<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom">		<title>http://jmgs.fotosblogue.com</title>		<id>http://fotosblogue.com/</id>		<link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://jmgs.fotosblogue.com/atom.xml" />		<subtitle><![CDATA[Recordar o passado]]></subtitle>		<rights>Copyright (c) 2006, Hi-pi</rights>		<generator>Hi-pi ATOM generator</generator>		<author>			<name>Hi-pi</name>			<uri>http://jmgs.fotosblogue.com</uri>		</author>		<updated>2008-04-09T01:05:33+02:00</updated>		<entry>			<title>9 de Abril de 1942</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><em><span>Nasceu:
Adriano Correia de
Oliveira</span></em></p>
<p></p>
<p>Adriano Correia de Oliveira (Avintes, 9 de Abril de 1942
 Avintes, 16 de Outubro de 1982), foi um musico
portugues e um dos mais importantes interpretes do
fado de Coimbra. Fez parte da gerao de compositores
e cantores de cariz politico, que foram usadas para lutar
contra o Estado Novo e que ficou conhecida como musica de
interveno.</p>
<p>
<em><span>Historia</span></em></p>
<p>
Adriano Maria Correia Gomes de Oliveira nasceu em Avintes, em 9 de
Abril de 1942, no seio de uma familia tradicionalista
catolica. Tirou o curso do liceu no Porto. Em Avintes
iniciou-se no teatro amador e foi co-fundador da Unio
Academica de Avintes. Em 1959 rumou a Coimbra, onde estudou
Direito, tendo sido republico na Real Repubica
Ras-Teparta. Foi solista no Orfeon Academico de
Coimbra e fez parte do Grupo Universitario de
Danas e Cantares e do Circulo de
Iniciao Teatral da Academica de Coimbra.
Tocou guitarra no Conjunto Ligeiro da Tuna Academica. No ano
seguinte editou o primeiro EP acompanhado por Antonio
Portugal e Rui Pato. Em 1963 saiu o primeiro disco de vinil "Fados
de Coimbra" que continha Trova do vento que passa, essa balada
fundamental da sua carreira, com poema de Manuel Alegre, em
consequencia da sua resistencia ao regime Salazarista,
e que as suas movimentaes levaram a gravar, foi o
hino do movimento estudantil.</p>
<p></p>
<p>Alem disso Adriano Correia de Oliveira tornou-se
militante do PCP no inicio da decada de 60. Em 1962,
participou nas greves academicas e concorreu as
eleio
Academica, atraves da lista do Movimento de Unidade
Democratica (MUD).</p>
<p></p>
<p>Em
1967 gravou o vinil "Adriano Correia de Oliveira" que entre outras
cano com
lagrimas.</p>
<p></p>
<p>Quando lhe faltava uma cadeira para terminar o Curso de
Direito, Adriano trocou Coimbra por Lisboa e trabalhou no Gabinete
de Imprensa da Feira Industrial de Lisboa (FIL) e foi produtor da
Editora Orfeu. Em 1969 editou "O Canto e as Armas" tendo todas as
canes poesia de Manuel Alegre. Nesse mesmo ano
ganhou o Premio Pozal Domingues. No ano seguinte sai o disco
de vinil "Cantaremos" e em 1971 "Gente d'Aqui e de Agora", que
marca o primeiro arranjo, como maestro, de Jose
Calvario, que tinha vinte anos. Jose Niza foi o
principal compositor neste disco que precedeu um silencio de
quatro anos. E que Adriano recusou-se a enviar os textos
a Censura.</p>
<p></p>
<p>Em
1975 lano
musical de Fausto e textos de Manuel da Fonseca. Este vinil levou a
revista inglesa Music Week a elege-lo como "Artista do
Ano".</p>
<p></p>
<p>Fundou a Cooperativa Cantabril e publicou o seu
ultimo album, "Cantigas Portuguesas", em 1980. No ano
seguinte, numa altura em que a sua saude ja se
encontrava degradada rompeu com a direco da
Cantabril e ingressou na Cooperativa Era Nova. Em 1982, com
quarenta anos, num sabado, dia 16 de Outubro, morreu em
Avintes, nos brae, vitimado por uma
hemorragia esofagica.</p>
<p></p>
<p><em><span>Albuns</span></em></p>
<p><span><em>1969</em></span></p>
<p></p>
<p>O
canto e as armas
E de subito um sino
Raiz
E a carne se fez verbo
E o bosque se fez barco
Peregrinao
A batalha de Alcacer-Quibir
Regresso
Cano da fronteira
Por aquele caminho
Canto da nossa tristeza
Trova do vento que passa n. 2
As mos
Post-scriptum</p>
<p><em><span>1970</span></em></p>
<p></p>
<p>Cantaremos
Cantar de emigrao
Saudade pedra e espada
Fala do homem nascido
O Sol p'rguntou a Lua
Cano se perder no
mercado da concorrencia
Lagrima de preta
Cano com lagrimas
Cantar para um pastor
Como hei-de amar serenamente
Sapateia
A noite dos poetas</p>
<p><span><em>1971</em></span></p>
<p></p>
<p>Gente de aqui e de agora
Emigrao
E alegre se fez triste
O senhor morgado
Cana verde
A vila de Alvito
Cano simples
Cantiga de amigo
Para Rosalia
Roseira brava
Historia do quadrilheiro Manuel Domingos
Louzeiro</p>
<p><span><em>1975</em></span></p>
<p></p>
<p>Que
nunca mais
Tejo que levas as aguas
O senhor gerente
As balas
No vale escuro
Tu e eu meu amor
Recado a Helena
Dona Abastana
Cantiga de Montemaior
P'ra a frente</p>
				</div>			</content>			<id>http://jmgs.fotosblogue.com/31375/9-de-Abril-de-1942/</id>			<link href="http://jmgs.fotosblogue.com/31375/9-de-Abril-de-1942/" />			<author>				<name>jmgs</name>				<uri>http://jmgs.fotosblogue.com</uri>			</author>			<updated>2008-04-09T01:05:25+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>8 de abril de 1320</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><em><span>Nasceu:
D. Pedro I</span></em></p>
<p></p>
<p>D.
Pedro I (Coimbra, 8 de Abril de 1320 - Estremoz, 18 de Janeiro de
1367) foi o oitavo Rei de Portugal. Mereceu os cognomes de O
Justiceiro (tambem O Cruel, O Cru ou O Vingativo), pela
energia posta em vingar o assassinio de Ines de
Castro, ou de O-Ate-ao-Fim-do-Mundo-Apaixonado, pela
afeio que dedicou aquela dama galega. Era
filho do rei Afonso IV e sua mulher, a princesa Beatriz de
Castela.</p>
<p></p>
<p>Pedro I sucedeu a seu pai em 1357.</p>
<p></p>
<p>Pedro e conhecido pela sua relao
com Ines de Castro, a aia galega da sua mulher
Constana, que influenciou fortemente a politica
interna de Portugal no reinado de Afonso IV. Ines acabou
assassinada por ordens do rei em 1355, mas isso no trouxe
Pedro de volta a influencia paterna. Bem antes pelo
contrario, entre 1355 e a sua ascenso a
coroa, Pedro revoltou-se contra o pai pelo menos duas vezes e nunca
lhe perdoou o assassinato de Ines. Uma vez coroado rei, em
1357, Pedro anunciou o casamento com Ines, realizado em
segredo antes da sua morte, e a sua inteno de a ver
lembrada como Rainha de Portugal.</p>
<p></p>
<p>Este
facto baseia-se apenas na palavra do Rei, uma vez que no
existem registos de tal unio. Dois dos assassinos de
Ines foram capturados e executados (Pero Coelho e
Alvaro Gonalves) com uma brutalidade tal (a um foi
arrancado o corao pelo peito, e a outro pelas
costas), que lhe valeram os epitetos
supramencionados.</p>
<p>
Conta tambem a
tradio que Pedro teria feito desenterrar o corpo da
amada, coroando-o como Rainha de Portugal, e obrigando os nobres a
procederem a cerimonia do beija-mo real ao
cadaver, sob pena de morte. De seguida, ordenou a
execuo de dois tumulos (verdadeiras
obras-primas da escultura gotica em Portugal), os quais
foram colocados nas naves laterais do mosteiro de Alcobaa
para que, no dia do Juizo Final, os eternos amantes,
ento ressuscitados, de imediato se vejam...</p>
<p></p>
<p>Como
rei, Pedro revelou-se um bom administrador, corajoso na defesa do
pais contra a influencia papal (foi ele que promulgou
o famoso Beneplacito Regio, que impedia a livre
circulao de documentos eclesiasticos no
Pais sem a sua autorizao expressa), e justo
na defesa das camadas menos favorecidas da populao.
Na politica externa, Pedro participou ao lado de
Arago de Castela.</p>
<p></p>
<p>D.
Pedro reinou durante dez anos, conseguindo ser extremamente
popular, ao ponto de dizerem as gentes que taaes dez annos
nunca ouve em Purtugal como estes que reinara elRei Dom
Pedro.</p>
<p></p>
<p>Jaz
no Mosteiro de Santa Maria de Alcobaa.

<em><span>Descendencia</span></em></p>
<p></p>
<p><em><span></span></em></p>
<p></p>
<p>Segundo casamento: Constana
Manuel, princesa de Castela (1320-1349)
Luis de Portugal (1340)</p>
<p>Maria, princesa de Portugal
(1342-1367), casada com Fernando, principe de
Arago</p>
<p>Fernando, rei de Portugal
(1345-1383)</p>
<p>Terceiro casamento (?): Ines
de Castro (1320 - assassinada em 1355)</p>
<p>Afonso de Portugal (morto em
criana)</p>
<p>Beatriz, princesa de
Portugal (1347-1381)</p>
<p>Joo, principe
de Portugal (1349-1387)</p>
<p>Dinis, infante de Portugal
(1354-1397)</p>
<p>Teresa
Loureno</p>
<p>Joo I, rei de
Portugal (1357-1433)</p>

Primeiro casamento: Branca, princesa de Castela
(repudiada)


				</div>			</content>			<id>http://jmgs.fotosblogue.com/31374/8-de-abril-de-1320/</id>			<link href="http://jmgs.fotosblogue.com/31374/8-de-abril-de-1320/" />			<author>				<name>jmgs</name>				<uri>http://jmgs.fotosblogue.com</uri>			</author>			<updated>2008-04-09T00:57:06+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>7 de Abril de 1893</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><em><span>Nasceu: Almada Negreiros</span></em></p>
<p>Jose Sobral de Almada Negreiros (Trindade, S.
Tome, 7 de Abril de 1893  Lisboa, 15 de Junho de
1970) foi um artista multidisciplinar, pintor, escritor, poeta,
ensaista, dramaturgo e romancista portugues ligado ao
grupo modernista.
Tambem foi um dos principais colaboradores da Revista
Orpheu.</p>
<p></p>
<p><span><em>Vida</em></span></p>
<p></p>
<p>Era
filho de Antonio Lobo de Almada Negreiros, um tenente de
cavalaria que foi administrador do Concelho de So
Tome, jornalista e fundador de diversos jornais. Uma parte
da sua infancia foi passada em So Tome e
Principe, terra natal da sua me, Elvira
Sobral.</p>
<p></p>
<p>Depois da morte da sua me, em 1896, veio viver
para Portugal; nesta altura, em 1900, o seu pai e nomeado
encarregado do Pavilho das Colonias na
Exposio Universal de Paris, deixando os filhos
Jose e Antonio, ao cuidado dos jesuitas no
Colegio de Campolide.</p>
<p></p>
<p>Em
1911, apos a extino do Colegio de
Campolide dos Jesuitas, Jose entra para a Escola
Internacional de Lisboa, apos uma breve passagem pelo Liceu
de Coimbra. Nesta escola, consegue um espao, onde
ira desenvolver o seu trabalho, publicando ainda nesse ano,
o seu primeiro desenho na revista A Satira e publica o
jornal manuscrito A Parodia, onde e o unico
redactor e ilustrador.</p>
<p></p>
<p>Em
1913 apresenta na Escola Internacional de Lisboa, a sua primeira
exposi aqui
trava conhecimento com Fernando Pessoa, com quem edita a Revista
Orpheu juntamente com Mario de Sa
Carneiro.</p>
<p></p>
<p>Julio Dantas, medico, poeta, jornalista e
dramaturgo, e a maior figura da intelectualidade da
epoca e afirma que a revista e feita por gente sem
juizo. Ironico, mordaz, provocador mesmo, Almada
responde com o Manifesto Anti-Dantas, onde escreve:
...uma gerao que consente deixar-se
representar por um Dantas e uma gerao que
nunca o foi. E um coio d'indigentes, d'indignos
e de cegos, e so pode parir abaixo de zero! Abaixo a
gerao! Morra o Dantas, morra!
Pim!</p>
<p></p>
<p>O
manifesto teve algum impacto no meio artistico; e
tempo de mudar as mentalidades e a sociedade e Almada fa-lo
como poucos, atacando a cultura burguesa instituida e os
seus representantes ao mais alto nivel.</p>
<p></p>
<p>Escreve a novela A Engomadeira, em 1917</p>
<p></p>
<p>Em
1919 vai viver para Paris, onde exerce diversas actividades e
escreve a Histoire du Portugal par coeur. Em Paris, fica apenas
cerca de um ano e quando regressa, vai colaborar com Antonio
Ferro, tendo inclusivamente desenhado a capa do livro deste, Arte
de Bem Morrer.</p>
<p></p>
<p>Em
1927 volta a deixar Portugal, indo desta vez para Espanha, onde
para alem de colaborar com diversas revistas, Almada escreve
El Uno, Tragedia de la Unidad, obra dedicada a
pintora Sarah Afonso, com quem viria a casar em 1934, ja
apos o seu regresso a Portugal.</p>
<p></p>
<p>Em
Portugal ja vigora o Estado Novo e Almada, nacionalista
convicto, comea a ser solicitado para colaborar com as
grandes obras do estado. O Secretariado da Propaganda Nacional
 SPN, encomenda-lhe o cartaz de apelo ao voto na nova
constitui o mesmo secretariado, ira
organizar mais tarde a exposio Almada 
Trinta Anos de Desenho, convidando-o para se apresentar na
exposio Artistas Portugueses no Rio de Janeiro em
1942.</p>
<p></p>
<p>O
SPN viria ainda a atribuir a Almada Negreiros o Premio
Columbano pela sua tela intitulada Mulher.</p>
<p></p>
<p>A
partir daqui, Almada dedica-se principalmente ao desenho e a
pintura: Pinta os vitrais da Igreja de Nossa Senhora de
Fatima, que o publico, agarrado as
tradi pinta o conhecido
retrato de Fernando Pessoa, os paineis das gares
maritimas de Alcantara e da Rocha Conde de
Obidos, pelas quais recebe o Premio Domingos
Sequeira; pinta o Edificio da Aguas Livres e frescos
na Escola Patricio Prazeres; pinta as fachadas dos
edificios da Cidade Universitaria e faz
tapearias para o Tribunal de Contas e para o Palacio
da Justia de Aveiro, entre muitos outros.</p>
<p></p>
<p>Tendo colaborado tanto com o Estado Novo, o que a muita
gente causou estranheza, Almada, no deixaria de
escrever:</p>
<p></p>
<p>As construes do Estado
multiplicam-se, porem, as paredes esto nuas como os
seus muros, como um livro aberto sem nenhuma historia para o
povo ver e fixar.</p>
<p></p>
<p>Em
1954 Almada pinta o celebre retrato de Fernando
Pessoa.</p>
<p></p>
<p>Os
seus ultimos trabalhos, ja com 75 anos, so o
Painel Comeo Calouste Gulbenkian
e os frescos da Faculdade de Ciencias da Universidade de
Coimbra.</p>
<p>Almada Negreiros, morre em 14 de Junho de 1970, de falha
cardiaca, no mesmo quarto do Hospital de So
Luis dos Franceses, onde tambem tinha morrido
Fernando Pessoa.</p>
<p></p>
<p>
<span><em>Obras</em></span></p>
<p><span><em>1915</em></span></p>
<p></p>
<p>- A
Cena do Odio (poesia)
- A Engomadeira (novela)
- O Sonho da Rosa (bailado, realizao)
- Manifesto Anti-Dantas e Por Extenso</p>
<p><span><em>1916</em></span></p>
<p>
- Exposio Amadeo de
Souza Cardoso - Liga Naval de Lisboa"</p>
<p><span><em>1917</em></span></p>
<p>
- Ultimatum as
Geraes Futuristas Portuguesas do Seculo XX
(conferencia, publicada na Portugal Futurista)
- K4, O Quadrado Azul (novela)</p>
<p><em><span>1918</span></em>
</p>
<p>- O
Jardim da Pierrette (bailado)</p>
<p><span><em>1919</em></span></p>
<p>-
Histoire du Portugal par Coeur</p>
<p><span><em>1921</em></span>
</p>
<p>- A
Inveno do Corpo (conferencia)
- A Inveno do Dia Claro</p>
<p><span><em>1924</em></span>
</p>
<p>-
Pierrot e Arlequim (teatro)</p>
<p><span><em>1925</em></span>
</p>
<p>-
Nome de Guerra (romance), so editado em
1938</p>
<p><span><em>1926</em></span></p>
<p>- A
Questo dos Paineis (ensaio)</p>



				</div>			</content>			<id>http://jmgs.fotosblogue.com/31274/7-de-Abril-de-1893/</id>			<link href="http://jmgs.fotosblogue.com/31274/7-de-Abril-de-1893/" />			<author>				<name>jmgs</name>				<uri>http://jmgs.fotosblogue.com</uri>			</author>			<updated>2008-04-07T20:31:45+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>6 de Abril de 1199</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><em><span>Faleceu: Ricardo I de Inglaterra "Corao de Leo"</span></em></p>
<p>Ricardo I (8 de Setembro, 1157 - 6 de Abril, 1199) foi
Duque da Aquitania (1168-1199), Conde de Anjou, Duque da
Normandia e Rei de Inglaterra (1189-1199). Ricardo e
tambem conhecido por varios cognomes, entre eles
Corao (Coeur de Lion, Lionheart), Oc
et No (sim e nal) e Melek-Ric
(Rei-Ric[ardo]) pelos muulmanos do Oriente Medio,
que usavam a sua figura para ameaas que
se portavam mal. Ricardo foi um dos lideres da Terceira
Cruzada e foi na sua epoca considerado como um
heroi.</p>
<p></p>
<p><em><span>Primeiros
anos</span></em></p>
<p>
Ricardo era o terceiro filho de Henrique II de Inglaterra e Leonor
da Aquitania, depois de Guilherme, Conde de Poitiers, que
morreu criana, e Henrique o Jovem. Foi educado
essencialmente pela me e quando Leonor decidiu separar-se
de Henrique II e ir viver em Poitiers no fim da decada de
1170, Ricardo acompanhou-a. Enquanto principe recebeu uma
excelente educao, mas sobretudo voltada para a
cultura francesa. Ricardo nunca aprendeu a falar ingles e
pouca ou nenhuma importancia deu a Inglaterra durante a sua
vida. Essa "negligencia" beneficiou seu irmo
Joo, que posteriormente, quando de sua ausencia, na
terceira cruzada, tenta-lhe ursurpar o poder. Joo
tambem e o responsavel pela Magna
Carta.</p>
<p>
Em 1168 tornou-se Duque da Aquitania em
conjuno com Leonor, no ambito da
politica de Henrique II em dividir os seus
territorios pelos filhos. A medida no obteve os
objetivos esperados porque, em 1173, Leonor e Ricardo foram os
responsaveis por uma revolta generalizada contra Henrique II
que partiu da Aquitania. O rei controlou os motins no ano
seguinte, perdoando a Ricardo e Herique o Jovem, mas encarcerando
Leonor. Talvez por isso e pelo humilhante pedido desculpas a que
foi obrigado, Ricardo nunca se reconciliou totalmente com o pai.
Apos este episodio, Ricardo teve que lidar ele
proprio com diversas revoltas da nobreza da Aquitania
que desejavam ve-lo substituido por um dos
irmos, e que suprimiu com violencia.</p>
<p></p>
<p>Com
a morte de Henrique o Jovem em 1183, Ricardo torna-se no inesperado
sucessor do trono ingles e do Ducado da Normandia. Em 1188,
com a relao dos dois que continuava pessima,
Henrique II considerou que Ricardo no merecia mais a
Aquitania e tentou entregar este ducado a Joo Sem
Terra, o seu filho mais novo. Ricardo, por sua vez, no
gostou de se ver preterido pelo o irmo e preparou-se para
defender o seu territorio, pedindo ajuda a Filipe II de
Frano das
tropas de Henrique II, que acabou por morrer pouco depois de ter
sido derrotado numa batalha em 1189.</p>
<p></p>
<p><span><em>Rei e
Cruzado</em></span>

Ricardo tornou-se ento rei da Inglaterra, duque da
Normandia e conde de Anjou, sucedendo ao pai que detestava, sendo
coroado a 3 de Setembro, na Abadia de Westminster. Livre para
perseguir os seus proprios interesses, Ricardo no
permaneceu muito tempo na Inglaterra. Imediatamente apos a
subida ao trono, comeou a preparar a
expedio a Terra Santa que seria a Terceira
Cruzada. Para tal, no hesitou em esvaziar o tesouro do pai,
cobrar novos impostos, vender titulos e cargos por somas
exorbitantes a quem os quisesse pagar e ate libertar o rei
Guilherme I da Escocia dos seus votos de vassalagem por
cerca de 10,000 marcos. O unico entrave era a ameaa
constante que Filipe II de Frana representava para os seus
territorios no continente, e que Ricardo resolveu
convencendo-o a juntar-se tambem a
cruzada.</p>
<p></p>
<p>A
primeira paragem dos cruzados foi na Sicilia em 1190, onde
Ricardo e Filipe se imiscuiram na politica local,
saqueando algumas cidades de caminho. E nesta altura e por
este motivo que Ricardo compra a inimizade do Sacro Imperio
e nomeia o sobrinho Artur I, Duque da Bretanha como seu
herdeiro.</p>
<p></p>
<p>Em
1191, Ricardo e o seu exercito desembarcam em Chipre devido
a uma tempestade. A presena de tantos homens foi
considerada uma ameaa pelo lider bizantino da ilha,
e em breve os conflitos apareceram. A resposta de Ricardo foi
violenta: no so se recusou a partir, como massacrou
os habitantes das cidades que lhe resistiram, espalhando a
destruio na ilha. Depois do cerco de Cantaras,
Isaac Comemnos abdicou e Ricardo tornou-se no dono de Chipre. Foi
tambem neste ano que casou com a princesa Berengaria
de Navarra, numa unio
produziu descendencia.</p>
<p></p>
<p>Em
Junho de 1191, Ricardo chega a Terra Santa a tempo de
aliviar o cerco de Acre imposto por Saladino. Estava ja sem
aliados, depois de uma serie de desavenas com Filipe
e o duque Leopoldo V da Austria. A sua campanha foi um
sucesso e granjeou-lhe o estatuto de heroi, bem como o
respeito dos adversarios, mas sozinho com o seu
exercito no poderia nunca realizar o seu principal
objectivo de recuperar Jerusalem para o controle
cristo. Alem disso, a influencia de
Joo na politica em Inglaterra e de Filipe II,
demasiado proximo agora da Aquitania e Normandia,
obrigavam um urgente regresso a Europa. No Outono de 1192,
Ricardo iniciou o caminho de volta, depois de se recusar em ver
sequer de longe Jerusalem.</p>
<p></p>
<p>Na
viagem de regresso, Ricardo reencontrou Leopoldo da Austria,
que no lhe havia perdoado os insultos recebidos em Chipre,
foi feito prisioneiro e mais tarde entregue ao imperador Henrique
VI do Sacro Imperio. O seu cativeiro em Durnstein, na
Austria, no foi severo e durante os quatorze meses
em que foi mantido prisioneiro (dezembro de 1192 a 4 de fevereiro
de 1194) Ricardo continuou a ter acesso aos privilegios que
a sua condio de rei determinava. O seu resgate
custou 150 000 marcos ao tesouro de Inglaterra, soma equivalente ao
dobro da renda anual da coroa, o que colocou o pais na
absoluta bancarrota e obrigou a muitos impostos adicionais nos anos
seguintes. Como prova de agradecimento a Deus pela sua
libertao, Ricardo arrependeu-se publicamente dos
seus pecados e foi coroado uma segunda vez. Apesar do
esforo do pais para o libertar, Ricardo abandonou a
Inglaterra de novo ainda no mesmo ano de 1194 para lidar com os
problemas fronteiria nos
territorios do continente. Desta vez para no mais
regressar.</p>
<p></p>
<p>Ricardo morreu como consequencia de ferimentos
provocados por uma seta que o atingiu no abdomen em Abril de
1199. O proprio facto de ter sido atingido naquela zona do
corpo e revelador da sua personalidade. Se tivesse usado uma
armadura nesse dia, no teria morrido. O seu corpo
esta sepultado na Abadia de Fontevraud, junto de Henrique II
de Inglaterra e de Leonor da Aquitania.</p>
				</div>			</content>			<id>http://jmgs.fotosblogue.com/31273/6-de-Abril-de-1199/</id>			<link href="http://jmgs.fotosblogue.com/31273/6-de-Abril-de-1199/" />			<author>				<name>jmgs</name>				<uri>http://jmgs.fotosblogue.com</uri>			</author>			<updated>2008-04-07T20:21:33+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>5 de Abril de 1588</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><em><span>Nasceu:
Thomas Hobbes</span></em></p>
<p></p>
<p>Thomas Hobbes (Malmesbury, 5 de abril de 1588 
Hardwick Hall, 4 de dezembro de 1679) foi um matematico,
teorico politico, e filosofo ingles,
autor de Leviato
(1651).</p>
<p></p>
<p>Na
obra Leviat, explanou os seus pontos de vista sobre a
natureza humana e sobre a necessidade de governos e sociedades. No
estado natural, enquanto que alguns homens possam ser mais fortes
ou mais inteligentes do que outros, nenhum se ergue to
acima dos demais por forma a estar alem do medo de que outro
homem lhe possa fazer mal. Por isso, cada um de nos tem
direito a tudo, e uma vez que todas as coisas so escassas,
existe uma constante guerra de todos contra todos (Bellum omnia
omnes). No entanto, os homens tem um desejo, que e
tambem em interesse proprio, de acabar com a guerra,
e por isso formam sociedades entrando num contrato
social.</p>
<p></p>
<p>De
acordo com Hobbes, tal sociedade necessita de uma autoridade
a qual todos os membros dessa sociedade devem render o
suficiente da sua liberdade natural, por forma a que a autoridade
possa assegurar a paz interna e a defesa comum. Este soberano, quer
seja um monarca ou uma assembleia (que pode ate mesmo
ser composta de todos, caso em que seria uma democracia), deveria
ser o Leviat, uma autoridade inquestionavel. A
teoria politica do Leviat mantem no essencial
as ideias de suas duas obras anteriores, Os elementos da lei
e Do cidado das
relaes entre Igreja e Estado).</p>
<p></p>
<p>Thomas Hobbes defendia a ideia segundo a qual os
homens so podem viver em paz se concordarem em submeter-se a
um poder absoluto e centralizado. Para ele, a Igreja crist
e o Estado cristo formavam um mesmo corpo,
encabeado pelo monarca, que teria o direito de interpretar
as Escrituras, decidir questes religiosas e presidir o
culto. Neste sentido, critica a livre-interpretao
da Biblia na Reforma Protestante por, de certa forma,
enfraquecer o monarca.</p>
<p></p>
<p>Sua
filosofia politica foi analisada pelo estudioso Richard Tuck
como uma resposta para os problemas que o metodo cartesiano
introduziu para a filosofia moral. Hobbes argumenta, assim como os
ceticos e como Rene Descartes, que no podemos
conhecer nada sobre o mundo exterior a partir das impresses
sensoriais que temos dele. Esta filosofia e vista como uma
tentativa para embasar uma teoria coerente de uma
formao social puramente no fato das
impresses por si, a partir da tese de que as
impresso suficientes para o homem
agir em sentido de preservar sua propria vida, e construir
toda sua filosofia politica a partir desse
imperativo.</p>
<p></p>
<p>Tuck
da peso consideravel a segunda parte do
Leviates de
religio, e especificamente da autoridade em assuntos da
fe. Interpretando o livro de Hobbes no contexto da Guerra
Civil Inglesa e perido subsequente, Tuck argumenta que o
Leviat destinava-se a permitir ao monarca exercer
autoridade sobre assuntos de fe e doutrina, e que isso marca
o apoio de Hobbes a politica religiosa da
republica inglesa do pos-guerra.</p>
<p></p>
<p>Hobbes ainda escreveu muitos outros livros falando sobre
filosofia politica e outros assuntos, oferecendo uma
descrio da natureza humana como
cooperao em interesse proprio. Ele foi
contemporaneo de Descartes e escreveu uma das respostas para
a obra Meditaes sobre filosofia primeira, deste
ultimo.</p>
<p></p>
<p><span><em>Biografia</em></span>

Thomas Hobbes
nasceu em Malmesbury, em 5 de abril de 1588. Seu pai, o
vigario de Charlton Wiltshire e Westport, foi forado
a deixar a cidade, abandonando seus tres filhos aos cuidados
de Francis, o irmo mais velho. Hobbes foi educado na igreja
de Westport desde os quatro anos, passando para a escola de
Malmesbury e ento para uma escola privada mantida por um
jovem homem chamado Robert Latimer, um graduando da Universidade de
Oxford. Hobbes era um bom pupilo e por volta de 1603 foi mandado
para Oxford, entrando na Magdalen Hall. O diretor de Magdalen era o
agressivo Puritano John Wilkinson, que tinha uma significativa
influencia sobre Hobbes.</p>
<p></p>
<p>Na
universidade, Hobbes parece ter traado seu proprio
curriculo, pois era "pouco atraido pelo aprendizado
escolastico". Ele no se formou antes de 1608, mas
foi recomendado por Wilkinson como tutor de William, o filho de
William Cavendish, conde de Devonshire, baro de Hardwick,
comeo prolongada com aquela
familia. Hobbes se tornou um companheiro para o jovem
William e ambos tomaram parte em uma grande viagem em 1610. Ele foi
apresentado a metodologia cientifica europeia
continental e a sua critica durante a viagem. Metodos
que contrastavam com a filosofia escolastica que ele
aprendera em Oxford. Seus esforos escolares ate
ento restringiam-se ao cuidadoso estudo de autores
classicos gregos e latinos, a virada se deu, em 1628, a
partir da grande traduo de Tucidides. Hobbes
interpretou que o escrito deste autor, Historia da Guerra do
Peloponesso, demonstrava que um governo democratico
no era
aceitavel. Embora ele se associasse com figuras da
literatura como Ben Jonson e tambem com pensadores como
Francis Bacon, no se dedicou a escrever sobre filosofia
ate 1629 - quando, segundo seu biografo John Aubrey,
que lhe dedicou uma de suas Brief Lives, abriu os Elementos de
Geometria de Euclides a esmo, viu o teorema de Pitagoras,
exclamou: "By God, this is impossible!", mas, lendo a
demonstrao do mesmo e remontando de teorema em
teorema ate o inicio da obra, "apaixonou-se pela
geometria". Seu empregador Cavendish, ento conde de
Devonshire, morrera de peste bubonica em Junho do ano
anterior. A condessa viuva demitiu Hobbes, mas ele logo
encontrou trabalho, de novo como tutor, desta vez para o filho de
Sir Gervase Clifton. Esta tarefa, desempenhada em Paris, terminou
em 1631 quando ele voltou a trabalhar com a familia
Cavendish, como tutor do filho de seu previo pupilo. Pelos
proximos sete anos, enquanto trabalhava como tutor, ele
expandiu seu conhecimento de filosofia. Graas a
descoberta de Euclides, seguida do dialogo com alguns dos
mais importantes pensadores continentais, com quem conviveu, deixou
a perspectiva humanista de comentador ou tradutor dos
classicos e procurou construir uma filosofia "more
geometrico", isto e, pelo modo geometrico, com a
maior solidez conceitual possivel (ver Miriam Reik, The
golden lands of Thomas Hobbes). Visitou Florena em 1636,
visitando Galileu, preso por ordem da Igreja, e depois foi
presena constante nos grupos filosoficos de Paris
junto com Marin Mersenne. De 1637 em diante ele passou a se auto
considerar como filosofo. A convite de amigos comuns,
escreveu as Terceiras Objees as
Meditaes Metafisicas de Descartes, com quem,
na verdade, parece ter-se encontrado apenas uma vez. Nelas,
argumenta que no entende por que "penso, logo existo" e
no "ando, logo existo", demonstrando - ao ver de Descartes,
que se irritou com ele - um desconhecimento completo do movimento
essencial cartesiano, pelo qual a pessoa, ao passar pela
duvida hiperbolica, conquista uma unica
certeza, a de que ela existe enquanto ser que duvida (e portanto
pensa), isto e, como coisa pensante ou "res
cogitans".</p>
<p></p>
<p>Concebe ento um projeto de pesquisa, pelo qual
vai estudar primeiro os corpos, dominio da fisica (o
que o levara mais tarde a seu livro De corpore), depois um
corpo especifico, o humano, dominio do que
chamariamos hoje psicologia (De homine sera o
resultado tardio dessa etapa) e finalmente um homem em particular,
o cidado. O problema e que, enquanto se prepara para
esse longo trajeto, explode a guerra civil inglesa. Carlos I, que
desde 1629 reinava sem convocar parlamentos, se ve sem
recursos para enfrentar seus suditos rebeldes da
Escocia, presbiterianos revoltados contra as tentativas
monarquicas de lhes impor uma organizao
episcopal e um livro de preces anglicano, e e forado
a convocar um Parlamento, unico poder com autoridade para
votar impostos. Este se recusa, uma vez reunido, a votar ajuda ao
rei antes de atendidas suas queixas; Carlos I dissolve o Curto
Parlamento, que tera durado apenas poucas semanas, mas
dai a alguns meses e obrigado a reunir outro, que
sera conhecido como o Longo Parlamento, porque, entre idas e
vindas, somente sera definitivamente dissolvido em 1660.
Hobbes, receoso dos parlamentares que processam e mandam ate
executar defensores do despotismo regio, como o conde de
Stafford, dira mais tarde, em sua autobiografia em versos
latinos, que foi "de todos o primeiro a fugir", seguindo para a
Frana antes mesmo que os dois lados tomem em armas. Isso o
leva, afirma no comeo), a
fazer que o que devia vir no fim (o estudo da politica)
venha no comeo, e saia antes dos dois outros tratados.
Exilado na Frana, e preceptor do principe de
Gales, o futuro Carlos II, mas, dois anos depois de Oliver Cromwell
vencer a guerra civil e executar Carlos I (em 31 de janeiro de
1649), Hobbes publica em Paris o Leviat. Embora defenda um
poder forte, que alguns chamam de absoluto e os comentadores mais
recentes pretendem designar simplesmente de soberano, afirma que o
poder no provem de Deus e sim de um contrato dos
cidados, e que e feito para o bem e a
proteo da vida dos suditos. Mais que isso,
na "Reviso" do livro, Hobbes afirma com
clareza que, se um governante assegura a paz, pouco importa como
ele adquiriu o poder: deve ser obedecido. Essa tese indigna os
monarquistas exilados. Na futura autobiografia em latim, Hobbes
dira que se lembrou da sorte que tiveram dois
emissarios da jovem Republica inglesa, assassinados
um em Paris e outro na Holanda, e decide voltar para casa, onde se
submete a Cromwell e vive tranquilamente ate a
restaurao da dinastia Stuart, em 1660.</p>
<p></p>
<p>Quatro dias depois da volta de Carlos II - diz Aubrey nas
Brief Lives - o rei, passeando de carruagem pelo Strand, em
Londres, ve seu antigo professor e o chama. Convida-o a
frequentar a corte, onde se diverte aulando seus
cortesos contra "o urso", como carinhosamente chama o
ex-mestre, em quem reconhece uma lingua agil e uma
inteligencia rapida. Mas no admite que Hobbes
volte a publicar sobre politica. Como registra C. B.
Macpherson na introduo
do Leviathan (Penguin, 1968), Hobbes precisa reeditar sua principal
obra na Holanda - ou pelo menos dizendo que era na Holanda - e
no sera autorizado a publicar o Behemoth, seu
dialogo em que trata da guerra civil. Curiosamente para um
autor que nos cap. XXX e XLVI do Leviat defendia o poder
dos soberanos para censurar o que deve ou no ser divulgado,
Hobbes tambem edita esse livro. Ainda publicara, nos
seus ultimos anos de vida, um Dialogo entre um
filosofo e um jurista, traduzido em portugues pela
editora Landy, de S. Paulo, no qual procura refutar as teses
principais da common law que ele, como defensor da soberania,
no podia aceitar.</p>
<p></p>
<p>Falece em 1679. Dois anos depois de sua morte, relata
Kenyon em The Stuart Constitution, a Universidade de Oxford manda
queimar sua obra como subversiva - porque ele fora contrario
ao direito divino dos reis, a tese fundamental dos monarquistas da
epoca, sobretudo nesse periodo, em que o rei Carlos
II, no tendo sucessor legitimo com sua esposa a
rainha Catarina, sabe que vai deixar o trono para o irmo
catolico romano, o futuro Jaime II de Inglaterra. Assim,
e curioso que um autor que desde o seu proprio tempo
e visto como favoravel ao absolutismo regio
tenha a obra perseguida justamente por defender teses como a do
contrato social fundando tanto a sociedade quanto o Estado, do
direito de cada sudito a lutar pela propria vida
ate mesmo contra o soberano e do direito de um governante a
seu oficio baseado, no em ser ele vigario de
Deus na Terra, mas no beneficio que proporciona aos
cidados: afinal, Hobbes termina o cap. XIII do
Leviat, uma das passagens mais importantes de toda a sua
obra, dizendo que "as paixes que conduzem os homens
a paz so o medo da morte, o desejo das coisas que
so necessarias para uma vida confortavel e a
esperana de, por sua industria [no sentido de
trabalho, diligencia, operosidade] obte-las. E a
razo sugere artigos de paz adequados com base nos quais os
homens possam ser levados a um acordo." Essa passagem, como tantas
outras, e muito racional para admitir uma
interpretao favoravel ao direito divino dos
reis.</p>
<p></p>
<p><span><em>Obras de Hobbes traduzidas em
portugues</em></span></p>
<p>1) Leviat. Sua obra
mais conhecida. Traduzida por Joo Paulo Gomes Monteiro e
Maria Beatriz Nizza da Silva, em 1974, para a coleo
Pensadores, da editora Abril. E importante notar que a
primeira edio em frances do mesmo livro saiu
somente pela mesma epoca!</p>
<p></p>
<p>2) Do Cidado. A
verso mais conceitual de sua filosofia politica.
Traduzida por Renato Janine Ribeiro para a ed. Martins
Fontes.</p>
<p></p>
<p>3) Da Natureza Humana.
Traduzida por Joo Aloisio Lopes, estudioso de Hobbes
falecido prematuramente.</p>
<p></p>
<p>4) Behemoth ou o Longo
Parlamento. Traduzido por Eunice Ostrensky, com
prefacio, notas e reviso de Renato Janine Ribeiro.
Editora da UFMG.</p>
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