<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom">		<title>http://kaskais.fotosblogue.com</title>		<id>http://fotosblogue.com/</id>		<link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://kaskais.fotosblogue.com/atom.xml" />		<subtitle><![CDATA[Psychophoto by Kaskais]]></subtitle>		<rights>Copyright (c) 2006, Hi-pi</rights>		<generator>Hi-pi ATOM generator</generator>		<author>			<name>Hi-pi</name>			<uri>http://kaskais.fotosblogue.com</uri>		</author>		<updated>2009-07-03T20:23:01+02:00</updated>		<entry>			<title>As coisas têm alma?</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>
<span>
Percebi que estava a ficar maluco, quando me envolvi numa luta
corpo a corpo com uns atacadores dumas sapatilhas bastante usadas.
Tinha dado um nó praticamente cego e não havia maneira de desatar
aquilo. Pronto, perdi a paciência e parti para a violência. Depois
de desatar o nó, as sapatilhas voaram pela janela fora. Claro que
voltei a usá-las e elas pagaram-me na mesma moeda. Fizeram-me um
calo desgraçado, e uma bolha do tamanho de um ovo de
codorniz.</span> <span>
Por vezes, damos por nós a pensar se o mundo inanimado que nos
rodeia, não tem mais vida do que aquilo que pensamos.
As chamadas pequenas coisas podem tornar-nos a vida
impossível. A chave que não atina com a fechadura, o pneu que fura,
a bateria que acaba no momento menos oportuno. Nunca vos aconteceu
suspeitar que o mundo á vossa volta conspira contra vós?
Principalmente o pequeno mundo, das vossas pequenas coisas? O ziper
que encrava ou a lâmpada que funde, não se estão a vingar do
esquecimento a que foram votados? Quem quiser tranquilidade, deve
tratar bem as coisas, principalmente, aquelas que aparentemente não
precisam. Não se deixem enganar, um telemóvel, uma bicicleta ou uma
torradeira, podem perfeitamente arruinar-vos o dia. Os carros
então, são maquiavélicos, fazem-nos sentir gente importante mesmo
quando somos mais um Zé-ninguém. È de mestre. Ver o Simão Sabrosa
de Ferrari dá-me vontade de vender as acções da empresa, e
despachar os sete Ferraris que tenho na garagem. Dá-me cabo do
ego.<span></span></span><span>As
roupas, os trapinhos, isso nem se fala. A vossa camisa favorita
arranja sempre maneira de ter uma nódoa, precisamente quando menos
convêm. Mas acima de tudo não arranjem uma casa inteligente,
acreditem no que vos digo. Primeiro porque isso não existe, e
depois porque se não andam com ela nas palminhas, quando derem por
isso, já ela vos enxotou para a rua. Só há lugar para um ser
inteligente dentro da sua casa, e esse deve ser você. Em troca da
sornice que a casa dita inteligente lhe proporciona, não vale a
pena tornar a sua vida num inferno. Esta mania modernaça, de termos
algo ou alguém que faça as coisas por nós, ainda vai acabar mal.
Estamos tão mimados que quando o esparguete escorrega do garfo, ou
a haste dos óculos se entorta, ficamos todos possessos, e com
vontade de matar alguém. O bife vem demasiado mal passado? Vou já á
cozinha desancar o chefe. A velhinha na fila do banco não se
despacha? Vou já ao carro buscar o gorro e a caçadeira, desanco a
velha e aproveito para assaltar o banco. Quando o mundo se
encarrega de interromper aquilo que consideramos o nosso fluxo
natural, a besta que há em nós começa a rosnar. Não admitimos
contratempos, atrasos, ou pequenos deslizes. Para cúmulo não
paramos de inventar perfeitas inutilidades. A sanita com um
apêndice que limpa o rabo ou o carrinho de bebé com ABS e tecto de
abrir, não auguram nada de bom. No meu tempo os triciclos tinham
pedais, agora tem baterias. Isto é normal? Não é uma conspiração
dos objectos inanimados? Não é a ficção a invadir a realidade? Não?
Então pronto, estou mesmo a ficar maluco. Dêem-me só dois segundos
para ir dar um par de estalos ao rádio despertador, é que ele mudou
de estação sozinho. O sacana está a provocar-me. Volto já.
OPV</span></p>
				</div>			</content>			<id>http://kaskais.fotosblogue.com/75526/As-coisas-t-m-alma/</id>			<link href="http://kaskais.fotosblogue.com/75526/As-coisas-t-m-alma/" />			<author>				<name>kaskais</name>				<uri>http://kaskais.fotosblogue.com</uri>			</author>			<updated>2009-07-03T20:22:03+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Peixe podre.</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>
<span>
Este blogue foi criado para falar de algumas questões que envolvem
a psique humana e de fotografia, como esta ultima não consegue ser
tão controversa como a primeira, é natural que perca mais tempo com
avassaladora onda de paradoxos que a mente humana consegue
produzir, do que, com questões de arte. Afinal, não há arte maior
do que a vida, e a vida por estes tempos, parece ter saído do raio
da pena, de um dramaturgo enlouquecido. Se não a virmos como
comédia, podemos ter a certeza que ela se transforma em
tragédia.<span></span></span> <span>
Entretanto, agradeço o comentário de alerta sobre eventuais
processos que um amigo deixou num dos últimos artigos. No entanto
escusa de se preocupar com isso por vários motivos. Primeiro,
porque eu próprio não me preocupo, dado que não tenho cheta, nem um
chavo, não tenho onde cair morto. Só se me penhorarem o cão.
Segundo, ninguém lê as tretas que eu escrevo, que comparadas com
algumas prosas que circulam na net, até parecem poesia. Há um
blogue que trata as tias do jet-set nacional de pu#** para baixo
com todas as letras e fotografias. Esses senhores gestores,
políticos e afins têm mais que fazer ao seu rico tempinho, que como
todos sabemos vale ouro. Iam lá eles perder tempo com um
borra-botas como eu. Terceiro, se for processado não pago, porque
como já disse não tenho cheta, e não me importo de ir para a choça.
Sempre quis escrever um livro, e a solitária parece-me o lugar
ideal para o fazer. Nunca se consegue estar suficientemente só
quando se escreve. Alem de que, a prisão é um sítio menos mal
frequentado de que certos lugares cá de fora. Como por exemplo,
algumas sedes de bancos, o parlamento, alguns canais de televisão,
algumas praias e restaurantes da moda. Só não quero partilhar uma
cela com o Vale de Azevedo. Prefiro comer na mesma cantina que o
Zé do esticão ou Tono dedinhos, que
almoçar na Bica do sapato (que nome estúpido) ao lado do Zé
vendedor da banha da cobra, ou o António encosta Lisboa às cordas.
Para já não falar daquela avozinha reformada, que nem sabe em que
canal está, e anda por aí a pregar moral como se não tivesse nada a
ver com isto. Pelo menos os meliantes não enganam ninguém, já
sabemos que são meliantes e pronto. Se o Madof levou 150 anos de
prisão, os Madof's á portuguesa levam 150 milhões de euros
para casa que é para não ficarem tristes por lhe terem estragado o
brinquedo. Comparado com o que se passa cá fora, a prisão até é um
lugar seguro. Já ouviram falar em algum <em>carjacking</em> entre os muros de
Custóias? Houve algum filho desnaturado que matasse, serrasse e
congelasse a mãe entre as quatro paredes de Vale de Judeus? Alguma
colunável mandou matar o marido á marretada, numa cela sem elevador
em Tires? Bem me parecia que não. Quarta, e mais importante razão,
porque é que eu me hei-de calar quando acontece algo que no mínimo
merece um comentário mais acido ou mesmo violento? Devo ter medo de
quê? A intrujona da vida já não é suficientemente assustadora, para
eu ainda ter que me preocupar com uns palhaços que andam por aí a
gozar com a cara da gente honesta que encontram pela frente? A
verdade meus caros (as) é que, há algo que paira por aí, e contra o
qual devíamos estar a lutar mas não estamos. Dantes lutava-se
contra o fascismo, para não se sufocar, agora não se sabe contra o
que lutar e estamos a ficar sem ar. Algo se corrompe, a podridão
até é fácil de localizar, a gente sente-lhe o cheiro, mesmo quando
a maior parte das vezes, está camuflado por perfumes caros, ou o
cheiro de charuto. O problema é arrancá-la, nem com palha-de-aço.
Ter medo da PIDE, ou ter medo de um processo em tribunal não é a
mesma coisa. Recear que um <em>pitbull</em> me dê cabo do canastro
é uma coisa. Agora, ter medo que um caniche ladre até eu cair para
o lado, com os tímpanos rebentados, é outra coisa completamente
diferente. Bem sei que o caniche também pode estar treinado para me
sacar a carteira e levar-me á falência. No entanto, a pobreza não é
indigna, comer e calar, ou ser comido e não piar, é que é. Quem tem
medo de caniches só tem duas opções, ou compra um pitbull, ou vai
fazer psicanálise. Seja como for agradeço o aviso, mas perante
aquilo que se passa neste país e no mundo, o mínimo que se pode
fazer é dizer alguma coisa. Entretanto, se ninguém inventar um
sistema melhor, do que esta coisa a que chamamos democracia,
arriscamo-nos a que o próximo Hitler que apareça por aí, eleito
democraticamente, faça parecer o anterior, um
autêntico menino do coro. Até era capaz de não ser má ideia, pelo
menos para fumegar alguns agiotas  que
andam por aí. Desde que não usasse bigode, estava tudo bem.
OPV</span></p>
<p>
<span>
</span></p>
				</div>			</content>			<id>http://kaskais.fotosblogue.com/75242/Peixe-podre/</id>			<link href="http://kaskais.fotosblogue.com/75242/Peixe-podre/" />			<author>				<name>kaskais</name>				<uri>http://kaskais.fotosblogue.com</uri>			</author>			<updated>2009-06-30T20:55:20+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Banco de jardim.</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>
<span>
Já aqui falei das inconveniências que surgem quando pomos as
raposas a guardar os galinheiros. Podemos culpar as coitadas das
raposas? Claro que não, são raposas e com aquelas galinhas todas á
disposição, não resistem aos seus instintos, ao chamamento da
natureza. O <em>sistema</em>,
seja ele qual for, põe os trinca  pintos á
frente dos bancos, e depois todos nos admiramos quando surgem
notícias como esta; <em>O BCP
teve um prejuízo de 600 milhões de euros e Jardim Gonçalves terá
embolsado indevidamente qualquer coisa como 9,6 milhões de euros e
Filipe Pinhal 2,9 milhões entre outros artistas que
faziam parte da administração do banco. Estes dois brilhantes
gestores vão ter que depositar cauções milionárias, ou seja, Jardim
Gonçalves (três milhões de euros), ao passo que Filipe Pinhal
poderá ter que depositar à ordem do inquérito um milhão e meio de
euros.</em> Claro que tudo isto é uma cabala, ou pelo menos um
carapau, porque se devolverem a notinha, fica tudo em águas de
bacalhau. Esta história cheira mesmo a peixeirada.</span>
<span>
Casos como este, do BPN, do BPP, do Madof nos USA e muitos outros,
demonstram á saciedade que o ser humano basicamente não é de
confiança, e que Pirro tinha razão quando afirmava que "Nada era
honesto ou desonesto, justo ou injusto. Ele defendeu que não existe
mais do que costumes e convenções a governar a acção
humana.</span> <span>
Pois é, o velho Pirro tinha toda a razão. Então eu crio um
banquinho, convenço uns milhares largos de otários a depositar lá o
seu dinheirinho, outros milhares a comprarem acções que não valem
nada, e depois não posso fazer o que me apetece com aquela nota
toda á minha disposição? Tenho que respeitar a lei e as regras?
Estão a gozar comigo? Isso é que era bom. Ética é para os outros,
não uso disso, para mim é helicóptero e caviar. Se eu me convenço
que sou um gestor de topo, é porque sou mesmo um gestor de topo.
Não importa que encha toda a gente de perdigotos como o Mira
Amaral, ou tenha cara de atrasado mental como o Jo Berardo, ou será
ao contrário? Bom, não importa. O que importa é que não pode haver
dúvidas sobre as minhas capacidades de criador de fortunas senão eu
escrevo um livro. Se alguém me chamar nomes meto-lhe um processo,
se não me obedecerem despeço-os, se quero compro. O mundo é um
parque de diversões e sou eu que tenho a chave. Compreendo
perfeitamente estes tipos, só não compreendo porque é que não estão
todos internados, ou presos á mais tempo. A mitomania é um desvio
psicológico perfeitamente identificado, e ataca o ser humano quando
este aumenta a cilindrada do automóvel. Se passa a andar de
helicóptero, é certo e sabido que tem um busto de Napoleão lá em
casa. Eu pessoalmente não os condeno, só fico cheio de raiva por
não ter descoberto a tempo onde fica a escola que forma gestores
assim. Gostava de tirar um cursinho intensivo. Como não ligo
nenhuma a convenções e costumes, criava um banquinho simpático,
nada de muito grande, não preciso de gamar muito, só o suficiente
para pagar a operação às hemorróidas. OPV<span></span></span></p>
				</div>			</content>			<id>http://kaskais.fotosblogue.com/74633/Banco-de-jardim/</id>			<link href="http://kaskais.fotosblogue.com/74633/Banco-de-jardim/" />			<author>				<name>kaskais</name>				<uri>http://kaskais.fotosblogue.com</uri>			</author>			<updated>2009-06-25T23:46:36+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>O melhor restaurante do (meu) mundo.</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>
<span>
Depois de ler na Pública um artigo em que se falava de
Portugasms, que afinal é o estado sublime
alcançado por comer frango assado português com piripiri,
promovido pela rede de restaurantes Nando, existente
na Austrália, resolvi informar os poucos leitores que me lêem, que
o frango assado não é de todo, o ex-líbris da culinária portuguesa.
Afinal se o Nando na Austrália promete orgasmos a
quem comer pipi, porque é que eu, que também sou
Nando, não hei-de falar da pequena
erecção, com que alguém fica, quando degusta comida
genuinamente portuguesa, neste lado do planeta.</span>
<span>
Atenção que isto não é publicidade , é um segredo mal guardado que
resolvi partilhar com aqueles poucos que me lêem. Esqueçam o El
Buli, o Alain Ducasse ou o Tavares Rico. O melhor restaurante do
mundo é mesmo a Casa Floro, do senhor meu sogro. Isto parece-lhe
suspeito e tendencioso? Olhe que não é, e explico-lhe porquê.
Primeiro não é suspeito, porque embora não tendo nem talheres de
prata, nem copos de cristal, tem uma comida pura e
dura assente na cozinha tradicional portuguesa. A
comprová-lo está a minha condição física. Almoço e janto
diariamente aqui, de há cinco anos para cá (salvo raras excepções),
e não sofro nem de colesterol nem de diabetes. Sou bem constituído
mas não sou obeso, tenho 1.83 m de altura e peso 85 kg. Travo lutas
diárias com rojões, tripas, favas e cozidos á portuguesa. Papas de
sarrabulho fazem jus ao nome. Caldeirada de cabrito á Angolana é só
para homens por motivos óbvios (estou a brincar). Polvo e bacalhau
é um ver se te avias, não escapa um com vida. Termino todas estas
pelejas com o descanso do guerreiro, ou seja, uma das inúmeras
sobremesas que a minha mulher faz. <span></span>Como os doces não com medo que
ela me dê com o rolo da massa, (era bem capaz disso) mas porque são
mesmo bons. Como doces duas vezes por dia e vou para o inferno por
causa disso. Mas melhor prova viva da honestidade da comida, é a
minha mulher que come da mesma á cerca de 48 anos e está em melhor
condição física do que eu. Ora, se para além duma experiencia
sensorial, a função dum restaurante é servir uma refeição saudável
e saborosa, que melhor prova do que aquela que se prolonga no
tempo. Gostava de ver algum dos críticos gastronómicos a almoçarem
e jantarem todos os dias no El Buli (se pudessem claro) durante
seis ou sete anos para ver se não ficavam com os níveis do
castrol e diabetes, a furar o
tecto.">Segundo,
não é tendencioso porque embora o dono seja o meu sogro, ele, como
sogro puro e duro, que se preza de ser, só não corre comigo a tiro
de caçadeira porque não quer que a filha fique viúva, e também
porque já não se lembra onde pôs a espingarda. Se por acaso ele não
deserdar a filha, também não vejo dinheiro nenhum, porque a minha
mulher há-de gastá-lo todo num canil, e em toneladas de comida para
cão e gato, fora as contas do veterinário. De qualquer maneira o
dinheiro nunca será muito porque os preços praticados são
ridiculamente baixos. Um cliente aqui, não gasta mais dinheiro para
comer uma refeição decente do que se comer uma
francesinha, um frango á Nando (o
outro) ou fumar dois maços de tabaco. Ora bem, tudo isto, ou quase
tudo, pode ser dito por muitos milhares de donos de restaurantes,
mas acontece que neste caso sou eu o Nando que o
digo, e não deve haver no mundo, (nem na Austrália) tipo mais
esquisito do que eu, em termos de paladar. Isto também pode ser
dito por muitos especialistas mentirosos. Acontece que eu também
sou mentiroso, mas não sou especialista. Para
terminar, e como argumento irrefutável de que este artigo não é
publicidade, chamo-lhe a atenção que isto não é um convite para vir
cá comer, não quero filas á porta nem uma labuta danada na cozinha.
Isto não é um restaurante de modas. Não aceita visa nem multibanco.
Aqui não há cozinha de fusão, é mesmo de panela e fogão. E está
muito bem como está. Se me aparecer cá por casa a dizer que leu
este artigo, não respondo por mim e, não garanto que não lhe cuspa
na sopa. Se quiser vir, venha á vontade, mas lembre-se que não foi
convidado, venha incógnito e traga uma barriga de aluguer, vai
precisar. Bom apetite. OPV <span></span><span></span><span></span><span></span></span></p>
				</div>			</content>			<id>http://kaskais.fotosblogue.com/74487/O-melhor-restaurante-do-meu-mundo/</id>			<link href="http://kaskais.fotosblogue.com/74487/O-melhor-restaurante-do-meu-mundo/" />			<author>				<name>kaskais</name>				<uri>http://kaskais.fotosblogue.com</uri>			</author>			<updated>2009-06-23T20:43:23+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>A relatividade da realidade.</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>
<span>
A vida é dura e cruel? Pois é, mas se quer fazer a sua vidinha
normal sem dar em maluco, aconselho-o a usar a teoria da
relatividade. Não, não é a teoria do nosso velho amigo Einstein, é
a velha teoria filosófica de que, nesta vida é
tudo relativo. Pois é, tem um patrão, chefe ou capataz que
lhe faz a vida negra e não o suporta? Relativize meu amigo, pense
que se estivesse desempregado e a viver debaixo da ponte estaria
muito pior. Está a viver debaixo da ponte, (então como é que está a
ler isto?) e não come uma refeição decente há uns tempos?
Relativize, se fosse um mineiro chinês estaria muito pior, não
veria o sol á uns tempos, e também não comeria nada em condições.
Vive no interior, e sonha com um bar de praia, onde gostaria de
tomar uma bica com sabor a maresia, com os pezinhos enterrados na
areia? Não desanime, tire uma bica numa daquelas máquinas caseiras
que o Clooney (clone em português) anuncia, compre um saco de areia
para gatos e despeje-o sobre os seus pés, a seguir pegue no saleiro
e coloque uns grãozinhos de sal no café, feche os olhos, inspire
profundamente e beba. Já está, bica com sabor a iodo. A ideia
parece-lhe idiota? Pois é, mas relativize, se tivesse que andar
setenta quilómetros de carro para tomar a bica, e no fim levasse
com um nevoeiro danado, era muito pior. Vive numa autarquia onde o
autarca é corrupto, é suspeito de corrupção, ou acusado de
corrupção? Não desanime e relativize. Pense que se fosse cidadão
romano, e vivesse no tempo do Nero, provavelmente andaria envolvido
naquelas orgias malucas, e só sentiria o cheiro a queimado, quando
tivesse os pelos do cu a arder. Comparado com isso, aturar a Fátima
Felgueiras é canja e muito mais fresco. Este país é uma treta e dá
vontade de emigrar? Pois é, e pois dá, mas relativize, se vivesse
na Somália, ou tivesse que aturar o Hugo Chavez, Portugal haveria
de lhe parecer um paraíso. Gostaria de ser um homem mais culto?
Esqueça essa opção, e pense no que o Jo Berardo fez pela cultura.
Já está? Bem me parecia que não ia gostar de ser associado a um
tipo com uma pronúncia daquelas. Relativize, e compre um exemplar
da Gaiola Aberta, do José Vilhena, o único tipo verdadeiramente
culto deste país mal-humorado. Gostaria de ser como o Cristiano
Ronaldo mas tem pés chatos? Não desanime e relativize. Alem de
pagar um balúrdio para ir às meninas, teria que aturar a família
dele (sua) e ouvir a sua (dele) irmã dedicar-lhe
músicas fabulosas. Convenhamos que não há dinheiro no
mundo que compense tal tortura. Junte uns amigos, e vá jogar
futebol de salão que isso passa-lhe. Este texto parece-lhe absurdo,
e de gosto duvidoso? Relativize, leia uma ou duas páginas do Lobo
Antunes (qualquer livro serve) que isso passa-lhe. OPV <span></span></span></p>
<p></p>
<p></p>
				</div>			</content>			<id>http://kaskais.fotosblogue.com/74214/A-relatividade-da-realidade/</id>			<link href="http://kaskais.fotosblogue.com/74214/A-relatividade-da-realidade/" />			<author>				<name>kaskais</name>				<uri>http://kaskais.fotosblogue.com</uri>			</author>			<updated>2009-06-19T21:19:02+02:00</updated>		</entry></feed>