodagem do artilheiro Saïfi, com o ímpeto de revelações
como Ghezzal (do Siena), Matmour (Borussia Mönchengladbach), Ghilas
(Hull City) e Djebbour (AEK), a Argélia também conta com a sina
egípcia de desapontar seus torcedores quando o assunto é Copa do
Mundo. Uma das grandes forças do futebol africano (basta ressaltar
que os <em>Faraós</em> são
atualmente bicampeões continentais), os egípcios não disputam um
mundial desde 1990. De lá para cá, colecionaram seguidos fracassos
em termos de eliminatórias, mesmo possuindo elencos qualificados
para prosperar nesse objetivo. A participação do país na Copa das
Confederações desse ano sintetiza bem essa realidade: após
endurecer contra o Brasil na estréia e conquistar uma histórica
vitória contra os italianos, a seleção tinha tudo para chegar às
semifinais do torneio, mas conseguiu a proeza de perder para os
Estados Unidos por 3x0 na última rodada, desperdiçando uma chance
de ouro de terminar entre os quatro primeiros colocados. E mesmo
contando com atletas tarimbados, como o goleiro El-Hadary, os meias
Ahmed Hassan e Aboutrika, além do atacante Amr Zaki, o treinador
Hassan Shehata teve de dar o braço a torcer, convocando nomes
importantes que até então vinham sendo ignorados (casos de Emad
Moteab e Mohamed Zidan). O treinador também apostou na experiência
do defensor El Sakka, que com mais de 100 partidas pela seleção,
andava aposentado do futebol internacional desde 2007 e deve ser
importante na ausência do suspenso Wael Gomaa (que só teria
condições em um possível jogo-extra). Mesmo assim, Shehata insiste
em deixar de fora das convocações o atacante Mido (com quem já teve
tempo suficiente para superar os atritos do passado). Para chegar à
redenção, será preciso vencer os argelinos por pelo menos três gols
de diferença, o que só aconteceu uma vez em 23 jogos disputados na
história desse confronto. Uma vitória por dois gols de diferença
igualaria as campanhas e forçaria a realização de um duelo de
desempate disputado em campo neutro (no caso, o Sudão), enquanto
qualquer outro resultado classifica as <em>Raposas do Deserto</em>. O clima em
Cairo é de nervosismo e o ônibus que transportava a delegação
argelina acabou apedrejado por torcedores rivais. O incidente
apimenta ainda mais os bastidores do confronto, que promete ser um
dos mais tensos dessa rodada. Já a outra partida da chave vale vaga
na próxima Copa Africana das Nações. A seleção da Zâmbia (que até
começou bem, mas depois se complicou) garante a vaga com um empate
diante de Ruanda, que por sua vez atua em casa precisando de uma
vitória por no mínimo dois gols de diferença para repassar a
lanterna do grupo ao rival, assegurando a 3º
colocação.</span><strong><span></span></strong></p>
<p><strong><span>
Ásia (AFC) x Oceania (OFC):</span></strong></p>
<p><strong><span><span>
Nova Zelândia x
Bahrein</span></span></strong></p>
<p><span>
Após o empate sem gols no
primeiro encontro, neozelandeses e bareinitas voltam a se enfrentar
para definir quem fica com a vaga para o mundial. Ao contrário do
que muitos críticos imaginavam (ou o placar possa sugerir), o
primeiro confronto entre essas nações (disputado em solo asiático)
teve seus atrativos, com os donos da casa tomando a iniciativa, mas
encontrando dificuldades no setor ofensivo, onde perderam gols
incríveis (Salman Isa conseguiu driblar o goleiro adversário e com
o gol aberto acertar a trave), além de esbarrar na forte marcação
dos <em>All Whites</em>. Nos
contra-ataques, a Nova Zelândia também criou suas oportunidades,
inclusive em uma bela jogada de sua dupla de ataque que culminou
com uma perigosa bicicleta (Chris Wood ainda teve um gol anulado
por ter marcado em posição irregular). Mas no final das contas
nenhuma seleção conseguiu mudar o placar, deixando tudo em aberto
para o duelo de volta, que será disputado no Westpac Stadium
(localizado em Wellington) sob a arbitragem do uruguaio Jorge
Larrionda.</span></p>
<p><span>
A Nova Zelândia, que precisa
apenas de uma vitória simples diante de seus torcedores, já está
classificada para essa repescagem desde novembro do ano passado,
quando conquistou o título continental sem maiores dificuldades,
sete pontos a frente do 2º colocado. De fato, a debandada da
Austrália para a Federação Asiática contribuiu e muito para a
supremacia absoluta dos neozelandeses, que agora não possuem mais
nenhum concorrente a altura pelos lados da Oceania. Em busca de uma
vaga na Copa (o que não ocorre desde 1982), o técnico Ricki Herbert
(que era defensor da seleção naquela ocasião) vem preparando sua
equipe desde então para esse grande desafio. Na Copa das
Confederações desse ano, ele aproveitou para dar chance a diversos
jogadores com o intuito de fornecer maior rodagem internacional a
seus comandados. Porém, algumas medidas form surpreendentes, como o
fato do goleiro Paston (titular durante toda campanha das
eliminatórias) ter ficado no banco de Glen Moss (que suspenso, não
disputa as partidas decisivas da repescagem). A base do time se
concentra no defensor e capitão Ryan Nelsen, nos meias Tim Brown e
Simon Elliott, além dos atacantes Killen (que joga no Celtic) e
Smeltz (eleito o melhor jogador da Oceania nas duas últimas
temporadas). O fato de ter o futebol britânico como grande
referência (e o rugby como principal modalidade no país), faz do
selecionado neozelandês uma equipe de forte marcação e que tem no
jogo aéreo sua principal característica ofensiva. Além disso, os
<em>All Whites</em> também
apostam em um retrospecto histórico favorável diante do adversário:
em três jogos foram duas vitórias e um empate (sem contar uma
derrota válida pelo qualificatório olímpico de 84), embora essa
seja a primeira vez que as nações se enfrentam na
Oceania.</span></p>
<p><span>
Já o Bahrein se caracteriza por
um estilo de jogo mais amarrado, valorizando demais o setor
defensivo e apostando suas fichas na inspiração de seus poucos
atacantes (costuma jogar no 4-5-1) para prosperar nos
contra-ataques. Nesse sentido, chama a atenção o futebol de alguns
atletas africanos naturalizados pelo país, como os meias Abdullah
Omar (nascido no Chade) e Abdulla Baba Fatadi, além do atacante
Jaycee John Okwunwanne (ambos nigerianos). Entre os atletas
nascidos em solo bareinita, as grandes estrelas são o ofensivo
lateral Salman Isa, o meia Mohamed Salmeen (experiente camisa 10
que é o cérebro do time e portador da braçadeira de capitão), além
do matador Ala'a Hubail (que sofreu grave contusão e será um
importante desfalque). Nas eliminatórias da última Copa, o país
acabou fracassando na repescagem diante de Trinidad e Tobago (então
4ª colocada da CONCACAF) de maneira trágica, perdendo a vaga
inédita diante de sua torcida após um empate na casa do adversário.
Por outro lado, os comandados do tcheco Milan Máala já deram
provas na atual disputa de que sua capacidade de superação não pode
ser desprezada, como no duelo diante da favorita Arábia Saudita
(válido pela fase anterior), quando o Bahrein assegurou a
classificação para repescagem atuando na casa do adversário de
maneira heróica (empatando o jogo no último segundo, após sofrer um
gol nos acréscimos da partida). Caso a história se repita, os
bareinitas podem se tornar o menor país da história a se
classificar para disputa de uma Copa do
Mundo.</span></p>
				</div>			</content>			<id>http://victorinonetto.futblog.com.br/80358/Copa-do-Mundo-2010-ltima-chamada-para-a-frica-do-Sul/</id>			<link href="http://victorinonetto.futblog.com.br/80358/Copa-do-Mundo-2010-ltima-chamada-para-a-frica-do-Sul/" />			<author>				<name>victorinonetto</name>				<uri>http://victorinonetto.futblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-11-15T03:12:49+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Sobre a convocação da seleção...</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><span>Nos próximos
dias, o Brasil encara um <em>tour</em> pela Ásia, onde enfrenta a
Inglaterra (jogando no Catar!) e Omã. Antes de debochar do segundo
adversário, é preciso saber que a seleção asiática vive excelente
momento, já que no início do ano conquistou pela 1ª vez a Copa do
Golfo (tradicional torneio entre os países do Golfo Pérsico)
vencendo potências locais como Iraque (atual campeão asiático e que
disputou a última edição da Copa das Confederações), Bahrein (que
briga com a Nova Zelândia por um lugar no próximo Mundial), além da
tradicional Arábia Saudita (que caiu nos pênaltis após empate sem
gols na grande decisão). Os maiores destaques da equipe comandada
pelo francês Claude Le Roy (que já comandou diversas seleções
africanas como Camarões, Senegal e Gana) são o goleiro Ali Al Habsi
(que atua no futebol inglês pelo Bolton) e o matador Imad Al Hosni
(maior artilheiro da seleção nacional com 30
gols).</span></p>
<p><span>Ciente disso,
aí sim se pode dizer que a partida contra Omã não representa grande
perigo aos pupilos de Dunga e até abre margem para os testes
propostos pelo treinador. O problema é que contra o <em>English Team</em> (que renasceu sob
a batuta do italiano Fabio Capello) dificilmente haverá brechas
para isso e apostas mais ousadas podem acabar se tornando um duro
golpe na auto-estima tupiniquim (que convenhamos, anda alta até
demais).</span></p>
<p><span>Júlio César,
Maicon, Daniel Alves, Lúcio, Juan, Luisão, Gilberto Silva, Felipe
Melo, Josué, Ramires, Elano, Kaká, Robinho, Nilmar e Luis Fabiano
<span></span>só não jogam
a próxima Copa do Mundo se algo muito ruim acontecer. Presentes
constantemente nas convocações de Dunga, eles contam com total
confiança do treinador não apenas pelo futebol, mas também pela
cumplicidade com a filosofia de trabalho implantada
pela nova comissão técnica da seleção. Motivos que também indicam
que são grandes as chances dos relembrados Doni e
Júlio Baptista (atletas da Roma) se firmarem no grupo dos
garantidos, já que apesar de alguns problemas em seu clube (o
primeiro sofre com as contusões, enquanto o segundo não atravessa
grande fase), ambos os jogadores sempre tiveram moral com o
professor (que por sinal, peitou os dirigentes
romanistas que não queriam liberar os
atletas).</span></p>
<p><span>Seguindo esse
raciocínio, restariam apenas mais sete vagas no time que disputará
o mundial da África do Sul. O terceiro goleiro deve mesmo ser
Victor, que tem grandes chances de ser um dos poucos representantes
do futebol nacional na Copa. Hélton e Gomes, que atuam na Europa,
também ganharam algumas oportunidades, mas parecem não ter agradado
a comissão técnica o suficiente
para ganhar maior sequência. Na zaga, Miranda se prejudicou com a
expulsão infantil na última partida das eliminatórias e que terá de
ser cumprida no Mundial, o que abre espaço para algumas
alternativas. E se Aléx (do Chelsea) se queimou após pedir dispensa
da Copa das Confederações, outros jogadores tem a grande chance de
cavar um lugar no time. O gigante Naldo parece um
forte azarão nesse sentido: firme na defesa do Werder Bremen, não é
de hoje que o rapaz nascido em Londrina e que se profissionalizou
em Caxias do Sul pelo Juventude firmou-se como um dos melhores
defensores da Bundesliga, praticando sempre um futebol vigoroso,
apoiado em 1,98 de altura e um chute extremamente violento. Estilo
que se adéqua perfeitamente ao perfil idealizado por Dunga, mas
também pode contribuir para uma defesa suplente extremamente
limitada no quesito técnico, levando-se em consideração as
características semelhantes de Luisão. Aliás, o corte do zagueiro
do Benfica também abriu espaço para Thiago Silva, que quando estava
parado era constantemente convocado, mas andava meio esquecido
desde que começou a jogar no Milan. Adaptado ao futebol italiano, o
atleta vem provando seu valor desde os tempos do Fluminense e tem
qualidade suficiente para estar entre os 23 jogadores que
disputarão a próxima Copa. Como os titulares
incontestáveis da posição andam sofrendo com as
contusões, atenção redobrada com o setor não faria mal
algum...</span></p>
<p><span>A
lateral-esquerda continua em <span></span>aberto, o
que não é segredo para ninguém. Por isso, as apostas de Dunga são
válidas e merecem crédito, mesmo que o resultado ainda não tenha
sido positivo. Fábio Aurélio agrada muitos que acompanham de perto
o futebol europeu e tem características interessantes: ao contrário
da maioria dos brasileiros, aprendeu a defender, o que é essencial
para os laterais no futebol atual. Levando em conta o constante
apoio pela direita, o ex-jogador do São Paulo não teria problemas
para se segurar, subindo apenas na boa e
contrabalanceando o setor. O problema é que Fábio Aurélio acabou
prejudicado pelas contusões, sendo convocado apenas posteriormente
ao ápice de suas performances (que se deram principalmente em meio
a última temporada), enquanto ainda readquire ritmo de
jogo.</span></p>
<p><span>A outra aposta
foi em Michel Bastos, ex-atleta de Atlético Paranaense, Grêmio e
Figueirense, que vem jogando muito bem no futebol
francês, mas nem por isso deixa de ser
uma convocação alternativa. Desde 2006 em terras gaulesas, o atleta
tornou-se um dos principais nomes do Lille graças ao potente pé
esquerdo, extremamente calibrado quando o assunto são as bolas
paradas (um fundamento que anda enfraquecido no <em>scratch</em> canarinho) até se
transferir na atual temporada para o renovado time do Lyon. A
questão é que desde quando desembarcou na França, o brasileiro tem
atuado como um meio-campista, ou seja, mais a frente e sem tantas
obrigações defensivas, o que coloca em dúvida sua capacidade de se
readaptar a função de origem (mesmo que o jogador já tenha
comprovado sua capacidade no Sul do país atuando justamente na
lateral).</span></p>
<p><span>Pelo
meio-campo, o companheiro de Josué na reserva também provoca
dúvidas na cabeça dos torcedores. Anderson era grande aposta de
Dunga, mesmo quando não vinha obtendo grandes oportunidades no
Manchester United, mas acabou decepcionando. Atualmente, usufruindo
de maior regularidade no time de Alex Ferguson, tem sido ignorado
por Dunga, que parece ter elegido
outro conterrâneo como favorito a vaga: o ex-gremista Lucas,
atualmente no Liverpool. Outro atleta que também começa a receber
mais oportunidades na atual temporada da Premier League, o jovem de
cabelos esguios precisa deixar de lado as atuações inseguras e
reeditar as exibições que lhe valeram uma bola de ouro nos tempos
de Olímpico se quiser carimbar seu passaporte para a África do Sul.
Fábio Simplício é mais uma novidade e só ganhou uma chance de
última hora graças à contusão de Ramires. Revelado pelo São Paulo,
o volante atua a cinco anos no futebol italiano, onde evoluiu tanto
tecnicamente quanto taticamente, tornando-se titular do Parma e
posteriormente do Palermo, seu clube atual. Um atleta que tem
características admiradas pelo capitão do tetracampeonato e pode
cair no gosto do técnico caso aproveite uma eventual
oportunidade.</span></p>
<p><span>O meia Alex,
ex-Inter e atualmente no futebol russo, também é outro nome que tem
grandes possibilidades de cair nas graças de Dunga. Quando saiu do
Colorado, era considerado por muitos críticos como um dos principais atletas do
futebol nacional. Em Moscou, tornou-se rapidamente ídolo no
Spartak, continuando em evidência com o técnico brasileiro. Não é
de hoje que este nobre escriba repete que Alex tem totais condições
de desempenhar pela a esquerda a função que Elano ou Ramirez (até
mesmo Daniel Alves) executam pela direita. Não apenas por ser um
jogador extremamente polivalente, mas também devido a sua grande
consistência tática. Aliás, essa versatilidade faz de Alex uma
interessante (e desesperada) alternativa para a lateral-esquerda,
função que já ocupou com sucesso (e de improviso) nos tempos de
Internacional e que também pode ser encarada como uma carta na
manga do jogador na briga pela posição. E como Diego (que vinha bem
até se prejudicar com as contusões) e Ronaldinho Gaúcho (que tem
melhorado gradativamente), ambos atuando no futebol italiano,
parecem definitivamente fora dos planos, é bom não dar muita sopa
para o azar...</span></p>
<p><span>Outro
meia-esquerda que recebeu uma chance nessa série de amistosos é
Carlos Eduardo, mais um <span></span>atleta
revelado no futebol gaúcho e que atua com regularidade (e relativo
destaque) no futebol alemão. Desde o ano passado, o ex-gremista tem
sido uma das boas alternativas ofensivas do caçula Hoffenheim, que
surpreendeu em sua estréia na Bundesliga. Até por isso torna-se
inevitável uma comparação com o ex-flamenguista Renato Augusto, que
também se destaca em gramados germânicos gastando a bola pelo Bayer
Leverkusen (um dos líderes da atual temporada), mas nem por isso
foi lembrado pelo treinador (embora atualmente esteja
contundido).</span></p>
<p><span>No ataque, a
convocação de Hulk agradou a todos os fãs do futebol
mambembe/alternativo, onde nobres operários brilham todos os dias
em estádios espalhados pelo mundo à custa de muito suor e talento.
Mas nem por isso deixou de ser uma contradição.
Basta ressaltar que Liédson se tornou um dos maiores atacantes do
Sporting ao longo dos últimos seis anos sem nunca ter recebido uma
chance sequer (a ponto de ter se naturalizado português,
tornando-se peça fundamental no grupo que assegurou vaga na
repescagem), enquanto o atacante do Porto foi convocado de forma
meteórica (assim como ascendeu na renovada equipe dos Tripeiros). O
oportunismo demonstrado na atual temporada portuguesa não é para
ser desprezado, embora outros atacantes brasileiros estejam jogando
tão bem (ou até mais) mundo afora, como por exemplo, Grafite (que
começa a decair no Wolfsburg) ou até mesmo Amauri (que voltou a
marcar gols na Juventus). Mas de fato, nenhum provoca tantas
expectativas nos torcedores quanto Adriano (em grande fase no
Flamengo e que conta com a simpatia de Dunga) ou Alexandre Pato
(que mesmo afastado da seleção nas últimas convocações, tem
demonstrado grande potencial no Milan).</span></p>
<p><span>Enfim, a contagem regressiva para o
mundial já está valendo e as oportunidades para testes tendem a se
tornar cada vez mais escassas. Duas partidas seguidas são uma
sequência rara para aqueles que buscam um lugar ao sol da África do
Sul e se o jogo contra os ingleses promete ser um teste de fogo, a
partida contra Omã pode ser uma boa chance para tentar encher os
olhos do treinador. Resta saber como estará o prestígio (da
seleção, dos jogadores testados e de Dunga) após estes
confrontos...</span></p>
<p><span><em>* <strong><span>Atualizando (13/09)</span></strong>:
Posteriormente a publicação desse texto, o lateral Fábio
Aurélionão se apresentou a convocação, alegando uma contusão
euma grande chance de se firmar no grupo
que vai a Copa do Mundo.</em></p>
				</div>			</content>			<id>http://victorinonetto.futblog.com.br/80357/Sobre-a-convoca-o-da-sele-o/</id>			<link href="http://victorinonetto.futblog.com.br/80357/Sobre-a-convoca-o-da-sele-o/" />			<author>				<name>victorinonetto</name>				<uri>http://victorinonetto.futblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-11-13T04:24:00+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Ah, o futebol...</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>



</p>
<p><span>Nos últimos dias falou-se muito (com
justiça) na equipe de futebol feminino do Santos, que venceu a
Libertadores da categoria. Em alta, "as meninas da Vila" ganharam
cobertura da TV aberta e nos principais veículos do jornalismo
esportivo. Mas não se engane. O futebol feminino precisa de muito
mais do que apenas "cinco minutos de fama" para prosperar no
Brasil. O esquecimento natural que ocorre após algum resultado
positivo não é novidade para Marta e companhia, que sabem o quanto
é difícil manter essa atenção, fundamental para uma continuidade na
estruturação da categoria em gramados
brasileiros.</span></p>
<p><span>Muitos adeptos não simpatizam com a versão
feminina do futebol. Alegam que se trata de um jogo "sem graça",
vide as limitações das jogadoras, principalmente das goleiras. Esse
preconceito reflete-se nas declarações do treinador Vanderlei
Luxemburgo, que comanda a categoria masculina do Santos e alegou
que a disputa da Libertadores feminina prejudicou o gramado da Vila
Belmiro. Entendo que o gramado realmente não está em suas melhores
condições (historicamente nunca esteve!), mas então que a diretoria
definisse um planejamento mais inteligente nesse sentido. Os jogos
do Peixe no Pacaembu já provaram que são viáveis e como as meninas
chegaram a levar mais público a Vila Belmiro que o clássico Santos
e Palmeiras desse Brasileirão, que se usasse o bom
senso...</span></p>
<p><span>Respeito essas mulheres desde os tempos de
Sissi e como sou fã exclusivo de bom futebol, nunca tive
preconceito em acompanhar uma partida da modalidade (desde que ela
não me desestimulasse ao contrário). Em um futebol virulento e de
preparo físico, onde atualmente as questões táticas e a forte
marcação prevalecem sobre a técnica, considero um "oásis" algumas
jogadas protagonizadas pelas craques, que ainda possuem um futebol
"mais primitivo", no sentido de privilegiar o ataque, as jogadas
individuais, como era o futebol masculino em um passado recente.
Veja bem, não estou dizendo que as garotas do Santos praticam o
futebol dos tempos de Pelé, mas que protagonizam diversas jogadas
capazes de nos empolgar.</span></p>
<p><span>Me recordava deste lance pitoresco, com o
qual cruzei hoje acidentalmente e que é digno de registro dado a
raiz "folclórica/tupiniquim", que nos remete aquelas jogadas
típicas das peladas dos tempos de moleque. Ou vai falar que você
não gostaria de ver seu time ser campeão com um gol
desses?</span></p>
				</div>			</content>			<id>http://victorinonetto.futblog.com.br/78342/Ah-o-futebol/</id>			<link href="http://victorinonetto.futblog.com.br/78342/Ah-o-futebol/" />			<author>				<name>victorinonetto</name>				<uri>http://victorinonetto.futblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-10-28T21:44:07+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Sobre o futebol internacional...</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><span>Essa semana, conversando com um aluno da
5º série da escola municipal onde leciono, notei como o mundo da
bola anda mesmo globalizado. O garoto discutia comigo sobre Real
Madrid e Milan, que seria transmitido posteriormente naquela tarde
e em meio a uma empolgada conversa, percebi que quando tinha aquela
idade, nunca tive um amigo na escola com quem discutir sobre a
modalidade no Velho Continente.</span></p>
<p><span>Aqueles que acompanham o futebol europeu
há mais tempo, sabem que até o início da década de 90 era muito
mais complicado obter informações sobre o futebol internacional.
Naqueles tempos, por exemplo, álbuns de figurinha e os jornais de
segunda-feira eram minha grande sacada para conhecer as equipes e
seus craques, assim como ficar interado nos resultados e na
classificação.</span></p>
<p><span>Com certeza, os mais velhos começaram com
o Campeonato Italiano, transmitido pela TV Bandeirantes nos bons
tempos dos holandeses do Milan ou dos alemães
da Inter... Na época em que a Juventus ainda fazia grandes
clássicos com o Torino... Que Maradona e Careca quebravam tudo pelo
Napoli... Quando o Parma era uma pedra no sapato de muita gente ou
que os Silvio's (Luiz e Lancelotti) ainda eram unanimidades
entre a rapaziada.</span></p>
<p><span>Os que se apegam ao bom futebol, com
certeza migraram suas atenções para a Espanha anos depois, quando
Romário (ou Ronaldo... Ou Rivaldo...) faziam a alegria da Catalunha
(para não falar em Zubizarreta, Koeman, Guardiola, Stoichkov...).
Nos bons tempos em que o Real Madrid não precisava do marketing de
galáctico para fazer valer o peso de sua história
(que Casillas e Raul, o quê? Estamos falando de Buyo ou Hugo
Sánchez!). Quando o Atlético de Madrid com Caminero, Kiko e
Penev... O Valencia de Rafa Benítez... Ou o La Coruña de
Djalminha... Não se contentavam apenas com uma
vaguinha na UCL!</span></p>
<p><span>Pois é...<span></span> O tempo passou e nos últimos
anos quem entrou na briga pelo status de melhor liga nacional foi à
Inglaterra, abastecida de investimento estrangeiro e atletas comuns
aos jogadores de vídeo-game. A Premier League virou <em>cult</em> entre os adolescentes, o
Chelsea virou time grande (coisa que nem Zola foi capaz de fazer)
com Abramovich, o Liverpool virou desculpa para quem queria bancar
o tradicional e o Arsenal um talentoso jardim de
infância. Enquanto isso o Manchester United cansava de
levantar troféus... Sim, é claro que houve John Barnes, Lineker,
Eric Cantona ou Shearer (campeão nacional com o BLACKBURN!), mas
tudo isso apenas para os mais velhinhos e não a
grande massa que hoje assiste às partidas da Terra da Rainha (e
naquela época ainda devia assistir Power Rangers ou Show da
Xuxa).</span></p>
<p><span>Os mais fanáticos reclamarão: E os
tempos em que o PSG era o time mais simpático de França? Que o Ajax
arrebentava com Van der Sar, Litmanen, Overmars e Kluivert? Que o
Jardel reinava absoluto na artilharia do Campeonato Português? Ou
que Maradona e Caniggia comemoravam gols com beijos no (e na) Boca?
Até mesmo quando Zico era freguês de Kazu na J. League, transmitida
pela finada Rede Manchete?</span></p>
<p><span>Enfim, o que de fato não se pode negar é
que o futebol internacional (principalmente o europeu!) torna-se
cada vez mais comum entre os populares nos últimos anos. Uma
afirmação dessas em um mundo que atualmente transmite os gols da
UEFA Champions League no Jornal Nacional pode parecer
discurso ideológico de gente velha e rabugenta, mas
na verdade tem como objetivo apenas ressaltar o quão acessível
tornou-se acompanhar as partidas disputadas fora do Brasil em
universo realista (leia-se: composto por TV's
abertas!). O que é extremamente positivo para aqueles que gostam de
futebol, independentemente das fronteiras... Mas também é preciso
excetuar a alienação decorrente desse processo. Afinal, é cada vez
maior o número de especialistas no assunto, que
surgem sabe-se lá de onde, discutindo minuciosamente as questões
táticas, mas que ao mesmo tempo se esquecem de dar atenção a um
princípio básico (e que também deveria ser obrigatório no futebol)
que é o talento. O jogo bem jogado!</span></p>
<p><span>A modalidade atual, centrada no preparo
físico intensivo e verdadeiras estratégias de guerra, precisa na
verdade é de menos teoria e (muito) mais prática! De mais dribles e
menos jogadas ensaiadas. De mais paixão e menos modismo. E não se
trata de nostalgia, mas de simplesmente gostar de futebol. Não é
preciso chegar ao extremo de torcer pelos <em>Red Devils</em> ou dizer que na
Europa só existem João's que não jogariam nem
na Série C do Brasileirão. Mas de constatar o quanto é preciso
publicidade para encobrir a chatice em que esse jogo vem se
tornando. Nada contra a disciplina tática dos demais continentes,
mas vender Real Madrid e Milan como um jogaço de bola
é tapar o sol com a peneira. Assistir Kaká e Ronaldinho Gaúcho fora
de suas características, sem arriscar uma jogada individual e mesmo
assim serem exaltados na assessoria de imprensa que
rola nas manchetes esportivas é enjoativo. Saber que foi preciso
contribuição direta dos goleiros para ver 5 gols em uma partida é o
cúmulo...</span></p>
<p><span>E por mais que Real e Milan tenha sido um
bom jogo para os padrões atuais (não, eu não sou da turma do
Calazans, que acha que Pelé e Garrincha ainda jogam ao comentar
futebol!), espero de coração que a atual geração tenha fatos e
ídolos inesquecíveis (como os que saltaram de nossa memória durante
o texto) para se lembrar daqui alguns anos. E não dormir achando
que um carrinho bem dado já valeu o
ingresso!!!</span></p>
				</div>			</content>			<id>http://victorinonetto.futblog.com.br/78328/Sobre-o-futebol-internacional/</id>			<link href="http://victorinonetto.futblog.com.br/78328/Sobre-o-futebol-internacional/" />			<author>				<name>victorinonetto</name>				<uri>http://victorinonetto.futblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-10-25T18:07:49+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Pelos gramados tupiniquins...</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><span>No</span>
<strong><span>Campeonato Brasileiro</span></strong><span>, o Palmeiras mantém a
liderança e persiste como principal candidato ao
título, mesmo apresentando um desempenho irregular nas últimas
partidas, agravado ainda mais pela convocação de Diego Souza, seu
principal jogador,para seleção brasileira (onde não teve
grandes oportunidades). Um dos grandes méritos do time de Muricy
Ramalho foi ter acumulado gordura em um torneio que se revela cada
vez mais nivelado. O equilíbrio dessa edição reflete-se, por
exemplo, no desempenho do Atlético Mineiro, que chegou a liderar o
torneio, oscilou na tabela, mas voltou a engrenar nesse 2º turno.
Com boas contratações (como Carini, Corrêa, Ricardinho e Rentería),
o Galo ao menos sugere maior consistência do que São Paulo e Inter,
duas grandes incógnitas dessa competição.</span></p>
<p><span>Apontados como favoritos no
início do torneio, ambos os clubes trocaram de comandante em meio à
disputa (o Tricolor no início, com Ricardo Gomes, enquanto o
Colorado só fez valer o desejo de seus torcedores nessa reta final,
abdicando de Tite para dar lugar a Mário Sérgio), mas independente
disso reúnem elenco suficiente para buscar a liderança da tabela. O
problema é que por mais que insistam em uma suposta
perseguição, ambas as agremiações decepcionam quando
o assunto é aproveitar as brechas do líder e estabilizar-se na
classificação. O fato de ambos os plantéis terem se notabilizado
nos últimos anos em termos de conquistas sugere que pode estar
faltando à motivação necessária para encarar o atual desafio,
anunciando o desgaste de ciclos vitoriosos frente a uma inevitável
renovação.</span></p>
<p><span>O Goiás foi outra equipe que começou muito
bem, candidatando-se inclusive ao título, segundo seus próprios
diretores (para quem a Libertadores parecia já estar no papo).
Acontece que pensar grande não foi a melhor solução
para o Esmeraldino, que entrou em declínio justamente após bancar a
contratação do cobiçado Fernandão. Especula-se em Goiânia que o
fato de investir muito dinheiro para repatriar o ídolo poderia ter
contribuído diretamente para rachar o grupo, que vinha prosperando
humildemente até então.</span></p>
<p><span>Na contramão dessa história toda está o
Flamengo de Andrade, que com o tempo para trabalhar tem
comprovado que a sorte dos tempos de interino era na
verdade indício de sua capacidade profissional. E com Adriano e
Petkovic (apontados por muitos críticos como incógnitas no começo
dessa temporada) alternando grandes exibições, o Rubro-Negro tem
provado em campo que uma vaga no principal torneio interclubes da
América do Sul em 2010 é um objetivo absolutamente possível.
Cruzeiro e Grêmio também ambicionam embalar nessa reta final de
Brasileirão, embora demonstrem menos lenha na
fogueira que os cariocas. A Raposa demorou muito tempo para
se recuperar do trauma após a derrota na decisão da Libertadores,
enquanto os gaúchos começam a se perguntar se o trabalho de Paulo
Autuori é realmente tudo aquilo que os gremistas
esperavam.</span></p>
<p><span>Vitória, Avaí e Barueri já tiveram altos e
baixos ao longo da competição, complicando a vida de muita gente
importante, mas devem terminar o ano em posição intermediária. E
para quem era apontado como candidato ao rebaixamento por muitos
especialistas, beliscar uma vaguinha na Sul-Americana
já pode ser considerado um alento. O que não é o caso dos
alvinegros paulistas Corinthians
e Santos. Campeão estadual e da Copa do Brasil, o Timão entrou na
disputa garantido na Libertadores do ano que vem (sua maior ambição
no ano do centenário) e visivelmente sofreu com o
relaxamento natural. Contribuiu para isso o relativo
desmanche promovido durante a competição, que não só enfraqueceu a
base do time como colocou em dúvida as possibilidades para o ano
que vem. Já o Peixe se apegou em Vanderlei Luxemburgo para
acreditar que uma vaga no G-4 seria plausível para um time que tem
boas revelações (como Paulo Henrique e Neymar) e nomes experientes
(casos de Rodrigo Souto ou Kléber Pereira). Mas a má fase de muitos
desses atletas, aliada a contusões cruciais (como a de Emerson, que
requereu alto investimento e gerou a dispensa do ex-titular Roberto
Brum, um dos atletas mais queridos do grupo) prejudicaram muito as
possibilidades do time da Vila Belmiro.</span></p>
<p><span>Outro alvinegro que passa um sufoco ainda
maior é o Botafogo, atualmente respirando na luta contra o
rebaixamento. Assim como o dueto paranaense composto por
Atlético e Coritiba, que parece revigorado sob os respectivos
comandos de Antônio Lopes e Ney Franco. Mesmo assim, uma realidade
cruel para quem começou o Brasileirão pensando em brigar na parte
de cima da tabela. Algo que também deve ter passado pela cabeça de
muitos tricolores, desolados com a atual situação em que se
encontra o Fluminense, lanterna e praticamente rebaixado, uma
realidade que já conhece muito bem desde meados da década de 90. O
Sport, que fez campanha digna na Libertadores desse ano, provoca
desespero proporcional em toda massa rubro-negra pernambucana. O
conterrâneo Náutico, além do Santo André, também estão emparelhados
e dificilmente conseguirão evitar essa sina ao final da
temporada.</span></p>
<p><span>Resta saber se as últimas rodadas dessa Série A
confirmarão as perspectivas ou trarão consigo maiores novidades. Em
se tratando do futebol nacional, tudo é sempre
possível...</span></p>
				</div>			</content>			<id>http://victorinonetto.futblog.com.br/77852/Pelos-gramados-tupiniquins/</id>			<link href="http://victorinonetto.futblog.com.br/77852/Pelos-gramados-tupiniquins/" />			<author>				<name>victorinonetto</name>				<uri>http://victorinonetto.futblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-10-23T05:29:42+02:00</updated>		</entry></feed>