<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom">		<title>http://mendes.bloguepessoal.com</title>		<id>http://bloguepessoal.com/</id>		<link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://mendes.bloguepessoal.com/atom.xml" />		<subtitle><![CDATA[Mutendamente Falando]]></subtitle>		<rights>Copyright (c) 2006, Hi-pi</rights>		<generator>Hi-pi ATOM generator</generator>		<author>			<name>Hi-pi</name>			<uri>http://mendes.bloguepessoal.com</uri>		</author>		<updated>2009-11-11T07:17:46+01:00</updated>		<entry>			<title>Bom e mau-humor</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><span>Por
<strong>Teresa
Nunes</strong></span></p>
<p></p>
<p><span><span>Quando chegam os dias de chuva, cinzentos e
húmidos, fico com um mau -humor, medonho.</span></span></p>
<p><span>Não me apetece sair
de casa, parece atéque me sinto a encolher e toda eu pareço
envolta em penumbra.</span></p>
<p><span>Esta situação
aborrece-me sobremaneira, atéporque acho que se deve pôr cara
alegre perante as adversidades.</span></p>
<p><span>Chego a ter inveja
das pessoas bem-humoradas, sempre com um sorriso nos lábios e muito
simpáticas.</span></p>
<p><span>Mas eis que
descobri que, ser mal-humorado tem as suas
vantagens.</span></p>
<p><span>Um estudo publicado
na revista cientifica Australian Science diz que ,o cérebro das
pessoas mal-humoradas, promove melhores estratégias de
processamento de informação o que as leva a lidar melhor com
situações difíceis.</span></p>
<p><span>Os mal-humorados
são menos ingénuos, têm mais memória e uma capacidade mais
desenvolvida para julgar os outros.</span></p>
<p><span>São mais atentos,
cautelosos e racionais.</span></p>
<p><span>Dir-se-ia que, os
bem-humorados, estão mais desatentos, são mais ingénuos e como mais
confiantes, relaxam mais facilmente e baixam a
guarda.</span></p>
<p><span>Custa-me assumir
que, muitas vezes sou mal-humorada e evito expôr publicamente esse
mal humor, porque não devemos maçar os outros com os nossos
problemas  resquícios da educação que recebi em pequena
-.</span></p>
<p><span>Mas pensando
melhor, a minha faceta de bom  humor, tem-me trazido alguns
contratempos, diria antes que me tem colocado em situações em que
penso para comigo : estavas tão bem calada!</span></p>
<p><span>Realmente reconheço
que nessas situações actuo por impulso, sendo menos ponderada e
mais confiante, pondo em evidencia o meu lado de bem-humorada, ou
tentado sê-lo.</span></p>
<p><span>Senão
vejamos:</span></p>
<p><span>- um dia, entro numa loja de roupa e dirigindo-me
à funcionária da caixa para pagar, reparo que ela tem ao
peito um crachat com um nome.</span></p>
<p><span>Bem  humorada, digo-lhe que o nome é muito
bonito e ingenuamente pergunto-lhe:</span></p>
<p><span>- Éo seu nome?</span></p>
<p><span>De semblante carregado, responde-me que éo
nome da loja.</span></p>
<p><span>Ups!... penso eu, estavas tão bem
calada!</span></p>
<p><span>-um dia, entro numa
loja de antiguidades e sou atendida por uma jovem, a quem perguntei
o preço de uma peça em exposição. Como ela não sabia, disse-lhe que
perguntasse ao pai, um srº bem mais velho que estava no fundo da
loja.</span></p>
<p><span>Mal-humorada,
respondeu-me que aquele srº era o seu
marido.</span></p>
<p><span>Ups! ... pensei
eu, estavas tão bem calada!</span></p>
<p><span>Agora, reflectindo
melhor, se deixasse de tentar ser sempre bem-humorada, entraria nas
lojas e faria como os meus filhos me
dizem:</span></p>
<p><span>- Limita-te ao
essencial!</span></p>
<p><span>E nãoque
têm razão...mas há coisas que são inevitáveis e intrínsecas a
cada ser humano.</span></p>
<p><span>Por mais que tente ser
mal-humorada, não consigo e por mais que tente ser uma pessoa
ponderada e contida, nem sempre vou
conseguir.</span></p>
<p><span>Felizmente, o mesmo
estudo também revela que, a alegria anda de mão dada com a
criatividade, a flexibilidade e a
cooperação.</span></p>
<p><span>E nãoque
os antigos continuam a ter razão neste e noutros casos? Nem
tanto à terra, nem tanto ao
mar</span></p>
<p><span>Assim sendo, posso
afirmar com alguma certeza que uma pitada de bom -humor e outra de
mau - humor, na vida de cada um de nós, trará pela certa o sabor da
tristeza, mas também o da alegria.</span></p>
<p><span>Tão certo como
continuar a chover, a estar um tempo húmido e cinzento, a fazer
frio, mas com a certeza de que o tempo bom, volta sempre.
</span></p>
<p></p>
<p></p>
<p></p>
<p></p>
				</div>			</content>			<id>http://mendes.bloguepessoal.com/225513/Bom-e-mau-humor/</id>			<link href="http://mendes.bloguepessoal.com/225513/Bom-e-mau-humor/" />			<author>				<name>mendes</name>				<uri>http://mendes.bloguepessoal.com</uri>			</author>			<updated>2009-11-09T14:35:14+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Democracia moçambicana</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><strong><span>Por ARTUR
MANJATE*</span></strong></p>
<p></p>
<p><span><span>
Aprendi que democracia é o governo no qual o poder e a
responsabilidade cívica são exercidos por todos os cidadãos,
directamente ou através dos seus representantes, livremente
eleitos. Democracia é um conjunto de princípios e práticas que
protegem a liberdade humana, é a institucionalização da
liberdade.</span></span></p>
<p><span>
É exactamente aqui onde queria chegar: liberdade. No passado dia 28
de Outubro os moçambicanos foram às urnas e livremente elegeram os
seus representantes no Parlamento, elegeram o Presidente da
República e os membros das assembleias
provinciais.</span></p>
<p><span>
Em liberdade, ditada pela democracia, as pessoas acordaram cedo e
foram aos postos de votação, cientes de que estavam a exercer um
dos direitos consagrados na Constituição da República: eleger e ser
eleito.</span></p>
<p><span>
Tem que ficar claro e bem assente nos nossos políticos que a
democracia baseia-se nos princípios do governo da maioria,
associados aos direitos individuais e das
minorias.</span></p>
<p><span>
No conceito geral todas as democracias, embora respeitem a vontade
da maioria, protegem escrupulosamente os direitos fundamentais dos
indivíduos e das minorias. Isso está previsto na nossa
lei-mãe.</span></p>
<p><span>
A descentralização e concentração do poder até aos distritos, com
alocação de fundos de iniciativa local, faz parte prática
democrática, entendendo que o governo local deve ser tão acessível
e receptivo às pessoas quanto possível.</span></p>
<p><span>
Tenho estado a aprender que uma das principais funções da
democracia é proteger direitos humanos fundamentais como a
liberdade de expressão e de religião, o direito a protecção legal
igual e a oportunidade de organizar e participar plenamente na vida
política, económica e cultural da sociedade.</span></p>
<p><span>
Os políticos moçambicanos deviam ser os principais promotores da
cultura da democracia no nosso país, que pressupõe a eleição livre,
sem medo de errar sob pena de ver o país a arder.</span></p>
<p><span>
O que acontece no nosso país não foi inventado por moçambicanos,
existem há muitos e longos anos pelo mundo fora. A democracia
moçambicana conduz-nos regularmente às eleições livres e justas,
abertas a todos os cidadãos.</span></p>
<p><span>
Creiam, senhores políticos, as eleições numa democracia não podem
ser fachadas, atrás das quais se escondem ditadores, mas
verdadeiras competições pelo apoio do povo, tal como vimos durante
a campanha eleitoral, ao longo dos 45 dias que a lei moçambicana
estabelece.</span></p>
<p><span>
Está claro para todos que a democracia sujeita os governos ao
Estado de Direito e assegura que todos os cidadãos recebam a mesma
protecção legal e que os seus direitos sejam protegidos pelo
sistema judiciário.</span></p>
<p><span>
Os cidadãos numa democracia não têm apenas direitos, têm o dever de
participar no sistema político que, por seu lado, protege os seus
direitos e as suas liberdades. Mas há quem pensa que o povo, que
participa nas eleições não tem olhos para ver. Simplesmente vai a
votos e não consegue ver o que se passa em cada mesa. Por isso,
inventam fraude, engendram fraude, para justificar insucessos nas
urnas.</span></p>
<p><span>
Meus caros, as sociedades democráticas empenham em preservar
valores da tolerância, da cooperação e de compromisso. As
democracias reconhecem que chegar a um consenso, requer compromisso
e que isto nem sempre é realizável.</span></p>
<p><span>
Tiremos ilações nas palavras de Mahatma Gandhi, quando disse:
a intolerância é em si uma forma de violência e um obstáculo
ao desenvolvimento do verdadeiro espírito democrático, como
acontece com alguns políticos da nossa praça, que se limitam a
criticar e a inventar cenários inexistentes, para justificar o seu
fracasso.</span></p>
<p><span>
Espero que haja bom senso, que os candidatos perdedores reconheçam
a derrota, pois isso reflecte a vontade popular, em função da
mensagem que receberam dos eleitos.</span></p>
<p><span>
Viver em democracia é aceitar o veredicto popular, saído do
sufrágil universal, reconhecido em todo o mundo.</span></p>
<p><span>
Estamos juntos!</span></p>
<p><strong><em><span>- * Jornalista, Diário de
Moçambique</span></em></strong></p>
<p></p>
<p></p>
<p></p>
<p></p>
				</div>			</content>			<id>http://mendes.bloguepessoal.com/224365/Democracia-mo-ambicana/</id>			<link href="http://mendes.bloguepessoal.com/224365/Democracia-mo-ambicana/" />			<author>				<name>mendes</name>				<uri>http://mendes.bloguepessoal.com</uri>			</author>			<updated>2009-11-05T07:54:19+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Eleições, vitória, Dhlakama belicista e a incoerência</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><strong><span>Por Mendes
Mutenda</span></strong></p>
<p></p>
<p><strong><span>ELEIÇÕES, VITÓRIA,
DHLAKAMA BELICISTA E A INCOERÊNCIA.</span></strong> <span>Antes de mais nada,
porque o tempo é escasso, tenho que felicitar os moçambicanos que
responderam positivamente ao chamamento de ir votar no dia 28 de
Outubro último e desta forma, souberam entregar o poder, aos que
mereceram o ditado popular da democracia <strong>a maioria é que
vence</strong>. Ao que tudo indica, as <strong>ELEIÇÕES</strong> foram pacificas,
o que quer dizer não houve razões de dimensão do país que
precisaram da Força de Intervenção Rápida (FIR) para dar cobro a
uma dada situação de intimidação de votantes, como tem sido hábito
em países com democracia para o <strong>inglês
ver</strong>.</span></p>
<p><span>Há duas maneiras de interpretar a
<strong>VITÓRIA</strong> da
Frelimo e do seu candidato, Armando Emílio Guebuza. A primeira é de
que a Frelimo é que fez, tem obra feita, até porque,
o manifesto deste partido bem como o compromisso de Armando
Guebuza, consta mais o que os seus Governos eleitos desde 1994
fizeram e pouco se diz daquilo que vão fazer nos próximos cinco
anos; a segunda interpretação é mais africana de que só ganha quem
tem poder. O poder aqui deve ser visto como a robustez financeira e
militar. O poder em democracias tremidas, muitas vezes, só ganha
aquele que logo a priori está instalado, uma vez que a resistência
a mudança dos povos revela-se de uma forma
acentuada.</span></p>
<p><span>Numa abordagem mais africana, há razões
mais que suficientes para legitimar a eleição da Frelimo e Guebuza.
Guebuza foi quem mais presença teve a nível das províncias e
distritos do país ao longo dos cinco anos de combate à pobreza, nem
que seja uma presença sem muitas mudanças para a vida
socio-económica das comunidades mais vulneráveis. Num tom irónico
tem si dito: <strong>apesar de tudo... a
Frelimo e Guebuza são vencedores das eleições de 2009<span></span><span>.</span></strong></span></p>
<p><span>Volto à carga: em democracias
tremidas... quando alguém como Afonso <strong>DHLAKAMA</strong> perde de forma
desastrosa como esta, há sempre o culpado (fraude). E esta maneira
de reconhecer a derrota enquadra-se perfeitamente na manifestação
da hipocrisia. Acusar os outros e justificar as nossas acções. Quer
dizer <strong>nós
somos perfeitos e os outros são os culpados pelos nossos
fracassos</strong>.</span></p>
<p><span>Dhlakama torna-se inimigo da democracia,
quando para além de ter a natureza de não reconhecer os resultados
prolifera palavras violentas e, acima de tudo, belicistas de quem a
arma de fogo é única maneira de subir ao trono, uma vez quando,
esgotado o combate do argumento político, a desestabilização do
país é forma fácil justificar aos militantes, mais uma derrota,
originado, arrisco, da teimosia do líder que chora a paternidade da
democracia em Moçambique.<span></span></span></p>
<p><span>
O pior de tudo é ser um <strong>DHLAKAMA BELICISTA</strong> e
incoerente. Dhlakama declarou a imprensa após ter exercido o seu
direito de votar que tudo estava a andar muito bem e que os órgãos
eleitorais estavam de parabéns. E mais <strong>quem ganhou, ganhou e quem
perdeu, perdeu... com uma organização dessa temos que
reconhecer os resultados</strong> disse Dhlakama. Para 24
horas depois da votação já a serem projectados os primeiros dados
indicando uma pesada e humilhada derrota ao candidato presidencial
da Renamo, Afonso Dhlakama, assustar às pessoas com declarações do
tipo <strong>caso
alguém (Frelimo) faça nos perder as eleições vamos
incendiar o país</strong>. Aí está a <strong>INCOERÊNCIA</strong>.</span></p>
<p><span>
Dhlakama afirma uma coisa num dado momento
para minutos depois se contradizer. Ele gaba de viva voz que ele é
o pai da democracia em Moçambique, ele é democrata, mas a verdade é
única, senhor Dhlakama antidemocrático, os democratas não apelam à
violência, às armas de fogo muito menos partir o Secretariado
Técnico de Administração Eleitoral (STAE), mas sim apelam a paz e o
diálogo. <strong>ELEIÇÕES, VITÓRIA, DHLAKAMA BELICISTA E A
INCOERÊNCIA</strong> (<strong>cont.</strong>) </span></p>
<p></p>
				</div>			</content>			<id>http://mendes.bloguepessoal.com/223757/Elei-es-vit-ria-Dhlakama-belicista-e-a-incoer-ncia/</id>			<link href="http://mendes.bloguepessoal.com/223757/Elei-es-vit-ria-Dhlakama-belicista-e-a-incoer-ncia/" />			<author>				<name>mendes</name>				<uri>http://mendes.bloguepessoal.com</uri>			</author>			<updated>2009-11-02T10:30:26+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Dhlakama vai tomar posse?</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><span>Por
<strong>Vanda</strong></span></p>
<p><span><span>Preparem-se, pois
trago estórias e não histórias, que são contadas na
escola. A campanha terminou. Fomos exercer o nosso direito a voto.
Agora estamos na fase da contagem de votos. Está
animar!</span></span></p>
<p><span>O presidente da República, Armando
Guebuza, candidato à sua própria sucessão, está com uma larga
vantagem, em relação ao candidato do maior partido da oposição,
Afonso Dhlakama  vou dizer em voz baixa: agora ficou
perdedor o maior partido da oposição  que ninguém tenha
escutado. É que desde 1994 que concorrer, e
nada.</span></p>
<p><span>Nestas eleições, até o
ex-filho dele, Daviz Simango, que fundou o MDM este
ano, está em segundo lugar. Vou explicar. Digo ex-filho porque saiu
do partido dele (RENAMO) e foi formar um outro. O ex-pai disse que
o Daviz era criança, que não lhe assustava. Se eu fosse ele, metia
o rabo entre as pernas e engolia as palavras. Simplesmente falou
demais.</span></p>
<p><span>Vou contar algo que aconteceu
recentemente, quando Dhlakama foi ficar em Nampula, sua
sograria, segredos... já não lhe querem lá também.
Estão fartos. Ele ainda estava no aeroporto quando disse que ia
tomar posse. É isso mesmo. Disse de viva voz que ia tomar posse. É
uma contradição. No dia da votação disse à imprensa que iria
aceitar pacificamente os resultados, mas agora diz que vai tomar
posse. Como quem?</span></p>
<p><span>Estava bom demais, para ser verdade.
Não levou um dia e disse outra coisa. Vou fazer melhor... Vou
colocar as palavras dele, tal e qual <strong>a tolerância chegou ao fim
em Moçambique. Ou não governamos porque vamos perder justamente e
reconhecer, ou alguém quer nos fazer perder</strong>, disse
Dhlakama, num tom de quem está a tapar o sol com a
peneira.</span></p>
<p><span>E vai mais longe, vou invalidar os
resultados da Ilha de Moçambique (em voz baixa, este era um dos
poucos lugares onde o partido dele ainda conseguia ganhar...
desta vez não consegui... eu disse que já não lhe querem). Para ele
os eleitores foram impedidos de votar, porque haviam pessoas
organizadas para sabotar a votação.</span></p>
<p><span>Dhlakama decidiu que: ou se repetem
as eleições, ou serão invalidados todos os votos da Ilha de
Moçambique e Angoche. Eu pessoalmente gostei dessa, ele não tem
poder nenhum para fazer isso.</span></p>
<p><span>E para finalizar ele (Dhlakama) disse
caso os órgãos eleitorais não acatem, vai invalidar unilateralmente
os resultados. A sua decisão é
irreversível.</span></p>
<p><span>O Presidente do MDM e o da Frelimo
ainda não apareceram em público para darem o seu parecer. Mas todos
os observadores garantem que as eleições foram livres, justas e
transparentes. Volto com mais
detalhes.</span></p>
<p><span></span></p>
<p></p>
<p></p>
<p></p>
				</div>			</content>			<id>http://mendes.bloguepessoal.com/222967/Dhlakama-vai-tomar-posse/</id>			<link href="http://mendes.bloguepessoal.com/222967/Dhlakama-vai-tomar-posse/" />			<author>				<name>mendes</name>				<uri>http://mendes.bloguepessoal.com</uri>			</author>			<updated>2009-10-30T12:57:23+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Utilidade do mal</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><span>Por <strong><span>MENDES
MUTENDA</span></strong></span></p>
<p></p>
<p><span>Uma das coisas que ainda não discutimos
de forma consequente é a utilidade do mal. Parece ridículo falar
deste tema, mas a verdade é únicao
maltambém tem um enquadramento útil no mundo. Parece-me que
até agora há pouca penumbra nesta matéria, mas admito que se o
mundo fosse na sua essência santo, não teria graça. Vou formando
estas linhas ciente de que estou a me meter em fogo cruzado, como
fosse a invasão dos Estados Unidos da América (EUA) de George W.
Bush ao Iraque, onde foi fácil entrar e difícil
sair.</span></p>
<p><span>O nosso problema é vermos o mal como na
sua essência fosse negativa (?). O que quero dizer com isso?
Simples. É que partimos de pressuposto de que tudo aquilo que dizem
é mau é mau na sua totalidade. As revoluções no mundo são um
exemplo daquilo quequero transmitir. Não me lembro de uma
Revolução no mundo que tenha sido pacífica, mesmo a Industrial,
todas elas foram fruto de violência, massacres, escravatura, ódio,
perseguição, oposição, protestos e polémica. Em contrapartida, se
não fossem as Revoluções no mundo a nossa existência estaria mais
ainda subjugado ao que bem entender. É fruto das revoluções que
hoje tenho a ousadia de me expressar, sem limites, ao que bem
entender.</span></p>
<p><span>Assumo que o mal é relativo. A um mal
necessário, este que trás o bem: o mal a que me refiro que trás o
bem é, se não fosse as desastrosas políticas que George W. Bush do
Iraque e do Afeganistão implementou nos dez anos da sua
administração, penso eu que não teríamos hoje, o Nobel da Paz 2009,
o Presidente Barack Obama. Digo isso, por que, se não fosse o
desgaste exacerbado da imagem dos Republicanos na altura, os demais
conservadores dos EUA, teriam permanecido com a ideia racista que
se viu durante a campanha tanto nas primárias com Hilary Cliton
como no confronto directo com Senador John
McCain.</span></p>
<p><span>Quer me parecer que nem tudo o que as
pessoas consideram mal é mau na sua essência. Se os EUA tivessem
permanecido com a ideia de que um <strong>negro</strong> não
podia dirigir os destinos deste país - patrão do mundo -
<span></span>não teríamos a
oportunidade de assistir a belíssima aproximação de Obama, através
do diálogo, ao mundo Islâmico, Israel e
Cuba.</span></p>
<p><span>Em Portugal, há um exemplo evidente, de
um aparente mau, que na sua essência é um bom contributo para a
reflexão. Falo do escritor, prémio Nobel de Literatura, José
Saramago, que em algum momento foi e é considerado mau exemplo para
a religião, ao não acreditar em Deus e as interrogações que de uma
forma sistemática, que o faz de escritor ateu
confesso.</span></p>
<p><span>O
prémio Nobel, Saramago, repetiu ainda várias afirmações: Deus e o
demónio não estão no céu e no inferno, mas na nossa
cabeça; Deus não fez nada durante a eternidade, depois criou
o Universo e ao sétimo descansou e não fez mais
nada.</span></p>
<p><span>Não estou aqui como advogado do mal  do diabo
 muito menos a favor do mal.</span></p>
<p><span>E assim, eu também pergunto: porque
também não posso falar do bem do mal? Espero vossas intervenções
nos comentários. Não me poupem, questionem e estou disponível para
o debate.</span></p>
<p></p>
<p></p>
				</div>			</content>			<id>http://mendes.bloguepessoal.com/222132/Utilidade-do-mal/</id>			<link href="http://mendes.bloguepessoal.com/222132/Utilidade-do-mal/" />			<author>				<name>mendes</name>				<uri>http://mendes.bloguepessoal.com</uri>			</author>			<updated>2009-10-27T15:27:21+01:00</updated>		</entry></feed>