<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0">	<channel>		<title>[arteblog.com.br] edo : <![CDATA[Memórias quase esquecidas...]]></title>		<link>http://edo.arteblog.com.br</link>		<description><![CDATA[Memórias quase esquecidas...]]></description>		<language>br</language>		<copyright>Copyright (c) 2006, Hi-pi</copyright>		<generator>Hi-pi RSS 2.0 generator</generator>		<docs>http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss</docs>		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 20:42:10 +0200</pubDate>		<image>			<title>edo.arteblog.com.br</title>			<link>http://edo.arteblog.com.br</link>			<url>http://staticblog.hi-pi.com//images/avatar.gif</url>		</image>		<item>			<title><![CDATA[Nuvens]]></title>			<description><![CDATA[<p>Estudar geografia foi uma benção pra mim. Eu precisava
mesmo...</p>
<p>Já gostava deste mundo num geral, sem determinar áreas de
preferência,
mas depois de 1 ano e meio de faculdade e olhos um pouco mais
abertos
para o que há em volta, hoje posso dizer que gosto de verdade deste
planeta.</p>
<p>Bem climatizado, espaçoso, iluminado por um bom sol, com um
relevo tão variado e belo, e o melhor, redondo. Vida vegetal e
animal muito diversificada e, com enome excessão da raça humana,
vidas em harmonia com o planeta. Tudo em perfeito equilíbrio.</p>
<p></p>
<p>Mas as nuvens, tenho as observado mais, e tenho achado elas
cada vez mais belas.
Aquelas mais brancas, volumosas, repolhudas, que se erguem em dias
quentes de
verão como prenúncio de uma tempestade de fim de tarde ou noite.
São verdadeiras
montanhas. Umas montanhas de toneladas de água, simplesmente
voando, logo alí.</p>
<p>Não me canso de olhar pra elas...</p>
<p>
-----------------------------------------------------------------------------------------------</p>
<p>Era o que eu mais fazia nos verões de meu passado.
Não era de brincar muito na rua, não tinha uma turminha. E nas
noites em que facilmente percebia que uma tempestade de verão se
aproximava, eu corria para o terraço de casa(que fica numa pequena
montanha no meio da cidade, o que aumenta bastante o alcance da
vista no horizonte), sentava num banquinho, e do escuro ficava
observando os raios caindo, suas formas, brilho...  
...imaginando o lugar onde estavam caindo, o quanto estava chovendo
por lá. Tempestades com raios são o que eu mais gosto.</p>
<p>E quando minhas previsões se confirmavam, e a chuva vinha mesmo
em direção á minha cidade, eu ignorava os chamados de minha mãe,
falando que era perigoso ficar ali encima da casa, e esperava até o
fim. Primeiro o vento fraco, depois forte( e já com o cheiro de
terra e mato molhado), as primeiras gotas, e até que a chuva
engrossasse mesmo eu não arredava pé.</p>
<p>Era um garoto sozinho no escuro, encarando nuvens negras e raios
cortando o céu, com um sorriso no rosto.
-----------------------------------------------------------------------------------------------


Nesses dias tem chovido muito, mas não tenho visto daquelas
tempestades.
Héé...   ...   ...os tempos estão mesmo
mudados...</p>
]]></description>			<link>http://edo.arteblog.com.br/229029/Nuvens/</link>			<comments>http://edo.arteblog.com.br/Nuvens-09112009-151329-lp-229029.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://edo.arteblog.com.br/229029/Nuvens/</guid>			<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 15:13:29 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Rascunhos]]></title>			<description><![CDATA[<p>De um caderno B que tenho carregado comigo.
Tem a vantagem da mobilidade, mas a desvantagem das pautas.



O interessante é que é um exercício de confiança.
Nele eu só desenho direto com caneta, assim não há espaço
para
arrependimentos. Certo ou errado, alí vai ficar.

A maioria acaba errado mas...   ...paciência.</p>
]]></description>			<link>http://edo.arteblog.com.br/222612/Rascunhos/</link>			<comments>http://edo.arteblog.com.br/Rascunhos-06112009-191215-lp-222612.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://edo.arteblog.com.br/222612/Rascunhos/</guid>			<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 19:12:15 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Intocável]]></title>			<description><![CDATA[<p>- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
- - - - - - - - - - - - - - - -</p>
<p>Talvez ele só não lembrasse. Talvez fosse exatamente isso
mesmo.
Não se lembrava, não sabia o que era por simples falta de
experiência no
assunto. Não sabia como era encostar em outra pessoa,
voluntariamente.
Não conhecia contato físico humano, em nenhuma de suas
formas.
Nem para o bem, nem para o mal.</p>
<p>Quando criança recebeu uma educação bem singular. Por nenhum
motivo
em especial, cresceu sem encostar nem ser encostado. Nunca levou
palmadas,
pois nunca fez por merecê-las. Nunca recebeu abraços, e também
nunca os
solicitou (não que se lembre), nem nada que avançasse além disso. E
qualquer
outro tipo de contato humano, entre humanos, jamais conheceu. E
assim ele
cresceu, e se tornou exatamente o que parecia que ia se tornar.</p>
<p></p>
<p>Mas isso não era algo fechado, pré-definido. Poderia ter
acontecido o contrário
como um resultado futuro. Aquele que nunca foi tocado se tornar
alguém que
a todo o tempo tem contato com outros. Eu mesmo já vi inversões
assim
acontecerem, só que neste caso isso simplesmente não ocorreu. E ele
cresceu
numa bolha criada "ao acaso de sua criação" e que ele mesmo
acabou
preservando depois. E ampliando.</p>
<p>
Hoje ele não encosta em ninguém, nem mesmo pensa em encostar, e
até
recua quando vê que está prestes a fazê-lo. Simplesmente faz
desnecessário
qualquer contato. Vive estrategicamente de forma a não precisar
disto.
Deixa de chamar uma pessoa se vê que, para isto, terá que encostar
nela.</p>
<p>E quando um dia perguntaram a seus conhecidos, se algum deles se
lembrava
de ter tido algum tipo de contato físico com ele, todos eles se
puseram a pensar
por algum segundos, como quem tenta lembrar algo de um passado
muito
distante, e depois, com um ar de quem não encontrou algo que tinha
certeza
de que encontraria, disseram que não, e ninguém tinha pensado no
assunto
até ser perguntado a respeito.</p>
<p></p>
<p>Intangível, portanto como saber se era real? Se apenas alguns
poucos dizem
conhecê-lo, lembrarem-se dele. Como saber que não é uma
invenção?
Uma complicada invenção coletiva?</p>
<p>Ele mesmo, com sua mão direita poderia agarrar seu pulso
esquerdo e dizer:
Sim, eu existo, eu estou aqui. Mas isso só seria válido para ele.
Como um
fantasma que pode se ver e dizer que sim ele existe mas, ninguém
mais o vê,
não acreditando na sua existência portanto. E como ele faz para
saber que o
resto do mundo existe?</p>
<p>As coisas sólidas imóveis e não humanas á sua frente e próximas
a ele pode
ver e tocar e sentir e confirmar o que sua visão lhe mostra. Mas
como saber
que pessoas não são invenções de sua visão? De sua mente? Um mundo
assim
é um mundo complicado em que se viver. Ter que ficar fazendo
estratégias e
desenvolvendo raciocínios lógicos que servem somente para tirar
qualquer
certeza a respeito de algo.</p>
<p>De acordo com ele, um problema sério do contato é a saturação. É
um fato
claro que ele sempre enxergou, e que o faz manter a sua regra.
Humanos
perdem muito fácil a noção de limite. Encosta-se uma vez no ombro
de uma
pessoa com um dedo. Na segunda vez serão dois dedos e na terceira a
mão,
e assim vai.</p>
<p>E o pior. Quanto mais contatos, menor o valor de cada contato.
Tanto para o
que emite quanto para o que recebe. Como por exemplo aquele de quem
eu
falava antes, que jamais encosta em ninguém e ninguém nele (não com
sua
permissão) se um dia uma pessoa lhe chamar, e primeiro põe o dedo
de leve
sobre seu ombro, este prestará mais atenção a isto que á voz da
pessoa que
chama. Sendo não só o dedo mas toda a mão, será como se tivesse
gritado
em alta voz o seu nome.</p>
<p>Então é assim a vida daquele que não conhece o contato
físico.
Mas só se vive assim querendo viver assim, ou ao menos não ligando
de ser assim.</p>
<p>Mas me diga agora o que acontece quando algo interfere em sua
estratégia e
o faz querer encostar? Qual o tamanho do conflito?</p>
<p></p>
<p>Ele simplesmente não sabe o que é isto, não sabe como fazer
isto
e não consegue explicar porquê quer fazer isto...</p>
<p>Nada disto faz sentido e vai contra tudo o que ele sempre foi e
pensou.
E ele nem tem certeza se quer mesmo fazer isto. Mas agora ele acha
que
gostaria de ter algum contato. E é tudo o que ele sabe...</p>
<p>
---------------------------------------------------------------------------------------</p>
<p>Obs.:  (Nota de esclarecimento do personagem)</p>
<p>Não ! Eu não quero ter contato ! Você não entendeu nada
edo...
Eu vejo ás vezes, quando ando pelas ruas. Vejo contatos. Pessoas
encostando
em outras pessoas. Vocês sabem, há várias formas disto. Variam de
acordo com
a intimidade, a falta de vergonha, o parentesco enfim. Não vou
dizer os nomes
dos tipos de contatos, todos sabem. E já notaram que eu não falo
certas palavras.
Uma lista delas...</p>
<p>Mas enfim,eu não quero encostar !</p>
<p>Eu acho, não, eu tenho certeza... ...quer dizer... 
....como eu disse, eu vejo na
rua e não consigo me imaginar no lugar daqueles lá. Não teria
coragem, e não
vejo uma essencial necessidade. Acho que deve ser possível
demonstrar afeto,
mesmo que seja muito, sem tamanhos contatos...</p>
<p>Isso não precisa ser em público. Não vejo o porque de uma
exibição.</p>
<p>Mas sobre aquela pessoa, acha que eu tive escolha? Eu não
planejei isto... 
...não tive opção. E não sei exatamente se gostaria de ter contato
com... Droga,
eu nem sei o que quero com... Só sei que há uma vontade de estar
com... E só.</p>
<p>
---------------------------------------------------------------------------------------

Obs².: (Nota do autor)</p>
<p>John, eu não disse que você quer isto, quer dizer, eu disse, mas
não assim...
Só quis mostrar essa coisa sua de não encostar nem ser encostado.
De estranheza
como contato físico. Por nada em especial, só achei que ajudaria
aos outros a te
entenderem. As pessoas quase nunca se lembram de que...</p>
<p>Você valoriza demais o contato físico John, a ponto de evitá-lo,
mas não 
dá pra ser assim...     ...não facilmente. E John,
você é um desenho...</p>
<p>(Bom prosseguirei depois com essa conversa.)</p>
<p> </p>
]]></description>			<link>http://edo.arteblog.com.br/224931/Intoc-vel/</link>			<comments>http://edo.arteblog.com.br/Intoc-vel-30102009-120634-lp-224931.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://edo.arteblog.com.br/224931/Intoc-vel/</guid>			<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 12:06:34 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Não sei...]]></title>			<description><![CDATA[<p>
Desenho que me saiu assim, sem mais, nem menos...
O mesmo vento que sopra ali a trouxe, e só.



De muito tempo pra cá meus desenhos estão ficando mais
inacabados que o de costume. Perdi muita energia esse ano...

Ou gastei muita energia...</p>
]]></description>			<link>http://edo.arteblog.com.br/222613/N-o-sei/</link>			<comments>http://edo.arteblog.com.br/N-o-sei----27102009-211037-lp-222613.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://edo.arteblog.com.br/222613/N-o-sei/</guid>			<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 21:10:37 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Fall]]></title>			<description><![CDATA[<p>Já faz alguns dis desenhei esse cara.
Não sei se tava caindo ou pulando, achei melhor caindo.



Essa ausência de olhos em meus desenhos deve ter alguma explicação
psicológica. Se algum psicólogo ou psiquiatra ler isso, favor
entrar em
contato para maiores explicações a mim.

(desde já aviso que não vou pagar a consulta)</p>
]]></description>			<link>http://edo.arteblog.com.br/222610/Fall/</link>			<comments>http://edo.arteblog.com.br/Fall-23102009-192254-lp-222610.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://edo.arteblog.com.br/222610/Fall/</guid>			<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 19:22:54 +0200</pubDate>		</item>	</channel></rss>