<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0">	<channel>		<title>[bloguepessoal.com] adolescentes : <![CDATA[Promotor Nacional de Saúde]]></title>		<link>http://adolescentes.bloguepessoal.com</link>		<description><![CDATA[Promotor Nacional de Saúde]]></description>		<language>pt</language>		<copyright>Copyright (c) 2006, Hi-pi</copyright>		<generator>Hi-pi RSS 2.0 generator</generator>		<docs>http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss</docs>		<pubDate>Fri, 23 May 2008 10:37:00 +0200</pubDate>		<item>			<title><![CDATA[Mitos sobre Drogas]]></title>			<description><![CDATA[<p><span class="n12p">Existem muitas ideias ligadas ao consumo de
drogas que são vistas como factos, que no entanto nunca
foram demonstrados... não passam de mitos que no fundo
servem apenas para sossegar as consciências individuais e
colectivas.

<strong>O Álcool não é uma
Droga.</strong>
O álcool, apesar de ser legal, é uma droga, uma vez
que tem efeitos no Sistema Nervoso Central, provocando
alterações da percepção, da
motricidade, dos reflexos, da capacidade de avaliação
das situações e pode provocar dependência
física e psíquica. Em Portugal calcula-se que existam
mais de meio milhão de alcoólicos
crónicos.

<strong>Beber pouco não afecta as capacidades para a
condução.</strong>
Não é verdade. Mesmo pequenas quantidades de bebidas
alcoólicas têm efeitos ao nível da capacidade
de concentração, da atenção, da
motricidade e do tempo de reacção. Para além
disso, esta diminuição das capacidades não
é percebida pelo consumidor que muitas vezes até
julga que estão aumentadas.

<strong>As saídas em grupo só são divertidas
se toda a gente se embebedar.</strong>
A capacidade de as pessoas se divertirem tem a ver com o
convívio que se estabelece entre elas, os laços que
se criam, o contexto em que os encontros acontecem e não com
o consumo de substâncias psico-activas.

<strong>Fumar Tabaco faz mais mal do que fumar
Haxixe.</strong>
De um modo geral fuma-se haxixe misturado com tabaco, pelo que os
efeitos da nicotina são acrescidos aos efeitos das diversas
substâncias que compõem o haxixe, como a goma
arábica e outras, que têm efeitos nocivos ao
nível pulmonar.

<strong>O Haxixe dá sempre sensação de
bem-estar.</strong>
Não é sempre assim. Com alguma frequência o
consumidor somatiza e amplia angústias e estados de
espírito e a experiência pode não ser muito
agradável, podendo ocorrer ansiedade, ataques de
pânico e paranóia.

<strong>Com o Haxixe não se corre o risco de ficar
dependente.</strong>
Embora o Haxixe aparentemente não induza dependência
física, alguns factores individuais e sociais podem levar
à necessidade de um consumo compulsivo e à
dependência psicológica.

<strong>Quem consome Haxixe mais cedo ou mais tarde acaba por
consumir heroína ou cocaína.</strong>
Não é verdade. A maior parte dos consumidores
regulares de Haxixe não sentem necessidade de consumir
outras drogas. No entanto, há pessoas que, por diferentes
razões, são mais susceptíveis de abusar de
drogas do que outras. À partida, o consumidor de Haxixe
corre mais riscos de vir a consumir outras drogas.

<strong>Os heroinómanos acabam por ficar completamente
degradados (na rua, a arrumar carros, na
prostituição,...)</strong>
Apesar de muitos consumidores de Heroína entrarem em
processos de degradação e
desestruturação, existem muitos que estão
integrados social e profissionalmente, sem sinais evidentes desses
consumos.

<strong>Quando não se injecta Heroína, o risco de
ficar dependente é menor</strong>
A dependência ocorre qualquer que seja o modo de consumo de
Heroína.

<strong>A Heroína dá paz de espírito e ajuda a
resolver problemas.</strong>
Mesmo que no início o consumo de Heroína possa
aliviar as tensões internas, proporcionando bem-estar, a
verdade é que esse consumo mais cedo ou mais tarde leva a
estados de dependência e mal-estar que podem desencadear uma
série de problemas de âmbito pessoal e social.

<strong>A Heroína é a droga dos pobres e
excluídos.</strong>
O consumo de Heroína atravessa todos os estratos sociais. As
razões que estão na base dos consumos dependem
fortemente de aspectos psicológicos, relacionais e
outros.

<strong>As pastilhas são inofensivas porque não
causam dependência física.</strong>
Embora não provoquem dependência física, o seu
consumo pode levar à existência de dependência
psicológica, ou seja, uma necessidade compulsiva de consumo,
que pode ser facilitado pelos contextos de diversão.

<strong>Todas as pastilhas são ecstasy (MDMA)</strong>
Não é verdade. Um dos problemas do consumo de
pastilhas advém do facto de não se saber que
substâncias contêm. Investigações
laboratoriais demonstram que a grande maioria das pastilhas
não contêm MDMA (ecstasy) mas sim outras
substâncias cujos efeitos podem ser inesperados e de
difícil controlo.

<strong>Desde que não se abuse não há problema
em beber álcool e tomar pastilhas.</strong>
A mistura de álcool e pastilhas pode ser bastante
prejudicial para a saúde. Por um lado, ao nível da
desidratação que pode provocar, pois ambas as
substâncias são desidratantes, e por outro as
consequências que pode ter ao nível cardíaco
pois o álcool tem efeitos depressores e as pastilhas
são estimulantes, sendo esse efeito antagónico.

<strong>A cocaína aumenta a performance
intelectual</strong>
A cocaína é um estimulante do Sistema Nervoso Central
que permite realizar actividades num ritmo acelerado, muitas vezes
confundido com um aumento de rendimento e de capacidades
intelectuais. Com o consumo continuado aparece um efeito paradoxal
de depressão que pode desencadear paranóia e mesmo
psicoses.  

<strong>Quem consome drogas fá-lo porque tem
problemas</strong>
Mas o facto é que toda a gente tem os seus problemas, e por
vezes graves, e a maior parte das pessoas não consome
drogas. Muitos procuram nas substâncias um efeito
&ldquo;mágico&rdquo; que lhes proporcione lidar com a
realidade sem sofrimento. A verdade é que os problemas
não desaparecem, as substâncias não resolvem
nada e com o consumo de algumas substâncias os
indivíduos perdem a capacidade de lidar com o real.

<strong>Para largar as drogas basta ter força de
vontade.</strong>
A força de vontade ou a motivação é
realmente uma condição indispensável para o
início do tratamento. Contudo, é fundamental o
acompanhamento técnico adequado para que a mudança
seja duradoura.

<strong>Tomar drogas provoca a Sida.</strong>
Não é o consumo em si que provoca doenças como
a sida e as hepatites, mas sim comportamentos associados aos
consumos, como por exemplo a partilha de seringas, algodões,
tubos ou qualquer material utilizado para o consumo, as
relações sexuais desprotegidas e os contactos com
sangue contaminado.</span></p>
]]></description>			<link>http://adolescentes.bloguepessoal.com/46844/Mitos-sobre-Drogas/</link>			<comments>http://adolescentes.bloguepessoal.com/Mitos-sobre-Drogas-29042008-141542-lp-46844.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://adolescentes.bloguepessoal.com/46844/Mitos-sobre-Drogas/</guid>			<pubDate>Tue, 29 Apr 2008 14:15:42 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[As Substâncias]]></title>			<description><![CDATA[<h1><strong>Álcool</strong></h1>
<p><span class="n12p">O consumo de álcool, produzido pela
fermentação natural ou espontânea de alguns
produtos vegetais, deve ser tão antigo como a própria
humanidade, já que até os primatas tentam ou
inclusivamente conseguem fermentar fruta para produzir leves
intoxicações.

No entanto, a presença de álcool entre os grupos
forrageiros sobreviventes da época paleolítica
é muito circunstancial relativamente à maior
incidência da utilização de
alucinogéneos.

A emergência do álcool como uma droga étnica em
todas as civilizações, apesar de algumas
religiões, como o Islão, a terem restringido ou
proibido, parece ser uma consequência da
revolução neolítica (10.000 B.P.), da
produção massiva de matérias primas (cevada,
uvas e outras frutas) e do avanço das novas tecnologias de
fermentação, em especial a dorna com
separadores.

A relação entre o álcool e a
revolução neolítica alcança tal
importância que acaba por adquirir um carácter
religioso em todas as civilizações. No mundo
greco-latino clássico, coube a Dionísio ou Baco
representar este papel e há uma presença constante do
uso do vinho na liturgia cristã, com equivalentes em todos
os panteões, desde os aztecas até à
religião familiar chinesa, passando pelo hinduísmo e
o sistema religioso Bantu. Um elemento característico deste
vínculo é constituído pela
urbanização e o fenómeno, também
universal, da taberna: lugar do povo e em que, depois da cidade, se
produzia ou se mantinha uma reserva de álcool para ser
consumida naquele mesmo lugar e que, além disso, era
também um lugar de relações e actividades
públicas, de carácter mais ou menos político.
Até agora não há explicações
para o universalismo deste complexo cultural.

Em todo o caso, o universalismo do consumo do álcool -
ter-se-ia que esperar pelo tabaco no século XVIII e outras
drogas já no século XIX para que novas
substâncias adquirissem este protagonismo histórico -
foi a base para o desenvolvimento da hegemonia europeia, a partir
da descoberta da destilação.

O procedimento para produzir álcool destilado deve-se aos
árabes, mas o seu desenvolvimento industrial começou
nos países cristãos do mediterrâneo a partir do
século XII, ficando a tecnologia perfeitamente desenvolvida
e implantada no resto da Europa no século XIV. Quando dois
séculos depois começa a expansão europeia nas
colónias, o álcool torna-se num produto comercial de
primeira ordem, seguramente o que mais lucros produz no momento da
criação de um mercado mundial. Isto é
possível porque os produtos destilados europeus (aguardente,
rum, genebra em especial) são produtos muito
estáveis, que não são afectados pelas
distâncias nem pelo tempo e que concentram um enorme
potencial de psicoactivos que lhes permite substituir, dado os
baixos custos, as produções locais de fermento. Os
destilados convertem-se assim num dos primeiros mercados mundiais
(no século XVII), aproveitando a preexistência e a
universalidade do álcool.

Mais tarde, já no século XIX, fenómenos como a
industrialização, o desenvolvimento das
comunicações e das tecnologias, que permitiram a
estabilidade dos destilados, expandem ainda mais este mercado, que
alcança um protagonismo definitivo, ao mesmo ritmo em que se
vai desenvolvendo a sociedade de consumo no século XX. No
entanto, à medida que cresce o consumo, aumentam os
problemas relacionados com estes produtos, e é neste mesmo
século que surgem tentativas para a redução da
sua presença na sociedade: a proibição nos
Estados Unidos, nos anos 20, e as campanhas de
prevenção, a partir dos anos 60, nos países
desenvolvidos.

<strong>Apresentação. Vias de
administração</strong>

A sua administração é feita por via
oral.

<strong>Aspectos farmacológicos</strong>

Poucos minutos depois da ingestão do álcool, este
passa para a corrente sanguínea, onde pode manter-se
várias horas, e a partir da qual exerce a sua
acção sobre diversos órgãos do
corpo.

O etanol afecta todo o organismo, sendo o fígado um dos
órgãos mais afectados; este tem a missão de
transformar o álcool noutras substâncias pouco
perigosas para o indivíduo, mas tem uma capacidade limitada:
pode metabolizar entre 20 a 30 gramas de álcool por hora.
Entretanto, a bebida circula pelo sangue, danificando os outros
órgãos por onde passa.

No que diz respeito aos efeitos do etanol sobre o sistema
neurotransmissor, pode afirmar-se que esta substância, como a
maioria das que geram dependência, facilita a
transmissão dopaminérgica, que está
estreitamente relacionada com as propriedades aprazíveis das
drogas. Contudo, ainda existem dúvidas relativas à
etiologia do alcoolismo e aos mecanismos de acção do
etanol. Uma das dificuldades adicionais no estudo dos mesmos
é dada pelo facto de não haver receptores
específicos no sistema nervoso central que atenuem os seus
efeitos farmacológicos.

<strong>Efeitos</strong>

O marcado carácter social desta droga e a grande
aceitação de que goza permitem catalogar como normais
padrões de consumo que, na realidade, são claramente
exagerados. Estes geram uma série de consequências
adversas que a seguir passaremos a resumir:

Efeitos imediatos.
Contrariamente ao que se diz, o álcool não é
um estimulante do sistema nervoso central mas sim um depressor,
pois à sensação inicial de euforia e de
desinibição, segue-se um estado de sonolência,
turvação da visão,
descoordenação muscular, diminuição da
capacidade de reacção, diminuição da
capacidade de atenção e compreensão, fadiga
muscular, etc.

O excessivo consumo de álcool produz acidez no
estômago, vómito, diarreia, baixa da temperatura
corporal, sede, dor de cabeça, desidratação,
falta de coordenação, lentidão dos reflexos,
vertigens e mesmo dupla visão e perda do equilíbrio.
Se as doses ingeridas forem muito elevadas - por exemplo, o caso de
intoxicação etílica aguda, sobre a qual nos
deteremos a seguir- podem provocar depressão
respiratória, coma etílico e eventualmente a
morte.

O álcool actua bloqueando o funcionamento do sistema
cerebral responsável pelo controlo das
inibições. Estas, ao verem-se diminuídas,
fazem com que o indivíduo se sinta eufórico, alegre e
com uma falsa segurança em si mesmo que o poderão
levar, em determinadas ocasiões, a adoptar comportamentos
perigosos.

Os acidentes de tráfego merecem uma menção
especial. Uma altíssima percentagem deles têm
relação directa com o consumo do álcool.
Há mais mortes por dia causadas pelo álcool do que
por outras drogas. Podemos afirmar que é a primeira causa de
morte entre os jovens.

Efeitos a longo prazo.
O consumo crónico produz alterações, de
diversa natureza, em diferentes órgãos vitais:

Cérebro: deterioração e atrofia.

Sangue: anemia, diminuição das defesas
imunitárias.

Coração: alterações cardíacas
(miocardite).

Fígado: o alcoolismo é uma das principais causas da
hepatopatia, que se pode manifestar em forma de hepatite ou
cirrose.

Estômago: gastrite, úlceras.

Pâncreas: inflamação e
deterioração.

Intestino: transtornos na absorção de vitaminas,
hidratos e gorduras, que provocam sintomas de carência.

A irritabilidade, a insónia, os delírios por
ciúmes ou a mania da perseguição são
algumas das alterações de que, com frequência,
sofrem os consumidores crónicos desta substância. Nos
casos mais graves, podem surgir encefalopatias com
deterioração psico-orgânica (demência
alcoólica).

O consumo habitual na mulher grávida pode dar lugar à
chamada síndrome alcoólica-fetal, caracterizado por
malformações no feto, baixo coeficiente intelectual,
etc.

Trata-se de uma droga capaz de originar tolerância e um alto
grau de dependência, tanto física como
psicológica. Muitos alcoólicos apresentam a
denominada tolerância negativa: basta uma pequena quantidade
de etanol para que fiquem completamente ébrios.

A supressão do álcool no paciente consumidor costuma
desencadear uma enorme síndrome de abstinência que
requer atenção médica urgente. Os sintomas
são os seguintes: entre as doze e as dezasseis horas
seguintes à privação da bebida, aparecem:
inquietação, nervosismo e ansiedade. Várias
horas depois, podem aparecer cãibras musculares, tremores,
náuseas, vómitos e grande irritabilidade. A partir do
segundo dia de abstinência, nos casos mais graves, surge o
denominado "delírium tremens", caracterizado por uma clara
desintegração dos conceitos, aparecimento de
delírios, alucinações, fortes tremores.

No núcleo familiar, um elevado grau de alcoolismo pode
conduzir à falta de responsabilidade,
desintegração familiar, crises, maus tratos,
etc.

Outras consequências provocadas pelo alcoolismo são a
instabilidade e o absentismo laboral, o aumento de acidentes, os
comportamentos criminosos, alterações da ordem e
até o suicídio.

Intoxicação etílica aguda.
Após a ingestão de grandes quantidades de
álcool, este chega rapidamente ao cérebro e provoca
os sintomas da embriaguez nos seus mais variados aspectos.

As manifestações mais importantes são:
comportamentos desadaptados, como por exemplo os impulsos sexuais
desinibidos ou agressivos, sensibilidade emocional,
deterioração da capacidade de raciocínio e da
actividade social, fala premente, descoordenação,
instabilidade motora, rubor facial, mudanças no estado de
ânimo, irritabilidade, loquacidade e falta de
atenção. A conduta habitual do indivíduo pode
acentuar-se ou alterar-se. Às vezes, aparecem
fenómenos de amnésia durante a
intoxicação.

Factores como a existência de tolerância, o tipo do
álcool, a quantidade de bebida ingerida, a rapidez do
consumo, a ingestão simultânea de alimentos, as
circunstâncias ambientais, a personalidade ou o consumo de
algum medicamento, ..., poderão influir de forma acentuada
nas características da embriaguez.

Os casos mais graves de intoxicação levam à
perda de consciência, ao coma e, inclusivamente à
morte por depressão
cardio-respiratória.</span></p>
<p><strong>Anfetaminas
(Psicofármaco)</strong></p>
<p><span class="n12p"><span class="n12p">A Éfedra é
uma planta relativamente abundante no mediterrâneo, cuja
utilização na medicina nunca foi conhecida; era, no
entanto, utilizada desde tempos remotos na medicina chinesa como um
anti-asmático. Em 1926, Chen e Schmidt isolaram e estudaram
a efedrina, precursora das actuais anfetaminas de
produção sintética. Anteriormente, apesar de
não se saber a data, já se tinha obtido em
laboratórios a bencedrina, cujas propriedades permaneceram
desconhecidas até o isolamento da éfedra a pôr
em evidência. A partir de 1930, começaram os ensaios
clínicos que tiveram um grande impulso a partir de 1938, com
a comercialização da metanfetamina.

A Segunda Guerra Mundial popularizou a sua utilização
em países como a Suécia e o Reino Unido, enquanto
noutros, como a Alemanha, foram impostas muitas
restrições. No pós-guerra, as
consequências do consumo quotidiano das anfetaminas
tornaram-se evidentes e, começando pelo Japão,
iniciaram-se tentativas de restrição, ao mesmo tempo
que, em alguns países, eram praticadas políticas de
tolerância.

Os anos 60 foram a grande etapa do consumo de anfetaminas,
produzidas legalmente mas obtidas de forma fraudulenta,
especialmente a partir da massificação do turismo,
já que os cidadãos dos países do norte da
Europa aproveitavam as férias nos países do sul,
países com baixo nível de controlo sobre estes
fármacos, para se abastecerem.

A partir da Convenção de Viena de 1971,
começaram a ser aplicados controlos muito severos: deu-se
uma retirada progressiva de produtos farmacêuticos que
continham anfetaminas, até à sua completa
supressão em muitos países, o que proporcionou, nos
anos 80, o aparecimento de um mercado negro de anfetaminas de
produção ilegal.

<strong>Apresentação. Vias de
administração</strong>

Podem encontrar-se, habitualmente, nas seguintes formas:
cápsulas, comprimidos e pó. Podem ter diferentes
texturas e cores e a sua pureza no mercado ilícito é
reduzida. As principais substâncias de mistura são a
lactose, o manitol, a cafeína e o paracetamol, ...


<strong>Aspectos farmacológicos</strong>

As anfetaminas são absorvidas sem dificuldade quer pelo
tracto digestivo quer por via parenteral, podendo ser administradas
oralmente (o método mais comum), injectadas ou até
aspiradas. Após o seu consumo por via oral, a
absorção completa-se entre as três e as seis
horas seguintes.
Distribuem-se amplamente por todo o organismo mas, de uma forma
geral, pode afirmar-se que penetram rapidamente no SNC (onde
exercem a maior parte dos seus efeitos, facilitando a
libertação de noradrenalina e de dopamina). Têm
uma vida média entre seis e doze horas, dependendo da
velocidade da excreção e da
alcalinização ou acidulação da
urina.

<strong>Efeitos</strong>

Como acontece com outras drogas, a acção destas
substâncias varia consideravelmente, dependendo do
indivíduo, do ambiente e das circunstâncias. Podem
referir-se, no entanto, os seus efeitos mais comuns:

Efeitos Imediatos.
Sensação de euforia manifestada sob a forma de:
excitação nervosa, insónia, loquacidade,
aumento do grau de confiança e da
auto-satisfação, agitação e, em algumas
ocasiões, agressividade, falta de apetite, fadiga e
hiper-actividade. Uma das acções próprias das
anfetaminas é a sua capacidade de
incrementação do nível de
atenção e de concentração em
determinadas tarefas, razão suficiente para o seu uso
difundido nos meios estudantis.

A nível físico, a pessoa pode manifestar sede,
transpiração, taquicardia, aumento da tensão
arterial, náuseas, má disposição, dor
de cabeça, vertigens... São frequentes tiques
exagerados e anormais da mandíbula ou movimentos
estereotipados.

As sobredosagens aumentam a temperatura corporal e podem causar
inquietação, alucinações,
irritabilidade, taquicardia, náuseas, vómitos,
cãibras no abdómen, insuficiência
respiratória e cianose, impotência e
alterações na libido, dificuldade de
micção, convulsões e inclusivamente a
morte.

Efeitos a longo prazo e potencial de dependência.
Quando são administradas por via oral com fins
terapêuticos, por exemplo para emagrecer, poucos pacientes
ficam dependentes. O abuso do fármaco por via oral e o seu
consumo por via intravenosa produz efeitos similares aos da
cocaína. Dão lugar a graves depressões,
têm uma alta tolerância e dependência
psicológica, o que provoca no indivíduo um forte
desejo da substância e uma necessidade imperiosa de a
consumir. A característica mais notável é o
aparecimento do quadro denominado psicose tóxica
anfetamínica, caracterizado por hiper-excitabilidade,
tremores, sintomas delirantes e alucinatórios. Com
frequência, pode ser confundida com a esquizofrenia. É
provável que os sintomas de abstinência
próprios dos dependentes das anfetaminas não
obedeçam tanto à falta desta droga como ao
esgotamento dos sistemas de neurotransmissão
adrenérgico e dopaminérgico (Beneit et al., 1990).
Trata-se de um quadro clínico caracterizado pela letargia,
fadiga, insónia ou hipersónia e depressão. Vai
desaparecendo em poucos dias, embora os seus efeitos residuais,
como a irritabilidade, alterações do sono e
inclusivamente as ideias suicidas, possam persistir durante
meses.

Usos terapêuticos:
Alguns derivados anfetamínicos continuam a ser utilizados
como anorexígenos no tratamento da obesidade, embora o tempo
da sua administração tenha que ser muito limitado
devido ao rápido desenvolvimento da tolerância. No
âmbito da psiquiatria, utiliza-se no tratamento da falta de
concentração das crianças e como coadjuvante
nalguns tipos de depressão.</span></span></p>
<h1><span class="n12p"><strong>Barbitúricos</strong>
(Psicofármaco)</span></h1>
<p><span class="n12p">Desde que, em 1863, Von Baeger sintetizou o
ácido barbitúrico no dia de Santa Bárbara
(daí o nome), têm-se investigado mais de dois mil e
quinhentos derivados dessa substância. O primeiro
barbitúrico com verdadeiro efeito hipno-indutor foi o
barbital, comercializado em 1903 com o nome de Veronal "por ser
Verona, de todas as cidades conhecidas, a mais tranquila". Nove
anos depois surgiu o fenobarbital, barbitúrico de
acção prolongada, comercializado com o nome de
Luminal que, estendendo-se rapidamente no âmbito
clínico, é utilizado ainda hoje como um eficaz
anti-convulsivo.

Durante muito tempo, os barbitúricos e os opiáceos
foram as únicas substâncias disponíveis para
acalmar a ansiedade ou a agitação de alguns pacientes
com transtornos psiquiátricos. Isso fez com que, perante as
contra-indicações que os opiáceos tinham, a
sua utilização clínica se generalizasse e se
convertesse em muitos países ocidentais num problema social
e sanitário.

A OMS chamou a atenção para as consequências
deste abuso, num comité de peritos em 1956, e ainda repetiu
a mesma chamada de atenção em várias
ocasiões, mas foi só em 1971, quando os
barbitúricos foram incluídos na
Convenção de Viena, que começaram os
progressivos procedimentos de controlo, desde a exigência de
receita até à lenta retirada dos barbitúricos
da composição de muitos medicamentos.

Este processo foi muito intenso nos anos 80 e, de facto, nos anos
90, o nível de uso e abuso de barbitúricos baixou
notavelmente, desaparecendo do mercado negro, salvo alguns
produzidos legalmente em laboratórios e depois desviados ou
roubados.

<strong>Apresentação. Vias de
administração</strong>

Apresentam-se em forma de comprimidos ou cápsulas, de
vários tamanhos e cores. No mercado ilegal é
frequente o conteúdo da cápsula não
corresponder ao indicado na embalagem.

Em geral são administradas por via oral; a forma intravenosa
é reservada como anestesia para tratar as crises convulsivas
agudas. Nas lactantes costuma administrar-se por via rectal.
Não é aconselhada a injecção
intramuscular já que os seus compostos solúveis
causam uma forte dor e necroses no lugar da punção.
Alguns consumidores dissolvem-nas em água para injectar na
veia; isto pode gerar abcessos, feridas graves, gangrena,
etc.

<strong>Aspectos farmacológicos</strong>

Todos os barbitúricos são depressores do sistema
nervoso central. No entanto, existem diferentes variedades (de
longa, média e curta duração) que diferem de
forma significativa quanto aos seus efeitos, duração
média e toxicidade.

O mecanismo de acção dos barbitúricos, tal
como nos outros depressores, está ligado à
activação do receptor do neurotransmissor GABA.
Proporciona uma base molecular para entender os efeitos sedativos,
anticonvulsivos e relaxantes desta substância. (Ramos Atance,
J.A., 1993).

<strong>Efeitos</strong>

Efeitos imediatos.
As doses fracas provocam sensações de tranquilidade,
ajudam a conciliar o sono, diminuem levemente a tensão
arterial e a frequência cardíaca, produzem
perturbação da consciência e, de forma
ocasional, euforia. Quantidades mais elevadas diminuem os reflexos,
debilitam e aceleram o ritmo cardíaco (pulso), dilatam as
pupilas e provocam lentidão na respiração, o
que pode levar ao estado de coma e à morte, já que a
margem de segurança é muito estreita.

Efeitos a longo prazo.
Após consumo prolongado aparecem transtornos físicos
tais como anemia, hepatite, depressão,
descoordenação motora, entorpecimento da fala,
etc.

O consumo contínuo facilita a instauração de
tolerância e dependência. Existe uma tolerância
cruzada com outros depressores do SNC, incluindo o álcool e
as benzodiazepinas, que obedece, em grande medida, à
indução das enzimas hepáticas que os
metabolizam. No entanto, a tolerância é menos intensa
em relação a estas substâncias do que a que
ocorre com os opiáceos, pelo que os problemas por overdose
são mais frequentes com barbitúricos do que com
morfina ou heroína.

Se se diminuir ou suprimir a dose habitual surge uma perigosa
síndrome de abstinência (convulsões,
confusão acompanhada ocasionalmente por terríveis
alucinações, desorientação em
relação ao tempo e ao espaço, náuseas,
vertigens, cãibras abdominais, aumento da temperatura e da
frequência cardíaca e inclusive risco de
vida).</span></p>
<p> </p>
<p></p>
<p><strong>Base livre e crack (Derivado da
coca)</strong></p>
<p><span class="n12p"><span class="n12p">Não se trata de
substâncias novas, nem sequer de cocaína
sintética. São duas bases da droga quimicamente
iguais, que diferem no processo de elaboração: a base
livre obtém-se aquecendo suficientemente uma mistura de
cloridrato de cocaína com éter. Porém, se se
aquecer com bicarbonato de sódio, amoníaco e
água, o produto final será o "crack".

A chamada base livre foi uma forma de consumo iniciada nos anos 70,
muito popular nos EUA. Nos finais dessa década ("free base
house"), as complicações provocadas pela sua
utilização, a perigosa elaboração do
produto - o éter é muito inflamável - e o seu
preço elevado fizeram com que esta prática não
se generalizasse. Por volta de 1980, o seu uso ficou restringido a
determinadas pessoas, que a elaboravam a nível particular
para o seu próprio consumo.

Uma pequena variação no processo de
produção deu lugar ao aparecimento do "crack" ou
"rock", de efeitos semelhantes mas com uma preparação
muito mais simples do que a base livre.

<strong>Apresentação. Vias de
administração</strong>

A aparência do crack varia segundo o processo de
produção. Pode ser encontrado em forma de pedras de
cor branco sujo, como um pó branco idêntico ao
cloridrato de cocaína ou em bolinhas semelhantes a
grãos de chumbo com um peso de 125 ou 300 miligramas
(suficiente para uma ou duas doses). A via mais normal de consumo
é através da aspiração dos vapores da
combustão, colocando a droga em cachimbos fabricados para
esse fim, em latas de refrescos, tubos de vidro, papel de
alumínio, ..., ou fumando-a em cigarros misturada com
tabaco, marijuana ou PCP.

<strong>Aspectos farmacológicos</strong>

Idênticos aos da Cocaína.

<strong>Efeitos</strong>

São semelhantes aos efeitos do cloridrato de cocaína
intravenoso, embora mais potentes e rápidos e, portanto, com
maiores riscos para o indivíduo. Quanto aos efeitos
imediatos, a longo prazo o potencial de dependência é
semelhante ao descrito na secção dedicada à
cocaína.

Inicia-se com euforia, uma exagerada sensação de bem
estar e excitação sexual. Depressa se dissipam, sendo
substituídos por uma forte depressão, irritabilidade,
angústia, insónia e diminuição do
apetite.

Produz um claro aumento da frequência cardíaca e da
pressão sanguínea, o que explica a alta percentagem
de enfarte do miocárdio e hemorragias cerebrais entre os
utilizadores (segundo dados do "NIDA", os internamentos de
urgência por overdoses de cocaína fumada aumentaram
entre 1987 e 1990 em mais de 700%).

As infecções nos brônquios e as paragens
respiratórias são outras das
complicações súbitas e frequentemente mortais.
A natureza desta substância dá-lhe um enorme poder de
dependência com a consequente síndrome de
abstinência, em caso de
suspensão.</span></span></p>
<h1><span class="n12p"><strong>Benzodiazepinas</strong>
(Psicofármaco)
</span></h1>
<p><span class="n12p">No final dos anos cinquenta, Sternbach
sintetizou a primeira benzodiazepina - 1,4 benzodiazepina -
clordiazepópsido (librium) - comercializada em 1960. A
partir daí o número de compostos dessa mesma
família já superou os dois mil, mas empregam-se
apenas trinta e cinco para uso terapêutico.

A partir de meados dos anos 60, foram-se tornando no grupo de
fármacos mais indicados e receitados no tratamento dos
estados de ansiedade e insónias. Uma vez que a sua margem de
segurança é maior e apresentam menos efeitos
secundários, ocuparam o lugar dos barbitúricos.
Constituem, actualmente, o grupo de fármacos mais receitado
em todo o mundo.

<strong>Apresentação. Vias de
administração</strong>

São, normalmente, comprimidos ou cápsulas (às
vezes apresentam-se em forma de ampolas ou supositórios)
fáceis de identificar devido a serem muitas vezes conhecidos
pelo nome comercial dos seus fabricantes (como por exemplo, valium,
rohipnol, buprex, mandrax, artane, etc.).

A via de administração normal é a oral.
Não se recomenda a administração intramuscular
por ter uma absorção irregular e às vezes
arriscada, possivelmente por precipitação na zona da
injecção. Os consumidores de heroína que
utilizam a via intravenosa e abusam das benzodiazepinas diluem os
comprimidos em água para poderem injectá-los.

<strong>Aspectos farmacológicos</strong>

As benzodiazepinas facilitam a acção do ácido
gamma-aminobutírico (GABA) sobre os seus receptores, o qual
é um neurotransmissor inibidor em quase todos os
núcleos do SNC. A farmacocinética da
substância, a posologia e a especial afinidade que a
benzodiazepina tem com as diferentes estruturas do sistema nervoso,
condicionam o predomínio da acção
ansiolítica, relaxante, anti-convulsiva ou
hipnótica.

O grau de metabolização e a sua duração
média variam de forma considerável de uns
fármacos para outros. Ocasionalmente dão lugar a
metabolitos activos ou a outras benzodiazepinas, prolongando-se
assim a sua acção fármaco-dinâmica.
(Beneit et al., 1990).

<strong>Efeitos</strong>

Efeitos Imediatos.
Têm uma acção ansiolítica,
anti-convulsiva e provocam um estado de relaxamento muscular e
sonolência. Nalgumas ocasiões produzem
desinibição, pondo o indivíduo num estado
loquaz, excitável ou inclusivamente agressivo.

As doses elevadas provocam náuseas, aturdimento,
confusão, diminuição da
coordenação psicomotora, etc. Trata-se de
fármacos com uma ampla margem de segurança e,
até nas intoxicações agudas, o risco de morte
é reduzido.

Todos os efeitos, tal como acontece com os barbitúricos,
aumentam em combinação com o álcool,
até ao ponto de a mistura poder provocar uma overdose.

Efeitos a longo prazo e potencial de dependência
Devido à sua ampla utilização, o abuso
intencional é pouco comum. Se se tomar durante várias
semanas, a tolerância é escassa e são poucas as
dificuldades para a deixar de consumir. Ao fim de vários
meses, o número de pacientes que desenvolvem
tolerância aumenta e, ao reduzir a dose, podem surgir
sintomas de abstinência, um sinal já de
dependência. A interrupção brusca da droga pode
ser perigosa, mas o seu abandono não se torna
problemático, se a mesma for retirada gradualmente. Os
sinais que prefiguram uma Síndrome de Abstinência
serão enumerados a seguir, tendo em conta que a
manifestação dos mesmos varia segundo estas
funções: se forem benzodiazepinas de
acção curta, os sintomas podem aparecer poucas horas
depois de serem suprimidas; se forem benzodiazepinas de
acção prolongada, os sintomas podem aparecer
várias semanas depois de cessar a sua
administração:

Aumento da ansiedade.
Insónia.
Irritabilidade.
Náuseas.
Dor de cabeça e tensão muscular.
Tremores e palpitações.
Disforia.

Nos casos graves: convulsões, quadros confusos,
despersonalização, diminuição do limiar
de percepção dos estímulos sensoriais,
psicose, etc</span></p>
<p> </p>
<p></p>
<p><strong>Cannabináceas</strong></p>
<p><span class="n12p"><span class="n12p">As cannabináceas
são compostos derivados de uma planta denominada
<em>Cannabis Sativa</em>, que se cultiva em grandes zonas
geográficas, uma vez que se adapta tanto a climas quentes
como temperados, inclusive secos, sempre que tenha a
necessária provisão de água. A planta é
originária das terras que circundam o Mar Negro e o Mar
Cáspio. Mas a sua actual concentração nos
países do sul, África, América Central e do
Sul e Índia tem mais a ver com razões de
eficácia da proibição do que com a
climatologia. A Europa, e em particular a Espanha, foram grandes
produtoras na primeira metade do século, apesar de ser mais
utilizada pela fibra do que pelos seus efeitos psicoactivos. No
entanto, este processo de concentração da sua
produção nos países do sul está a
mudar, e as mudanças culturais e a maior tolerância
nos países do norte está a inverter esta
tendência. De facto, actualmente, o primeiro produtor mundial
são os Estados Unidos, nomeadamente alguns estados do norte
e centro do país.

Estamos perante uma planta cujo cultivo se adapta a praticamente
qualquer clima e, uma vez adaptada, pode inclusive integrar-se no
novo ecossistema. Trata-se, portanto, de uma planta
originária de uma área limitada, que se espalhou pela
acção do ser humano por todo o planeta, mas sempre a
partir de um suporte cultural específico, que determinou o
ritmo e a direcção desta expansão. A
análise da distribuição da cannabis em
África ao longo do século XIX, as diferentes culturas
tribais que a aceitaram e que a recusaram, dão um panorama
perfeito destes procedimentos (Rubin, 1975).

A sua inclusão nos textos de medicina e farmácia
é bastante frequente, sendo a primeira referência a da
farmacopeia do imperador Shen Nuna (5.737 anos A.C.). É
também citada nos textos sagrados do hinduísmo,
especialmente no Atharva Veda (3.000 anos A.C.), talvez introduzido
pelos indo-europeus procedentes da área da cannabis. No
ocidente foi sempre uma planta muito popular, defendida por
Diaconides e mais tarde, com muito ardor, por Laguna e Galeno. Em
todo o caso, as indicações clínicas, como em
todas as velhas farmacopeias, são um pouco confusas à
luz dos nossos actuais conhecimentos, mas em todas elas parece ser
comum a ideia de que é uma planta que ajuda a mitigar o
mal-estar provocado por "desarranjos" cíclicos ou
crónicos.

Também é uma das primeiras drogas de que temos um
testemunho escrito sobre o seu consumo psicoactivo.
Heródoto, na "História das Guerras Médicas"
conta como os Escitas, (2.500 A.C.) que povoaram a zona de origem
da planta, se intoxicavam com ela.

A preferência por ela ao longo da história é
constante, surgindo como marcos fundamentais, primeiro a sua
expansão no mundo islâmico nos séculos XII e
XIII, em parte devido ao movimento ismaelita e em particular pela
seita dos hachixins; segundo, a sua ligação ao estado
Mameluco no Egipto, tolerante com a utilização da
cannabis como um sinal exterior de diferença entre os
integrados e os excluídos da sociedade, cuja
descrição aparece nas "Mil e uma Noites" e,
finalmente, a campanha de Napoleão no Oriente, que
reintroduziu a cannabis nos círculos letrados europeus. Este
último acontecimento foi a catapulta para que esta droga ,
que já estava ligada a uma forma de hegemonia cultural na
Europa, configurasse um complexo socio-cultural que, a partir dos
anos 60 e dos movimentos de contra-cultura, se expandiu por todo o
planeta.

<strong>Apresentação. Vias de
administração</strong>

Há três formas de consumo: "marijuana ou erva",
preparada a partir das folhas secas, flores e pequenos troncos da
<em>Cannabis Sativa</em>; "haxixe", que se elabora prensando a
resina da planta fêmea e se transforma numa barra de cor
castanha, com o nome coloquial de "chamom". O seu conteúdo
em THC (até 20%) é superior ao da marijuana (de 5% a
10%), pelo que a sua toxicidade é potencialmente maior.
Finalmente, existe um liquido concentrado conhecido como
"óleo de cannabis ou óleo de haxixe"; obtém-se
misturando a resina com um dissolvente, como a acetona, o
álcool ou a gasolina, que se evapora em grande medida e
dá lugar a uma mistura viscosa, cujas quantidades em THC
são muito elevadas (até 85%).

Já que o THC não se dissolve na água, as
únicas formas de consumo para os seres humanos são a
ingestão e a inalação. Normalmente fuma-se
misturada com tabaco em forma de cigarros feitos à
mão. O fumo da cannabis alcança altas temperaturas,
pelo que os seus utilizadores colocam no cigarro grandes filtros
com a finalidade de evitar queimaduras na garganta.

Outra forma de fumar a cannabis é com cachimbos feitos
especialmente para esse fim. No entanto, em algumas culturas
próprias da África ou do Caribe persiste a velha
prática de beber tisanas feitas com esta droga e
água. Apesar do seu sabor ser amargo, é utilizado
como ingrediente em doçaria e rebuçados.

<strong>Aspectos farmacológicos</strong>

Os componentes químicos da planta são muitos, sendo
os mais conhecidos os cannabináceos e, concretamente o
tetrahidrocannabinol (THC), responsável por quase todos os
efeitos característicos destas substâncias.

As cannabináceas são rapidamente absorvidas pelo
pulmão ou pelo tracto gastrointestinal. A sua
duração média é elevada, devido
à sua grande liposolubilidade.

São assimilados pelas gorduras do organismo, libertando-se
depois lentamente no plasma, onde permanecem durante muito tempo.
Por este motivo, pode ser detectado na urina dos grandes
consumidores, mesmo semanas depois de estes abandonarem o
consumo.

No SNC (Sistema Nervoso Central), o THC actua sobre um receptor
cerebral específico, que está distribuído de
forma irregular, sendo a maior concentração nos
gânglios basais, hipocampo e cerebelo. Descreveu-se uma
substância endógena, denominada anandamida (derivada
da palavra sânscrita ananda, que significa arrebato,
felicidade), que se junta aos receptores das
cannabináceas.

<strong>Efeitos</strong>

Os seus efeitos aparecem a curto prazo e variam em
função das doses, da potência da
<em>cannabis</em> utilizada, da maneira como é fumada, do
estado de ânimo e das experiências anteriores com esta
droga.

Efeitos imediatos.
Sintomas e sinais físicos: aumento da frequência
cardíaca. Aumento da pressão arterial
sistólica quando se está deitado e a sua
diminuição quando se está de pé.
Congestão dos vasos conjuntivais (olhos vermelhos) e
dilatação dos brônquios,
diminuição da pressão intra-ocular,
foto-fobia, tosse, diminuição do lacrimejo.

Sintomas psíquicos: euforia, que aparece minutos depois do
consumo. Sonolência. Os pensamentos fragmentam-se e podem
surgir ideias paranóides. Intensificação da
consciência sensorial, maior sensibilidade aos
estímulos externos. Instabilidade no andar.
Acção antiemética. Alteração da
memória imediata, assim como da capacidade para a
realização de tarefas que requeiram
operações múltiplas e variadas, juntando-se a
isto reacções mais lentas e um défice na
aptidão motora, que persistem até 12 h. depois do
consumo. Isto provoca uma considerável interferência
na capacidade de condução de veículos e outras
máquinas.

Nas pessoas com pouca experiência desta droga e que a ingerem
em lugares desconhecidos, os efeitos negativos mais frequentes
são sintomas de ansiedade e ataques de pânico.
Também, depois da euforia inicial, podem surgir sintomas de
depressão. Em pessoas vulneráveis ou consumidores de
doses muito elevadas, pode provocar, em menor grau, um quadro
psicótico-alucinatório-delirante agudo.

Estes sintomas são mais frequentes nos países onde se
consomem produtos cannábicos potentes. Os transtornos
são de breve duração e em geral não
é necessária uma assistência
especializada.

Efeitos a longo prazo.
Efeitos físicos: nos fumadores produz bronquite e asma. O
risco de contrair cancro do pulmão é maior, devido ao
fumo ser inalado de uma forma mais profunda. Os efeitos
endócrinos mais destacados são a
diminuição da testosterona, inibição
reversível da espermatogénese no homem e uma
supressão da LH plasmática, que pode originar ciclos
anovulatórios na mulher. Os filhos das mulheres consumidoras
crónicas podem apresentar problemas de comportamento. Produz
alterações na resposta imunológica, apesar da
sua importância clínica ser desconhecida.

Efeitos psíquicos: nos fumadores crónicos, o consumo
pode provocar um empobrecimento da personalidade (apatia,
deterioração dos hábitos pessoais, isolamento,
passividade e tendência para a distracção).
Esta situação é semelhante à dos
consumidores crónicos de outras drogas depressoras do SNC.
Alguns autores denominaram-na como "síndrome amotivacional",
mas agora, devido à falta de especificidade nas
alterações que descreve, este termo caiu em
desuso.

A existência de uma psicose cannábica crónica
é controversa e actualmente admite-se que só
apareceria em indivíduos propensos a padecer de algum
transtorno psicológico.

Potencial de dependência.
Provoca uma síndrome de abstinência leve (ansiedade,
irritação, transpiração, tremores,
dores musculares). A tolerância em relação aos
efeitos da droga só ocorre nos grandes consumidores.
Já que o seu mecanismo de acção no sistema
nervoso se faz através de receptores específicos,
não existe tolerância cruzada com nenhuma outra
droga.

Tendo em conta o elevado número de pessoas que consomem
derivados da cannabis, são muito poucas as que procuram
ajuda para deixar o consumo, facto que indica o seu escasso poder
de dependência.

Usos terapêuticos: há uma cannabinácea
sintética, que é utilizada em alguns países,
como antiemético oral para tratar as náuseas
provocadas pela quimioterapia.</span></span></p>
<p> </p>
<p><strong>Cloridrato de cocaína (Derivado da
coca)</strong></p>
<p><span class="n12p">Diversos achados arqueológicos
permitem afirmar que a utilização da folha de coca
é ancestral: já havia consumidores de folha de coca
no Equador e no Peru por volta do ano 2500 a.C., e o acesso a esta
esteve na origem de muitos confrontos nos séculos XII e XIII
da nossa era, até os Incas conseguirem o seu controlo
absoluto, a partir de 1315. Para os Incas, era não só
uma substância medicinal que servia, basicamente, para
aliviar a fadiga, mas também algo de sagrado e, como tal,
incluída no panteão e nos rituais religiosos.

Depois da descoberta da América, a coca não despertou
grande interesse entre os conquistadores. A sua atitude foi
bastante ambígua a esse respeito: por um lado, a Igreja
proibiu a mastigação da folha de coca por ser
considerada um vício pagão e desprezível, mas,
por outro, deu-se conta dos benefícios que isso lhe trazia,
permitindo que os índios trabalhassem sob os efeitos dessa
substância. A partir dessa data, abundam as referências
à utilização da coca pelos cronistas e
viajantes, que louvavam os seus benefícios estimulantes e
medicinais. No entanto, contrariamente ao que aconteceu com o
tabaco e o quinino, não conseguiram atrair suficientemente
os espanhóis para o seu consumo ou exploração
comercial.

A cocaína foi isolada por Nieman e Wolter em 1858 e, nos
anos que se seguiram, o interesse pela substância aumentou;
numa época em que a farmacologia era uma ciência
incipiente e as restrições legais poucas ou nulas,
rapidamente se comercializou em grande escala, convertendo-se num
ingrediente fundamental de produtos, como o vinho tónico de
Angelo Mariani e inumeráveis remédios caseiros, sendo
inclusivamente, durante dezassete anos, a componente mais popular
da Coca-Cola.

No entanto, neste mesmo período, uma importante
discussão científica em relação
à cocaína possibilitou avanços teóricos
e conceptuais mais relevantes em torno do fenómeno da
dependência. Por um lado, Sigmund Freud, seguindo as pisadas
daqueles que preconizavam o uso terapêutico da
cocaína, contribuiu para provar a sua utilidade como
anestésico local e, ao mesmo tempo que começava a
consumi-la, defendia a sua inocuidade nos seus diversos trabalhos.
Por outro lado, Louis Lewin, que já tinha publicado a sua
famosa monografia sobre "heroinomania", opõe-se às
teses de Freud, desenvolvendo todo o modelo conceptual que temos
vindo a descrever: o fenómeno da dependência das
drogas. Nesse mesmo ano (1885), Freud rectifica; publica os seus
"apontamentos sobre a ânsia de cocaína" e
começa a construir o conceito de toxicomania.

Em todo o caso, no princípio do século XX e em
particular na etapa dos "despreocupados anos vinte" nos
países ocidentais viveu-se uma epidemia de consumo de
cocaína por aspiração nasal, até que as
medidas internacionais de controlo e, de forma muito clara, a
Segunda Guerra Mundial, reduziram drasticamente o seu consumo. No
pós-guerra e pelo menos até aos anos 70, o seu
consumo foi muito marginal obedecendo a diferentes padrões,
de país para país.

Na década de 70, começando pelos Estados Unidos, a
cocaína transformou-se numa droga associada
publicitariamente à imagem do êxito social, o que
proporcionou uma rápida expansão em todas as classes
sociais e especialmente entre os consumidores habituais e abusivos
de outras drogas como, por exemplo, a heroína, o
álcool ou as anfetaminas.

<strong>Apresentação. Vias de
administração</strong>

Trata-se de um pó cristalino, branco, cintilante, de sabor
amargo, que é habitualmente consumido por via nasal. Pode
também ser absorvido pelas mucosas (por exemplo, esfregando
as gengivas). Alguns consumidores injectam-no, puro ou misturado
com outras drogas (em geral, heroína), o que produz
frequentes problemas de úlceras, devido à
rápida destruição dos tecidos cutâneos.
O cloridrato de cocaína não se volatiliza,
tornando-se por isso num produto inadequado para fumar, tanto mais
que uma boa parte do mesmo é destruída a temperaturas
elevadas

<strong>Aspectos farmacológicos</strong>

O cloridrato de cocaína adquire altas
concentrações no plasma de forma bastante
rápida, sobretudo se a via de administração
for intravenosa. O metabolismo é fundamentalmente
hepático mas deve ter-se em conta que a velocidade com que a
substância é absorvida é muito mais
rápida do que a sua destruição, facto que leva
o organismo a sofrer efeitos tóxicos com relativa
facilidade.

Relativamente ao seu mecanismo de acção, pode
comprovar-se que a cocaína pertence ao grupo de
substâncias simpático-miméticas indirectas:
não actua sobre a libertação de dopamina e
noradrenalina e, embora iniba a recaptura destas aminas, provoca um
aumento destes neurotransmissores na fenda sináptica e um
elevado estímulo das vias de neurotransmissão, nas
quais estas aminas estão implicadas.

<strong>Efeitos</strong>

Efeitos imediatos.
Doses moderadas de cocaína produzem:

Ausência de fadiga, sono e fome.
Exaltação do estado de ânimo.
Maior segurança em si mesmo.
Prepotência: diminui as inibições e o
indivíduo vê-se como uma pessoa sumamente competente e
capaz.
Aceleração do ritmo cardíaco e aumento da
tensão arterial.
Aumento da temperatura corporal e da sudação.
Reacção geral de euforia e intenso bem estar.
Anestésico local
Quando o uso é ocasional, pode incrementar o desejo sexual e
demorar a ejaculação, mas também pode
dificultar a erecção.

Com doses altas, os efeitos são:

Insónia, agitação.
Ansiedade intensa e agressividade.
Visões e alucinações (as típicas
são as tácteis, como a sensação de ter
insectos debaixo da pele).
Tremores, convulsões.

À sensação de bem-estar inicial segue-se em
geral uma decaída caracterizada por cansaço, apatia,
irritabilidade e um comportamento impulsivo.

Efeitos a longo prazo.
Complicações psiquiátricas: irritabilidade,
crises de ansiedade e pânico, diminuição da
memória, da capacidade e da concentração.
Fazemos uma referência especial para a chamada "psicose da
cocaína", com características similares à
psicose esquizofrénica com predomínio das
alucinações auditivas e das ideias delirantes de tipo
persecutório.
Apatia sexual ou impotência.
Transtornos alimentares (bulimia e anorexia nervosa).
Alterações neurológicas (cefaleias ou
acidentes vasculares como o enfarte cerebral).
Cardiopatias (arritmias).
Problemas respiratórios (dispneia ou dificuldade para
respirar, perfuração do tabique nasal,...).
Importantes consequências sobre o feto durante a gravidez
(aumento da mortalidade perinatal, aborto e
alterações nervosas no recém nascido).

Potencial de dependência.
A cocaína é a droga com maior potencial de
dependência. É a droga que provoca a maior percentagem
de viciados depois de ser consumida em poucas ocasiões.
Devido à curta duração dos seus efeitos
psicoactivos e ao rápido aparecimento de sintomas de
abstinência, provoca um consumo compulsivo. Apesar de
não gerar uma síndrome de abstinência com
sinais físicos típicos, as alterações
psicológicas são notáveis:
hiper-sonolência, apatia, depressão, ideias suicidas,
ansiedade, irritabilidade, intenso desejo de consumo. Este estado
pode conduzir ao abuso de depressores como as benzodiazepinas, o
álcool e os opiáceos.</span></p>
<h1><span class="n12p">Cogumelos mágicos
(alucinogéneos)</span></h1>
<p><span class="n12p">Há dezenas de espécies de
cogumelos mágicos com efeitos alucinogéneos ou
psicadélicos. Podem dividir-se em dois grupos: os que
contêm a Psilocibina ou a Psilocina como substância
psicoactiva e os que contêm muscarina, como o Amanita
muscaria.. Existe ainda um terceiro grupo, que parasita algumas
espécies vegetais, conhecido como a cravagem do centeio,
precursor do LSD, substância sintética abordada noutro
local.

A distribuição dos cogumelos é generalizada
por todo o mundo, nomeadamente na Europa. É fácil
confundir os chamados cogumelos mágicos com outras
espécies não alucinogéneas, nomeadamente
algumas venenosas. Uma parte dos cogumelos mágicos
consumidos com intuitos recreativos é proveniente de cultivo
próprio para esse fim.

Os cogumelos mágicos são usados desde há
milhares de anos por populações nativas da
América Central e da América do Sul ligada a
cerimoniais religiosos e culturais. Também no Saara, na
Sibéria, na Europa do Norte e eventualmente na Ásia.
Os primeiros registos europeus sobre a psilocibina datam do
séc. XVI. A substância foi isolada nos anos 60 do
séc. XX, tendo sido desde aí usada com fins
recreativos, muitas vezes ligada ao movimento hippye e a
experiências mais ou menos místicas que procuravam
estados alterados da consciência.

<strong>Apresentação e vias de
administração</strong>

Os cogumelos mais usados são os que contêm
Psilocibina. De um modo geral, são adquiridos inteiros ou em
pequenos pedaços. São consumidos por via oral, isto
é, ingeridos: crus, secos, cozinhados ou em infusão
(chá). São uma espécie que aparece mais no
Outono mas podem ser secos e armazenados e consumidos em qualquer
época do ano. Os cogumelos secos são os que têm
efeitos mais intensos.  

<strong>Aspectos farmacológicos</strong>

A Psilocibina é quimicamente semelhante ao LSD. O seu nome
científico é
orthophosphoryl-4-hydroxy-n-dimethyltryptamine. Após o
consumo, os alcalóides dos cogumelos bloqueiam os efeitos da
serotonina no cérebro, por terem estruturas químicas
similares.
De um modo geral os efeitos iniciam-se 30-60 minutos após a
ingestão, por vezes mais, consoante a dose ingerida. Uma
dose ligeira geralmente corresponde a 1 grama de cogumelos secos,
10mg de psilocibina, uma dose média, de 1 a 3 g (10-30 mg de
psilocibina) e uma dose forte entre 3 e 5 g  (30-50 mg de
psilocibina).

A Psilocibina é convertida em Psilocina pelo organismo
humano, sendo excretada sem transformação na
urina.

<strong>Efeitos</strong>

Os efeitos dependem da dose ingerida, da expectativa em
relação ao consumo, da personalidade, da
sensibilidade individual do consumidor e podem durar até
seis horas. Em certos casos, raros, uma dose pequena pode
desencadear efeitos normalmente obtidos com altas doses, noutros
casos, doses mínimas podem provocar efeitos incipientes na
primeira hora.

Muitas vezes as primeiras reacções são de
carácter físico: náuseas,
dilatação das pupilas, aumento da frequência do
pulso, da pressão sanguínea e da temperatura.
Outros efeitos incluem: desorientação,
distorção da noção de tempo,
alucinações e ilusões visuais.

Alterações do humor, desorganização do
pensamento, sensação de plenitude, sentimento de
pertença a um grupo, sensibilidade aumentada às
cores, sons, sabores, texturas, aumento do desejo sexual.
Angústia, pânico, perda de apetite,
desinibição, reacções
paranóides.

Como muitas outras substâncias psicoactivas, os efeitos
são subjectivos, imprevisíveis e fortemente
dependentes das expectativas e dos contextos do consumo.

Não ocasionam dependência física ou
psíquica. Alguns consumidores portadores de
perturbações mentais podem vir a desencadear crises
ou agravar o seu estado de doença.</span></p>
<p></p>
<p><strong>Ecstasy (Droga de
síntese)</strong></p>
<p><span class="n12p">A MDMA conta com um longo percurso, uma vez
que se trata de uma substância "descoberta" muito antes das
anfetaminas ou dos alucinogéneos. Foi patenteada em 1914 na
Alemanha, pelos laboratórios Merck, como um medicamento
supressor do apetite, que nunca chegou a ser comercializado.

Foi abandonada até à década de 50,
época em que foi retomada para fins experimentais
(interrogatórios, psicoterapias).

Os primeiros consumos ilegais detectaram-se durante os anos 60 e 70
no oeste dos EUA, facto que levou à sua
proibição neste país em 1985. Desde a
década passada surge com força na Europa; um exemplo
foram as 4.325 pastilhas que as autoridades espanholas confiscaram
em 1989, face às 645.000 apreendidas em 1995.

Nos finais dos anos 80, começaram a espalhar-se por toda a
Europa, acompanhando diversas modas musicais e o estilo de vida de
alguns locais do mediterrâneo. A sua expansão
também não é alheia à queda do muro de
Berlim e ao descontrolo político de alguns dos países
do Leste europeu, com uma enorme indústria
farmacêutica. Sem dúvida que o tema mais falado dos
anos 90 foram as drogas, apesar do seu consumo se estar a reduzir e
as consequências da sua presença, mais ou menos
massificada nestes anos, ser menos dramática do que se
imaginava.

<strong>Apresentação. Vias de
administração</strong>

Apesar de se conhecerem algumas experiências por
injecção e por inalação, esta droga
administra-se normalmente por via oral, em forma de barras,
cápsulas ou pó, sendo o uso das primeiras o mais
frequente.

Apresentam-se sob diversos aspectos, tamanhos e cores, com a
finalidade de as tornar mais atractivas e comerciais. Os nomes com
que são conhecidas derivam frequentemente da sua
aparência externa, sendo mesmo uma garantia de qualidade.
Deve ter-se em conta que as pastilhas disponíveis variam, na
realidade, quer no seu aspecto exterior quer no seu conteúdo
(pastilhas e comprimidos semelhantes diferem na sua
composição e proporção). Os
utilizadores tendem a considerá-las como uma única
droga, ignorando em muitas ocasiões o que é que,
verdadeiramente, estão a tomar.

<strong>Aspectos farmacológicos</strong>

Todas as drogas de síntese são derivados
anfetamínicos com uma composição
química muito próxima da mescalina, um
alucinogéneo conhecido. É essa
combinação que explica a singularidade dos seus
efeitos.

A dose efectiva de MDMA oscila entre 75/150 miligramas por via
oral. Os primeiros sintomas aparecem entre os trinta e os sessenta
minutos depois de ser ingerida, alcançando em duas horas a
chamada fase de estabilidade. A partir daí, os efeitos
principais começam a diminuir para desaparecerem depois de
quatro ou seis horas. Os efeitos secundários podem durar
várias horas mais e algumas consequências residuais,
sobretudo de tipo psicológico, podem manter-se mesmo depois
do fármaco ter sido completamente metabolizado pelo
organismo (nas 40 horas posteriores à sua ingestão,
aproximadamente).

<strong>Efeitos</strong>

Tendo em conta que quase nunca se sabe com precisão quais
são os componentes do produto que se vende como Ecstasy e
que os seus efeitos podem variar de forma considerável,
passamos a enumerar as consequências mais frequentes do
consumo de MDMA:.

Efeitos imediatos.
Efeitos físicos (por ordem de frequência): trismo
(contracção dos músculos da mandíbula),
taquicardia, ranger dos dentes, secura da boca,
diminuição do apetite, dilatação das
pupilas, dificuldade de caminhar, reflexos exaltados, vontade de
urinar, tremores, transpiração, cãibras,
insónia.

Efeitos psíquicos (por ordem de frequência):
sensação de intimidade e de proximidade com outras
pessoas, aumento da capacidade comunicativa, euforia, loquacidade,
despreocupação, autoconfiança, expansão
da perspectiva mental, incremento da consciência das
emoções, diminuição da agressividade,
intensificação da consciência
sensitiva.</span></p>
]]></description>			<link>http://adolescentes.bloguepessoal.com/46842/As-Substancias/</link>			<comments>http://adolescentes.bloguepessoal.com/As-Substancias-29042008-135329-lp-46842.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://adolescentes.bloguepessoal.com/46842/As-Substancias/</guid>			<pubDate>Tue, 29 Apr 2008 13:53:29 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Gravidez na Adolescência]]></title>			<description><![CDATA[<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; text-align: justify;">
A
adolescência implica um período de mudanças
físicas e emocionais que é considerado, por
vários autores, um momento de crise. Não podemos
descrever a adolescência como uma simples
adaptação às transformações
corporais, mas sim como um importante período no ciclo de
vida que corresponde a diferentes tomadas de posição
sentidas ao nível social, familiar e também
sexual.</p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; text-align: justify;">
A puberdade,
marca o início da vida reprodutiva de rapazes e raparigas,
sendo caracterizada por mudanças fisiológicas e
psicológicas. Uma gravidez na adolescência provoca
alterações na transformação que
já vem ocorrendo de forma natural, ou seja, implica um duplo
esforço de adaptação interna
fisiológica e uma dupla movimentação de duas
realidades que convergem num único momento: estar
grávida e ser adolescente.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style=
"text-decoration: underline;">Será que estou grávida? Será
que ela está grávida?</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">               </p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; text-align: justify;">
São
muitas as raparigas e rapazes que já passaram por este tipo
de experiência, sentindo certamente o mesmo pânico, os
mesmos medos, tendo as mesmas dúvidas, as mesmas
preocupações e partilhando a mesma esperança:
&ldquo;não passou de um susto&rdquo;, ou &ldquo;só
acontece aos outros&rdquo; e ainda &ldquo;felizmente houve um
engano&rdquo;.</p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; text-align: justify;">
Se existiram
relações sexuais desprotegidas e a
menstruação não apareceu na altura em que
deveria surgir não vale a pena entrar em pânico, mas
também não resulta fugir. Quer uma coisa, quer outra
só causa mais angústia e preocupação!
Deve sim, fazer um teste de gravidez o mais rapidamente
possível, e aí, de acordo com o resultado, reflectir
sobre o assunto e tomar as decisões apropriadas, sempre com
o apoio de alguém em quem se confia.</p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style=
"text-decoration: underline;">Porque é que é tão
difícil ser adolescente e estar
grávida?</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">                       </p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; text-align: justify;">
Quando se
trata de uma adolescente, às mudanças emocionais e
físicas são acrescidas questões de ordem
psicossocial e ainda de falta de apoio, as quais podem tornar a
gravidez numa experiência traumática, num problema
emocional e de saúde e promotor de exclusão
social.</p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; text-align: justify;">
Numa mulher
adulta, quando a gravidez é planeada, ocorre uma crise
maturacional (transição) que implica mudanças
significativas ao nível emocional e físico. Contudo,
o facto de ter sido desejada a vinda de um novo ser, abre à
mulher uma nova perspectiva da sua vida que é a sua
dimensão de mãe.</p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> <span style=
"text-decoration: underline;">Quais são as principais
queixas apresentadas pela jovem grávida?
</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; text-align: justify;">
- Dificuldade
na relação com os pais pelo surgimento da gravidez;
algum desapontamento, culpas e acusações que
poderão ocorrer aquando da chegada da notícia ou
permanecer ainda por mais tempo;</p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; text-align: justify;">
- Dificuldade
na relação consigo própria pela
&ldquo;necessidade&rdquo; de integrar a gravidez e a expectativa da
maternidade nos seus projectos e interesses de
adolescente;</p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; text-align: justify;">
- Receio de
possíveis alterações no relacionamento com o
seu namorado;</p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; text-align: justify;">
- Dificuldade
em conseguir gerir a relação com o seu grupo de
amigos;</p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; text-align: justify;">
- Dificuldade
em encontrar um espaço onde se sinta confortável para
falar sobre os seus medos e dúvidas face à
situação vivida.</p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style=
"text-decoration: underline;">Qual a forma de tornar toda
esta situação mais
fácil?</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style=
"text-decoration: underline;"><span style=
"mso-spacerun: yes;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; text-align: justify;">
Se a
família e as pessoas mais próximas da adolescente que
engravida, forem capazes de acolher o novo facto com
compreensão, harmonia e respeito, a gravidez tem maior
possibilidade de ser levada a termo sem grandes transtornos e
até de uma forma gratificante. A jovem deverá ser
apoiada na tomada de decisões de um modo coerente,
consciente e realista. O bem estar afectivo é muito
importante para a jovem grávida e para o seu
bébé, e uma vez que a gravidez se faz a dois
também o jovem pai deve ser ouvido na tomada de
decisão.</p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; text-align: justify;">
 </p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; text-align: justify;">
<span style="mso-spacerun: yes;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style=
"text-decoration: underline;">É importante também criar
condições para a expressão de sentimentos em
relação a si própria e à sua
gravidez.</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; text-align: justify;">
A adolescente
tem necessidade de exprimir e partilhar sentimentos sem se sentir
julgada, ser entendida pelos outros e sobretudo ter uma base de
conhecimentos que lhe permita viver a maternidade e aceitar as
mudanças corporais que são inerentes ao seu
estado.</p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; text-align: justify;">
Para
além disso, deverá ser conduzida à
compreensão da gravidez inserida num programa de cuidados
pré-natais adequados.</p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; text-align: justify;">
A gravidez na
adolescência é, portanto, um problema que deve ser
levado muito a sério e que não deve ser subestimado
nem por adolescentes, nem por educadores e professores. O rapaz e a
rapariga devem ser estimulados a pensar e a viver a sexualidade,
não só como uma maneira de sentir prazer com as suas
novas capacidades reprodutivas e sexuais, mas também
acompanhadas de um conjunto de responsabilidades perante si e
perante a sociedade em geral.</p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; text-align: justify;">
É
possível continuar a sair com o grupo de amigos e a namorar,
mas de forma diferente. A gravidez não torna os adolescentes
adultos de uma hora para a outra e deve ser evitada e
planeada.</p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><strong><span style=
"text-decoration: underline;">As relações
sexuais</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style=
"text-decoration: underline;">O amor é fundamental para a
satisfação sexual?</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">                 </p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; text-align: justify;">
É
possível ter relações sexuais, simplesmente a
partir do desejo ou da atracção sexual e que tais
relações sejam satisfatórias. No entanto, a
segurança emocional e a expressão da afectividade
proporcional geralmente um maior grau de entrega e
satisfação.</p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; text-align: justify;">
Devemos ter
em conta que, para a maior parte das pessoas, as
relações sexuais são mais satisfatórias
quando se dão num contexto de intimidade e afecto e, embora
isto continue a ser, em geral, pelos estudo existentes e pelo que
dizem, mais importante para as mulheres, parece ser também
cada vez mais evidente e importante para os homens.</p>
]]></description>			<link>http://adolescentes.bloguepessoal.com/45291/Gravidez-na-Adolescencia/</link>			<comments>http://adolescentes.bloguepessoal.com/Gravidez-na-Adolescencia-22042008-140115-lp-45291.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://adolescentes.bloguepessoal.com/45291/Gravidez-na-Adolescencia/</guid>			<pubDate>Tue, 22 Apr 2008 14:01:15 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA)]]></title>			<description><![CDATA[<p class="titulo" style="margin: auto 0cm;"> </p>
<p class="consulta" style="margin: auto 0cm; text-align: justify;">

É a mais recente
doença sexualmente transmissível. Emergiram os
primeiros casos em 1979, com a aparência de matar qualquer
indivíduo que a tenha contraído. A síndrome da
imunodeficiência adquirida tornou-se um grave problema
internacional de saúde pública: em Fevereiro de 1992
estavam infectadas cerca de 10 milhões de pessoas, e a taxa
de crescimento deste número é alarmante.
As vítimas incluem homossexuais, heterossexuais, homens,
mulheres, adultos e crianças. A transmissão entre
adultos é feita principalmente pelo contacto sexual. O
vírus penetra através de pequenas fissuras ou
lesões causadas pela actividade sexual. As crianças,
geralmente, adquirem a doença através da placenta da
mãe infectada. As rotas de transmissão não
sexual incluem ainda a transfusão de sangue contaminado e a
utilização de agulhas contaminadas por
toxicodependentes.
A doença é causada por um vírus HIV que
infecta o sistema imunitário, incluindo macrófagos e
linfócitos T e B. Pode também infectar as
células da glia cerebral.
Uma vez no interior das células infectadas, o ARN do
retrovírus é transcrito numa molécula de ADN,
que é integrado num cromossoma da célula. Após
um breve período de reprodução, o vírus
estabelece uma infecção latente. Indivíduos
neste estado de infecção podem transmitir o
vírus. Os factores que desencadeiam o final da
latência são desconhecidos, mas alguns
indivíduos permanecem neste estado latente de "saúde"
durante vários anos. O reassumir da reprodução
viral é acompanhado por um declínio enorme do
número de linfócitos T, o que provoca uma perigosa
deficiência nas células mediadoras do sistema
imunitário. A pessoa infectada torna-se vulnerável ao
cancro e a outros factores patogénicos que seriam facilmente
eliminados se o sistema imunitário estivesse
saudável. Quando a população de células
T não atinge as 200 células por mililitro de sangue,
o indivíduo é considerado com a doença da SIDA
(a concentração de células T num
indivíduo saudável excede as 800 células por
mililitro de sangue).
A pessoa com SIDA é vulnerável às
doenças oportunistas como a pneumonia, a candidiase e
toxoplasmose, que são doenças prevalecentes. Muitos
indivíduos também ficam dementes quando o
vírus se reproduz no cérebro. As doenças
oportunistas são geralmente a causa da morte das pessoas com
SIDA. A infecção por HIV é diagnosticada por
um teste a anticorpos. Decorre um período de tempo,
geralmente três meses, mas às vezes mais de um ano
entre a infecção e o desenvolvimento de um anticorpo
sensível ao normal ensaio de diagnóstico.
Indivíduos HIV positivos são aqueles que estão
infectados pelo vírus e o podem transmitir a outros. Porque
não há nenhuma vacina e cura para o tratamento da
SIDA, esta só pode ser controlada reduzindo a
transmissão do vírus. Para isso, não deve
ter-se mais do que um parceiro sexual, não infectado, e deve
utilizar-se o preservativo com um espermicida que contenha
monoxinol-9, que mata o vírus HIV e o esperma.
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde,
os números referentes a pessoas doentes com SIDA, em
milhões, eram em 1996 os seguintes: África Negra -
14; Sudeste Asiático - 5,2; Estados Unidos e Canáda -
0,75; América do Sul - 1,3; América Central - 0,27;
Europa Ocidental - 0,51; Europa Oriental - 0,05; Próximo
Oriente - 0,2; Austrália e Nova Zelândia - 0,013.
Segundo a Direcção Geral de Saúde, havia em
Portugal, em 1996, quatro mil casos notificados.</p>
]]></description>			<link>http://adolescentes.bloguepessoal.com/42671/Sindrome-da-imunodeficiencia-adquirida-SIDA/</link>			<comments>http://adolescentes.bloguepessoal.com/Sindrome-da-imunodeficiencia-adquirida--SIDA--11042008-105010-lp-42671.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://adolescentes.bloguepessoal.com/42671/Sindrome-da-imunodeficiencia-adquirida-SIDA/</guid>			<pubDate>Fri, 11 Apr 2008 10:50:10 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Tabagismo]]></title>			<description><![CDATA[<p class="titulo" style="margin: auto 0cm;">À inalação de poluentes como o
alcatrão, a nicotina e o monóxido de carbono (que se
encontram no tabaco), as células epiteliais da mucosa
respiratória reagem à irritação
provocada aumentando a produção de muco. As
células ciliadas são danificadas pelos poluentes
tabágicos e tornam-se incapazes de fazer deslocar o muco
para o exterior. O organismo tenta limpar as vias
respiratórias provocando a tosse. A tosse provoca mais
irritação e o sistema cardiorrespiratório
torna-se vulnerável a infecções bacterianas,
fúngicas ou virais.
A bronquite crónica e o enfisema são doenças
obstrutivas pulmonares crónicas que estão ligadas ao
fumo do tabaco e à poluição. Mais de 75% dos
doentes de bronquite crónica tem um passado de fumador. Um
enfisema muito avançado é virtualmente desconhecido
nos não-fumadores.
Na bronquite crónica, os bronquíolos segregam tanto
mais muco quanto mais apertados e inflamados estão. Os
cílios respiratórios não podem limpar as vias
respiratórias do muco e das partículas que
parcialmente as obstruem. Os indivíduos com bronquite
crónica ficam susceptíveis a frequentes ataques de
bronquite aguda e a infecções provocadas por
vírus e bactérias; muitas vezes, desenvolvem
enfisema.
No enfisema, a obstrução dos bronquíolos
implica um aumento da resistência à passagem do ar e
uma diminuição da inspiração. As
paredes alveolares rompem-se e diversos alvéolos pulmonares
unem-se, formando alvéolos maiores de baixa elasticidade. O
número de capilares é reduzido. As trocas gasosas
diminuem e com elas diminui o volume de oxigénio
disponível para se combinar com a hemoglobina do sangue.
Para compensar, o ventrículo direito alarga. Os doentes de
enfisema acabam por ter falhas cardíacas.
O fumo do tabaco é também o maior responsável
pelo cancro do pulmão. Mais de dez componentes do
alcatrão do tabaco têm sido causas de cancro em
animais utilizados em experiências. Células normais
são transformadas em células anormais cancerosas, que
se multiplicam rapidamente e invadem os tecidos envolventes.
Um fumador médio, que fume entre 15 e 20 cigarros por dia,
tem catorze vezes mais probabilidades de morrer de cancro do
pulmão, da garganta ou da boca do que um não-fumador;
quatro vezes mais de morrer de cancro do esófago ou da
bexiga, e duas vezes mais de morrer de ataque
cardíaco.</p>
]]></description>			<link>http://adolescentes.bloguepessoal.com/42057/Tabagismo/</link>			<comments>http://adolescentes.bloguepessoal.com/Tabagismo-08042008-140647-lp-42057.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://adolescentes.bloguepessoal.com/42057/Tabagismo/</guid>			<pubDate>Tue, 08 Apr 2008 14:06:47 +0200</pubDate>		</item>	</channel></rss>