<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom">		<title>http://mendes.bloguepessoal.com</title>		<id>http://bloguepessoal.com/</id>		<link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://mendes.bloguepessoal.com/atom.xml" />		<subtitle><![CDATA[Mutendamente Falando]]></subtitle>		<rights>Copyright (c) 2006, Hi-pi</rights>		<generator>Hi-pi ATOM generator</generator>		<author>			<name>Hi-pi</name>			<uri>http://mendes.bloguepessoal.com</uri>		</author>		<updated>2009-11-18T08:45:47+01:00</updated>		<entry>			<title>Não és nada!(1)</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><span>Por <strong><span>MENDES
MUTENDA</span></strong></span></p>
<p></p>
<p></p>
<p><span><span>Joaquim Salvador em
prefácio do livro Planície Sem Fim, do Sociólogo,
Elísio Macamo, diz o seguinte: não assumas verdades feitas
porque alguém as afirmou, o que quer dizer, devemos
interrogar tudo que está pela nossa frente. É dentro deste espírito
que ao lermos, ou ao olhar tudo, o sentido crítico deve estar
presente. Porque é a partir da crítica que podemos avançar para
qualquer desafio de
desenvolvimento.</span></span></p>
<p><span><span>Coisas não criticadas são, acima de tudo, imaturas. A
academia é um dos locais onde se aprende a criticar. A partir do
momento em que alguém aprende que não é o sol que gira em torno da
terra, mas sim ao contrário, estamos aqui a dar a este estudante
instrumentos de defesa para que olhe as coisas como elas são e não
de uma forma
supérflua.</span></span></p>
<p><span><span>A palavra NADA pode ser logo à partida uma palavra nada.
Onde quero chegar? Vamos a isso. Do ponto de vista gramatical pode
ser tanto para descrever a falta de argumentos, como algo que não
se encaixou no pretendido. Por exemplo: <strong><em>Mendes, durante a sua intervenção no
texto, não disse nada</em></strong>. Quer dizer, aqui há uma
situação em que Mendes terá proferido um discurso que não era o
esperado; que não tem nada a ver com o tema em debate; escassez de
argumentos no discurso; ou mesmo, na linguagem matemática, um
vazio.</span></span></p>
<p><span><span>Acho que é mau dizer a alguém que não disse
nada, enquanto na verdade disse algo que, se calhar, não
terá caído bem ao destinatário. Vejam só, o facto do articulista
que é acusado de não ter dito nada, ter tirado uma palavra, ele
disse algo.</span></span></p>
<p><span>A aplicação da palavra nada é, em grande
medida, uma injustiça, ou seja, desconsidera tudo ou o esforço que
a pessoa faz, fez, em detrimento do vazio.</span></p>
<p><span>Há coisas muito piores que já ouvi em discussões, até
familiares, dizeres do género, que logo à priori parecem de pouca
relevância, mas à posterior colocados à reflexão são um atentado à
estabilidade dos lares, das amizades, dos colegas; até mesmo a
relação entre o trabalhador e o patrão. Da mulher ao esposo,
vice-versa: <strong><em>
na verdade, aqui no lar não és
nada</em></strong>.</span></p>
<p><span>Dito por alguém com quem em comunhão são pais de filhos,
que impacto social tem isso na discussão, até ao resto da vida,
depois dos nervos baixarem?</span></p>
<p><span>Se for uma frase proferida por uma mulher, o homem
 se for moçambicano  pode duvidar da paternidade
biológica dos filhos. Se for um discurso proferido por um homem, a
mulher  se for moçambicana  dentre outras
interrogações, pode pensar que ela é um mero instrumento de
fabricar e cuidar dos filhos em casa. Duma ou de outra forma esta
palavra nada reduz à zero tudo o que a pessoa faz,
presente ou não a pessoa, quer dizer que não faz falta naquele
círculo.</span></p>
<p><span>A palavra nada foi apenas um intróito de
tantas que me parecem bonitas, e são, mas quando empregues numa
dada situação podem trazer consequências drásticas à pessoas em
nosso redor.</span></p>
<p><span>A palavra é um elemento transformador do mundo. Sem ela
não há graça de sermos seres humanos. Cada palavra tem a sua
utilidade lógica, mas quando empregue noutras situações pode
realçar um certo comportamento, tornamo-nos inimigos um do
outro.</span></p>
<p><span>Vou ter que interromper por aqui, pois alguém disse-me
que os textos eram longos. Esta <em>postagem</em> é apenas a primeira
parte, o nada ainda tem mais
argumentos.</span></p>
<p><span>Até aos comentários.</span></p>
<p></p>
<p></p>
<p></p>
<p></p>
				</div>			</content>			<id>http://mendes.bloguepessoal.com/227753/N-o-s-nada-1/</id>			<link href="http://mendes.bloguepessoal.com/227753/N-o-s-nada-1/" />			<author>				<name>mendes</name>				<uri>http://mendes.bloguepessoal.com</uri>			</author>			<updated>2009-11-18T08:45:34+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Recordando</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><span>Por <strong>Teresa
Lafuente</strong></span></p>
<p></p>
<p><span> lugares
onde uma pessoa gostaria sempre de
voltar.</span></p>
<p><span>Infelizmente, a maior parte
das vezes, fica-se pelas intenções.</span></p>
<p><span>Contudo, quando esses
lugares ficam perto, ésempre possível, voltar as vezes que
nos apetecer.</span></p>
<p><span>Foi o
que fiz, um dia destes, com a minha filha e o meu
genro.</span></p>
<p><span>Atestei
o depósito do carro, verifiquei o ar dos pneus e apanhada a
auto-estrada, lá me virei aos cerca de cento e tal quilómetros, até
à cidade de Coimbra.</span></p>
<p><span>Coimbra, é uma cidade que
vale a pena.</span></p>
<p><span>Durante
a semana, toda ela fervilha de movimento, ou não fosse uma cidade
universitária.</span></p>
<p><span>A mim o
que me encanta, é toda a zona
ribeirinha.</span></p>
<p><span>Aquele
rio Mondego, a ligar as duas margens, permite-nos momentos
únicos.</span></p>
<p><span>As duas
margens, foram recuperadas e a ligá-las uma lindíssima ponte
pedonal.</span></p>
<p><span>Ambos
os espaços, foram recuperados de modo a que as pessoas possam
desfrutar dos seus parques, das suas zonas verdes, dos seus bares e
restaurantes, ali mesmo aos pés do Mondego que corre majestoso e
diria mesmo, vaidoso.</span></p>
<p><span>A
cidade antiga, toda ela parece pendurada, terminando láno
alto com o relógio da Universidade, mais conhecido pela
cabra -.</span></p>
<p><span>Subir
as suas ruas estreitas, éum descobrir constante de
pormenores, mas também um exercício constante aos músculos das
pernas, mas vale sempre a pena!</span></p>
<p><span>Casas
de fachadas antigas, algumas bem recuperadas, os mais variados
monumentos, igrejas monumentais, museus, uma variedade de opções
para descobrir a cidade e ficar a conhecê-la
melhor.</span></p>
<p><span>Visitei o Convento de
Santa Clara a Velha. A última vez que o visitara, foi nos idos anos
de setenta.</span></p>
<p><span>O
Convento, estava parcialmente debaixo de água desde 1600, devido a
sucessivas cheias.</span></p>
<p><span>Com
exaustivos trabalhos de recuperação, apresenta-se em todo o seu
esplendor ao visitante.</span></p>
<p><span>A
recuperação do Convento e do seu espaço envolvente convidam ao
recolhimento, e são um regalo para a vista, pois todo ele está
envolvido numa zona atapetada de
verde.</span></p>
<p><span>Ali
perto, o Portugal dos Pequeninos. Não me perguntem porquê, mas
sempre que vou a Coimbra, passo por lá. Talvez porque me consiga
sentir uma menina ainda. Gostamos de nos enganar,
nãoé?</span></p>
<p><span>O rio
Mondego, conhecido pelo Bazófias, porque no Verão,
secava muito, correndo num fiozinho de água e no Inverno galgava
desmesuradamente as suas margens, corre agora sereno por entre os
canais que as mãos humanas construíram, deixando de ser
fanfarrão.</span></p>
<p><span>Vale a
pena, dar uma voltinha num barco de fundo chato, com o nome de
Bazófias e percorrer parte do rio e ver a
cidade de outra perspectiva.</span></p>
<p><span>Interessante verificar que
ao longo das margens, existem vários pequenos cais, com barquitos
ancorados, alguns pescadores àpesca da linha e muitos
patinhos com as mais variadas
plumagens.</span></p>
<p><span>Chama
também a atenção, encontrar bandos de gaivotas a sobrevoar o rio,
apesar de ainda se estar a uns quilómetros do mar; mas é uma
surpresa agradável.</span></p>
<p><span>À
tardinha, gosto de me sentar numa esplanada, tomar um chá e
saborear, um manjar branco, uma arrufada ou um pastel de
Santa Clara. Receitas conventuais, simples nos ingredientes, à base
de ovos e açúcar, mas ricas na
confecção.</span></p>
<p><span>Não deixo nunca de me
sentar no CaféSanta Cruz. Imperdível. (aqui) *</span></p>
<p><span>Instalado numa antiga igreja
desactivada, éde visita obrigatória pela sua arquitectura,
pela decoração do interior e pelo
ambiente.</span></p>
<p><span>Exausta
de tanto caminhar, ànoite gosto de me sentar a saborear uma
boa refeição e para mim nunca pode falhar à mesa, a chanfana de
cabrito, ou a sopa de pedra, ou o javali, entre outros, rematado
por um delicioso, arroz doce de
Coimbra.</span></p>
<p><span>Típica é a Tasca do Zé
Manel dos ossos. Só passando por lá. Por tudo quanto é canto,
objectos antigos e montes de folhas de papel escritas, tabuletas,
bicharocos e outras quejandas, em equilíbrios impossíveis. Surreal!
(aqui)</span></p>
<p><span>Retirei
ao acaso este exemplo. Não deixem de pesquisar! Uma delícia de
local!</span></p>
<p><span>Mas,
Coimbra, é sobretudo o seu fado.</span></p>
<p><span>Ligado
àcantado exclusivamente por
homens, por norma, estudantes que, envergam o traje universitário,
cruzando as suas capas negras sobre o peito. Os músicos, acompanham
o fadista com guitarra, portuguesa ou clássica, também chamada de
viola.</span></p>
<p><span>O fado
cantava-se nas ruas, em ambiente escuro, sendo comum haver
serenatas às janelas das amadas.</span></p>
<p><span>Hoje, restaurantes, tascas
e bares, proporcionam a todos, a possibilidade de se deleitarem com
este tipo de música que sóem Coimbra, pode ser
verdadeiramente saboreado, não havendo em mais lado algum, nada que
se aproxime desta melodia inconfundível.(aqui)</span></p>
<p><span>Por mais que volte a
Coimbra, fico sempre com a vontade de regressar e não consigo
deixar de ter a bailar na minha mente a música da canção
Coimbra é uma lição, na voz inconfundível de Amália
Rodrigues que, partilho convosco.(aqui)</span></p>
<p><span>Sou
feliz voltando aos lugares que me dizem alguma coisa e onde me
senti bem, sozinha ou acompanhada.</span></p>
<p><span>Descubram Coimbra, como
puderem e sejam felizes, onde quer que estejam.
</span></p>
				</div>			</content>			<id>http://mendes.bloguepessoal.com/226660/Recordando/</id>			<link href="http://mendes.bloguepessoal.com/226660/Recordando/" />			<author>				<name>mendes</name>				<uri>http://mendes.bloguepessoal.com</uri>			</author>			<updated>2009-11-13T10:42:02+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Bom e mau-humor</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><span>Por
<strong>Teresa
Nunes</strong></span></p>
<p></p>
<p><span><span>Quando chegam os dias de chuva, cinzentos e
húmidos, fico com um mau -humor, medonho.</span></span></p>
<p><span>Não me apetece sair
de casa, parece atéque me sinto a encolher e toda eu pareço
envolta em penumbra.</span></p>
<p><span>Esta situação
aborrece-me sobremaneira, atéporque acho que se deve pôr cara
alegre perante as adversidades.</span></p>
<p><span>Chego a ter inveja
das pessoas bem-humoradas, sempre com um sorriso nos lábios e muito
simpáticas.</span></p>
<p><span>Mas eis que
descobri que, ser mal-humorado tem as suas
vantagens.</span></p>
<p><span>Um estudo publicado
na revista cientifica Australian Science diz que ,o cérebro das
pessoas mal-humoradas, promove melhores estratégias de
processamento de informação o que as leva a lidar melhor com
situações difíceis.</span></p>
<p><span>Os mal-humorados
são menos ingénuos, têm mais memória e uma capacidade mais
desenvolvida para julgar os outros.</span></p>
<p><span>São mais atentos,
cautelosos e racionais.</span></p>
<p><span>Dir-se-ia que, os
bem-humorados, estão mais desatentos, são mais ingénuos e como mais
confiantes, relaxam mais facilmente e baixam a
guarda.</span></p>
<p><span>Custa-me assumir
que, muitas vezes sou mal-humorada e evito expôr publicamente esse
mal humor, porque não devemos maçar os outros com os nossos
problemas  resquícios da educação que recebi em pequena
-.</span></p>
<p><span>Mas pensando
melhor, a minha faceta de bom  humor, tem-me trazido alguns
contratempos, diria antes que me tem colocado em situações em que
penso para comigo : estavas tão bem calada!</span></p>
<p><span>Realmente reconheço
que nessas situações actuo por impulso, sendo menos ponderada e
mais confiante, pondo em evidencia o meu lado de bem-humorada, ou
tentado sê-lo.</span></p>
<p><span>Senão
vejamos:</span></p>
<p><span>- um dia, entro numa loja de roupa e dirigindo-me
à funcionária da caixa para pagar, reparo que ela tem ao
peito um crachat com um nome.</span></p>
<p><span>Bem  humorada, digo-lhe que o nome é muito
bonito e ingenuamente pergunto-lhe:</span></p>
<p><span>- Éo seu nome?</span></p>
<p><span>De semblante carregado, responde-me que éo
nome da loja.</span></p>
<p><span>Ups!... penso eu, estavas tão bem
calada!</span></p>
<p><span>-um dia, entro numa
loja de antiguidades e sou atendida por uma jovem, a quem perguntei
o preço de uma peça em exposição. Como ela não sabia, disse-lhe que
perguntasse ao pai, um srº bem mais velho que estava no fundo da
loja.</span></p>
<p><span>Mal-humorada,
respondeu-me que aquele srº era o seu
marido.</span></p>
<p><span>Ups! ... pensei
eu, estavas tão bem calada!</span></p>
<p><span>Agora, reflectindo
melhor, se deixasse de tentar ser sempre bem-humorada, entraria nas
lojas e faria como os meus filhos me
dizem:</span></p>
<p><span>- Limita-te ao
essencial!</span></p>
<p><span>E nãoque
têm razão...mas há coisas que são inevitáveis e intrínsecas a
cada ser humano.</span></p>
<p><span>Por mais que tente ser
mal-humorada, não consigo e por mais que tente ser uma pessoa
ponderada e contida, nem sempre vou
conseguir.</span></p>
<p><span>Felizmente, o mesmo
estudo também revela que, a alegria anda de mão dada com a
criatividade, a flexibilidade e a
cooperação.</span></p>
<p><span>E nãoque
os antigos continuam a ter razão neste e noutros casos? Nem
tanto à terra, nem tanto ao
mar</span></p>
<p><span>Assim sendo, posso
afirmar com alguma certeza que uma pitada de bom -humor e outra de
mau - humor, na vida de cada um de nós, trará pela certa o sabor da
tristeza, mas também o da alegria.</span></p>
<p><span>Tão certo como
continuar a chover, a estar um tempo húmido e cinzento, a fazer
frio, mas com a certeza de que o tempo bom, volta sempre.
</span></p>
<p></p>
<p></p>
<p></p>
<p></p>
				</div>			</content>			<id>http://mendes.bloguepessoal.com/225513/Bom-e-mau-humor/</id>			<link href="http://mendes.bloguepessoal.com/225513/Bom-e-mau-humor/" />			<author>				<name>mendes</name>				<uri>http://mendes.bloguepessoal.com</uri>			</author>			<updated>2009-11-09T14:35:14+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Democracia moçambicana</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><strong><span>Por ARTUR
MANJATE*</span></strong></p>
<p></p>
<p><span><span>
Aprendi que democracia é o governo no qual o poder e a
responsabilidade cívica são exercidos por todos os cidadãos,
directamente ou através dos seus representantes, livremente
eleitos. Democracia é um conjunto de princípios e práticas que
protegem a liberdade humana, é a institucionalização da
liberdade.</span></span></p>
<p><span>
É exactamente aqui onde queria chegar: liberdade. No passado dia 28
de Outubro os moçambicanos foram às urnas e livremente elegeram os
seus representantes no Parlamento, elegeram o Presidente da
República e os membros das assembleias
provinciais.</span></p>
<p><span>
Em liberdade, ditada pela democracia, as pessoas acordaram cedo e
foram aos postos de votação, cientes de que estavam a exercer um
dos direitos consagrados na Constituição da República: eleger e ser
eleito.</span></p>
<p><span>
Tem que ficar claro e bem assente nos nossos políticos que a
democracia baseia-se nos princípios do governo da maioria,
associados aos direitos individuais e das
minorias.</span></p>
<p><span>
No conceito geral todas as democracias, embora respeitem a vontade
da maioria, protegem escrupulosamente os direitos fundamentais dos
indivíduos e das minorias. Isso está previsto na nossa
lei-mãe.</span></p>
<p><span>
A descentralização e concentração do poder até aos distritos, com
alocação de fundos de iniciativa local, faz parte prática
democrática, entendendo que o governo local deve ser tão acessível
e receptivo às pessoas quanto possível.</span></p>
<p><span>
Tenho estado a aprender que uma das principais funções da
democracia é proteger direitos humanos fundamentais como a
liberdade de expressão e de religião, o direito a protecção legal
igual e a oportunidade de organizar e participar plenamente na vida
política, económica e cultural da sociedade.</span></p>
<p><span>
Os políticos moçambicanos deviam ser os principais promotores da
cultura da democracia no nosso país, que pressupõe a eleição livre,
sem medo de errar sob pena de ver o país a arder.</span></p>
<p><span>
O que acontece no nosso país não foi inventado por moçambicanos,
existem há muitos e longos anos pelo mundo fora. A democracia
moçambicana conduz-nos regularmente às eleições livres e justas,
abertas a todos os cidadãos.</span></p>
<p><span>
Creiam, senhores políticos, as eleições numa democracia não podem
ser fachadas, atrás das quais se escondem ditadores, mas
verdadeiras competições pelo apoio do povo, tal como vimos durante
a campanha eleitoral, ao longo dos 45 dias que a lei moçambicana
estabelece.</span></p>
<p><span>
Está claro para todos que a democracia sujeita os governos ao
Estado de Direito e assegura que todos os cidadãos recebam a mesma
protecção legal e que os seus direitos sejam protegidos pelo
sistema judiciário.</span></p>
<p><span>
Os cidadãos numa democracia não têm apenas direitos, têm o dever de
participar no sistema político que, por seu lado, protege os seus
direitos e as suas liberdades. Mas há quem pensa que o povo, que
participa nas eleições não tem olhos para ver. Simplesmente vai a
votos e não consegue ver o que se passa em cada mesa. Por isso,
inventam fraude, engendram fraude, para justificar insucessos nas
urnas.</span></p>
<p><span>
Meus caros, as sociedades democráticas empenham em preservar
valores da tolerância, da cooperação e de compromisso. As
democracias reconhecem que chegar a um consenso, requer compromisso
e que isto nem sempre é realizável.</span></p>
<p><span>
Tiremos ilações nas palavras de Mahatma Gandhi, quando disse:
a intolerância é em si uma forma de violência e um obstáculo
ao desenvolvimento do verdadeiro espírito democrático, como
acontece com alguns políticos da nossa praça, que se limitam a
criticar e a inventar cenários inexistentes, para justificar o seu
fracasso.</span></p>
<p><span>
Espero que haja bom senso, que os candidatos perdedores reconheçam
a derrota, pois isso reflecte a vontade popular, em função da
mensagem que receberam dos eleitos.</span></p>
<p><span>
Viver em democracia é aceitar o veredicto popular, saído do
sufrágil universal, reconhecido em todo o mundo.</span></p>
<p><span>
Estamos juntos!</span></p>
<p><strong><em><span>- * Jornalista, Diário de
Moçambique</span></em></strong></p>
<p></p>
<p></p>
<p></p>
<p></p>
				</div>			</content>			<id>http://mendes.bloguepessoal.com/224365/Democracia-mo-ambicana/</id>			<link href="http://mendes.bloguepessoal.com/224365/Democracia-mo-ambicana/" />			<author>				<name>mendes</name>				<uri>http://mendes.bloguepessoal.com</uri>			</author>			<updated>2009-11-05T07:54:19+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Eleições, vitória, Dhlakama belicista e a incoerência</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><strong><span>Por Mendes
Mutenda</span></strong></p>
<p></p>
<p><strong><span>ELEIÇÕES, VITÓRIA,
DHLAKAMA BELICISTA E A INCOERÊNCIA.</span></strong> <span>Antes de mais nada,
porque o tempo é escasso, tenho que felicitar os moçambicanos que
responderam positivamente ao chamamento de ir votar no dia 28 de
Outubro último e desta forma, souberam entregar o poder, aos que
mereceram o ditado popular da democracia <strong>a maioria é que
vence</strong>. Ao que tudo indica, as <strong>ELEIÇÕES</strong> foram pacificas,
o que quer dizer não houve razões de dimensão do país que
precisaram da Força de Intervenção Rápida (FIR) para dar cobro a
uma dada situação de intimidação de votantes, como tem sido hábito
em países com democracia para o <strong>inglês
ver</strong>.</span></p>
<p><span>Há duas maneiras de interpretar a
<strong>VITÓRIA</strong> da
Frelimo e do seu candidato, Armando Emílio Guebuza. A primeira é de
que a Frelimo é que fez, tem obra feita, até porque,
o manifesto deste partido bem como o compromisso de Armando
Guebuza, consta mais o que os seus Governos eleitos desde 1994
fizeram e pouco se diz daquilo que vão fazer nos próximos cinco
anos; a segunda interpretação é mais africana de que só ganha quem
tem poder. O poder aqui deve ser visto como a robustez financeira e
militar. O poder em democracias tremidas, muitas vezes, só ganha
aquele que logo a priori está instalado, uma vez que a resistência
a mudança dos povos revela-se de uma forma
acentuada.</span></p>
<p><span>Numa abordagem mais africana, há razões
mais que suficientes para legitimar a eleição da Frelimo e Guebuza.
Guebuza foi quem mais presença teve a nível das províncias e
distritos do país ao longo dos cinco anos de combate à pobreza, nem
que seja uma presença sem muitas mudanças para a vida
socio-económica das comunidades mais vulneráveis. Num tom irónico
tem si dito: <strong>apesar de tudo... a
Frelimo e Guebuza são vencedores das eleições de 2009<span></span><span>.</span></strong></span></p>
<p><span>Volto à carga: em democracias
tremidas... quando alguém como Afonso <strong>DHLAKAMA</strong> perde de forma
desastrosa como esta, há sempre o culpado (fraude). E esta maneira
de reconhecer a derrota enquadra-se perfeitamente na manifestação
da hipocrisia. Acusar os outros e justificar as nossas acções. Quer
dizer <strong>nós
somos perfeitos e os outros são os culpados pelos nossos
fracassos</strong>.</span></p>
<p><span>Dhlakama torna-se inimigo da democracia,
quando para além de ter a natureza de não reconhecer os resultados
prolifera palavras violentas e, acima de tudo, belicistas de quem a
arma de fogo é única maneira de subir ao trono, uma vez quando,
esgotado o combate do argumento político, a desestabilização do
país é forma fácil justificar aos militantes, mais uma derrota,
originado, arrisco, da teimosia do líder que chora a paternidade da
democracia em Moçambique.<span></span></span></p>
<p><span>
O pior de tudo é ser um <strong>DHLAKAMA BELICISTA</strong> e
incoerente. Dhlakama declarou a imprensa após ter exercido o seu
direito de votar que tudo estava a andar muito bem e que os órgãos
eleitorais estavam de parabéns. E mais <strong>quem ganhou, ganhou e quem
perdeu, perdeu... com uma organização dessa temos que
reconhecer os resultados</strong> disse Dhlakama. Para 24
horas depois da votação já a serem projectados os primeiros dados
indicando uma pesada e humilhada derrota ao candidato presidencial
da Renamo, Afonso Dhlakama, assustar às pessoas com declarações do
tipo <strong>caso
alguém (Frelimo) faça nos perder as eleições vamos
incendiar o país</strong>. Aí está a <strong>INCOERÊNCIA</strong>.</span></p>
<p><span>
Dhlakama afirma uma coisa num dado momento
para minutos depois se contradizer. Ele gaba de viva voz que ele é
o pai da democracia em Moçambique, ele é democrata, mas a verdade é
única, senhor Dhlakama antidemocrático, os democratas não apelam à
violência, às armas de fogo muito menos partir o Secretariado
Técnico de Administração Eleitoral (STAE), mas sim apelam a paz e o
diálogo. <strong>ELEIÇÕES, VITÓRIA, DHLAKAMA BELICISTA E A
INCOERÊNCIA</strong> (<strong>cont.</strong>) </span></p>
<p></p>
				</div>			</content>			<id>http://mendes.bloguepessoal.com/223757/Elei-es-vit-ria-Dhlakama-belicista-e-a-incoer-ncia/</id>			<link href="http://mendes.bloguepessoal.com/223757/Elei-es-vit-ria-Dhlakama-belicista-e-a-incoer-ncia/" />			<author>				<name>mendes</name>				<uri>http://mendes.bloguepessoal.com</uri>			</author>			<updated>2009-11-02T10:30:26+01:00</updated>		</entry></feed>