<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom">		<title>http://poeta.arteblog.com.br</title>		<id>http://arteblog.com.br/</id>		<link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://poeta.arteblog.com.br/atom.xml" />		<subtitle><![CDATA[O Poeta (António Castro)]]></subtitle>		<rights>Copyright (c) 2006, Hi-pi</rights>		<generator>Hi-pi ATOM generator</generator>		<author>			<name>Hi-pi</name>			<uri>http://poeta.arteblog.com.br</uri>		</author>		<updated>2009-07-04T00:50:32+02:00</updated>		<entry>			<title>Opinião</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>PAUSAS, APRENDIZAGENS E
REGRESSOS</p>
<p><strong>Durante um
ano trabalha-se, têm-se alturas árduas de compromissos, épocas de
cansaço, pontualmente vive-se alguma saturação, em alguns casos
desentendimentos ou rivalidades, visões diferentes dos assuntos que
geram incompreensão e insegurança, momentos de satisfação, horas de
cavaqueio pós-laboral inerente às nossas funções e  sempre
 a vontade de férias.</strong></p>
<p><strong>O trabalho é
salutar, dá-nos objectivos, desgasta-nos, proporciona-nos algum
conforto e rendimentos e, porque produzindo contribuímos para o bem
estar da sociedade em que vivemos, inventaram-se as férias: elas
permitem-nos a necessária pausa para continuarmos a produzir mas
também novo círculo em que a moeda se troca, o emprego se garante e
a economia se sustenta. Para a maioria de nós, sem trabalho não
teríamos rendimentos nem a possibilidade de, pelo menos uma vez no
ano, nos sentirmos donos de nós mesmos: com dinheiro, sem horários,
com tempo para o lazer e para novas
descobertas!</strong></p>
<p><strong>O próprio turismo evoluiu, tornou-se abrangente,
diversificado, contemplando o urbanismo e a natureza, o sossego e o
desporto, a cultura, a própria religião... E o ano de trabalho não
nos parece o mesmo se, por qualquer razão, antevemos um final de
ano sem férias, isto é, sem podermos mudar de ambiente e de
rotinas.</strong></p>
<p><strong>O grande prazer inicia-se quando começamos a
programá-las, a sonhá-las, a torná-las
concretizáveis...</strong></p>
<p><strong>De acordo com os nossos condicionalismos (o dinheiro, a
família, a saúde, ...) lá vamos, com as expetativas ao alto,
erguidas como bandeira nacional, em final
europeia.</strong></p>
<p><strong>Se viajarmos em grupo, o melhor cruzeiro no Bósforo ou
a magnífica Fontana di Trevi só têm verdadeiro
encanto caso as pessoas com quem estamos usem a mesma conotação
linguística ou, pelo menos, demonstrem os mesmos interesses e (ou)
valores / atitudes compartilhados por nós. As férias conjuntas,
como o trabalho diário, acabam por afastar ou aproximar
definitivamente as pessoas.</strong></p>
<p><strong>Há férias (lugares e gentes) que nos tocam tanto como
aqueles professores que marcaram  profunda e definitivamente
- a nossa vida. Outras são para esquecer...</strong></p>
<p><strong>Perante elas, as reacções também estão longe de ser as
mesmas.</strong></p>
<p><strong>Alguns vão de férias e guardam-nas na
alma.</strong></p>
<p><strong>Parte de nós comenta-as, de forma natural e sem
exageros, com quem está mais próximo e</strong></p>
<p><strong>nas devidas proporções de ocasião.</strong></p>
<p><strong>Outros fazem alarido delas: contam episódios, alongam
descrições, exibem compras e indicam preços sem serem questionados.
Há até quem quase obrigue os demais a visualizarem dezenas e
dezenas de fotos, no emprego, e filmes enfadonhos, quando recebem
visitas.</strong></p>
<p><strong>Há quem nunca aprecie totalmente os locais que escolhe:
ou pela falta de qualidade do serviço, ou pelos costumes
incompreensíveis, umas vezes pela limitação dos
hotéis, outras tantas pela deficiente alimentação proporcionada....
Fazem valer a importância que parecem não ter durante o ano:
exigem, chegam sempre tarde, nunca gostam do que lhes é destinado,
deixando a impressão de serem pessoas que saem da rotina poucas
vezes, passando as férias a incomodar todos os outros, tal como
fazem no emprego, tal como fazem na vida!</strong></p>
<p><strong>Enfim, a concretização de férias, como a materialização
dos sonhos, não é ideal. Constitui, isso sim, uma oportunidade. Uma
excelente maneira de conhecermos personalidades e modos de agir e
mais uma forma de aprendermos, se formos
capazes.</strong></p>
<p><strong>Agora que regressámos, a nossa Ilha apresenta-se-nos
ainda mais bonita e parecemos gostar ainda mais
dela.</strong></p>
<p><strong>Poderemos tentar fazer o mesmo com as pessoas,
esquecendo, para isso, algum pequeno dissabor, uma ou outra
incompatibilidade, reencontrando-as com uma certa dose de
tolerância e cortesia: pelo menos, fica-nos a certeza de lhes
termos dado a oportunidade de nos tratarem com o mesmo decoro,
durante o ano preenchido que agora começa. Mas também lhes devemos
fazer sentir a velha máxima de Aristóteles, segundo a qual ninguém
é dono da nossa felicidade e, por isso, não podemos entregar
a nossa alegria, a nossa paz e a nossa vida nas mãos de
ninguém, por muita ternura que nos suscite ou por muito
respeito que nos mereça!</strong></p>
<p></p>
<p><strong>ANTÓNIO CASTRO</strong></p>
<p><strong>(Opinião  Revista Saber</strong></p>
<p><strong><em>Direitos Reservados</em>)</strong></p>
				</div>			</content>			<id>http://poeta.arteblog.com.br/175028/Opini-o/</id>			<link href="http://poeta.arteblog.com.br/175028/Opini-o/" />			<author>				<name>poeta</name>				<uri>http://poeta.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-07-04T00:50:16+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>SOBRE O PORTO - CIDADE...</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><strong>ARTIGO DE OPINIÃO</strong></p>
<p><strong>SABER - MADEIRA</strong></p>
<p><strong><em>(DIREITOS
RESERVADOS)</em></strong></p>
<p><strong>VISITAR E
CONHECER...</strong></p>
<p></p>
<p><strong></strong></p>
<p>É à beira-Douro que a cidade se abraça. O casario
aconchega-se, com medo do frio, o quotidiano acontece em
aproximação tal, que o individual se torna, inevitavelmente, parte
integrante do colectivo.</p>
<p>Os barcos deslizam no rio e um artista de
qualquer rua, talvez Escura, dá alma a um violino. Aquela paisagem
imponente, magnífica e única, contrasta com o vetusto casario,
gasto pelos maus tratos contínuos do tempo...</p>
<p>No pulsar da Cidade, os estrangeiros coram nas
esplanadas, como roupa no estendal, e um falaraz exibicionista fura
a paz e os pensamentos, com acutilâncias de alfinete. Há sempre
alguém que nos invade o silêncio, teimando em impedir que o voo
interior se reflicta no olhar e balance com as ondas, ao encontro
do enleio e do sonho. E esse é um salutar arquivo de energias, que
nos aprovisiona de cores para o confronto com os vários quotidianos
cinzentos, que o futuro (também) trará. Daí a necessidade de
assinalarmos, com sentido proibido, aqueles incómodos de aranha
voraz, que são as recordações do passado e as preocupações do
futuro. São alturas em que a grande questão se coloca no saber
fintar as vielas ardilosas da vida, fincando parêntesis nas
obrigações e nas agruras, assenhoreando-nos do espaço e do tempo
interiores, como a gaivota no azul, que é o tecto do
rio.</p>
<p>E o leito do Douro corre, sem horários ou normas,
preocupações ou juízos...</p>
<p>Perante o dever e a vida em sociedade, de vez em
quando é bom não estar, para se poder ser, saboreando a essência em
golinhos miúdos.</p>
<p>As gentes multiplicam-se, nas esplanadas e nos
graníticos edifícios, que o turismo conserva. Uma placa assinala o
Postigo do Carvão, sobrevivente da muralha fernandina do século
XIV. Uma turista galga a pedra e esmera a pose, para o fotógrafo
amado. Por fim, um qualquer relógio há-de cortar o devaneio e a
subida revelar-se-à inevitável, até ao real, até ao coração da
Cidade.</p>
<p>Lá em cima, quando o Porto se afasta do rio e
depois da zona central, com o principal comércio e serviços, o
crescimento vai-se estendendo em particularidades e dicotomias: da
Boavista - enriquecida por vivendas bonitas e andares de luxo - às
Antas e à Foz, onde o mar apetece, mas também ao Aleixo e ao Cerco,
bairros problemáticos da Cidade.</p>
<p>As urbes são o espelho dos cidadãos, tal como as
casas constituem a principal marca das gentes na paisagem. Há
partilhas patrimoniais que transformam vivendas em esqueletos
degradados, comportamentos que geram sujidade e desleixo,
disfunções sociais que são raiz de violência. Há burlices
descaradas, pobreza envergonhada e dramas que corroem em
silêncio.</p>
<p>Entretanto, o trânsito entope. Uma funcionária
fecha a loja e corre. Um adolescente, diante de um espelho na
montra, põe todo o drama de vida nas borbulhas. Nesse preciso
instante, acontecem novos amores e vários divórcios, uns nascem e
outros morrem, os acontecimentos deslizam como barcos...</p>
<p>Como é importante que os turistas não digam
"conheço o Porto", se apenas forem à Cidade sem o tempo necessário
para lhe interiorizarem a azáfama, os odores e o colorido. Como é
bom os seres saberem parar, para medirem à urbe o borbulhar e, ao
seu eu, a pulsação.</p>
<p>O que realmente importa, é que cada um não se
limite a passar apenas pelos dias, como o combóio na ponte, rumo ao
seu destino inevitável.</p>
<p></p>
<p>ANTÓNIO CASTRO</p>
				</div>			</content>			<id>http://poeta.arteblog.com.br/157024/SOBRE-O-PORTO-CIDADE/</id>			<link href="http://poeta.arteblog.com.br/157024/SOBRE-O-PORTO-CIDADE/" />			<author>				<name>poeta</name>				<uri>http://poeta.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-05-21T04:21:11+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Festival da Canção Infantil da Madeira</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><strong><em>Teve lugar o 28.º Festival da Canção
Infantil.</em></strong></p>
<p><strong><em>Participo, como Autor, desdeo
7.º Festival. Estreei-me com «A Escola» - Canção vencedora
absoluta.</em></strong></p>
<p><strong><em>Este ano,voltei, como Autor da
Letra, a integrar o Evento. Foram2
asCanções:</em></strong></p>
<p><strong><em>- «Um Marciano na
Ilha»</em></strong></p>
<p><strong><em>- «A Magia da
Leitura».</em></strong></p>
<p><strong><em>Sobre o Festival e a minha recente
participação, dar-vos-ei conta, em breve.</em></strong></p>
<p><strong><em>Ao Futuro!</em></strong></p>
				</div>			</content>			<id>http://poeta.arteblog.com.br/147410/Festival-da-Can-o-Infantil-da-Madeira/</id>			<link href="http://poeta.arteblog.com.br/147410/Festival-da-Can-o-Infantil-da-Madeira/" />			<author>				<name>poeta</name>				<uri>http://poeta.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-04-21T02:05:44+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Sonoridades Especiais...</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">								</div>			</content>			<id>http://poeta.arteblog.com.br/145467/Sonoridades-Especiais/</id>			<link href="http://poeta.arteblog.com.br/145467/Sonoridades-Especiais/" />			<author>				<name>poeta</name>				<uri>http://poeta.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-04-15T01:00:54+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>(3.º) «Fidelis Award»</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><strong><em>Numa gentileza de:
http://escritanaonda.arteblog.com.br!</em></strong></p>
<p><strong><em>Obrigado
e...</em></strong></p>
<p><strong><em>Ao
Futuro!</em></strong></p>
				</div>			</content>			<id>http://poeta.arteblog.com.br/138881/3-Fidelis-Award/</id>			<link href="http://poeta.arteblog.com.br/138881/3-Fidelis-Award/" />			<author>				<name>poeta</name>				<uri>http://poeta.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-03-23T02:45:19+01:00</updated>		</entry></feed>