<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom">		<title>http://palavrasemusica.bloguedemusica.com</title>		<id>http://bloguedemusica.com/</id>		<link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://palavrasemusica.bloguedemusica.com/atom.xml" />		<subtitle><![CDATA[PALAVRAS E MÚSICA]]></subtitle>		<rights>Copyright (c) 2006, Hi-pi</rights>		<generator>Hi-pi ATOM generator</generator>		<author>			<name>Hi-pi</name>			<uri>http://palavrasemusica.bloguedemusica.com</uri>		</author>		<updated>2008-12-30T20:27:54+01:00</updated>		<entry>			<title>XXI ANIVERSÁRIO DE "PALAVRAS E MÚSICA"</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">								</div>			</content>			<id>http://palavrasemusica.bloguedemusica.com/45401/XXI-ANIVERSARIO-DE-PALAVRAS-E-MUSICA/</id>			<link href="http://palavrasemusica.bloguedemusica.com/45401/XXI-ANIVERSARIO-DE-PALAVRAS-E-MUSICA/" />			<author>				<name>palavrasemusica</name>				<uri>http://palavrasemusica.bloguedemusica.com</uri>			</author>			<updated>2008-11-27T04:52:15+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>MAGUSTO COM POESIA 2008 - CHAMUSCA</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">								</div>			</content>			<id>http://palavrasemusica.bloguedemusica.com/45400/MAGUSTO-COM-POESIA-2008-CHAMUSCA/</id>			<link href="http://palavrasemusica.bloguedemusica.com/45400/MAGUSTO-COM-POESIA-2008-CHAMUSCA/" />			<author>				<name>palavrasemusica</name>				<uri>http://palavrasemusica.bloguedemusica.com</uri>			</author>			<updated>2008-11-27T04:48:56+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>CEPA TORTA - MARIA VAIDOSA</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p></p>
<p>CEPA TORTA</p>
<p>Musica Popular Portuguesa</p>
<p>Riachos - Ribatejo - PORTUGAL</p>
<p></p>
<p>Os
<strong>CEPA TORTA</strong> esto bem activos e
recomendam-se. Depois da participao na Festa da
Beno
para nos brindarem com um novo e belo tema, ondenos cantam a
historia<strong>Maria
Vaidosa</strong>.</p>
<p></p>
<p>Vale a pena escutarem este e outros temas, aqui [no
Blogue] e no programa "Palavras e Musica" [ aos
Sabados, entre as 15 as 18 horas, em FM 104.9 MHz ou
em www.radiobonfim.com]</p>
<p></p>
<p></p>
<p></p>
<p></p>
<p></p>
<p>
<span>[Creditos
Musicais - Musica de fundo: Cepa Torta - <strong>Maria
Vaidosa</strong>,o Jose Nogueira e
<em>musicade Dominique Ventura]</em></span></p>
<p>
</p>
<p>
</p>
<p>
</p>
				</div>			</content>			<id>http://palavrasemusica.bloguedemusica.com/34681/CEPA-TORTA-MARIA-VAIDOSA/</id>			<link href="http://palavrasemusica.bloguedemusica.com/34681/CEPA-TORTA-MARIA-VAIDOSA/" />			<author>				<name>palavrasemusica</name>				<uri>http://palavrasemusica.bloguedemusica.com</uri>			</author>			<updated>2008-08-12T02:04:58+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>NASCEU NESSA NOITE</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>
</p>
<p>
</p>
<p>
</p>
<p>
<span>
Nasceu nessa
noite</span></p>
<h1><span>
...Liberdade...</span></h1>
<p></p>
<p><span>Hoje apetece-me desenhar uma
flor</span></p>
<p><span></span></p>
<p></p>
<p><span></span>
Meus compa-<span></span>
<span></span>nheiros</p>
<p><span></span>
de jornada, Homens valoro-<span></span>
sos de trabalho, de</p>
<p><span></span>
pois do silencio da noite escura, como quem procura uma
outra</p>
<p><span></span>
es-<span></span> trada.
Levantaram-se cedo e fizeram aquela doce
madruga-</p>
<p><span></span>
da. <span>
Nasceu nessa noite</span><strong><span>as tres
da manh</span></strong> <span>
a</span> <span>
Liberdade</span></p>
<p><span></span>
na aldeia mais recondita,<span></span> na vila mais
insignificante,<span></span> em
toda e</p>
<p><span></span>
qualquer cidade deste nosso Portugal, em que alguns estavam bem e
mui-</p>
<p><span></span>
tos viviam mal, <span>
Nasceu nessa noite</span><strong><span>as tres
da manh</span></strong> <span>
a</span> <span>
Liberdade</span></p>
<p><span></span>
Lembras-te, pai? Estas sentado na velha cadeira de madeira
onde cortaste</p>
<p><span></span>
tantos cabelos a crianas e lhes fizeste tantas barbas,
ja em adultos. Nos joelhos<span></span></p>
<p><span></span>
repousas o velho bombardino de filarmonista. Na mo esquerda
seguras</p>
<p><span></span>
uma partitura com toda a ternura da tua mo forte e meiga,
como quem<span></span></p>
<p><span></span>
segura um filho, com todo o cuidado para que no se magoe.
Por detras</p>
<p><span></span>
de ti avisto uma velha talha de barro onde se guardava a cal,
aquela cal</p>
<p><span></span>
com que caiamos paredes onde projectamos tantos
sonhos, em noites</p>
<p><span></span>
de vero, como se fosse a tela de um cinema, onde se
contavam his-</p>
<p><span></span>
torias de outros tempos. Historias da tua aldeia para
os lados da ser-</p>
<p><span></span>
ra, de quando eras menino e, mais tarde, da tua juventude e do
amor</p>
<p><span></span>
da tua vida. E claro, tambem se contavam
historias da minha infan-</p>
<p><span></span>
cia. Perdo, da nossa infancia, porque
tambem<span></span> tenho
uma irm</p>
<p><span></span>
e gosto muito dela. Na<span></span> verdade, nesse
tempo<span></span>
con-<span></span>
ta-</p>
<p><span></span>
vam-se<span></span> muitas
histori-<span></span> as de
bruxas<span></span> e
lobi-</p>
<p><span></span>
somens que tanto assus-<span></span>
ta-<span></span></p>
<p><span></span>
vam o nosso<span></span>
imaginario,<span></span>
mas,</p>
<p><span></span>
ao mesmo<span></span>
tempo,<span></span>
empolga-<span></span>
vam e<span></span></p>
<p><span></span>
<span></span>arregalavam
os nos-<span></span>
sos<span></span>
o-</p>
<p><span></span>
lhitos de crianas.<span></span> E<span></span>
ver-</p>
<p><span></span>
<span></span>dade,
<span></span> antes de
A-<span></span>
bril</p>
<p><span></span>
havia bruxas mil,<span></span>
lobi-</p>
<p><span></span>
somens<span></span> e
outros<span></span>
<span></span>seres</p>
<p><span></span>
medonhos de as-<span></span>
sus-<span></span>
tar</p>
<p><span></span>
neste<span></span> nosso Por-
tu-<span></span>
gal</p>
<p><span></span>
<span></span>a
<span></span> beira-mar
ador-<span></span> me-<span></span>
cido.</p>
<p><span></span>
E,<span></span>
quan-<span></span> do
no<span></span>
comi-</p>
<p><span></span>
a-<span></span>
mos<span></span> a
sopa,<span></span>
a mal-</p>
<p><span></span> <span></span>fada-
<span></span> da
e<span></span>
inde-<span></span>
seja-</p>
<p><span><span></span>
vel<span></span>
cou-<span></span> ve<span></span>
bran-</span></p>
<p><span></span>
ca<span></span> com
feijo<span></span>
e na-</p>
<p><span></span>
bos, la vi-<span></span>
nha</p>
<p><span></span>
a ame-<span></span>
aa:</p>
<p></p>
<p>
- Olha
o homem do saco!... Ou, ento,  ...Olha o
cigano que te leva!.... Em ultimo recurso, havia a
colher de pau... Era remedio santo, a maior
parte das vezes, em tantos e tantos honrados lares de gente pobre
ou mais ou menos remediada.</p>
<p>
Por seu lado,
na escola de um pais de analfabetos, governava a menina dos
cinco olhos, a bruxa ma,<span></span> a regua agressora, o
terror das nossas mas.</p>
<p>
<span></span>Lembras-te,
pai?</p>
<p>
Todos sonhavamos, e ainda sonhamos, com
uma vida melhor. Uns emigraram a salto (clandestinamente) ou legais
para Frana, outros para a Alemanha, alguns para o
Canada e a Australia (como o teu amigo Fernando,
lembras-te, que fazia anos no mesmo dia que tu?). Alguns ainda
foram para Africa trabalhar e muitos jovens, obrigados a
lutar na guerra colonial, perderam a vida sem saberem porque.
Alguns desertaram e fugiram para Frana. Eu, mais cedo que
tarde, talvez o fizesse tambem, se no tivesse
acontecido Abril nas nossas vidas.<span></span></p>
<p>
Ainda me
recordo com magoa da morte de um jovem da nossa terra, que
morreu na guerra de Angola. Pobre, Manel!<span>o me recordo se era
este o nome dele...</p>
<p>
Na altura,
com raiva e sem entender a razo da sua morte, ate
lhe dediquei um poema que mostrei a uma professora da escola onde
estudava, a qual ficou admirada de eu escrever poesia e sobre temas
como aquele, estavamos em 1973. Fiquei deveras triste com
esta inutil e brutal morte.</p>
<p>
Ainda guardo
na memoria aquela canto que passava na radio de
ento, <em>Angola e nossa! Angola e
nossa!...</em> Era nossa, de alguns, e os
nossos jovens la iam morrendo aos poucos, como carne para
canho era deles.</p>
<p>
Lembras-te,
pai?</p>
<p>
Quantos
rostos cansados de esperar, de vaguear numa vida sem sentido, com
tanto sonho adiado ou destruido, como o do jovem que morreu
na guerra. Quantas viuvas e orfos ficaram
a sua sorte, ja quase sem lagrimas para
chorarem? E quantas pessoas sem saber ler e escrever sobreviviam
por todas essas terras do nosso Portugal? Foram tempos
dificeis e de memorias amargas!</p>
<p>
E nos
moravamos perto da Estao e eu via passar os
comboios e sonhava viajar neles e ser maquinista. Um dia
ofereceste-me, pelo Natal, um comboio de plastico no
sapatinho. Como eu fiquei feliz. Deve-te ter custado uns bons
tostes de
criano.</p>
<p>
Agora, tocas
o bombardino, que refulge ao sol, parece uma estrela que brilha na
minha memoria. Talvez toques a Terra da
Fraternidade... Quem sabe? Quem sabe?</p>
<p>
Enquanto os
teus dedos saltitam pelos pistons do bombardino, a
velha oliveira, que esta depois de ti, tudo escuta e acena
com um ramo mais jovem, confirmando todas as historias que
me contas. Ao som da musica, recordando...dentro de
ti, o cidade... um arrepio de emoo
percorre-me, por inteiro, todo o ser.</p>
<p>
Olha, pai,
ate me saiu um poema:</p>
<p>
<span></span></p>
<p>
Nasceu nessa
noite,</p>
<p>
<span>as tres da
manh</span></p>
<p></p>
<p>No ventre das
ruas,</p>
<p>
<span>
a Primavera</span></p>
<p></p>
<p>No trinar de cada velha
guitarra</p>
<p>Acordes de uma nova
era</p>
<p></p>
<p>Em cada quarto
gelado</p>
<p>O amor numa
cano</p>
<p>Sem medo de o
fazer</p>
<p>No corao
de cada pessoa</p>
<p>Em todas as ruas da
cidade</p>
<p>A alegria de
viver</p>
<p>E nos cabelos</p>
<p>Embranquecidos</p>
<p>Dos poetas</p>
<p>
A
flor da <span>Liberdade</span></p>
<p></p>
<p>
<em>...Dentro de ti, o
cidade...</em></p>
<p></p>
<p></p>
<p>
Lembras-te,
pai?</p>
<p>
Os sonhos de
Abril, o fim da guerra e dos presos politicos, a Liberdade e
o futuro...</p>
<p>
O futuro... O
futuro pertence aos teus netos e aos filhos deles e por ai
fora... A Joana quer ser pianista e o Pedro, arquitecto. A
musica e a arquitectura de novos sonhos em liberdade. Eles
podero saber escolher, mas tem a liberdade
que tu no tivemos antes
de Abril.</p>
<p>
Mas, um belo
dia tambem tivemos a liberdade de escolhermos e de
plantarmos uma arvore no nosso quintal. Eu estimo-a e,
quando posso, trato dela, rego-a, adubo-a e corto-lhe os ramos
secos, para que ganhe fora. Em troca ela
da-nos sombra e fruta e refresca-nos nos dias quentes de
Vero de a tratar, ela enfraquece
e fica em risco.<span></span> A
liberdade e como uma arvore. Temos de cuidar dela
todos os dias, com muito amor e sabedoria. Precisamos saber
escuta-la com todos os sentidos e em todos os sentidos e
falar com ela com carinho, para que cresa, se
fortalea e de frutos que nos alimentem a
imaginao e a capacidade de sonhar com um futuro que
satisfaa a todos.</p>
<p>
Obrigado,
pai, pela arvore que plantamos e pelo filme que
fizemos juntos. A cassete chegou ao fim no video.</p>
<p>
Teu filho que
te recorda com carinho e saudade, por teres partido num dia de
Abril.</p>
<p>
Saudades,
pai...</p>
<p></p>
<p></p>
<p></p>
<p>[Autor: Martinho Branco]</p>
				</div>			</content>			<id>http://palavrasemusica.bloguedemusica.com/16470/NASCEU-NESSA-NOITE/</id>			<link href="http://palavrasemusica.bloguedemusica.com/16470/NASCEU-NESSA-NOITE/" />			<author>				<name>palavrasemusica</name>				<uri>http://palavrasemusica.bloguedemusica.com</uri>			</author>			<updated>2008-06-01T18:08:44+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>O RIO PASSANDO - CEPA TORTA</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p></p>
<p>CEPA TORTA</p>
<p>Musica Popular
Portuguesa</p>
<p>Riachos - Ribatejo - PORTUGAL</p>
<p></p>
<p></p>
<p></p>
<p>
<span>[Creditos
Musicais - Musica de fundo: Cepa Torta - <strong>O Rio
Passando</strong>,de Miguel
Carreira</em>]</span></p>
<p></p>
<p></p>
				</div>			</content>			<id>http://palavrasemusica.bloguedemusica.com/14873/O-RIO-PASSANDO-CEPA-TORTA/</id>			<link href="http://palavrasemusica.bloguedemusica.com/14873/O-RIO-PASSANDO-CEPA-TORTA/" />			<author>				<name>palavrasemusica</name>				<uri>http://palavrasemusica.bloguedemusica.com</uri>			</author>			<updated>2008-08-12T02:06:36+02:00</updated>		</entry></feed>