<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom">		<title>http://veroart.arteblog.com.br</title>		<id>http://arteblog.com.br/</id>		<link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://veroart.arteblog.com.br/atom.xml" />		<subtitle><![CDATA[Poesia, crônica, literatura comentada]]></subtitle>		<rights>Copyright (c) 2006, Hi-pi</rights>		<generator>Hi-pi ATOM generator</generator>		<author>			<name>Hi-pi</name>			<uri>http://veroart.arteblog.com.br</uri>		</author>		<updated>2008-07-26T06:23:53+02:00</updated>		<entry>			<title>sonhos</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><span>Sonhos...</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>So sementes
pequeninas</span></p>
<p><span>Que brotam no corao da
gente</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>Amigos...</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>So goticulas de
chuva</span></p>
<p><span>Raio de sol</span></p>
<p><span>Brilho da lua</span></p>
<p><span>Estrelas que brilham em pleno meio
dia</span></p>
<p><span>Para iluminar os
sonhos</span></p>
<p><span>Quando tudo parece to
distante</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>Sonhos e
amigos...</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>Certeza de que
Deus</span></p>
<p><span>Olha por aqueles a quem
criou</span></p>
<p><span>Derramando
Beno</span></p>
<p><span>Quando a vida segue sem
rumo,</span></p>
<p><span>Triplicando os
sonhos</span></p>
<p><span>No corao daquele que se
faz amigo</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>Sonhos...</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>Pedao que,
embebidos</span></p>
<p><span>No eter da
vida,</span></p>
<p><span>Tantas vezes se tornam to
pesados</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>Amigos...</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>Anjos que surgem da
multido</span></p>
<p><span>Segurando-nos pela
mo</span></p>
<p><span>Abraando-nos em momento de
solido</span></p>
<p><span>Correndo por vales e campinas nos dias de
mansido</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>Sonhos e
amigos...</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>Tantas vezes
como</span></p>
<p><span>Sol e lua,</span></p>
<p><span>Noite e dia,</span></p>
<p><span>Mesmo ausentes se
completam,</span></p>
<p><span>Certeza de se
estar</span></p>
<p><span>Nem to
perto</span></p>
<p><span>Nem to
distante,</span></p>
<p><span>No exata distancia do momento...</span></p>
				</div>			</content>			<id>http://veroart.arteblog.com.br/78681/sonhos/</id>			<link href="http://veroart.arteblog.com.br/78681/sonhos/" />			<author>				<name>veroart</name>				<uri>http://veroart.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2008-07-26T06:23:26+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>A loucura e a tragédia cotidiana</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<div>
<p>
<span>
Uma releitura dos contos "A benfazeja e
Sinha Secada" es
Rosa</span></p>
<p>
</p>
<p>
<span>
A gente e portador
Guimares Rosa</span></p>
<p>
</p>
<p>
</p>
<p>
<span>

Gritos de socorro invadem a madrugada
fria. Do outro lado da rua, bem em frente a minha casa, numa
clinica de repouso, no sei porque motivos despertou
a interna do seu sono induzido.</span></p>
<p>
<span>

No meu silencio invadido, ouo os passos dos
enfermeiros a correr pelas rampas, enquanto ela grita, diz que
desejam-na matar. Suplica por liberdade. Silencio. Somente
minha alma agitada dentro do ser caminha por entre
indagaes e reminiscencias.  Destino ,
terrivel os de alguns seres humanos com suas dores e
incompletudes.</span></p>
<p>
<span>

Finda a noite. No decorrer de todo o dia ouve-se um canto triste
que ecoa pelas janelas gradeadas. Alguma sinha secada que
 passou a acariciar pedao de pedra, sem
graa, aspera, que trouxera para casa ou Mula-Marmela
no mais fechado extremo nos dominios do
demasiado?</span></p>
<p>
<span>

Indagao. Da
minha sacada no lhe e possivel ver a face,
mas sinto em cada chamamento, madrugada a dentro, ou na
disritmada melodia, a preencher tardes vazias,  que o que
ha em volta de nos e a sombra mais fechada, as
coisas gerais.</span></p>
<p>
<span>
Personagem
fruto de um mundo caduco ou saido de um conto rosaneano?
Personagem que  procedera mal, a cada instante, a vida
inteira ou que seria capaz de destruir, de cortar com um ato de
 No uma existencia doidamente
acelerada?</span></p>
<p>
<span>

Teria Rosa conseguido ultrapassar os espelhos de uma sociedade
modernista, realizando um esboo da alma humana, captando a
excluso e abandono dos seres que na vida procederam mal ou
dos  que nunca pensaram nisso e
culparam-na?</span></p>
<p>
<span>
Mula
 Marmela, mulher capaz de matar o marido e cegar-lhe o
filho, ambos perversos que se excitavam com o sangue de suas
vitimas. Sinha Secada, a que o destino, duplamente,
roubou-lhe o anjo que nem chegara a andar, falar. Arrebatado dos
braos da
terra..</span></p>
<p>
<span>

Personagens dos contos de Rosa que se ligam por um aspecto comum: o
extrapolar o limite da normalidade.  soubesses-lhe ao menos
o nome. Tendo como cenario um pequeno lugarejo, que
tiveram suas aes discutidas por
um espectador privilegiado, parente ou amigo?  Se eu disser
o que sei e pensam, voces inquietos se
desgostaro.</span></p>
<p>
<span>

O homem na sua aparencia  a mulher-maladraja, a
malacafar, suja de si, misericordiada, to em velha e feia,
feito tonta no crime no arrependida e guia de cego e a nem
sequer era formosa, o
lembrana, a chupeta seca, que nunca mais
se olhou no espelho.</span></p>
<p>
<span>

Ha dias no gritos pela noite, nem canto
em derredor dos dias. Acolhera-lhe a morte ou prisioneira dos
medicamentos?  E de crer que breve estaremos livres
do que no amamos, do que danadamente nos enoja,
pasma. Marmela, que fosse para trazer ou dar alivio
a triste sina, matou, cegou, estrangulou, levou as
costas um co abandonado e meio ja apodrecido.
Secada, embora semelhante a boneca de brincar de algum
menino enorme, revelou a Quibi sua dor, levando a terra seus
fechados sentimentos.</span></p>
</div>
<p><span>

Tornaram-se silenciosas as madrugadas.
Vazias as tardes... Desejo de a ver partir?  Vive-se perto
demais, num lugarejo.</span></p>
<p></p>
<p></p>
<p></p>
				</div>			</content>			<id>http://veroart.arteblog.com.br/75786/A-loucura-e-a-tragedia-cotidiana/</id>			<link href="http://veroart.arteblog.com.br/75786/A-loucura-e-a-tragedia-cotidiana/" />			<author>				<name>veroart</name>				<uri>http://veroart.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2008-07-14T16:04:46+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>despertar da primavera em tarde de inverno</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				














<p></p>
<p><span>
No sei dizer ao certo, por quanto
tempo esperei por isso, se toda a minha vida ou uma vida inteira.
Sei que finalmente , pude realizar, talvez, o menor sonho do
mundo, mas que para mim, tornou-se o dia mais festivo e
tambem, inesquecivel.</span></p>
<p><span>
No o
havia realizado por condicionamento, ou por falta de fora
de vontade. Uma coisa eu sei, impedimentos e que nunca me
faltaram... Primeiramente, foi devido a uma enfermidade sem
graa. Coisa passageira, quando ainda tinha nada mais que 8
anos de idade. Depois, bem, depois foramsimples
negativascomentarios , ate virarem
proibideixo os
meus protestos...</span></p>
<p><span>
Mas deixemos isso para la....o que
importae que a vida me permitiu realizar,este
to pequeno grande sonho.Na verdade, ate desacreditei
durante todo o dia, que isso pudesse se realizar. Uma coisa
ta dureza da vida, e
que nunca fui incentivada a concretizar, ou
conquistar?</span></p>
<p><span>
Dizem que se e de criana que
aprende a correr atras dos sonhos. Dizem, ainda, que se voce
pular alguma fase de sua vida, em algum momento voce se
dara por vencido , e desejara correrem busca
do que ficou para tras, realizando o
queo lhe foi permitido(ou
proibido?)</span></p>
<p><span>
Um dia, escrevi uma cronica que me valeu por sinal, um premio
destaque, afirmando</span> <span>
" Sonhos no morrem jamais! " E hoje, pude
 a alegria de se ter um velho sonho realizado.
Velho, por ja ser este, meu companheiro de estrada.,
e Novo , por ser uma experiencia
inigualavel...</span></p>
<p><span>
Descubro, 35 anos depois , de frustrado
este meu sonho,melhor assim. Afinal, duvido que
amigos de meu tempo de escola, ainda se lembrem deste dia,
embora, acredito eu, que exista alguem que nunca o
tenha esquecido tambem...</span></p>
<p><span>
Hoje,
enquanto realizava meu sonho, ali, diante de minha filha de apenas
7 anos, e que ja tem ate email e poeisa publicada em
site , diante de toda uma plateia de alunos , que se alegravam
por mim e comigo, sentia muito mais que
emoo se resumia em
simples ato de fazer o que sempre
gesto,o estava sendo apenas
registrado emo somente,
o era o conquistar, ter vencido a barreira dos
desafios, inflingindo regras...era tudo e no era nada.
Era se
faz presente na singeleza dos momentos.Que tudo tem seu tempo
, cabendo ao homem , desfrutar sabiamente daquilo que lhe e
ofertado.</span></p>
<p><span>
O dia de hoje, sera inesquecivel... No o
determinei. No o busquei. Chegou assim, sorrateiro,
silencioso e quando vi , ja havia evaporado nos instantes
dos momentos...Ao chegar em casa, segurei a mo de minha
filha, pedi um beijo ao meu filho de 16 anos. Por diversas vezes me
vi vagando no ar.. Em determinado momento adormeci, e quando
acordei, minha filha me perguntou se eu estava
sonhando...sorri , e disse-lhe, ser toda a minha vida um
sonho..E percebi, estar recebendo da vida, pores de
felicidade...</span> <span>
De repente, que agora ja
e um homem , e que por sinal , nunca me perguntou o
porque do bolo recebido. Sera que ele arrumou outro
par nequele dia? Nunca fiquei sabendo , embora o destino, 35 anos
depois , tenha cruzado nossos caminhos,
profissionalmente.</span></p>
<p><span>
Sempre digo, quando estou entre amigos,
que o mundo e redondo... Percorremos caminhos distanrtes,
navegamos em diferentes mares, mas na verdade, sempre nos traz a
areia, na
estatura, me senti como menina, embora, rondassem meu ser,
sentimentos do tamanho do universo...Pude olhar , finalmente
nos olhos da vida. Crer e fazer acreditar, " que tudo vale a
pena quando a alma no e
pequena..."</span></p>




				</div>			</content>			<id>http://veroart.arteblog.com.br/75777/despertar-da-primavera-em-tarde-de-inverno/</id>			<link href="http://veroart.arteblog.com.br/75777/despertar-da-primavera-em-tarde-de-inverno/" />			<author>				<name>veroart</name>				<uri>http://veroart.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2008-07-14T15:41:30+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Indicação de leitura</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<h1><span>Feras
de Lugar nenhum</span><span></span></h1>
<p><span>Autor :
Uzodinma Iweala</span></p>
<p></p>
<p>
<span>Parte dos olhos e faces que se revelam na
escurido. O simples fato de ser e o fato de existir,
resistir aos contratempos da vida.Nas primeiras paginas, a
impresso de tratar-se de mais um relato de guerra. O
silencio, quase sempre quebrado pelas reminiscencias
e como vento ameno. Surge o desejo, em certos momentos, de
folhear a obra. Como se faz em alto mar, lano
de um binoculo e avistar o horizonte. A forma minuciosa como
so descritos os fatos, as pessoas, os ambientes, em muitos
momentos, torna-se imagem nitida, quase que tocavel,
talvez, por lembrar cenas to comuns no dia-a-dia.Em alguns
momentos de leitura, tem-se a impresso de que
a vida e dura
demais, porem, em momento algum se deseja
chegar ao fim, talvez, por se tratar de tematica presente na
vida humana: os conflitos devido aos interesses ideologicos
divergentes.Quando a fatalidade adquire tom sobre tom, assumindo o
cinza do conformismo, eis que ventos amenos aliviam a
ardencia dos olhos cansados, surgindo no horizonte sinais de
renovao.Quantos capitulos marcaram as
tragicas paginas da vida do protagonista? Que momento
as esperanaram voo em busca de terras
conhecidas? Se no se e possivel demarcar o
capitulo, sequer se faz necessario, investigar as
paginas, apenas, degusta-las, tamanha a forma na qual
os sentimentos passam a ser desenhados, pagina apos
pagina, ao se aproximar o fim , seja das foras ou da
obra.Se ate o momento, era como retocar fotografias
envelhecidas pelo tempo, surge oportunidade em que, embora longa e
desconhecida a estrada, ser hora de partir em busca do que restou
dos sonhos de menino.Strika, Comandante, Tenente, Agu...Soldado
SoldadoMatar Matar Matar.E assim que voce
vive.E assim que voce ( deveria) morre.Uma leitura que
se faz em qualquer momento da vida, independente, de ser noite ou
dia, estao fria ou de colheita. Leitura capaz de
despertar o sonolento, fazer no temer as lutas, o que se
acha covarde.Uma iroko, que nasce das paginas de Uzodinma,
que nos leva a reconher, cada vez mais, a fora da narrativa
africana.</span></p>
<p></p>
				</div>			</content>			<id>http://veroart.arteblog.com.br/75131/Indicacao-de-leitura/</id>			<link href="http://veroart.arteblog.com.br/75131/Indicacao-de-leitura/" />			<author>				<name>veroart</name>				<uri>http://veroart.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2008-07-11T13:02:32+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Saudade</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				Deve ser saudade o sentimento que
navega neste silecioso mar interior..Lagrimas insistem em
acariciar minha face, enquanto procuro administrar os
pensamentos.
<div>
<p>Coisa da idade, de uma mulher com alma
de menina. Alguem que, bem cedo, aprendeu a ser gente
grande. Trocou as bonecas e panelinhas de brinquedo pela tripla
jornada feminina.</p>
<p>Falta-me palavras nessas horas,
capazes de colorir todo o universo interior. Fotografar o que as
palavras no tantos
sentimentos reunidos, lembranas saltitantes,
esperana que surge em cada letra, de cor e forma,
reconheciveis.</p>
<p>Deve ser saudade o sentimento que
traz, a mente, o sorriso de cada irm dos momentos
bons ao lado da familia, ainda menina, sentados todos, numa
sala pequenina, ao redor de uma mesa, tendo ao centro uma velha
lamparina..</p>
<p>O que se ouvia alem do grilo,
sapos, barulho do vento nas campinas, quando do temporal a luz
fugia e, todos aproveitavam para conhecer um pouco das
historias
de familia? Narrativas...</p>
<p>Sempre que amigos novos chamam
a porta, lembro-me dos que um dia partiram horizonte
a dentro. Ca fora, fico a imaginar o tempo , o
momento, as alegrias e situaes vividas. Imaginar a
possibilidade do reencontro.</p>
<p>A
Saudade e como beija-flor..</p>
</div>
				</div>			</content>			<id>http://veroart.arteblog.com.br/75129/Saudade/</id>			<link href="http://veroart.arteblog.com.br/75129/Saudade/" />			<author>				<name>veroart</name>				<uri>http://veroart.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2008-07-11T12:43:44+02:00</updated>		</entry></feed>