<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0">	<channel>		<title>[arteblog.com.br] pre-vestibular : <![CDATA[SÓ PARA AJUDAR O PESSOAL DO PRÉ-VESTIBULAR]]></title>		<link>http://pre-vestibular.arteblog.com.br</link>		<description><![CDATA[SÓ PARA AJUDAR O PESSOAL DO PRÉ-VESTIBULAR]]></description>		<language>br</language>		<copyright>Copyright (c) 2006, Hi-pi</copyright>		<generator>Hi-pi RSS 2.0 generator</generator>		<docs>http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss</docs>		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 01:52:09 +0200</pubDate>		<image>			<title>pre-vestibular.arteblog.com.br</title>			<link>http://pre-vestibular.arteblog.com.br</link>			<url>http://static.blogstorage.hi-pi.com/arteblog.com.br/p/pr/pre-vestibular/images/mn/1211988437_regular.jpg</url>		</image>		<item>			<title><![CDATA[HORA DA PALAVRA: Dicas]]></title>			<description><![CDATA[<p align="center"> </p>
<p align="center"><strong>Algumas dicas
de português</strong></p>
<p align="center"> </p>
<p align="center">do
Objetivo
 </p>
<div class="comment-content" align="justify"><strong>A meu
ver.</strong>

Não se deve usar artigo nestas expressões, em que o
substantivo ver significa &ldquo;opinião,
juízo&rdquo;: a meu ver, a seu ver, a nosso ver &ndash; A
meu ver, ele é honesto. Também não se usa
artigo em estar a par: Estavam todos a par (e não ao par)
dos últimos acontecimentos.

<strong>Ao retornarem (QUANDO) os
sintomas ou A persistirem (SE) os sintomas, o médico
deverá ser consultado</strong>?

Ao persistirem os sintomas indica circunstância de tempo (=
quando persistirem), estando implícita a
afirmação de que os sintomas persistem. A persistirem
tem sentido puramente condicional, portanto é a forma
adequada ao contexto: A persistirem (= se persistirem; caso
persistam) os sintomas, o médico deverá ser
consultado.

<strong>As pessoas
esperavam-no.</strong>

Quando o verbo termina em -m, -ão ou -õe, os pronomes
o(s) e a(s) são precedidos de n: Esperavam-no,
dão-no, convidam-nas, põe-nos.
Atenção: -nos¬ pode ser forma oblíqua de
eles (Viram-nos = viram os meninos) ou de nós (Chamaram-nos
e deram-nos o prêmio). Como neste caso constituem formas
homônimas perfeitas (com a mesma grafia e pronúncia,
mas significados diferentes), é preciso que se atente
à clareza do enunciado para evitar construções
ambíguas.

<strong>Atividades
prazerosas.</strong>
O sufixo -oso (&ldquo;pleno, cheio de&rdquo;) liga-se diretamente
ao radical, prazer, nada justificando o aparecimento do -i-:
Atividades prazerosas. A pronúncia prazeiroso se deve a
analogia indevida com palavras como cheiroso, na qual o i já
aparecia na palavra primitiva. O mesmo vale para o advérbio:
prazerosamente.

<strong>Chegou a ou há duas horas e
partirá a cinco minutos.</strong>

Há indica passado e equivale a faz, enquanto a exprime
distância ou tempo futuro (não pode ser
substituído por faz): Chegou há (faz) duas horas
(tempo passado) e partirá daqui a cinco minutos (tempo
futuro). O atirador estava a pouco menos de 12 metros
(distância).
Observe que, como há indica passado, é redundante a
expressão Há dois anos atrás.

<strong>Coisas que o dinheiro não
traz.</strong>

Na conjugação do verbo trazer nunca ocorre s: Coisas
que o dinheiro não traz. Com s e acento agudo se escreve a
preposição ou advérbio trás e,
portanto, atrás, atraso, atrasar: banco de trás,
andar atrás de algo, chegar atrasado.

<strong>Custei custou-me
entender.</strong>

A construção tradicional com o verbo custar é
sujeito (o que custa) + custar + objeto indireto (a pessoa a quem
custa): Levantar cedo (sujeito) custa muito a ele (objeto indireto)
ou A casa (sujeito) custou-lhes (objeto indireto) metade da
herança. Portanto, para estarmos de acordo com o
padrão culto da língua, devemos dizer Custou-me
acreditar, não Custei a acreditar. Esta última
construção, contudo, é um brasileirismo muito
corrente, a tal ponto que, no Brasil, até pessoas
instruídas chegam a sentir alguma estranheza diante da
construção dita &ldquo;correta&rdquo;. Cabe ao
usuário escolher a construção &ldquo;de
lei&rdquo; ou o brasileirismo que, para os conservadores, soa como
vulgaridade sintática.

<strong>É difícil para mim
esquecer.</strong>

Mim, no caso, não é sujeito de esquecer, mas
complemento de difícil, que rege a preposição
para (difícil para mim). A frase, em outra ordem, é
Esquecer é difícil para mim. Não confundir com
casos em que eu é sujeito do infinitivo: livros para eu
ler.

<strong>É hora de ele
chegar.</strong>

O raciocínio dos gramáticos para vetar, neste caso, a
contração da preposição com o pronome
é o seguinte: o de não se refere a ele (não se
trata de hora dele), mas ao infinitivo chegar (hora de chegar),
sendo ele o sujeito. Como o sujeito não deve ser
preposicionado, não se deve contrair a
preposição com o pronome-sujeito ou com artigo que
anteceda o sujeito: É hora de ele chegar, Apesar de o amigo
tê-lo convidado... (aqui, o amigo é sujeito de ter
convidado). Não obstante, o grande poeta português
Cesário Verde escreve:
&ldquo; Por causa dum jornal me rejeitar há
dias...&rdquo;

<strong>É proibido
entrada.</strong>

Se o sujeito não estiver determinado (acompanhado de artigo
ou pronome), não se faz a concordância genérica
do predicativo: É proibido entrada; Água é bom
para a saúde; É necessário ferramentas. Se
houver determinação, faz-se a concordância:
É proibida a entrada; A água é boa para a
saúde; São necessárias estas
ferramentas.

<strong>Ela mesma arrumou a
sala.</strong>

Quando equivale a próprio, mesmo é variável:
Ela mesma (própria) arrumou a sala; As vítimas mesmas
reclamaram. Como advérbio significa até,
também, de fato, exatamente, e é invariável:
Mesmo as amigas a deixaram; Foi mesmo uma boa notícia.

<strong>Ela terá de se haver com o pai
ou de se avir com o pai?</strong>

Os dois verbos se equivalem nas expressões haver-se com e
avir-se com, embora em outros empregos haver-se signifique
&ldquo;comportar-se, proceder&rdquo; (Houve-se mal naquele cargo) e
avir-se, &ldquo;arranjar-se, acomodar-se, entender-se&rdquo;
(Brigaram por uma bobagem, agora que se avenham).

<strong>Ele foi pegado de
surpresa.</strong>
Na tradição da língua, o particípio
passado de pegar é pegado, não ocorrendo jamais a
forma pego. Por analogia com verbos que têm duas formas de
particípio passado, uma regular e outra irregular (como
pagar: pagado e pago), criou-se a forma irregular pego. Essa
inovação concorreu com a forma regular, até
enfim substituí-la amplamente, a ponto de hoje pegado soar
como erro, pelo menos a ouvidos brasileiros: ela foi pegada de
surpresa. Não obstante, para &ldquo;puristas&rdquo; ou
simplesmente conservadores, pego é tão
inaceitável quanto chego (particípio inovador de
chegar), que já se usa, ou nego (de negar), que ainda
não brotou da criatividade popular, pois até hoje
não ocorreu a ninguém dizer que &ldquo;o pedido foi
nego&rdquo;.

<strong>Ele foi um dos que chegaram
antes.</strong>

Um dos que faz a concordância no plural: Ele foi um dos que
chegaram antes (em outra ordem: Dos que chegaram antes, ele foi
um). Pode-se usar apenas dos que: Era dos que mais vibravam com a
vitória.

<strong>Ele sua.</strong>

Ele soa significa &ldquo;ele produz som&rdquo; (verbo soar). O
verbo suar mantém a vogal da raiz por toda a sua
conjugação: suo, suas, sua, suamos, suais, suam...
Outro verbo de conjugação perigosamente
próxima de suar é soer, que significa
&ldquo;costumar, ser freqüente&rdquo;. É um verbo
defectivo (não tem a 1ª pessoa do singular do presente
do indicativo, nem, portanto, o presente do subjuntivo) e é
atualmente usado quase que só na expressão
&ldquo;como sói acontecer&rdquo;. No presente do indicativo
conjuga-se sóis, sói, soemos, soeis, soem.

<strong>Ele tem ascendência
italiana.</strong>

A palavra descendência é geralmente mal empregada, em
lugar de ascendência. Quando alguém descende de
italiano, devemos dizer que tem ascendência italiana, pois
seus ascendentes, ou seja, seus pais ou outros antepassados
são italianos. Ao dizer que alguém tem
descendência italiana, o que se afirma é que seus
descendentes, isto é, seus filhos ou netos, são
italianos.

<strong>Ao invés de entrar,
saiu.</strong>

Ao invés de entrar, saiu. A locução ao
invés de significa &ldquo;ao contrário, ao
revés&rdquo;: Ao invés de baixar, o preço
subiu. Em vez de significa &ldquo;em lugar de&rdquo;: Em vez de ir
ao cinema, foi ao teatro. Atenção: pode-se usar em
vez de nos dois casos (oposição e
substituição), enquanto ao invés de só
cabe quando se trata de oposição. Portanto, pode-se
dizer Em vez de entrar, saiu ou Em vez de chorar, riu, embora
nessas frases fosse mais preciso o uso de ao invés de.

<strong>Entre mim e ti.</strong>

O pronome regido pela preposição entre deve aparecer
na forma oblíqua. Assim, é correto dizer entre mim e
ele, entre ela e ti, entre mim e ti. Os pronomes pessoais do caso
oblíquo funcionam como complementos: Isso não
convém a mim, Foram embora sem ti, Olhou para mim.
Os pronomes pessoais do caso reto exercem a função de
sujeito na oração. Dessa forma, os pronomes eu e tu
estão empregados corretamente nos seguintes casos: Pediu que
eu fizesse as compras, Saberão só quando tu partires,
Trouxeram o documento para eu assinar.

<strong>Escrever a tinta ou Escrever à
tinta?</strong>

Ambos se admitem, pois se trata de uma expressão adverbial
feminina de meio ou instrumento.
O acento grave, indicativo de crase, é empregado, no caso,
apenas para efeito de clareza, permitindo, por exemplo, distinguir
matar a fome, no sentido de &ldquo;comer&rdquo; (fome é
objeto de matar), de matar à fome, que significa
&ldquo;matar de fome&rdquo; (fome é o instrumento ou meio de
matar).
O acento é dispensável porque a
preposição a, na verdade, não sofre crase
(fusão) com o artigo a, já que este não
está presente &ndash; o que se comprova com a
observação de que o masculino, na mesma
situação, não se acompanha de artigo: escrever
a lápis, não ao lápis.
Portanto, nestas locuções femininas, apesar de
não ocorrer crase, pode-se usar ou não o acento grave
(desenhar a mão ou à mão), mas nunca se usa
tal acento em locuções adverbiais masculinas (andar a
pé, andar a cavalo).

<strong>Esse sapato ou Este
sapato?</strong>

Este e isto são pronomes demonstrativos que indicam o que
está próximo de mim; esse e isso indicam o que
está próximo do interlocutor (você, tu).
Portanto, este casaco é o que estou vestindo ou o que
está perto de mim; esse casaco é o do interlocutor ou
o que está perto dele. De forma geral, este se usa para o
que está mais próximo; esse, para o menos
próximo e aquele, para o mais distante: X e Y vieram; este
(Y) chegou cedo; aquele (X), muito atrasado. Este indica o presente
(este ano em curso), o que está adiante ou a seguir (estes
exemplos que vou apresentar); esse indica o passado (esse ano que
se encerrou), o que ficou para trás (esses exemplos que
apresentei).
Note-se que, na língua falada, só em registro formal
se mantém essa oposição. Na linguagem
coloquial brasileira de registro informal, houve uma
neutralização (um apagamento) da diferença,
pois o grupo consonantal -st- é normalmente pronunciado como
-ss-. Em conseqüência, os pronomes esse/essa/isso
assumiram as funções antes reservadas a
este/esta/isto, daí decorrendo as dúvidas quanto ao
emprego de uns ou outros na escrita.

<strong>Estou quite com
ele.</strong>

Quite é adjetivo (particípio de quitar, cuja forma
regular é quitado); portanto, deve concordar com a palavra a
que se refere: Paulo está quite com Pedro. Eles estão
quites. O uso indiscriminado de quites é
hiperurbanístico.

<strong>Ao encontro ou de encontro
a?</strong>

Trata-se de expressões antônimas: ao encontro de
significa &ldquo;em busca de&rdquo;; de encontro a significa
&ldquo;em oposição a, para chocar-se com&rdquo;.
Portanto, se o sentido é o de ir à procura, deve-se
dizer ir ao encontro do sucesso.

<strong>Favoreceu o
amigo.</strong>

Favorecer dispensa a preposição: Favoreceu o amigo; A
decisão favoreceu os jogadores. Comprova-se a desnecessidade
da preposição transpondo-se a frase para a voz
passiva &ndash; O amigo foi favorecido &ndash;, o que não
seria possível se a preposição fosse
obrigatória.

<strong>Faz dois anos.</strong>

Fazer, quando exprime tempo, é impessoal, ou seja,
não tem sujeito. Portanto, deve-se manter na terceira pessoa
do singular: Faz dois anos que nos conhecemos, Ontem fez quinze
dias que aconteceu o acidente.
Em tempos compostos e locuções verbais formados por
verbos impessoais, o verbo auxiliar deve também ser mantido
na forma impessoal (terceira pessoa do singular). Assim: Vai fazer
cinco anos que a família se mudou, Deve fazer alguns meses
que eles não se falam.

<strong>Ficou sob a mira do
assaltante.</strong>

Sob, &ldquo;embaixo de&rdquo;, é antônimo de sobre. O
correto é: Ficou sob a mira do assaltante; Escondeu-se sob a
cama; A orquestra tocou sob a regência do maestro X.
Sobre equivale a &ldquo;em cima de&rdquo; ou &ldquo;a respeito
de&rdquo;: Estava sobre o telhado; Falou sobre as
eleições.

<strong>Fique
tranqüilo.</strong>

Nos grupos gu e qu, a pronúncia do u, quando seguido de e ou
i, é assinalada por trema: agüentar,
lingüiça, conseqüência, tranqüilo,
qüinqüênio, cinqüenta. Há palavras com
variantes na pronúncia e, conseqüentemente, na escrita:
líquido ou líqüido, sanguíneo ou
sangüíneo. É importante ressaltar que, embora o
trema tenha sido abolido no português de Portugal desde 1946,
o uso deste sinal continua em vigor na ortografia oficial do
português brasileiro.

<strong>Foi vaiado pelos milhares de pessoas
presentes.</strong>

Milhar e milhão são palavras do gênero
masculino e não admitem concordância no feminino: Foi
vaiado pelos milhares de pessoas presentes; Eram textos cujos
milhões de palavras nada diziam; A campanha propunha-se a
combater a fome dos milhões de crianças subnutridas
daquele país.

<strong>Há dez
anos.</strong>

Na formação de expressões temporais, o verbo
haver é impessoal e tem a acepção de
passar-se, ter decorrido, ser decorrido: Há décadas
não se usam tais trajes. Portanto, há
redundância no acréscimo de atrás ou de
qualquer outra palavra que denote tempo decorrido em tais
expressões. Para evitar redundância, deve-se usar
apenas há dez anos ou dez anos atrás.

<strong>Houve
problemas.</strong>

O verbo haver, no sentido de &ldquo;existir&rdquo;, é
impessoal, ou seja, não tem sujeito
e deve aparecer sempre na terceira pessoa do singular. Portanto, a
forma correta é Houve problemas, sendo problemas o
complemento (objeto) do verbo, não seu sujeito. A
flexão indevida de haver é muito freqüente no
Brasil, mas nunca ocorre quando o verbo se encontra no presente,
só em outros tempos. Com efeito, ninguém diria
Hão dificuldades, mas dizem, equivocadamente, Haviam ou
Haverão dificuldades.
Atenção: se se tratar de locução
verbal, o verbo auxiliar será afetado pela mesma
impessoalidade, ou seja, deverá sempre ser flexionado no
singular: Deve haver mais candidatos, Poderá haver outras
exigências.

<strong>Ir de encontro ao
sucesso.</strong>

Trata-se de expressões antônimas: ao encontro de
significa &ldquo;em busca de&rdquo;; de encontro a significa
&ldquo;em oposição a, para chocar-se com&rdquo;.
Portanto, se o sentido é o de ir à procura, deve-se
dizer ir ao encontro do sucesso.

<strong>Mau cheiro.</strong>

Mal é advérbio e opõe-se a bem. Mau é
adjetivo e opõe-se a bom.
Assim: mau cheiro (bom cheiro), mau humor (bom humor), mal-humorado
(bem-humorado), mal-intencionado (bem-intencionado), mal-estar
(bem-estar). Os advérbios, do ponto de vista mórfico,
são invariáveis, portanto: mal-humorados,
mal-estares, mal-educadas. Em contrapartida, os adjetivos concordam
em gênero e número com os substantivos a que se
referem: maus cheiros, más-criações, maus
elementos.</div>
<p class="comment-footer" align="justify"> </p>
<p class="comment-header" align="justify">
<strong>À medida em que ou à
medida que?</strong>

O correto é à medida que, i ndicando a
proporção em que ocorre o que se declara na outra
oração: À medida que as tropas
avançavam, a cidade se esvaziava. Usa-se também a
variante na medida em que, com mescla dos sentidos proporcional e
causal: É preciso cumprir as leis, na medida em que elas
existem. Neste caso, o que se afirma na oração
principal (é preciso cumprir as leis) é referido a
uma causa (porque elas existem) e a uma proporção
(à medida que elas existem). Depende do contexto a
determinação do sentido predominante.
<strong>Importante:</strong> Embora seja próprio de meios
intelectuais, especialmente universitários, é
inadequado o emprego de na medida em que (ou variantes) em sentido
puramente causal, sem qualquer idéia de
proporção: Na medida em que não afirmei tal
coisa, não me sinto responsável pelas
conseqüências. Para a idéia de causa, deve-se
usar porque e equivalentes (já que, uma vez que...).

<strong>A moça deu à luz
gêmeos.</strong>

A expressão é dar à luz &ndash; o filho
é objeto direto e luz, no sentido de &ldquo;vida&rdquo;,
objeto indireto: A moça deu à luz gêmeos. Em
dois meses ela dará à luz. Também não
é próprio dizer (embora faça sentido): Deu a
luz a gêmeos.

<strong>Em nível de
diretoria.</strong>

Em nível de diretoria é o melhor, pois a
preposição a não deve ser usada para indicar
&ldquo;lugar em&rdquo;. A expressão a nível de
é um galicismo (ou seja, é limitada do francês)
e tem sido empregada abusivamente, aplicada a
situações em que é totalmente impróprio
falar de níveis, ou seja, de planos ou alturas relativas,
ainda que se trate de metáfora. Assim, é descabido
dizer coisas como A nível de escola, ela tem tido sucesso.
Mais adequado seria dizer Na escola ela tem tido sucesso ou ela tem
tido sucesso nos estudos.

<strong>A questão não tem a ver
com você.</strong>

A forma das locuções é não ter nada (ou
ter tudo) a ver (ou que ver) com ... Usa-se também de forma
absoluta: ter tudo a (que) ver, não ter nada a (que) ver.
São coloquialismos brasileiros, pouco presentes na linguagem
escrita.

<strong>A sessão foi
suspensa.</strong>

A palavra sessão tem a mesma raiz do verbo que em latim
significa &ldquo;sentar-se&rdquo;. Originalmente, indicava o
período em que ocorria um evento que reunia pessoas
sentadas. Seção, que também se escreve
secção, tem a mesma raiz do verbo seccionar, que
significa &ldquo;cortar, dividir&rdquo;.
A mesma raiz, sec, encontra-se nas palavras secante (em geometria),
setor (sector), sectário, seccional, secessão, etc.,
todas envolvendo o sentido de &ldquo;divisão&rdquo;.
Portanto, seção significa &ldquo;divisão,
parte&rdquo;, podendo referir-se a uma publicação
(seção de classificados, num jornal), obra escrita
(capítulo dividido em duas seções), empresa
(seção de cosméticos de uma loja ou
fábrica), etc.
Assim, se um espetáculo foi cancelado, escreve-se que a
sessão foi suspensa, mas se o espaço dedicado aos
esportes não é mais publicado num jornal, escreve-se
que a seção foi suspensa.
Não confundir com cessão, &ldquo;ato de ceder&rdquo;:
A cessão do imóvel foi registrada em
cartório.

<strong>A temperatura chegou a zero
grau.</strong>

Zero é sempre singular: zero grau, zero-quilômetro,
zero hora. Zero pode ser posposto ao substantivo que determina, e
aí seu sentido é outro: zero hora é
&ldquo;meia-noite&rdquo;, mas hora zero é o &ldquo;ponto de
partida&rdquo;, o momento a partir do qual se inicia uma contagem
de horas.

<strong>Andou por todo o
país.</strong>

Seguido de artigo, todo significa &ldquo;inteiro&rdquo;: Andou por
todo o país; Toda a turma chegou. Sem o artigo, todo
significa &ldquo;cada, qualquer&rdquo;: Todo homem é mortal.
Posposto ao substantivo, todo significa sempre
&ldquo;inteiro&rdquo;: Trabalho todo dia e o dia
todo.</p>
<p align="justify"><strong>Meus óculos
quebraram.</strong>

Têm-se vulgarizado no português coloquial brasileiro as
formas meu óculos, um óculos, o que constitui
discordância de número. Assim, segundo a norma culta
da língua portuguesa, são corretas as formas: Meus
óculos quebraram; Aquela loja vende uns óculos bons;
Encontrou um par de óculos.

<strong>Namorar
alguém.</strong>

Na tradição da língua, o verbo namorar
é transitivo direto, ou seja, seu complemento não
deve acompanhar-se de preposição. Assim, os chamados
&ldquo;puristas&rdquo; condenam a construção namorar
com ela, pois o &ldquo;correto&rdquo; seria namorá-la.
Ocorre, porém, que namorar com é o mais usual no
Brasil, aparecendo mesmo em escritores recentes. Portanto, quem
quiser falar conforme a língua-padrão tradicional
dirá namorá-lo(a); quem não quiser fugir dos
hábitos coloquiais brasileiros dirá namorar com ele
(ela).

<strong>Não nenhum
risco.</strong>
Depois de negativas, emprega-se nenhum: Não viu nenhum
risco. Ninguém lhe fez nenhum reparo. Nunca promoveu nenhuma
confusão. (Em português, ocorre freqüentemente a
dupla negativa; em linguagem formal, no entanto, deve-se evitar o
coloquialismo que consiste em repetir o não: Não fiz
isso não.)

<strong>O nem sequer foi
avisado?</strong>

Sequer significa &ldquo;pelo menos&rdquo; e se acompanha de
negativa: O pai nem sequer foi avisado; Partiu sem sequer nos
avisar. Modernamente, é raro seu emprego em frases
afirmativas: Eles teriam vencido, se tivessem sequer tentado.

<strong>O peixe tem muita
espinha.</strong>

Espinhas são ossos de peixes. Veja outras confusões
desse tipo: O fusível (e não fuzil) queimou. Casa
geminada (e não germinada). Círculo (e não
ciclo) vicioso. Cabeçalho (e não
cabeçário) da prova. Aviso prévio (e
não breve) do funcionário.

<strong>Obrigado ou
Obrigada?</strong>
Obrigado(a) é a forma reduzida de Estou obrigado(a) a
você, ou seja, devo obrigação a você.
Portanto, o adjetivo (particípio do verbo obrigar) deve
concordar em gênero e número com o sujeito, de que
é predicativo. Assim, uma mulher dirá Obrigada. Se se
tratar de vários homens ou homens e mulheres,
impõe-se o plural Obrigados; se forem apenas mulheres,
Obrigadas.

<strong>Onde ou Aonde?</strong>

É indiferente, embora diversos gramáticos (seguidos
em diversos vestibulares) queiram que se use aonde apenas com
verbos de movimento, que &ldquo;regem&rdquo; a
preposição a: aonde vou, onde estou. Essa
diferença, porém, não é confirmada pelo
&ldquo;Bom Português&rdquo;, pois desde a fase arcaica da
língua até hoje os advérbios/pronomes
são usados indiferentemente. Assim: &ldquo;onde vais&rdquo;
(Machado de Assis), &ldquo;aonde estás&rdquo;
(Cláudio Manuel da Costa).

<strong>Foi pedido a
ele.</strong>

Crase é &ldquo;fusão&rdquo; de duas vogais iguais,
geralmente da preposição a com o artigo definido
feminino (a). O acento grave sobre o a não é crase,
mas indica a ocorrência de crase. Teremos à antes de
palavra feminina se antes de equivalente masculino tivermos ao
(preposição + artigo masculino). Assim: &ldquo;pedido
a ele&rdquo; / &ldquo;pedido a ela&rdquo; (sem crase), mas
&ldquo;ir ao quarto&rdquo; / &ldquo;ir à sala&rdquo;;
&ldquo;menção ao autor&rdquo; /
&ldquo;menção à autora&rdquo;;
&ldquo;referente ao rapaz&rdquo; / &ldquo;referente à
moça&rdquo;; &ldquo;quanto ao problema&rdquo; /
&ldquo;quanto à questão&rdquo;.
Importante: O à é produto de dois aa que se fundiram,
na escrita como na pronúncia. Portanto, não é
correto pronunciar o a craseado como aa. Não obstante,
encontram-se, no Brasil, pessoas instruídas que assim
pronunciam, sem consciência do hiperurbanismo que cometem.
(Hiperurbanismo é ultracorreção, ou seja, erro
que resulta da preocupação desorientada de
acertar).

<strong>Perdoar ao
agressor.</strong>

Na tradição da língua, perdoar se
constrói com complemento direto de coisa (perdoar a
dívida) e indireto de pessoa (perdoar a alguém). No
Brasil, porém, é muito corrente, e se encontra
até nos melhores escritores, a construção com
objeto direto de pessoa: Perdoou os inimigos.

<strong>Piano de cauda.</strong>

Animais e pianos têm cauda e o doce, calda. O adjetivo
caudaloso (&ldquo;que leva muita água; abundante,
torrencial&rdquo;) tem outra raiz: caudal, ou seja, &ldquo;torrente
impetuosa, rio caudaloso&rdquo;. Assim, é correto dizer: Rui
Barbosa era famoso por sua eloqüência caudalosa.

<strong>Por que você
foi?</strong>

Sempre que estiver <strong>clara ou implícita a palavra
razão</strong>, use por que separado, tanto nas
orações interrogativas diretas quanto nas indiretas:
Por que (razão) você foi? / Não sei por que
(razão) ele faltou. / Explique por que (razão)
você se atrasou. Quando no fim do período, usa-se por
quê, com acento circunflexo: Você se atrasou, por
quê?
Porque é conjunção subordinativa
<strong>causal e equivale a pois,</strong> uma vez que, pelo fato
de que: Ele se atrasou porque o trânsito estava
congestionado. / Fui porque me pediram. / Você faltou porque
choveu? Quando empregado como substantivo, usa-se a forma
porquê: Quis saber o porquê disso. / Explique-me todos
os porquês deste fracasso.

<strong>Preferia ir a
ficar.</strong>

Segundo a norma culta, o verbo preferir rege a
preposição a: Preferia ir a ficar.
Como seu sentido é &ldquo;levar à frente, pôr
em primeiro lugar&rdquo;, condena-se e se considera vulgarismo a
construção preferir do que, assim como a
intensificação do verbo antes, mais ou até
(&ldquo;prefiro até morrer do que viver&rdquo;, diz famosa
canção).
Tais fraseios, no entanto, aparecem em alguns escritores
notáveis, portugueses e brasileiros, antigos e modernos.
Preferível segue a mesma norma: É preferível
ir a ficar.

<strong>Que seja feliz.</strong>

O presente do subjuntivo de ser e estar é seja e esteja: Que
seja feliz. Que esteja (e nunca &ldquo;esteje&rdquo;) alerta.

<strong>Raios
ultravioleta.</strong>

Os adjetivos que indicam cor devem concordar com o nome a que se
referem: paredes brancas, árvores verdes, carvões
negros. Quando se indica cor por meio de substantivo, o mesmo deve
permanecer invariável: sapatos cinza, blusas vinho, tons
pastel, brincos laranja, quadros turquesa. Isso ocorre devido
à omissão da expressão &ldquo;cor de&rdquo;
&ndash; sapatos (cor de) cinza &ndash;, passando o substantivo a
exercer a função de adjetivo. Assim, o correto
é raios ultravioleta.

<strong>Referiram-se àquele
caso.</strong>

Não costuma ocorrer crase diante de palavras masculinas, mas
há casos a ressalvar:

1) quando a crase é da preposição a com o a
inicial dos pronomes aquele ou aquilo: &ldquo;quanto àquele
livro&rdquo;, &ldquo;quanto àquele caso&rdquo;;
2) quando à vale pela expressão à moda de:
&ldquo;decoração à Luís XV&rdquo;,
&ldquo;filé à Chateaubriand&rdquo;.

<strong>Saia, senão eu
grito.</strong>

Senão significa &ldquo;de outro modo&rdquo;, &ldquo;do
contrário&rdquo; (Saia, senão eu grito), &ldquo;a
não ser&rdquo; (Nada faziam senão dormir),
&ldquo;mas&rdquo; (&ldquo;Não era prata, senão
ferro&rdquo;). Com o sentido de &ldquo;defeito,
mácula&rdquo; e em geral com artigo (o, um), pode ser
substantivo (Não havia um senão em sua vida).

<strong>Se você o
vir.</strong>

O futuro do subjuntivo (se eu comprar, quando ele for) forma-se a
partir do pretérito perfeito do indicativo.
Encontra-se o radical do perfeito retirando-se a
terminação &ndash;ste da segunda pessoa do singular.
No caso do verbo ser, o perfeito é fui, fo-ste. Daí o
futuro do subjuntivo (quando/se eu) fo-r, (tu) fo-res, (ele) fo-r,
(nós) fo-rmos, (vós) fo-rdes, (eles) fo-rem. No caso
de ver, o perfeito é vi, vi-ste. Daí o futuro do
subjuntivo vi-r, vi-res, vi-r, vi-rmos, vi-rdes, vi-rem. Quanto ao
verbo vir, cujo perfeito é vim, vie-ste, o futuro do
subjuntivo é vier, vieres... Assim, o correto é se
você o vir; quando eu vier; quando ele disser; se eles
estiverem.

<strong>Sou eu quem
paga.</strong>

Quem, como pronome relativo, equivale a o que, aquele que. O verbo
fica na 3ª pessoa do singular: Sou eu quem paga (Aquele que
paga sou eu). Como pronome interrogativo, quem admite verbo no
singular ou plural: Quem chegou? Quem são os
interessados?

<strong>Temos menos razões de estar
felizes.</strong>

Menos, seja como advérbio (choveu menos), seja como
preposição (tudo, menos isso), seja como pronome
(mais sol e menos chuva), seja como substantivo (o menos é
preferível ao mais), é uma palavra invariável.
O vulgarismo menas, em função pronominal,
&ldquo;concordando&rdquo; em gênero com o substantivo
seguinte (&ldquo;isso é menas verdade&rdquo;), é um
caso de hiperurbanismo ou ultracorreção. Ou seja,
para evitar uma forma que lhe parece estranha ou errada (como se em
menos fé houvesse erro de concordância), o falante
inculto a substitui por outra que lhe parece mais correta ou mais
culta (&ldquo;menas fé&rdquo;).

<strong>Tenho bastantes problemas, Estamos
bastante cansadas</strong>
Bastante, como muito, pode funcionar seja como advérbio,
sendo então invariável, seja como adjetivo, devendo
então concordar com o substantivo a que se refere.
Quando houver dúvida em relação a bastante
antes de palavra no plural, pode-se colocar muito no lugar. Se
muito for para o plural, o mesmo deverá ocorrer com
bastante:
Tenho bastantes (muitos) problemas. Elas estão bastante
(muito) cansadas.

<strong>Tinha chegado
atrasado.</strong>

Chego é forma inepta do particípio de chegar, que
só tem forma plena (chegado), e não a forma contrata
(como aceito, de aceitar).
Portanto, o correto é: Tinha chegado atrasado. Dê uma
chegada (não um chego) aqui.

<strong>Trata-se de
pessoas.</strong>

O verbo seguido de preposição não varia nestes
casos: Trata-se dos melhores profissionais. / Precisa-se de
empregados. / Apela-se para todos. / Conta-se com os amigos. Isto
acontece porque essas orações apresentam sujeito
indeterminado, indicado pela partícula se (índice de
indeterminação do sujeito).

<strong>Venda a prazo.</strong>

Como a crase é a contração da
preposição a com o artigo feminino a, não se
usa crase diante de palavras masculinas: a prazo, a pé, a
cavalo, a lápis.
Nessas expressões, o a é simplesmente
preposição. A exceção se dá
quando está subentendida a palavra moda: Escrevia à
(moda de) Machado de Assis, Usava salto à (moda de)
Luís XV.

<strong>Ver documentos
anexos.</strong>

Anexo, sendo adjetivo (do particípio de anexar, cuja forma
plena é anexado), deve concordar com o substantivo a que se
refere: documentos anexos, certidões anexas, isto é,
que foram anexados ou anexadas.
Trata-se não só de correção, mas
também de precisão, pois quando, por exemplo,
juntamos documentos a uma carta, não os estamos enviando em
outro compartimento, anexo (caso em que se justificaria a
expressão adverbial em anexo), mas os colocamos no mesmo
envelope, juntamente com a carta, ou seja, anexos a ela.

<strong>Vive à custa do
irmão.</strong>

A expressão à custa de significa "com recursos ou
dinheiro de; a expensas de; com o sacrifício de; por meio
de": Vive à custa do irmão; Estudou à custa da
mãe; Só obedece à custa de pancadas.
Custas, no plural, tem um sentido específico na linguagem
jurídica &mdash; "despesas feitas em processo
judicial": O réu foi condenado a pagar as custas do
processo.</p>
]]></description>			<link>http://pre-vestibular.arteblog.com.br/27843/HORA-DA-PALAVRA-Dicas/</link>			<comments>http://pre-vestibular.arteblog.com.br/HORA-DA-PALAVRA--Dicas-02022010-015209-lp-27843.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://pre-vestibular.arteblog.com.br/27843/HORA-DA-PALAVRA-Dicas/</guid>			<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 01:52:09 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Hora da palavra]]></title>			<description><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><span style=
"font-size: 10pt; color: navy; font-family: Arial;">Como se escreve</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: justify;">REZA
A LENDA QUE a origem da expressão à beça, que significa "em grande
quantidade", foi a grande profusão de argumentos utilizados pelo
jurista sergipano Gumersindo Bessa (1849-1923) ao enfrentar Rui
Barbosa em famosa disputa pela independência do território do Acre,
que seria incorporado ao Amazonas.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem
primeiro utilizou a expressão foi Rodrigues Alves (1848-1919),
presidente do Brasil de 1902 a 1906, admirado da eloqüência de um
cidadão ao expor suas idéias: "O senhor tem argumentos à bessa."
Com o tempo, o sobrenome famoso perdeu a inicial maiúscula e os
dois esses foram substituídos pela letra c com cedilha
(ç).</p>
<p style="text-align: justify;">OUTRA VERSÃO é a de que na
época do império, no Rio de Janeiro, havia um comerciante rico
chamado Abessa, que adorava ostentar roupas de luxo. Quando alguém
aparecia fazendo o mesmo, dizia-se que ele estava se vestindo à
Abessa, ou seja, como o comerciante. Assim o termo virou sinônimo
de abundância, exagero.<a href=
"http://intervox.nce.ufrj.br/~edpaes/origem1.htm">http://intervox.nce.ufrj.br/~edpaes/origem1.htm</a>>.</p>
<p style="text-align: justify;">QUEM
CONTOU ESSAS HISTÓRIAS foi o pessoal do Núcleo de Computação
Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro NCE/UFRJ, no
endereço: ]]></description>			<link>http://pre-vestibular.arteblog.com.br/18962/Hora-da-palavra/</link>			<comments>http://pre-vestibular.arteblog.com.br/Hora-da-palavra-02022010-015208-lp-18962.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://pre-vestibular.arteblog.com.br/18962/Hora-da-palavra/</guid>			<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 01:52:08 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[ORTOGRAFIA: Novo acordo ortográfico da língua portuguesa - RESUMÃO]]></title>			<description><![CDATA[<p style="text-align: center;">Clique na imagem para ampliar </p>
<p style="text-align: center;"></p>]]></description>			<link>http://pre-vestibular.arteblog.com.br/233080/ORTOGRAFIA-Novo-acordo-ortogr-fico-da-l-ngua-portuguesa-RESUM-O/</link>			<comments>http://pre-vestibular.arteblog.com.br/ORTOGRAFIA--Novo-acordo-ortogr-fico-da-lingua-portuguesa---RESUMaO-21112009-180057-lp-233080.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://pre-vestibular.arteblog.com.br/233080/ORTOGRAFIA-Novo-acordo-ortogr-fico-da-l-ngua-portuguesa-RESUM-O/</guid>			<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 18:00:57 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[SÍMBOLOS MATEMÁTICOS]]></title>			<description><![CDATA[<p style="text-align: center;">Extraído de WebCalc, em:
 http://www.webcalc.com.br/matematica/simbolos.html</p>
]]></description>			<link>http://pre-vestibular.arteblog.com.br/226648/S-MBOLOS-MATEM-TICOS/</link>			<comments>http://pre-vestibular.arteblog.com.br/SiMBOLOS-MATEMaTICOS-03112009-003528-lp-226648.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://pre-vestibular.arteblog.com.br/226648/S-MBOLOS-MATEM-TICOS/</guid>			<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 00:35:28 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Belzebú e a invenção da Escola: Uma história de Adolphe Ferrière]]></title>			<description><![CDATA[<p style="text-align: center;">Tela
do Artista Plástico Eduardo Lima</p>
<p> </p>
<p style="text-align: center;"><strong>Belzebú e</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>a invenção</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>da Escola</strong></p>
<p style="text-align: center;">
Desenho de Jacob
Ritch</p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: center;"><strong>Uma história de</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Adolphe Ferrière*</strong></p>
<p style="text-align: center;">
www.demainlecole.org</p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: center;">
Desenho de Sandro
Castelli</p>
<p>&ldquo;Queiram ouvir esta
história.</p>
<p>Um belo dia, deu o diabo
uma saltada à terra, e verificou, não sem despeito, que ainda cá se
encontravam homens que acreditassem no bem. Como não falta a
Belzebú um fino espírito de observação, pouco tardou em se
aperceber que essas criaturas apresentavam caracteres comuns: eram
boas, e por isso acreditavam no bem; eram felizes, e por
conseqüências boas; viviam tranqüilas, e por isso eram felizes. O
diabo concluiu, do seu ponto de vista, que as coisas não iam bem, e
que se tornava necessário modificar isto.</p>
<p>E disse consigo: &lsquo;A infância é o porvir da raça;
comecemos, pois, pela infância.'</p>
<p>E apresentou-se perante os
homens como enviado de Deus, como reformador da sociedade.
&lsquo;Deus', disse Belzebú, &lsquo;exige a mortificação da
carne, e é mister começar desde criança. A alegria é pecado. Rir é
uma blasfemia. As crianças não devem conhecer alegrias nem risos. O
amor de mãe é um perigo: afemina a alma dum rapaz; é preciso
separar mãe e filho, para que coisa alguma se oponha à sua comunhão
com Deus. Torna-se necessário que a juventude saiba que a vida é
esforço. Façam-na trabalhar (...); encham-na de aborrecimento. Que
seja banido tudo quanto possa despertar-lhe interesse: só é
proveitoso o trabalho desinteressado; se nele se mistura prazer,
está tudo perdido!'</p>
<p>Eis o que disse o diabo. A
multidão, beijando a terra, exclamou:</p>
<p>- Queremos-nos salvar! Que
devemos fazer?</p>
<p>- Criem a escola.&rdquo;
(...)</p>
<p style="text-align: center;"></p>
<p style="text-align: justify;">* O pedagogo suíço Adolphe Ferrière (1879-1960), foi um
dos nomes mais expressivos do movimento da Educação Nova. Foi
fundador do Bureau International d´Éducation Nouvelle (1899) e um
dos fundadores, juntamente com Pierre Bovet e Edouard Claparède, do
Institut Jean Jacques Rousseau (1912), em Genève. Ajudou a criar,
em 1921, durante o I Congrès Internacional de l´Éducation Nouvelle,
em Calais, na França, a Ligue Internacional pour l`Éducation
Nouvelle. Foi, durante muito tempo, diretor e colaborador da
revista da Ligue, Pour l´ere nouvelle. Esteve, também, a frente dos
trabalhos do Bureau Internacional d´Éducation (criado em 1925).
Ficou conhecido, ainda, por ser o redator dos 30 pontos da Educação
Nova, publicado pela primeira vez no livro de Faria Vasconcelos,
Une École Nouvelle em Bélgique (1915). Escritor de vários ensaios
sobre a Escola Ativa, Ferrière foi, sem dúvida, um sujeito
polêmico, crítico da escola de seu tempo e, também, convicto
defensor dos princípios da Escola Ativa.</p>
<p style="text-align: center;"></p>
<p>Esse texto foi extraído do
trabalho <em>O diabo inventou a
escola? A escola ativa na visão de Adolphe
Ferrière</em>, de Eliane Teresinha
Peres. </p>
<p style="text-align: center;">~~~~~~~~~~~~~~~~~~</p>
<p style="text-align: center;">Apoio
 </p>
]]></description>			<link>http://pre-vestibular.arteblog.com.br/222020/Belzeb-e-a-inven-o-da-Escola-Uma-hist-ria-de-Adolphe-Ferri-re/</link>			<comments>http://pre-vestibular.arteblog.com.br/Belzeb--e-a-invenc-o-da-Escola--Uma-hist-ria-de-Adolphe-Ferriere-22102009-162743-lp-222020.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://pre-vestibular.arteblog.com.br/222020/Belzeb-e-a-inven-o-da-Escola-Uma-hist-ria-de-Adolphe-Ferri-re/</guid>			<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 16:27:43 +0200</pubDate>		</item>	</channel></rss>