<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom">		<title>http://imprimis.arteblog.com.br</title>		<id>http://arteblog.com.br/</id>		<link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://imprimis.arteblog.com.br/atom.xml" />		<subtitle><![CDATA[IMPRIMIS]]></subtitle>		<rights>Copyright (c) 2006, Hi-pi</rights>		<generator>Hi-pi ATOM generator</generator>		<author>			<name>Hi-pi</name>			<uri>http://imprimis.arteblog.com.br</uri>		</author>		<updated>2009-11-06T16:42:30+01:00</updated>		<entry>			<title>SERio... JAPARATUBA</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<div>
<h2></h2>
<h2>SERio... JAPARATUBA</h2>
<div>




<strong>Aos meus queridos avós paternos</strong></div>
<div><strong>FRANCISCO MEDEIROS, do Norte, do Rio Grande
do Norte!
e</strong></div>
<div><strong>CARMELLA BICEGO MEDEIROS, do Sul, da Calábria, da
Itália!
(In
memorian)</strong>



Ó Xerife do Sergipe!
A rosa rubro-negra bordada em cetins descoloridos, em meio aos
Veleiros, flutua bailarina nas correntezas do Rio de tantos tristes
janeiros.
Ó Arthur, ó Urso Grande,
ó vigilante das constelações boreais!
Canecas, Sandálias e Peneiras,
e o construtor de arquiteturas da sujidade mundana
ordena o inventário do mundo para levar a Deus.
E ruge o Urso do Norte!
Vidro, corda, prego, plástico, lata, Serio... Japaratuba, a fé no
bendito São Benedito, o Rio, Polaris, do Norte, a Terra, o Kosmos e
o combate entre o Divino e o Profano:
rumor surdo, diálogo dos destinos desfiando num deslumbrante
desfile de linhas as cores dos uniformes e dos lençóis.
Girassóis, sóis, Light, Marinha de Guerra do Brasil do Norte!
Nortistartista das Vinte Garrafas Vinte Conteúdos, obra inscrita no
diário divino-rosa... rosário... rio de cento e sessenta e cinco
contas, conchas dos mares da Roda da Fortuna.
Xerife, lugar-tenente dos deuses!
A Colônia é santuário do Rosário,
entre ânsias e distâncias,
o Bispo impaciente
ora entre os pacientes no Planeta Paraízo dos Homens:
_ São Cristovão, rogai por nós!
Noutros tempos, tantos anos, outras datas,
e o colecionador enxadrista caminha vagaroso, e lapida,
cuidadosamente, em pedra, em mármore e em lata, o calendário
Juliano. E assim, eis a data:
_ A Festa de Santos Reis, de Tudo Aquilo que se Manifesta!
Pregos, fórmicas, arames, fios, tecidos... na luta mortal entre o
significado e o Infante errante é tecido rente a tantos nós o Muro
no Fundo da Minha Casa.
Asa, asas, mirem o porte do profano Carrossel francês
alçado ao Divino por um dossel tecido em rosas, brilhante rosário
das quinze Ave-Marias e dos quinze Padre-Nossos...
prega per noi,
prega per noi,
prega,
Ave-Maria! Nell'ora della morte, ave!
Ó Xerife do Sergipe,
ao representante da Macumba
a mais bela tumba!
Agora és Rei, em meio às estrelas,
És chuva de Confetes.
Ó Abatjour do Templo do Kaos!
És estandarte adornado com o Manto da Apresentação.
Eis, enfim, a Sagração do Bispo do Norte.


<strong>* À presente composição
poética foram conferidos Menção Honrosa e Terceiro Lugar no V
PRÊMIO ARTHUR BISPO DO ROSÁRIO, na categoria POESIAS E TEXTOS
 evento promovido pelo Conselho Regional de Psicologia SP
(www.crpsp.org.br).</strong>


<strong>PROF. DR. SÍLVIO
MEDEIROS
Campinas, é primavera de 2009.</strong>
<div>SÍLVIO MEDEIROS</div>
<div>Publicado no Recanto das Letras em
06/11/2009
Código do texto: T1908408</div>

<div>Creative Commons License--




Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado
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Sílvio Medeiros) e o link para o site
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/Creative Commons License-- SERio... JAPARATUBA2009Recanto das
LetrasSÍLVIO MEDEIROSSÍLVIO MEDEIROStext/plain --</div>
</div>
</div>
				</div>			</content>			<id>http://imprimis.arteblog.com.br/227996/SERio-JAPARATUBA/</id>			<link href="http://imprimis.arteblog.com.br/227996/SERio-JAPARATUBA/" />			<author>				<name>imprimis</name>				<uri>http://imprimis.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-11-06T16:42:16+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>O JARDIM</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p></p>
<p><strong>O
JARDIM</strong></p>
<p></p>
<p><em><strong>A Augusto de Rezende Rocha</strong></em></p>
<p></p>
<p>Neste
jardim</p>
<p>votado aos verões da carne</p>
<p>e do
sempre acontecer,</p>
<p>em
que a palma cintila</p>
<p>e é
fúria, a deflagar</p>
<p>sua
ácida membrana _</p>
<p>neste
jardim</p>
<p>de
agressivos tinhorões,</p>
<p>e
azaléias, lianas e petúnias,</p>
<p>agasalhadas no seu oco</p>
<p>de
asfalto e diamante,</p>
<p>saúdo
teu ímpeto de subir,</p>
<p>ó
lírio monstruoso, ó flor de dor,</p>
<p>esmagando o ser que inocente</p>
<p>te
fez nascer, anoitecendo.</p>
<p></p>
<p>Do extraordinário poeta e
romancista</p>
<p><strong>LÚCIO CARDOSO.</strong></p>
<p></p>
<p></p>
<p>Poética e vídeo</p>
<p>recomendados pelo</p>
<p>Prof. Dr. Sílvio Medeiros.</p>
<p></p>
<p><strong>Campinas, é primavera de
2009.</strong></p>
				</div>			</content>			<id>http://imprimis.arteblog.com.br/218753/O-JARDIM/</id>			<link href="http://imprimis.arteblog.com.br/218753/O-JARDIM/" />			<author>				<name>imprimis</name>				<uri>http://imprimis.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-10-14T21:12:42+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>BRASÃO</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p></p>
<p><strong><span>BRASÃO</span></strong></p>
<p><span></span></p>
<p><span>No alto da parede</span></p>
<p><span>está arquitetada</span></p>
<p><span>aquela figura.</span></p>
<p><span>Incrustações de ouro</span></p>
<p><span>se estabelecem em seu redor.</span></p>
<p><span>Anotações de um artista</span></p>
<p><span>em sua inspiração de tintas em dó
maior.</span></p>
<p><span>Vivificando os espaços,</span></p>
<p><span>a madeira talhada</span></p>
<p><span>harmonicamente beija</span></p>
<p><span>as joias que parecem encantadas.</span></p>
<p><span>Resplandecida está a imagem
impressionante,</span></p>
<p><span>e se certificam</span></p>
<p><span>de sua maravilha</span></p>
<p><span>aquelas mãos sensíveis,</span></p>
<p><span>o tato experiente e sábio,</span></p>
<p><span>empolando e materializando</span></p>
<p><span>a visão de glória e eminência</span></p>
<p><span>que se exemplifica na escultura.</span></p>
<p><span>Corporificação das <span></span>maravilhas</span></p>
<p><span>subterrâneas da mente.</span></p>
<p><span>O ouro se derrama</span></p>
<p><span>artisticamente em torno da figura,</span></p>
<p><span>e assim se sente o princípio</span></p>
<p><span>deste símbolo encantado.</span></p>
<p><span>A receptividade é mútua e geral.</span></p>
<p><span>O espectador penetra</span></p>
<p><span>na força compulsiva daquela figura</span></p>
<p><span>gigante e feroz.</span></p>
<p><span>Os olhos estendem suas luzes</span></p>
<p><span>para aquela luz representativa,</span></p>
<p><span>eriçando o pensamento e harmonizando</span></p>
<p><span>os ritmos de cores e cintilações.</span></p>
<p><span>E assim se sente a pulsação,</span></p>
<p><span>as explorações da sensibilidade</span></p>
<p><span>cativando o seu amante indomável</span></p>
<p><span>e cultivando a sua mina impenetrável.</span></p>
<p><span>As qualidades sinceras das pratas</span></p>
<p><span>coroam esta imagem brava e alucinante.</span></p>
<p><span>Exacerba este astro que berra ouro,</span></p>
<p><span>arte, entonações de pinturas,</span></p>
<p><span>reservas que se possam representar num
quadro.</span></p>
<p><span>Símbolos, brasões,</span></p>
<p><span>sinceras adorações,</span></p>
<p><span>representações apaixonadas</span></p>
<p><span>de quem cria visões</span></p>
<p><span>e sabe do valor profundo</span></p>
<p><span>que transborda da mente.</span></p>
<p><span>Símbolo, brasão,</span></p>
<p><span>integração do homem pensante</span></p>
<p><span>com a concretização.</span></p>
<p><span>Cítara, célula da corporificação</span></p>
<p><span>de atitudes</span></p>
<p><span>e de tudo que se estende</span></p>
<p><span>por esta coleção de pinturas.</span></p>
<p><span>As viagens destas cores que se
encontram</span></p>
<p><span>em caminhos harmonizados,</span></p>
<p><span>visitando e familiarizando-se</span></p>
<p><span>com a imagem e a fisionomia</span></p>
<p><span>daquela figura feroz.</span></p>
<p><span>E no mais profundo da interação</span></p>
<p><span>entre cintilações,</span></p>
<p><span>o espectador</span></p>
<p><span>nota que aquela figura</span></p>
<p><span>está a gritar em plena angústia.</span></p>
<p><span>Parece estertor, porém não morte,</span></p>
<p><span>não algo que está morrendo,</span></p>
<p><span>mas algo que resiste invariavelmente,</span></p>
<p><span>protestando...</span></p>
<p><span>E o seu coroamento parece ser</span></p>
<p><span>aquela explosão aurífica</span></p>
<p><span>incrustada em joias e madeiras
enriquecidas.</span></p>
<p><span>Aquela natureza em efervescência</span></p>
<p><span>de beleza inconformada,</span></p>
<p><span>aproveitando cada espaço</span></p>
<p><span>para se expandir em sua satisfação.</span></p>
<p><span>E o que aquela figura está a protestar?</span></p>
<p><span>Qual será o seu mistério,</span></p>
<p><span>o seu motivo de expressão</span></p>
<p><span>tão forte e significativo?</span></p>
<p><span>Oh, incontestável arte,</span></p>
<p><span>eternizando este verdadeiro Brasão!</span></p>
<p><span></span></p>
<p><span></span></p>
<p><strong><span>FERNANDO MEDEIROS</span></strong></p>
<p><strong><span>
Campinas,</span></strong> <strong><span>25 de maio de
2009</span></strong><strong><span>.</span></strong></p>
				</div>			</content>			<id>http://imprimis.arteblog.com.br/215626/BRAS-O/</id>			<link href="http://imprimis.arteblog.com.br/215626/BRAS-O/" />			<author>				<name>imprimis</name>				<uri>http://imprimis.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-10-06T18:25:58+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>BANHO DE SANGUE</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p></p>
<p><strong>BANHO SE SANGUE</strong></p>
<p></p>
<p></p>
<p><em>"Com a sede de lucros da classe dominante... a
técnica traiu a humanidade e transformou o rito nupcial (com o
cosmo) num banho de sangue."</em></p>
<p>(Walter
<strong>BENJAMIN</strong>)</p>
<p></p>
<p></p>
<p></p>
<p></p>
<p>Prof.Dr. Sílvio
Medeiros</p>
<p>Campinas, é
primavera de 2009.</p>
				</div>			</content>			<id>http://imprimis.arteblog.com.br/215619/BANHO-DE-SANGUE/</id>			<link href="http://imprimis.arteblog.com.br/215619/BANHO-DE-SANGUE/" />			<author>				<name>imprimis</name>				<uri>http://imprimis.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-10-06T17:48:55+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>MANHÃ INESQUECÍVEL</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<h2></h2>
<h2><strong>MANHÃ INESQUECÍVEL</strong></h2>
<div>
Acordei e vi o céu todo dourado,
um amanhecer tão belo nunca tinha visto,
escondi minha amargura e fiquei maravilhado,
uma estranha esperança brotou em minhas mãos.
Minha vida como sempre permanecia triste,
mas naquela manhã senti algo diferente,
aquele raiar de dia tinha um esplendor
que reina apenas num astro reluzente.
Era como a voz de Deus que me acordava
para eu conhecer um céu todo alaranjado
pelos primeiros raios do sol sublime
que se erguia levemente abençoado.
Que estranha emoção me invadiu
às cinco horas da manhã daquele domingo.
A emoção de um dia ver meu coração febril
se descortinar tão belamente pelas paragens
destes meus universos tão macerados.
Quando olhei aquele domingo renascendo,
aquele céu todo alaranjado na abóbada,
só pude sentir uma estranha esperança
e esquecer que era imperfeito e decaído,
que eu era louco e estava abandonado.
Por um pouco pude me esquecer
que eu perseguia as pessoas
e elas cruelmente também me perseguiam,
me feriam, me martirizavam.
Esqueci de tudo...
Olhei tão-somente aquela manhã,
e como não me lembrasse mais do passado,
me esperancei.
Pensei que ainda poderia vir uma vida de paz e alegria.
Como um ingênuo... me esperancei. Esqueci do sarcasmo,
do cinismo,
sentimentos que mostram a decadência de um homem.
Esqueci dos aborrecimentos e abri meu velho rosto enraivecido
para aquela doce manhã dourada de domingo,
que trazia para mim um prêmio: era a estranha esperança
de nascer meus ideais, meus sentimentos;
o estranho ímpeto de sonhar forte
pelo bem de uma vida há muitos anos apagada.

 <strong>FERNANDO MEDEIROS
Campinas, é outono de 2007.</strong></div>
<div>FERNANDO
MEDEIROS</div>
<div>Publicado no Recanto das Letras em
13/06/2008
Código do texto: T1032284</div>
<p></p>
<p>Creative Commons License--</p>




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