<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0">	<channel>		<title>[bloguepessoal.com] carpediem : <![CDATA[Carpe Diem]]></title>		<link>http://carpediem.bloguepessoal.com</link>		<description><![CDATA[Carpe Diem]]></description>		<language>pt</language>		<copyright>Copyright (c) 2006, Hi-pi</copyright>		<generator>Hi-pi RSS 2.0 generator</generator>		<docs>http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss</docs>		<pubDate>Tue, 08 Jan 2008 16:21:54 +0200</pubDate>		<item>			<title><![CDATA[4º Capítulo]]></title>			<description><![CDATA[<p>  Só quando
vi os pratos, lembrei-me que fish é peixe, ou seja, eu
odiava peixe, sempre tive medo de espinhas, uma lembrança
não muito boa da minha infância.</p>
<p>- Sirva-se Clara - disse
James passando-me a travessa.</p>
<p>- Obrigada.</p>
<p>- Clara, Cláudia
irá voltar das férias daqui 3 dias, está muito
anciosa por voltar a ver-te - disse Joana de uma forma
simpática.</p>
<p>- Oh!! Cláudia,
já havia me esquecido de perguntar por ela, tantas
novidades, que me esqueci - disse de forma
embaraçada.</p>
<p>  Cláudia
era a filha adoptiva dos Ford, quando Joana pensou que nunca iria
conseguir engravidar adoptaram-na.</p>
<p>  Tinha 15 anos,
quisera eu que ela fosse minha companheira.</p>
<p>- Ela está de
férias escolar?</p>
<p>- Sim - disse Jack -
Está com uns amigos em Denver, onde nosso avô tem casa
lá, aliás uma big casa.</p>
<p>- Semana que vem iremos
para lá Clara, vais gostar muito de lá estar - disse
James.</p>
<p>  Enrolei um pouco
para não tocar no peixe, pareceu que nenhum deles haviam
percebido a minha esitação em relação
ao meu prato.</p>
<p>- Clara, podes levar-me
amanhã ao centro comercial? - disse Violet - Gostaria de
comprar algumas coisas novas para levar a escola.</p>
<p>- Se me mostrares o
caminho vou contigo - e sorri-lhe</p>
<p>- Claro.....sempre
passeamos por lá.</p>
<p>- Posso ir
também.......se quiserem.</p>
<p>- Com certeza Jack -
disse de forma a pensar em como seria meu primeiro dia passeando
com duas crianças.</p>
<p>  Terminámos
o nosso jantar e eu nem sequer comera o suficiente para garantir
que estava satisfeita.</p>
<p>  James pagou a
conta e seguimos para fora da sala, nos encontravámos no
Pub, com um grande aparelho com marfim a tocar algumas
músicas lentas.</p>
<p>- Clara, sente-se com as crianças na mesa que iremos
pegar algumas bebidas e sumos, bebe álcool sim? - disse
Joana ao indicar-me a mesa.</p>
<p>- Pouco, mas bebo.</p>
<p>  Sentamos, e de repente as crianças
começaram a me inundar por comentários.</p>
<p>-Clara, vais adorar esta cidade, as pessoas, os passeios,
não se preocupe iremos ajuda-la a se adptar aqui - disse
Jack.</p>
<p>  Senti um remorso por pensar que eles seriam um grande
desafio pra mim, e agora eles estavam a dizer por entre palavras
que seriam meus amigos.</p>
<p>- Sim Clara, vamos contigo onde quizeres ir, iremos fazer
piquiniques, pois meus pais não dispoem de muito tempo para
nós - disse Violet.</p>
<p>- E Cláudia na idade que tem não está muito
disposta a passear connosco, nos acha muito crianças - disse
Jack de uma maneira esitante.</p>
<p>- Muito crianças?</p>
<p>- Não acho isso de vocês, me parecem bem maduros
para a idade que tem - disse devolvendo um sorriso para ambos e
bagunçando o cabelo de Jack.</p>
<p>- Grrrrrr!!! Demorei 25 minutos para arrumar esse cabelo.</p>
<p>  Olhei para Violet e riamos sem parar.</p>
<p>- Não te preocupes Jack, hoje Amanda não
virá aqui - disse Violet.</p>
<p>- AH!!!!! Quer dizer que o Jack namora? - interrompi a nossa
crise de riso.</p>
<p>- NÂO!!!!! Não é bem isso, só gosto
um pouco dela - disse de modo com que o seu rosto
tornou -se vermelho, e virou a cabeça em
direção aos pais.</p>
<p>- Okei, já percebi, não comentarei nada com a
Joana, nem com a Cláudia.</p>
<p>- Assim é melhor, da última vez que disse alguma
coisa a Cláudia, minha mãe passou semanas a
importunar-me com alguns comentários</p>
<p>  PIsquei-lhe o olho de modo com que parassemos a tal
conversa pois os Ford encaminham-se a nossa mesa.</p>
<p>- Aqui tem os sumos meninos, e uma cerveja para ti Clara.</p>
<p>- Obrigada James.</p>
<p>- Clara...leva-me a casa de banho - disse Violet.</p>
<p>- Vamos? - retorqui levantando num salto.</p>
<p>  Ao passarmos a porta em direção ao
fundo do pub, Violet segurou o braço.</p>
<p>- Tenho de contar-te uma coisa.</p>
<p>- Estou toda ouvidos.</p>
<p>- Jack beijou ontem a Amanda pela primeira vez.</p>
<p>- A sério?.</p>
<p>- Sim, e eu vi, estava com eles no fundo da escola, vigiando
para ver se alguém aparecesse.</p>
<p>-Nossa que emocionante.</p>
<p>- Emocionante é pouco, foi lindo, eles estão
apaixonados.</p>
<p>- Mas isso é óptimo.</p>
<p>- Então, amanhã eles irão se encontrar
depois das aulas no centro comercial, onde tu estarás
connosco.</p>
<p>-Ah!!!! Percebi o motivo de irmos para lá
amanhã.</p>
<p>-Tens de os ajudar Clara.</p>
<p>- Ajudar em que sentido?</p>
<p>- É que - ela baixou os olhos e passou a mão pelos
cabelos - a mãe dela não quer que ela esteja andando
connosco......costuma a referir-se como o bando de brasileiros.</p>
<p>- Não acredito!!! O que tem a ver as nossa nacionalidade
com isso?</p>
<p>- Mas o Jack não é inglês? - perguntei com
dúvida, Joana havia me falado que aa únicas
brasileiras eram ela e Violet.</p>
<p>- Sim, mas é porque nossa mãe é
brasileira.</p>
<p>- Isso é uma besteira.</p>
<p>- Vais ajudá-los então?</p>
<p>- Vou, umas história de amos sempre tem os seus
obstáculos - disse de forma a cuspir na palma da minha
mão e estendendo o braço até ela.</p>
<p>  Olhou-me com os olhos arregalados.</p>
<p>- És mesmo estranha Clara- cuspiu também na palma
da sua mão e apertou a minha.</p>
<p>- Bom agora temos motivos de ir até a casa de banho para
lavarmos as mãos.</p>
<p>- É verdade.</p>
<p>  Assim que voltamos paralizei ao visualizar a nossa
mesa.</p>
<p>  Estava sentado na cadeira ao meu lado, já
não tinha o chapéu na cabeça, tinha um casaco
preto por cima da bela camisa social, o seu cabelo bronze estava
mais escuro, poderia ser pela iluminação que agora se
tornava mais escassa fora da sala de jantar.</p>
<p>  Violet puxou a minha mão, como se percebesse que
estava num transe.</p>
<p>- Vamos Clara</p>
<p>- Vou corar denovo..... - disse com voz a sair por entre meus
dentes serrados.</p>
<p>- Vai nada, se quizer podes sentar-se no meu lugar.</p>
<p>- Obrigada.</p>
<p>  Chegamos a mesa e sentei-me no lugar de Violet.</p>
<p>- Olá - disse Edward ao lançar-me um sorriso de
cortar a respiração.</p>
<p>- Olá - respondi sentindo o meu coração na
boca.</p>
<p> </p>
]]></description>			<link>http://carpediem.bloguepessoal.com/20941/4-Capitulo/</link>			<comments>http://carpediem.bloguepessoal.com/4--Capitulo-08012008-153029-lp-20941.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://carpediem.bloguepessoal.com/20941/4-Capitulo/</guid>			<pubDate>Tue, 08 Jan 2008 15:30:29 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[3º Capítulo]]></title>			<description><![CDATA[<p>  Seguimos pelas ruas a uma velocidade moderada.</p>
<p>  Havia me esquecido que a mão de
direção era contrária, o que me fez torcer
para não batermos em nada.</p>
<p>  James virá a minha expressão</p>
<p>- Está tudo bem Clara? - disse com um sorriso no
rosto.</p>
<p>- Sim - disse tentando me concentrar na estrada, como se a minha
concentração fosse ajudar em algo.</p>
<p>  James pareceu perceber o que eu estava a pensar.</p>
<p>- Não te preocupes, dirijo bem.</p>
<p>- Vou acreditar nisso.</p>
<p>  Passado algum tempo, viramos para a direita onde se
encontrava várias casas iguais.</p>
<p>  Todas elas por fora eram de tijolos, janelas pequenas e a
porta da entrada num tom castanho e com vidros destorcidos
nela.</p>
<p>  Era tudo muito acolhedor o que fez me sentir bem.</p>
<p>- Moras aqui? - minha voz saiu como um espanto.</p>
<p>- Sim, moramos aqui, gostas? - perguntou de modo
simpático.</p>
<p>- Adoro-a.</p>
<p>  Saímos do carro, e o frio voltou a correr sobre o
meu corpo.</p>
<p>  Ajudei James a retirar nossas malas.</p>
<p>  Todas as casas eram de 2 andares e no alto da janela
central de todas elas haviam flores e mais flores.</p>
<p>  Ele abriu a porta e me deparei com um carpete verde
esmelrada que se estendia por toda sala e escadas acima.</p>
<p>  A minha esquerda via a cozinha, pequena, mas parecia que
tudo estava no seu devido lugar</p>
<p>  Segui em frente e chegara a sala.....Vi que ali era o
espaço q a família mais gostava, haviam jogos no
chão, e muitos desenhos feitos provavelmente feitos por
Violet, era loira, inteligente e muito falante, tinha 8 anos.</p>
<p>  A esquerda havia um skate e uma bicicleta muito bem
equipada, previ que aquilo era de Jack, era um garoto super ativo
com os seus 11 anos e parecida gostar muito de esportes.</p>
<p>  Ao fundo da sala havia uma grande porta de duas folhas,
observei através da cortina e vi Joana e as crianças
sentadas numa mesa de piquinique absorvendo um pouco do pouco sol
disponível daquele dia.</p>
<p>  Dei um salto para trás acabando por pisar em
James, Violet e os outros não haviam percebido a nossa
chegada e quando me virá atrás da fina cortina branca
gritou de susto.</p>
<p>- Chegaram!!! Como foi a viagem ?- disse Joana.</p>
<p>  Eu estava um pouco assustada com o grito de Violet, ao
responder minha voz saiu esganiçada.</p>
<p>- Foi tudo bem.</p>
<p>  Após o susto, Violet ria sem parar, era um riso
gostoso de se ouvir.</p>
<p>- Venha Clara, venha conhecer o seu quarto - disse James,
parecendo mais ancioso do que eu.</p>
<p>  Os acompanhei até meu quarto.</p>
<p>  Meu quarto era de frente para o pequeno jardim do fundo
da casa, a primeira vista, apaixonei-me por ele.</p>
<p>- Porreiro,lindo, fixe - foram as únicas coisas que
consegui dizer.</p>
<p>  James abraçou Joana, suspirando de alívio
por eu ter aprovado o quarto.</p>
<p>- Esteja a vontade, qualquer coisa estamos na sala. Quando
terminar venha ter connosco, vamos jantar fora. - disse Joana.</p>
<p>  Acenti com a cabeça e eles fecharam a porta.</p>
<p>  Chegara a parte que eu menos gostava... arrumar as
roupas, sapatos, coisas pessoais, livros, cds..</p>
<p>  Nunca fora organizada...Na verdade estava aliviada de ter
um quarto só meu.</p>
<p>  Sempre dividi o quarto com Sofia minha irmã, ela
era organizada ao extremo, fazendo com que brigassemos muito.</p>
<p>  Seria a primeira vez que eu mesma iria organizar o meu
guarda-roupa da minha maneira.</p>
<p>  Demorei umas duas horas pra dar um jeito em tudo
aquilo.</p>
<p>  No meio tempo, Violet fora duas vezes ao meu quarto
levar-me sumo de maçã e bolachas de água e
sal.... Não tinha fome, mas achei que seria uma falta de
educação não aceitar bolachas de uma menina de
8 anos e iria fazer parte da minha vida dali pra frente.</p>
<p>  Tomei um banho, e me preveni com blusas para enfrentar o
frio, já tinha decidido ir atrás de uma gabardina na
manhã seguinte com a ajuda de Joana.</p>
<p>  Segui até a sala onde todos se encontravam a minha
espera.</p>
<p>- Vamos? - disse James num tom de voz animador.</p>
<p>- Vamos papá - disse Violet e Jack a sairem correndo para
desputar quem iria ficar com o melhor lugar no carro.</p>
<p>- Peço-te que te sentes no meio deles Clara, senão
iremos nos chatear muito cedo com a gritaria da Violet - disse
Joana de forma a quase sussurrar.</p>
<p>- Sem problemas, fique tranquila.</p>
<p>  Entramos no carro e Jack não parava de importunar
Violet, fiquei no meio da guerra deles, e os gritos de Violet e os
lamentos de Jack me fizeram lembrar que eu nunca fora fãn de
crianças....seria mais um desafio para mim.</p>
<p>  Entramos num restaurante....mas só depois percebi
que era mais um bar... o tal famoso Pub inglês.</p>
<p>  O empregado de mesa nos recebeu, indicando a mesa que
iriamos ficar.</p>
<p>  Para o meu azar a mesa era bem no meio da grande sala, e
vi que logo logo iriamos ficar famosos assim que as crianças
começassem a brigar....Nunca fora a favor de levar
crianças a este tipo de lugar, mas haveria de
habituar-me.</p>
<p>  Sentamos e logo pedimos as nossas bebidas.</p>
<p>- Quero uma coca-cola - disse Jack.</p>
<p>- Eu também - disse Violet.</p>
<p>  No preciso momento em que iria concordar com os dois,
James olho-os de forma a pensarem duas vezes.</p>
<p>- Sumo de maçã - disse Jack.</p>
<p>- Para mim também - disse Violet, ambos com um tom de
desanimo.</p>
<p>  Achei que seria melhor não pedir a tal bebida, por
mais que não apreciasse muito sumos decidi
acompanhá-los.</p>
<p>- Sumo de laranja para mim.</p>
<p>- Bom, um sumo de laranja, dois sumos de maçã e
duas cervejas.- disse James, mesmo sem perguntar a Joana o que ela
queria beber, parecia que era isso o que sempre bebiam quando
saiam.</p>
<p>- Clara trouxe a sua carteira de motorista? - disse
Joana.</p>
<p>- Sim, mas não vejo utilidade para ela aqui .</p>
<p>- Claro que tem - disse James - Irei até o Home Office
tratar da sua documentação, irá frequentar
algumas aulas de condução só para se adptar a
mão contrária, terá de nos ajudar com as
crianças.</p>
<p>- Han, sim, com certeza - afirmei, não sabendo muito bem
o que dizer.</p>
<p>- Sabe Clara, queremos viajar no próximo mês, como
se fosse uma segunda lua de mel e queremos contar consigo para
cuidar das crianças. - disse Joana.</p>
<p>  Meu Deus, eu cuidando de crianças?? me sentia uma
criança também, ainda mais num país
estranho.</p>
<p>- Podem contar comigo - disse</p>
<p>  Dei um breve sorriso ao olhar as crianças, essas
estavam  desanimadas e me mandaram um sorriso aterrador.</p>
<p>  Senti um tremor no meu corpo e pensei, será que
essas crianças serão umas pestes? Preferi acreditar
que não.</p>
<p>  Logo chegou o empregado de mesa.</p>
<p>- Olá me chamo Brian e vou servi-los esta noite,
já escolheram ?</p>
<p>- Dê-nos mais uns minutos - disse Jack.</p>
<p>- Voltarei dentro de instantes - disse o empregado com o sorriso
simpatico no rosto.</p>
<p>- Clara, sempre que jantamos aqui pedimos a mesma coisa, penso
que irá gostar - disse Joana de cabeça baixa com ar
quase autoritário.</p>
<p>  Olhei-a de forma confusa, será quem além de
não poder tomar um refrigerante não poderia escolher
o que me apetecia? Achei que seria melhor aceitar, prevendo que
tudo isso era devido a presença das crianças.</p>
<p>- Espero gostar também - disse com um ar
sério.</p>
<p>  O empregado havia voltado</p>
<p>- Escolheram?</p>
<p>- Sim, são três porções de Fish and
Chips - disse James entregando as ementas ao empregado.</p>
<p>- Com certeza... Hoje temos música ao vivo, estejam a
vontade em pedir músicas, eis aqui a lista.</p>
<p>- Obrigada - disse Joana.</p>
<p>  Pelo menos aquilo não ia mal...música ao
vivo...sempre fui movida a música...seria uma bela
noite..esperava eu.</p>
<p>  James me entregou a lista e pediu-me para ser a primeira
da nossa mesa a pedir uma música.</p>
<p>- Humm.....não sei o que
escolher....romantica...alegre...rock.....duvidas - exclamei.</p>
<p>- Escolha qualquer uma e depois escreve neste papel e entregue
ao músico - disse Jack.</p>
<p>   Olhei para eles num sobre salto, eu iria ter de me
levantar, passar por quatro mesas e entregar o papel com a minha
possível péssima escolha ao músico??? NO
WAY.....</p>
<p>- Escolha qualquer uma por favor, senão meu pai vai
escolher rock e eu ficarei com dores de cabeça - disse
Violet com dor no olhar.</p>
<p>- Podes ajudar-me então? - disse devolvendo-lhe um leve
sorriso.</p>
<p>- Claro!!! - exclamou.</p>
<p>- Gosto muito do Just way you look tonight - disse ela de uma
maneira exaltada.</p>
<p>- Okei, será essa. - assenti quase que agradecendo-a.</p>
<p>- Vá!!! Escreva!!!! - disse Joana.</p>
<p>  A banda havia entrado e eu nem apercebera...</p>
<p>- Boa noite.... Espero que gostem muito de nos ouvir como
nós próprios gostamos - disse o músico de
forma a rir-se no final da sua frase.</p>
<p>  Não falava o inglês perfeitamente...mas
algumas coisa entendia...e acabei por rir também.</p>
<p>- Bom, quem será o privilegiado ou a privilegiada de
pedir a primeira música da noite? - disse ele de modo a
fazer com que seus olhos percorresse a sala toda.</p>
<p>  De repente.....</p>
<p>- Venha e tocarei a que escolheu.</p>
<p>  Nem havia percebi que o meu braço estava levantado
com a ajuda de Jack. Senti um calor cobrindo meu rosto todo e de
certeza estava mais vermelha do que um tomate.</p>
<p>  Olhei para Jack e este ria a minhas custas.</p>
<p>- Vá!! Sê corajosa - disse Violet rindo
também.</p>
<p>  Levantei-me e diridi-me ao músico de cabeça
baixa... Não queria nem imaginar todas aquelas pessoas me
olhando.</p>
<p>- Hum....Boa escolha - disse.</p>
<p>  Quando me virava para voltar ao meu lugar ele segurou o
meu braço.</p>
<p>- Vou cantá-la para si , sente-se ao meu lado.</p>
<p>  Eu estava prestes a ter um esgotamento nervoso....Senti
minha mão tremendo.</p>
<p>  Preferi nem abrir a boca.... pensando em que iria
gaguejar e errar no meu inglês básico.</p>
<p>  A música começou...linda como
é...ele começou a andar pela sala....a voz dele era
tão encatadora que até me esquecera de que todos
olhavam para mim e para ele em simultâneo.</p>
<p>  Voltou ao meu lado e segurou minha mão....Deveria
estar muito fria, pois ele olhou-me e sorriu.</p>
<p>  Não havia notado..mas ele era alto... pelo menos
para mim era...tinha o cabelo num tom de dourado,  a pele
morena clara, olhos verdes e expressivos e se vestia de modo
descontraído, calça de ganga, camisa social branca,
uma gravata mal atada ao pescoço e um chapéu preto
com uma fita de cetim preta também a dar volta.</p>
<p>  Puxou-me com delicadeza para perto dele.Fiteiu-o a tentar
perceber o que queria.</p>
<p>- Dance comigo - disse ao meu ouvido com uma voz de veludo.</p>
<p>  Não conseguia abrir a boca...Minha garganta estava
seca....Mesmo sem responder já nos encontravamos em passos
pra lá e pra cá.</p>
<p>  Acabou por começar a cantar a música mais
uma vez...Percebendo que agora dispunha de pelo menos uns quatro a
cinco minutos de dança com ele.</p>
<p>  Quando a música acabou todas as pessoal presentes
na sala nos aplaudiram...</p>
<p>  Levou-me até a minha mesa, beijou a minha
mão e agradeceu de forma sublime.</p>
<p>- Obrigada por dançares comigo, acho que não fui
tão mal assim - disse de modo a piscar-me o olho.</p>
<p>- Foi bom - exclamei tentando controlar a minha
respiração e voz.</p>
<p>- Até a próxima - retorquiu.</p>
<p>  Estava ainda atônita com tudo aquilo, nunca
ninguém em toda a minha vida tinha me tirado pra
dançar.</p>
<p>  Estava a sonhar acordada, quando assustei-me com o riso
de Jack ao meu lado.</p>
<p>- Precisas de umas aulas.</p>
<p>- Creio que não irei precisar, pois não
voltará a acontecer - disse de forma seca.</p>
<p>- Achas - continuou Jack - Frequentamos este a Pub a mais de um
ano e Edward sempre canta aqui, já o ouvimos cantar essa
música para muitas pessoas, mas fora a primeira vez que
dançou com alguém.</p>
<p>- Ham - disse de forma embaraçada - Acho que não
poderei mais vir aqui mas se eu quebrar uma perna 
ou algo do gênero não vejo o motivo para me tirar para
dançar.</p>
<p>  Nossos pratos haviam chegado....Começamos a
jantar.</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
]]></description>			<link>http://carpediem.bloguepessoal.com/20267/3-Capitulo/</link>			<comments>http://carpediem.bloguepessoal.com/3--Capitulo-05012008-022629-lp-20267.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://carpediem.bloguepessoal.com/20267/3-Capitulo/</guid>			<pubDate>Sat, 05 Jan 2008 02:26:29 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[2º Capítulo]]></title>			<description><![CDATA[<p>       A despidida não foi
demasiado longa.</p>
<p>       Já havia me
despedido do meu pai no carro,ele não iria comigo até
o check-in pelo motivo de não querer deixar o carro no
estacionamento.   </p>
<p>       Estava com minha
mãe, minha irmã e minha avó. Antes de irmos
para o aeroporto meu pai passou na casa da minha tia, irmã
dele, para pegar a minha avó.</p>
<p>       Já conseguia
ver James, era com ele que estava indo para a Inglaterra, e me
senti menos aflita em estar sozinha totalmente.</p>
<p>- Olá Clara, como te sentes? - perguntou-me ancioso.</p>
<p>- Estou ótima e tu? - perguntei da mesma maneira
não tentando que minha voz soasse a nervosismo.</p>
<p>- Também estou ótimo, Cláudia, Violet e
Jack estão anciosos com a sua chegada em Londres. - disse de
maneira a que parecia me deixar a vontade.</p>
<p>      Olhou de relance para minha
mãe onde haviamos formado um circulo em plena área de
check-in.</p>
<p>      Até ali não
pensara em chorar, sendo q a minha mãe e minha irmã
já estavam em prantos.</p>
<p>      Fizemos o check-in e passado
isso, James olhou-me com um sorriso cerrado, tentando me dar
espaço para despedir-me de minha família.</p>
<p>      Na verdade não sou muito
calorosa em relação a isso.</p>
<p>      Dei um abraço
rápido a cada uma delas, escutando os conselhos de minha
mãe e minha irmã.</p>
<p>      Acentia com a cabeça de
modo a dar entender q prestara atenção no que
diziam.</p>
<p>      Olhei para James com um olhar
desesperado, até q ele colocou suas mãos nas costas
de minha irmã e disse.</p>
<p>- Temos de ir para sala de embarque Clara.</p>
<p>- Claro!! Com certeza - respondi de imediato.</p>
<p>      Comecei a andar, virando as
costas para elas, não queria olhar para trás, quando
me senti segura, virei a cabeça do lado direito, sobre meu
ombro, e suspirei ao ver q já não se encontravam no
mesmo lugar.</p>
<p>      Ao passarmos pelas portas onde eu
sabia que não haveria volta, tive uma sensação
de bem estar,percebi ali mesmo que estava também a realizar
um sonho dos meus pais,pois eles nunca tinham saído do
Brasil.</p>
<p>       James dirigia-se a uma
Livraria e eu o seguia, náo tinha percebido como ele estava
bem arrumado, tinha calças de ganga e pelo modelo era de uma
grife qualquer, estava muito quente nesse dia, tinha uma t-shirt
preta e o casaco pesado dobrado no seu braço direito.</p>
<p>        Vi q no nosso
destino estaria muito frio e me arrepiei só de pensar na
minha blusa fina que levava amarrada na cintura.</p>
<p>- Vou comprar um livro para a viagem - disse James.</p>
<p>       Acenei com a cabeça
deixando-o a vontade para a sua escolha.</p>
<p>       Comecei então a dar
uma olhadela em tudo aquilo, a viagem seria longa, portanto
precisaria também de algo para me distrair.</p>
<p>       Peguei num livro sobre
vampiros, sempre fora fascinada com tais estórias a respeito
disto.</p>
<p>       Saímos da livraria e
dirigía-mos ao nosso portão de embarque.</p>
<p>       Passada uma hora e meia a
fila já se encontrava enorme, fitei-o de modo
embaraçoso e ele riu-se, estava a prestar mais
atenção em mim do que eu imaginava.</p>
<p>- Vôo 1745 Air France com destino a Londres conexão
em Paris - disse uma voz feminina.</p>
<p>- Vamos? - disse James com um sorriso discreto entre os
lábios.</p>
<p>        Dei um salto ao
levantar-me.</p>
<p>- Vamos - e me dirigi ao final da enorme fila.</p>
<p>        Ao levantarmos
vôo me senti um pouco enjoada, e no desespero, fechei os
olhos até o avião voltar estar horizontal.</p>
<p>        A hospedeira veio nos
servir algum lanche, não havia me alimentado muito bem em
casa por medo de dar vexame no avião.</p>
<p>        Tudo pra mim era
novidade, obseervava tudo com muito atenção enquanto
James dormia tranquilamente, e senti uma ponta de inveja por ele
conseguir dormir tão bem.</p>
<p>        Chegamos à
Paris e nos encontravamos em outra sala de embarque para irmos
até Londres.</p>
<p>        O avião era
bem menor do que esse ao qual estavamos, era tudo bem apertado, os
nossos lugares estavam diferentes, perguntou-me se eu gostaria que
alguém trocasse para sentar-mos juntos.</p>
<p>        Disse que não,
na verdade estava feliz por sair um pouco debaixo dos olhos
dele.</p>
<p>        A viagem foi
rápida, umas duas horas, acho.</p>
<p>        Na
imigração correu tudo bem.</p>
<p>        No início foi
contrangedor, o senhor falava em inglês e eu falando em
português.</p>
<p>        Qdo saímos, o
sócio de James estava a nossa espera.</p>
<p>- Olá, como correu a viagem? - disse Edwin, com uns olhos
azuis brilhantes, e uma voz forte,era alto e grande, ao
contrário de James</p>
<p>        Eles conversaram um
bom bocado.</p>
<p>        O frio percorria a
minha coluna vertebral, James olhou-me de lado, percebi que
não tinha disfarçado muito bem o meu arrepio.</p>
<p>        Direcionou-me
até o estacionamento abrindo a porta do carro para eu
entrar.</p>
<p>- Lugar frio hein? - retorqui com um sorriso enviezado.</p>
<p>       Ligou o ar quente, ao
qual me fez aquecer um pouco mais</p>
<p>- Só mais uns minutos e dirigimo-nos a casa, tudo bem? -
falou de forma calorosa.</p>
<p>       FIquei a espera no carro,
dislumbrando tudo a minha volta, era tudo......muito.....antigo,
foi essa a minha primeira impressão em relação
a Londres.</p>
<p>     </p>
<p> </p>
]]></description>			<link>http://carpediem.bloguepessoal.com/19977/2-Capitulo/</link>			<comments>http://carpediem.bloguepessoal.com/2--Capitulo-03012008-141831-lp-19977.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://carpediem.bloguepessoal.com/19977/2-Capitulo/</guid>			<pubDate>Thu, 03 Jan 2008 14:18:31 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[1º Capítulo]]></title>			<description><![CDATA[<p>-Clara se apresse!!! - disse minha mãe,preocupada em
chegar atrasada ao aeroporto.</p>
<p>       Quase que a fulminei com o
olhar, parecia que ela nem se aperceberá de que eu já
me encontrava em estado de choque.</p>
<p>       Pensava comigo - morar em
outro país - era uma sensação boa, diferente,
mas boa.</p>
<p>       Apesar de sempre ter vivido
os meus 18 anos numa cidadela do Litoral Norte de São Paulo,
sempre quando olhava para um mapa Mundi, sabia que nunca ficaria
num lugar só por muito tempo.</p>
<p>       Meu temperamento
smepre fora algo de estranho, estva bem disposta, rindo, mas de
repente quando nem eu mesma esperava já me encontrava mal
disposta.</p>
<p>       Sou do signo de
Sagitário, não acredito em astros, mas quando nem
nós mesmos sabemos o que se passa connosco, acabamos nos
agarrando a tudo.</p>
<p>- O seu pai está a tua espera no carro e a sua
irmã também - disse minha mãe, nessa hora mais
do que impaciente.</p>
<p>- Já estou indo, só preciso prender o meu cabelo -
disse querendo por um ponto final naquela agitação
toda.</p>
<p>      Entrei no carro, e não
pude negar que me senti um pouco culpado em ir embora, a
expressão que meu pai esbolçava era algo
indecifrável.</p>
<p>      Meu pai sempre fora o meu
preferido, os seus olhos azuis de um tom invejável, um
cabelo liso, apesar dos seus 49 anos não tinha um fio de
cabelo branco, ao contrário de minha mãe, os seus 49
anos também a denunciavam, pintava o cabelo a cada 20 dias
na cor caju acobreado, é uma mulher esguia apesar de meu pai
sempre  chama-la de Gorda - era engraçado de ouvir.</p>
<p>- Estás preocupada? - dizia minha irmã mais
velha.</p>
<p>      Olhei pra ela e a culpa me
atormentou mais uma vez.Estava feliz,quando  que um dia pude
imaginar que iria morar com pessoas conhecidas na Inglaterra,ainda
mais dizendo em Londres.</p>
<p>      Minha irmã Sofia, com os
seus 26 anos e posso acrescentar muito mal vividos.</p>
<p>      Tinha uma beleza
natural, seus olhos castanho claro, seus cabelos cor de bronze, era
algo que deixava qualquer rapaz quando iria falar com ela a espera
de um não.</p>
<p>      Na nossa cidadela não
havia vida sócial, coisa que agora iria mudar, pelo menos
pra mim.</p>
<p>- Não, só estou a pensar - respondi
depois de algum tempo.     </p>
<p>      Meu pai arrancou, comecei a olhar
pela janela do carro, a estrada era longa, do meu lado direito
conseguia ver um pouco da praia,olhando mais para me despedir por
um tempo que eu também não sabia o quanto era.</p>
<p>       Do meu lado esquerdo via
claramente as montanhas e o seu verde, ali era tudo muito verde,
havia me acostumado com aquela vida pacata e estava um pouco
frustada por não saber como seria a minha vida numa cidade
grande, estranho, e de uma língua que eu não
conhecia.</p>
<p>       Chegamos ao aeroporto 4
horas depois de ter saído de casa.</p>
<p>       Era a hora que eu
estava a evitar, a hora da DESPEDIDA. </p>
<p> </p>
<p> </p>
]]></description>			<link>http://carpediem.bloguepessoal.com/19918/1-Capitulo/</link>			<comments>http://carpediem.bloguepessoal.com/1--Capitulo-03012008-010924-lp-19918.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://carpediem.bloguepessoal.com/19918/1-Capitulo/</guid>			<pubDate>Thu, 03 Jan 2008 01:09:24 +0200</pubDate>		</item>	</channel></rss>