<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom">		<title>http://luisalonsoocoteatro.arteblog.com.br</title>		<id>http://arteblog.com.br/</id>		<link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://luisalonsoocoteatro.arteblog.com.br/atom.xml" />		<subtitle><![CDATA[Luis Alberto Alonso]]></subtitle>		<rights>Copyright (c) 2006, Hi-pi</rights>		<generator>Hi-pi ATOM generator</generator>		<author>			<name>Hi-pi</name>			<uri>http://luisalonsoocoteatro.arteblog.com.br</uri>		</author>		<updated>2007-11-07T02:49:30+01:00</updated>		<entry>			<title>Son Pra Bahia</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><span>Vim-me para a
Bahia</span><span>a</span></p>
<p><span>amostrar meu <em>son
cubano</em></span></p>
<p><span>E fiquei impressionado</span></p>
<p><span>Pelo que aqui
existia.</span><span></span></p>
<p><span>A dana, a
melodia</span></p>
<p><span>de um querido povo
irmo</span></p>
<p><span>que me mostrava sua
mo</span></p>
<p><span>de musica e
poesia.</span></p>
<p><span></span><span>Acaraje no
tabuleiro</span></p>
<p><span>Vatapa no
papelzinho.</span></p>
<p><span>O aipim no cafezinho</span></p>
<p><span>E tudo ao som do
pandeiro.</span></p>
<p><span></span><span>Ate a quinta
sinfonia</span></p>
<p><span>Ja me soava
estranha</span></p>
<p><span>Pois ao descobrir as
manhas</span></p>
<p><span>E as riquezas da Bahia</span></p>
<p><span>Ja nada porem
existia</span><span>de ruim</span></p>
<p><span>Na minha cidade
estranha.</span><span></span></p>
<p><span>Andei e andei decidido</span></p>
<p><span>Para assim seguir
olhando</span></p>
<p><span>A capoeira
danando</span></p>
<p><span>berimbau no meu
ouvido.</span><span></span></p>
<p><span>E os orixas que me
falam</span></p>
<p><span>Nos cultos do
Candomble</span></p>
<p><span>Que Umbanda veio depois</span></p>
<p><span>E as brigas que
ralaram.</span><span></span></p>
<p><span>Mas aqui no acaba o
tranco</span></p>
<p><span>Um detalhe
importantissimo</span></p>
<p><span>e o esbelto e
belissimo</span></p>
<p><span>Itapoa vermelho e
branco.</span><span></span></p>
<p><span>E das festas nem se
falam</span></p>
<p><span>Elas existem sozinhas</span></p>
<p><span>Pois carnaval na cozinha</span></p>
<p><span>trios eletricos se
instalam.</span><span></span></p>
<p><span>O baiano e
preguioso!</span></p>
<p><span>Tem quem diz por
ai</span></p>
<p><span>Mas no esquente sua
cabea,</span></p>
<p><span>tambem veio do
tupi.</span><span></span></p>
<p><span>Eu no sei como
acabar</span></p>
<p><span>este <em>son cubano</em>
inteiro</span></p>
<p><span>pois tanto ha pra
falar</span></p>
<p><span>do terreiro do pandeiro!</span></p>
<p><span></span><span>Caetano, Bethaninha,</span></p>
<p><span>Gal Costa e Gilberto
Gil,</span></p>
<p><span>Ate a mesma
Simone</span><span>diz</span></p>
<p><span>que ela veio
daqui.</span><span></span></p>
<p><span>Dorival com seu Caymi,</span></p>
<p><span>e a bela prosa ardente</span></p>
<p><span>Olhando no sol bem
quente</span></p>
<p><span>decifrava sua fonia</span></p>
<p><span>que depois de alguns
anos</span></p>
<p><span>eram hinos da
Bahia.</span><span></span></p>
<p><span>Ainda falta o
forro,</span></p>
<p><span>os bois, So
Joo,</span></p>
<p><span>enfim</span></p>
<p><span>Que e loucura o que eu
vejo</span></p>
<p><span>nas lavagens do
Bomfim.</span><span></span></p>
<p><span>Ate o prefeito se
instala</span></p>
<p><span>nesta cultura
maluca.</span></p>
<p><span>Pregando os evangelhos</span></p>
<p><span>para alimentar muvuca.</span></p>
<p><span>E ent</span> mundo
vota</span></p>
<p><span>e ele sai vencedor</span></p>
<p><span>Aqui o mundo esta em
joelhos.</span></p>
<p><span>Ai! Onde estas meu
Sr?</span><span></span></p>
<p><span>Vou fechar este romance</span></p>
<p><span>porque o tempo no me
alcana</span></p>
<p><span>para botar na
balana</span></p>
<p><span>o baiano com seus
transes.</span><span></span></p>
<p><span>Vim-me aqui a
Bahia</span></p>
<p><span>a mostrar meu <em>son
cubano</em></span></p>
<p><span>mas a paixo ja
existia</span></p>
<p><span>e fiquei na
contramo.</span></p>
<p></p>
<p><span>Luis Alberto
Alonso/</span><span>Versos scritos para umamonografia de
Antropologia/ UFBA.2005</span></p>
				</div>			</content>			<id>http://luisalonsoocoteatro.arteblog.com.br/29709/Son-Pra-Bahia/</id>			<link href="http://luisalonsoocoteatro.arteblog.com.br/29709/Son-Pra-Bahia/" />			<author>				<name>luisalonsoocoteatro</name>				<uri>http://luisalonsoocoteatro.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2007-10-19T04:05:33+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Comedia do Fim</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<span>
Extraido de uma pesquisa feita da Vida
e Obra de Luiz Marfuz. Incluindo a seguinte critica ao
espetaculo Comedia do
Fim.</span>
<p>Ja no ano <strong>2003</strong>, sendo considerado
um dos maiores e mais comprometidos homens de teatro da Bahia, Luiz
Marfuz e convidado como diretor ao Nucleo do TCA e se
entrega novamente aos braos de Becket. Esta vez escolhe
cinco peo, Improviso
em Ohio, Fragmentos de teatro I,
Comedia e Catastrofe, so
os cinco textos que traduzidos por Cleise Mendes e tendo a sua
consultoria dramaturgica, Luiz Marfuz<span></span>
monta <strong>Comedia do Fim</strong> e expe
as cenas reais de nossas vidas no porem menos
estranhas do que Beckett costuma tratar as suas peas. Uma
sorte de risco e ousadia leva ao diretor transitar no escuro onde
se defronta constantemente com as verdades que os atores revelam.
No de cenas, mas saltos
dramaticos, que no absurdo de Beckett prova a nossa
propria existencia.</p>
<p><span></span> Posso me deter
com humilde atena,
porque foi o elo, como expliquei no meu prologo, que fez que
me apaixonasse pelo trabalho do tal
Marfuz.</p>
<p><span></span> Hebe Alves na sua
escura no porem menos instigante boca, Frieda Gutmann com
sua expresso aparentemente inacabada que da a
sensao do renascer do ator cada dia no palco, e os
restantes anjos que flutuam na cena apresentados por
Urias Lima, Andre Tavares, Ipojucan Dias, Marcos Machado,
Luiz Pepeu e Zeca de Abreu, fazem questo
de<span></span> cintilar as propostas do diretor. Elenco
sensivel esse! Que torna um universo to
controvertido em carne tremula, arrepio de sentir que:
eu no sou a pessoa que vivencia esta
catastrofe. Eu no fui
convidado ao improviso..., como espectador, de
fragmentos... que refletem numa dura
comedia que e a
catastrofe da minha vida. E
imperdoavel quem no tenha assistido Comedia
do Fim. Voce esta a beira do abismo e
no sabe que em qualquer momento as pedras detidas
comeam a rolar e voce se precipita,
cai.</p>
<p><span></span> A insuspeitada
luz que desce ate o altar da representao
guiada pela mo de Irma Vidal, a inerente trilha sonora e
composio
existir pela sua coerencia com o debate
cenico e os demais colaboradores tecnicos do
espetaculo fazem muito mais consequente o mundo de
Marfuz com o cosmos de Beckett.</p>
<p><span></span> Experiencia
louvavel Marfuz! Voce desfaz o perene mito de que
nosso teatro moderno, pos-moderno, ou como quer que chamem
os estudiosos das artes, no assume ideias profundas
ou que no faz refletir ao espectador. Voce e
um dentre os tantos que lutam pela criao, pela
novidade, pelo risco. Obrigado por Comedia do Fim, Obrigado por
tantos espetaculos que renovam o nosso teatro
contemporaneo. Obrigado por trazer de volta Brecht, Beckett e
tantos outros que voce vai descobrir na sua longa estrada.
Obrigado por nes aos que querem
monopolizar o teatro com estilos arcaicos e anacronicos.
Obrigado pela sua persistencia, por estar, por
ser.</p>
<p></p>
<p>E Ponto Final.</p>
<p><em>Luis Alberto Alonso.</em></p>
				</div>			</content>			<id>http://luisalonsoocoteatro.arteblog.com.br/29707/Comedia-do-Fim/</id>			<link href="http://luisalonsoocoteatro.arteblog.com.br/29707/Comedia-do-Fim/" />			<author>				<name>luisalonsoocoteatro</name>				<uri>http://luisalonsoocoteatro.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2007-10-19T03:20:27+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>A Presunção do Singelo.</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p></p>
<span>A Presuno do
Singelo.</span>
<p>Bem la, na parte anterior da
plateia, quase que acima do palco do Xisto Bahia, estava eu,
querendo desfrutar de uma das peas de teatro mais
interessantes dos ultimos tempos, O Sapato do Meu
Tio.</p>
<p></p>
<p>O Sapato do meu Tio e
um espetaculo que, segundo o programa de mo que
repartem na entrada do teatro, fala sobre um palhao que
viaja com seu sobrinho numa carroa, ganhando dinheiro...,
com fome..., mostrando a vida..., em fim..., e o sapato e um
elemento sugestivo, ou mais bem, incidental, quase que um pretexto,
mas no e isso do que pretendo falar.</p>

<p>No estou interessado agora na
historia que se conta, porque acho que ha algo mais
importante por detras dela e e o que faz que o
espectador fique prendido a um longo
espetaculo, de quase duas horas sem ver passar o tempo. Esse
algo esta praticamente vinculado a singeleza da
carroa, a singeleza dos elementos, a
singeleza dos atores e a equipe tecnica. Magistralmente
interpretado por uma das figuras mais representativas do atual
teatro baiano, Lucio Tranchesi, e seu parceiro <span>
Alexandre Luis Casali</span>,
n e dirigido por
Joo Lima, mostram essa historia, carregados de leveza e
ternura, quase que uma viagem pelo leve sorriso e a paz que
pressupo da pobreza e o jeito de
se ganhar a vida.</p>

<p>Ha algo de sabio na
construo da historia e dos personagens.O fato de se
propor no articular palavra alguma, colocando-nos naquela
posio do espectador que assiste um verdadeiro
<em>show</em> de silencio organico, explorando um universo
silencioso carregado de falas invisiveis e de partituras
corporais que executam um verdadeiro concerto. Vale a pena
ressaltar o trabalho corporal dos atores. No aquele da
acrobacia nem a dana, mas do que corporalmente eles nos
des dos seus personagens. As
suas mascaras mostram o que essencialmente eles so nas suas
vidas e narram suas historias sem muito esforo.</p>

<p>O trabalho que corresponde ao diretor
e o mais dificil, ircosturando as partes da
maquinaria. E a construo do andaime que
suporta a bela historia e a maneira em que e contada.
E a mo do diretor da orquestra que mostra a
conjuno dos timbres escolhidos.</p>

<p>Joo Lima nos mostra
ento, sem cenario
altamente elaborado, sem um espetaculo de luzes nem sonoro,
ate sem falas, que para construir essa linda canoa que
e o nosso teatro precisamos somente de sentimento e
raa, e claro esta, de ousados atores.
<span></span></p>

<p>Muito obrigado a essa equipe pela viagem
aos sentimentos do ser humano, que em fim e o que nos
interessa em nossos dias, mais que uma forma altamente elaborada ou
imitadora dos modelos antigos europeus, norte-americanos, sei
la... Vamos construir um novo teatro, o nosso, aquele que
no seja atacado por ser altamente <em>besteirol</em> ou
catalogado erroneamente por algum Nome, de Circo
Modernista. Aquele que fale de nos e para nos da
maneira mais linda possivel.</p>
<p>O Sapato do meu Tio diz
muito desde o silencio. E mostra presunosamente sua bela
singeleza.</p>

<p>E Ponto Final.</p>
<span>Luis Alberto Alonso.</span><span>12 de maro de 2006.</span>
<p></p>
				</div>			</content>			<id>http://luisalonsoocoteatro.arteblog.com.br/29706/A-Presuncao-do-Singelo/</id>			<link href="http://luisalonsoocoteatro.arteblog.com.br/29706/A-Presuncao-do-Singelo/" />			<author>				<name>luisalonsoocoteatro</name>				<uri>http://luisalonsoocoteatro.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2007-10-19T03:05:19+01:00</updated>		</entry></feed>