<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0">	<channel>		<title>[arteblog.com.br] luisaartesaartebrasil : <![CDATA[LUÍSA ARTÈSA _ Arte, Literatura e Poesia]]></title>		<link>http://luisaartesaartebrasil.arteblog.com.br</link>		<description><![CDATA[LUÍSA ARTÈSA _ Arte, Literatura e Poesia]]></description>		<language>br</language>		<copyright>Copyright (c) 2006, Hi-pi</copyright>		<generator>Hi-pi RSS 2.0 generator</generator>		<docs>http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss</docs>		<pubDate>Thu, 01 Jan 2009 21:33:04 +0200</pubDate>		<item>			<title><![CDATA[FELIZ ANO DE 2009!!!]]></title>			<description><![CDATA[<p><strong>A todos os meus amigos e
visitantes eu desejo o melhor neste ano de 2009, e que durante todo
este ano possamos cultivar nossa amizade como uma plantinha, que
cresce a cada dia, para transformar-se em uma frondosa árvore,
produzindo excelentes frutos!!</strong></p>
<p><strong>Um beijo carinhoso a
todos!!  </strong></p>
<p> </p>
]]></description>			<link>http://luisaartesaartebrasil.arteblog.com.br/117350/FELIZ-ANO-DE-2009/</link>			<comments>http://luisaartesaartebrasil.arteblog.com.br/FELIZ-ANO-DE-2009----01012009-213304-lp-117350.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://luisaartesaartebrasil.arteblog.com.br/117350/FELIZ-ANO-DE-2009/</guid>			<pubDate>Thu, 01 Jan 2009 21:33:04 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[CAMINHOS INDELÉVEIS _ CAP 7]]></title>			<description><![CDATA[<p><strong>"CAMINHOS INDELÉVEIS" _
CAP.7</strong></p>
<p><strong>"REVELAÇÕES"</strong></p>
<p><strong> A viagem
transcorria em total silêncio. Apenas o ronco do motor, e sons
provenientes das aves que emitiam sons guturais ao sobrevoar os
caminhos à frente. Eu não estava querendo falar, isto daria uma
intimidade que eu estava tentando evitar a todo
custo.</strong></p>
<p><strong> </strong><strong>Pessoas em minha vida haviam sido
a razão pela qual tinha deixado meu conforto para trás, e eu já
havia aprendido a desenvolver uma proteção natural contra
elas.</strong></p>
<p><strong> Um contato ou
uma amizade mais estreita em um lugar como aquele, onde só vemos
trabalho árduo feito muitas vezes debaixo de estruturações
precárias, doença, sofrimento, desunião, racismo, fome, e outras
coisas desagradáveis, entre um homem e uma mulher que teriam de
passar obrigatóriamente a maior parte de seu tempo juntos, poderia
correr o risco de uma nova vertente de relacionamento. O
relacionamento que eu não buscava, do qual eu desejava
distância...</strong></p>
<p><strong>_ Por quê não fala?
Vai ficar a viagem inteira muda? Ainda temos muita
estrada.</strong></p>
<p><strong>_ Estou admirando a
paisagem...é mais ou menos o que</strong>
<strong>víamos nos
filmes...(risos) Até zebras já vi passar! Só me faltam os
rinocerontes...</strong></p>
<p><strong>_Shhh!! _ fez ele.
_ Está louca? Eles escutam...e aí aparecem e teremos de parar de
novo! Assim só chegaremos no dia seguinte! _
brincou.</strong></p>
<p><strong>_ Ah! Está
bem..._entrei na brincadeira. _ Eu vou tomar mais cuidado...vai que
não os rinocerontes, mas os leões me
escutam...</strong></p>
<p><strong>_Agora enlouqueceu
de vez! _ e começou a rir, batendo as mãos no
volante.</strong></p>
<p><strong>Voltamos a ficar
quietos de repente...os minutos que ficamos em silêncio pareceu uma
eternidade quando ele os quebrou com a seguinte
pergunta:</strong></p>
<p><strong>_ O que deixou para
trás? Família, namorado, noivo,
marido...?</strong></p>
<p><strong> Eu preferia
não entrar neste assunto, mas sei que seria inevitável um dia...e
ali começavam ou terminavam todas as minhas
precauções.</strong></p>
<p><strong>_Acho que o que
deixei para trás não era muito importante...se fosse, eu não teria
deixado, não acha?
Sem tirar os olhos da estrada, fez um meneio com a cabeça e
disparou:</strong></p>
<p><strong>_Penso exatamente o
contrário. O que deixou para trás,</strong>
<strong>deixou porque era
importante, e precisava de ajustes, mas, como não dependia de você
mesma ajustar, preferiu abandonar.</strong></p>
]]></description>			<link>http://luisaartesaartebrasil.arteblog.com.br/105419/CAMINHOS-INDELEVEIS-CAP-7/</link>			<comments>http://luisaartesaartebrasil.arteblog.com.br/CAMINHOS-INDELeVEIS---CAP-7-15112008-171606-lp-105419.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://luisaartesaartebrasil.arteblog.com.br/105419/CAMINHOS-INDELEVEIS-CAP-7/</guid>			<pubDate>Sat, 15 Nov 2008 17:16:06 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[CAMINHOS INDELÉVEIS _ CAP.6]]></title>			<description><![CDATA[<p><strong>CAMINHOS INDELÉVEIS _
CAP.6</strong></p>
<p><strong>"Agradando gregos e contrariando
os troianos"</strong></p>
<p><strong> Corremos rapidamente em
direção aos gritos. Era normal estarmos alertas nestes casos, já
que estávamos num país com conflitos políticos e sociais, e turbas
e ataques eram previsíveis. Ia imaginando o que poderia fazer a
criança gritar daquela forma ...a invasão de um animal selvagem
(era possível), ou a invasão de estranhos, uma queda da cama, dor,
mas os gritos me pareciam de terror. Medo era o que se traduzia
naqueles gritos.
Assim que chegamos, para minha estranheza, havia apenas um mulher
parada em frente a cama  da menina que gritava aterrorizada,
como se visse um cão raivoso.
Vi que o Dr. Abel e Zeeka, que ainda estava no pavilhão, não se
espantavam com a cena.
Passei pela mulher que inerte continuava frente a cama, e tentei
acalmar Mahrula. Nisto, Zeeka com jeito, pegou a mulher pelo
antebraço, e foi levando-a até a porta lateral de saída. A mulher
que parecia em transe, apática, continuava olhando para a
garota...e assim ela fez até ultrapassar os limites da porta.
Nada entendi. Mahrula se agarrava a mim como se eu fosse um tronco
na correnteza. Pedi ao médico um esclarecimento sobre o ocorrido. O
Dr. Abel então começou a contar:
_ É uma história desagradável que ainda a deixa em pânico. Este
ferimento ulcerado na perna de Mahrula foi devido a um banho de
água fervendo, e foi aquela mulher quem a feriu...e aquela mulher é
sua avó. Vou te contar os pormenores...não julgue precipitadamente.
Na verdade são duas infelizes.
Não era a intenção da avó feri-la, mas como estava alterada, devido
a alcoolismo na ocasião em que perdeu o marido, ao atirar um
recipiente com água fervendo numa parede, não viu que a garota
estava na direção do golpe. Foi uma queimadura que
acabou nesta ulceração porque ela não soube tratar, e quando
nos procurou já estava em estado de inflamação crítico.
Maruhla chorou tanto que cansou...enfiou o dedo na boca e agarrada
a mim dormiu...acomodei a pequena na cama, e a cobri com o
lençol.
Fui até a soleira da porta para ver se Zeeka ainda estava com a
mulher. Bem distante, avistei Zeeka levando a mulher, talvez até a
sua casa. 
]]></description>			<link>http://luisaartesaartebrasil.arteblog.com.br/105406/CAMINHOS-INDELEVEIS-CAP-6/</link>			<comments>http://luisaartesaartebrasil.arteblog.com.br/CAMINHOS-INDELeVEIS---CAP-6-15112008-170526-lp-105406.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://luisaartesaartebrasil.arteblog.com.br/105406/CAMINHOS-INDELEVEIS-CAP-6/</guid>			<pubDate>Sat, 15 Nov 2008 17:05:26 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[CAMINHOS INDELÉVEIS _ CAP.5]]></title>			<description><![CDATA[<p><strong>CAMINHOS INDELÉVEIS _
CAP.5</strong></p>
<p><strong>"DRIBLANDO
ENCRENCAS"</strong></p>
<p><strong> Decidi não prestar muita
atenção nele. Eu havia atravessado o mundo para fugir de problemas.
Não estava disposta a cometer o mesmo erro. Precisava resistir a
tudo o que pudesse a curto, médio ou longo prazo. E nisto eu havia
ficado uma exímia conhecedora. Eu me posicionava então, como podia,
podando todas as possibilidades de encrencas futuras. Ele não
parecia representar uma encrenca, necessáriamente. Mas mesmo assim,
estava nas minhas prioridades restritivas.</strong></p>
<p><strong> Assim que o ancião foi
acomodado de novo no leito, fui recolher toalhas, avental, e
guardar os apetrechos utilizados. Quando retornava, o médico estava
de pé no meio do ambulatório e ficou sem dizer palavra, parado,
olhando para mim.  Muito seca, perguntei:_Ainda precisa de
alguma coisa? Estou indo ver a pequena
Maruhla...</strong></p>
<p><strong> Ele olhou para trás
instintivamente, em direção ao leito da pequena, e voltou-se em
direção à mim.
_Por falar nela tenho de ver o estado da perna...
_Está reagindo bem aos antibióticos...
_Tem cuidado dela nestes dois dias? Ela não te deu trabalho? É uma
criança problemática, arredia...
_ Sim, eu sei, mas tivemos um bom contato. Acho que já ganhei a sua
confiança.
Ele passou os dedos entre os cabelos lisos e escuros, e levantou as
sobrancelhas grossas e bem desenhadas. Eram sobrancelhas
bonitas.
_É, eu acredito...parece não ser muito difícil confiar em você. O
pouco que observei, revelou-me que você é uma pessoa meiga. Tem
tato com as pessoas. O que fez você vir para cá? Por que aceitou o
trabalho voluntário? A vida aqui é dura, moça. E vivemos sob
tensão.
_ É uma longa história, um dia eu conto. Não é uma coisa que me
agrade falar. Quanto à ter vindo não é surpreendente. Sempre fui
uma pessoa desprendida e abnegada, sempre me importei com coisas
que realmente valessem a pena. E estas pessoas valem. E precisam. E
eu também. Quanto a viver sob tensão...(sorri)...Tive um longo e
eficaz treinamento.
 Percebi que ele havia ficado curioso. Mas encerrei a conversa
por ali. Para quem queria driblar encrencas, eu já estava me
extendendo muito. Era hora de mudar de caminho. 
]]></description>			<link>http://luisaartesaartebrasil.arteblog.com.br/105394/CAMINHOS-INDELEVEIS-CAP-5/</link>			<comments>http://luisaartesaartebrasil.arteblog.com.br/CAMINHOS-INDELeVEIS---CAP-5-15112008-165628-lp-105394.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://luisaartesaartebrasil.arteblog.com.br/105394/CAMINHOS-INDELEVEIS-CAP-5/</guid>			<pubDate>Sat, 15 Nov 2008 16:56:28 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[CAMINHOS INDELÉVEIS _ CAP.4]]></title>			<description><![CDATA[<p><strong> Ao chegar no ambulatório, a
menina estava sentada na cama, com as perninhas esticadas.
 O antibiótico administrado de oito em oito horas havia dado
resultados positivos, era evidente que o medicamento reagia porque
o ferimento de Mahrula mostrava uma surpreendente melhora.Assim que
me viu cobriu os olhos com o antebraço, mas abriu um largo sorriso
que não podia deixar de comove. Ela tinha gostado de mim. Eu fiquei
muito gratificada com isto porque segundo Zeeka, Mahrula era um
bichinho assustado que não permitia nenhuma forma de contato mais
próximo, às vezes para tratá-la, os enfermeiros tinhas problemas
pois debatia-se e chorava, gritando e só o cansaço vencia o
comportamento arredio da pequena.
 Quando calma e só, ficava horas olhando para o teto com o
dedo na boca.
 Fui lavar minhas mãos, o calor já começava a dar seus ares, e
podíamos ouvir cigarras...
 Pela porta lateral entrou um homem, mas eu não me virei para
olhar. Dei alguns pasos em direção ao lavabo quando o ouvi
dizer:
_Você aí!
Continuei em direção ao lavabo achando que não era comigo, mas ele
repetiu o chamado e então soube que era mesmo comigo...
_Você aí, de trança!
Era comigo mesma...dei uma brecada súbita e me virei em direção a
ele.
_Precisa de ajuda?
Ele me olhou, levantando as sobrancelhas e disse meio
irônico:
_Não, eu te chamei porque estou indo para o bar e queria companhia
para beber.
Para não perder o hábito de devolver as ironias que me são
dirigidas, olhei para ele com uma das sobrancelhas apenas de pé, e
arrematei:
_Ah...puxa...não vai dar...Você é lindo, a companhia seria ótima,
mas eu não sou muito chegada a bares...botecos não fazem meu
gênero...mas, obrigada assim mesmo.
Ele olhou duro desta vez e disse...
_Engraçadinha...é das minhas não é? Ironia por ironia...faça logo o
que tem de fazer, lavar suas mãos seja lá o que for, e volte.
Preciso da sua ajuda aqui.
Virei-me imediatamente em direção ao lavabo.O sabonete de benjoim
já podia ser sentido antes mesmo de eu abrir a porta.

]]></description>			<link>http://luisaartesaartebrasil.arteblog.com.br/105391/CAMINHOS-INDELEVEIS-CAP-4/</link>			<comments>http://luisaartesaartebrasil.arteblog.com.br/CAMINHOS-INDELeVEIS---CAP-4-15112008-164923-lp-105391.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://luisaartesaartebrasil.arteblog.com.br/105391/CAMINHOS-INDELEVEIS-CAP-4/</guid>			<pubDate>Sat, 15 Nov 2008 16:49:23 +0200</pubDate>		</item>	</channel></rss>