<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom">		<title>http://luna.bloguepessoal.com</title>		<id>http://bloguepessoal.com/</id>		<link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://luna.bloguepessoal.com/atom.xml" />		<subtitle><![CDATA[Singularidades]]></subtitle>		<rights>Copyright (c) 2006, Hi-pi</rights>		<generator>Hi-pi ATOM generator</generator>		<author>			<name>Hi-pi</name>			<uri>http://luna.bloguepessoal.com</uri>		</author>		<updated>2009-07-03T20:25:57+02:00</updated>		<entry>			<title>O Sol renasce na minha alma</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>
</p>
<p>
O sol renasce
na minha alma,</p>
<p>
e de novo me
guia à tarde calma</p>
<p>
da vida que é
minha.</p>
<p>
De novo o
amor se avizinha</p>
<p>
e meu corpo
acalenta</p>
<p>
na quimera
que inventa</p>
<p>
um outro
sabor de paixão.</p>
<p>
E deseja a
verdade de um sentir genuíno</p>
<p>
sem barreiras
nem destino</p>
<p>
que o prenda
à desventura.</p>
<p>
Vem e liberta
a amargura</p>
<p>
do vazio que
se sente</p>
<p>
quando um
coração ausente</p>
<p>
vagueia pelo
deserto de sofrer.</p>
<p>
Seguro o sol
renascido na minha mão</p>
<p>
e percebo
então</p>
<p>
que os
receios e temores</p>
<p>
que tive de
outros amores</p>
<p>
ainda pairam
soltos pelo ar.</p>
<p>
<span></span>
Isabel Fagundes</p>
				</div>			</content>			<id>http://luna.bloguepessoal.com/184868/O-Sol-renasce-na-minha-alma/</id>			<link href="http://luna.bloguepessoal.com/184868/O-Sol-renasce-na-minha-alma/" />			<author>				<name>luna</name>				<uri>http://luna.bloguepessoal.com</uri>			</author>			<updated>2009-07-03T20:25:42+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>O Pescador</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p></p>
<p>(...) um velho
pescador retornava do mar com o seu pequeno barco, de cores
desbotadas e madeira envelhecida pelo tempo e pelas tempestades.
Era um homem de feições rudes e corpo franzino que, a muito custo,
puxava as cordas ásperas que iam prender o barco à terra. Estava
tão perto, que Maria podia ler dor nos seus olhos e tristeza
marcada no seu rosto. Acercou-se dele e perguntou:</p>
<p>Precisa de
ajuda?</p>
<p>O homem, com um esgar de
surpresa, olhou-a com uma indizível serenidade e
respondeu:</p>
<p>Não
menina!. E continuou a puxar o barco, como se sempre tivesse
estado só naquele seu mundo de dor e de mar.</p>
<p>Maria não sabia que
aquele homem, órfão de amor e mendigo de afectos, já há muito que
caminhava só, num mundo onde os homens de pensamentos deslembrados
jamais lhe haviam perguntado: Precisa de ajuda?. Por
isso aprendeu a fazer tudo sozinho, sem que lhe fossem oferecidos
gestos, nem palavras, nem um sorriso que lhe atenuasse o vazio que
passou a ser a sua vida. Ela não sabia, que aquele homem de feições
rudes e rosto marcado pela tristeza, havia perdido tudo, quando o
seu filho foi engolido pelo mar e a sua mulher surpreendida por uma
doença fulminante, que lhe tirou a vida em pouco tempo.</p>
<p>Também não sabia que,
depois de se perder tudo, o que nos resta é andar para a frente em
passo lento, ladeado de esperança e de alguma fé que nos possa
mover.</p>
<p>E aquele homem, todos os
dias, quer na bonança ou em temporal, arremete-se ao mar, na
confiança de um suceder qualquer que o guie a um qualquer novo
rumo.</p>
<p>(...) A paisagem
era matizada de amarelo, as folhas espalhadas pelo trilho de
árvores gigantescas e envelhecidas cobriam o solo de Outono
(...).</p>
<p>Maria pisava agora o
chão húmido com um cheiro a saudade e, ao fundo, podia ver uma
velha casa, dissimulada por ramagens tingidas de castanho e
laranja, com as janelas perdidas no tempo e um baloiço de madeira
mosqueada de verde. Parecia um quadro pintado na tela de um grande
artista, onde o som do silêncio é elevado ao transcendente e a cor
faz ecoar a nossa essência (...).</p>
<p>Junto à porta de entrada
para a casa, encarrilavam-se dezenas de vasos repletos de flores
coloridas, rosas, margaridas, camélias e tulipas. E mesmo ao lado,
perto de umas estacas feitas de urze, os fetos gigantes de um verde
intenso alegravam os recantos acastanhados de uma velha casa
entalhada num esconderijo da floresta (...)</p>
<p>(...) aquela era a
casa onde vivia o homem de feições rudes e olhos de dor
(...)</p>
<p>O homem, apesar da dor
marcada nos olhos e da tristeza vincada no rosto, não desistiu de
viver, porque tinha a floresta que o acolhia e o mar que o
libertava.</p>
<p></p>
<p><span></span>Isabel
Fagundes</p>
<p></p>
<p><strong>Este texto, aqui reduzido,
foi criado por mim e faz parte da colectânea de textos de autores
madeirenses ou que escrevem na Madeira, intitulada Leituras
Soltas, editada pela Fnac em 13/12/2008, que reverte na
totalidade a favor da AMI e Rotary Clube do Funchal cujo objectivo
é ajudar os mais necessitados.</strong></p>
				</div>			</content>			<id>http://luna.bloguepessoal.com/114075/O-Pescador/</id>			<link href="http://luna.bloguepessoal.com/114075/O-Pescador/" />			<author>				<name>luna</name>				<uri>http://luna.bloguepessoal.com</uri>			</author>			<updated>2008-12-22T10:27:39+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Perplexidade</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p></p>
<p>Há dias em que te
amo</p>
<p>outros em que te
esqueço.</p>
<p>E se porventura te
chamo,</p>
<p>ao romper da
aurora</p>
<p>ou ao
entardecer,</p>
<p>
éporque
apenas</p>
<p>
me
engano,</p>
<p>
aqui nesta
hora,</p>
<p>
antes de
morrer.</p>
<p>
Isabel
Fagundes</p>
<p>
17/10/08</p>
<p></p>
				</div>			</content>			<id>http://luna.bloguepessoal.com/95706/Perplexidade/</id>			<link href="http://luna.bloguepessoal.com/95706/Perplexidade/" />			<author>				<name>luna</name>				<uri>http://luna.bloguepessoal.com</uri>			</author>			<updated>2008-10-17T12:06:43+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Texto para crianças II</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p></p>
<p>
O Galo Vaidoso</p>
<p><span>Era um galo muito vaidoso,</span></p>
<p><span>Altivo e orgulhoso,</span></p>
<p><span>Da capoeira estava cansado,</span></p>
<p><span>Pois no meio de tanta galinha</span></p>
<p><span>Já nem vontade tinha</span></p>
<p><span>De andar emproado.</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span></span></p>
<p>
<span>Certo dia resolveu,</span></p>
<p>
<span>Logo que amanheceu,</span></p>
<p>
<span>Ir à selva vizinha;</span></p>
<p>
<span>Mas sem avisar a galinha</span></p>
<p>
<span>Que era a chefe lá do bairro.</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>Quando à selva chegou</span></p>
<p><span>O galo aventureiro encontrou</span></p>
<p><span>O crocodilo Danilo,</span></p>
<p>
">Que não comia erva nem milho,</span></p>
<p><span>Mas que na selva se quedou.</span></p>
<p><span>- Que raio de bicho és tu?</span></p>
<p><span>És galo ou és peru?</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span></span></p>
<p>
<span>O galo envergonhado</span></p>
<p>
<span>Seguiu o caminho calado</span></p>
<p>
<span>E uma serpente avistou.</span></p>
<p>
<span>- Eu sou Vicente, a serpente,</span></p>
<p>
<span>E, assim de repente,</span></p>
<p>
<span>Fiquei com vontade de comer</span></p>
<p>
<span>Uma ave assim gostosa,</span></p>
<p>
<span>Além de tenra e saborosa</span></p>
<p>
<span>É um gosto de se ver!</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>O galo, muito assustado,</span></p>
<p><span>Quis logo ver-se afastado</span></p>
<p><span>De tal bicho endiabrado.</span></p>
<p><span>Para acabar com a questão,</span></p>
<p><span>Lá veio o Leão Sebastião,</span></p>
<p><span>Com o seu porte robusto,</span></p>
<p><span>Vindo de trás do arbusto,</span></p>
<p><span>O galo avisou:</span></p>
<p><span>- Eu sou o rei da bicharada.</span></p>
<p><span>Nem te dês à maçada</span></p>
<p><span>De passear no meio do reino,</span></p>
<p><span>Pois é preciso muito treino!</span></p>
<p><span></span></p>
<p>
<span>Eis que aquele vozeirão,</span></p>
<p>
<span>Da garganta do leão,</span></p>
<p>
<span>O galo assustou.</span></p>
<p>
<span>E assim acordou,</span></p>
<p>
<span>Caindo do poleiro,</span></p>
<p>
<span>
</span><span></span><span></span><span></span><span></span><span>Acordou o bairro inteiro.</span></p>
<p></p>
<p>
<span></span></p>
<p></p>
<p></p>
				</div>			</content>			<id>http://luna.bloguepessoal.com/91815/Texto-para-crian-as-II/</id>			<link href="http://luna.bloguepessoal.com/91815/Texto-para-crian-as-II/" />			<author>				<name>luna</name>				<uri>http://luna.bloguepessoal.com</uri>			</author>			<updated>2008-10-11T22:09:34+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Texto para crianças I</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p></p>
<p></p>
<p></p>
<p></p>
<p><strong>Galinha
Martinha</strong></p>
<p></p>
<p>A galinha
Martinha</p>
<p><span></span>era minha
vizinha</p>
<p>e não imaginam quantos
pintos tinha!</p>
<p>Era o Manel que
pintava papel,</p>
<p>e a
Luisinha,</p>
<p><span></span>era muito
bonitinha,</p>
<p><span></span>mas gostava de
estar</p>
<p>sempre fora do
lugar.</p>
<p>A Cassandra</p>
<p>que era muito
malandra,</p>
<p>fazia
diabruras,</p>
<p>estragava as
figuras</p>
<p>desenhadas nos
jardins</p>
<p>da Dona Aurora
Centeio,</p>
<p>com altura de palmo e
meio</p>
<p>era a dona lá da
quinta,</p>
<p>e tinha uma grande
pinta</p>
<p>quando aos sábados de
manhã</p>
<p>espalhava o milho pela
horta</p>
<p>e deixava aberta a
porta.</p>
<p>Todos os pintos
saíam,</p>
<p>pulavam e
riam</p>
<p>no outro lado da
cerca,</p>
<p>felizes e
contentes</p>
<p>procuravam as
sementes</p>
<p>da flor do
girassol,</p>
<p>que depois
traziam</p>
<p>e juntos
comiam</p>
<p>abrigados do
sol.</p>
<p>E a galinha
Martinha</p>
<p>quantas vezes
vinha</p>
<p>aninhar os seus
pintos,</p>
<p>que ao fim da
tarde</p>
<p>num imenso
alarde,</p>
<p>entravam no
galinheiro,</p>
<p>que mais parecia um
palheiro</p>
<p>cheio de palha
dispersa.</p>
<p>Mas o sono era outra
conversa,</p>
<p>e arrumadinhos
depois</p>
<p>dormiam juntos a
dois</p>
<p>os pintos que
tinha</p>
<p>a minha vizinha
galinha.</p>
<p></p>
<p>Isabel
Fagundes</p>
<p></p>
<p></p>
				</div>			</content>			<id>http://luna.bloguepessoal.com/91778/Texto-para-crian-as-I/</id>			<link href="http://luna.bloguepessoal.com/91778/Texto-para-crian-as-I/" />			<author>				<name>luna</name>				<uri>http://luna.bloguepessoal.com</uri>			</author>			<updated>2008-10-05T00:34:36+02:00</updated>		</entry></feed>