<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom">		<title>http://educasaude.arteblog.com.br</title>		<id>http://arteblog.com.br/</id>		<link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://educasaude.arteblog.com.br/atom.xml" />		<subtitle><![CDATA[NÔMADE]]></subtitle>		<rights>Copyright (c) 2006, Hi-pi</rights>		<generator>Hi-pi ATOM generator</generator>		<author>			<name>Hi-pi</name>			<uri>http://educasaude.arteblog.com.br</uri>		</author>		<updated>2009-10-24T20:46:22+02:00</updated>		<entry>			<title>GLOBO REPORTER - SAÚDE MENTAL II</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>



</p>
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</p>
				</div>			</content>			<id>http://educasaude.arteblog.com.br/222827/GLOBO-REPORTER-SA-DE-MENTAL-I/</id>			<link href="http://educasaude.arteblog.com.br/222827/GLOBO-REPORTER-SA-DE-MENTAL-I/" />			<author>				<name>educasaude</name>				<uri>http://educasaude.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-10-24T20:45:02+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>MANIFESTO DOS RESIDENTES DE SAÚDE MENTAL</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">								</div>			</content>			<id>http://educasaude.arteblog.com.br/210995/MANIFESTO-DOS-RESIDENTES-DE-SA-DE-MENTAL/</id>			<link href="http://educasaude.arteblog.com.br/210995/MANIFESTO-DOS-RESIDENTES-DE-SA-DE-MENTAL/" />			<author>				<name>educasaude</name>				<uri>http://educasaude.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-09-25T16:04:58+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>CITAÇÕES DA DAMA DO INCONSCIENTE</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><strong>Relatos de
Bernardo Carneiro Horta da Dra. Nise
da Silveira e citações da doutora.</strong></p>
<p><strong>Convivi
somente 12 anos com a Dra., por oito, estive sempre com ela - e
durante cinco deles freqüentei assiduamente o Grupo de Estudos
C.G.Jung. Apenas após dois anos de amizade, Nise passou a confiar
em mim. Era radical. (Bernado Carneiro Horta)
</strong></p>
<p><strong>"Eu preciso de
escafandristas que estejam dispostos a mergulhar no fundo da
psique, que acompanhem a viagem do esquizofrênico e depois retornem
à superfície com ele", prosseguiu Nise, enfática. "Aqui estudamos
Jung, mas também há lugar para Freud, Spinoza, Marie-Louise von
Franz, Nietzsche, Laing e Bachelard", disse, em tom de
brincadeira.</strong></p>
<p>
<strong>"Aqui, prefiro os que sentam nos bancos, pois eles
compreendem melhor a natureza deste Grupo. Nunca dei importância a
letreiros, como: 'médico', 'psicólogo', 'advogado'... Prefiro
pessoas sem muitos babados, inteligentes, sensíveis, que dispensam
títulos e diplomas", costumava dizer. Para estudar, preciso
de pescadores, gente simples, boa e com
disposição.</strong></p>
<p>
<strong>"Freud abriu a porta para o século XX, mas não entrou.
Ficou no XIX", brincava. "A psiquiatria tradicional perdeu
totalmente suas bases, precisamos de uma nova psiquiatria. Nos
últimos séculos, a física deu um grande salto, ela dá o tom de
todas as ciências, em todas as épocas - tenho uma grande admiração
por Einstein. Então, é preciso que as outras ciências também
saltem. Geralmente, os psiquiatras não olham no olho do cliente
(esquizofrênico), e o olhar do cliente é um tesouro preciosíssimo.
Sem a relação de uma pessoa com outra, não há cura possível.
Psiquiatria é a compreensão do processo psicótico, o que está
ocorrendo com o indivíduo em sua relação com o mundo exterior e com
seu mundo interior - e não entupir as pessoas com remédios para
acalmá-las. Às vezes, remédios são necessários para amansar bicho
brabo, mas isso não é psiquiatria. Psiquiatria é entender o
processo interno psíquico e, para se fazer isso, não é preciso ser
psiquiatra. Há uma tendência de tentar ajustar o louco aos costumes
da sociedade, mas confesso que considero esta sociedade mais louca
que os esquizofrênicos. O psiquiatra deve vestir o escafandro e
mergulhar dentro da psique, não adianta distribuir carteiras de
identidade do Instituto Félix Pacheco. Afinal, o que Napoleão e
Maria Antonieta vão fazer com uma carteira dessas na mão? Nada. Na
verdade, aprendi mais com os animais do que com os psiquiatras",
disparou Nise, certo dia.</strong></p>
<p>
<strong>"Pára com isso! Vê-se bem que você é jornalista,
inconveniente, oportunista, ignorante, não entende de nada! É
perigoso... Calado!!! Você é burro! Está anotando o que eu digo pra
quê? Vai mandar para Platão?!"</strong></p>
<p>
<strong>"Não gosto de quem não reage às minhas broncas e abaixa a
cabeça. Quando brigo com alguém, gosto que reaja."</strong></p>
<p>
<strong>Veio um pessoal me entrevistar, mas as perguntas eram
fúteis e riam do que não tinha graça. Então eu disse: 'Podem ir
embora, vocês não entenderam nada!' Meu lado Lampião não se
segurou. Na verdade, tudo o que não quero é ferir gente que amo,
mas quando vejo, já fiz."</strong></p>
<p><strong>
"Lembro-me de que uma moça veio conhecer o Grupo de Estudos
C.G.Jung e, sincera, disse que não entendia o porquê de o Grupo se
chamar assim. A Dra. Nise ficou olhando por alguns segundos para
ela e disse: "A sua sorte é que eu não como carne vermelha, senão
dava uma mordida no seu braço." A gargalhada foi geral. Quando
queria, Nise era muito engraçada. No entanto, a moça ficou sem
graça. "O Grupo de Estudos C.G.Jung é a raiz do meu trabalho, a
base de tudo, é o instrumento com o qual melhor sei trabalhar. Me
sinto como uma costureira, com cinco, sete tesouras, mas que
prefere uma delas para costurar", acrescentou, com bom humor. E
mesmo para falar da própria morte, brincava: "Quando eu me mudar
para outra galáxia..."</strong></p>
<p><strong>
"A palavra recuar não faz parte do meu dicionário", afirmava,
séria.</strong></p>
<p><strong>
Aos poucos, além de admirador e aprendiz, tive o privilégio de me
tornar seu amigo. Num domingo, ao visitá-la, perguntei como havia
começado seu trabalho, de que ponto tinha partido. Nise respondeu:
"Tudo começou com um rol de roupas. Foi ao assistir uma interna,
considerada demente, corrigir a grafia da palavra peignoir numa
lista que me convenci de que não havia demência nenhuma." Nise,
desde nova, recém-formada, era anticonvencional, rebelde e
questionadora. Já no início de sua carreira, nos anos 1930, quando
trabalhava no Hospital Psiquiátrico da Praia Vermelha, deixava que
os internos a penteassem à moda Luís XV e circulava pelo hospício à
vontade. Seus colegas psiquiatras riam e não conseguiam compreender
aquela atitude aparentemente sem sentido.


Uma de suas principais qualidades era a obstinação. "Há no meu
temperamento essa fúria. Quando quero uma coisa, eu insisto. Todo o
dia, sem falta, eu levantava cedo, pegava o ônibus e ia trabalhar
em Engenho de Dentro. Todo dia, todo dia... Nada me tirava daquele
caminho. Mas não era fácil, havia muitas dificuldades: burocracia,
resistência a mudanças, falta de material. Por isso, quando eu
entrava no Hospital Psiquiátrico Pedro II, dizia a saudação de
Buda: 'Paz a todos os seres.' É preciso ter tutano para se fazer
certas coisas."</strong></p>
<p>
<strong>"No Hospital, eu apenas observava os clientes do Museu de
Imagens do Inconsciente desenhando, pintando, modelando. Não
criticava, não falava nada. Apenas olhava contemplativamente,
gostando, aprovando." Ela sabia que, somente assim, poderia entrar
em contato com seus mundos interiores e, conseqüentemente, com a
possibilidade da cura, da reintegração à sociedade.</strong></p>
<p><span><strong></strong></span><strong>Foi Jung
quem lhe revelou que o esquizofrênico se comunica através de
imagens profundas, míticas, arquetípicas  ao contrário dos
denominados neuróticos, que costumam tratar-se pela expressão da
palavra.</strong></p>
<p>
<strong>"Pra mim, manusear estas máquinas é muito difícil! Cheguei
ao telefone por um milagre e, hoje, tenho medo de computadores,
como se fossem baratas. Fax, me explicaram, mas não entendi. Não
gosto de gravador, é coisa mal-assombrada. Essas tecnologias são um
atentado contra a privacidade das pessoas. Gosto muito de segredos,
eu penso e me calo, não tem quem me arranque o pensamento. Falo
muito aqui no Grupo de Estudos, mas normalmente sou igual a sururu,
uma ostrinha que custa a sair da casca."</strong></p>
<p>
<strong>"Eu sei a história, mas não me lembro das datas. Não sou
muito de passado, sou de futuro. Quem olha demais para trás, fica",
comentava, quando lhe perguntavam sobre uma possível autobiografia.
Recusou-se a escrevê-la.</strong></p>
<p>
<strong>Tinha a paranóia de que poderia ser usada pelas
instituições e temia perder a sagrada liberdade de orientar seu
trabalho. "Prefiro ser uma loba faminta a ser um cão gordo e
encoleirado. A palavra que mais gosto é liberdade. Gosto do som
desta palavra", disparou frente à proposta de apoio de uma
multinacional. Quase sempre, a resposta era não.</strong></p>
<p>
<strong>Não tinha pressa e quando perguntavam como estava passando,
costumava dizer: "Bem, fazendo planos para o ano
3000."</strong></p>
<p>
<strong>Acreditava na condição humana e sempre citava Artaud:
"Vivemos diferentes estados do ser." Ela procurava não
discriminar."</strong></p>
<p>
<strong>"A loucura está profundamente ligada ao desamor e, por
isso, é preciso amor para salvar alguém da loucura",
ensinava.</strong></p>
<p></p>
<p><strong>Abrir as portas do hospital
psiquiátrico para que os internos pudessem circular livremente
pelas ruas do bairro, organizar uma festa semanal com música e
dança, ou montar um salão de beleza no hospício parecem ações
insólitas ou corriqueiras - mas foi exatamente assim que ela fez a
diferença e transformou a psiquiatria. Há quem diga que Nise
colocou em prática teorias que o mestre Jung concebeu - mas não
teve tempo de praticar.</strong></p>
<p><strong>
Acho que se eu a tivesse visto décadas atrás, caminhando pelas ruas
do Curvelo, no bairro de Santa Tereza, onde morou, jamais
imaginaria que aquela moça franzina se tornaria a fera da
antipsiquiatria no final do século XX, homenageada na França, na
Itália... Quem diria? A médica que se recusou a apertar o botão
para aplicação do eletrochoque em pacientes - por isso tida como
covarde ou desatualizada pelos colegas da época - acionou novos
mecanismos de tratamento, em nível
internacional.</strong><strong>

Suas descobertas são fruto de um processo lento, sobretudo
obstinado. Não é à toa que foi reconhecida somente após os 50 anos
de idade. Escreveu poucos livros e fazia questão de não ostentar
intelectualismo arrogante. Com tudo o que sabia, bem o podia fazer,
mas preferia - a partir do estudo da obra de Jung - denunciar mais
um absurdo social ou cultural que acontece em nosso país, como a
Farra do Boi, por exemplo. Até o fim de sua vida não acomodou-se,
criticou tudo que considerava retrógrado, desonesto, desumano - e,
além de amar a gente, tinha adoração pelos animais, especialmente
pelos gatos. "Também admiro os cachorros, que sabem perdoar
incondicionalmente. Por isso, estou abaixo de qualquer cachorro,
pois eu não sei perdoar. Vocês pensam que eu sou gente? Não sou
não, sou bicho, me sinto um deles. O ser humano é perigosíssimo",
revelou numa quarta-feira, em tom desafiador. Sempre que podia,
elogiava a amiga Lia Cavalcanti, também amante dos
animais.</strong></p>
<p><strong>
Muitas vezes, parecia magoada com a realidade brasileira e não
compreendia como a matança de crianças e a desigualdade social
podiam ser consideradas "coisas normais". "Ninguém se espanta com
nada hoje em dia! Estão todos acomodados. Acho vocês, do Grupo de
Estudos, de uma moleza medonha. Merecem um puxão de orelha, o qual
me permito dar como Matusalém. Ouçam bem: nós todos caminhamos para
uma diferenciação. A massa dos iguais é um verdadeiro muro e, para
não se amoldar a ela de novo, é preciso lutar sempre."</strong></p>
<p><strong>
Não foi reconhecida e descoberta por psiquiatras e nem por
autoridades ligadas à saúde no Brasil. Basta dizer que quando foi
reintegrada ao serviço público, oito anos após sair da prisão,
nenhum de seus colegas de profissão comemoraram ou a parabenizaram.
"Agiam como se nada tivesse acontecido...", contava, perplexa.
Foram artistas, estetas, intelectuais e gente libertária os
primeiros a divulgar seu trabalho, baseado no amor, na seriedade,
na dedicação e no incansável espírito de luta.</strong></p>
<p><strong>
"O mal está de tal modo solto, que não pode ser combatido com
violência, mas sim com música e poesia. Há coisas que acontecem
pela ação de forças astrais. Elas existem - pelos acontecimentos,
sou levada a acreditar. Eu confesso que acredito em anjos. Não me
sinto competente para dizer como e o que são, mas eles me aparecem
em momentos terríveis de dificuldade, em momentos fundamentais", me
disse a Dra, ao falar do ano em que perdeu o marido e quebrou a
perna.</strong></p>
<p><span><strong>
"Entre as ciências, a medicina é a mais resistente a modificações.
A doença e a morte são uma das principais fontes de lucro do mundo
e os médicos são a categoria mais reacionária que já
conheci."</strong></span></p>
<p><strong>
Referências:</strong></p>
<p><strong>Horta, Bernado. Nice da
Silveira - Gênio do Cotidiano. Retirado de:</strong> 
<strong>http://portalliteral.terra.com.br/artigos/nise-da-silveira-genio-do-cotidiano-por-bernardo-carneiro-horta</strong><strong>,
acesso em 05/08/2009.
Imagem: 
http://www.lygiafagundestelles.com.br/banco/video/entrevista-com-dra-nise-da-silveira-por-edson-passeti,
acesso em 07/08/2009.</strong></p>
<p></p>
				</div>			</content>			<id>http://educasaude.arteblog.com.br/190126/CITA-ES-DA-DAMA-DO-INCONSCIENTE/</id>			<link href="http://educasaude.arteblog.com.br/190126/CITA-ES-DA-DAMA-DO-INCONSCIENTE/" />			<author>				<name>educasaude</name>				<uri>http://educasaude.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-08-15T22:25:33+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>MANDALAS DO MUSEU DO INCONSCIENTE</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<div>







<div>   </div>
</div>
<p></p>
<p><span><strong>A esquizofrenia se
caracteriza pela dissociação, desordenação psíquica. Nesta linha de
pensamento a de se esperar, que as expressões plásticas, dos
indivíduos diagnósticados como esquizofrênicos, manifestem esta
fragmentação. Só que juntamente com imagens fragmentadas,
manifestavam-se outras com ordenação, até mesmo complexas, e forma
circular. Estas imagens levou a Dra. Nise da Silveira, a enviá-las
a Jung, em 1954.</strong></span></p>
<p><span><strong>Jung responde que
estas formas representam que a psique pertubada, fragmentada,
possui um potencial reorganizador e autocurativo que se configura
sob a forma de imagens circulares denominadas
mandala.</strong></span></p>
<p><span><strong>A palavra mandala em
sânscrito significa círculo. Nas práticas religiosas e em
psicologia referem-se a imagens circulares que são desenhadas,
pintadas e dançadas. Como fenômeno psicológico aparecem em sonhos,
em certas situações de conflito e em casos de
esquizofrenia.</strong></span></p>
<p><span><strong>A mandala ocorre em
situações de dissociação ou desordenação psíquica. Observa-se um
"molde rigoroso imposto pela imagem circular, através da construção
de um ponto central", com o qual todos os elementos vêm
relacionar-se, ou "por uma arranjo concêntrico da multiplicidade
desordenada de elementos contraditórios e irreconciliáveis,
compensa a desordem e confusão do estado psíquico. Isto é
evidentemente uma tentativa de autocura que não se origina de
reflexão consciente mas de um impulso
instintivo."</strong></span></p>
<p><strong>Referências:
Nice da Silveira - Vida e obra. Museu de imagens do
inconsciente. Retirado de:</strong> <strong>
http://www.ccs.saude.gov.br/nise_da_silveira/mandalas1.htm</strong><strong>,
acesso em 29/07/2009.</strong></p>
				</div>			</content>			<id>http://educasaude.arteblog.com.br/185562/MANDALAS-DO-MUSEU-DO-INCONSCIENTE/</id>			<link href="http://educasaude.arteblog.com.br/185562/MANDALAS-DO-MUSEU-DO-INCONSCIENTE/" />			<author>				<name>educasaude</name>				<uri>http://educasaude.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-08-19T20:37:35+02:00</updated>		</entry></feed>