<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0">	<channel>		<title>[bloguepessoal.com] pauloborges : <![CDATA[OS ANOS DE OURO DO CINEMA PORTUGUÊS]]></title>		<link>http://pauloborges.bloguepessoal.com</link>		<description><![CDATA[OS ANOS DE OURO DO CINEMA PORTUGUÊS]]></description>		<language>pt</language>		<copyright>Copyright (c) 2006, Hi-pi</copyright>		<generator>Hi-pi RSS 2.0 generator</generator>		<docs>http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss</docs>		<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 14:59:24 +0200</pubDate>		<image>			<title>pauloborges.bloguepessoal.com</title>			<link>http://pauloborges.bloguepessoal.com</link>			<url>http://static.blogstorage.hi-pi.com/bloguepessoal.com/p/pa/pauloborges/images/mn/1196027680_regular.jpg</url>		</image>		<item>			<title><![CDATA[CENA DO FILME "VENDAVAL MARAVILHOSO"]]></title>			<description><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Uma noite, no final do espectáculo, Eugénia prepara-se para sair do camarim. Castro Alves já tinha saído com um grupo de admiradores. A costureira pergunta-lhe:- O Senhor Alves já saiu! A Senhora quer que a acompanhe?- Não. Vou só. Obrigada! &ndash; Responde Eugénia.- Boa noite, minha senhora... - Diz a costureira saindo do camarim.Eugénia pega numas flores, apaga o candeeiro e sai. Furtado surge ao seu encontro. - Boa noite! Venho incomodar-te? &ndash; Pergunta Furtado.- Ah, és tu? Obrigada por estas flores e pelo teu bilhete! &ndash; Responde Eugénia, que pensava ser Castro Alves.- Quis que soubesses que alguém dava valor à tua parte no espectáculo! - É natural que as palmas fossem para o autor da peça!- É original esse autor, que rouba os papéis aos artistas, em plena representação, e se põe a declamar dum camarote! &ndash; Replica Furtado.- É um estreante. Não conhece os costumes do teatro! &ndash; Responde Eugénia.- Estiveste esplêndida!- Obrigada!- Disseram-me que o ajudaste a fazer a peça!- Não é verdade. Animei-o apenas. Tenho mais experiência de teatro!- És muito generosa. Quando penso que uma mulher como tu gasta a sua juventude nesta mediocridade!- Por Deus, Furtado! Eu não me queixo de ninguém!- Nem é preciso. Basta olhar para ti! Trouxe-te isto, é o ordenado do teu último mês. Com a precipitação, nem o levantaste. O raposo fez questão que o recebesses. Lembrei-me... até... se quiseres alguns vestidos do teu guarda-roupa... estão ás tuas ordens!- Não, obrigada, não é preciso!- Como te vi com esse vestido de há tanto tempo... julguei, desculpa!- És cruel!- Sou teu amigo! Perdoa-me. Bem, deixo-te! &ndash; Despede-se Furtado.- Adeus &ndash; despede-se Eugénia prendendo as lágrimas.- Tu sofres! Mas és ainda mais orgulhosa do que infeliz!- Sou uma pobre mulher... Adeus!CONTINUA...</p>]]></description>			<link>http://pauloborges.bloguepessoal.com/228661/CENA-DO-FILME-VENDAVAL-MARAVILHOSO/</link>			<comments>http://pauloborges.bloguepessoal.com/CENA-DO-FILME--VENDAVAL-MARAVILHOSO--21112009-145923-lp-228661.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://pauloborges.bloguepessoal.com/228661/CENA-DO-FILME-VENDAVAL-MARAVILHOSO/</guid>			<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 14:59:23 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[AMÁLIA RODRIGUES E PAULO MAURICIO EM "VENDAVAL MARAVILHOSO"]]></title>			<description><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Dr. Lopes consulta Castro Alves, que está sentado numa janela.- Repouso. E nada de excessos! Nada de comoções que fatiguem esse coração! &ndash; Aconselha o médico.- Dizer a um poeta que não tenha comoções! &ndash; Responde Castro.- Dizer a um poeta que tenha juízo! &ndash; Replica o Médico.O médico sai aconselhando Eugénia a cuidar de Castro Alves. Eugénia acede.1868, Rio de Janeiro. Castro e Eugénia encontram-se nessa cidade, pois esperam por Machado de Assis, para que Castro lei um dos seus poemas. Mas é Carnaval, e Castro rapidamente é atraído para o meio da rua, para participar na folia carnavalesca. Eugénia fica no «Hall» do Hotel. De repente Machado de Assis chega.- O Senhor Machado de Assis! &ndash; Diz Eugénia.- O próprio! &ndash; Responde espantado Machado de Assis.- Sou Eugénia Câmara. Castro Alves saiu há minutos. Foi comprar tabaco!- Saiu? &ndash; Pergunta machado.- Ele nunca tinha visto o Carnaval Fluminense! É uma festa que tem muito significado para os escravos. Vedo-lhe a alegria, é que nós compreendemos como seriam felizes se lhes déssemos aquilo a que têm direito!Machado de Assis despede-se de Eugénia, prometendo voltar na terça-feira. Eugénia preocupada com a demora de castro, sai na rua à sua procura. Mas nesse instante aparece Castro esbaforido. Após as apresentações, Castro lê para Machado de Assis a sua obra intitulada: «Gonzaga» ou «A Revolução de Minas».O tempo passa. Um grande cartaz anuncia no Teatro S. José o regresso da actriz Eugénia da Câmara. O cartaz anuncia: &ldquo;Empresa Eugénia Câmara. Entra em cena o primeiro actor brasileiro, Joaquim Augusto Ribeiro de Sousa. Pela primeira vez, o drama histórico em 4 actos, de grande aparato, original do Senhor António de Castro Alves. «Gonzaga» ou «A Revolução de Minas». Recebem-se encomendas no teatro.&rdquo;A peça é um êxito. A multidão aplaude entusiasticamente, gritando:- O Autor! O autor!Castro Alves vem ao palco e recebe uma enorme ovação. Mas Eugénia não recebe aplausos. Sai e entra no seu camarim. Castro vai atrás dela.- Os homens riem-se de mim. As mulheres desprezam-me. A gente rica, essa odeia-me! &ndash; Desabafa Eugénia.- Diz antes: os homens invejam-me e as mulheres invejam-te. Eis tudo! &ndash; Responde Castro.E mais uma vez acabam a noite a discutir.CONTINUA...</p>]]></description>			<link>http://pauloborges.bloguepessoal.com/228485/AM-LIA-RODRIGUES-E-PAULO-MAURICIO-EM-VENDAVAL-MARAVILHOSO/</link>			<comments>http://pauloborges.bloguepessoal.com/AMaLIA-RODRIGUES-E-PAULO-MAURICIO-EM--VENDAVAL-MARAVILHOSO--20112009-205534-lp-228485.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://pauloborges.bloguepessoal.com/228485/AM-LIA-RODRIGUES-E-PAULO-MAURICIO-EM-VENDAVAL-MARAVILHOSO/</guid>			<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 20:55:34 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[CENA DO FILME "VENDAVAL MARAVILHOSO"]]></title>			<description><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A partir daí, o movimento abolicionista ganha novo fôlego. Alguns escravos negros fogem de algumas fazendas como de Jurabá e de Muritiba, e escondem-se sob os cuidados da Sociedade Abolicionista, de que fazem parte Castro Alves e seus companheiros de faculdade. Mas, as dificuldades são muitas. O dinheiro não chega para sustentar e manter escondidos tantos escravos. Castro promete ajudar mais. Dirige-se para casa e procura por uma caixa onde tem guardado uns botões de punho em ouro. Eugénia observa.- Não devem estar aí! &ndash; diz Eugénia.- Não faz mal! Vendo estes, que têm mais ouro e não me fazem falta! Tenho pena, porque era de meu pai! &ndash; Responde Castro pegando nos botões.- Ainda devem precisar bastante. Tanta gente a sustentar! &ndash; E pegando num dos seus colares, oferece a Castro dizendo para o levar, e não vender os seus botões de punho.- Não, não aceito. Não consinto!- Aceita! É por esses desgraçados!- Tens razão, que importa tudo mais? Parece que te amo mais profundamente assim, sabendo que tu sofres por ser minha!Os dois abraçam-se e beijam-se. Graças ao dinheiro e víveres arrecadados, os negros podem fugir para o Sul.O tempo passa. Certa noite, Castro Alves veste-se elegantemente para uma festa em sua homenagem. Eugénia triste, recusa-se a ir, pois não foi convidada. Castro sai. Eugénia levanta-se, chama a criada, arruma uma maleta e sai de casa dirigindo-se para o Hotel da cidade. Nesse ínterim, Castro reencontra seus amigos estudantes e decidem fazer uma serenata a Eugénia pela valiosa ajuda monetária que ela tivera dado para a fuga dos escravos. Castro fica espantado quando a criada lhe diz que a Sr.ª saiu de casa para o hotel. Corre para lá.- A Sr.ª D. Eugénia Câmara? &ndash; Pergunta Castro ao porteiro.- Quarto 18. Mas a esta hora? Deu ordem para não receber ninguém! &ndash; Responde o porteiro.Mas Castro sobe as escadas e bate violentamente na porta. Eugénia abre a porta e Castro entra.- O que significa isso? &ndash; Pergunta Castro.- Significa que eu preciso de estar só! Tenho o direito de me isolar e de viver a minha vida, quando tu vives a tua! &ndash; Responde Eugénia.- Eugénia! &ndash; Diz Castro com a voz fraca.- Não! Tenho-me dedicado a ti, quando tu vives para todas as mulheres e não para mim só. Que eu renuncie a tudo que me é caro e a que fui habituada, pouco te importa! Tu, sempre tu! E eu, uma dente muitas! Então não me peças que eu seja tudo, que eu te obedeça como uma escrava! A tua indiferença, a minha indiferencia!Castro enquanto escuta Eugénia, começa a sentir-se mal. Ofegante, leva a mão ao peito. A cabeça tomba para trás.- O que tens? Estás doente? &ndash; Pergunta Eugénia correndo para ele.Castro cai no chão. Eugénia grita desesperada:- Meu Deus, mas que tens tu? Meu amor! Socorro, um Médico! &ndash; grita correndo para a porta.CONTINUA...</p>]]></description>			<link>http://pauloborges.bloguepessoal.com/228201/CENA-DO-FILME-VENDAVAL-MARAVILHOSO/</link>			<comments>http://pauloborges.bloguepessoal.com/CENA-DO-FILME--VENDAVAL-MARAVILHOSO--19112009-110045-lp-228201.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://pauloborges.bloguepessoal.com/228201/CENA-DO-FILME-VENDAVAL-MARAVILHOSO/</guid>			<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 11:00:45 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[CASTRO ALVES RECITA OS VERSOS DO POEMA "O NAVIO NEGREIRO"]]></title>			<description><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A partir dessa data, Castro Alves começa a declamar de forma mais contínua os seus poemas de libertação. O seu sucesso é enorme, seja entre estudantes, seja no meio de burgueses ricos. Certa noite, no meio de uma sala cheia de burgueses ricos, Castro termina de recitar um de seus poemas, toda a gente o aplaude. Uma dama dirige-se a Castro Alves:- Senhor Castro Alves, esteve maravilhoso! Quer escrever um pensamento em meu álbum?- O que se pensa ao pé de si, minha senhora, não se pode escrever! &ndash; Responde Castro.Eugénia separada pela avalanche de admiradoras, sente-se deslocada. Outra admiradora de Castro diz:- Galanteador de engenho!- Simples escravo! Mas desta escravatura não peço a abolição! &ndash; Responde Castro.Eugénia, despeitada, levanta-se e vai para outra sala só. Castro segue-a:- O que foi? &ndash; Pergunta Castro.- Nada, não foi nada! &ndash; Responde Eugénia enxugando uma lágrima.- Chorando?- Nada. A chorar porquê?- Vem, quero-te ao pé de mim. Vou dizer-lhes &ldquo;O Navio Negreiro&rdquo;! Já que querem poesia, vão ouvi-lo!- Aqui? Mas esta gente fulmina-te!- Vem!Dirigindo-se para o meio da sala cheia de gente, castro começa a dizer:- Senhoras e Senhores! Pedem-me uns versos! Um escravo me contou, ainda há pouco, a sua odisseia num navio negreiro. Um escravo que morreu a meus pés! Lembro agora a sua figura para vos dizer esta poesia, que é escrita só para os que têm coração!E começa a recitar, diante daquela gente espantada.«Era um sonho dantescoQue dos luzernos avermelha o brilho,Em sangue a se banhar.Tinir de ferros, estalar de açoite,Legião de homens negros como a noite,Horrendos a dançar»«Negras mulheres, suspendendo as tetas,Magras crianças, cujas bocas pretas,Rega o sangue das mães.Outras moças, mas nuas e espantadas,No turbilhão dos espectros arrastadas,Em ânsia e mágoas vãs.»Castro Alves termina de recitar, com os olhos rasos de água, no meio de expressões aterrorizadas no auditório.CONTINUA...</p>]]></description>			<link>http://pauloborges.bloguepessoal.com/227885/CASTRO-ALVES-RECITA-OS-VERSOS-DO-POEMA-O-NAVIO-NEGREIRO/</link>			<comments>http://pauloborges.bloguepessoal.com/CASTRO-ALVES-RECITA-OS-VERSOS-DO-POEMA--O-NAVIO-NEGREIRO--18112009-004838-lp-227885.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://pauloborges.bloguepessoal.com/227885/CASTRO-ALVES-RECITA-OS-VERSOS-DO-POEMA-O-NAVIO-NEGREIRO/</guid>			<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 00:48:38 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[CENA DO FILME "VENDAVAL MARAVILHOSO"]]></title>			<description><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Enquanto o escravo
fugitivo conta a sua história, os soldados, na mata, procuram-no,
até que avistam ao longe a casa de castro e Eugénia. Dentro de
casa, Castro dá água ao escravo. Nisto entra a criada negra
gritando:
- Sinhá, andam homens na cerca!
- São eles, me querem matar! &ndash; Responde aflito o
escravo.
- Silêncio! Aqui não te farão mal! (dirigindo-se para a negra)
&ndash; Leva-o por aquela porta!
- Que horror, esconde-o! &ndash; Suplica Eugénia.
O Capitão do Mato, seguido dos soldados, chega à porta da casa de
Castro:
- Boas noites! Desculpe senhor! Um negro fugiu do nosso grupo.
Vimos perseguindo-o até aqui! Entrou com certeza!
- Não vimos entrar ninguém! Quem procuram? &ndash; Pergunta
Castro.
- Um negro, alto, um malandro, que foi pago e bem pago e meu senhor
não o pode perder. Vivo ou morto, temos que o levar! O Senhor
desculpe!
- Aqui não está ninguém! Procurem na cerca, por ali! &ndash;
Responde Castro apontando para a porta oposta àquela por onde saiu
o negro.
- Com licença do senhor, vou antes de volta!
- Mas não quero que pise essas plantas! &ndash; Suplica
Castro.
- Eu vou direitinho! &ndash; Responde cinicamente o capitão.
O negro, vendo o Capitão encaminhar-se na sua direcção, foge numa
correria doida. Os soldados o perseguem. Castro e Eugénia correm
até á cerca. O negro corre, enquanto os soldados continuam a
persegui-lo. O negro chega a uma cachoeira, ouve tiros. Ao ver que
está cercado, olha para o céu, faz o sinal da cruz. Ouve-se um
tiro. O negro cai na cachoeira.
Eugénia virando-se para Castro diz:
- Que desgraçado! Viste como olhou o céu antes de morrer?
- Para que os ensinam a crer em deus, se lhes negam tudo quanto
Deus ensina? &ndash; Responde Castro.
- Já não posso viver em alegria nesta casa. Tenho remorsos da nossa
felicidade diante de tanta desgraça! Porque deixaste de os
defender? &ndash; Pergunta Eugénia.
- Porque não acredito. Ninguém me escuta! Todos têm medo, e o crime
continua!
- Mas só a tua voz poderá fazer o milagre de abrir o coração dessa
gente! Como é possível que se tratem assim, ainda, os homens, como
animais ferozes?
- Tenho feito tudo!
- Mas é preciso continuar a lutar!
Castro olha para Eugénia, espantado:
- Sim! Talvez tenhas razão! Mesmo sem fé na vitória, é preciso
lutar!
- Com fé! Tarde ou cedo te ouvirão. Eu acredito em Deus!
- Se Deus nos ouvir!...

CONTINUA...</p>
]]></description>			<link>http://pauloborges.bloguepessoal.com/227589/CENA-DO-FILME-VENDAVAL-MARAVILHOSO/</link>			<comments>http://pauloborges.bloguepessoal.com/CENA-DO-FILME--VENDAVAL-MARAVILHOSO--16112009-221912-lp-227589.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://pauloborges.bloguepessoal.com/227589/CENA-DO-FILME-VENDAVAL-MARAVILHOSO/</guid>			<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 22:19:12 +0200</pubDate>		</item>	</channel></rss>