<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom">		<title>http://apeedpedroiv.bloguepessoal.com</title>		<id>http://bloguepessoal.com/</id>		<link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://apeedpedroiv.bloguepessoal.com/atom.xml" />		<subtitle><![CDATA[Associação de Pais da Escola D.Pedro IV]]></subtitle>		<rights>Copyright (c) 2006, Hi-pi</rights>		<generator>Hi-pi ATOM generator</generator>		<author>			<name>Hi-pi</name>			<uri>http://apeedpedroiv.bloguepessoal.com</uri>		</author>		<updated>2009-10-06T17:43:41+02:00</updated>		<entry>			<title>Mentes que mentem</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><span>[texto
publicado no Jornal DESPERTAR, nº 27, ano 21, Abril
2009</span><span>]</span></p>
<p><span>
</span></p>
<p><span>O
filho do agricultor não quis sujar as mãos, o filho do carpinteiro
tinha medo de se magoar, a filha do pasteleiro fazia dieta, o filho
do sapateiro optou por andar descalço, o filho do servente andava
muito cansado, a filha da mulher a dias preferiu fazer noites, a
filha do homem do lixo detestava maus cheiros, a filha do pastor
não gostava de animais, o filho do carteiro tinha dores nas pernas
e o filho do lenhador tinha dores nos braços. Decidiram estudar,
pois estavam no seu direito, mas nem todos se deram bem, uns por
falta de oportunidade e outros por falta de jeito. É que para
estudar, nem todo o que nasce foi feito.</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>Quanto
à filha do médico, não quis, simplesmente, estudar! A filha do juiz
quis passear pelo estrangeiro, o filho da arquitecta não sabia
projectar, a filha da locutora tinha imensa vergonha, o filho do
farmacêutico perdeu-se nas drogas, o filho da advogada maçava-se
com as leis, a filha do cantor não tinha jeito para entoar, o filho
do futebolista afinal era poeta, a filha do banqueiro não precisava
de empréstimos e o filho da mãe candidatou-se à liderança. Foram
também estudar pois estavam no seu dever. Ninguém foi chumbado
mesmo sem ter estudado. É que quem não é filho de pai mudo é sempre
capaz de tudo.</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>Ora o
governo com tanto estudante, de todos os tamanhos e feitios, teve
que adaptar os modelos à variedade das capacidades, como se todos
tivessem nascido para a profecia do estudo e como se só os que
estudam fossem dignos da sociedade. Criou-se o complexo do prefixo
ou do sufixo e, continuando à moda antiga, foram-se valorizando
outros títulos, em vez dos condes, duques, viscondessas e
baronesas, todos enfiados no mesmo saco, merecedores ou não dessa
honra. Como se todos pudessem ou quisessem ser doutores. Ou pior!
Muito pior! Como se não os existisse sabedores de outras matérias,
não menos importantes mas apenas com direito ao doutoramento da
própria experiência, sem qualquer reconhecimento por falta de
estatuto.</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>Mas se
uns foram desvalorizados, para outros foi aberto caminho: aplanado,
batido, alisado, varrido e sinalizado para que não houvesse o
mínimo risco de um tropeção. Aos incapacitados para o estudo foram
concedidos esforços e apoios com a mesma mão-de-obra que costumava
orientar os capacitados. Aos descapacitados, ou seja,
àqueles que prescindem das suas capacidades, mesmo que as tenham, e
a quem deixam entrar na escola por estrita obrigação, foram
oferecidos todos os subterfúgios possíveis para não serem expulsos
e reprovados. E aos capacitados, foi-lhes retirado o tapete
vermelho, passando a desfilar, lado a lado, com os outros dois
tipos.</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>E o
governo inchou com tanto estudante. Inchou, no seu pequeno canto do
mundo sem, contudo, engrandecer a Europa. Aliás, serviu-se dela
para obter apoios e financiamentos e, em troca, encheu-lhe o olho
com rankings e estatísticas, com números e letras em papéis que
atestaram resultados mas que nunca garantiram letrados. Ou então
deram-lhes a garantia por metade: letrados a 50%. Vazios por dentro
mas credenciados por fora. E a recta dos rankings disparou por ali
fora, suscitando disputas numéricas, sem que ninguém se preocupasse
com as curvas da sabedoria que, coitadas, se contorceram, entrando
em decadência.</span></p>
<p><span>Os
grandes resultados são sempre uma alegria para todos, porque são
elevados e maiores do que os de outros, dando uma sensação de
superioridade. Mas os resultados valem o que valem, conforme quem
os analisa, conforme o que se espera deles. Ultimamente
assemelham-se ao soufflé, aparatosos e volumosos depois de
confeccionados mas ocos, a mirrar, mal saem do aconchego do forno.
Porque a cozinha está cheia de mestres e de credenciados e já não
se encontra um simples cozinheiro que chupe o dedo sujo de massa ou
que prove da colher e a torne a colocar no tacho, salpicado com
temperos de alma e sabedoria inata.</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>Cresce
o número de alunos mas diminui o de aprendizes, criam-se mais
teóricos que produtores, surgem menos operários que capatazes.
Simplesmente porque a vergonha tapou os olhos à razão. Porque o
brio abandonou a actividade e passou antes a enfeitar a profissão.
Porque a empregada de balcão, que nos atendia sempre com um sorriso
franco, pagou o DR da filha que nunca veio a sorrir para
ninguém.</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>Sempre
os houve, entendidos e leigos, comandantes e comandados,
estivadores e pensadores, trabalhadores e preguiçosos mas não eram
medidos pelo tamanho do nome. E antes de qualquer título estava a
pessoa, a sua postura e a sua genuína formação.</span></p>
<p><span>Os
Doutores talvez ainda não se tenham apercebido mas a sociedade
continua a precisar do agricultor, do carpinteiro, do pasteleiro,
do sapateiro, do servente, da costureira, do varredor, do pastor,
do lenhador e do carteiro tal como necessita do senhor doutor
médico ou do coveiro para se despedir quando o médico parte. E não
só por os primeiros se tratarem de produtores em vez de meros
prestadores de serviços mas, sobretudo, porque, em dias menos
luminosos, o advogado não vai fazer o pão, o banqueiro não vai
cultivar, o actor não vai costurar e a arquitecta não vai edificar.
E, acima de tudo, porque conheço uma veterinária que confunde
quistos com testículos e uma mulher da limpeza que, depois de
deixar uma sanita, uns degraus, uma parede e uns vidros a brilhar,
limpa a testa transpirada e sorri satisfeita por ter excedido a sua
obrigação.</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span></span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>
A Associação de Pais e Encarregados de Educação</span></p>
				</div>			</content>			<id>http://apeedpedroiv.bloguepessoal.com/156533/Mentes-que-mentem/</id>			<link href="http://apeedpedroiv.bloguepessoal.com/156533/Mentes-que-mentem/" />			<author>				<name>apeedpedroiv</name>				<uri>http://apeedpedroiv.bloguepessoal.com</uri>			</author>			<updated>2009-04-26T18:28:53+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Ler: O hábito que (não) temos</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>
<span>
[texto publicado no Jornal
DESPERTAR,</span></p>
<p>
<span>
nº 2, ano 18, Janeiro 2007]</span></p>
<p></p>
<p><span>A propósito do tema proposto neste espaço muitas
perguntas podemos colocar: os nossos filhos não lêem?; o que lêem
os nossos filhos?; os nossos filhos só lêem coisas
sem interesse?; que lugar ocupa a leitura na ocupação dos tempos
livres?; serão os nossos jovens diferentes dos seus congéneres
europeus?; o que motiva os jovens para a leitura?; qual o papel da
escola na promoção da leitura?; que hábitos de leitura temos que
nos permitam servir de exemplo para os nosso filhos?; que factores
influenciam as atitudes para com a leitura? (a escola? a família? o
grupo de amigos? as características pessoais?); como proporcionar
às crianças e jovens o gosto pela leitura? quando é que esse gosto
deve ser promovido e incentivado, sabendo-se hoje que é através do
gosto pela leitura que se adquirem competências que farão dessas
crianças e jovens, cidadãos socialmente mais integrados e
culturalmente mais ricos?; ler é uma questão importante?;qual a
importância da leitura nos vários graus de ensino?; o que devem ler
os alunos em cada grau de ensino?; quais as medidas de promoção da
leitura preferidas pelos professores? e quais são aquelas que
melhor resultam?</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>Com este texto não pretendemos responder a estas ou outra
perguntas mas, tão somente, dedicar alguma atenção ao assunto que
merece da parte de cada um de nós uma reflexão e análise, e
eventualmente, uma alteração de comportamentos e
hábitos.</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>Enquanto pais e educadores procuramos dar aos nossos
filhos o que de melhor há sem olharmos a custos,
muitas vezes fazendo esforços perfeitamente desproporcionados face
ao objectivo e aos resultados obtidos. Por vezes esquecemo-nos de
que o melhor que temos para lhes dar é o exemplo, para que eles
tenham, em cada pai e em cada mãe, um modelo de que se orgulhem e
queiram seguir. No caso particular da leitura esta é, em nosso
entender, uma questão fundamental.</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>Queixamo-nos, muitas vezes, que os nossos filhos não têm
hábitos de leitura, que não sabem ler, que não lêem, e quando o
fazem lêem coisas sem interesse. Queixamo-nos que os nossos filhos
não se interessam pelos livros, que só vêm televisão ou só estão no
computador, seja a jogar seja a
mensajar<strong>[<span><span><span><strong><span>[1]</span></strong></span></span></span>]</strong>.Mas
será mesmo assim?</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>De acordo com o 
Relatório Síntese do Ministério da
Educação<strong>[<span><span><span><strong><span>[2]</span></strong></span></span></span>]</strong>
<em>os resultados globais de estudos
nacionais e internacionais realizados nas últimas duas décadas
demonstram que, <strong>no que
respeita ao domínio da leitura, a situação de Portugal é
grave,</strong> revelando baixos níveis de literacia</em>
<strong>[<span><span><span><strong><span>[3]</span></strong></span></span></span>]</strong>,
<em>tanto na população adulta,
como entre crianças e jovens em idade escolar</em>. Porém o
fenómeno não se verifica só por cá, esta é hoje uma preocupação
comum a todos os países industrializados.</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>Os resultados de um recente estudo
(PISA)<strong>[<span><span><span><strong><span>[4]</span></strong></span></span></span>]</strong>
relativos à avaliação de níveis de leitura
revelam que Portugal se encontra numa situação muito desfavorável.
Os primeiros elementos, publicados em 2000, colocaram 48% dos
jovens portugueses nos patamares inferiores (1 ou 2) de uma escala
de 5 níveis. E entre a primeira apresentação de resultados e a
seguinte, em 2003, não se detectou evolução positiva. Também os
resultados das provas de aferição, realizadas no final do 1º ciclo,
tornaram evidente que a maioria das crianças faz a transição para o
2º ciclo sem ter adquirido competências básicas no domínio da
leitura e da escrita.</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>É neste contexto que aparece, em 2006, o
<span>Plano Nacional de Leitura</span> (PNL)</span><strong>[<span><span><span><strong><span>[5]</span></strong></span></span></span>]</strong> <span>que tem como objectivo central elevar os níveis de
literacia dos portugueses e colocar o país a par dos parceiros
europeus. Este plano, da responsabilidade do Ministério da
Educação, com a pareceria dos ministérios da Cultura e dos Assuntos
Parlamentares, assumido pelo governo como uma prioridade política,
constitui uma resposta institucional à preocupação pelos níveis de
literacia da população em geral e em particular dos jovens,
significativamente inferiores à média europeia. Destina-se a criar
condições para que os portugueses possam alcançar níveis de leitura
em que se sintam plenamente aptos a lidar com a palavra escrita, em
qualquer circunstância da vida, possam interpretar a informação
disponibilizada pela comunicação social, aceder aos conhecimentos
da Ciência e desfrutar as grandes obras da Literatura.
Concretiza-se num conjunto de medidas destinadas a promover o
desenvolvimento de competências nos domínios da leitura e da
escrita, bem como o alargamento e aprofundamento dos hábitos de
leitura, designadamente entre a população
escolar.</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>A implementação deste plano é importante mas por si só
não faz milagres, necessita de um envolvimento activo de todos os
sectores da sociedade. Se é certo que o papel da escola é
fundamental, não é menos verdade que o papel da família não pode
ser dispensado. Há que ser imaginativo e promover as mais variadas
iniciativas, de âmbito local, regional e nacional, a par dos
programas de promoção da leitura lançados no quadro do Plano. Se a
responsabilidade for assumida colectivamente, melhor e mais
depressa se conduzirá o país a um patamar superior. O país, e os
nossos filhos, precisa que adoptemos esta causa. O seu sucesso
depende da intervenção de todos e de cada um.</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>Todos nós sabemos que a leitura é fundamental para o ser
humano, para o seu íntimo, para seu desenvolvimento moral e
intelectual, para seu equilíbrio emocional. Ler faz bem! Ler é
saber. Ler é fazer tudo sem fazer nada. Lendo ampliamos horizontes,
adquirimos conhecimentos, interagimos com o mundo que nos rodeia,
conhecemos lugares, pessoas e culturas, fazemos descobertas, damos
asas à nossa imaginação e poder criativo.</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>Na opinião da Drª Isabel Pires de Lima, Ministra da
Cultura <strong>[<span><span><span><strong><span>[6]</span></strong></span></span></span>]</strong>,
<em> hoje temos plena
consciência que Ler é também uma forma de Poder. Porque o
conhecimento, no mundo em que vivemos, se tornou bem vital,
alavanca de progresso pessoal e social, uma espécie de chave mestra
que nos abre muitas portas, muitos caminhos. Falamos, portanto, de
um poder que é força construtiva. Um poder que nos torna mais
fortes, seres humanos mais completos, cidadãos mais preparados,
logo mais participativos. (...) quando hoje falamos em Ler, já
não nos referimos apenas à capacidade de soletrar e combinar
letras, reconhecendo símbolos convencionados, palavras e frases.
(...) Estamos a falar em Leitura que propicia uma maior
auto-consciência da Língua, uma mais ampla compreensão de
mundos.</em></span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>O livro, enquanto instrumento de comunicação, partilha de
ideias e reforço da consciência crítica tem um papel fundamental na
vida das comunidades. O livro desde sempre esteve associado à ideia
de liberdade e de rebeldia relativamente ao poder e aos cânones
dominantes, ele continua a ser um espaço de liberdade individual e
aprofundamento de saberes.</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>Ainda que os hábitos de leitura comecem a ser adquiridos
desde muito pequenos, mesmo antes de sabermos ler, nunca é tarde
para os adquirir. Ler deve ser sinónimo de prazer e como tal não
deve ser imposto, mas pode no entanto ser estimulado o gosto e a
aquisição de hábitos! Agora que estamos no início do ano ainda
vamos a tempo de, mais do que formular, concretizar o desejo, de
que este ano sejamos exemplo para os nossos filhos de uma forma
geral, e em particular no que se refere à aquisição de hábitos e
práticas de leitura.</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>O escritor Jorge Luís Borges<strong>[<span><span><span><strong><span>[7]</span></strong></span></span></span>]</strong>
disse um dia <em>dos diversos instrumentos do
homem, o mais assombroso é, sem dúvida, o livro</em>. Será?
O melhor é passarmos à leitura e, cada um por si, chegar (ou não) a
esta conclusão.</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>B O A S<span></span> L E I T U R A S
!</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>Associação de Pais e Encarregados de
Educação</span></p>
<p><span></span><span></span></p>
<p><span></span></p>
<p><span></span></p>
<div>

<div>
<p>
<strong><span>[<span><span><span><strong><span>[1]</span></strong></span></span></span>]</span></strong>
<span>Mensajar
é um termo que não existe em Português mas aqui propositadamente
utilizado para traduzir a utilização de programas de computador,
como MSN e Sapo Messenger, que permitem a conversação
escrita em tempo real, através da Internet</span></p>
<p><span></span></p>
</div>
<div>
<p><strong>[<span><span><span><strong><span>[2]</span></strong></span></span></span>]</strong>
<span>http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/ListaConteudos.aspx?area=28</span></p>
<p><span></span></p>
</div>
<div>
<p>
<strong><span>[<span><span><span><strong><span>[3]</span></strong></span></span></span>]</span></strong>
<span>Literacia refere-se,
em sentido amplo, à qualidade de quem é letrado ou alfabetizado,
num sentido mais específico, à capacidade (ou o grau dessa
capacidade] de ler e escrever diferentes tipos de texto e de
compreender o que é lido e escrito.</span></p>
<p><span></span></p>
</div>
<div>
<p>
<strong>[<span><span><span><strong><span>[4]</span></strong></span></span></span>]</strong>
<span>estudo lançado pela OCDE para medir a capacidade dos
jovens de 15 anos usarem conhecimentos na vida real: PISA -
Programme for International Student Assessment (tradução livre:
Programa<span></span> para
Avaliação Internacional dos estudantes). A 1ª recolha de informação
decorreu em 2000, tendo decorrido o 2º ciclo em 2003 os resultados
deste estudo podem ser consultados em http://www.gave.pt/pisa/resultados_pisa2003.pdf</span></p>
<p>
<span></span></p>
</div>
<div>
<p><strong><span>[<span><span><span><strong><span>[5]</span></strong></span></span></span>]</span></strong>
<span>Mais
informação sobre o PNL/ Ler</span><span>+</span>
<span>pode ser
obtida em</span> <span>http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/</span></p>
<p></p>
</div>
<div>
<p><strong><span>[<span><span><span><strong><span>[6]</span></strong></span></span></span>]</span></strong>
<span>Discurso
da Ministra da Cultura na apresentação do Plano Nacional de Leitura
(http://www.iplb.pt/pls/diplb/get_resource?rid=2150).</span></p>
<p></p>
</div>
<div>
<p>
<strong><span>[<span><span><span><strong><span>[7]</span></strong></span></span></span>]</span></strong>
<span>Jorge
Luís Borges nasceu em Buenos Aires a 24 de Agosto de 1899 e morreu
em Genebra a 14 de Junho de 1986. Escritor, poeta e ensaísta
argentino, de ascendência portuguesa, mundialmente conhecido pela
sua vasta obra (contos, filosofia, metafísica, mitologia e
teologia).</span></p>
</div>
</div>
				</div>			</content>			<id>http://apeedpedroiv.bloguepessoal.com/140794/Ler-O-h-bito-que-n-o-temos/</id>			<link href="http://apeedpedroiv.bloguepessoal.com/140794/Ler-O-h-bito-que-n-o-temos/" />			<author>				<name>apeedpedroiv</name>				<uri>http://apeedpedroiv.bloguepessoal.com</uri>			</author>			<updated>2009-03-15T13:53:37+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>A nossa Era já era!</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><span><span>
[texto<span></span> publicado no Jornal
DESPERTAR,</span></span></p>
<p><span>
nº 24, ano 19, Junho 2008]</span></p>
<p></p>
<p><span><span>Quem
disse que à nascença não sabemos nada, não sabia mesmo nadinha! Ou
então não pensou no que afirmou, não mediu a <strong>mentira</strong> que proferiu. É
certo que não começamos logo a andar, como alguns animais, nem
sabemos falar seja lá que língua for mas aprendemos imediatamente a
chamar a atenção dos mais velhos com vários tipos de choro, berros
e guinchos. Inconscientemente, sabemos exactamente quando e de onde
nos devemos alimentar e muitos de nós, apesar da tenra idade, da
falta de locomoção bípede e da ausência de linguagem apropriada ao
entendimento dos adultos, conseguimos inclusivamente mandar nos
próprios progenitores.</span></span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>Passamos, alguns anos mais tarde, a outra fase na qual,
apesar de estarmos absolutamente convencidos de que sabemos tudo,
sobretudo os mais velhos, afirmam convictamente que não sabemos
nada, e que nem sequer isso sabemos.... Cerca dos 40 anos,
porém, e apesar de arrastarmos connosco alguma experiência de vida,
somos frequentemente os primeiros a <strong>questionar</strong> a nossa
sabedoria ou a duvidar daquilo que julgávamos saber. Contudo,
curiosamente, é precisamente nesta etapa que passamos a compreender
profundamente algumas coisas que antes não faziam qualquer sentido.
E de repente damos por nós a dizer: <em>Haja saúde e tudo o resto é
secundário.</em>; <em>Ai que grande que ele está, como o
tempo passa...</em>; <em>São eles que nos fazem
velhos!</em>. E, sem darmos conta da transformação, nós que
também ajudámos a traçar as linhas do presente que vivemos e que já
fizemos outros dizerem que os envelhecemos, começamos a querer
voltar atrás, proferindo frases que nos parecem produto das
circunstâncias mas que afinal sempre foram ditas: <em>Dantes é que era bom!</em>;
<em>No meu tempo é que
era!</em>; <em>Isto já não é o que
era...</em>.</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>Na
verdade, isto nunca foi o que era nem poderia alguma vez assim ser.
A <strong>mudança</strong> é
uma constante da evolução, quer ela nos agrade ou não. Por isso é
que existe e deve existir um ciclo de <strong>vida</strong>, porque ninguém
aguentaria acompanhar mais do que um ciclo de <strong>evolução</strong>. Chegamos a um
ponto em que a actualidade ultrapassa a nossa capacidade de encaixe
e somos nós que pedimos: <em>Agora apaguem a luz que eu já não
quero ver mais nada.</em>. Porque, na realidade, tudo vai
mudando para todos de forma bastante acentuada. E quando a mudança
entra em choque com as nossas crenças, valores e perspectivas,
parece-nos demasiado violenta, e então pensamos que noutras eras
não terá tido tão grande impacto. O facto é que, apesar de
graduais, as mudanças nos acabam por parecer
drásticas.</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>Nascíamos de olhinhos fechados e tanto os olhos como o
nosso sexo eram uma enorme <strong>surpresa</strong> para os pais.
Agora, ainda dentro da barriga já escolhemos a cor da roupa e do
quarto. Ou às vezes são os pais que já escolhem a cor do cabelo do
bebé, o sexo e o grau de inteligência, o que para nós parece ser a
evolução a ir depressa e longe demais. Mas o que não está realmente
longe é o dia em que alguém vai suspirar: <em>No meu tempo é que era,
encomendávamos o bebé ao médico e íamos buscá-lo ao
hospital!</em> enquanto percorre os corredores impessoais do
mini-mercado humano, prestando atenção à promoção da semana 
<em>Pacote Gémeos. Leve
2 e pague 1. Oferta de botinhas em cor-de-rosa ou azul, na compra
de uma embalagem unissexo. Pronto a utilizar ou ainda com o cordão
umbilical</em>.. Esta <strong>ideia</strong> de que tudo mudou
muito na geração em que estamos é <strong>ilusória</strong> e interminável.
Haverá sempre alguém noutra geração a senti-lo com tanta
intensidade quanto nós o sentimos agora, porque em cada uma delas
dar-se-ão, de facto, extraordinárias e rápidas mudanças, umas para
melhor e outras para pior, para que o ciclo nunca termine e haja
sempre algo para melhorar e inovar.</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>Algumas mudanças são de tal ordem que conseguem
<strong>baralhar</strong>-nos
completamente. Passámos anos a provar que o que era caseiro e
artesanal é que era mais saboroso e, de repente, impingem-nos que
tem que vir tudo certificado, credenciado, aprovado e embalado e
que já não podemos ir pedir um bocadinho de salsa aos vizinhos.
Está claro que os mais agarrados às raízes não vão conseguir
embarcar nisto e se calhar antes de comerem as maçãs desinfectadas,
vão esfregá-las no chão, para terem a certeza de que apanham umas
doenças de quando em quando, à moda antiga, e que não ficam
super-protegidos à espera de uma só epidemia, mas que lhes seja
fatal. E afinal a lixívia faz mal ou não faz? É que dantes não
podíamos nem cheirá-la e agora antes de comer a fruta e os legumes
desinfectamo-los com lixívia diluída noutro
nome.</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>Até
os ladrões tiveram que se adaptar à <strong>modernidade</strong>, porque apesar
de ouvirmos mais relatos sempre existiram assaltos. Ou pensam que
na pré-história não se chegavam a matar por causa de uma osso!? Já
houve alturas em que era muito arriscado andar em locais desertos e
à noite na rua. Actualmente, nem tanto! Os ladrões preferem locais
movimentados e à noite têm outras ocupações, como a TV ou a
Internet, actualizando-se com novas técnicas de assalto e outras
tantas dicas e ideias. De dia, sim, retomam a actividade,
geralmente em escolas, pois os artigos disponíveis são de maior
qualidade, variedade e quantidade. Isto porque também os pais estão
mudados e enquanto noutros tempos quem perdia algo valioso nunca
mais arranjava igual, ou passava a guardar melhor, hoje em dia não
só arranja logo substituto como ainda da gama acima do artigo
furtado. Por exemplo, os miúdos ficam sem um telemóvel
Nokia mas no dia seguinte já os pais pagaram ainda
mais por um Optimus para ser roubado outra
vez!</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>Nem
a <strong>morte</strong>
permaneceu imutável. Também o cadáver sofreu grandes alterações.
Consta que agora os vermes sofrem de obesidade ou de subnutrição
pois os corpos enterrados já não são o que eram. Dizem eles, os
vermes, que os cadáveres não têm a mesma qualidade, são feitos de
qualquer maneira, cada vez com menos amor e consciência, sabem
todos ao mesmo, têm alto teor de gordura e açucares ou então são
tão light que não trazem carne agarrada, e as
embalagens são puro marketing, ou seja, muitas vezes as roupas
enchem o olho mas depois o conteúdo não corresponde às
expectativas.</span></p>
<p><span></span></p>
<p>
<span>
Só falta aparecer o "humanão", ao lado do papelão, do "embalajão",
do vidrão e do pilhão, para modernizar o ritual de despedida dos
mortos e acabar com os problemas de espaço ocupado por cemitérios
que podiam ser rentabilizados com tantas lojas e prédios. E quando
esse dia chegar os agentes funerários que não digam que <em>dantes é que era
bom</em>, adaptem-se e reutilizem o ser humano! Afinal
<strong>as técnicas</strong>
é que vão mudando, fazendo surgir novas conjugações de materiais e
ideias. A <strong>matéria-prima</strong> parece ser
exactamente a mesma da época em que tudo era melhor. E
depois... que importância tem o "humanão"? Não venham os
conservadores ou os humanistas dizer que já nada é como era. Afinal
sempre fomos recicláveis!?!</span> </p>
<p>
</p>
<p>
</p>
<p>
<span>
<em><span>A Associação de Pais e Encarregados de
Educação</span></em></span></p>
<p>
<em><span>Junho 2008</span></em></p>
<p>
</p>
<p>
</p>
<p>
</p>
<p>
<strong></strong></p>
<p></p>
				</div>			</content>			<id>http://apeedpedroiv.bloguepessoal.com/129230/A-nossa-Era-j-era/</id>			<link href="http://apeedpedroiv.bloguepessoal.com/129230/A-nossa-Era-j-era/" />			<author>				<name>apeedpedroiv</name>				<uri>http://apeedpedroiv.bloguepessoal.com</uri>			</author>			<updated>2009-02-13T00:22:03+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Letras Gordas  em tempo de crise</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>
<span>[texto publicado no Jornal
DESPERTAR,</span></p>
<p>
<span>
nº 26, ano 21, Janeiro 2009]</span></p>
<p></p>
<p>No tempo das vacas gordas
muitas pessoas viviam bem. Havia pessoas gordas e pessoas magras
mas quase todas comiam bem, não sofriam de stress e de falta de
tempo e gostavam de ler. Isto é, optavam por ler as gordas e as
magras. Ou seja, em vez de ler na diagonal, liam mesmo na
horizontal e na vertical.</p>
<p></p>
<p></p>
<p>Actualmente, lê-se pouco
mas ouve-se demais e fala-se muito na crise.</p>
<p></p>
<p>Fala-se tanto na crise que
até parece que, de um dia para o outro, vamos dar de caras com
inúmeras pessoas de aspecto miserável. Mas olhando para as pessoas
e tirando-se-lhes a medida pela estrutura, não se
percebe se vivem bem ou mal, pois a gordura pode ser símbolo de
pobreza, assim como a magreza pode ser sinal de riqueza. É
contraditório, de facto, mas não deixa de ser realidade: quem não
se alimenta bem pode desenvolver falsa obesidade, causada não pelo
excesso de alimento mas pelos defeitos da selecção. E quem é
escanzelado não significa que não se alimente por falta de posses.
Bem pelo contrário, pode indicar que o sujeito gasta fortunas em
produtos dietéticos, águas minerais para emagrecer, massagens,
tratamentos ou até operações estéticas, mesmo que não seja
saudável.</p>
<p></p>
<p>Hoje porém, tanto as
pessoas gordas como as magras vivem, quase todas, muito apressadas
e, como não têm tempo para tudo aquilo que querem fazer mas
necessitam de se manter informadas, muitas delas passaram a ler de
outra forma. Em vez de lerem um texto todo, lêem só as letras
maiores, chamadas as gordas. As mais perspicazes conseguem perceber
a mensagem mesmo sem ler tudo e as restantes ou ficam sem
compreender ou contam com os meios de comunicação audiovisuais para
captarem melhor e mais rapidamente a tal mensagem. Existem ainda
uns que já não acreditam em nenhum dos meios de comunicação e que
lêem as letras todas mas tanto desconfiam das gordas como das
magras.</p>
<p></p>
<p>Contudo e, de certa forma
também contraditório, apesar de se ler menos, existem cada vez
menos analfabetos e cada vez mais alunos nas escolas. Há quem diga
que são maiores em número e menores na qualidade e quem afirme que
são cada vez mais espertos, alguns já nascendo
ensinados. A verdade... só saberemos daqui a alguns
anos, quando começarem a trabalhar e mostrarem o que valem. Não
vale a pena discutirmos opiniões quando não existem certezas nem
vidências. Será a geração dos parasitas, habituados a
ter todas as vontades feitas pelos pais, ou uma geração
modernamente sofisticada que saberá encontrar uma outra forma de
viver? Queremos que seja uma geração positivamente virtual mas
também cremos e tememos que venha a ser virtualmente positiva. E se
o tememos não será por obstinação ou aversão aos novos valores mas
sim porque receamos que os alicerces estejam a fraquejar cada vez
mais e que, no futuro, não consigam suportar uma nova sociedade.
<strong>Achamos que não será viável nascer sem raízes profundas,
viver sem uma moral acutilante, crescer sem um conhecimento sólido
e envelhecer sem uma ética consolidada.</strong></p>
<p></p>
<p>E para que estes alicerces
continuem vivos e presentes em todas as sociedades e quaisquer
gerações é necessário continuarmos a ler as gordas e as magras. É
importante ouvirmos sem deixar de ler e de questionar e pensar, é
imprescindível que não nos deixemos cair na tentação da
superficialidade. É vital que tenhamos forças para procurar,
confrontar, descobrir, raciocinar e tirar conclusões ponderadas e
não precipitadas.</p>
<p></p>
<p>Nós não nos ficámos pelo
que andamos a ouvir. E mesmo sabendo que os jovens não falam, nem
lêem, nem pensam na crise, de que tanto se tem ouvido, fomos ler
sobre ela e quisemos escrever um pouco sobre ela, porque dizem que
afecta todos, velhos e novos, claros e escuros, gordos e magros.
Encontrámos a seguinte explicação: <em>Alteração que
sobrevém no curso de uma <strong>doença;</strong> momento
<strong>perigoso</strong> e <strong>decisivo</strong>; falta de
<strong>trabalho</strong>; situação dificultosa do governo que o
obriga a <strong>recompor</strong>-se ou a
<strong>demitir-</strong>se; <strong>falta;</strong> tecido
antigo..</em></p>
<p></p>
<p>E como gostamos de
raciocinar e reflectir ponderadamente, quisemos partilhar convosco
as nossas humildes conclusões: Seja ela, a crise, um problema de
gestão, uma catástrofe humanóide (já que não pode ser natural), uma
má distribuição de fortunas, um fantasma dos media ou o culminar de
uma violenta crise de valores morais, ela é sem dúvida o resultado
de atitudes e posturas mais antigas. Pode ser apenas a tal
<strong>doença</strong> que foi tendo curso e só agora teve
diagnóstico e nome. Aparenta ser <strong>perigosa</strong> se nos
deixarmos assustar por ela. Será <strong>decisiva</strong> para os
que não lêem ou ignoram as gordas e as magras pois não poderão
interferir no rumo que tomar. Trará falta de trabalho se todos o
confundirmos com emprego. Poderá <strong>recompor</strong> ou
<strong>demitir</strong> um governo se assim o entendermos e
tivermos a coragem individual para tal. E é, evidentemente, uma
<strong>falta.</strong> Mas talvez não uma falta material primária.
Pois afinal nunca um ser humano teve tantas posses numa só vida e
tantas coisas de que não precisa, ao ponto de destruir a educação
dos próprios filhos atafulhando-os de bens materiais, fúteis, caros
e dispensáveis, em tempo de crise.</p>
<p></p>
<p><strong>Actualmente, o que
é ela, a crise?</strong></p>
<p>É deixarmos de comprar o
que não precisamos? Privarmo-nos do que os nossos pais e avós nunca
tiveram? Não poder comprar sempre o topo de gama para trocar por
algo que ainda funciona? Apertar o cinto e continuar a encher os
filhos de porcarias e distracções para substituir a atenção que não
lhes damos? Trocar uma viagem por uma nova viatura que servirá para
mostrar aos outros e não para passearmos? Ou será a crise o momento
em que deixamos de comer como aqueles de quem tínhamos muita pena?
Que passamos a sentir o frio como aqueles que pensámos salvar por
termos dispensado um casaco? Que percebemos que não preparámos os
filhos para o que é realmente essencial?</p>
<p></p>
<p>Quanto ao <em>tecido
antigo</em>, no final da explicação que encontrámos sobre a
palavra <em>Crise</em>...</p>
<p>Que nele se borde, se
pinte, se grave, se escreva ou se imprima, com letras pequenas ou
grandes mas bem gordas no seu conteúdo, feitas por gente gorda e
magra, escura e clara, nova e velha, frases limpas e concisas para
serem lidas por gente que não gosta só de ouvir falar. Frases
longas ou curtas mas escritas com uma tinta onde a moral fique bem
impregnada, para que nunca entre em crise e dê origem à
CRISE.</p>
<p></p>
<p></p>
<p>A
Associação de Pais e Encarregados de Educação</p>
				</div>			</content>			<id>http://apeedpedroiv.bloguepessoal.com/118969/Letras-Gordas-em-tempo-de-crise/</id>			<link href="http://apeedpedroiv.bloguepessoal.com/118969/Letras-Gordas-em-tempo-de-crise/" />			<author>				<name>apeedpedroiv</name>				<uri>http://apeedpedroiv.bloguepessoal.com</uri>			</author>			<updated>2009-01-11T13:29:16+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Abra os olhos para o sono e durma</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><span><strong>(Sono e
Rendimento Escolar, um texto (também) para os mais
novos)</strong></span></p>
<p></p>
<p></p>
<p><span>
[texto publicado no</span>
<span><span>
Boletim "ENTRE PAIS", nº 23, de Janeiro
2008</span></span><span>]</span></p>
<p><span>
</span></p>
<p></p>
<p><span>
Ninguém sabe muito bem porquê, mas o bom senso diz-nos que
precisamos do sono para funcionar bem. Vários estudos científicos
mostram que o sono é necessário para o bom funcionamento do sistema
nervoso.</span> <span>
De acordo com alguns cientistas, o sono dá às células uma
oportunidade para se regenerarem enquanto que ao próprio cérebro é
dado tempo para arrumar as experiências do dia. Com a privação do
sono, os neurónios ficam de tal maneira esgotados de energia ou
poluídos pelos produtos resultantes da actividade celular, que
podem começar a ter problemas de funcionamento. Pensa-se, também,
que o sono permite ao cérebro exercitar ligações importantes
neuronais que poderiam, de outro modo, deteriorar-se por falta de
actividade.</span></p>
<p><span>
</span></p>
<p><span>
O sono tem uma função de primordial importância na nossa vida e na
nossa saúde. Ele é o responsável pela reabilitação do corpo e da
mente após um dia de esforço físico e psicológico, ajudando a
eliminar as toxinas. Dormir é uma necessidade básica do organismo,
é indispensável à vida.</span> <span>
Tanto quanto o comer e o beber, o dormir é muito importante para a
saúde. O bem-estar físico e psicológico depende essencialmente de
uma boa noite de sono.</span></p>
<p><span>
</span></p>
<p><span>
Como é possível aprender quando o corpo pede
descanso<strong>?</strong>
Como pode haver atenção e concentração, nas aulas e nas tarefas, em
estado de sonolência<strong>?</strong> Quando não dormimos o
tempo suficiente, ficamos sonolentos, incapazes de nos
concentrarmos, temos problemas de memória, a capacidade física é
afectada e temos menos capacidade de desenvolver cálculos
matemáticos. <strong>O sono, é
importante nos processos de aprendizagem e de
memorização</strong>.</span></p>
<p><span>
</span></p>
<p><span>
É imprescindível dormir as horas necessárias para que o nosso
organismo funcione adequadamente. O número de horas que é
necessário dormir diariamente varia consoante as pessoas e de
acordo com numerosos factores, nomeadamente a idade. As crianças
precisam de dormir mais. Um bebé muito pequeno dorme entre</span>
<span>
13 a</span> <span>
17 horas por dia; já uma criança com 10 anos pode precisar de
dormir</span> <span>
10 a</span> <span>
11 horas por dia. Com a idade, a necessidade média diária diminui.
Para a maior parte dos adultos bastará dormir entre 7 e 8 horas. No
entanto, algumas pessoas podem apenas precisar de 5 horas de sono
diárias enquanto que outras poderão necessitar de 10. À medida que
vamos envelhecendo menos precisamos de dormir. Normalmente a partir
dos 65 anos</span> <span>
6 a</span> <span>
8 horas de sono são suficientes.</span></p>
<p><span>
</span></p>
<p><span>
Obviamente, estes números são apenas uma
referência visto que cada indivíduo tem o seu ritmo próprio.
Contudo, é preciso não esquecer que não se pode fugir muito a estas
horas de sono, sob pena de a saúde ser afectada. Cada indivíduo
deve conhecer-se a si próprio aprendendo a ver quantas horas
precisa de dormir para se sentir repousado e com as capacidades
físicas e psicológicas funcionais. Com as crianças e os jovens é
difícil descobrir essa medida, pois raramente reconhecem estarem
cansados em consequência de um número diminuto de horas de
sono.</span></p>
<p><span>
</span></p>
<p><span>
Foram já feitios vários estudos que mostram a
relação directa entre o tempo de sono e os resultados escolares. A
conclusão é unânime: <strong>o
aproveitamento escolar é negativamente afectado por um tempo de
sono insuficiente</strong>. Cansaço, irritação, sonolência,
dificuldade de concentração e de atenção são alguns dos sintomas
que se notam em quem dorme pouco e que inibem a sua disponibilidade
para a aprendizagem. Outros estudos mostram que há uma tendência
para as crianças e os jovens se deitarem demasiado tarde e dormirem
poucas horas.</span></p>
<p><span>
</span></p>
<p><span>
O estabelecimento de horas de deitar,
adequadas à idade da criança, é uma regra fundamental. Igualmente
importante é transição entre a agitação do dia-a-dia e a necessária
calma da hora de deitar. Para que assim aconteça há alguns
"inimigos" em muitos dos quartos dos nossos filhos que importa
abater: a televisão; o computador e as consolas de jogos. Estes
elementos são um obstáculo ao cumprimento das horas de sono e
verdadeiros aliados na fuga ao cumprimento de
regras.</span></p>
<p><span>
</span></p>
<p><span>
É essencial criar um horário mais ou menos
regular de sono. Assim, deitarmo-nos e levantarmo-nos sempre à
mesma hora pode melhorar a nossa qualidade de sono. É igualmente
importante não fumar, não beber e não comer demasiado antes de nos
deitarmos. Seguir a mesma rotina todos os dias antes de deitar pode
ajudar a que adormeçamos mais rapidamente e a que durmamos
melhor.</span></p>
<p><span>
</span></p>
<p><span>
Bons sonos!</span></p>
<p><span>
</span></p>
<p><span>
</span></p>
<p><span>
A Associação de Pais e
Encarregados de Educação</span></p>
<p></p>
				</div>			</content>			<id>http://apeedpedroiv.bloguepessoal.com/109197/Abra-os-olhos-para-o-sono-e-durma/</id>			<link href="http://apeedpedroiv.bloguepessoal.com/109197/Abra-os-olhos-para-o-sono-e-durma/" />			<author>				<name>apeedpedroiv</name>				<uri>http://apeedpedroiv.bloguepessoal.com</uri>			</author>			<updated>2008-12-02T02:04:25+01:00</updated>		</entry></feed>