<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0">	<channel>		<title>[bloguepessoal.com] mallukkita : <![CDATA[Pensamento, reflexão e introspecção]]></title>		<link>http://mallukkita.bloguepessoal.com</link>		<description><![CDATA[Pensamento, reflexão e introspecção]]></description>		<language>pt</language>		<copyright>Copyright (c) 2006, Hi-pi</copyright>		<generator>Hi-pi RSS 2.0 generator</generator>		<docs>http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss</docs>		<pubDate>Wed, 24 Oct 2007 23:00:32 +0200</pubDate>		<item>			<title><![CDATA[Vidas Cruzadas]]></title>			<description><![CDATA[<p align="justify">   Rapaz encontra rapariga. Ou será rapariga encontra
rapaz? Bem, ele conquistou-a. Completamente...</p>
<p align="justify">   Inconsequentemente entregam-se os
corpos e as almas. De início sim.
Completamente...</p>
<p align="justify">   Inesperadamente ele segue um caminho
diferente. Ela perdeu-o. Já não o encontra, os seus
corpos não se encontram, as almas separaram-se... Mas ele,
ele não consegue quebrar a ligação
transcendente que ambos tentam compreender. Trata-se
de uma barreira impenetrável que os dois precisam
atravessar para percorrer fados distintos. Ou
não?</p>
<p align="justify">   Pois, talvez o tal destino por
destinar que está destinado a cada um de nós seja o
de unir uma vez mais estas duas almas. Mas como? Quando? Lá
vem o senhor Tempo outra vez... Não sabe parar e tudo quer
definir! É ele que dita quando tudo vai acontecer enquanto o
destino descodifica como vai acontecer. Mas aos
poucos...</p>
<p align="justify">   Nós é que não
temos o tempo que o Tempo tem. Não queremos ter. Que
impaciência tão pouco dignificante do animal que
somos, que tão facilmente nos aproxima do animal irracional.
Mas é mesmo disso que estamos a falar, não é?
Da irracionalidade do amor. Esse sentimento tido como
inexplicável que explica parte do nosso comportamento. De
facto é ele a desculpa para o mau comportamento: "Têm
que o desculpar, ele estava apaixonado" ou "Coitada, ela só
fez aquilo porque sofreu um desgosto de amor".</p>
<p align="justify">   Juízo! Precisamos de
juízo! Na realidade, seria tudo mais simples se
conseguissemos colocar o coração em <em>stand-by</em>
e equacionar as nossas atitudes só com o cérebro em
<em>on</em>. O que é certo é que a vida, temperada
com gostos e desgostos, perderia o seu interesse.</p>
<p align="justify">                                                                           
Alexandra Luís</p>
<p align="justify">                                                                                                    
Outubro, 2007</p>
]]></description>			<link>http://mallukkita.bloguepessoal.com/9001/Vidas-Cruzadas/</link>			<comments>http://mallukkita.bloguepessoal.com/Vidas-Cruzadas-24102007-222619-lp-9001.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://mallukkita.bloguepessoal.com/9001/Vidas-Cruzadas/</guid>			<pubDate>Wed, 24 Oct 2007 22:26:19 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Agosto]]></title>			<description><![CDATA[<p align="justify">   Que dias frios aqueles do fim de
dezembro. Um frio que, junto ao rio, trespassa a malha do tecido
mais forte. Junto ao rio. O rio que acolhe as minhas
emoções entre dois mundos. Ora aqui por terras
alfacinhas, ora por paisagens ribatejanas. Fez três anos,
mais dia menos dia, não sei já bem dizer, que chorei
nas tuas margens campinas. Olhei as tuas águas serenas com o
coração oco. A vida roubou-me aquilo que eu tinha
como certo. Desgosto de amor! Maldito!</p>
<p align="justify">   Passaram-se os dias, os meses, os anos...
Volto a olhar as tuas margens, mas aquelas que vêem passar
Lisboa, de maneira especial, num Inverno que parece querer gelar
cada parte do meu corpo. Mas não. Tudo não. O
coração sente-se aconchegado, nem nota o frio de
dezembro. Será outra vez o Maldito?</p>
<p align="justify">   Eu não queria. Talvez quisesse e
pensasse que não queria... Mas agora já está.
É esperar que os dias passem, os meses e, quem sabe, os
anos. É deixar que o tempo ajude a escolher o destino,
aliás, os caminhos que este nos deixa escolher. Sim, porque
o destino não é destinado. Isto é, ele
é destino por destinar. Deus só sabe por onde vamos
entrar, não é Ele que nos escolhe as estradas. Pudera
eu escolher outras que mal escolhi...</p>
<p align="justify">   Perturbadoramente distante e frio, por
vezes, outras há que me envolves sedutoramente. Admiro-te.
Fazes-me gostar de ser submissa E lá vou eu nos teus
encantos...</p>
<p align="justify">   Mas tudo, tudo sem excepção
precisa de cuidados. as plantas, os animais, as pessoas, os
sentimentos precisam de ser regados, alimentados, lembrados... Se
não, secam, morrem, desparecem... Tu esqueces isso, nunca
regas.</p>
<p align="justify">   Chegou agosto. Como é bom sentir o
Tejo ribatejano, sentar sem mais nada para fazer e ler um livro.
Tratar dos animais, ver a galinha a cuidar de novas vidas, a terra
a dar os seus frutos de Verão. Ou então a praia,
olhar o mar onde o rio, fonte inspiradora, descansa finalmente. Que
diálogo tão inequivocamente fascinante este entre o
campo e a cidade!</p>
<p align="justify">   Mas não foi assim. Agosto enganou-me.
Já nem o tempo é como outrora... Então
não é que chove e o vento sopra frio! E tu
também foste para longe. No inicío foi
apremonição da saudade... pouca. Às tantas
fiquei chateada. Sim, muito. Trabalho cansativo? Tão
cansativo que as palavras não têm pernas para chegar
até mim? E quando chegam são curtas, coitadas! Talvez
seja eu, que tudo vivo intensamente e que tudo o vento levou! Pois,
um furacão de emoções que não consigo
guardar. Não podem ser todos como eu. Tu não
és de certeza. Guardas, trancas e deitas fora a chave! Eu
que adivinhe o que tu queres e o que tu sentes.</p>
<p align="justify">   O pior é que a culpa seguiu-se...
Será que estou a ser injusta? A ser pouco condescendente?
Mais uma vez o tempo vai ser dono do futuro. E os sentimentos ficam
por aqui. A saudade, a raiva, a culpa... A idade e o tempo que a
acompanha fazem-me pensar de maneira diferente, não me
deixam continuar com o fervilhar de sentidos e sentimentos.
Já sei esperar, pisar um seixo de cada vez no caminho que
escolhi deste destino incerto. Se não for este o caminho,
não faz mal. Não posso voltar a trás, mas
entro por outro.</p>
<p align="justify">                                                                             
Alexandra Luís</p>
<p align="justify">                                                                                                      
Agosto, 2007</p>
<p align="justify">                  </p>
]]></description>			<link>http://mallukkita.bloguepessoal.com/8610/Agosto/</link>			<comments>http://mallukkita.bloguepessoal.com/Agosto-22102007-235950-lp-8610.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://mallukkita.bloguepessoal.com/8610/Agosto/</guid>			<pubDate>Mon, 22 Oct 2007 23:59:50 +0200</pubDate>		</item>	</channel></rss>