<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0">	<channel>		<title>[arteblog.com.br] ospensadores : <![CDATA[Os pensadores]]></title>		<link>http://ospensadores.arteblog.com.br</link>		<description><![CDATA[Os pensadores]]></description>		<language>br</language>		<copyright>Copyright (c) 2006, Hi-pi</copyright>		<generator>Hi-pi RSS 2.0 generator</generator>		<docs>http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss</docs>		<pubDate>Thu, 08 Nov 2007 15:18:18 +0200</pubDate>		<item>			<title><![CDATA[EUGÊNIO PACELLY ALVES]]></title>			<description><![CDATA[Eu me apresento a vocês como
alguém que gosta de escrever. Sou um animal pelas obras e as
dramaturgias de William Shakespeare.]]></description>			<link>http://ospensadores.arteblog.com.br/29914/EUGENIO-PACELLY-ALVES/</link>			<comments>http://ospensadores.arteblog.com.br/EUGeNIO-PACELLY-ALVES-20102007-154240-lp-29914.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://ospensadores.arteblog.com.br/29914/EUGENIO-PACELLY-ALVES/</guid>			<pubDate>Sat, 20 Oct 2007 15:42:40 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[RISOS]]></title>			<description><![CDATA[RISOS

 
<p>Desde que deixei a sala, os
ruídos dentro dela me acompanham pelo corredor. Continuo
ouvindo o riso dos meninos, um riso feito para mexer comigo, um
riso um tanto forçado e de tal sorte desnecessário
que tornou-se engraçada a intenção deles e,
por assim ser, o riso reinventou-se forte, gótico,
hilariante.
Ainda na sala, a
audição ao vivo desse riso era compartilhada, vivida,
já no corredor o riso se torna eco de memória,
lembrança a ser fotografada para futuras
reminiscências ("ah!... aquele dia em que vocês riram
tanto...").</p>
<p>Ri-me um pouco
também, um riso silencioso, apenas denotado no espelho do
quarto que, quando flagrado, tornou-se um riso de mim mesmo, o riso
do meu riso, tornado sardônico quando feito público,
assim dessa maneira.</p>
<p>Repentinamente se apossa de
mim um sentimento de saudade.
Uma saudade mórbida,
chorosa. Saudade do presente, desse exato, desse referente, dessa
coisa que quero eternizada, ecoando a cada instante de meus
momentos mais soltos.
Devo vive-los enquanto ainda
resta alguma facilidade no riso dos meninos, enquanto ainda riem
comigo de minhas estórias mentirosas e de minhas
performances burlescas.</p>
<p>"Uma vez, quando viajava
por todos os mares...." ... "havia um príncipe árabe
que tinha um reino..." ... "... assim aprendi, com o maior cuca do
mundo, a cozinhar essas maravilhas..." ... "...vocês sabiam
que existem números mágicos para fazer
crianças dormirem?..." ... "... respeitável
público!!!..." ... "... façam qualquer pergunta: eu
sei todas as respostas!..." ... "... agora vou cantar essa
música em árabe!..." ...
Não ouço mais o
riso dos meninos.
Acho que
adormeceram.</p>
<p> </p>
<p align="center"><strong>Eugênio Pacelly Alves</strong></p>


]]></description>			<link>http://ospensadores.arteblog.com.br/29913/RISOS/</link>			<comments>http://ospensadores.arteblog.com.br/RISOS-20102007-154011-lp-29913.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://ospensadores.arteblog.com.br/29913/RISOS/</guid>			<pubDate>Sat, 20 Oct 2007 15:40:11 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[JANELA ABERTA]]></title>			<description><![CDATA[<p align="center"><strong>Janela
aberta</strong></p>


<p>
<strong> </strong></p>


<p style="margin-left: 30px; margin-right: 15px" align="justify">
Q<span style=
"background-color: #000000">uando ela saia era o sinal, festa de
alegria, saia, vento e sol.</span></p>
<p style="margin-left: 30px; margin-right: 15px" align="justify">
<span style=
"background-color: #000000">Andava  na rua com seus iguais,
linda, bela como a estação da primavera em dias
ancestrais.</span></p>
<p style="margin-left: 30px; margin-right: 15px" align="justify">
<span style=
"background-color: #000000">Dançava o caminho num
balanço azul, pássaros no ninho entoavam
blues.</span></p>
<p style="margin-left: 30px; margin-right: 15px" align="justify">
<span style=
"background-color: #000000">Seu salto plataforma a enganar,
doutores, senhoras, invejosas más.</span></p>
<p style="margin-left: 30px; margin-right: 15px" align="justify">
<span style=
"background-color: #000000">Homens de gravata, de shorts, nus, viam
maravilhas na luz do seu riscar, enquanto que o tempo deixava
passar.</span></p>
<p style="margin-left: 30px; margin-right: 15px" align="justify">
<span style=
"background-color: #000000">Virou uma esquina e o meu olhar, entrou
na condução que nem vi chegar.</span></p>
<p style="margin-left: 30px; margin-right: 15px" align="justify">
<span style=
"background-color: #000000">Era todo dia, mesmo frisson, ela,
linda, imediata.</span></p>
<p style="margin-left: 30px; margin-right: 15px" align="justify">
<span style=
"background-color: #000000">Passaram semanas, dias mais, nunca mais
se viu a deusa passar.</span></p>
<p style="margin-left: 30px; margin-right: 15px" align="justify">
<span style=
"background-color: #000000">Todos que sonhavam, sem conformar,
indagavam serenatas.</span></p>
<p style="margin-left: 30px; margin-right: 15px" align="justify">
<span style=
"background-color: #000000">Uma lenda viva tomou lugar, contando
histórias sobre o que esperar, da deusa senhora, do seu
caminhar.</span></p>
<p style="margin-left: 30px; margin-right: 15px" align="justify">
<span style=
"background-color: #000000">Disseram que ela se apaixonou por algum
pirata que zarpou, ou então que ela caiu no mar, porque
tinha sonhos e tudo se acabou.</span></p>
<p style="margin-left: 30px; margin-right: 15px" align="justify">
<span style=
"background-color: #000000">Pode ser que ela fosse de lá,
onde a fantasia cria o que sonhar.</span></p>
<p style="margin-left: 30px; margin-right: 15px" align="justify">
<span style=
"background-color: #000000">Mas meu sentimento não quis
assim, abri a janela, esperei o fim.</span></p>
<p style="margin-left: 30px; margin-right: 15px" align="justify">
<span style=
"background-color: #000000">Anos se passando e eu ali, lembrando da
deusa que um dia eu vi.</span></p>
<p style="margin-left: 30px; margin-right: 15px" align="justify">
<span style=
"background-color: #000000">Hoje sou um homem com seus sinais,
prata nos cabelos, sonhos imortais.</span></p>
<p style="margin-left: 30px; margin-right: 15px" align="justify">
<span style=
"background-color: #000000">Todos já se foram, coisas
naturais, eu aqui sozinho a lembrar.</span></p>
<p style="margin-left: 30px; margin-right: 15px" align="justify">
<span style=
"background-color: #000000">Filhos dos meus filhos, vem sempre ter,
com o vô que espera, sem ter mesmo
quê.</span></p>
<p style="margin-left: 30px; margin-right: 15px" align="justify">
<span style=
"background-color: #000000">Eu conto a história, como ela se
deu, recebo seus beijos de carinho ateu, pensam que uma lenda
pode  me assustar.</span></p>
<p style="margin-left: 30px; margin-right: 15px" align="justify">
<span style=
"background-color: #000000">Nunca digo nada a mais ninguém
pois será mentira ser for mais além, ontem eu a vi
perto  de uma catedral,  dobrando a esquina, saia, vento
e sol.</span></p>
<p> </p>
<p align="center"><strong>Eugênio Pacelly Alves</strong></p>
]]></description>			<link>http://ospensadores.arteblog.com.br/29912/JANELA-ABERTA/</link>			<comments>http://ospensadores.arteblog.com.br/JANELA-ABERTA-20102007-153854-lp-29912.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://ospensadores.arteblog.com.br/29912/JANELA-ABERTA/</guid>			<pubDate>Sat, 20 Oct 2007 15:38:54 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[ENCONTRO PEDAÇOS DE MIM...]]></title>			<description><![CDATA[<p align="center">Encontro pedaços de mim pela casa </p>
<p></p>
<p style="margin-left: 30px; margin-right: 15px" align="justify">

Encontro pedaços de mim espalhados. </p>
<p style="margin-left: 30px; margin-right: 15px" align="justify">
Há
braços de mim sobre a cama, pernas minhas atrás da
porta, minha pele descansa no armário e minha cabeça
dorme, sobre um travesseiro antigo. </p>
<p style="margin-left: 30px; margin-right: 15px" align="justify">
Minha alma deve estar
em algum lugar escondido ou vagueando vagabundamente pelos quartos
esquecidos, onde deixei juventudes velhas, de uso. </p>
<p style="margin-left: 30px; margin-right: 15px" align="justify">
Minha alma ainda
é criança, jovem demais para a quietude adulta do meu
descontentamento. </p>
<p style="margin-left: 30px; margin-right: 15px" align="justify">
Muitas vezes a
surpreendo trepada no telhado, chupando o dedo e fazendo caretas
para os passantes. </p>
<p style="margin-left: 30px; margin-right: 15px" align="justify">
Outras vezes a
descubro olhando pelo buraco de fechadura das casas vizinhas,
perscrutando intimidades, rindo-se à toa. </p>
<p style="margin-left: 30px; margin-right: 15px" align="justify">
Muitas das vezes a
encontro compenetrada, lendo meus livros fora de moda, lendo coisas
antigas que construíram muitas das partes de mim e
destruíram outras, trancada na biblioteca que nem mais
visito. Minha alma gosta de reconstruir alegorias. </p>
<p style="margin-left: 30px; margin-right: 15px" align="justify">
E eu a repreendo e
ela some. </p>
<p> </p>
<p align="center"><strong>Eugênio Pacelly Alves</strong></p>
]]></description>			<link>http://ospensadores.arteblog.com.br/29911/ENCONTRO-PEDACOS-DE-MIM/</link>			<comments>http://ospensadores.arteblog.com.br/ENCONTRO-PEDAcOS-DE-MIM----20102007-153741-lp-29911.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://ospensadores.arteblog.com.br/29911/ENCONTRO-PEDACOS-DE-MIM/</guid>			<pubDate>Sat, 20 Oct 2007 15:37:41 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[MIXAGEM LITERÁRIA]]></title>			<description><![CDATA[Mixagem
Literária (crônica de
adeus)
<div style="margin-left: 2em">
 </div>
<p style="margin-left: 30px; margin-right: 30px" align="center">
"Farpas, farpas.... apenas farpas....
Saio dessa facilzinho... Quem pensa que é o quê, nesse
equinócio de gente burra que, de certa forma, me afeta
até os ovos?"...
 </p>
<p style="margin-left: 20px; margin-right: 15px" align="justify">

Pensei eu assim a noite
inteira, depois daquele banho de cuia (falta água nessa
cidade ameaçada) que me deixou feliz e com lembranças
mornas da infância, quando tomava banho de cuia pela
necessidade.</p>
<p style="margin-left: 20px; margin-right: 15px" align="justify">
Depois da cuia &ndash; o
banho &ndash; aclarei mais as idéias, revi papéis
que jaziam incandescentes sobre a mesa e os fui amarrotando,
amarrotando, com prazer orgástico.</p>
<p style="margin-left: 20px; margin-right: 15px" align="justify">
Pensei: Bolas! São meus
amigos e, afinal, nada na vida é tão rude assim que
impeça que aceitemos nossos amigos exatamente do
jeitão que eles são: eles mesmos.</p>
<p style="margin-left: 20px; margin-right: 15px" align="justify">
Fiquei feliz comigo e imaginei
coisas de alegrar.</p>
<p style="margin-left: 20px; margin-right: 15px" align="justify">
Escrevi num rascunho coisinhas
bonitas para dizer a todos, copidesquei frases prontas de autores
nobres, consagrados, pertinentes ao tema da amizade, fucei livros
velhos e tossi como um condenado com seu pó, desenhei flores
de próprio punho, já que flores escaneadas,
decalcadas, seriam um insulto à sensibilidade de todos e
que, de certa forma, meu risco rasgado e mal proporcionado lhes
daria um pouco de mim, algo do carinho que me consumia
repentinamente... aqueles otários!</p>
<p style="margin-left: 20px; margin-right: 15px" align="justify">
Ah!... meus amigos!... Como
é tolo esse momento de constatação. Nos
tornamos vulneráveis ao primeiro choro por qualquer coisa,
viajamos em maioneses as mais sutis e desembocamos num
palavrório sem sentido, que nada diz da coisa interna que
nos impulsiona uns aos outros.</p>
<p style="margin-left: 20px; margin-right: 15px" align="justify">
Vasculhei meus arquivos e ri
muito de tantas e tantas palavras soltas, de tantos e tantos versos
loucos, de zilhões de sandices que escrevi a eles, tentando
cutucá-los e fustiga-los ao debate mais acalorado, pois o
calor das coisas vivas reverbera o íntimo e aquece o
coração.</p>
<p style="margin-left: 20px; margin-right: 15px" align="justify">
Mas que bobagem foi essa, a
nos ditar normas de afastamento?</p>
<p style="margin-left: 20px; margin-right: 15px" align="justify">
Que direito é esse de
desamigar-mo-nos tão facilmente?</p>
<p style="margin-left: 20px; margin-right: 15px" align="justify">
Percorri os labirintos da rede
ao encalço de todos e de cada um. Não encontrei
ninguém, ou melhor, os encontrei a todos mas sem corpo,
lenitivo, tão saudosos.</p>
<p style="margin-left: 20px; margin-right: 15px" align="justify">
Toda discórdia
pressupõe alguma concordância em algum ponto no
infinito, senão tanto, estabelece a grandiosa possibilidade
de coexistência entre todos os sim e todos os não da
palavra, essa coisa perigosa que habita nossa mente, trafega por
neurônios aparvalhados e desencarna na ponta de dedos
atônitos, ávidos por um reconhecimento qualquer, um
sinal, uma fagulha que repentinamente nos cruze os olhos e
sensibilidade.</p>
<p style="margin-left: 20px; margin-right: 15px" align="justify">
Assassinaram o camarão
dessa história virtual, por nada.</p>
<p style="margin-left: 20px; margin-right: 15px" align="justify">
Peguei o meu bonezinho, pus
minha viola no saco, procurei a minha tchurma e vi que, na
solidão da noite medonha, o coração ainda
palpitava megabytes de sonhos.</p>
<p> </p>
<p align="center"><strong>Eugênio Pacelly Alves</strong></p>
]]></description>			<link>http://ospensadores.arteblog.com.br/29909/MIXAGEM-LITERARIA/</link>			<comments>http://ospensadores.arteblog.com.br/MIXAGEM-LITERaRIA-20102007-153616-lp-29909.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://ospensadores.arteblog.com.br/29909/MIXAGEM-LITERARIA/</guid>			<pubDate>Sat, 20 Oct 2007 15:36:16 +0200</pubDate>		</item>	</channel></rss>