<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0">	<channel>		<title>[bloguepessoal.com] anasax : <![CDATA[As minhas coisas]]></title>		<link>http://anasax.bloguepessoal.com</link>		<description><![CDATA[As minhas coisas]]></description>		<language>pt</language>		<copyright>Copyright (c) 2006, Hi-pi</copyright>		<generator>Hi-pi RSS 2.0 generator</generator>		<docs>http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss</docs>		<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 10:26:19 +0200</pubDate>		<item>			<title><![CDATA[Origem de Aranha - Mitologia Grega]]></title>			<description><![CDATA[<p>Esta lenda foi referida pela primeira vez pelo poeta romano
Ovídeo nas suas «Metamorfoses». De acordo com o
poeta,</p>
<p>Arachne morava em Lydia (localidade que teve
reputaçãolegendária por produzir alguns dos
tecidos mais esplêndidos no mundo antigo) aí cresceu e
amadureceu, tornando-se conhecida em toda a Grécia. Arechne
era na realidade tão perita na arte de tecer que acabou por
se tornar arrogante, reivindicando que a sua habilidade rivalizava
com a da deusa Atena. Esta, na qualidade de deusa protectora dos
tecedores, depressa tomou conhecimento da existência de
Arachne e de imediato viajou até Lydia a fim de se
confrontar com essa mulher orgulhosa. Ao chegar, a deusa assumiu o
disfarce de um camponês idoso, e suavemente advertiu Arachne
para que não comparasse os seus talentos aos de um ser
imortal. Mas Arachne rejeitou a repreensão, e assim Atena
foi compelida a aceitar o desafio da mulher mortal.
Cada uma delas começou a elaborar uma tapeçaria.
Atenas teceu a sua tapeçaria com imagens que prediziam o
destino dos humanos que se comparavam às divindades,
enquanto a tecelagem de Arachne mostrava imagens dos amores dos
deuses. Tão grande era a habilidade de Arachne que o
trabalho dela igualou o da deusa. Então Atena, subjugada por
uma raiva imensa, golpeou a mulher repetidamente. Apavorada,
Arachne tentou fugir, mas Atena transformou-a numa aranha que
depressa desapareceu sem deixar rasto.</p>
]]></description>			<link>http://anasax.bloguepessoal.com/55976/Origem-de-Aranha-Mitologia-Grega/</link>			<comments>http://anasax.bloguepessoal.com/Origem-de-Aranha---Mitologia-Grega-11042008-194028-lp-55976.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://anasax.bloguepessoal.com/55976/Origem-de-Aranha-Mitologia-Grega/</guid>			<pubDate>Fri, 11 Apr 2008 19:40:28 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[O Mito de Venus]]></title>			<description><![CDATA[<p>Quando Saturno cortou os testículos de seu pai Urano,
estes ao cair no mar misturando o sêmen com as águas,
fecundou Gaia gerando a Vênus, Afrodite, uma deusa
lindíssima que surge numa concha e é levada ao Olimpo
pelas Horas, que cuidaram de sua beleza, tratando de
vestí-la com belas roupas. Ao chegar na morada dos deuses,
todos correram para admirá-la. Como diz o ditado popular:
"É impossível agradar a Gregos e Troianos"; a
Vênus não fugiu a esta regra. A deusa da Razão,
Minerva, Atena, a deusa das Artes, Diana, e a deusa do Lar, Vesta,
Hestia, insatisfeitas com a presença da bela deusa que
faziam os homens perderem a razão, afastava-os de seus lares
e ofuscava as artes com sua beleza, foram até Júpiter
solicitando que este prejudicasse a Vênus em alguma coisa, e
propuseram que ela casasse com o deus mais feio do Olimpo, Vulcano,
Hefesto, que era coxo e com marcas de cicatrizes no rosto, devido
ter sido atirado do alto do Olimpo, por sua mãe, Juno que o
gerou sozinha por raiva do amor de seu marido com a bela Atenas,
por achá-lo feio demais e tendo vergonha de
apresentá-lo aos outros deuses. Vulcano demorou um dia e uma
noite rolando morro abaixo e foi resgatado pelos povos
próximos do vulcão Vesúvio, que cuidaram de
seus ferimentos e o ensinaram as artes dos metais e do fogo,
tornando-se em grande artesão.</p>
<p>Casou-se Vênus contra sua vontade, ela que já se
apaixonara pelo jovem e valente Marte. Estes se encontravam
constantemente até que o Sol, Apolo, o deus que tudo via,
contou a Vulcano que sua mulher o traía. Este confeccionou
uma rede de ouro invisível e armou uma armadilha para os
amantes. Quando foram consumar mais uma vez o adultério,
Vênus e Marte ficaram aprisionados ao leito e Vulcano trouxe
todos os deuses para observar a vergonha da Vênus. Ao serem
libertados, Vênus esperava que Marte assumisse o seu amor e
mesmo expulsos do Olimpo fossem vagar pelos cantos da terra juntos.
Porém Marte frustou a deusa abandonando-a. Vênus, a
deusa do Amor, transformando seu amor em ódio, rogou uma
praga para que Marte se apaixonasse por todas mulheres que visse,
tornando-se assim um deus constantemente apaixonado e agressivo,
que tomava as mulheres a força quando estas não
cediam à sua sedução. A primeira mulher que
encontrou e se apaixonou foi Aurora esposa de Astreu.</p>
]]></description>			<link>http://anasax.bloguepessoal.com/55975/O-Mito-de-Venus/</link>			<comments>http://anasax.bloguepessoal.com/O-Mito-de-Venus-10042008-190813-lp-55975.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://anasax.bloguepessoal.com/55975/O-Mito-de-Venus/</guid>			<pubDate>Thu, 10 Apr 2008 19:08:13 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Lendas de Sintra]]></title>			<description><![CDATA[<p><strong>Lenda de Seteais</strong></p>
<p>Seteais é um dos mais belos recantos de Sintra. O seu
nome remonta a 1147, altura em que D. Afonso Henriques conquista
Lisboa e Sintra se rende sem resistência, uma vez que ficava
isolada do restante território árabe.</p>
<p>Segundo a lenda, um dos primeiros cavaleiros cristãos a
subir a serra de Xentra foi D. Mendo de Paiva que encontrou uma
porta secreta por onde fugiam vários mouros. Entre eles
encontrava-se uma moura muito bonita com a sua velha aia.</p>
<p>Quando viu o cavaleiro, a jovem, por se sentir descoberta,
suspirou.</p>
<p>A aia, aflita, pediu-lhe que não suspirasse mais. D.
Mendo decidiu fazer a jovem sua prisioneira. Quando o disse
à aia a jovem voltou a suspirar.</p>
<p>O novo suspiro da bela moura fez com que a velha aia confessasse
ao cavaleiro que a jovem tinha sido amaldiçoada por uma
feiticeira e que morreria no dia em que desse sete ais.</p>
<p>A revelação deste segredo fez com que a moura
suspirasse de novo.</p>
<p>O cavaleiro não acreditou na história o que
provocou outro suspiro da jovem. Quando o cavaleiro anunciou que
fazia ambas suas prisioneiras a bela moura soltou novo suspiro. A
pobre velha ficou desesperada porque a sua ama já tinha
suspirado cinco vezes. O cavaleiro voltou a dizer que não
acreditava em tais maldições e que iria procurar um
local sossegado para onde as levaria.</p>
<p>Depois do cavaleiro se afastar surgiu um grupo de mouros que
tinha ouvido a conversa e que se preparou para roubar as duas
mulheres. Com um golpe de adaga cortaram a cabeça da velha
ama o que provocou novo ai na jovem. Este foi o sexto ai. O
sétimo foi a última coisa que disse, no momento em
que viu a adaga voltear para lhe cair sobre o pescoço.</p>
<p>Quando D. Mendo voltou ficou muito triste e deu àquele
recanto de Sintra, em honra da bela moura, o nome de Seteais.</p>
<p>
<strong>Lenda dos Sete Ais (Outra versão)</strong></p>
<p>Esta é uma lenda estranha que está na origem do
nome de um local do concelho de Sintra e que remonta a 1147, data
em que D. Afonso Henriques conquistou Lisboa aos Mouros.</p>
<p>Destacado para ocupar o castelo de Sintra, D. Mendo de Paiva
surpreendeu a princesa moura Anasir, que fugia com a sua aia
Zuleima. A jovem assustada gritou um "Ai!" e quando D. Mendo
mostrou intenção de não a deixar sair, outro
"Ai!" lhe saiu da garganta.</p>
<p>Zuleima, sem lhe explicar a razão, pediu-lhe para nunca
mais soltar nenhum grito do género, mas ao ver aproximar-se
o exército cristão a jovem soltou o terceiro
"Ai!".</p>
<p>D. Mendo decidiu esconder a princesa e a sua aia numa casa que
tinha na região e querendo levar a jovem no seu cavalo,
ameaçou-a de a separar da sua aia se ela não acedesse
e Anasir deixou escapar o quarto "Ai!".</p>
<p>Pouco depois de se instalar na casa, a princesa moura
apaixonou-se por D. Mendo de Paiva, retribuindo o amor do cavaleiro
cristão que em segredo a mantinha longe de todos.</p>
<p>Um dia, a casa começou a ser rondada por mouros e Zuleima
receava que fosse o antigo noivo de Anasir, Aben-Abed, que apesar
de na fuga se ter esquecido da sua noiva, voltava agora para
castigar a sua traição.</p>
<p>Zuleima contou a D. Mendo que uma feiticeira lhe tinha dito que
a princesa morreria ao pronunciar o sétimo "Ai!".</p>
<p>Entretanto, Anasir curiosa pela preocupação da aia
em relação aos seus "Ais", exprimiu o quinto e o
sexto consecutivamente, desesperando a sua aia que continuou a
não lhe revelar o segredo.</p>
<p>D. Mendo partiu para uma batalha e passados sete dias foi
Aben-Abed que surpreendeu Anasir, que soltou o sétimo "Ai!",
ao mesmo tempo que o punhal do mouro a feria no peito. Enlouquecido
pela dor, D. Mendo de Paiva tornou-se no mais feroz caçador
de mouros do seu tempo.</p>
<p> </p>
<p><strong>Lenda da Peninha</strong></p>
<p>Conta-se que no reinado de D. João III, na terra de
Almoínhos-Velhos, havia uma pastora muda que tinha o costume
de levar as suas ovelhas a pastar ao cimo da serra.</p>
<p>Certo dia, uma das suas ovelhas fugiu, deixando a jovem
pastorinha desesperada em busca da tal ovelha.</p>
<p>Após longas buscas observou ao longe uma senhora que
trazia consigo a sua ovelha.</p>
<p>A pastorinha agradeceu muito da maneira que pôde, visto
que esta não conseguia falar.</p>
<p>A senhora, aproveitando a ocasião, pediu à
pastorinha que lhe desse um pouco de pão. A pastora
explicou-lhe, gestualmente, que esse ano tinha sido mau e havia
muita fome. A senhora deu-lhe então um conselho:</p>
<p>- Quando chegares a casa chama pela tua mãe e procura
pão.</p>
<p>A pastorinha tentou-lhe explicar que isso era impossível,
pois para além de ter a certeza de não haver
pão em sua casa, ela não podia chamar pela sua
mãe, pois era muda. Mas a senhora tanto insistiu que a
pastora decidiu fazer o que esta lhe dizia.</p>
<p>Ao chegar a casa chamou por sua mãe e a sua voz fez-se
ouvir em toda a sua casa.</p>
<p>Contou a história a sua mãe e apressou-se em
procurar o pão. E qual não foi o espanto das duas
quando dentro de uma arca encontraram pão que chegou para a
aldeia inteira.</p>
<p>No dia seguinte, como prova de agradecimento, toda a aldeia
subiu à serra e precisamente no sítio onde a
pastorinha tinha encontrado a senhora, estava agora uma gruta com a
imagem de Nossa Senhora.</p>
<p>Esse local passou a ser sagrado e mais tarde foi aí
construída uma capela, conhecida por capela de Nossa Senhora
da Peninha.</p>
<p> </p>
<p><strong>Lenda do Cabo da Roca</strong></p>
<p>Conta a lenda, que perto do Cabo da Roca, desapareceu de casa de
sua mãe um menino, cuja idade rondava os cinco anos, sem que
sua triste mãe pudesse saber onde ele estava. Já o
presumia caído de alto penhasco abaixo no mar e afogado.
Já o deplorava morto. Mas a verdade era outra. Umas bruxas o
tinham tirado de sua casa e lançaram-no num despenhadeiro
num monte sobre o mar.</p>
<p>Aos choros que o menino dava, acudiram uns pastores de gado que
rapidamente deram a noticia à vila. De lá
saíram muitos aldeões com a desconsolada mãe
para socorrerem o pobre menino.</p>
<p>Para o tirarem do buraco que parecia de fundo inacessível
foi uma tarefa complicada, mas rapidamente o conseguiram. Todos
alegres por o verem são e salvo logo a mãe lhe
perguntou quem o tinha posto ali; e quem lhe dera de comer durante
tanto tempo. O menino explicou que tinham sido umas mulheres que o
tinham trazido pelo ar e o tinham atirado para a tal cova,
porém, disse que uma senhora, muito formosa, todos os dias
lhe levava umas sopinhas de cravos para ele comer.</p>
<p>Depois da história explicada e tudo estar resolvido, toda
a aldeia mais a mãe e o menino dirigiram-se à igreja
para agradecer a Nossa Senhora tudo ter acabado em bem. Ao entrar
na igreja e vendo a Senhora no altar o menino disse com estas
formais palavras: "Ó mãe, eis ali a senhora que todos
os dias me dava as sopinhas de cravo para eu comer". Este menino
chamava-se José Gomes, mas foi sua alcunha que ficou
conhecida na praça de Cascais, Chapinheiro.</p>
<p>Num retábulo pintado no interior da Igreja, que
está ao pé do farol da Guia (Cascais), datado de
1858, encontra-se inscrito este milagre.</p>
<p>
<strong>Lenda de Monserrate</strong></p>
<p>Diz a tradição que nos tempos de domínio
árabe morou naquele sítio, no alto da Penha, um
moço árabe ou fidalgo cristão, que tinha
grande predomínio com todas as famílias
cristãs que habitavam a serra.</p>
<p>Esse moço árabe andava em rixa velha com o alcaide
do castelo de Sintra, resultando dessa discórdia este vir
desafiá-lo a um duelo. Deste duelo resultou a morte do
moço árabe que ficou estendido no chão. Logo
foi tido em conta por toda a gente como mártir, ao qual
levantaram um túmulo e depois uma capelinha de
oração.</p>
<p>Esta pequena ermida com o tempo ruiu, sendo em 1500
substituída por outra, edificada pelo padre Gaspar Preto,
sob a invocação de Nossa Senhora de Monserrate, tendo
vindo de Roma a imagem da Virgem, feita de alabastro.</p>
<p> </p>
<p><strong>Lenda do Palácio Nacional de Sintra</strong></p>
<p>No Palácio Nacional de Sintra existe uma sala cujo o
tecto está pintado com diversos desenhos de pegas.</p>
<p>Diz-se que o rei e a rainha que lá viviam nessa
época fizeram casar mais de um cento de mulheres, entrando
na conta as que ele próprio casou também, seguindo
tão bons exemplos. Não havia uma
ligação ilícita, nem um adultério
conhecido. A corte era uma escola. D. Filipa, pregando ao peito o
seu véu de esposa casta, com os olhos levantados ao
céu, não perdoava. Terrível, na sua
mansidão, trazia o marido sobre espinhos.</p>
<p>Certo dia, segundo reza a lenda, em Sintra, o rei esqueceu-se, e
furtivamente pregava um beijo na face de uma das aias, quando
apareceu logo, acusadora e grave, sem uma palavra, mas com um ar
medonho, a rainha casta e loura. D. João, enfiado,
titubeando, disse-lhe uma tolice: "Foi por bem!!!". A rainha saiu
solenemente. Eram ciúmes? Não, ciúmes
só sente quem está apaixonado, e não era o
caso. Apenas sentia o seu orgulho ferido.</p>
<p>Rapidamente a notícia se espalhou pelo palácio, e
toda a criadagem andava com a frase "Foi por bem" na boca. Chateado
com a situação, o rei decidiu tomar uma iniciativa,
mandou construir uma sala para a criadagem. Todos ficaram radiantes
e contando os dias que faltavam para a sala estar pronta.</p>
<p>Finalmente chegou o dia, iam conhecer a sala. Qual não
foi o espanto de todos ao verem que o tecto de tal sala estava todo
pintado com pegas, que tinham escrito no bico "Pour Bien".
(traduza-se por bem).</p>
<p>Esse palácio nacional é rodeado de jardins, um
deles é o jardim da Lindaria.</p>
<p>Reza a lenda que esse jardim era o local onde as mouras vinham,
ao sair do banho, respirar a frescura do ar e o perfume embalsamado
das flores. Uma dessas mouras enfeitiçou-se de amores por um
cristão que ali escondido as observava. Seu marido, ao
descobrir, matou-a. E dizem que ainda hoje, todas as noites a moura
volta ao jardim em busca do cristão por quem se
apaixonou.</p>
<p>
<strong>Lenda do penedo dos ovos (pedra amarela)</strong></p>
<p>Existe, no meio da serra de Sintra um penedo elevado a prumo,
caprichosamente, pela Natureza, ou produzidos pelas
convulsões vulcânicas do terreno em tempos ignotos,
anda ligada à seguinte lenda:</p>
<p>Dizia-se em tempos que por baixo de tal pedra havia um tesouro
escondido (um tesouro encantado) que pertenceria a quem fosse capaz
de derrubar o penedo, atirando-lhe com ovos.</p>
<p>Uma velha meteu então na cabeça que esse tesouro
havia de lhe pertencer. Para tal, a velha começou a juntar
tantos ovos quantos podia. Quando achou que já tinha uma boa
provisão, deu início à sua ingénua
tarefa. Carregou, pouco a pouco, todos os ovos para as
imediações do penedo, e meteu mãos à
obra. Um a um, dois a dois, e com quanta força dispunha, ia
arremessando os ovos contra o penedo. Quando já não
lhe restava nenhum, terrível decepção! O
penedo continuava erecto e firme, lavado com ovos!</p>
<p>E foi assim que, em vez de cair por terra, o penedo, pondo a
descoberto o maravilhoso tesouro, caíram por terra desfeitos
todos os sonhos e todas as esperanças da pobre velha! E
ainda hoje, o povo sempre propenso ao maravilhoso, julga ver nos
musgos amarelados que cobrem o penedo, as gemas dos ovos que a
velha contra ele arremessou.</p>
<p>
<strong>Lenda da Gruta da fada</strong></p>
<p>Gruta formada por uma imensa rocha de granito, apoiada em dois
rochedos que a flanqueiam. Diz a lenda que uma fada todas as
noites, cerca da meia-noite, ali vai carpir o seu destino.</p>
<p>A referida gruta fica na estrada para a Pena, à esquerda
de quem sobe, quase ao chegar ao portão principal do parque
da Pena.</p>
<p> </p>
<p><strong>Convento de Santa Cruz dos Capuchos</strong></p>
<p>Um dos habitantes do Convento de Santa Cruz ou dos Capuchos, foi
Frei Honório, homem de muita fé e de grandes
virtudes. Muito estimado e respeitado dos habitantes daquelas
redondezas, ali viveu durante 30 anos, sofrendo dolorosa e
resignada penitência. Seu corpo jaz na Igreja daquele curioso
convento. Diz-se que certa vez, Frei Honório encontrou pelos
campos uma linda rapariga, "para quem não olhou", mas que o
forçou a fazer algo. Exigia-lhe que a confessasse. O
virtuoso monge, naquele ermo não tinha
confessionário, e sem querer fixar a pequena, mandou-a para
o convento em procura de outro confessor. A bela de moçoila
não se conformou com a resposta e insistiu ao mesmo tempo
com o bom religioso.</p>
<p>Rubro como um tomate, a suar em bico - isto passou-se em Agosto
- apressou o passo, sempre seguido daquela que lhe pedia a
absolvição ou penitência, até que,
voltando-se e tapando o rosto com uma das mãos para fugir
à formosura que o diabo encarnara para o tentar e perder,
com a outra fez o sinal da cruz, a que a endiabrada e tentadora,
respondeu com um grito, fugindo para não mais ser vista.</p>
<p>Então, Frei Honório, por castigo por ter
caído em tentação, isolou-se a pão e
água numa gruta existente no Convento. E lá ficou
até ao fim da sua vida.</p>
]]></description>			<link>http://anasax.bloguepessoal.com/55974/Lendas-de-Sintra/</link>			<comments>http://anasax.bloguepessoal.com/Lendas-de-Sintra-06042008-010644-lp-55974.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://anasax.bloguepessoal.com/55974/Lendas-de-Sintra/</guid>			<pubDate>Sun, 06 Apr 2008 01:06:44 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Mito de Pandora]]></title>			<description><![CDATA[<p>Prometeu criou o homem, dando-lhe forma e inteligência. A
única coisa que diferenciava o homem dos deuses era que
estes não possuiam o fogo e por isso Zeus o escondeu. Mas
Prometeu quebrou um pequeno galho seco de uma árvore, voou
rapidamente até o céu e acendeu-o no calor do Carro
do Sol. Agora que os homens conhecia o segredo do precioso
elemento, pouco os diferia dos deuses.</p>
<p>Os deuses ficaram em pânico. Discutiram como tornar os
homens novamente submissos e humildes. Zeus inventou a forma mais
rápida de destruir o paraíso dos homens: a
mulher.</p>
<p>Chamou então Hefestos, o habilidoso deus artesão,
e pediu-lhe que confeccionasse uma imagem feminina em bronze. Ela
devia assemelhar-se ao homem, mas diferir dele em algumas coisas,
de tal forma que o encantasse e comovesse, atrasando-lhe o trabalho
e transtornando-lhe a alma.</p>
<p>E cada deus ofereceu alguma coisa àquela criatura, que
tinha nascido para colocar em desconserto a vida dos mortais. Atena
entregou à mulher um lindo vestido bordado, que lhe cobria
as harmoniosas formas. Depois colocou-lhe um véu sobre o
rosto sereno e enfeitou-lhe a delicada cabeça com uma
guirlanda de flores coloridas. Quando a virgem estava inteiramente
vestida, Afrodite ofereceu-lhe a beleza infinita e os encantos que
seriam fatais aos indefesos homens.</p>
<p>Hermes presenteou-lhe com a língua. Apolo confereu-lhe
suavíssima voz. Enfim a bela Pandora estava pronta para
cumprir sua missão.</p>
<p>Mas antes de enviá-la em sua caminhada, Zeus entregou-lhe
uma caixa coberta com uma tampa. Nela estavam contidas as
misérias destinadas a assolar os mortais: reumatismo, gota,
dores para enfraquecer o corpo humano.</p>
<p>Quando Pandora chegou ao mundo, encontrou Epimeteu, irmão
de Prometeu. Mal a viu, ficou encantado, e comovido recebe das suas
finas mãos a precisosa caixa que ela lhe ofereceu. É
um presente de Zeus, declarou Pandora. E nem por um instante
Epimeteu suspeitou que todo o sofrimento humano dali emergiria.</p>
<p>Ainda desorientado pelo deslumbramento que lhe causara a bela
figura, esqueceu o juramento feito a seu irmão Prometeu de
nunca aceitar um presente de Zeus. Agradecido abriu a tampa da
caixa fatal. Imediatamente, saltaram de dentro dela todas as
desgraças do mundo. Mas, no fundo do recipiente maldito
permanecia um tesouro: um sentimento precioso, que podia estragar
toda a vingança dos deuses e destruir-lhes definitivamente
qualquer praga: a esperança.</p>
<p>Zeus não queria que os homens esperassem mais nada. A um
só gesto do deus, Pandora fechou a caixa, deixando a
esperança calada no fundo, escondida para sempre. E o homem
perdeu assim o seu paraíso.</p>
]]></description>			<link>http://anasax.bloguepessoal.com/55973/Mito-de-Pandora/</link>			<comments>http://anasax.bloguepessoal.com/Mito-de-Pandora-04042008-122025-lp-55973.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://anasax.bloguepessoal.com/55973/Mito-de-Pandora/</guid>			<pubDate>Fri, 04 Apr 2008 12:20:25 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Uma Lição de Pregos]]></title>			<description><![CDATA[<p>Esta é a história de um jovem que facilmente se
enervava e ficava fúrioso. O seu pai um dia deu-lhe uma
tábua de madeira e um saco com pregos e disse-lhe que cada
vez que perdesse a paciência, deveria pregar um prego na
tábua de madeira.
Rapidamente a tábua ficou cheia de pregos. Porém,
à medida que ia aprendendo a controlar o seu gênio,
colocava cada vez menos pregos na tábua. Descobriu que podia
controlar o seu gênio, pois a ação de pregar
fazia-o refletir sobre a sua má atitude.</p>
<p>Chegou finalmente um dia em que conseguiu controlar seu
caráter e já não tinha motivos para pregar
mais pregos.
Depois de informar o pai, este sugeriu-lhe que retirasse
então um prego a cada dia que conseguisse controlar seu
caráter. Os dias passaram e o jovem pôde finalmente
anunciar ao seu pai que não havia mais pregos para retirar
da tábua.</p>
<p>Seu pai então disse-lhe:
"Você trabalhou muito meu filho, mas olha para todos estes
furos na tábua. Nunca mais será a mesma. Cada vez que
você perde a paciência, deixa cicatrizes nas pessoas,
exactamente iguais às que você vê aqui.
Você pode insultar uma pessoa e retirar o que disse, mas a
ferida permanece e o mal está feito. Uma ofensa verbal
é tão prejudicial como uma ofensa física.
Agora é preciso trabalhar muito mais para que a tábua
fique como nova. Deves reparar cada furo e dificilmente
conseguirás que fique como nova".</p>
]]></description>			<link>http://anasax.bloguepessoal.com/55972/Uma-Licao-de-Pregos/</link>			<comments>http://anasax.bloguepessoal.com/Uma-Lic-o-de-Pregos-03042008-200844-lp-55972.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://anasax.bloguepessoal.com/55972/Uma-Licao-de-Pregos/</guid>			<pubDate>Thu, 03 Apr 2008 20:08:44 +0200</pubDate>		</item>	</channel></rss>