<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom">		<title>http://texto.arteblog.com.br</title>		<id>http://arteblog.com.br/</id>		<link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://texto.arteblog.com.br/atom.xml" />		<subtitle><![CDATA[CRÔNICAS DE GENNI GOMES]]></subtitle>		<rights>Copyright (c) 2006, Hi-pi</rights>		<generator>Hi-pi ATOM generator</generator>		<author>			<name>Hi-pi</name>			<uri>http://texto.arteblog.com.br</uri>		</author>		<updated>2009-02-23T17:29:40+01:00</updated>		<entry>			<title>O BAILE DA TARDE</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>Num sábado
ensolarado em pleno verão, duas horas da tarde, em um galpão
coberto por telhas de zinco, começa o baile.</p>
<p>A clientela, na
faixa dos 60/65 ou mais anos, vai chegando exibindo seus cabelos
brancos e muita vida no <strong>coração.</strong> As mulheres nos
seus melhores vestidos longos, pelo joelho, de renda, de seda,
rodados ejustos, enfeitam-se com acessórios que vão de
colares, brincos, pulseiras, a tiaras nos cabelos. A
maquiagemdiscreta realça o principal adorno: <strong>o brilho
dos olhos</strong>.</p>
<p>Os homens, por sua
vez, não deixam por menos. Capricham na indumentária e escolhem
combinações muitas vezes, digamos, meio estranhas, mas no geral
predomina o bom gosto. O cabelo, pelo menos o que resta dele, é
ajeitado com muito gel para não soltar os fios.</p>
<p>Nesse ambiente,
corpos malhados, cinturas finas ou porte atlético são descartados.
Reinam formas sem formas, físicos curvados, arredondados, mas todos
comprometidos com uma questão maior: <strong>a
felicidade</strong>.</p>
<p>O conjunto musical,
formado por membros de meia idade, dá os primeiros acordes
iniciando o baile com uma valsa bem ao gosto dos frequentadores.
Logo o salão fica repleto de casais girando, girando, acompanhando
o ritmo sem floreios, na cadência do "dois pra lá, dois pra
cá".A dança para os cavalheiros é um sacerdócio, uma missão em que
o comprometimento de conduzir a dama com todo respeito é condição
<em>sine qua non</em> no contrato social. Nesse valser, xotear,
sambar e outros ritmos dançantes, os casais se misturam formando
uma rosácea que se abre no salão, deixando à mostra algumas
peculiaridades.</p>
<p>Um casal de estatura
baixa acompanha a música com os olhos fechados, sentem-se
completamente envolvidos por aquela melodia que os abraça. Ela, em
seu vestido de renda azul, obedece aos comandos seguros do
cavalheiro que traja um bem assentado terno de linho branco. Outro
casal, de proporções arredondadas, gira pelo salão a procura de um
espaço para dançar, ela em um vestido de bolas brancas em fundo
preto, o qual não favorece sua silhueta, e ele em uma camisa
florida sobre calças vermelhas e, para completar o visual, óculos
escuros.</p>
<p>Em meio aos rodopios
dos dançarinos, surge a figura mais estranha daquele salão.
Nos seus setenta ou mais anos, emoldurados por um terno rosa,
arrematado por um lenço preto no pescoço e um mirradinho
rabo-de-cavalo, o elegante cavalheiro conduz sua pequenina dama por
todo salão aos acordes de um vanerão, música típica do
sul.</p>
<p>Essa heterogeneidade
no trajar ilumina o salão, dá um colorido especial, sai do pretenso
elegante "pretinho" que os jovens tanto apregoam, ou da
obrigatoriedade de certas tendências da moda.</p>
<p>Resumindo, é isso
que vale: passos bem marcados pelo ritmo, delicadeza na condução
das damas, camisas suadas, elegância desfeita, tudo temperado com
muita alegria- tributo à vida dos que já viveram e vivenciaram
tormentas e calmarias.</p>
<p>Genni Gomes de
Oliveira</p>
<p></p>
<p></p>
				</div>			</content>			<id>http://texto.arteblog.com.br/131429/O-BAILE-DA-TARDE/</id>			<link href="http://texto.arteblog.com.br/131429/O-BAILE-DA-TARDE/" />			<author>				<name>texto</name>				<uri>http://texto.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-02-23T17:28:24+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>O BAILE DA TARDE</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">								</div>			</content>			<id>http://texto.arteblog.com.br/131383/O-BAILE-DA-TARDE/</id>			<link href="http://texto.arteblog.com.br/131383/O-BAILE-DA-TARDE/" />			<author>				<name>texto</name>				<uri>http://texto.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-02-23T15:22:40+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Juventude</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>A garota
passa<span>ante. Feita de
tecido leve, a saia ondula ao sabor do vento e, quando sobe, deixa
a mostra uma belezura de coxas de dar gosto. Sabedora de sua
beleza morena, Zuleica olha<span></span> para o rastro que
deixa atras de si e diverte-se com o<span></span>
estrago que causa. Ha uma fila de moos e velhos
hipnotizados, inebriados pela brejeirice da moa e pelo
andar cadenciado, acompanhado pelo vai-e-vem dos longos cabelos
crespos.</p>
<p>
E<span></span> um quadro digno de
um<span></span> pintor, construido pincelada a
pincelada.</p>
<p></p>
<p>
<span></span>Quando desaparece, fica no ar um perfume de
flores do campo que arrasta alguns seguidores mais afoitos. Certa
de seu poder provocador, continua sua caminhada, ja nem sabe
mais<span></span> para onde vai, mas isso pouco importa, o
que vale e a alegria que espalha para os que podem ver e
sentir.</p>
<p>E a
juventude, predicado passageiro, mas que enfeita o
mundo.<span></span> E como um jardim com flores
recem abertas, exalando cada uma o seu perfume
caracteristico e<span></span> com muito apelo
sensorial.</p>
<p></p>
<p>Zuleica e
uma dessas flores, recem aberta, cheia de perfume e beleza.
Saltita entre outras, nem to perfumadas, ja com
menos cores em suas petalas e com seus caules cansados de
segura-las. O tempo delas esta passando e com isso
tornam-se<span></span> menos atraentes. E, por fim, ha
aquelas que ja cairam, sem vio e sem nada.
Mas Zuleica, no alto de seus 18 anos, no percebe o
entardecer de suas semelhantes, ve apenas o raiar de um lindo
sol brilhante, e o seu tempo que no passou
ainda.</p>
<p></p>
<p>A juventude
e<span></span> tudo de bom, quando nela estamos
mergulhados o tempo<span>o conta, e a
distancia entre ela e o entardecer da vida
parece<span></span> imensuravel. Por essa
razo entende o desfolhar de algumas
flores que caem obedecendo ao tempo que ja passou e, menos
ainda, as que ja cumpriram todas as etapas
e<span></span> se aquietam num canto qualquer.</p>
<p></p>
<p></p>
<p></p>
<p></p>
<p></p>
				</div>			</content>			<id>http://texto.arteblog.com.br/61746/Juventude/</id>			<link href="http://texto.arteblog.com.br/61746/Juventude/" />			<author>				<name>texto</name>				<uri>http://texto.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2008-05-06T13:34:48+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>CARNAVAL EM ILHA BELA</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>A praia no
poderia ser mais aprazivel: areia branca, macia, contornada
por uma cadeia de montanhas verde-oliva, mar calmo, de tom azul
esverdeado, salpicado pelo branco dos barcos, lanchas e iates, como
um jardim florido. Dois petroleiros de cor cinza se misturam
as montanhas durante o dia. A noite ganham vida,
quando suas luzes se acendem e brilham ao longe, como um parque de
diverses.</p>
<p>E nesse o
cenario que a vida e dez!<span></span> Garotas
lindas, em seus sumarios biquinis, no
vaivem de seus quadris, arrancam olhares e
suspiros masculinos, postados como uma especie de
juri, que tudo ve por tras dos
oculos escuros, expediente que lhes confere o anonimato
confortavel. A oferta e tanta que no
convem dirigir-se a elas, e sim aprecia-las, uma a
uma, nos seus predicados, trejeitos e artificios. E o
jogo da seduo.</p>
<p></p>
<p>A garota, em seu
biquini de poa azul e branco sobre a pele dourada,
estende-se numa esteira de palha, seu territorio, e
la mexe e remexe o corpo com movimentos sensuais, na
tentativa de colorir de sol o unico pedacinho que ainda
no fora beijado pelo astro rei. A mulata com olhos verdes,
cabelos longos, desfila em uma tanguinha florida, vista de frente,
porque por tras, coberta ate a altura do bumbum com
uma camiseta dobrada, tem-se a impresso que nada ha
por baixo. Parece ser exatamente essa a
impress</span> que ela quer passar. Nessa
arena, todas usam das armas que tem para se destacar.
No imaginam que ja possuem todo enfeite
necessario: a juventude.</p>
<p></p>
<p>Ha uma
ducha de agua doce, por onde passa uma fila permanente de
garotas que se molham para voltar ao sol e fixar<span></span>
o bronzeado.<span></span> Um grupo de coroas posta-se ao lado
delas para apreciar bem de perto aquelas belezuras, diante de tanta
carne firme salivam mais que o proprio
chuveiro. Um apreciador mais ousado chega a tocar o ombro de uma
delas e tem como resposta um olhar fulminante, seguido de um
 Ve se se enxerga vovo! Benditos
oculos escuros que, naturalmente, nessa hora, escondem o
apagar do brilho<span></span> dos olhos daquele
cinquento. Mais reservado e mais prudente, um outro
admirador, ja longe dos seus anos teens,
encorajado pelo mesmo expediente dos oculos escuros e pelo
jornal aberto, que lhe cobre o rosto, bebe de toda beleza e
sensualidade que invadem suas retinas, sem ser percebido.</p>
<p></p>
<p>Num espao
como esse, onde o lugar-comum e a pouca roupa, uma garota
meio fora dos padres de beleza reinante desfila na
passarela do sol e consegue ter a ateno dos
presentes pelo inusitado de seus trajes: vestido longo florido,
lena pulseiras douradas, e
brincos acompanhando o tom das pulseiras. E a guerra pela
notoriedade.</p>
<p>
<span></span>Os garotos tambem se preocupam em se
enfeitar na disputa acirrada pela seduo. A maioria
deles usa chapeus, de diversos tipos, colares, pulseiras,
brincos, cabelos compridos soltos ou rabos-de-cavalo. Sabem que
tambem passam pelo crivo seletivo das garotas, em que alguns
quesitos como alto, forte, musculoso, coxas grossas e ombros largos
so dispensaveis.</p>
<p>Um moreno de porte
atletico exibe uma filmadora high tech, de um
lado para outro, arrebatando os olhares das ninfas, mas o que ele
pensa estar exibindo em termos de
status,<span>o e, na
verdade, objeto de admirao e sim o proprio
porte fisico.</p>
<p></p>
<p>Munidos de latas
de cerveja, ou bebendo no gargalo das garrafas os garotos sentem-se
mais seguros para lanar seus galanteios, no jogo da
conquista.</p>
<p>
<span></span>Como uma estranha no ninho,
desfavorecida pelo implacavel caminhar do tempo, a
lady recorre a um maio verde- limo, com
detalhes roxos, chapeu havana, oculos escuros estilo
gatinho, brincos de argola dourados, e uma canga com cores que
combinam com o conjunto. No consegue convergir olhares, nem
dos garotos de outrora. O tempo e
implacavel e deixa marcas indesejaveis.</p>
<p></p>
<p>Contrastando com
isso tudo, ha um outro tipo de desfile, dos que lutam pela
propria sobrevivencia: os vendedores. Cada um procura
chamar a ateno pelo
porte fisico, bronzeado, ou pela beleza, mas sim para que
comprem seus produtos, que lhes garantem o dia-a-dia. O vendedor de
amendoins se enfeita com os favos, pendurando-os por entre os
cabelos, formando uma cabeleira black power, e com o
slogan falta um amendoim ai para fazer
sua felicidade! ele caminha entre as belas, sem
nota-las, olhos atentos nos fregueses. O sorveteiro, vestido
de branco, suando em bicas, mas sorridente empurra o carrinho sem
fazer propaganda. O proprio calor de 38 graus se encarrega
disso. O que mais se destaca entre eles e o vendedor de
cerveja e suco de laranja, um jovem bonito, forte, que usa uma
serie de artificios para se fazer notar:
oculos coloridos, brincos de argolas grandes, seios
postios, roupas coloridas, e com voz estridente berra a
todo pulm</span>Olha a lourinha
ai gente! Vamos hidratar esse corpinho! Alem
de distribuir simpatia, conversando e brincando com todos, o
vendedor exibe uma resistencia impressionante, ao caminhar
pelas areias quentes, atendendo a todos ate o ultimo
aceno do dia.</p>
<p></p>
<p>Dois
publicos, dois propositos diferentes, um servindo ao
outro... igualam-se, por um momento, as classes sociais. Ao final
da tarde, com muitas latas e garrafas vazias, a garotada enlouquece
ao som da banda, ao vivo. A ordem e pular e pular. A pouca
roupa lhes facilita os movimentos e ento a brasilidade
aflora, e a moo e nem
ruim da cabea nem doente do pe</p>
<p></p>
<p>Coroando toda essa
alegria, o sol se pe devagarzinho, distribuindo seus raios
dourados, ja enfraquecidos, cansaos, sem o mesmo
vigor da manh, mas com beleza suficiente para derramar seus
reflexos no mar, criando uma atmosfera magica, um
cenario perfeito para fechar em grande estilo o carnaval,
nessa ilha da Fantasia.</p>
<p>
<span></span></p>
<p></p>
<p></p>
<p></p>
				</div>			</content>			<id>http://texto.arteblog.com.br/45286/CARNAVAL-EM-ILHA-BELA/</id>			<link href="http://texto.arteblog.com.br/45286/CARNAVAL-EM-ILHA-BELA/" />			<author>				<name>texto</name>				<uri>http://texto.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2008-02-06T23:43:22+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>FELIZ ANO NOVO</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				

<p><span><span></span> Feliz Ano
Novo! Mas o que e o Novo?</span></p>
<p><span>Ficamos
mais velhos a cada ano que passa! Ento o NOVO traz o velho?
Coisa maluca essa no?</span></p>
<p><span>Mas para
no reflitamos um pouco sobre
este tema. O Ano Novo<span>, queiramos</span> ou
n</span>vem num pacote fechado,
imprevisivel, ou sera previsivel? Uns dizem
ser possivel projetar os acontecimentos
<span></span>de acordo com o andar da carruagem
do ano que esta se despedindo, <span></span>outros
acreditam ser imprevisivel uma vez que nada do que
vira foi vivido ainda.</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span><span></span>Na verdade, tudo vai depender
do olhar de cada um. Os que o esperam<span></span> carregado
de boas surpresas possuem a esperana dos otimistas. Os que
n</span>veem assim fazem
predies nada coloridas ancoradas nas mesmices
ja vividas, e pior, somadas as desiluses,
pintam o rebento de negro.</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span>Dessa
maneira, o Novo para uns pode significar novas chances, novas
mudanas,
enquanto que para outros, o Novo pode parecer velho, decadente e
sem perspectiva.</p>
<p><span></span></p>
<p><span><span></span>Assim, depende de cada um de
nos atribuirmos esta ou aquela cor ao NOVO que se
inicia.</span></p>
<p><span>Diante
disso, melhor ficarmos otimistas, pois o negativismo no
contribui em nada para nossas vidas. Vamos esperar o melhor para
2008.</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span><span>Genni</span></span><span>Gomes de
Oliveira</span></p>
<p><span><span></span>
<strong><span>FELIZ 2008
NOVO</span></strong></span></p>
				</div>			</content>			<id>http://texto.arteblog.com.br/38952/FELIZ-ANO-NOVO/</id>			<link href="http://texto.arteblog.com.br/38952/FELIZ-ANO-NOVO/" />			<author>				<name>texto</name>				<uri>http://texto.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2007-12-28T17:49:30+01:00</updated>		</entry></feed>