<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0">	<channel>		<title>[arteblog.com.br] contadoradehistorias : <![CDATA[~ Contadora de histórias ~]]></title>		<link>http://contadoradehistorias.arteblog.com.br</link>		<description><![CDATA[~ Contadora de histórias ~]]></description>		<language>br</language>		<copyright>Copyright (c) 2006, Hi-pi</copyright>		<generator>Hi-pi RSS 2.0 generator</generator>		<docs>http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss</docs>		<pubDate>Fri, 14 Nov 2008 23:47:58 +0200</pubDate>		<item>			<title><![CDATA[a volta]]></title>			<description><![CDATA[<p>As frutas olhavam para
ela, a encaravam como de canto de olho em uma pergunta: "E então? O
que vai ser?". De repente se lembrou de quando era pequena e comia
algo que lhe caía mal no estômago, a mãe sempre a oferecia
frutas... frutas eram sempre mais fáceis de engolir.</p>
<p>A sensação da solpa
voltou... era horrível e não sabia se queria passar por aquilo
outra vez. Parou um pouco, pesando.</p>
<p>De lá, de onde estava,
assim no parapeito da janela, podia ver os carros se movimentando
lá embaixo. Olhou ao redor, tentando reconhecer o local. Procurando
por algo familiar.</p>
<p>Foi quando, de súbito,
veio lhe um idéia na cabeça, "maçã é anti-hemético", havia lido em
algum lugar. Havia procurado por aquilo também, anti-hemético
significa: você come e não vômita. Se queria saber o que estava
acontecendo e voltar para casa aquele era um passo impressíndível,
e ela havia entedido bem.</p>
<p>Respirou fundo...
fechou os olhos. Se decidiu. Seria a maçã. O cheiro azedo no chão
apagava bastante sua expectativa. Maçã. Soltou um suspiro
continuado. Teria o dia inteiro pela frente. Começava a se sentir
meio zonza novamente, como se estivesse gripada, o corpo doía e o
ar faltava. Cansaço, cansaço, cansaço, sem fazer nada. Será que
estaria doente?</p>
<p>Seus olhos pararam
sobre a maçã e ela a pegou. Sentiu o cheiro doce e pairou os
pensamentos sobre o vermelho... o sangue. Ela não estava mais suja,
mas se lembrava bem. Era isso então? Havia sido mordida? De repente
todas as palavras tortas, as entrelinhas e tudo aquilo o que havia
incansavelmente pesquisado começaram a se casar e a fazer sentido. Estava indecisa
entre a inevitabilidade e o pânico. Mordeu a maçã.</p>
]]></description>			<link>http://contadoradehistorias.arteblog.com.br/104677/a-volta/</link>			<comments>http://contadoradehistorias.arteblog.com.br/a-volta-12112008-231227-lp-104677.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://contadoradehistorias.arteblog.com.br/104677/a-volta/</guid>			<pubDate>Wed, 12 Nov 2008 23:12:27 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[...o começo do amanhecer...]]></title>			<description><![CDATA[<p>Ele estava lá.
Sorriu um sorriso tranquilo, mas que aos poucos pareceu à
ela querer esconder um pouco de preocupação
estampada...</p>
<p> - ... você
dormiu bem... heim...</p>
<p> - Onde
estamos?</p>
<p> - Em um lugar
seguro... você ainda está  fraca demais para sair
por aí!</p>
<p>A fez sentar
novamente... de fato, a cabeça dela rodava um pouco, como se
não me alimentasse há dias. Considerou o tempo que
havia passado sem consciencia de si e atreveu-se a
perguntar.</p>
<p> -... mas e os
meus pais? eles devem estar preocupados... vc me parece
preocupado.</p>
<p>Sorriu mais uma vez,
como se quisesse convencer a nossa garotinha do contrário. E
então entregou-lhe um prato de sopa.</p>
<p> - Você tem
q se esforçar e comer.</p>
<p>Ela imaginou que ele
estava exagerando... comer sopa não era uma coisa tão
difícil assim, pelo menos não lhe tinha parecido que
fosse até agora. Logo mudou de idéia, assim que o
primeiro bocado caiu em seu estômago sentiu como se Hiroshima
e Nagasaki explodissem de novo... fez mensão de
vômitar. Ele cuidadosamente tapou o nariz dela e segurou sua
cabeça.</p>
<p> -
Denovo!</p>
<p> - Eu não
posso! Não consigo!</p>
<p> - Tem que
conseguir! Mais uma vez...</p>
<p>Suspiro profundo na
tentativa de encher de ar aquele gosto dilacerante... fechou os
olhos e prendeu a respiração... outra vez... parecia
que o estômago estava fechado... vômitou. Era
horrível demais para continuar, seu estômago doia
absurdamente, tanto que se desfez em um grito:</p>
<p> - PARE! POR
FAVOR... pare! - suspirou -  eu não
consigo...</p>
<p>Deitou de volta na
cama e virou para o outro lado.</p>
<p> - ei... - ele
continuou - preste atenção em mim... você tem
que conseguir para voltar a ver seus pais e ter a vida que
você tinha... está ouvindo?</p>
<p> - O que raios
aconteceu? Por que esta acontecendo isso comigo?</p>
<p> - Você deu
sorte de eu chegar a tempo... primeiro coma... tem algumas frutas
ali... tente desesperadamente comer... não saia daqui...
primeiro coma... depois eu prometo que explicarei
tudo...</p>
<p>E então
chegando bem perto ao rosto dela, como se tocasse sua face com a
respiração... sussurou:</p>
<p> - ... confie em
mim... vai ficar tudo bem...</p>
<p>Beijou-lhe a face e
saiu... Algum tempo depois olhando pela janela, ela pode notar o
sol nascendo por de trás dos telhados das casas... e
concluir... havia preocupação no rosto
dele...</p>
<p> </p>
]]></description>			<link>http://contadoradehistorias.arteblog.com.br/32937/o-comeco-do-amanhecer/</link>			<comments>http://contadoradehistorias.arteblog.com.br/---o-comeco-do-amanhecer----14112007-190315-lp-32937.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://contadoradehistorias.arteblog.com.br/32937/o-comeco-do-amanhecer/</guid>			<pubDate>Wed, 14 Nov 2007 19:03:15 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[O fim da noite...]]></title>			<description><![CDATA[<p align="justify">Começava a anoitecer, o crepúsculo aos poucos ia
tomando conta do céu em seu espetáculo
lúgubre. Acordou... havia dormido a noite toda, o dia
inteiro, sentia-se cansada. Olhou ao redor, apenas a
escuridão adentrava a sala. Sentiu frio... nas paredes as
primeiras luzes da cidade faziam desenhos engraçados, haviam
móveis antigos por toda a extensão do seu olhar.
Estava assustada, mas ao mesmo tempo, era como se se sentisse em
casa.</p>
<p align="justify">Fora
delicadamente coberta, ela diria até que alguém velou
por ela nos primeiros minutos com um carinho que ainda estava
impresso nas pilastras daquele cômodo. Mas agora estava
sozinha e a escuridão crescia, era estranho sentir-se
aconchegante, tão estranho que seu coração
começou bater cada vez mais forte.</p>
<p align="justify">Encolheu-se nas cobertas e fechou os olhos... ainda estava
cansada... os abriu novamente e as luzes agora dançavam pela
parede, incandescentes. Piscou profundamente e foi tomada por um
sono pesado.</p>
]]></description>			<link>http://contadoradehistorias.arteblog.com.br/27250/O-fim-da-noite/</link>			<comments>http://contadoradehistorias.arteblog.com.br/O-fim-da-noite----06102007-032230-lp-27250.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://contadoradehistorias.arteblog.com.br/27250/O-fim-da-noite/</guid>			<pubDate>Sat, 06 Oct 2007 03:22:30 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[A noite - parte II]]></title>			<description><![CDATA[<p align="justify">Um
vento frio de repente cortou seu pensamento. Parou. Respirou fundo
e olhou ao redor. Sentiu outra vez... O que viria agora?</p>
<p align="justify">- Um
convite para ver o lago? - sorriu entre as
árvores.</p>
<p align="justify">- Quem
é você?</p>
<p align="justify">-
Aquilo que veio buscar...</p>
<p align="justify">Era
belo, amedrontador e de uma luz fria. Caminhava agora ao seu
encontro, os olhos dele tentavam enfeitiçar os dela. Tinha
um jeito de andar, como se o mundo parasse para dar-lhe
licença. Não havia a imponência do Armand, nem
a sutileza encantadora daquele que a protegeu... caminhava com
objetividade e não se deixava entreter por nada, era como se
soubesse muito bem o que queria. Todos eles sempre aparentavam ter
um motivo difuso, como mística.</p>
<p align="justify">Levou
a mão aos cabelos dela e após sentir o aroma, abaixou
e beijou-lhe as mãos... era como se vesse em sua frente um
cavaleiro antigo... traiçoeiro e cheio de sombras, mais
ainda sim, cortês.</p>
<p align="justify">- O
lago ficará lá por muitas outras eras ainda... mas eu
só tenho até o amanhecer.</p>
<p align="justify">O
sorriso dele parecia de um mago, astuto. Convidativo.</p>
<p align="justify">Tomou-a pelos ombros e quando nossa pequena se deu conta
já estava vendo o reflexo de um encontro caótico
à luz das estrelas passantes.  Ele parecia concentrar
em si um poder emanante que a entretia.  Não era
possível saber se havia conversa, ou ela apenas
fantasiava... mas uma coisa ela tinha certeza... havia falhado...
agora era ela a caça.</p>
<p align="justify">Sentiu
uma dor pontuda, algo morno escorreu por seu pescoço... "o
que era aquilo?" perguntou-se cambaleantemente... viu o mundo
passar devargazinho... quase fugidio. A cabeça doeu, o
ouvido quase explodia com o som da avenida movimentada... dos
insetos... das águas. Caiu.</p>
<p align="justify">A lua
resplandecia, trepidava... era como uma viajem de LSD que ela
sempre havia ignorado nas rodas da escola... era como... como...
ela não sabia... não havia nada que houvesse
conhecido com a leveza e o peso daquilo.</p>
<p align="justify">Ouviu
uma briga... assistia uma luta... alguém foi jogado ao lago.
Tentou se levantar... em vão... não conseguia sentir
as pernas. Apoiou-se na terra, rastejou até uma
árvore próxima, usou toda força que restava
para ficar em pé. Era difícil... sentia uma
vertigem... a blusa estava empapada com... "ah, meu Deus!" havia se
dado conta... Era sangue!</p>
<p align="justify">Seus
sentidos estavam atrapalhados, truculentos... a
respiração voltava ofegante... o ser das
árvores voltava... sentiu medo... tentou se desvincilhar,
inutilmente.</p>
<p align="justify">- ...
calma... eu vim terminar o que comecei... não tenha medo...
queria experimentar-nos...pois fará seu
experimento!</p>
<p align="justify">- o
que é isso?</p>
<p align="justify">-
é o mundo... do lado de fora...
hahahahaha... </p>
<p align="justify">Agarrou-se à arvore para não cair. A luta
recomeçara, haviam dois... ele... e o outro. Seu
coração sorriu, aqueceu-se... e ela perdeu os
sentidos.</p>
<p align="justify">A
última coisa que ouviu foi um urro de dor, um baque e o
sussurro que ela conhecia bem.</p>
<p align="justify">- ...
respire... apenas respire... eu vou fazer tudo ficar
bem.</p>
]]></description>			<link>http://contadoradehistorias.arteblog.com.br/21873/A-noite-parte-II/</link>			<comments>http://contadoradehistorias.arteblog.com.br/A-noite---parte-II-31082007-233247-lp-21873.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://contadoradehistorias.arteblog.com.br/21873/A-noite-parte-II/</guid>			<pubDate>Fri, 31 Aug 2007 23:32:47 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[A noite]]></title>			<description><![CDATA[<p>Andava agora pela rua
fria e triste, que se escondia por trás do prédio da
biblioteca... era mais um caminho desenhado no meio do mato do que
uma rua propriamente dita. Escura e vazia, protegida do olhar
curioso das pessoas e dos carros que cortavam a avenida lá
à diante. Entre a avenida e a rua, o lago... e as
árvores entretidas sob o olhar canbalente da
via-láctea à cima.</p>
<p>Aquele caminho era
perigoso, se sentia desprotegida... mas talvez isso fosse
exatamente o que ela queria. Uma isca... sim... uma isca. Nada de
livros ou suposições a cerca daqueles extranhos
seres, ela estava desperta, queria o único conhecimento que
poderia salva-la... o empírico... baseado em
experiências... <em>suas experiências</em>.</p>
<p>O
coração batia, cada vez mais forte e mais
rápido, havia um friozinho na barriga e o ar gelado do medo
que tornava tudo tão absurdadmente encantador.</p>
<p>Ela precisava
descobrir o que era aquilo que sentia e por que ela, <em>somente
ela</em>, os via. Era bem verdade que a mãe também
havia visto, mas o pai nada percebera e ninguém nunca havia
de fato afirmado que aqueles estranhos fantasmas pudessem mesmo ser
reais. Era essa a parte que ela precisava entender, era por essa
parte tão substancial que ela caminhava agora sozinha... no
meio do mato, atrás das árvores olhando para o lago
que refletia a imagem triste e fria da lua lá em cima num
céu nublado. </p>
]]></description>			<link>http://contadoradehistorias.arteblog.com.br/21177/A-noite/</link>			<comments>http://contadoradehistorias.arteblog.com.br/A-noite-26082007-173450-lp-21177.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://contadoradehistorias.arteblog.com.br/21177/A-noite/</guid>			<pubDate>Sun, 26 Aug 2007 17:34:50 +0200</pubDate>		</item>	</channel></rss>