<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0">	<channel>		<title>[bloguepessoal.com] michael : <![CDATA[Os novos modernos]]></title>		<link>http://michael.bloguepessoal.com</link>		<description><![CDATA[Os novos modernos]]></description>		<language>pt</language>		<copyright>Copyright (c) 2006, Hi-pi</copyright>		<generator>Hi-pi RSS 2.0 generator</generator>		<docs>http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss</docs>		<pubDate>Sat, 27 Oct 2007 21:35:05 +0200</pubDate>		<item>			<title><![CDATA[toca-me - o poema sem rosto]]></title>			<description><![CDATA[<p><strong>Querem trocar-me os
sonhos</strong></p>
<p><strong>Querem vender-me um mundo
em sombras</strong></p>
<p><strong>querem amputar-me a
respiração, dilacerar</strong></p>
<p><strong>                                           
 a minha voz, construir-me</strong></p>
<p><strong>                                                                           um
palácio de imagens corrosivas</strong></p>
<p><strong>querem ver-me debaixo das
luzes para me decapitarem quando revelar</strong></p>
<p><strong>o
mundo</strong></p>
<p><strong>querem fazer-me regredir
ao escuro do mundo que já passou</strong></p>
<p><strong>querem-me vulgar,
sórdido, no cortume do superficial</strong></p>
<p><strong>querem-me no joguete dos
bobos, no circo dos garimpeiros</strong></p>
<p><strong>querem queimar-me
a  lira, </strong></p>
<p><strong>                                             
afogar as minha palavras, </strong></p>
<p><strong>                                                                                     
calar os jograis,</strong></p>
<p><strong>enforcar os
trovadores  </strong></p>
<p><strong>querem-me frio e cinzento
quando eu sou lava do vulcão, arco-</strong></p>
<p><strong>íris entumescido, as asas de uma
nave</strong></p>
<p><strong>sem destino que
não o da única viagem, a dos
nossos sentidos</strong></p>
<p><strong>querem que eu seja cores
sem poesia, querem que eu mergulhe cego na noite da
religião alínigena dos</strong></p>
<p><strong>valores da mentira,
querem colocar-me a torre de babel nas mãos e
cravá-la no meu coração e
sangrar,</strong></p>
<p><strong>sangrar sem
prazer,</strong></p>
<p><strong>querem que eu seja a
puta, o padre, a cafetina, </strong></p>
<p><strong>querem que eu
relate o que todos sabem</strong></p>
<p><strong>                           
que imponha uma voz morta</strong></p>
<p><strong>                                     
que abandone os meus pensamentos e coloque-os no altar da
ilusão</strong></p>
<p><strong>                                                 
querem que eu seja peça de
engrenagem </strong></p>
<p><strong>                                             
querem que eu toque o piano três vezes antes de te ter uma
última vez</strong></p>
<p><strong>                   
querem que eu transforme os meus sonhos numa valeta
de ossos abandonados aos cães raivosos</strong></p>
<p><strong>querem-me afastar de
ti</strong></p>
<p><strong>                                      
de mim que ainda sei quem sou</strong></p>
<p><strong>                                                                                                
querem que eu morra tão infeliz</strong></p>
<p><strong>toca-me</strong></p>
<p><strong>Miguel
Graça</strong></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p><strong>  </strong></p>
<p><strong>  </strong></p>
]]></description>			<link>http://michael.bloguepessoal.com/9555/toca-me-o-poema-sem-rosto/</link>			<comments>http://michael.bloguepessoal.com/toca-me---o-poema-sem-rosto-27102007-210111-lp-9555.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://michael.bloguepessoal.com/9555/toca-me-o-poema-sem-rosto/</guid>			<pubDate>Sat, 27 Oct 2007 21:01:11 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Primeiro - o poema infinito]]></title>			<description><![CDATA[<p>primeiro o que te faz mudar o
mundo</p>
<p>primeiro  o corpo suado de
tanto querer</p>
<p>primeiro o sorriso esplendoroso
do minuto seguinte</p>
<p>primeiro o corpo
inflamado no rio dos teus olhos</p>
<p>primeiro ter-te sem
saber o que é ter alguém</p>
<p>primeiro ser a tua
insónia, o teu pesadelo, o teu sonho, a tua
manhã quente na minha cama fria </p>
<p>primeiro a vontade
poderosa de revelar o gesto</p>
<p>primeiro dizer o teu nome
e levantarem-se as asas</p>
<p>primeiro gritar a tua voz
e acordar o deserto</p>
<p>primeiro desenhar na tua
mão o caminho da madrugada</p>
<p>primeiro escrever-te na parede
e despertarem os homens</p>
<p>primeiro escrever a
canção que danças no infinito</p>
<p>primeiro esquecer as datas e
pernoitarmos no rasto do cometa</p>
<p>primeiro abrir os
braços e sentir-te casto depois de teres sido a
vida</p>
<p>primeiro inundar-te o peito
de gotículas de estrelas</p>
<p>primeiro o meu sangue a
esvaziar-se no teu umbigo</p>
<p>primeiro a
denúncia do sofrimento nos escombros do teu
leito</p>
<p>primeiro a minha
saliva na caverna das tuas
sombras      </p>
]]></description>			<link>http://michael.bloguepessoal.com/8320/Primeiro-o-poema-infinito/</link>			<comments>http://michael.bloguepessoal.com/Primeiro---o-poema-infinito-20102007-211951-lp-8320.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://michael.bloguepessoal.com/8320/Primeiro-o-poema-infinito/</guid>			<pubDate>Sat, 20 Oct 2007 21:19:51 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Diga mezanine sempre que estiver aflitinho por não ter assunto]]></title>			<description><![CDATA[<p>Não fosse esta ciática
extemporânea que tem destruído literalmente a minha
humilde vida social, e teria ouvido muito mais vezes a palavra
mezanine. A palavra e o seu conteúdo estão a
tornar-se no cartão de apresentação de muitas
das pessoas com que eu tenho colidido. Ora, veja-se. Mezanine toda
a gente sabe o que é.É o nome de um dos álbuns
dos Massive attack. Também é o nome
de uma livro.Mas o que toda a
gente passou a saber é que mais do que ser "an
intermediate floor between main floors of a building", é o
que está cravado na boca , língua, camisa,
calças e ténis, de tudo o que é rapaziada
avisada. Também aqui se prova que os novos modernos mais do
que aspirarem a ter um mezanine numa zona tida como mais
interessante de Lisboa, gostam à portuguesa de
antecipar a sua própria história pessoal falando
aberta e subliminarmente dos sonhos mais profundos em
relação à arquitectura que projectam como
a mais desejada.  </p>
<p>Miguel Graça com Wikipedia</p>
<p> </p>
]]></description>			<link>http://michael.bloguepessoal.com/7460/Diga-mezanine-sempre-que-estiver-aflitinho-por-nao-ter-assunto/</link>			<comments>http://michael.bloguepessoal.com/Diga-mezanine-sempre-que-estiver-aflitinho-por-n-o-ter-assunto-13102007-165746-lp-7460.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://michael.bloguepessoal.com/7460/Diga-mezanine-sempre-que-estiver-aflitinho-por-nao-ter-assunto/</guid>			<pubDate>Sat, 13 Oct 2007 16:57:46 +0200</pubDate>		</item>	</channel></rss>