<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom">		<title>http://mendes.bloguepessoal.com</title>		<id>http://bloguepessoal.com/</id>		<link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://mendes.bloguepessoal.com/atom.xml" />		<subtitle><![CDATA[Mutendamente Falando]]></subtitle>		<rights>Copyright (c) 2006, Hi-pi</rights>		<generator>Hi-pi ATOM generator</generator>		<author>			<name>Hi-pi</name>			<uri>http://mendes.bloguepessoal.com</uri>		</author>		<updated>2009-07-10T09:18:56+02:00</updated>		<entry>			<title>Lá se foi Michael Jackson</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><strong><em>-Homenagem ao Rei do POP</em></strong></p>
<p>Por <strong>Vanda</strong></p>
<p><span>Palavras? Para quê? Será que elas existem? Ou será que
não são apropriadas? Como podemos descrever em algumas páginas uma
vida inteira? Impossível. Não é possível, eu pelo menos não consigo
fazer isso. Não sou capaz. Quem será? Esta foi a maneira que
encontrei para dar entrada, num texto que fala do nosso Rei do Pop,
o único pelo menos para muitos, visto que depois dele não me lembro
de outro.</span></p>
<p><span>Michael
Jackon nasceu a 29 de Agosto de 1958, em Gary, índiana, nos Estados
Unidos da América e morreu a 25 de Junho de 09. Em menos de dois
meses completaria 51 anos de idade. Começou a cantar e a dançar aos
cinco anos de idade, iniciando-se na carreira profissional aos onze
anos como vocalista dos Jackson 5; começou logo depois uma carreira
solo em 1971, permanecendo como membro do grupo. Jackson foi
apelidado nos anos seguintes de "King of Pop" ("rei da música
pop"), cinco de seus álbuns de estúdio se tornaram os mais vendidos
mundialmente de todos os tempos: Off the Wall (1979), Thriller
(1982), Bad (1987), Dangerous (1991) e History: Past, Present and
Future  Book I (1995). Lançou-se em carreira solo no início
da década de 1970, ainda pela Motown, gravadora responsável pelo
sucesso do grupo formado por ele e os irmãos. Em idade adulta,
gravou o álbum mais vendido da história,
Thriller.</span></p>
<p><span>Thriller
é actualmente o álbum mais vendido da história, com mais de 106
milhões de cópias vendidas no mundo. Nos dois anos que se seguiram
ao lançamento, o álbum foi a maior sensação da América,
influenciando não somente a música, como também a dança, a moda e a
televisão. Thriller chegou à primeira posição entre os mais
vendidos dos Estados Unidos no dia 21 de Fevereiro de 1983 e
permaneceu na posição por 37 semanas, um recorde. Sete compactos
foram lançados e dois conquistaram o primeiro lugar, "Billie Jean"
e "Beat It".</span></p>
<p><span>Durante
sua infância Michael e seus irmãos sofreram constante abuso de seu
pai. Que batia frequentemente nas crianças, e as aterrorizava
psicologicamente. Os ensaios eram supervisionados pelo pai com um
cinto na mão. Certa vez Michael e seus irmãos foram dormir no
quarto de um hotel e deixaram a janela aberta. Joseph escalou a
janela com uma máscara no rosto e deu um susto nos irmãos, somente
para ensiná-los a não deixar a janela aberta quando fossem dormir.
Anos depois, Jackson sofreu pesadelos sobre ser sequestrado do seu
quarto e chorava com isso. Durante sua entrevista a apresentadora
Oprah Winfrey, em 1993, Michael disse que durante sua infância
chorou várias vezes por solidão e que muitas vezes vomitava só de
ver seu pai. No documentário de 2003, "Living with Michael Jackson"
o cantor chorou ao relembrar de sua
infância.</span></p>
<p><span>Em 1985,
Michael Jackson se uniu a Lionel Richie e Quincy Jones na missão de
arrecadar fundos para a campanha USA for Africa. A ideia era gravar
uma canção cujos lucros seriam revertidos para reduzir os índices
de mortalidade pela fome no continente africano. Lionel compôs, no
piano, a melodia. Michael escreveu a letra em um único dia. O
resultado eles chamaram de "We Are The World". Para gravar a
canção, Quincy Jones convidou 44 celebridades da música e
televisão, incluindo Cyndi Lauper, Diana Ross, Ray Charles e Stevie
Wonder. O projecto arrecadou 200 milhões de dólares para a luta
contra a fome na Etiópia.</span></p>
<p><span>Em 1979
durante um ensaio, Jackson caiu e quebrou o nariz, sendo obrigado a
operar o nariz. Sua primeira rinoplastia não foi um completo
sucesso, e Jackson reclamou de dificuldades respiratórias que
afectavam sua carreira. Ele foi submetido ao Dr. Steven Hoefflin,
que realizou a segunda rinoplastia de Jackson e outras subsequentes
operações.</span></p>
<p><span>Na
época, as alterações na aparência de Michael eram visíveis e
geravam muita polémica. Os jornais especulavam sobre dezenas
cirurgias plásticas, apesar do músico confirmar apenas duas, e
possíveis razões para a mudança na cor da pele dele, que estava
branca. Especialistas acreditavam que Michael teria se submetido a
um tratamento intensivo com hidroquinona, uma substância capaz de
clarear a pele. Em 1993, durante entrevista à apresentadora Oprah
Winfrey, Jackson afirmou sofrer de vitiligo, uma doença autoimune
não contagiosa em que ocorre a perda da
pigmentação.</span></p>
<p><span>Em
Agosto de 1993, o jovem Jordan Chandler, de 13 anos de idade,
representado pelo advogado civil Larry Feldman, acusou Michael
Jackson de abuso sexual. As declarações, feitas à imprensa, nunca
foram entregues à Justiça e, por consequência, o astro não chegou a
ser indiciado pelo crime. Apesar disso, o promotor distrital Tom
Sneddon deu início a investigações paralelas no final do mês pelo
condado de Santa Ynez, residência oficial de
Jackson.</span></p>
<p><span>As
acusações geraram frenesi em todo o mundo. Michael cancelou o
último seguimento da turnê do álbum Dangerous em Outubro, pouco
antes de deixar o México a caminho dos Estados Unidos. Durante uma
semana daquele mês não se soube o paradeiro do astro. Ele
reapareceu internado aos cuidados do terapeuta Beauchamp Colclough,
na Irlanda do Norte, em uma clínica de reabilitação para
dependentes químicos alegando a necessidade de se restabelecer de
um vício em analgésicos.</span></p>
<p><span>Michael
Jackson se pronunciou sobre as alegações pela primeira vez em
Dezembro de 1993, durante um comunicado transmitido simultaneamente
pelas redes CNN, CBS, NBC e ABC, ao vivo do rancho Neverland. Ele
se defendeu, afirmando ser incapaz de "causar mal a uma
criança".</span></p>
<p><span>Depois
de seis meses de negociações, o astro fechou um acordo de
confidencial com o dentista Evan Chandler, pai do adolescente que o
acusava. Especula-se que a família tenha embolsado quase 15 milhões
de dólares. As investigações paralelas da Justiça foram arquivadas
em 1994 por falta de provas. Com o acordo, o único reclamante se
recusava a colaborar.</span></p>
<p><span>No mesmo
ano, em Maio, Jackson casou-se com a filha de Elvis Presley, Lisa
Marie Presley. A união foi amplamente divulgada e criticada pela
imprensa, que especulava sobre a conveniência do casamento,
realizado meses depois do término das investigações criminais
contra o astro. A primeira aparição pública do casal foi em
Setembro durante o MTV Video Music Awards do ano. Eles entraram no
palco, seguiram por uma passarela e se beijaram. O matrimónio durou
dois anos.</span></p>
<p><span>Em Maio
de 1988, Michael Jackson se mudou da residência da família,
Hayvenhurst, em Encino, para um rancho recém-adquirido no vale de
Santa Ynez, ao norte de Los Angeles, também na Califórnia. A
propriedade, de 2,7 mil acres, (10,93 km²) foi baptizada de
Neverland (Terra do Nunca, em português) - uma referência ao livro
Peter Pan (1906), de J. M. Barrie. O astro morou sozinho no rancho
por 17 anos em busca de privacidade. Não funcionou. Pelo contrário,
o isolamento só fez com que aumentasse o interesse do público e,
consequentemente, da imprensa sobre a vida
dele.</span></p>
<p><span>Depois
de um ano longe das paradas de sucesso, Michael pôde ser ouvido
novamente nas rádios em Novembro de 1991 com a canção "Black Or
White", o primeiro compacto que seria lançado do álbum Dangerous.
Jackson convidou o director John Landis (de "Thriller") para gravar
o videoclipe da canção. Quando foi transmitido, o curta-metragem,
que tinha dez minutos de duração, gerou controvérsia, mostrando o
astro quebrando vitrinas de lojas e destruindo um carro com um
pé-de-cabra. O videoclipe foi transmitido simultaneamente para 27
países perante uma audiência estimada em 500 milhões de pessoas, um
novo recorde. A reacção foi imediata. O segmento considerado
violento foi retirado do curta-metragem. Michael se retratou em um
comunicado dizendo que o comportamento simulava o instinto de uma
pantera, animal em que se transforma durante a história. O vídeo
também ficou famoso por mostrar na televisão uma das primeiras
metamorfoses geradas em computador.</span></p>
<p><span>Mais de
100 milhões: esse é o número de cópias vendidas em todo o mundo de
"Thriller". O disco, até hoje, se mantém como o mais vendido da
história.</span></p>
<p><span>US$ 100
mil: era o valor do aluguel que pagava na casa de Bel Air, onde
morreu na tarde de quinta (25).</span></p>
<p><span>5 e 50:
Michael começou a carreira nos palcos ainda criança, com 5 anos, e
iria finalizar neste ano, com 50 anos de idade. Seguindo a
coincidência, seriam 50 shows marcados em
Londres.</span></p>
<p><span>13: é o
número de prêmios Grammy que Michael Jackson ganhou em sua
carreira.</span></p>
<p><span>8: é o
número de irmãos do cantor - Jackie, Tito, Marlon, Jermaine,
Maureen, La Toya, Janet e Randy.</span></p>
<p><span>1983:
foi o ano em que o famoso passo "Moonwalk" foi apresentado ao mundo
e Michael foi, definitivamente, coroado o Rei do
Pop.</span></p>
<p><span>R$ 15
mil: foi o valor atingido por um par de meias brancas do cantor em
um leilão em 2005.</span></p>
<p><span>20: é
número de músicas de Jacko que chegaram no primeiro lugar do
ranking das mais tocadas nos Estados Unidos e na Inglaterra, de
1972 a 1997.</span></p>
<p><span>1993:
foi o ano em que Michael Jackson assumiu que era dependente de
analgésicos. Foi no mesmo ano que o cantor foi acusado de abusar
sexualmente de um menino de 13 anos.</span></p>
<p><span>Michael
Jackon tinha marcado para o mês de Julho uma série de espectaculos,
que supostamente o tirariam das dívidas, pois ele vivia numa casa
alugada e pagava cerca de 100 mil dólares
mensais.</span></p>
<p></p>
				</div>			</content>			<id>http://mendes.bloguepessoal.com/183667/L-se-foi-Michael-Jackson/</id>			<link href="http://mendes.bloguepessoal.com/183667/L-se-foi-Michael-Jackson/" />			<author>				<name>mendes</name>				<uri>http://mendes.bloguepessoal.com</uri>			</author>			<updated>2009-06-30T16:26:08+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>As montagens no Gato Fedorento - Alberto Joao Jardim</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>A CRIATIVIDADE DE ALGUNS HUMURISTASPENSADORES</p>
				</div>			</content>			<id>http://mendes.bloguepessoal.com/182246/As-montagens-no-Gato-Fedorento-Alberto-Joao-Jardim/</id>			<link href="http://mendes.bloguepessoal.com/182246/As-montagens-no-Gato-Fedorento-Alberto-Joao-Jardim/" />			<author>				<name>mendes</name>				<uri>http://mendes.bloguepessoal.com</uri>			</author>			<updated>2009-06-26T15:51:27+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>A última no mundo dos nossos famosos</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>Por <strong>Vanda</strong></p>
<p>Eu gosto da Dama do Bling e do
Valdemiro José, acho faziam um casal lindo, escuto a música dos
dois, só não morro de amores, mas a última que eles
aprontaram eu pessoalmente acho que foi demais. É que, no mundo em
que vivemos hoje, um mundo de globalização não é justo uma pessoa
como Valdemiro fazer um escândalo daqueles por uma mulher. Sem
querer duvidar do sentimento que ele tem pela Bling.
Eu primeiro me pergunto, será amor? Obsessão ou não querer dar o
braço a torcer? Deixar a Ex com outro é chato e difícil.
O Nosso querido Valdemiro, pode ter a dama que quiser, tendo
em conta que em Moçambique e não só, o que mais conta nos dias de
hoje é ser charmoso (ter dinheiro), e se for bonito e com carro
melhor ainda. Porque ele tinha que descer tão baixo? Para
aparecer? Não era muito necessário. Eu sei que o Amor não se
compra, mas passe a expressão, ele é bonito e aparenta ter
taco, só com isso já pode pegar umas tantas damas, principalmente
de Maputo.
E a Dama que arranja sempre motivos obscuros para aparecer,
primeiro foi a cena do espectáculo que deixou todo mundo
boquiaberta e ficou famosa mais do que era. esse era só para dar um
exemplo concreto.
Pior ainda, dizem os que andam informados que já estavam separados
a um tempo (dois meses). Com isso, era para fazer uma pequena
demonstração. Nenhum homem e muito menos mulher merece passar por
isso, todos nós podemos ter o homem ou a mulher que bem escolhermos
e na hora. Motivos para Valdemiro, parar na cadeia sinceramente não
vejo.
Tudo bem que dizem que o amor é cego, surdo, mudo e burro mas não
devia ser tanto. Eu gosto da Dama do Bling e do Valdemiro José,
acho faziam um casal lindo, escuto a música dos dois, só não morro
de amores, mas a última que eles aprontaram eu pessoalmente
acho que foi demais. É que, no mundo em que vivemos hoje, um mundo
de globalização não é justo uma pessoa como Valdemiro fazer um
escândalo daqueles por uma mulher. Sem querer duvidar do sentimento
que ele tem pela Bling.
Eu primeiro me pergunto, será amor? Obsessão ou não querer dar o
braço a torcer? Deixar a Ex com outro é chato e difícil.
O Nosso querido Valdemiro, pode ter a dama que quiser, tendo
em conta que em Moçambique e não só, o que mais conta nos dias de
hoje é ser charmoso (ter dinheiro), e se for bonito e com carro
melhor ainda. Porque ele tinha que descer tão baixo? Para
aparecer? Não era muito necessário. Eu sei que o Amor não se
compra, mas passe a expressão, ele é bonito e aparenta ter
taco, só com isso já pode pegar umas tantas damas, principalmente
de Maputo.
E a Dama que arranja sempre motivos obscuros para aparecer,
primeiro foi a cena do espectáculo que deixou todo mundo
boquiaberta e ficou famosa mais do que era. esse era só para dar um
exemplo concreto.
Pior ainda, dizem os que andam informados que já estavam separados
a um tempo (dois meses). Com isso, era para fazer uma pequena
demonstração. Nenhum homem e muito menos mulher merece passar por
isso, todos nós podemos ter o homem ou a mulher que bem escolhermos
e na hora. Motivos para Valdemiro, parar na cadeia sinceramente não
vejo.
Tudo bem que dizem que o amor é cego, surdo, mudo e burro mas não
devia ser tanto.</p>
				</div>			</content>			<id>http://mendes.bloguepessoal.com/179397/A-ltima-no-mundo-dos-nossos-famosos/</id>			<link href="http://mendes.bloguepessoal.com/179397/A-ltima-no-mundo-dos-nossos-famosos/" />			<author>				<name>mendes</name>				<uri>http://mendes.bloguepessoal.com</uri>			</author>			<updated>2009-06-19T11:12:09+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Para quando IV (in)congresso da Renamo?</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>Por
<strong>Vanda*</strong></p>
<p><span>Espero
não causar nenhuma má impressão, não sou a favor nem contra Renamo,
só tenho ideias que divergem de alguns membros deste, e sou da
opinião que não se devem brincar com os simpatizantes e ou membros
de um partido. Já que estes é que o elegeram e fazem da Renamo um
partido político.</span></p>
<p><span>Mas
como muitos, eu também estou muito curiosa e ansiosa para saber
quando é que sai o <strong>Dito
Congresso</strong>. É que só neste ano já foi adiado uma
tantas vezes. Eu pessoalmente acho muito chato e sou da ideia de
que a Renamo está a brincar com seus membros e simpatizantes. O
mais chato e engrassado ainda é o facto de encontrarem sempre um
culpado, quando o congresso é adiado, e nunca são eles, existem uns
terceiros que sabotam o PARTIDO.</span></p>
<p><span>Se bem
me lembro, uma das vezes foi adiado porque a FRELIMO sabotou,
ocupando<span></span> todos hoteis
inclusive os que já tinham sido alugados para o efeito. Como se
isso fosse possível, ném?. Agora foi a gota de água, dizem que
querem controlar o STAE, isto porque o arranque do recenseamento
colide com a realização do congresso. Boa essa. Vamos ver qual será
a próxima desculpa, eu vou ficar atenta.</span></p>
<p><span>*Joana
Maria</span></p>
				</div>			</content>			<id>http://mendes.bloguepessoal.com/176281/Para-quando-IV-in-congresso-da-Renamo/</id>			<link href="http://mendes.bloguepessoal.com/176281/Para-quando-IV-in-congresso-da-Renamo/" />			<author>				<name>mendes</name>				<uri>http://mendes.bloguepessoal.com</uri>			</author>			<updated>2009-06-09T16:00:16+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Obama oferece aliança ao mundo islâmico contra extremistas</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><strong><em><span>-
Presidente pede a muçulmanos novo começo, adverte radicais e
reitera apoio a Israel e a
palestinos</span></em></strong></p>
<p></p>
<p><span>Com um
apelo para um novo começo nas relações entre os Estados Unidos e o
mundo islâmico, o presidente Barack Obama propôs ontem uma aliança
com os muçulmanos para trabalharem juntos contra o extremismo
radical e pela paz no Oriente Médio e na Ásia
Central.</span></p>
<p><span>Em
discurso na Universidade do Cairo, acompanhado por centenas de
milhões de muçulmanos em todo o mundo, o presidente americano
defendeu um diálogo "com base no interesse e no respeito mútuo, e
na verdade de que os EUA e o Islã não precisam competir. Na
realidade, eles se misturam e dividem princípios comuns. Princípios
de justiça e de progresso; de tolerância e de dignidade para todos
os seres humanos".
Nos mais de 50 minutos que discursou em meio a aplausos, Obama
começou falando da importância do islamismo para o mundo e de sua
experiência pessoal, tendo vivido na Indonésia e com raízes em uma
família muçulmana do Quénia.</span></p>
<p><span>

<strong>SETE
TEMAS</strong></span></p>
<p><span>O
discurso - uma promessa de campanha - foi organizado em sete temas
que, segundo o presidente, provocam tensão no mundo islâmico: a
violência de extremistas, incluindo as acções contra o Taleban e a
Al-Qaeda no Afeganistão e no Paquistão e também a guerra no Iraque;
o conflito envolvendo israelenses e palestinos; a questão das armas
nucleares e o Irã; a democracia na região; a liberdade religiosa;
os direitos das mulheres; e o desenvolvimento
económico.</span></p>
<p><strong><span>"Nós não fomos ao Afeganistão por opção.
Fomos por necessidade. Sejamos claros, a Al-Qaeda matou 3 mil
pessoas inocentes naquele dia"</span></strong><span>, afirmou Obama, referindo-se ao 11 de
Setembro.</span></p>
<p><span>Citando
o Alcorão, o líder americano afirmou que "aquele que mata um
inocente, é como se tivesse matado toda a humanidade". Sobre o
Iraque, o presidente fez um mea-culpa ao dizer que foi
<strong>"uma guerra por
opção"</strong> dos americanos, apesar de ele não ter dúvida de que
os iraquianos estão melhores hoje do que na época de Saddam
Hussein.
Segundo Obama, <strong>"os
eventos no Iraque lembraram aos americanos da necessidade de usar
diplomacia e construir um consenso internacional para resolver os
problemas sempre que possível"</strong>. No caso afegão, o
presidente assegurou que não pretende manter as tropas no país para
sempre e se comprometeu, mais uma vez, a retirar as forças
americanas do Iraque até agosto de 2011.</span></p>
<p><span>Ao
falar sobre o conflito entre israelenses e palestinos, Obama
reforçou os laços históricos e culturais com Israel, afirmando que
"esta ligação é inquebrável".
Descreveu a importância de os judeus terem seu Estado, por causa do
Holocausto. Mas, segundo o presidente, é indiscutível que os
palestinos, <strong>"Por mais
de 60 anos, enfrentam a dor do deslocamento. Muitos esperam em
campos de refugiados na Cisjordânia, Faixa de Gaza e territórios
vizinhos por uma vida e uma segurança que eles nunca puderam viver.
Eles enfrentam humilhações diárias - grandes e pequenas - que
ocorrem com a ocupação. Portanto, sejamos claros: a situação dos
palestinos é intolerável. Os EUA não virarão suas costas para as
aspirações legítimas palestinas de ter dignidade, oportunidade e um
Estado"</strong>.</span></p>
<p><span>Além de
criticar os assentamentos israelenses, como fizera anteriormente,
Obama foi específico ao dizer que acções do Hamas, como
<strong>"disparar foguetes
contra crianças dormindo ou explodir bombas em ónibus com mulheres
idosas",</strong> não produzem resultados.
Ele aconselhou os palestinos a seguir os passos dos negros
americanos, <strong>"que por
séculos sofreram como escravos e a humilhação da segregação. Mas
não foi a violência que os levou a conquistar a igualdade. Foi uma
insistência pacífica e determinada com base nos ideais americanos.
A mesma história pode ser contada por pessoas na África do Sul e no
sul da Ásia"</strong>.</span></p>
<p><span>Os
países árabes também foram advertidos de que a proposta de paz da
Liga Árabe "foi um importante começo, mas não o fim de suas
responsabilidades. O conflito árabe-israelense não deve ser usado
para distrair as nações árabes de outros problemas".
Em outro tópico, mais adiante, Obama abordou a questão da
democracia no Oriente Médio - delicada no Egito, onde a oposição é
reprimida e a imprensa, censurada. Segundo o presidente americano,
"nenhum sistema de governo pode ou deve ser imposto por uma nação
em outra", em clara crítica à posição de George W. Bush no
Iraque.
Mas Obama acrescentou que "isso não reduz meu compromisso com um
governo que represente a vontade do povo. Cada nação tem seu
princípio, com base na tradição de seu povo. Os EUA não presumem
saber o que é melhor para todos". Neste trecho, Obama não mencionou
nenhum país árabe. A questão nuclear serviu para o presidente
concentrar-se um pouco no Irã, descrevendo a história de
desconfiança mútua. Defendendo um mundo sem armas nucleares, o
presidente disse que é do interesse de toda a comunidade
internacional impedir <strong>"uma corrida nuclear no Oriente
Médio" que coloque "o mundo em uma trajetória
perigosa".</strong></span></p>
<p><span>No
tópico sobre as mulheres, Obama disse rejeitar <strong>"a visão de alguns no Ocidente de
que a mulher que decide cobrir seu cabelo é de alguma forma menos
igual. Mas acredito que negar o direito à educação a uma mulher é
como negar o direito à igualdade. E não é coincidência que países
com mulheres educadas são mais prósperos".</strong>
No fim do discurso, Obama citou o Alcorão (sagrado para os
muçulmanos), o Talmude (sagrado para os judeus) e a Bíblia. A
audiência, depois da despedida, entoou gritos de <strong>"Obama, Obama,
Obama".</strong></span></p>
<p><span>


<strong>PRINCIPAIS TÓPICOS DO
DISCURSO</strong></span></p>
<p><strong><span>

Relação com mundo
islâmico</span></strong></p>
<p><span>Pediu
um novo começo para a relação entre EUA e muçulmanos. Citando
várias vezes o Alcorão, falou que os conflitos históricos que
dividem as culturas precisam ser superados, mas que, para isso, o
extremismo tem de ser derrotado
<strong>"Vim ao Cairo em
busca de um novo começo entre EUA e muçulmanos, um começo com base
no interesse e respeito mútuo. Ninguém deve tolerar os extremistas.
Eles mataram em muitos países, gente de diferentes crenças. Suas
acções são irreconciliáveis com os direitos humanos, o progresso
das nações e o Islã".</strong></span></p>
<p><span>

<strong>GUERRAS NO IRAQUE E
AFEGANISTÃO</strong></span></p>
<p><span>Afirmou
que os EUA não desejam manter soldados ou bases militares no
Afeganistão, mas precisam continuar com a luta contra os
extremistas. Estabeleceu uma diferença entre o conflito afegão e a
guerra no Iraque, que classificou de "uma guerra de escolha"
<strong>"Acredito que os
eventos (no Iraque) servem para lembrar aos EUA da necessidade de
usar a diplomacia para resolver nossos problemas sempre que
possível"</strong>
<strong>"Não queremos manter
nossas tropas no Afeganistão. É um terrível sofrimento perder
nossos jovens. É dispendioso e politicamente difícil continuar esse
conflito"</strong>.


<strong>CONFLITO ENTRE ISRAEL E
PALESTINOS</strong></span></p>
<p><span>Endossou a solução de dois Estados e pediu um acordo
entre os dois povos <strong>"com aspirações
legítimas"</strong>. Denunciou a violência de palestinos, a negação
do Holocausto, mas também afirmou que não aceita a legitimidade da
expansão dos assentamentos judaicos
<strong>"Essa construção
viola acordos prévios e atrapalha os esforços para se alcançar a
paz. É hora de esses assentamentos pararem". Para desempenhar um
papel nas aspirações palestinas, para unir o povo, o Hamas deve pôr
fim à violência, reconhecer os acordos anteriores e reconhecer o
direito de Israel à existência"</strong>


<strong>PROGRAMA NUCLEAR IRANIANO</strong></span></p>
<p><span>Reiterou desejo de avançar no diálogo com o Irão em
vários assuntos, apesar da tensão e da "história tumultuada" entre
os países. Disse que Irão tem direito à energia atómica desde que
respeite determinações do Tratado de Não-Proliferação Nuclear
<strong>"Trata-se de evitar
uma corrida de armas nucleares no Oriente Médio que poderia levar a
região a um caminho perigoso"</strong>.</span></p>
<p><strong><span>"Em vez de ficar preso ao passado, deixei
claro aos líderes iranianos que estamos prontos para avançar. A
pergunta agora não é mais a quem o Irão se opõe, mas qual futuro
deseja construir".</span></strong> <span>Em discurso na Universidade do Cairo,
acompanhado por centenas de milhões de muçulmanos em todo o mundo,
o presidente americano defendeu um diálogo <strong>"com base no interesse e no
respeito mútuo, e na verdade de que os EUA e o Islã não precisam
competir. Na realidade, eles se misturam e dividem princípios
comuns. Princípios de justiça e de progresso; de tolerância e de
dignidade para todos os seres
humanos".</strong></span></p>
<p><span>Nos
mais de 50 minutos que discursou em meio a aplausos, Obama começou
falando da importância do islamismo para o mundo e de sua
experiência pessoal, tendo vivido na Indonésia e com raízes em uma
família muçulmana do Quénia.

<strong>SETE TEMAS</strong></span></p>
<p><span>O
discurso - uma promessa de campanha - foi organizado em sete temas
que, segundo o presidente, provocam tensão no mundo islâmico: a
violência de extremistas, incluindo as acções contra o Taleban e a
Al-Qaeda no Afeganistão e no Paquistão e também a guerra no Iraque;
o conflito envolvendo israelenses e palestinos; a questão das armas
nucleares e o Irã; a democracia na região; a liberdade religiosa;
os direitos das mulheres; e o desenvolvimento económico.
<strong>"Nós não fomos ao
Afeganistão por opção. Fomos por necessidade. Sejamos claros, a
Al-Qaeda matou 3 mil pessoas inocentes naquele dia",</strong>
afirmou Obama, referindo-se ao 11 de
Setembro.</span></p>
<p><span>Citando
o Alcorão, o líder americano afirmou que "<strong>aquele que mata um inocente, é como
se tivesse matado toda a humanidade".</strong> Sobre o Iraque, o
presidente fez um mea-culpa ao dizer que foi <strong>"uma guerra por opção"</strong> dos
americanos, apesar de ele não ter dúvida de que os iraquianos estão
melhores hoje do que na época de Saddam Hussein.
Segundo Obama, "os eventos no Iraque lembraram aos americanos da
necessidade de usar diplomacia e construir um consenso
internacional para resolver os problemas sempre que possível". No
caso afegão, o presidente assegurou que não pretende manter as
tropas no país para sempre e se comprometeu, mais uma vez, a
retirar as forças americanas do Iraque até agosto de
2011.</span></p>
<p><span>Ao
falar sobre o conflito entre israelenses e palestinos, Obama
reforçou os laços históricos e culturais com Israel, afirmando que
<strong>"esta ligação é
inquebrável"</strong>.
Descreveu a importância de os judeus terem seu Estado, por causa do
Holocausto. Mas, segundo o presidente, é indiscutível que os
palestinos, <strong>"por mais
de 60 anos, enfrentam a dor do deslocamento. Muitos esperam em
campos de refugiados na Cisjordânia, Faixa de Gaza e territórios
vizinhos por uma vida e uma segurança que eles nunca puderam viver.
Eles enfrentam humilhações diárias - grandes e pequenas - que
ocorrem com a ocupação. Portanto, sejamos claros: a situação dos
palestinos é intolerável. Os EUA não virarão suas costas para as
aspirações legítimas palestinas de ter dignidade, oportunidade e um
Estado".</strong></span></p>
<p><span>Além de
criticar os assentamentos israelenses, como fizera anteriormente,
Obama foi específico ao dizer que acções do Hamas, como
<strong>"disparar foguetes
contra crianças dormindo ou explodir bombas em ónibus com mulheres
idosas"</strong>, não produzem resultados.
Ele aconselhou os palestinos a seguir os passos dos negros
americanos, <strong>"que por
séculos sofreram como escravos e a humilhação da segregação. Mas
não foi a violência que os levou a conquistar a igualdade. Foi uma
insistência pacífica e determinada com base nos ideais americanos.
A mesma história pode ser contada por pessoas na África do Sul e no
sul da Ásia".</strong></span></p>
<p><span>Os
países árabes também foram advertidos de que a proposta de paz da
Liga Árabe <strong>"foi um
importante começo, mas não o fim de suas responsabilidades. O
conflito árabe-israelense não deve ser usado para distrair as
nações árabes de outros problemas".</strong>
Em outro tópico, mais adiante, Obama abordou a questão da
democracia no Oriente Médio - delicada no Egipto, onde a oposição é
reprimida e a imprensa, censurada. Segundo o presidente americano,
<strong>"nenhum sistema de
governo pode ou deve ser imposto por uma nação em outra"</strong>,
em clara crítica à posição de George W. Bush no Iraque.
Mas Obama acrescentou que <strong>"isso não reduz meu compromisso com
um governo que represente a vontade do povo. Cada nação tem seu
princípio, com base na tradição de seu povo. Os EUA não presumem
saber o que é melhor para todos</strong>". Neste trecho, Obama não
mencionou nenhum país árabe. A questão nuclear serviu para o
presidente concentrar-se um pouco no Irão, descrevendo a história
de desconfiança mútua. Defendendo um mundo sem armas nucleares, o
presidente disse que é do interesse de toda a comunidade
internacional impedir <strong>"uma corrida nuclear no Oriente
Médio" que coloque "o mundo em uma trajectória
perigosa".</strong>
No tópico sobre as mulheres, Obama disse rejeitar "a visão de
alguns no Ocidente de que a mulher que decide cobrir seu cabelo é
de alguma forma menos igual. Mas acredito que negar o direito à
educação a uma mulher é como negar o direito à igualdade. E não é
coincidência que países com mulheres educadas são mais
prósperos".
No fim do discurso, Obama citou o Alcorão (sagrado para os
muçulmanos), o Talmude (sagrado para os judeus) e a Bíblia. A
audiência, depois da despedida, entoou gritos de "Obama, Obama,
Obama".</span></p>
<p><span><span></span>


<strong>PRINCIPAIS TÓPICOS DO
DISCURSO</strong></span></p>
<p><strong><span>
-Relação com mundo
islâmico</span></strong></p>
<p><span>Pediu
um novo começo para a relação entre EUA e muçulmanos. Citando
várias vezes o Alcorão, falou que os conflitos históricos que
dividem as culturas precisam ser superados, mas que, para isso, o
extremismo tem de ser derrotado
<strong>"Vim ao Cairo em
busca de um novo começo entre EUA e muçulmanos, um começo com base
no interesse e respeito mútuo. Ninguém <span></span>deve tolerar os extremistas. Eles
mataram em muitos países, gente de diferentes crenças. Suas acções
são irreconciliáveis com os direitos humanos, o progresso das
nações e o Islã"</strong>

<strong>GUERRAS NO IRAQUE E
AFEGANISTÃO</strong></span></p>
<p><span>Afirmou
que os EUA não desejam manter soldados ou bases militares no
Afeganistão, mas precisam continuar com a luta contra os
extremistas. Estabeleceu uma diferença entre o conflito afegão e a
guerra no Iraque, que classificou de "uma guerra de escolha"
"Acredito que os eventos (no Iraque) servem para lembrar aos EUA da
necessidade de usar a diplomacia para resolver nossos problemas
sempre que possível"
"Não queremos manter nossas tropas no Afeganistão. É um terrível
sofrimento perder nossos jovens. É dispendioso e politicamente
difícil continuar esse conflito"


<strong>CONFLITO ENTRE ISRAEL E
PALESTINOS</strong></span></p>
<p><span>Endossou a solução de dois Estados e pediu um acordo
entre os dois povos "com aspirações legítimas". Denunciou a
violência de palestinos, a negação do Holocausto, mas também
afirmou que não aceita a legitimidade da expansão dos assentamentos
judaicos
<strong>"Essa construção
viola acordos prévios e atrapalha os esforços para se alcançar a
paz. É hora de esses assentamentos pararem. Para desempenhar um
papel nas aspirações palestinas, para unir o povo, o Hamas deve pôr
fim à violência, reconhecer os acordos anteriores e reconhecer o
direito de Israel à existência"</strong>


<strong>PROGRAMA NUCLEAR IRANIANO</strong></span></p>
<p><span>Reiterou desejo de avançar no diálogo com o Irão em
vários assuntos, apesar da tensão e da "história tumultuada" entre
os países. Disse que Irão tem direito à energia atómica desde que
respeite determinações do Tratado de Não-Proliferação Nuclear
<strong>"Trata-se de evitar
uma corrida de armas nucleares no Oriente Médio que poderia levar a
região a um caminho perigoso".</strong></span></p>
<p><strong><span>"Em vez
de ficar preso ao passado, deixei claro aos líderes iranianos que
estamos prontos para avançar. A pergunta agora não é mais a quem o
Irã se opõe, mas qual futuro deseja
construir".</span></strong></p>
<p><strong><span></span></strong></p>
<p><strong><span></span></strong></p>
<p><em><span><span></span>Deixe o seu
comentário</span></em></p>
<p></p>
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