<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0">	<channel>		<title>[bloguepessoal.com] mariaroque : <![CDATA[Último Tango em Lisboa]]></title>		<link>http://mariaroque.bloguepessoal.com</link>		<description><![CDATA[Último Tango em Lisboa]]></description>		<language>pt</language>		<copyright>Copyright (c) 2006, Hi-pi</copyright>		<generator>Hi-pi RSS 2.0 generator</generator>		<docs>http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss</docs>		<pubDate>Tue, 30 Oct 2007 11:49:09 +0200</pubDate>		<item>			<title><![CDATA[A menina que não se vinha]]></title>			<description><![CDATA[<p><span style="font-size: 11pt">E lá ficava ela, escancarada em frente ao
espelho a olhar para o sexo. A mirá-lo bem com vários
espelhos. Como sempre tudo lhe parecia normal. O clítoris no
sitio, a vagina bem proporcionada, a fricção que
fazia era segundo os livros a correcta, tinha tentado a água
quente que alguém lhe explicara e mais uma vez
nada.</span></p>
<p><span style="font-size: 11pt">A noite passada tinha sido outra vez a bater no
molhado. O Zé, que estava com ela há 4 anos, tinha
sido incansável. Vinha-lhe agora à
lembrança o caricato verão, passado numa pousada
no Gerês, em que as noites eram marcadas por ele a fazer-lhe
sexo oral.... Sentia-se ridícula enquanto o homem estava
para ali a trabalhar. Tentava concentrar-se mas sentia-se aberta
demais e desperta demais. Era bom, era quente, mas quando pensava
que podia estar quase lá, entrava num processo de bloqueio e
ansiedade tal, que acabava por não conseguir. Entretanto ia
mandando uns gemidos, não fosse o Zezinho<span> </span>
desanimar...</span></p>
<p><span style="font-size: 11pt">Tinha sido uma despedida do Zé que acabou
com um tremendo rio de lágrimas. A noticia de uma Carla
<span> </span>que já existia há uns tempos
deixou-a de rastos. Não pôde deixar de imaginar a dita
Carla montada em cima do seu Zé a gritar de prazer. Agora o
pobre podia descansar um pouco dos seus árduos trabalhos de
satisfazer o impossível.</span></p>
<p><span style="font-size: 11pt">Desde que tinha lido que o ponto G ficava a
cerca de 5cm da entrada da vagina, foi uma verdadeira maratona para
encontrar o malvado:</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style=
"font-size: 11pt">-Estás a sentir alguma
coisa?</span></p>
<p><span style="font-size: 11pt">- Acho que sim, parece-me algo
diferente...sim.</span></p>
<p><span style="font-size: 11pt">A doutora dizia que a questão era
psicológica. A verdade é que nada de
educação conservadora, nada de traumas,
violação, abuso ou outra orientação
sexual. A ansiedade, a maldita ansiedade dava conta de tudo. Um
orgasmo só o vislumbrou uma vez, em sonhos. Acordou molhada
e com uma sensação quente que nunca mais voltou a
sentir.</span></p>
<p><span style="font-size: 11pt">Na verdade a <span> </span>Sónia
tinha<span> </span> apenas 20 anos quando terminou com o
Zé de toda a vida. Naquela altura além da grande
depressão, começou a tomar-se da frustrante
sensação que começar uma nova
relação seria uma luta dura demais para que
conseguisse aguentar.</span></p>
<p><span style="font-size: 11pt">Sentia-se uma anormal <span> </span>ali
parada a olhar-se ao espelho e a pensar porque é que
não podia acabar tudo como nos filmes. Como nas
histórias das mil e uma noites que as suas amigas lhe
contavam.</span></p>
<p><span style="font-size: 11pt">Avizinhava-se um longo caminho até ao
encontro das &ldquo;sete Quintas&rdquo;. Houve o Paulo que
só conhecia a posição &ldquo;chupa-me&rdquo; ,
O Mário que durante alguns meses quase a convenceu que o
prazer estava no sexo anal (ainda mais quando o cenário eram
Hotéis com piscina) não há como não
acreditar . Ah! e o Vasco que comprava objectos para ajudar a
querida Sónia a chegar ao grande O. Até ao dia em que
sugeriu que o buraco a ser estimulado poderia ser o seu (não
é que houvesse nada de errado com
ela).</span><span style=
"font-size: 11pt">Foram alguns anitos a desacreditar. A
experimentar.</span></p>
<p><span style="font-size: 11pt"> </span><span style=
"font-size: 11pt">E porque esta história acaba bem,
já bem perto dos 23 anos, a Sónia conheceu finalmente
aquele que viria a ser o seu Hércules. E não é
que o nosso To-Zé tivesse grande coisa de
<span> </span>Hércules ;1,.70 , pouco mais de 78Kl,
moreno e perdido no seu tambor e nos seus
fumos.</span></p>
<p><span style="font-size: 11pt">No meio da confusão do sudoeste passaram
longas noites à conversa, a Sónia achou-lhe
graça , se calhar um graça acrescida delas
<em>ganzas</em>. <span> </span>Nunca tinha divagado tanto
sobre as complexidades da vida com
ninguém.<span> </span> E claro com tanta alma e tantos
voos nocturnos, <span> </span>no meio da confusão
embrulharam-se na tenda.</span></p>
<p><span style="font-size: 11pt">Quando entrou dentro dela, sentiu-se invadir por
uma coisa grande. Estava a ter sensações nunca
tidas.</span><span style=
"font-size: 11pt">Ele a medo, segredou-lhe
:</span><span style="font-size: 11pt"> </span></p>
<p><span style="font-size: 11pt">-</span><span style=
"font-size: 11pt">Estou-te a aleijar?</span></p>
<p><span style="font-size: 11pt">-Não vai mais fundo.Mais
fundo</span></p>
<p><span style="font-size: 11pt">-Assim</span><span style=
"font-size: 11pt">-Mais Fundo, mais
mais!!!</span></p>
<p><span style="font-size: 11pt">-sim, sim sim SIM,
SIM!</span><span style="font-size: 11pt"> </span></p>
<p><span style="font-size: 11pt">-</span><span style=
"font-size: 11pt"> Uf! Não acredito... que
bom.</span></p>
<p><span style="font-size: 11pt">- És tão bonita. Fico tão
feliz que tenha sido assim.</span></p>
<p><span style="font-size: 11pt">- Assim como?</span><span style=
"font-size: 11pt">- Assim tão
bonito!</span></p>
<p><span style="font-size: 11pt">- Foi assim tão especial para
ti?</span></p>
<p><span style="font-size: 11pt">- Não, é que <span> </span>foi
a primeira vez mesmo...Eu era virgem.</span></p>
<p><span style="font-size: 11pt">Para a Sónia esse festival ficou marcado
por inúmeras sensações. O primeiro orgasmo,
fazer amor<span> </span> com alguém que tinha acabado
de perder a virgindade! E com ela!</span></p>
<p><span style="font-size: 11pt">Seria a inexperiência do parceiro a sua
única saída para se entregar? Seria alguém com
uma performance menor, que não esperava nada dela,
<span> </span>a sua derradeira oportunidade de se
sentir?</span><span style=
"font-size: 11pt"> </span><span style=
"font-size: 11pt">Lembra-se bem desse dia. O dia em que percebeu
tudo. Em que se sentiu poderosa!</span><span style=
"font-size: 11pt"> </span></p>
<p><span style="font-size: 11pt">Lembra-se<span> </span> muito bem desse
sudoeste, <span> </span>com a celebre frase da Manuela dos
clã ao subir ao palco:</span></p>
<p><span style="font-size: 11pt">-Ainda há dois anos estava aí em
baixo, e agora estou aqui em cima do
palco!</span><span style=
"font-size: 11pt"> </span></p>
<p><span style="font-size: 11pt">M.Roque</span><span style=
"font-size: 11pt">30-Out-07</span> <span style=
"font-size: 10pt"> </span></p>
<p> </p>
]]></description>			<link>http://mariaroque.bloguepessoal.com/10034/A-menina-que-nao-se-vinha/</link>			<comments>http://mariaroque.bloguepessoal.com/A-menina-que-n-o-se-vinha-30102007-113042-lp-10034.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://mariaroque.bloguepessoal.com/10034/A-menina-que-nao-se-vinha/</guid>			<pubDate>Tue, 30 Oct 2007 11:30:42 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[AS BETAS]]></title>			<description><![CDATA[<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal">Estou convencida que,
não sei se pela pressão do conservadorismo de que
são vitimas toda a vida , se pelo prazer por aquilo que
entendem ser proibido, mas as mulheres com formação
mais conservadora vulgo &ndash; boas famílias, são as
piores no comportamento sexual.</p>
 Continuam a sonhar com um casamento de sonho, com o
melhor &ldquo; beto&rdquo; para apresentarem aos paizinhos, mas na
verdade o que querem é Foder que nem doidas até pelo
menos aos 35 anos onde &ldquo;salve-se quem puder&rdquo; acabem por
casar com um Ze maria qualquer para cumprir com o destino.
 Estas são as meninas que continuam a renegar todos
os bem intencionados e apaixonados que lhes aparecem pela vida, em
detrimento dos que lhes dão uma vida de merda e sexo
desenfreado. Será que o facto de terem sempre tido tudo de
mão beijada as faz renegar os que as amam de verdade
só porque se apresentam fáceis? Ou será o
perfeccionismo extremo de que foram vitimas toda a vida que as faz
exigir demais?
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal">A verdade é que
todas as meninas que estudaram em colégios religiosos, que
têm origens familiares consideradas &ldquo;de bem&rdquo;, que
todos os Domingos Amoçam em Família na Quinta do Sol
Posto e que compram velas para abençoar os nascimentos
afortunados dos franciscos e Franciscas, são na verdade as
maiores consumidoras de festas regadas de cocaína e de
noites de sexo onde só não vale &ldquo;arrancar
olhos&rdquo;.</p>
 Será que o sofrimento as excita?
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal">Será que as idas
vezes demais à igreja as fez achar que estavam purificadas
demais?</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal">Deixo à vossa
analise.</p>
 
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal">Beijos da
Maria</p>
 ]]></description>			<link>http://mariaroque.bloguepessoal.com/9358/AS-BETAS/</link>			<comments>http://mariaroque.bloguepessoal.com/AS-BETAS-26102007-174729-lp-9358.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://mariaroque.bloguepessoal.com/9358/AS-BETAS/</guid>			<pubDate>Fri, 26 Oct 2007 17:47:29 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[ESPAÇO PARA AMAR]]></title>			<description><![CDATA[<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal">Está socialmente
convencionado que as mulheres &ldquo;cheinhas&rdquo; não
têm muita sorte no amor. O estereótipo de beleza
está convencionado e todas sabemos que não é
nada fácil estar à altura. As modas,
depilação, manicure, pedicure, e claro as curvas, que
devem ser o mais ligeiras possível, sendo que podem
até ser desculpadas umas gordorinhas numa cara
&ldquo;laroca&rdquo;.</p>
 Agora será esta uma falsa realidade?
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal">Será que as
magrinhas que se passeiam se calças cintura
descaída,<span> </span> e jogam às cartas
sentadas na praia sem pneus salientes, são
felizes?</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal">Pois deixem-me falar-vos
de uma gorda que se vingou. Vingou-se bem de todas estas
convenções. E vingou-se tendo sexo com muitos mais
homens do que possamos imaginar.</p>
 Quando o namorado regressava das viagens a Espanha dizia
tristonha:
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal">-<span> </span>
Este fim-de-semana regressamos à &ldquo;pila
base&rdquo;!</p>
 Estiveram separados devido a uma traição
(dele) e a partir daí decidiu gozar com ele enganando-o
vezes sem conta. O numero 8 da rua onde vivia era o mais concorrido a
partir das 5 da manhã. Quase todos os dias a Menina Joana
chegava com um rapaz diferente.  
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal">Sempre se vangloriou dos
seus troféus. Houve até o namorado de uma amiga e o
irmão de outra incluídos no rol. Claro que
após o acto, recheado de muita carne e muito fogo, Eles
pediam-lhe sempre que não contasse a ninguém.
Envergonhava-os o facto de estarem com uma mulher que
provavelmente, entre amigos, criticaríam pelas
curvas.</p>
 Mas a verdade é que estar com a Joana era, pelos
vistos, estar no céu. O sucesso (embora escondido) era muito
. Ela era uma mulher sem tabus, que exibia os pneus em vestidos
muito curtos. Sempre com muita confiança, sem complexos, e
claro, que gostava muito de sexo. Ela era a gorda que
&ldquo;gozava&rdquo; com os nossos problemas com este ou aquele
namorado, com os complexos por esta ou aquela gordurinha, com as
magrinhas e os seus fins-de-semana solitários. Ela era muito
mais feliz no seu corpo que provavelmente muitas de
nós.
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal">A sua mãe
repetia-nos sempre a apertar a sua bata, nos intervalos das
refeições que fazia no restaurante:</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal">-A minha Joana sempre
gostou de Comer, também não é fácil
resistir, com uma mãe cozinheira. </p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal">Maria Roque</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal">8 Out 2007</p>
]]></description>			<link>http://mariaroque.bloguepessoal.com/6943/ESPACO-PARA-AMAR/</link>			<comments>http://mariaroque.bloguepessoal.com/ESPAcO-PARA-AMAR-09102007-102342-lp-6943.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://mariaroque.bloguepessoal.com/6943/ESPACO-PARA-AMAR/</guid>			<pubDate>Tue, 09 Oct 2007 10:23:42 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[A culpa é da vontade]]></title>			<description><![CDATA[<p>Da vontade de
ser amado? de ser enganado?de ter um ou mais orgasmos? de ser posto
à prova? A culpa é da vontade de viver?Da vontade de
cumprir um predestino de acasalamento? Da necessidade de
sedução?</p>
<p> Às
vezes juro que não entendo as mulheres. Eu sou mulher e sei
do que falo.Já "não me entendi muitas vezes".
</p>
<p> As
mulheres são capazes de ter sexo sem amor,  de fingir
orgasmos vezes sem fim, de ser infieis com o ar mais casto
possivel. De namorar anos sem amar. De casar e ter filhos para
cumprir convenções. De manter relações
com Homens casados e viver felizes com isso. De aceitar as
infidelidades dos parceiros. De manter relações de
mentira para não ficar só. São capazes de
enganar amigas mantendo relações com os seus
parceiros. De fantasiar e passar pelas mais incriveis
experiências e chamar "porcos"  aos filmes
pornograficos. </p>
<p>Na verdade
há muitos tipos de mulher. Não há criterios,
não há chavões. Vivemos numa realidade em que
vale tudo. Vale sermos como os homens, sermos mães, sermos
infieis, sermos boas, sermos más. Inscosntantes, atinadas,
bêbadas. É-nos permitido ser loucas por sexo, mas se
não gostarmos tb é normal. Podemos ter um homem
diferente  todas as noites, podemos ter sexo sem prazer. Ter
multiplos orgasmos (se alguém tiver a formula diga). Este
é o tempo da liberdade. Estamos mais unidas! As mulheres de
muitos homens já são bem vindas! Há
código de conduta como nos homens. Defendemos-nos e
não nos criticamos.
 </p>
<p>Estas
são histórias de mulheres e de alguns homens
também.(as vossas histórias são bem
vindas)</p>
<p>Ah.. E um
grande VIVA à vida!</p>
<p>Maria
Roque </p>
<p> </p>
<p> </p>
]]></description>			<link>http://mariaroque.bloguepessoal.com/6538/A-culpa-e-da-vontade/</link>			<comments>http://mariaroque.bloguepessoal.com/A-culpa-e-da-vontade-05102007-194254-lp-6538.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://mariaroque.bloguepessoal.com/6538/A-culpa-e-da-vontade/</guid>			<pubDate>Fri, 05 Oct 2007 19:42:54 +0200</pubDate>		</item>	</channel></rss>