<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom">		<title>http://saf.bloguepessoal.com</title>		<id>http://bloguepessoal.com/</id>		<link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://saf.bloguepessoal.com/atom.xml" />		<subtitle><![CDATA[A vida de uma Adolescente]]></subtitle>		<rights>Copyright (c) 2006, Hi-pi</rights>		<generator>Hi-pi ATOM generator</generator>		<author>			<name>Hi-pi</name>			<uri>http://saf.bloguepessoal.com</uri>		</author>		<updated>2009-08-01T03:14:11+02:00</updated>		<entry>			<title>Entre Medina e Teerão (nas leituras)</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p></p>
<p>Há muito tempo que
não passava por aqui.. Fui aos vossos <strong>blogues</strong> para
me "actualizar"... Já tinha saudades! </p>
<p>As
<strong>férias</strong> estão a ser óptimas! Tenho aproveitado para
fazer aquilo que mais gosto, mas, mesmo assim, parece-me demasiado
<strong>tempo livre</strong> (para quem vivia numa correria entre a
escola, a música, o teatro...). Sobretudo, as férias estão a
ajudar-me a pôr muitas ideias em ordem. Primeiro, aproveito para
fazer uma coisa que gosto muito: <strong>pensar</strong>. Pensar na
<strong>vida</strong>, no <strong>passado</strong>, no
<strong>futuro</strong>, em <strong>mim</strong>, nas pessoas de
quem eu <strong>gosto</strong>, nas pessoas de quem não sou assim
tão <strong>próxima</strong>... Cheguei à conclusão de que, por
vezes, sou demasiado exigente - comigo e com os que me
rodeiam. É melhor esperar o tudo das pessoas que realmente valem a
pena e o nada das pessoas que não me conhecem assim tão bem...
Evito muitas <strong>desilusões</strong> se o fizer. Mas quando é
alguém próximo que me "prega uma rasteira" é difícil aceitar.
Infelizmente, isso vai acontecer-me pela vida toda, mas, por outro
lado, terei sempre pessoas que, aconteça o que acontecer, estarão
sempre do meu lado...</p>
<p>Enfim, vocês já
sabem como são as minhas "<strong>divagações</strong>"...
</p>
<p>Também tenho
aproveitado grande parte do meu tempo para ler. Neste momento,
estou numa de ler sobre o médio oriente e sobre a religião
muçulmana. Li, há umas semanas, um livro muito bom, "<strong>A Jóia
de Medina</strong>", de <strong>Sherry Jones</strong>. É
sobreuma das mulheres do Profeta Maomé, A'isha, que é uma
exemplo de <strong>coragem</strong> e de
<strong>determinação</strong>. Ela ficou noiva do Profeta com seis
anos (e ele tinha quarenta e tal), cumprindoo
<em>purdah</em>, ou seja, não podia sair de casa dos pais; e
casou-se comMaomé aos nove, indo viver com ele uns anos mais
tarde. Ela admirava Maomé e este, pelo que dá a entender no livro,
amava-a, apesar de, a nós, que temos uma cultura ocidentalizada e
que estamos numa época históricacompletamente diferente
(isto passou-se entre 619 e 632), nos parecer muito estranho, esse
amor - dada a <strong>enorme</strong> diferença de idades. Ele teve
outras mulheres (ao todo, teve 12 - no livro, essas mulheres são
referidas, sempre com bastantes rivalidades entre elas, já que
A'ishaser a <em>hatun</em> do
<em>harim</em>, ou seja, a mulher mais importante, que era superior
a todas as outras pois atribuía as tarefas do <em>harim</em>), mas
<strong>A'isha</strong> era muito especial:Maomé ensinou-a a
combater, quando ela ainda era uma criança,e ela salvou-lhe a
vida numa luta (uns anos mais tarde - e já num outro livro - A'isha
combate na primeira guerra civil islâmica, que originou a divisão
entre os <strong>xiitas</strong> e os <strong>sunitas</strong>).
Este livro é a história dela desde os seis (quando cumpre o
<em>purdah)</em> até aos dezanove anos (quando Maomé morre). Irá
sair um segundo volume com a continuação da história davida
de A'isha."A Jóia de Medina" é um livro exótico, de grande
beleza, entusiasmantee fundamental para compreender melhor a
religião <strong>muçulmana</strong> e para conhecer melhor o
<strong>Profeta Maomé</strong> - apesar de sercentrado na
pessoa de A'isha, poiso narrador é Autodiegético.
</p>
<p>Entretanto, já li
outro livro chamado "<strong>Lua-de-mel em Teerão</strong>", de uma
jornalista, <strong>Azadeh Moaveni</strong>. É uma mistura de
comentário <strong>político</strong>, crítica
<strong>social</strong> e história de <strong>amor</strong>. A
escritora é uma das poucas correspondentes americanas autorizadas a
trabalhar no <strong>Irão</strong> e já escreveu outros livros
bastante controversos -<em>Lipstick
Jihad</em> e é co-autora, com o Nobel da Paz Shirin Ebadi, de
<em>Iran Awakening</em>. "Lua-de-mel em Teerão" fala da vida da
autora no Irão, centrando-se no período de 2005 (quando regressa ao
Irão para cobrir as <strong>eleições presidenciais</strong> e acaba
por ficar lá a viver) a 2007 (quando decide ir viver para Londres).
Fala da esperança delaem mudar o Irão (alguns episódios
retratados no livro acerca das <strong>mulheres</strong> iranianas
e do modo como são tratadas são... inaceitáveis e revoltantes),
fala do seu crescimento pessoal, da descoberta do amor, do
"desencantamento" para com o país e até com a religião... O livro
faz-nos compreender como é a vida política e social no Irão,
faz-nos ver a realidade sem "floreados", mas também, sem o exagero
dos noticiários.</p>
<p><strong>Desejo-vos boas
leituras e boas férias.</strong> </p>
<p></p>
				</div>			</content>			<id>http://saf.bloguepessoal.com/193305/Entre-Medina-e-Teer-o-nas-leituras/</id>			<link href="http://saf.bloguepessoal.com/193305/Entre-Medina-e-Teer-o-nas-leituras/" />			<author>				<name>saf</name>				<uri>http://saf.bloguepessoal.com</uri>			</author>			<updated>2009-08-01T02:53:24+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>O Homem e o Sonho</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p></p>
<p>O que é o sonho, afinal? Será uma segunda
dimensão da nossa vida? Será uma ponte para o futuro? Será uma
ambição desiludida? Será a ilusão humana do idealismo como regra de
vida? Será a fronteira entre o «eu gostava de ser» e o «eu
sou»?</p>
<p><strong>O sonho comanda a
vida.</strong></p>
<p>Sem sonhar, onde estaria o Homem?</p>
<p>Provavelmente, estaria numa caverna qualquer, sem
descobrir a palavra, feito de pensamentos desalinhados.</p>
<p>O problema é que houve uma altura em que o Homem
deixou de pensar em si como palavra singular do pluralpara se
aproximar do egoísmo.</p>
<p>O meu sonho é que os seres humanos não sejam
separados pela cor, raça, etnia, sexo, por opções ou
ideias.</p>
<p></p>
<p><strong>O Homem
nasceu para ser livre e para sonhar, pois só um homem livre
consegue sonhar e só um homem que sonha é que pode ser
livre.</strong></p>
<p></p>
				</div>			</content>			<id>http://saf.bloguepessoal.com/138012/O-Homem-e-o-Sonho/</id>			<link href="http://saf.bloguepessoal.com/138012/O-Homem-e-o-Sonho/" />			<author>				<name>saf</name>				<uri>http://saf.bloguepessoal.com</uri>			</author>			<updated>2009-08-01T03:13:30+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Amália Rodrigues</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p></p>
<p>Palavras para quê? É
a nossa <strong>diva</strong>, quer se goste de
<strong>fado</strong>, quer não.</p>
<p>Levou a alma
<strong>portuguesa</strong> aos quatro cantos do
<strong>mundo</strong>!</p>
<p>Era uma daquelas
personalidades que adorava ter conhecido pessoalmente. Eu tinha
seis anos quando essa grande senhora partiu, mas a sua
<strong>voz</strong> estará sempre viva, não só em Portugal como em
todo o mundo.</p>
<p>A
<strong>Amália</strong> mudou o fado. Isso todos nós sabemos. Mas a
sua <strong>vida</strong> privada não é assim tão conhecida pelo
público...</p>
<p>Quando vi que ia
estrear no cinema um <strong>filme</strong> sobre a Amália fiquei
muito curiosa para o ver.</p>
<p>E <strong>gostei
bastante</strong> do filme - retrata principalmente essa vida que o
público não conhece tão bem. Acho que a actriz <strong>Sandra
Barata Belo</strong> vai muito bem, sente aquilo que faz e isso foi
o princípio daquilo que julgo ter sido um grande desempenho num
papel tão difícil de desempenhar como o da Amália. O resto do
<strong>elenco</strong> é também muito bom, contando com nomes como
Ricardo Carriço (César Seabra), António Pedro Cerdeira (Ricardo
Espírito Santo), José Fidalgo (Francisco Cruz), Ricardo Pereira
(Eduardo Ricciardi), Carla Chambel (Celeste Rodrigues), entre
outros... Destaco aqui também o desempenho da actriz <strong>Ana
Padrão</strong> (que faz de mãe da Amália) que saiu do registo a
que estamos habituados avê-la na televisão e faz o seu papel
de uma maneira brilhante, porque dá <strong>credibilidade</strong>
à frieza que a mãe tinha para com Amália. A
<strong>realização</strong> do filme também é muito boa. Carlos
Coelho da Silva (o realizador)fez, na minha opinião, um
óptimo trabalho.</p>
<p>Discuti certos
aspectos do filme com o meu melhor amigo que anda na Escola de
Teatro de Cascais. Eu aprendo muito com ele e discutir pontos de
vista é sempre muito produtivo porque percebemos certos pormenores
do filme que nos tinham escapado.</p>
<p>Este filme é
<strong>profundo</strong> e retrata de uma maneira
<strong>sensível</strong> e <strong>interessante</strong> aquela
que foi «<strong>uma estranha forma de vida</strong>».</p>
<p>Aconselhoo
filme a todos.</p>
				</div>			</content>			<id>http://saf.bloguepessoal.com/117951/Am-lia-Rodrigues/</id>			<link href="http://saf.bloguepessoal.com/117951/Am-lia-Rodrigues/" />			<author>				<name>saf</name>				<uri>http://saf.bloguepessoal.com</uri>			</author>			<updated>2009-01-06T20:53:36+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Natal - um estado de espírito</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p></p>
<p>Olá a todos! Há muito tempo que não passava por
cá e já tinha saudades de escrever e principalmente de ver os
vossos <strong>blogues</strong> com temas tão actuais, tão
interessantes, tão sensiveis e que eu tanto gosto de ler!
Digam o que disserem, nós,
<strong>portugueses</strong>, somos um povo cheio de
<strong>talento</strong> e de <strong>sensibilidade</strong>
artísitica e podemos comprovar isso com os variados blogues desta
"comunidade".</p>
<p>O <strong>Natal</strong> está a chegar... Começa
a correria louca para comprar os presentes, começa a ouvir-se
canções alusivas a esta quadra, as pessoas tornam-se, de repente,
mais simpáticas... Infelizmente, nesta quadra também há muita
hipocrisia e fazem-se coisas que deviam ser realizadas ao longo do
ano. As pessoas não devem ajudar-se umas às outras apenas nesta
altura do ano, isso deve ser um processo contínuo, que dura
<strong>365 dias</strong>.</p>
<p>Para além disso, eu acho que, de ano para ano, as
pessoas estão a ficar cada vez mais <strong>despreocupadas</strong>
com tudo e todos, cada vez mais (eu não gosto desta palavra, mas
não encontro nenhuma expressão melhor)
<strong>alienadas</strong>.</p>
<p>Até parece que esta época serve apenas de
desculpa para o <strong>consumismo</strong>... que serve só para
olharmos para o nosso umbigo... Mas não! O Natal deve ser a época
em que estamos mais abertos à <strong>partilha</strong> e
<strong>entreajuda</strong> (apesar de, como já referi, achar que
isso deveria acontecer todo o ano).</p>
<p>Penso também que a <strong>magia</strong> do
Natal para as crianças (sim, porque a quadra natalícia é vivida
sobretudo para as crianças) se está a perder. Eu só tenho quinze
anos mas vejo por algumas <strong>crianças</strong> (felizmente não
são todas) que a magia está a desaparecer e que as coisas que eu
vivi tão intensamente, elas já não as vivem (mas deviam viver,
porque essa magia teve um papel muito importante no meu
<strong>crescimento</strong> e, no fundo, é uma metáfora). Às
vezesporque os pais não sabem transmitir essa magia, bem como
a principal mensagem do Natal (que não são os
presentes).</p>
<p>Felizmente, ainda há algumas famílias que vivem o
Nataltransmitindo as suas <strong>mensagens</strong> e a sua
<strong>magia</strong>.</p>
<p>Não nos podemos esquecer que existem muitas
pessoas que não vão poder passar o Natal com os seus, algumas nem
sequer o vão passar no quentinho do seu lar, mas isso acontece
durante todo o ano: há pessoas que não tem comida, há pessoas que
não têm um tecto, há pessoas solitárias.</p>
<p><strong>Está nas
nossas mãos transformar o Natal e todo o seu espírito num modelo
para o dia-a-dia!</strong></p>
<p></p>
<p><strong>Boas
Festas</strong></p>
				</div>			</content>			<id>http://saf.bloguepessoal.com/114362/Natal-um-estado-de-esp-rito/</id>			<link href="http://saf.bloguepessoal.com/114362/Natal-um-estado-de-esp-rito/" />			<author>				<name>saf</name>				<uri>http://saf.bloguepessoal.com</uri>			</author>			<updated>2008-12-22T18:48:49+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>De mãos dadas</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>Um dia, quando eu tinha uns seis ou sete anos,
estava a brincar com os meus amigos no recreio da escola. As
brincadeiras de sempre, as brincadeiras de crianas... Uma
colega de outra turma veio ter connosco e perguntou:</p>
<p>- Posso brincar com voces?</p>
<p>Um colega meu respondeu muito
prontamente:</p>
<p>- No! <strong>Tu es
preta</strong>!</p>
<p>E continuou a brincar, como se tivesse afastado
uma mosca ou um insecto insignificante. Eu, naquele momento,
so conseguia <strong>por-me no lugar dela</strong> e
pensar no que ela deveria estar a sentir. Senti-me como se fosse
ela, senti que tinha sido eu a ser afastada. <strong>Os olhos dela
estavam colados ao cho nos
quisessem encarar, talvez por vergonha, talvez por
tristeza.</p>
<p>Tive pena dela, por estar a ser posta de lado,
mas tive ainda mais <strong>pena dele, por ser to
ignorante.</strong></p>
<p>So sei que no pensei em mais nada.
Dei-lhe a mo e disse:</p>
<p>- Vamos brincar para outro lado.</p>
<p><strong>Ela sorriu</strong>, como se eu lhe
estivesse a fazer um favor. Duas amigas minhas seguiram-nos e
estivemos a brincar durante todo o intervalo juntas.
Brincamos naquele dia, no dia seguinte, e no seguinte e no
seguinte... e em muitos outros dias.</p>
<p>Num desses dias, esse colega magoou-se e
<strong>ela foi a primeira a ir
ajuda-lo</strong>.</p>
<p>Ele percebeu que tinha sido parvo e ficou muito
tocado com o gesto dela. <strong>Pediu-lhe desculpa</strong>. Ele
percebeu que <strong>ela era boa pessoa e que isso e que
importava, no a cor da pele</strong>. E pode-se dizer que
ficaram amigos, a partir desse dia.</p>
<p>Lembro-me muito deste
episodio...</p>
<p>As criano maldosas, mas elas
 tudo o que acontece a sua volta.
<strong>Se os pais forem racistas, elas tambem
so</strong>. E assim e gerado um ciclo vicioso em
que, verdade seja dita, no interessa realmente se e
<strong>preto, branco ou amarelo</strong>. Interessa a
sensao de superioridade e o prazer de se espezinhar
e humilhar alguem. <strong>A
hipocrisia</strong> e levada a extremos, bem como a falsa
sensao de termos tudo sob controlo.</p>
<p>Hoje em dia, <strong>o racismo ainda
existe</strong>. Sob muitas formas, sob muitos preconceitos.
Ha racismo <strong>por causa da cor, da religio, da
opo sexual</strong>... <strong>Ha muitas
causas</strong>, ha muitas consequencias. A
Historia da Humanidade esta cercada de conflitos e de
guerras que tiveram origem no racismo. Mas <strong>esta nas
nossas mos alterar o final da
historia...</strong></p>
<p></p>
<p><strong>Nunca devemos
desprezar quem esta ao nosso lado.</strong></p>
<p></p>
				</div>			</content>			<id>http://saf.bloguepessoal.com/44391/De-m-os-dadas/</id>			<link href="http://saf.bloguepessoal.com/44391/De-m-os-dadas/" />			<author>				<name>saf</name>				<uri>http://saf.bloguepessoal.com</uri>			</author>			<updated>2008-04-18T20:44:57+02:00</updated>		</entry></feed>