<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom">		<title>http://luna.bloguepessoal.com</title>		<id>http://bloguepessoal.com/</id>		<link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://luna.bloguepessoal.com/atom.xml" />		<subtitle><![CDATA[Singularidades]]></subtitle>		<rights>Copyright (c) 2006, Hi-pi</rights>		<generator>Hi-pi ATOM generator</generator>		<author>			<name>Hi-pi</name>			<uri>http://luna.bloguepessoal.com</uri>		</author>		<updated>2009-11-01T18:13:50+01:00</updated>		<entry>			<title>Mais do que sentir</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>A palavra é
escassa,</p>
<p>quando o amor nos
enlaça</p>
<p>e nos assoberba a alma
de sentimento.</p>
<p>É indizível o
momento</p>
<p>quando o que se sente é
mais do que: Amo-te!</p>
<p>E a vontade é muito mais
que desejo,</p>
<p>mais do que verdade e do
que beijo,</p>
<p>mais do que certeza e
abalo de sentir.</p>
<p>É muito mais do que o
mundo</p>
<p>e anseio
profundo,</p>
<p>que transparece no olhar
e na sofreguidão das bocas,</p>
<p>e nas mãos como
loucas,</p>
<p>que avidamente percorrem
todos os recantos</p>
<p>dos corpos
deleitados.</p>
<p>É parca a voz para
sussurros e bramidos,</p>
<p>de prazer
vividos,</p>
<p>quando o amor
transcende</p>
<p>e transporta-nos ao mais
além de nós.</p>
<p>É tudo é tão
pouco</p>
<p>quando encontro em ti a
outra parte de mim.</p>
<p></p>
<p><span></span>
Isabel Fagundes</p>
<p><span></span>
<span></span>01/11/09</p>
				</div>			</content>			<id>http://luna.bloguepessoal.com/223603/Mais-do-que-sentir/</id>			<link href="http://luna.bloguepessoal.com/223603/Mais-do-que-sentir/" />			<author>				<name>luna</name>				<uri>http://luna.bloguepessoal.com</uri>			</author>			<updated>2009-11-01T18:13:35+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>O Outro Pedaço de Mim</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>Não sei de onde vens e
para onde queres ir</p>
<p>nem que sonhos me
trazes,</p>
<p>ou se me quererás
sentir.</p>
<p>Não sei o nada que
existia e a força que me impelia,</p>
<p>a procurar no
deserto,</p>
<p>o sinal,</p>
<p>o rumo certo,</p>
<p>que me guiava quando a
ti procurava</p>
<p>na infinidade de
mim.</p>
<p>Não sei o sentimento que
me agarra</p>
<p>quando o anseio me
amarra</p>
<p>a um pedaço de
ti.</p>
<p>Só sei que te
sinto,</p>
<p>em
palavras,e não minto,</p>
<p>quando do silêncio me
apartas,</p>
<p>me deleitas, me
arrastas,</p>
<p>para longe da
pena,</p>
<p>e quedo-me
serena</p>
<p>porque sei que a ti
quero.</p>
<p>Na mansidão
espero,</p>
<p>que um dia no meu
regaço</p>
<p>possa sentir o
abraço</p>
<p>do teu corpo que me
engasta e me torna completa.</p>
<p>E na emoção verdadeira,
quero ser a primeira,</p>
<p>a oferecer-te o
universo,</p>
<p>em poema ou em
verso,</p>
<p>que te farão inteiro com
sabor de felicidade.</p>
<p></p>
<p><span></span>
<span></span>Isabel
Fagundes<span></span></p>
<p><span></span>
30/10/09<span></span>
<span></span></p>
				</div>			</content>			<id>http://luna.bloguepessoal.com/223557/O-Outro-Peda-o-de-Mim/</id>			<link href="http://luna.bloguepessoal.com/223557/O-Outro-Peda-o-de-Mim/" />			<author>				<name>luna</name>				<uri>http://luna.bloguepessoal.com</uri>			</author>			<updated>2009-11-01T16:54:14+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>O Sol renasce na minha alma</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>
</p>
<p>
O sol renasce
na minha alma,</p>
<p>
e de novo me
guia à tarde calma</p>
<p>
da vida que é
minha.</p>
<p>
De novo o
amor se avizinha</p>
<p>
e meu corpo
acalenta</p>
<p>
na quimera
que inventa</p>
<p>
um outro
sabor de paixão.</p>
<p>
E deseja a
verdade de um sentir genuíno</p>
<p>
sem barreiras
nem destino</p>
<p>
que o prenda
à desventura.</p>
<p>
Vem e liberta
a amargura</p>
<p>
do vazio que
se sente</p>
<p>
quando um
coração ausente</p>
<p>
vagueia pelo
deserto de sofrer.</p>
<p>
Seguro o sol
renascido na minha mão</p>
<p>
e percebo
então</p>
<p>
que os
receios e temores</p>
<p>
que tive de
outros amores</p>
<p>
ainda pairam
soltos pelo ar.</p>
<p>
<span></span>
Isabel Fagundes</p>
				</div>			</content>			<id>http://luna.bloguepessoal.com/184868/O-Sol-renasce-na-minha-alma/</id>			<link href="http://luna.bloguepessoal.com/184868/O-Sol-renasce-na-minha-alma/" />			<author>				<name>luna</name>				<uri>http://luna.bloguepessoal.com</uri>			</author>			<updated>2009-07-03T20:25:42+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>O Pescador</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p></p>
<p>(...) um velho
pescador retornava do mar com o seu pequeno barco, de cores
desbotadas e madeira envelhecida pelo tempo e pelas tempestades.
Era um homem de feições rudes e corpo franzino que, a muito custo,
puxava as cordas ásperas que iam prender o barco à terra. Estava
tão perto, que Maria podia ler dor nos seus olhos e tristeza
marcada no seu rosto. Acercou-se dele e perguntou:</p>
<p>Precisa de
ajuda?</p>
<p>O homem, com um esgar de
surpresa, olhou-a com uma indizível serenidade e
respondeu:</p>
<p>Não
menina!. E continuou a puxar o barco, como se sempre tivesse
estado só naquele seu mundo de dor e de mar.</p>
<p>Maria não sabia que
aquele homem, órfão de amor e mendigo de afectos, já há muito que
caminhava só, num mundo onde os homens de pensamentos deslembrados
jamais lhe haviam perguntado: Precisa de ajuda?. Por
isso aprendeu a fazer tudo sozinho, sem que lhe fossem oferecidos
gestos, nem palavras, nem um sorriso que lhe atenuasse o vazio que
passou a ser a sua vida. Ela não sabia, que aquele homem de feições
rudes e rosto marcado pela tristeza, havia perdido tudo, quando o
seu filho foi engolido pelo mar e a sua mulher surpreendida por uma
doença fulminante, que lhe tirou a vida em pouco tempo.</p>
<p>Também não sabia que,
depois de se perder tudo, o que nos resta é andar para a frente em
passo lento, ladeado de esperança e de alguma fé que nos possa
mover.</p>
<p>E aquele homem, todos os
dias, quer na bonança ou em temporal, arremete-se ao mar, na
confiança de um suceder qualquer que o guie a um qualquer novo
rumo.</p>
<p>(...) A paisagem
era matizada de amarelo, as folhas espalhadas pelo trilho de
árvores gigantescas e envelhecidas cobriam o solo de Outono
(...).</p>
<p>Maria pisava agora o
chão húmido com um cheiro a saudade e, ao fundo, podia ver uma
velha casa, dissimulada por ramagens tingidas de castanho e
laranja, com as janelas perdidas no tempo e um baloiço de madeira
mosqueada de verde. Parecia um quadro pintado na tela de um grande
artista, onde o som do silêncio é elevado ao transcendente e a cor
faz ecoar a nossa essência (...).</p>
<p>Junto à porta de entrada
para a casa, encarrilavam-se dezenas de vasos repletos de flores
coloridas, rosas, margaridas, camélias e tulipas. E mesmo ao lado,
perto de umas estacas feitas de urze, os fetos gigantes de um verde
intenso alegravam os recantos acastanhados de uma velha casa
entalhada num esconderijo da floresta (...)</p>
<p>(...) aquela era a
casa onde vivia o homem de feições rudes e olhos de dor
(...)</p>
<p>O homem, apesar da dor
marcada nos olhos e da tristeza vincada no rosto, não desistiu de
viver, porque tinha a floresta que o acolhia e o mar que o
libertava.</p>
<p></p>
<p><span></span>Isabel
Fagundes</p>
<p></p>
<p><strong>Este texto, aqui reduzido,
foi criado por mim e faz parte da colectânea de textos de autores
madeirenses ou que escrevem na Madeira, intitulada Leituras
Soltas, editada pela Fnac em 13/12/2008, que reverte na
totalidade a favor da AMI e Rotary Clube do Funchal cujo objectivo
é ajudar os mais necessitados.</strong></p>
				</div>			</content>			<id>http://luna.bloguepessoal.com/114075/O-Pescador/</id>			<link href="http://luna.bloguepessoal.com/114075/O-Pescador/" />			<author>				<name>luna</name>				<uri>http://luna.bloguepessoal.com</uri>			</author>			<updated>2008-12-22T10:27:39+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Perplexidade</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p></p>
<p>Há dias em que te
amo</p>
<p>outros em que te
esqueço.</p>
<p>E se porventura te
chamo,</p>
<p>ao romper da
aurora</p>
<p>ou ao
entardecer,</p>
<p>
éporque
apenas</p>
<p>
me
engano,</p>
<p>
aqui nesta
hora,</p>
<p>
antes de
morrer.</p>
<p>
Isabel
Fagundes</p>
<p>
17/10/08</p>
<p></p>
				</div>			</content>			<id>http://luna.bloguepessoal.com/95706/Perplexidade/</id>			<link href="http://luna.bloguepessoal.com/95706/Perplexidade/" />			<author>				<name>luna</name>				<uri>http://luna.bloguepessoal.com</uri>			</author>			<updated>2009-07-08T09:09:41+02:00</updated>		</entry></feed>