<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom">		<title>http://sapatinhosvermelhos.arteblog.com.br</title>		<id>http://arteblog.com.br/</id>		<link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://sapatinhosvermelhos.arteblog.com.br/atom.xml" />		<subtitle><![CDATA[Sapatinhos Vermelhos]]></subtitle>		<rights>Copyright (c) 2006, Hi-pi</rights>		<generator>Hi-pi ATOM generator</generator>		<author>			<name>Hi-pi</name>			<uri>http://sapatinhosvermelhos.arteblog.com.br</uri>		</author>		<updated>2008-07-12T06:53:13+02:00</updated>		<entry>			<title>Emfim, só!</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><em>Mulher no tem jeito: o
primeiro homem que aparece, vai logo transformando em
principe encantado, certa de que o sujeito vai
ama-la, protege-la e respeita-la ate que
a morte os separe. Faltou alguma coisa?</em></p>
<p><em>No, acho que as palavras
so estas, ditas (ou susurradas) no altar, no
cartorio, ou no escuro do quarto, tanto faz. Depois de um
tempo (no precipitada (e
mal interpretada) desaba diante de uma toalha molhada em cima da
cama. Se foi ele quem deixou o objeto fora do lugar (e sempre
e), aproveita para dar o fora. E voce fica sozinha
(quantas vezes com esta?), remoendo o que foi que deu errado, de
novo.</em></p>
<p><em>Mas, passada a tempestade, a
fase do cha de camomila, do ombro dos amigos e dos
lenos de papel, voce respira aliviada. Percebe que
deixou de ser a ex de alguem e comea a desfrutar as
vantagens de voltar a ser solteira. Pode por o pe na
estrada, arrumar novos amigos (os antigos e comuns costumam ser
pessimos conselheiros), namorar, fazer tudo o que queria e
sempre pode antes de se meter em mais uma barca
furada.</em></p>
<p><em>No inicio, a cama, sem
ele, parecia imensa, vazia? Agora, como e prazeiroso poder
se esparramar sobre ela, que e toda sua novamente,
no e? E, convenhamos: trocar os videos do
Jean-Calude Van Damme (apesar de ele ser um gato) por Tomates
Verdes Fritos e delicioso.</em></p>
<p><em>Mas ai o carro quebra. Ou
voce ouve da amiga: Ih, esta faltando homem no
mercado. (E esta mesmo, principalmente do seu tipo
preferido, o sapo).</em></p>
<p><em>Pausa para refrear o
panico: Sera que vou dar conta da
situaa a se perguntar. Claro
que vai. E por dois bons motivos: primeiro, voce ja
passou pelo mais dificil (que foi se livrar do mala
sem al segundo, e so acompanhar meu
raciocinio.</em></p>
<p><em>Essa lorota de, no mercado,
faltar Homem (ateno, revisor o h e
maiusculo, mesmo), de existirem mulheres a mais, no
vo ser problemas para quem chegou ate aqui, intacta,
sem perder as esperanas. Ou vai?</em></p>
<p><em>Acalme-se! Saiba que em oito dos
27 estados brasileiros a populao masculina e
maior do que a feminina. Esta certo que, em Goias,
existem 10% a mais de mulheres do que de homens. Porem,
e a mesma diferena registrada no Rio de Janeiro e
Distrito Federal.</em></p>
<p><em>Em So Paulo, o
numero cai para 5,1%. O Maranho e Rio Grande do
Norte registram indices ainda menores: 4,3% e 3.2%,
respectivamente. Portanto, estas estatisticas no
devem assustar uma mulher to ficar
sozinha.</em></p>
<p><em>Ficou mais animada? Tenho
certeza que sim, apesar de temer que ainda no esteja
preparada para fazer uma boa escolha. Mas, enfim, vamos continuar o
raciocinio  e as boa novas: a maior parte desse
excedente e composto de mulheres de terceira idade, o que
no e o seu caso (ou e?).</em></p>
<p><em>Bem, felizmente (para muitas,
infelizmente) nos vivemos mais. Na faixa dos 80 anos,
ha cerca de tres mulheres para cada homem da mesma
idade. E no estou tirando esses numeros da cartola.
Quem os afirma e a assistente social Iwonka Blasi, do
Parana, autora do livro Os Grandes Mitos da Feminilidade
(Editora Rosa dos Tempos). Ate os 50 anos de idade, segundo
ela, existe um homem para cada mulher. Viu como o desespero
no era necessario?</em></p>
<p><em>Mas sera que toda mulher
precisa de um novo marido? A advogada uruguai Fany Puyesk, autora
do Manual para Divorciadas (LP Editores), afirma que sim.
Existem divorciadas que procuram loucamente por um homem
livre. Um homem livre sera certamente um novo marido, mais
cedo ou mais tarde, escreveu ela.</em></p>
<p><em>Fany acha que as mulheres, ao
procurar desesperadamente por um homem
disponivel, se esquecem da vida que tinham antes com o ex.
Do que se privam, ao no ter maridos? Se privam das
brigas, dos roncos, da familia dele, de que lhes perguntem
onde esto seus oculos. Se privam de serem
livres, responde. Ufa, seja bem-vinda, Fany. Alguem,
em seu juizo perfeito resolveu colocar no papel o
obvio.</em></p>
<p><em>Aprenda, com nossa nova amiga,
uma lio para o resto de sua vida: aguente a
ansiedade e a aflio para
no jogar a rede no primeiro que aparecer  ou a
toalha cedo demais. Eu sei que teoria e pratica,
principalmente nesse assunto, caminham longe uma da outra. E que
depois da separao, a unica coisa que a gente
consegue imaginar e o surgimento de um salvador, de
alguem que possa livrar-nos daquela dor insuportavel
dos primeiros tempos.</em></p>
<p><em>Quando essa pessoa aparece o que
e que a infeliz faz: gruda nele 24 horas ao dia. Resultado:
ele simplesmente desaparece. Entendeu o recado? Arrisque-se a sair
com os amigos despreocupadamente, a se divertir sem maiores
expectativas ou correndo o risco de ficar vesga, tentando comer com
os olhos todo marmanjo que cruzar o seu
caminho.</em></p>
<p><em>Outro erro comum das descasadas
e usar o padro de vida  que depois da
separao costuma despencar em queda livre 
como desculpa para encontrar alguem de imediato.
Esqueamento
domesticpo na ponta do lapis (afinal, voce
aprendeu matematica na esola para que?) e busque
opes no campo profissional. Tomar essas atitudes
(entre outras) e fundamental na vida de solteira. Muito
melhor do que ficar chorando sobre o leite derramado (que horror!)
ou ficar se fazendo de vitima
impotente.</em></p>
<p><em>As pequenas
situaes praticas a asustam? Voce morre
de medo de que algo acontea com o carro ou que surja algum
problema no banco? No seja capaz de
lembrar-se de que existem mecanicos e gerentes justamente
para resolver estes pequenos dramas domesticos. Mas
no aposte mais do que o necessario, por
favor.</em></p>
<p><em>Sei que voce esta
curiosa para saber por que falo com tanta autoridade sobre o
tema. E que ja passei por situaes
parecidas e, como diz o ditado, gato escaldado tem medo de
agua fria (ou quente, quando a gente, descuidadamente,
queima a perna na banheira do motel, to embevecida com o
sujeito ao nosso lado).</em></p>
<p><em>Quando os maridos se foram, o
carro no quebrou, aprendi a ir ao banco e manipular aquela
maquininha dos deuses (o caixa-eletronico, sua tonta) e, se o
encanamento do apartamento entupia, fazia uma consulta aos vizinhos
do predio. Agora, se tudo falhar, sempre se pode recorrer a
um amigo. Ou ao zelador. Eles so otimos em ajudar
uma mulher sozinha a resolver probleminhas domesticos. E
so!</em></p>
<p><em>* Materia especial,
publicada no caderno DMRevista, do jornal Diario da
Manh, Goiania, Goias, em 1999.</em></p>
<p></p>

				</div>			</content>			<id>http://sapatinhosvermelhos.arteblog.com.br/75377/Emfim-so/</id>			<link href="http://sapatinhosvermelhos.arteblog.com.br/75377/Emfim-so/" />			<author>				<name>sapatinhosvermelhos</name>				<uri>http://sapatinhosvermelhos.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2008-07-12T06:53:02+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Alice das ruas!</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>Ele tirou sua
calcinha, que ficou perdida no meio da rua, num
canto.</p>
<p>Sua mo,
nervosa, procurava alguns reais num montinho amassado que ele havia
enfiado no bolso. Sera?</p>
<p>A boca da menina,
que ele mal conhecia, era bem vermelha e fina, mas os gritos eram
fortes, potentes.</p>
<p>Entre suas
mos que encontravam moedas, guimbas de cigarro, pernas e
bunda, estava uma aliana de ouro legitimo herdada do
pai. Mas onde estava o dinheiro? No bolso da cala do lado
oposto onde ele guarda seu pau. Ele tinha certeza.
Cade?</p>
<p>_ Na boca,
no!
_ Ento vira.</p>
<p>E ele se esqueceu do
dinheiro. E ele repetia.
_ Eu me esqueci do dinheiro! Eu me esqueci do
dinheiro!</p>
<p>E seu dedo. Dedo. E
mais dedo. E mais dedo.</p>
<p>A boca fina da
menina era grossa, sua cabea do pau
dele pensava lentamente, sonambulo. A cabea dele
olhava tambem aqueles peitos que tambem olhavam para
ele atraves dos rasgos do vestido.
_ Eu me esqueci do dinheiro! Eu me esqueci do
din...</p>
<p>E sua boca tomou o
lugar de seu pau. E sua boca tomou inteiramente o lugar de seu pau.
E sua boca falou baixinho muitas palavras para aquela boca, sem
lingua.</p>
<p>Aquela boca
escutava, escutava, ouvia.</p>
<p>Os olhos pretos da
menina olhavam. Viam tudo.</p>
<p>Os pelos, os
dentes, os pelos, a lingua outra vez e agora da
novo.</p>
<p>Ela se lembrou de um
filme. Ela esqueceu.</p>
<p>Um barulho de moeda
no cho e ele levanta aflito. Pega moeda por moeda. E as
notas?</p>
<p>Ele olha um rasgo em
sua cala.
_ Alice! Seu nome e Alice. Alice das ruas. Linda, linda!
Costura minha cala, por favor?</p>
<p>No apartamento dela,
sentado no sofa, ele olha aquela agulha que fura o tecido
duro da cala.</p>
<p>As mos
nervosas  dele, olhando as mos pequenas que costuram
um ponto a mais, mais um.</p>
<p>Um cheiro de
cafe preto que vem da xicara que ele tenta segurar,
nervoso como eu ja disse, acalma aquele
ambiente.</p>
<p>Cala pronta,
cala vestida, cinto e tudo. E ele tira o cinto e desabotoa
a braguilha e volta para ela.</p>
<p>E eles conversam, eu
no sei ao certo o que.</p>
<p>Ela fala mais do que
ele.</p>
<p>Ela volta ao seu
ouvido, agora a sua boca, ao ouvido de novo, ao outro
ouvido.</p>
<p>Agora ela ri, ri
muito. Olha. Ri sem parar.</p>
<p>Ele olha. Ela fala,
fala, fala...</p>
<p>Ele olha novamente.
Ela sorri. Fica seria.</p>
<p>Fica muito
seria.</p>
<p>Ele beija seu
queixo. Ela beija seu queixo.</p>
<p>Ele ri. Ela olha.
Ele olha.</p>
<p>Na rua passando
alguem ve a calcinha no cho. A calcinha se
junta as folhas e corre apressada pela calada.
Debaixo de um poste de luz fosforescente, agora mais branca que
nunca, para presa enganchada por um pequeno parafuso. De
longe se pode ver aquela calcinha iluminada naquela noite
to escura. Um altar talvez.</p>
<p>Da janela, de
pe, apoiada no parapeito e no pau duro que a segura pelo
meio de suas pernas, ela ve um homem passar distraido
ao lado de sua calcinha.</p>
<p>Agora um cachorro e
depois um gato.</p>
<p>E agora ela ve
a ma que seguram
firme na janela.</p>
<p>So duas
mo
ve.</p>
<p>Ele ve tudo. A
janela, a rua, o homem que passou distraido, o cachorro, a
calcinha.</p>
<p>As costas dela,
parte da bunda, o cabelo todo. O seu pau. O seu pau de
novo.</p>
<p>Ela cega, olha para
frente, para os apartamentos, para o vento que bate frio em seu
rosto.</p>
<p>Ele ve tudo.
Ela cega.</p>
<p>Ele gosta de ver.
Ela gosta de ser vista. Ela se mostra.</p>
<p>As mos dele
esquecem um prego mal colocado no parapeito.</p>
<p>Ela continua a
mostrar. Ele continua a olhar.</p>
<p>A aliana se
desprende de seu dedo e cai. So a aliana, ainda no
ar, pode ver um casal se beijar no primeiro andar. Bate no
chada,
para.</p>
<p>De uma outra janela
do predio em frente podemos ver os dois. Pouca luz. Alguns
movimentos.</p>
<p>Uma ou duas pessoas?
Uma. No, acho que duas. Com certeza, duas.
Duas. Um cabelo comprido, outro curto.</p>
<p>Sumiram.</p>
<p>Nunca mais
ninguem os viu.</p>
<p>O vento volta a
soprar frio e empurrou a aliana para debaixo daquele
poste.</p>
<p>Aquele ouro todo
enrolou na brancura daquela calcinha.</p>
<p>A lua iluminou os
dois como num altar, e ela disse sim.</p>
<p></p>
<p></p>

				</div>			</content>			<id>http://sapatinhosvermelhos.arteblog.com.br/75376/Alice-das-ruas/</id>			<link href="http://sapatinhosvermelhos.arteblog.com.br/75376/Alice-das-ruas/" />			<author>				<name>sapatinhosvermelhos</name>				<uri>http://sapatinhosvermelhos.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2008-07-12T06:48:14+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Sou mulher!</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>Sou poetisa,
mulher criativa,
prospera por desejada.</p>
<p>Sou mulher
imperfeita,
mas tenho luz propria
- o brilho de noites estreladas.</p>
<p>Sou mulher que tem o
poder de ligar um neon na aura
quando quer ser bela.</p>
<p>Sou mulher que traz
o doce no olho,
a dissimulao sem leque,
a liquefao de femea
sob a ternura de menina.</p>
<p>Sou mulher sem
verniz,
mas que ofusca entre as proprias aspas.</p>
<p>Sou mulher
incondicional,
que ne seu homem a deriva por
chantagem,
nem procura negar-lhe por essencia.</p>
<p>Sou mulher a quem
falta o ar
sem o contentamento de ser amada</p>
<p>Sou mulher que se
deixa carregar pela cintura,
cheia de dignidade,
praia adentro,
mar afora.</p>
<p>Sou mulher,
magneto sutil,
ligado ao interesse nitido do corpo,
olhando de outro mundo,
mas em posio perfeita
no momento de trocar o controle dos dinamos,
sem perder o tom de prece da cantoria.</p>
<p>Sou mulher que
deseja a felicidade das estrelas
e assim no nega combustivel ao seu
foguete.</p>
<p>Sou mulher que se
atira no carro,
no colo, certa como um entardecer.</p>
<p>Sou mulher que
no recua diante do seu feminino
nem do que e sagrado ao seu homem.</p>
<p>Sou mulher que gosta
de estoques de excitao,
que abre fendas no tempo para a saciedade.</p>
<p>Sou
mulher-fada,
sem pressa em usar o poder do encantamento,
sorridente de magia e predisposio.</p>
<p>Sou mulher que
expe desejos,
que repete os versos idilicos de seu homem,
espantada por no te-los escritos,
sem esconder que estes foram certeiros.</p>
<p>Sou mulher
adulta,
no tardia:
aquela que no se mede pelo virar do calendario
nem pela conta dos dias.</p>
<p>Sou, por isso,
e por tudo isso,
aquela cujos olhos brilham ao saber que a potencia,
a criatividade e a paixo de seu homem apontam para
si.</p>
<p>Satisfeita em minhas
vontades,
sirvo-lhe poemas matinais,
se e poesia que ele quer,
para voltar do cosmo,
apos o gozo vencido.</p>
<p>E cafe na
cama,
comidas afrodisiacas,
carinho construido como paisagem na manh
dourada.</p>
<p>Sou mulher,
nua,
lua apaixonada!</p>
<p>Mulher que ferve ao
sentir-se desejada
e despeja o caldo do prazer sobre seu poeta
com toda a luz de estar presente</p>
<p>Mulher que vai
despida ao jardim
buscar uma flor para as caricias do seu homem.</p>
<p>Mulher que prepara o
quarto com surpresas:
olhares no silencio,
lagrimas de paixo,
espasmos e arrepios,
lenos de seda depois de um banho de estrelas.</p>
<p>Mulher que serve ao
seu homem,
como amante,
sem pressa,
para que ele saiba regular nas pupilas
o despertar ou o fulminar de tua ereo.</p>
<p>Caso queira,
volto a ser criana
o tempo suficiente para mostrar-lhe
como se brinca com as proprias luzes,
iluminando o quarto ao seu lado.</p>
<p>Ah, como acredito em
meu homem,
pois este troca gestos e acaricia com o olhar,
sinaliza desejos em palavras.</p>
<p>Sinaliza o amor como
sendo troca,
a unica coisa que vale qualquer preo:
vale trocar de mundo,
de pulmo,
de medo,
de profisso,
de paradigma.</p>
<p>Tristes so
os amantes
que no tangem o sagrado num ato de amor.</p>
<p>A poesia que une
nossos coraes e vinculo:
no precisa anel de compromisso
nem subir, vestida de noiva, escadarias de catedrais.</p>
<p>Se procura por uma
mulher com teso em si propria
e disposta a trocar fluidos  do genital ao metafisico
-,
feliz por ter um amor,
sabia a ponto de ensinar com a pele que,
ao largo das socio biologias
imperativo mesmo e unir duas almas
em estado de troca,
aqui estou.</p>
<p>Aqui estou para
unir-me a ele,
e doar-me,
muito alem das subdivises,
sob suas mos incansaveis
para expressar sonhos tateis.</p>
<p>Sejamos, pois,
poesia e leveza,
que permitem a eterna juventude aos que amam,
pelo menos enquanto amam.</p>
<p>Beijo-lhe os olhos
sem medo,
sem arrependimento,
pois este e arte do depois.</p>
<p>Beijo-lhe,
ento,
com coragem!</p>
<p>No da
pra ser feliz
e ter medo de amar ao mesmo tempo.</p>
<p>Amor e
presente!</p>
<p>
..................................</p>
<p>
Paraty (RJ), 2 de julho de 2008</p>
<p></p>
				</div>			</content>			<id>http://sapatinhosvermelhos.arteblog.com.br/75375/Sou-mulher/</id>			<link href="http://sapatinhosvermelhos.arteblog.com.br/75375/Sou-mulher/" />			<author>				<name>sapatinhosvermelhos</name>				<uri>http://sapatinhosvermelhos.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2008-07-12T06:42:40+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Do avesso e dos extremos</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>
Havia algo dentro de mim que te pertencia,</p>
<p>
Mas no fizestes conta.</p>
<p>
Hoje, algo se desfez em mim.</p>
<p>
Tu nem percebestes,</p>
<p>
Porque no soubestes tomar para ti.</p>
<p></p>
<p>
Com o tempo,</p>
<p>
O pouco que ficou vai se perder na indiferena.</p>
<p>
A mesma de quando te vi e no me importei.</p>
<p>
Se eu sofri?</p>
<p>
Meu corao sem
fundo.</p>
<p></p>
<p>
Minha alma?</p>
<p>
Ah, minha alma...</p>
<p> Esta se perdeu no
vazio do algo dentro de mim que te pertencia.</p>
<p>
E que, na tua indifereno fizestes
conta.</p>
<p></p>
<p> Tantos
destinos se cruzam quanto tantos caminhos se separam.</p>
<p>
Meu corao se perdeu entre esses dois
momentos.</p>
<p>
E eu sofri!</p>
<p></p>
<p>
Os que me amaram pelo que eu sou,</p>
<p>
Pouco me sabem.</p>
<p>
Os que amei pelo que pareo,</p>
<p>
Guardam muito mais do que talvez eu seja.</p>
<p></p>
<p>
Sou o que sou:</p>
<p>
Gemo, grito e me contoro quando amo.</p>
<p>
E choro!</p>
<p>
Quando despida por dentro e por fora das alegrias do
amor,</p>
<p>
Transformo-me em sombra,</p>
<p>
A partir do avesso e dos extremos.</p>
<p></p>
<p>
Quando o gesto concreto do intento</p>
<p>
Esta na sombra dos que se fecham,</p>
<p>
Revelando o medo de dar o que se pede,</p>
<p>
Quando o que se pede e meia parte dada por si
so.</p>
<p></p>
<p>
Todo amor e metade.</p>
<p>
O amor que me sustenta,</p>
<p>
Tenta a parte que ha muito parte,</p>
<p>
A metade que me habita.</p>
<p></p>
<p>
E como metade sombria de um corao afundando no
peito,</p>
<p>
Tu es luz arranhando os abismos do meu ser.</p>
<p>
Abismos to expostos e prontos para serem
servidos.</p>
<p></p>
<p>
Mas viver e fuga constante.</p>
<p>
E no mais me
vejo.</p>
<p>
Afinal, minhas paixo ventos de
agosto.</p>
<p>
Embora entrem em mim</p>
<p>
Como as raizes das plantas entram na terra.</p>
<p></p>
<p>
Todo amor e ladro de si mesmo.</p>
<p>
Mas pode ser ausencia que nos habita por
antecipao.</p>
<p>
Uma ausencia que tem mais corpo que muito corpo,</p>
<p>
E insiste calar o que me arde,</p>
<p>
Pois abortou o que sequer havia tomado corpo.</p>
<p></p>
<p>
Morte para o que no foi vida.</p>
<p>
Covardes no usam espelhos.</p>
<p>
Flores do cerrado</p>
<p>
Para o meu corao</p>
<p>
Serrado ao meio.</p>
<p></p>
<p>
Nada e o que agora me habita,</p>
<p>
Emoldurada pela solido que sou.</p>
<p>
Viver e fuga constante.</p>
<p>
Desejava fugir para os teus braos,</p>
<p>
Para a vida que me espera dentro deles.</p>
<p></p>
<p>
O amor desenha ensaios do medo.</p>
<p>
Agora te compreendo.</p>
<p>
E no te amo menos por causa disso.</p>
<p></p>
<p>......................................</p>
<p></p>
<p>* Obra aberta!</p>
<p></p>
<p>Paraty (RJ), 26 de junho de 2008</p>
<p></p>
<p></p>
<p></p>
				</div>			</content>			<id>http://sapatinhosvermelhos.arteblog.com.br/75374/Do-avesso-e-dos-extremos/</id>			<link href="http://sapatinhosvermelhos.arteblog.com.br/75374/Do-avesso-e-dos-extremos/" />			<author>				<name>sapatinhosvermelhos</name>				<uri>http://sapatinhosvermelhos.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2008-07-12T06:40:53+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Como ter um caso de amor, e de sexo, sem culpa</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><strong>Mergulhar de cabeo
rapida e inconsequente</strong></p>
<p><strong>pode ser um otimo ensaio para um compromisso
estavel</strong></p>
<p>Foi um dos relacionamentos mais
gostosos da minha vida e duraram exatas duas semanas. Durante
quatorze dias, conversamos sobre todos os livros que lemos, fomos
ao cinema e ao teatro, curtimos deliciosas manhs na praia,
trocamos beijos sem fim e fizemos amor quase todo o tempo.
Sabiamos que aqueles momentos ja nasceram com os dias
contados. Eu estava de partida para Portugal, onde passaria seis
meses trabalhando como correspondente. Ou seja, no fizemos
nada de errado para que o nosso envolvimento chegasse ao fim --
simplesmente no tinhamos como leva-lo
adiante. Tambem no estavamos apaixonados. Foi
apenas um caso.</p>
<p>Ah! As alegrias de se deixar
envolver pelo prazer do sexo -- ficar junto sem se preocupar
com o futuro. Esses breves encontros so
plenos de teso conhecem o nervosismo
do famoso jantar com a familia dele e muito menos a
angustia de imaginar se a relao vai chegar a
algum lugar ou no tem passado ou
futuro; so breves por
definio.</p>
<p>Quer um exemplo mais que perfeito?
Minha amiga Rita tem encontro marcado, todo final de ano, com Alex,
um morenao de fulminantes olhos azuis. Passamos o
reveillon juntos ha quatro anos. Ele mora em Recife, mas
vamos para a casa das nossas familias, em Goias
Velho, nessa epoca. Quando perguntei se o romance
tinha alguma chance de sobreviver na vida real, Rita respondeu:
Jamais. Gostamos do que conhecemos um do outro, mas temos
medo dos lados ocultos da personalidade de cada um. Para
comear, acho que ele e eleitor de politicos
que no. Eles se
enquadram em pelo menos dois daqueles quatro motivos que, na minha
opinio, fazem com que determinados casais estejam
fadados a uma vida breve.</p>
<p>1 - Incompatibilidade
geografica. Voce mora no Sul; ele, no Nordeste. Mas
descobrem, em uma viagem de ferias, uma incrivel
afinidade mental e sexual. Ou seja, encontram o material perfeito
para viver um caso (ja pensaram sobre a brevidade de tempo
contida na palavra ferias?).</p>
<p>2 - Valores muito diferentes.
Voce sabe que existe na personalidade dele
defeitos que podem ser ignorados por algum tempo, mas
sente que no conseguiria conviver com eles para sempre.
(Por exemplo: o homem e ateu declarado; voce,
catolica fervorosa).</p>
<p>3 - Falta de sincronia no
planejamento de vida. Voce guarda todas as suas economias
para comprar um apartamento; ele, alem de no ter
nada na poupan em viagens (Nada
contra, que fique registrado aqui).</p>
<p>4 - A ridicula
diferena de idade. A menos que voce tenha uma forte
inclinao por homens muito mais velhos ou muito mais
novos, grandes diferenas de idade podem acabar com qualquer
possibilidade de uma relao mais longa.</p>
<p><strong>Puro
teso</strong></p>
<p>Assim como a chocolate e outras
coisas boas da vida, os relacionamentos rapidos, movidos por
puro tesa nos
ultimos anos. E claro que a Aids contribuiu muito
para isso. Mas ela no esta sozinha (as camisinhas,
quando usadas corretamente, so perfeitas no combate
a doeno andam
suficientemente liberadas para lidar com as agradaveis
situaes que envolvem um romance
fugaz.</p>
<p>Para algumas, essa experiencia
atrapalha os planos de encontrar um casamento feliz.
E perda de tempo sair por sair, dizem.
Discordo. Mesmo que sua meta final seja conquistar o amor de sua
vida, sempre havera espao para se divertir com o
sexo oposto. Encare esses relacionamentos como uma
pesquisa sobre os habitos, gostos e caprichos
masculinos. E vai se surpreender como um homem consegue ser
divertido se voce no passar o tempo todo tentando
adivinhar como seria viver com ele o resto da vida. E quando
encontrar aquele que a levara ao altar, certamente o
deixara encantado com a sua natureza independente e o seu
conhecimento sobre a alma masculina.</p>
<p>Porem, um aviso: nem todos os
homens que no tem as qualidades que voce
procura em um marido so recomendaveis como free
lance. Alguns so sempre perigosos: alcoolatras,
viciados em droga e perdedores (aquele tipo que so abre a
boca para dizer o quanto a vida e injusta com ele). E se
voce pertence a categoria das carentes
incuraveis, ter um caso pode no ser uma boa
ideia. Costumo me apaixonar depois do primeiro
beijo, disse uma amiga. E morro de dor-de-cotovelo se
no sou correspondida. Caso se enquadre nesse rol,
cuidado. Se um dos lados no encarar a experiencia
como algo passageiro, pode ter certeza de que vai
sofrer.</p>
<p><strong>Levitao
emocional</strong></p>
<p>E preciso ser flexivel
para encarar os riscos que fazem parte dessa aventura e manter um
clima de tranquilidade. Mas, acredite, vale a pena. E a
sua chance de colocar em pratica todos aqueles truques de
levitao emocional -- como, por
exemplo, superar a ansiedade da espera de um telefonema dele ou se
recusar a perder tempo imaginando se ele gosta de voce -- que
ajudam bastante na hora de enfrentar as expectativas da primeira
fase de uma relao
normal.</p>
<p>Quando no se tem muito a
perder, fica mais facil encarar os sentimentos e as
expectativas de frente. Portanto, deixe claro que voce gosta
dele, mas que tudo no passa de uma brincadeirinha. Nada de
eu te amo ou no existe ninguem
como voce.</p>
<p>Agora que ja sabe o que
no deve dizer, como vai explicar que, apesar de gostar
dele, no quer pensar no futuro? Meu discurso favorito
e: Tem sido otimo, mas e bom que
no seja para sempre. E claro que voce
no vai tocar nesse assunto na cama. O ideal seria em um
jantar, logo apos ele emitir uma opinio
completamente diferente da sua sobre temas como politica ou
ambio profissional. Isso, certamente, vai
tira-lo das nuvens e provar que ele esta longe de ser
seu principe encantado. Pode ser a oportunidade de que
precisavam para fazer um brinde a essas semanas em
que estivemos juntos.</p>
<p><strong>Diverso e
prazer</strong></p>
<p>Outra grande vantagem desses
romances fugazes: no nos obrigam a fingir interesse por
coisas que no nos dizem respeito. Minha amiga Sonia, por
exemplo, passou o fim de semana inteiro com um colega, comendo
salgadinhos e assistindo futebol na teve. Nem penso em
passar a vida fazendo isso. Mas naqueles dois dias foi muito
divertido.</p>
<p>O ponto essencial dessas
relaa o que der na
sua cabea: muito sexo, ostras no cafe da
manh, transar ou dar um amassos no elevador do seu
predio. Libere todas as suas fantasias. Faa o que
sempre quis, mas que se sentia inibida de fazer com o potencial
principe encantado. Isso no quer dizer que com ele
suas noites seriam regidas por uma enervante monotonia. Significa
apenas que, ao lado de um homem desconhecido, voce vai se
sentir mais livre para liberar suas loucuras --
afinal, no estara preocupada em ser reprovada no
teste.</p>
<p>Esses relacionamentos ja
nascem com comeo (quando os olhares se encontram), meio
(quando todas as outras partes do corpo se encontram) e fim (foi
bom, mas chegou a hora da despedida). O que no quer dizer
que so imunes as expectativas. Alguns casos podem
evoluir. Mas isso no geral acontece quando a gente mantem
uma postura desinteressada. E olha que so eles que afirmam
isso.</p>
<p><strong><span>As quatro regras
fundamentais</span></strong></p>
<p>O fato e que, nesses
relacionamentos ocasionais, voce precisa deixar suas
intenes bem claras tanto para ele quanto para si
mesma. Portanto, observe bem essas quatro regras
fundamentais:</p>
<p>1 - No construa uma
historia -- Nada de tirar milhes de fotos, guardarem
lembrancinhas e adquirir coisas em comum. Ate a compra de
uma cadeira pode significar comprometimento.</p>
<p>2 - No de presentes
caros -- Relogio de ouro esta fora de
cogitao. Assim como qualquer coisa que demonstre
que voce esta investindo nele.</p>
<p>3 - No o apresente para
ninguem -- Voce no precisa conhecer a
familia dele nem ele a sua. O mesmo se aplica aos amigos.
Afinal, no ficar juntos por muito tempo. Melhor
no dividir nada.</p>
<p>4 - Na da
seguranam com trocas de exames
de Aids e nem comentarios detalhados sobre o passado sexual
de cada um. A atrao forte que
quando se do na cama.
Portanto, em hipotese alguma a camisinha deve ser
ignorada.</p>
<p><strong><span>Quando um caso vira coisa
seria</span></strong></p>
<p>O mais indicado e seguir as
regras (fazer uma lista das difereno
apresenta-lo a familia ...), mas, as
vezes, quando a gente percebe, ja esta fisgada. Casos
serios sam
despreocupadamente, viram relacionamentos a longa
distancia e logo os dois esto prontos para percorrer
centenas de quilometros para ficarem juntos. Se identificar
alguns dos sinais abaixo, as chances so
grandes:</p>
<p>* Depois de algum tempo juntos,
voce manda um carto dizendo que adorou a
ultima noite. Ele responde no dia seguinte.</p>
<p>* Voce descobre que aqueles
abismos ideologicos entre os dois so meras
diferenas de estilo e gosto. Ou seja, conclui que tem
os mesmos valores de vida.</p>
<p>* Ele sugere que passem as
ferias juntos.</p>
<p>* Antes do beijo de despedida, ele
ja combinou um novo encontro.</p>
<p>* E simplesmente
impossivel evitar palavras de carinho e de amor.</p>



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